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Isso é Calypso - ou A Lua Não Me Traiu

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Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ
17/7/2007 · 366 · 144
 

Eu estava em Manaus, lá por volta de 1997, quando ouvi Chimbinha pela primeira vez. As rádios locais só tocavam brega paraense. Logo a sonoridade característica da guitarra, em todas as músicas, chamou a minha atenção. Era um dedilhado barroco, cheio de floreios, mas muito claro e seguro. Anotei o nome de alguns dos artistas, para procurar os CDs. Naquele tempo, ainda havia muitas lojas de discos, que vendiam os produtos oficiais, com encarte e ficha técnica. Percebi, em todos eles, o crédito para o mesmo guitarrista: Chimbinha. Como estava fazendo a pesquisa para o projeto Música do Brasil, e minha próxima escala seria Belém, resolvi procurar o cara. Foi fácil: todo mundo nos estúdios paraenses sabia onde encontrá-lo.

Chimbinha me deu de presente seu CD solo, chamado Guitarras que Cantam, hoje uma raridade que deveria ser relançada para os fãs conhecerem suas origens. Era um disco de guitarrada, claramente herdeiro das invenções dos mestres Vieira e Aldo Sena, que foram muito populares em toda a Amazônia no início dos anos 80, antes da febre da lambada. Sou fã de guitarrada - então foi fácil ficar fã do Chimbinha. As músicas Dançando Calypso e Na Levada do Brega, que abrem o Guitarras que Cantam, estão entre as minhas favoritas de todos os tempos. Elas aparecem tocadas ao vivo num dos episódios do Música do Brasil que passou na MTV e na TVE.

Fiquei fascinado com a movimentação musical em Belém, ainda totalmente desconhecida no sul do país. Escrevi o seguinte texto para o livro de fotografias do Música do Brasil:

"O brega, se ninguém ainda percebeu, é rock. Digo mais: é o mais amado e duradouro estilo do rock brasileiro. Tudo começou com a jovem guarda, e sua adaptação do rock internacional para o gosto popular nacional. Quando Roberto Carlos colocou em segundo plano as guitarras elétricas e se transformou em cantor romântico acompanhado por orquestras, a fórmula inventada pela jovem guarda se descentralizou, primeiro passando pelo Goiás de Amado Batista, depois pelo Pernambuco de Reginaldo Rossi, até chegar ao Pará do ex-governador Carlos Santos, também cantor brega, autor de dezenas de discos.

Hoje Belém é a capital do novo brega. Centenas de CDs são lançados anualmente, a princípio para um consumo regional, mas que começa a atingir também o público nordestino. Os músicos locais já nem chamam o que fazem de brega, dizem que é "calipso", música mais "sofisticada".

O marco do nascimento do calipso - não tem nada a ver com a música de Trinidad e Tobago - foi o sucesso Ator Principal, lançado por Roberto Villar em 1996. De lá pra cá, os discos do novo brega de Belém são produzidos com maior cuidado, as guitarras são dobradas, e o ritmo se acelerou. Algumas pessoas se destacam no meio da profusão amazônica de novas estrelas.

Chimbinha, com 23 anos, tocou guitarra em mais de 200 CDs, só em 1997. É uma das maiores revelações entre novos músicos brasileiros de qualquer estilo, sendo herdeiro direto das invenções de Renato dos Blue Caps - que criou o chacumdum da guitarra brega ao ser obrigado a tocar num disco de bolero, sem saber tocar bolero - e das guitarradas de Vieira.

Mas a revelação mais pitoresca de toda esta cena paraense é Wanderley Andrade, auto-intitulado "o ídolo louro do brega". Quando pedi que resumisse sua história musical, ele me deu a seguinte aula sobre as fronteiras do pop brasileiro:

'Posso falar alguma coisa? Legal, porque a nossa música paraense de hoje é uma mesclagem do ritmo calipso com o twist, na onda de Jerry Lee Lewis. A gente deu muita sorte, porque hoje essa mesclagem, graças a Deus, roda em dezessete estados brasileiros. Essas ondas todas aqui não têm nada de ridículo. É um papo dez, é uma mistura de Nina Hagen, com aquela onda dos Sex Pistols, do Pink Floyd, do Dire Straits, e aí eu peguei o Pepeu Gomes daqui do Brasil e fizemos essa onda: o negócio é sério. Sempre gostei de Elvis a Morengueira.'"

Mais de um ano - talvez dois anos - depois de nosso encontro paraense, Chimbinha e Wanderley Andrade foram convidados para tocar na festa de lançamento do Música do Brasil, que aconteceu no então chamado Tom Brasil, em São Paulo. Isso num palco que também apresentou Siba e vários mestres de Nazaré da Mata, pré-Fuloresta do Samba. Era um tratamento de choque para a platéia paulistana, já um debate sonoro sobre o que é tradição musical no Brasil. Chimbinha, ao ser convidado, disse que queria se apresentar com sua nova banda, a Banda Calypso. Ouvi a fita demo e não achei nada demais. Já teríamos Wanderley com o brega cantado. Do Chimbinha, eu gostaria de ouvir uma guitarrada, mas ele insistiu tanto que desembarcou em São Paulo acompanhado por Joelma, que eu não conhecera em Belém.

Dei uma entrevista para a Trip, dizendo que Chimbinha era um dos melhores guitarristas brasileiros (tentando incentivar sua carreira de guitarreiro) e recebi seus agradecimentos pelo elogio através de alguém que tinha contato com ele no Pará. Outras notícias que chegavam de Belém eram de que Chimbinha tinha deixado de atuar como músico de estúdio e passado a se dedicar inteiramente para a Banda Calypso. Fiquei com pena: achava que bandas como a Calypso havia muitas, que o que faltava mesmo no brega era um instrumentista criativo como Chimbinha, capaz de dar uma sacudida boa nas fronteiras mais conformistas do gênero.

