Em Alto Alegre do Pindaré, a 239 km de São Luís, uma iniciativa está ajudando professores e alunos a disseminar o gosto pela leitura nas comunidades, tanto da zona urbana quanto da zona rural. Trata-se do Projeto Jegue-Livro, uma espécie de biblioteca ambulante. Uma vez por mês, um jegue com jacás (uma espécie de cofo de fibra vegetal) de livros, conduzido por jovens leitores, sai às ruas e se instala em um local da comunidade, à sombra, pondo livros à disposição da população. Por uma hora, acontecem as leituras espontâneas.
O Jegue-Livro é ligado a outro projeto de incentivo à leitura, o Jovens Leitores, que é desenvolvido em todas as escolas onde funciona o Programa Escola Que Vale (EQV), parceria da Prefeitura com a Fundação Vale do Rio Doce. Este foi pensado para que os estudantes não ficassem sem aula, enquanto os professores participavam da formação continuada com a coordenação do EQV, realizado uma vez por mês, no intervalo de uma hora, em cada um dos nove estabelecimentos onde o programa foi instalado.
Para estender à comunidade foi um passo. Em ação com outro projeto, o Comunidade de Leitores, desenvolvido por diretores nas suas unidades de ensino, formou-se uma rede em favor da leitura no município.
Arrastão
Quando sai às ruas, o jegue arrasta centenas de crianças, jovens, adultos e idosos. Todos em busca de conhecimento. Em praça pública, elas participam de rodas de leitura. As crianças são incentivadas a ler, a desenhar, a pintar e a fazer a releitura dos livros em microfones.
"São atividades que ajudam no desenvolvimento da comunicação oral, no sentido de melhorar o nível de leitura e diminuir a inibição", explica Carmelita Laura, professora e diretora da Unidade Integrada Professor Francisco de Assis Carneiro, do povoado Auzilândia, uma das cinco comunidades onde o Projeto Jegue-Livro vem sendo desenvolvido há seis meses.
O Jegue-Livro é uma daquelas idéias simples que dão certo pelo esforço coletivo. Em cada comunidade onde o projeto é realizado, o animal que faz o transporte dos livros é doado por um pai de aluno ou um morador do local. Da mesma forma que os jacás, que são enfeitados por alunos com papel colorido e servem como estantes móveis.
Os livros são doações, da Prefeitura e do próprio Escola Que Vale, disponíveis na biblioteca da Casa do Professor, um espaço de suporte ao Programa EQV.
muito boa a iniciativa. lembrei que em SP existe uma biblioteca montada também com doações pelos moradores da Ocupação Prestes Maia, com mais de 3.500 títulos.
André Maleronka · São Paulo, SP 5/3/2006 09:22
MUITO BOA, essa iniciativa!!! Informo ainda que ela foi vencedora do Prêmio Viva Leitura 2006 - concedido em conjunto pelo Ministério da Cultura e Ministério da Educação. Reconhecimento mais que merecido.
Ernesto Valença · Salvador, BA 23/11/2006 19:51
Vale divulgar estas iniciativas, sobretudo, no nosso querido interior do Maranhão. Votado.
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