Então perdemos o contato. Só muito tempo depois comecei a ouvir falar do sucesso da Banda Calypso no Nordeste, sucesso cada vez impressionante e cada vez mais nacional. Quando a popularidade ficou indiscutível, no final de 2005 e sem nenhum apoio de gravadora, é que a Calypso começou a aparecer na TV em rede nacional, onde vi Chimbinha novamente já com seu topete louro. Fiquei alegre por descobrir que ele finalmente conseguiu o que queria.

Em 2006, eu já estava trabalhando no Central da Periferia. Queríamos fazer um programa em Belém, contando um pouco a história da música periférica local, do brega ao cibertecnobrega. A presença da Banda Calypso no programa era fundamental, mas estávamos com dificuldade de organizar a gravação por causa de sua agenda lotada de shows, e de viagens de show para show, de segunda a segunda. Resolvi ligar para o Chimbinha, para explicar o programa (que ainda não estreara). Era a primeira vez que conversávamos desde 1999. Achei que ele poderia nem se lembrar de mim. Mas a conversa foi fácil, como se nunca tivéssemos parado de nos ver.

O telefonema, de madrugada (a hora mais fácil para encontrá-lo), durou horas. Chimbinha me contou tudo que havia acontecido desde a festa de lançamento do Música do Brasil. Falou de como perdeu todo o dinheiro que acumulou como músico de estúdio para manter a Banda Calypso nos seus primeiros anos, quando não tocava em nenhuma rádio nem era contratada para nenhum show. Ele mesmo percorria todas as rádios de poste (que têm alto-falantes espalhados nos postes das ruas de Belém) pedindo para suas músicas serem programadas. Foi por causa de um desses alto-falantes de rua que um organizador de shows de Marabá, de passagem por Belém, ouviu a Calypso e convidou a banda para uma série de apresentações no sul do Pará. De lá é que seguiu para Pernambuco, onde passou meses fazendo show diários por uma ninharia. O sucesso aconteceu aos pouquinhos, entre vários momentos de desespero.

Falei do Central da Periferia, disse que o importante para a gente não era mais uma apresentação da Calypso, pois - naquele momento -isso já tinha sido visto em muitos programas de TV. Desejávamos contar a história da banda, de que periferia ela tinha vindo, como batalhou pelo sucesso. Seria ótimo se a Regina Casé pudesse ir com ele para Oeiras, sua cidade natal, para conhecer onde passou a infância. Chimbinha argumentou que a viagem de barco até Oeiras demoraria muitas horas, que não daria tempo. Eu respondi que a produção poderia tentar alugar um jatinho. Do outro lado da linha: "avião eu tenho, o problema é que lá não tem pista de pouso." A ficha caiu: logo descobri com quem eu estava falando - não era mais aquele garoto de 23 anos só com uma guitarra na mão.

Meses depois, recebi o convite - através de um email da minha amiga Meg, comunicadora paraense que hoje trabalha com a Calypso - para ir na casa de Chimbinha e Joelma em São Paulo. Seria um jantar para poucas pessoas, uma comemoração do lançamento do CD e DVD Banda Calypso pelo Brasil. Depois de ultrapassar a poderosa barreira de seguranças do condomínio Alphaville, cheguei numa mansão luxuosa, com colunas na porta. Dentro, só a família, os compositores e músicos que trabalham com a banda, o pessoal que cuida da agência pernambucana que vende os shows, e alguns amigos, como Zezé di Camargo. Joelma e Chimbinha trouxeram um chef de Santarém - o melhor da culinária paraense, segundo o casal - para preparar o jantar com peixes frescos que chegaram na sua bagagem.

Mesa posta, Chimbinha veio me apresentar cada prato. Ele falava sobre detalhes da vida de cada peixe ("este aqui gosta de nadar perto das pedras"), que não eram os peixes óbvios de todo restaurante amazônico. Perguntei curioso, achando que era um hobby biológico: "mas como você sabe isso tudo?" A resposta veio natural, não era nada para causar espanto: "ora, eu vendia peixe na feira com meu pai." Nova ficha caiu, dessa vez com peso de toneladas. Meus olhos lacrimejaram, pensei comigo contendo o choro: "outro dia ele vendia peixe na feira, agora está aqui numa mansão num condomínio em São Paulo, de um extremo a outro da injusta estrutura social do país, quase sem escalas, totalmente na marra... que símbolo incrível das mudanças pelas quais o Brasil está passando!"

Pensei no Lula, que dorme hoje no Palácio da Alvorada, para incômodo de muita gente (incômodo parecido com aquele que gera o sucesso da Calypso...) Mas há diferenças: a ascensão política de Lula é produto ainda das alianças entre vários grupos sociais diferentes, com o apoio decisivo de elites intelectuais da USP, por exemplo. Chimbinha se fez sozinho do lado de lá do cultural divide, sem gravadoras, sem televisão, sem elogios da crítica - eu mesmo, já fã, não tinha dado importância para a sua banda. Outros artistas das chamadas classes populares, para atingir o estrelato precisaram do apoio de mediadores de elite (mesmo Cartola "precisou" de Sérgio Porto...) - agora meu anfitrião estava inaugurando um outro caminho para o sucesso de massas, direto, sem o aval de ninguém do "centro". Essa é uma novidade e tanto para a cultura brasileira. Que bom que as tais "elites" estão perdendo o controle.

Chimbinha, também emocionado, me contou mais de sua história - a época que morou com sua mãe numa invasão em Belém, os maus tratos quando - aos 13 anos - tocava guitarra toda noite num cabaré e pedia para sua mãe para não voltar mais lá, mas sabia que não podia largar o "emprego" pois a família dependia daquele trocado para comer. Eu disse que ele deveria fazer um filme com essa sua história de vida. "Não - Chimbinha respondeu -, não precisa, ele - apontando para Zezé di Camargo - já contou essa história no filme dele, é a mesma coisa. Quero que o meu filme comece quando já está tudo bem, tudo alegre."

Os melhores amigos de Chimbinha em São Paulo são Zezé, Leonardo e Bruno (de Bruno e Marrone). Isto é: metade do PIB musical brasileiro hoje. Interessante que tenham se encontrado e que tenham amizade tão forte. São biografias semelhantes, e também ascensões sociais meteóricas. Leonardo trabalhou com plantação de tomate quando criança. Hoje são essas pessoas que alegram a vida da maioria dos brasileiros. Mas o sucesso não serve de blindagem contra o sofrimento e a dificuldade de ter que lidar com uma situação que sempre - repito: apesar do sucesso - insinua cruelmente que ocupam um lugar que não lhes é devido, que deveria ser ocupado por músicos com formação de "qualidade".

Chimbinha passou o jantar me agradecendo por estar ali, por ter aceito o convite, por ter apoiado sua carreira, por ter colocado sua banda na televisão. Eu dizia que a televisão é que tinha que agradecer, que eu não tinha feito nada, que se ele tivesse seguido meus conselhos nem haveria a Banda Calypso... Mas entendi o que estava em jogo, além do nosso respeito mútuo. Como diagnosticou certa vez, com muita precisão, a Regina Casé falando sobre os motivos para fazermos o Central da Periferia, num momento em que não estávamos nem um pouco confiantes nas virtudes/necessidade do programa - ela dizia algo mais ou menos assim: "o fato de essas músicas viverem esse sucesso popular todo e não aparecerem na mídia, cria uma sensação de irrealidade para tudo, é como se o sucesso fosse um sonho facilmente convertido em pesadelo, como se todo mundo naquele show tivesse tomado uma droga pesada; eles sabem que não precisam da mídia para fazer sucesso, mas o sucesso sem estar na TV - espelho importantíssimo para a cultura popular contemporânea do Brasil - parece oco, virtual; é incrível que a mídia, sendo aparentemente tão virtual, ainda tenha esse poder de conferir realidade às coisas..."

O pessoal que cuida da empresa que vende os shows da Calypso me confirmou: "às vezes chegamos numa cidade lá no interior do Tocantins - o show está lotado com o nosso público, mas o cara que aparece na TV e que não juntaria 100 pessoas tem o melhor cachê, o melhor camarim, é recebido pelo prefeito..." Questões simbólicas e não tanto... O que o novo sucesso popular brasileiro, criado à revelia da mídia, ainda busca na mídia é a legitimação, o selo de que é mesmo sucesso e se possível "cultura". Uma situação que conheço bem por acompanhar a história do funk: sempre tratado como caso de polícia (reuniões sempre na secretaria de segurança, nunca na de cultura), mesmo sendo o ritmo mais popular na cidade... É evidente, mais que evidente: o sucesso por si só não traz respeito.

No final do jantar sentamos ao redor de um piano de cauda branco (igual ao do Elton John, igual ao do Leandro Lehart), para ouvir as músicas do próximo disco, o décimo da banda, que só foi lançado em 2007 mas já estava em gravação. Eu perguntei: "mas como vocês já estão gravando se mal acabaram de lançar o CD/DVD ao vivo?" Chimbinha me explicou seu modelo de negócios, do qual é criador (muito criativo) e mestre: "mas este disco já está todo vendido para um supermercado, 500 mil cópias - não precisa mais ser trabalhado."

Os compositores estão presentes. Não compõem apenas para a Calypso, mas também para Calcinha Preta e várias outras bandas que fazem o Brasil popular de hoje cantar e dançar. São nomes como Beto Caju, Edilson Moreno, Elias Muniz, Edu Luppa, e o arranjador - desde o tempo do Guitarras que Cantam - Helinho Silva. É uma turma que fica internada num estúdio, morando num hotel em São Paulo, enquanto o disco está sendo produzido. É já um outro tipo de relação com os compositores, contratados pelas bandas para escrever seus próximos sucessos. Todos são trabalhadores do pop: parece que têm o método para o sucesso de massa, para a canção que vai agradar a maioria. Imagino que a Motown também funcionasse assim. Eu ia escutando as novas músicas e já podia ouvir as multidões cantando aos berros nos futuros shows lotados.

Já repeti várias vezes aqui que não tinha muito interesse pela música da Banda Calypso, gostava do Chimbinha guitarreiro... Então valorizava mesmo o aspecto antropológico do sucesso, um sucesso bem diferente daquele que a indústria fonográfica tradicional produzia no Brasil. Mas este CD, o Volume 10, eu gosto, pra valer. Musicalmente. É um hit perfeito atrás do outro. Há poucas canções melhores de se ouvir no rádio do que Mais Uma Chance, cantada por Joelma e Leonardo. Quando ouço na rua, meu dia se alegra e saio cantando junto. A situação de amor descrita na letra também é cativante, no seu narcisismo calculadamente desamparado e espertamente ingênuo: "meu amor se eu fosse você, eu voltava para mim, eu viria me socorrer". Um dia, quando um cantor chique fizer uma versão, todo mundo vai achar bacana... Mas é preciso tempo: o popular muito popular só se torna elogiável quando sua popularidade é coisa do passado, não é mesmo?

A fórmula pop da Calypso amadureceu. É um estilo, objeto claramente identificável. A voz de Joelma tem calor e graça - entendo bem porque todas as crianças são apaixonadas por ela. E a guitarra do Chimbinha continua a tal. Ele me disse que ainda pretende gravar outro disco de guitarrada. Nem precisa: não há necessidade do Chimbinha me provar mais nada. Mas que seria bom ouvi-lo novamente em gravação solo, por puro divertimento, ou por egocentrismo meu, isso seria: fecharia um ciclo completo em minha vida. Mas de qualquer maneira: Salve Chimbinha! Salve Joelma! Os músicos mais populares no Brasil hoje! Quando vão ganhar a medalha do mérito cultural?

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Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A
 

Salve, Hermano, por texto tão bacana. Embora não curta muito o ritmo do calipso, a gente se enternece com histórias assim. No final das contas, fiquei curioso mesmo foi em relação aos compositores – como esses caras conseguem emplacar um sucesso atrás de outro? Que fórmula eles utilizam? Quem são essas figuras?

No mais, triste mesmo é perceber que os meios de comunicação ainda têm tanta força – que lhes permite, dependendo da sorte do dia, segregar ou abraçar artistas populares.

Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A · Fortaleza, CE 14/7/2007 10:59
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Hermano Vianna
 

oi Henrique: no caso da Banda Calypso eu acompanhei bem: a mídia não teve escolha: foi atrás do sucesso - a Banda Calypso foi bem mais forte - abraço!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 14/7/2007 12:34
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Hermano Vianna
 

uma dica: procurem no YouTube vídeos da turnê mais recente da Banda Calypso: impressionante o cenário com dezenas de telões de vídeo... é o show-business-tecnológico-popular brasileiro

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 14/7/2007 13:28
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joao xavi
 

o mais foda é perceber que não existe essa historia de paralelo - retas que não se cruzam.
o ponto é bem explicado nas palavras do próprio chimbinha:
"é uma mesclagem do ritmo calipso com o twist, na onda de Jerry Lee Lewis.(...) É um papo dez, é uma mistura de Nina Hagen, com aquela onda dos Sex Pistols, do Pink Floyd, do Dire Straits, e aí eu peguei o Pepeu Gomes daqui do Brasil e fizemos essa onda: o negócio é sério."

mídia, cultura de massa, apropriação, consumo. os caras tiram isso tudo de letra com uma postura que é autonoma, empreendedora e acima de tudo artistica.

joao xavi · São João de Meriti, RJ 14/7/2007 14:43
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Benny Franklin
 

Hermano, Salve!
Parabéns por tão-bem historiar e divulgar a Música Paraense, no caso o Brega. A Banda Calipso com balanço de arepiar os ossos, desfruta de sucesso por conta de sua ousadia em cantar um ritmo não-comum na Região Sudeste. Hoje Chimbinha e Cia banburra em sucesso e dinheiro. Merecem.
Também há no Pará, excelentes cantores/cantoras e inúmeras Bandas... Leia-se: NILSON CHAVES, VITAL LIMA, MARCO ANDRÉ, LIA SOPHIA, PAULINHO CAVALERO, DEYSE ADDÁRIO, MOSAICO DE RAVENA, LA PUPUNHA, Etc. que não perdem em qualidade aos bons contores do Sul/Sudeste. Falta-lhes, no entanto, espaço e e oportunidade.
Simceramente, Hermano, fico grato a você por abrir este espaço a Musica Paraense.
Gratíssimo, irmão.
Abçs. Benny Franklin

Benny Franklin · Belém, PA 14/7/2007 17:16
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Bruno Rabelo
 

Alô Hermano!

Uma historinha rápida: Em 98, durante as gravações do Música do Brasil aqui em Belém, eu e o Pio Lobato fomos até a casa do Pinduca ( onde a equipe do programa gravava a participação do mestre do Carimbó paraense) e você nos apresentou um cara que tocava guitarrada que a gente ainda não conhecia: era o Chimbinha!! Ficamos fãs na hora.

E dez anos depois, vemos a guitarrada ai forte, presente em trabalhos do Cravo Carbono, do Pio solo, La Pupunã, Mestre da guitarrada, da Calypso e tantos outros. Carreiras bem distintas, é verdade.

Seu texto foi muito prazeroso de ler. Excelente!

Abraços

Bruno Rabelo · Belém, PA 16/7/2007 10:56
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Hermano Vianna
 

oi Bruno: puxa, tinha me esquecido que o Chimbinha estava lá na casa do Pinduca... boa lembrança - escrevi um texto sobre o Pio e suas tecnoguitarradas, que ainda está na fila de edição - dá uma olhada neste link - abraços!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 16/7/2007 15:00
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Ilhandarilha
 

Gostaria de ouvir alguma guitarrada. Tem alguma coisa aqui no overmundo? Quem sabe assim eu não entendo melhor essa coisa de Calypso. É um som que não consigo decodificar mesmo! Acho que o brilho do figurino ofusca os meus sentidos.

Ilhandarilha · Vitória, ES 16/7/2007 21:09
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Hermano Vianna
 

oi ilhandarilha: no comentário acima do teu eu coloquei o link para o meu texto sobre o Pio Lobato, que por sua vez tem vários links para coisas relacionadas à guitarrada - mas acho que não é por ali que você vai conseguir decodificar a Calypso...

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 16/7/2007 21:28
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Ilhandarilha
 

Vou checar! valeu. hehheh

Ilhandarilha · Vitória, ES 16/7/2007 21:29
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Bruno Rabelo
 

Ilhandarilha,

Guitarrada típica é com o Mestre Vieira, o inventor do estilo. Tem link aqui mesmo no texto do Hermano!

Bruno Rabelo · Belém, PA 16/7/2007 22:18
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Ilhandarilha
 

Já estou ouvindo, Bruno.Lembra música cubana, salsa e merengue. Dá um baile bom!

Ilhandarilha · Vitória, ES 16/7/2007 22:43
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Bruno Rabelo
 

Exatamente! Música instrumental popular, pra dançar!

Bruno Rabelo · Belém, PA 16/7/2007 22:58
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achr
 

Parabéns Hermano, muito bom o texto "como sempre".
Bah! Depois de tantos comentários fiquei sem palavras, mas o brasileiro torce o nariz pra cultura popular. Tempos depois com os "medalhões da MPB" vira sucesso e cai no gosto da critica e das elites.
Grande abraço.

achr · Porto Alegre, RS 17/7/2007 01:27
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Naza
 

hermano, belo texto. fiquei pensando se você podia indicar alguma referência pra quem ficou curioso sobre a genealogia do rock brasileiro e o brega... abraços!

Naza · João Pessoa, PB 17/7/2007 12:59
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Mestre Jeronimo - JC
 

Vou fazer a composição, no verso que analisa, em duas partes:

É evidente, mais que evidente: o sucesso por si só não traz respeito.

Sem duvida!

Fazer música, pra TER arte com qualidade, é viver (compor) na politica!

[ Salve Chimbinha! Salve Joelma! Os músicos mais populares no Brasil hoje!
Quando vão ganhar a medalha do mérito cultural? ]


Pois é, “salvemos” o BR, o povo, de tanta porcaria que tem a voga, enchendo estadios e praças de shows com produções que não servem pra evoluir, mas, prostituir.
E vamos aplaudir quem faz sucesso também. Como o chimbiha e joelma, outros.

Mas, sem querer tirar o mérito, e sem dar uma de “pedro lara” ou, araci de almeida... deixa o que pensar, & quem estamos vaiando?!

Se a medalha do mérito cultural for dada pra quem também acentua o caminha da prostituição e pro emburrecimento, musical inclusive, aonde vai parar, pr exemplo, a seleção olimpica brasileira... no PAN?!

Então, aqui nesse texto do Hermano tem muita coisa no texto que eu refleti, e depois de fazer uma meditação, vou falar sobre o que penso e o que compõe nos ritmos sem qualidade, mas, fazendo suce$$o.

Pra melhorar a qualidade de vida, e a música, temos então que parar de bater palma pro que não vale o quanto pesa pra educação.

[ "O brega, se ninguém ainda percebeu, é rock. Digo mais: é o mais amado e duradouro estilo do rock brasileiro. "hoje essa mesclagem, graças a Deus, roda em dezessete estados brasileiros. Essas ondas todas aqui não têm nada de ridículo. É um papo dez, é uma mistura de Nina Hagen, com aquela onda dos Sex Pistols, do Pink Floyd… ]

Bem, aih pegou. Comparar Pink Floyd e produto brega.

Mas, tá valendo a citacão, pois é um ‘prato PF’ pra gente fazer festa.
Ja, que o ‘estilo’ em questão, serve bem pra essa ocasião.
E, boa metafora (no jogo, no pentagrama...) é coisa que eu considero.
Rock, pode ser muita coisa, sem duvida, mas, fazendo música, na cultura musical poderiamos ser mais concretos pra não misturar muito pro povo aqui no BR não se analfabetizar mais ainda, infelizmente!
Discutir brega & rock, analizar o que tem em comum, ou, daonde tem a ver uma coisa com outra, ouro na realidade não é diamante. Mas, tem valor comercial, ambos!
O rock, por exemplo, na sua origem tinha uma função de ativismo, politica, era pra FAZER A CABEÇA DO POVO. *era taxado de música de drogado, etc.
E o produto cultural brega em pauta, tem que designação?

Cultura brega, faz qual “cabeça”? (*é isso que poderiamos ja concluir -?!).
Pois, o ‘corpo’ fica vazio, a cabeça de quem cultua essa onda, tá aonde?!
Na lua... ? De que lado... ?

*Se rock foi conceituado de coisa de drogado, brega, é sinonimo geral de prostituição de massa. Pois chimbinha não vende se não tiver junto bunda de mulher no palco, na foto.

Não da pra eleger cultura brega como algo de produtivo, educativo, coisa de tino FAMILIAR.

Ja o rock, tem variações sobre o tema, mas na raiz, pemanece algo que protesta contra o sistema opressor. Comparar uma letra de Pink Floyd com essas bregas que vendem nas TVs e radios, bom, é querer muito.

Sem tirar o merito do sucesso comercial, pois o PIB faz aprte do jogo, no geral, não vejo aonde a cultura do brega consegue se fazer parte de algo que va permanecer, ao longo de tempos, sem que não tenham em breve que adicionar outra coisa: brega?

Ou seja, brega, emburrece mais que educa, pois, ao contrário do rock, não passa de onde está. O povo para pra dançar e não sabe aonde vai, nem aonde esta, imagina, se vai pro outro lado da lua?

Mas gosto, não se discute, claro. A cezar o de cezar... aos justos, jesus, e ao burro... ?!

Sem tirar o mérito, claro, de que, fazer algumas pessoas que tão na maior depre social e espiritual dar uma dançada, tá valendo.

Melhor um passaro na mão, que... um outro (‘brega’) voando.

[ Pensei no Lula, que dorme hoje no Palácio da Alvorada, para incômodo de muita gente (incômodo parecido com aquele que gera o sucesso da Calypso...) ]

É, povão poderia tb ter uma cama do calibre que o Lula tem. Deveria ser menos incômodo pra quando acordar fosse ver o calipso: de avião?!

Sem contar no atrazo, o sucesso que incomoda não é o do Lula, que fica levando vaia, inclusive, no PAN. Quem tá ‘de cima’ não precisa se incomodar com quem tá por baixo: é brega?!
Mesmo quando ‘canta’ que tá por cima.

O povão, não come ‘lula’ no PF todo dia, mas fica lavando a roupa suja e cantando sem sabão! –

Entenderam a pontuação, da nota, na melodia?!

Vem a segunda parte, da opera?!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 17/7/2007 18:38
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Mestre Jeronimo - JC
 

[ Chimbinha se fez sozinho do lado de lá do cultural divide, sem gravadoras, sem televisão, sem elogios da crítica - .... o sucesso de massas, direto, sem o aval de ninguém do "centro". Essa é uma novidade e tanto para a cultura brasileira. Que bom que as tais "elites" estão perdendo o controle. ]

O chimbinha tem sua pontuação, é um vencedor, do que financeiramente se prontificou a fazer musicalmente. Vamos ver se com a guitarrada consegue fazer outra canção, que venda e, sirva pra educar e insitar a massa, pra se educar.

Até ai, em parte, to com ele, ja que o time vencendo em campo, pra que mudar a... nota musical?

Bato palmas pra ele, o menino é bão!

Mas atenção: as elites não perderam o 'controle' (*ainda!).

O povo do BR é que tá perdendo o controle.

Principalmente, e muito, quando vendem a alma e a cultura, quando a música que identifica, é vazia, e acentua pra prostituição.
Inclusive, de forma mais sutil, as 'elites' é que mantem (*ainda) o controle.
Tatica que usa agora pra predominar sobre a massa, é emburrecer o povo com esses estilos musicais sem qualidade pra inteligencia. O controle das "massas" é feito através desta forma comercial de musica que idiotiza e emburrece o povo brasileiro. E o produto brega, que poderia ser até algo de mais louvavel, serve pra esse fim também, infelizmente!

[ Os melhores amigos de Chimbinha em São Paulo são Zezé, Leonardo e Bruno (de Bruno e Marrone). Isto é: metade do PIB musical brasileiro hoje. Interessante que tenham se encontrado e que tenham amizade tão forte. ]

Amizade, amigo é coisa pra se guardar, debaixo de 7 chaves... diz a canção. Amigo, não tem preço.

Mas fica interessante a comparação feita, pelo amigo do PIB alto
, com os outros que tem o PIB pobre. Essa colocação do PIB, (em São Paulo somente?) tá um tanto confusa, senão, levando o insconciente do (pobre?) pra realizar uma equação que sugera que a amizade que vale depois que vc sai da ‘lama’ é a que tem base em $$$. Interessante que os melhores amigos do chimbinha tenham coisa em comum, pode ser, mas devemos ter cuidado pra não compor no verbo do intere$$e que gradua pra ser melhor amigo, quem tem grana e faz sucesso. Pode virar uma hipocrisia esta melodia.

[ Hoje são essas pessoas que alegram a vida da maioria dos brasileiros.]

Não sei não... depois de muita labuta... mas... como vem adiante...

[ Mas o sucesso não serve de blindagem contra o sofrimento e a dificuldade de ter que lidar com uma situação que sempre - repito: apesar do sucesso - insinua cruelmente que ocupam um lugar que não lhes é devido, que deveria ser ocupado por músicos com formação de "qualidade". ]

Alegria de ‘pobre’ dura pouco, diz ditado.

Mas... ja que citou o Pink Floyd, porque não olhar TB, pro outro lado da... - música?

Ou seja, porque menosprezar quem se educou no outro lado, quem fez a oportunidade de estudar música? Quem estuda e tem tb uma “formação” musical, inclusive sendo bem feita, melhora a qualidade da música, seja ela brega, rock(caso dos grupos europeus dos anos 60, 70), etc.

Sem duvida, eu posso ver tb aonde vai o grifo feito pra lenhar a ‘cla$$e’ arrogante que temos em voga no BR. Mas, sugiro cuidado, pra não incentivar contra a EDUCAÇÃO MUSICAL, essa que não deveria ser produto exclusivo de gente “fina”, mas, um direito do povo em geral.

[ o show está lotado com o nosso público, mas o cara que aparece na TV e que não juntaria 100 pessoas tem o melhor cachê, o melhor camarim, é recebido pelo prefeito... ]

O que prova na real que nada mudou ainda na REAL, em relação as “elites” que fazem o jogo correr do jeito que querem pra sí. Tá na hora então, do calipso, e calcinhas bregas e zangalos, outras do número em genero e questão, outros funks, e carnavais... por ai afora, seria tb bom interpretar o ritmo: caminhando e cantando, dançando e seguindo a canção... ; isso, pra fazer uma revolução, pra nossa educação, e evolução!!

Quem sabe então o cachê do músico fica no mesmo nivel do cara da TV, e o prefeito, ja educado, não discrimina mais o artista?

[ Um dia, quando um cantor chique fizer uma versão, todo mundo vai achar bacana... ]

Sem duvida, o Caetano, que é tb um “chique-brega” ja fez. O Gil, aonde tá compondo politica, pode sem duvida também incentivar o povo pra ‘dançar’ em outros... “500” canaviais... – o carnaval que seja eleito, mas, é só chique de bacana, infelizmente, pros brega! (?).

Hermano, o teu texto muito me inspirou, por isso faço a avaliaçao do que produzimos, para estimular pra gerar estilos musicais que tenham poder pra compor pra educação e cultura.

Obrigado por escrever pra ge

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 17/7/2007 18:49
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Hermano Vianna
 

Mestre Jeronimo - JC:

só uma observação histórica: o rock, quando apareceu lá pelos idos de 1956, também foi tratado como lixo, música descartável, alienante, bobagem, baixaria, produto emburrecedor - basta ler as primeiras críticas para Elvis Presley, para Beach Boys, para os Beatles (quando eles pousaram nos EUA), para comprovar. Várias críticas que você faz à Banda Calypso foram feitas ao rock... Só depois, por volta de 66/67, é que o rock começou a ser tratado como arte séria, ativista, política ou mesmo como "música de drogado"... nada como um dia depois do outro, não é mesmo?

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 17/7/2007 21:23
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Mestre Jeronimo - JC
 

Hermano,

Sem, duvida, nada como um dia, após o outro... até completar “500” mais uns outros... nosso caso.

Na avaliaçao do rock, como cita, historicamente, depois da guerra, em especial, pra comparar o que temos, não so de calipso, mas outras marcas registradas, musicais, eu acho que da pra ver a diferença do antes, e depois. Beatles, por exemplo, até que da pra comparar com calipso, seja lá, em algumas notas e acordes, sem limprovisação, em algumas notas. Mas, será que o efeito chimbinha e joelma, da pra ser comparado, ja que podemos antecipar muita coisa agora, o caso Jonh e Ioko? Por exemplo?

Sem contar que eu acharia o máximo, o ideal, que a música brega pudesse chegr a um nivel mais interessante. Mas, infelizmente, duvido, que a industria de hoje tenha a mesma ‘frequencia’ que a de antes, citada historicamante.

Pois, os Beatles, entre outros Led Zepellin, não precisavam mandar de porno pra vender o... filme?

Caso extra curricular, em geral, da Yoko e Lennon, em forma de protexto, que usaram o nudismo pra expressar uma opinião, e, quiça, uma revolução, cultural.

Eu gostaria muito, muito mesmo, de poder acreditar, não sendo um devoto de imagens, que essa geração brega possa fazer algo pra gente ter mais cultura, e lazer, sem ter que merecer tanta vulgarização, servindo a prostituição e desculturização da nossa ração, povo do Brasil.

Convenhamos, o produto brega não vai poder atingir outro efeito, depois do que ja tá claro é feito, e variado. A prova é que a partir das criticas do produto do rock, o ROCK se tornou algo além da imaginação. Por isso, da pra escutar o CD do Pink Floyd 10 veses ao dia, por exemplo, com a lua tando cheia ou, escura, depois de tantos anos passados. Duvido que algum ‘brega’ aguente o que tão fazendo, vendendo, agora, depois de 3 meses. Vc aguenta??

Mas, isso, sendo um fato consumado, perguntemos ao Djavan, quiça, ahahah, não tira o crédito que tem coisa nessa ‘onda’ do movimento brega que pode ter uma finalidade pra evoluir alguma causa. Nada em excesso, serve pra causa de nossa evolução, e mesmo do lixo, com todo respeito ao que é humano, reciclando, se pode ter um campo pra flores... astrais.

Eu aposto no rock dos ‘secos e molhados’... pra não dizer que não citei, outras flores!

Abraço pra vc, Malungo.

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 17/7/2007 21:46
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Higor Assis
 

Muito bacana Hermano.

Mas por que demorou tanto meu amigo para nos contar está história bacana, obrigado pelo texto.

Higor Assis · São Paulo, SP 18/7/2007 08:40
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Marcos Paulo
 

Debate interessante...

Aqui Calypso é sinônimo de show´s lotadíssimos, com ingressos esgotados um dia antes do evento, como já aconteceu. Particularmente não sou muito fã, embora algumas músicas ficam martelando na minha cabeça vez por outra de tanto que ouço em alguns lugares.

O JC comenta "Se a medalha do mérito cultural for dada pra quem também acentua o caminha da prostituição e pro emburrecimento, musical inclusive, aonde vai parar, pr exemplo, a seleção olimpica brasileira... no PAN?!"

Penso um pouco diferente...

Será que é por acaso que Chimbinha e cia conseguem atrair multidões aos seus show´s? Ou, neste caso, a unanimidade é burra? Peraí, alguma coisa o Calypso de Joelma deve oferecer. E não é só burrice, como o JC sugeriu...

Um ponto pode ser a aproximação das letras da música no cotidiano de pessoas que eram como o Chimbinha, que vivem essa realidade, e entende o que a música "Farol das Estrelas", por exemplo, quer transmitir: "ô, ô...nunca deixe meu amor, nossa chamar se apagar, não diga adeus, não vá..." Ok, a letra não lembra Chico Buarque, mas acredito que nem mesmo o Chico, onde quer que vá, reúna zilhões de pessoas como o Calypso.

Dizer que Calypso é uma prostituição cultural revela um muro de preconceitos com uma cultura diferente, não burra, mas diferente. Citaram o início do rock, mas o samba, quando surgiu, diziam que era música de malandro. E Chico sabe bem disso...

Marcos Paulo · Porto Velho, RO 18/7/2007 09:15
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Cicero de Bethân
 

salve Hermano! Mandou muito bem!
Estava na hora de discutirmos sobre estes vários assuntos. A começar pelo paternalismo. Por isso que acho até legalzinho a Globo exibir o SOM BRASIL(é isso mesmo?) com Caetano, Milton e uma rapaziada fazendo novas versões com suas músicas, mas também não deixa de ser perigoso, porque parece que não deixa de ser um aval do tipo "viu? a garotada é legal".
Legal também quando você diz o popular muito popular só se torna elogiável quando sua popularidade é coisa do passado, não é mesmo?. Essa nostalgia, que bate com o samba e tal...
Lembro quando Caetano tocou com o Odair José, só faltarm cruicficá-los. Mas hoje já tem gente que ouve MPB, Jazz, toda a finésse e acha o Odair José "muito foda". Agora deve ser cult. Melhor assim.
Bem lembrado também o funk, que com certeza carrega o estandarte da cultura popular atual. No início do séc XX o samba (e sambistas) eram execrados. Hoje todo mundo samba. E o funk hoje? Amanhã todo mundo vai até o chão!Chão!Chão!Chão! rsrs
Falei demais. Tem outras coisas, mas por enquanto já deu.
Parabéns pelo texto, Hermano.
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 18/7/2007 10:04
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Cicero de Bethân
 

Caramba, esqueci!
Outro dia na MTV assisti um programa que lá pelas tantas começaram a falar de mercado alternativo, daí várias bandas de rock e gente envolvida com isso falando e tal...
Na hora de falar pra valer de quem sabe sobre mercado alternativo quem aparece? Sim, Calypso! Adorei. Muito justo, afinal de contas um artista alternativo, que se autoproduz e tem distribuição nacional, não é pra qualquer um.
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 18/7/2007 10:12
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Pierre Dechery
 

Mil parabéns pelo belíssimo texto. Há anos queria ler algo sobre o Calypso, mas, enfim, a grande mídia prefere mais uma vez ignorar este fenômeno de massa, e nem vou me estender nisso porque seu artigo já o fez muito melhor do que eu poderia.

Só queria dizer que, além de ter gostado de ler sobre o grupo, achei 10 você ter destacado a criatividade da guitarra do Chimbinha. Eu também, quando ouvi os primeiros trechos no rádio, achei algo notável e de qualidade. Considero a música como um todo um tanto pitoresca demais, mas consigo ver também o apelo pop do grupo, que desfruta um merecido sucesso.

Mais uma vez parabéns!

Pierre

Pierre Dechery · Rio de Janeiro, RJ 18/7/2007 10:19
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Kuja
 

O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro bolou um conceito interessante chamado "perspectivismo". Em temos gerais: vemos uma onça bebendo o sangue de uma presa. Para os humanos, é sangue; para a onça, é cerveja. A onça encara o mundo como os humanos o fazem. Eu gosto de Pink Floyd, mas não tanto da Calypso. Em minha perspectiva, quando eu vejo as multidões ouvindo a Calypso, para mim é Pink Floyd. A partir desse ponto, eu respeito quem gosta de Calypso. Notem que essa idéia é muito mais rica e complexa que o tradicional: "gosto não se discute".

Kuja · São Paulo, SP 18/7/2007 10:28
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Cicero de Bethân
 

Bom esse relativismo que o Kuja aponta. É um principio, no mínimo, muito mais tolerante do que o tal "gosto não se discute", com certeza. Saimos da nossa posição confortável para um outro entendimento, de uma outra realidade (de preferência desprovidos de armas, por favor). E assim podemos até mesmo, quem sabe, fazer uma ponte entre a galera do rock, do funk, do samba...

Cicero de Bethân · Vitória, ES 18/7/2007 10:41
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Roberto Maxwell
 

Eu nao consigo entender as pessoas que partem do achismo para discutir fenomenos culturais. Nao eh pq eu gosto de Sepultura e nao gosto de Calypso que o primeiro sera mais importante que o segundo quando o assunto eh o debate da producao cultural brasileira.

Roberto Maxwell · Japão , WW 18/7/2007 10:55
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Kuja
 

E por quais motivos exotéricos não se pode associar esteticismo à produção cultural brasileira?

Kuja · São Paulo, SP 18/7/2007 11:03
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Roberto Maxwell
 

Nao entendi a sua pergunta Kuja-san?

Roberto Maxwell · Japão , WW 18/7/2007 11:09
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Kuja
 

Olá Cicero,
O perspectivismo é uma resposta ao relativismo, que geralmente não se preocupa muito com as relações entre as entidades. O relativismo é uma alteridade reducionista.
Abraço!

Kuja · São Paulo, SP 18/7/2007 11:10
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Kuja
 

Beto-san,
Vou refrasear a pergunta: é válido excluir uma certa abordagem estética (no sentido filosófico) da discussão sobre produção cultural? Não seriam discussões convergentes? Afinal, não queremos combater o esteticismo hegemônico?

Kuja · São Paulo, SP 18/7/2007 11:16
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe'

Cicero, Hermano, outros queincluem o SAMBA, e dizem que era discriminado, e hj nao eh mais... [ No início do séc XX o samba (e sambistas) eram execrados. Hoje todo mundo samba. ]

Bom, o que dizem entao de tanto protesto contra o que exclui o povao de poder ir.. pro samba, inclusive, durante o carnaval?

Eh uma mentira dizer que hj, diferente de antes, todo mundo samba. Samba aonde? Se nao tem dinheiro pra pagar pra ir pro desfile?

Entao, eu acho que ta tendo um pouco de falta de venotade pra olhar pro que eh REAL, nessa nossa epoca, e ademais, eu me atreveria a dizer que antes, o samba era mesmo uma coisa mais autentica, e que os sambistas tinham ate orgulho de ser DO SAMBA, ao contrario de muitos hj, que se prostituem, e discriminam inclusive aos seus proprios irmaos de roda, de samba.

Bom, se antes era o samba, discriminado, hj, ainda continuam sendo o povo que faz essa origem.

E, pra dizer que o rock tb era discriminado, 'taxado' de coisa de povo, bom, isso eh discutivel, pois, taxado passou a dar credito pra bolsa de valor, inclusive da rainhada inglaterra. O 'taxacao' em foco, eh outra, eu imagino do que estamos discutindo do produto brega que originou este... samba?

E a producao musical brasileira, dee proseguir, inclusive, pra fazermem prol da educacao dos nossos filhos, e nao contra!

Saude pra vc/s!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 18/7/2007 12:56
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Mestre Jeronimo - JC
 

Galera... mandei esse aih pra edicao... ja que o assunto em foco deu 'gas' pra inspiracao de compor pra producao cultural do BR
http://www.overmundo.com.br/overblog/pink-floyd-o-calipso-outro-lado-da-musica

E convido a quem queira ver esse antigo http://www.overmundo.com.br/overblog/rita-ribeiro-tecnomacumbaque

Refere aa banalizacao da cultura afro-brasileira por artistas
que VISAm a comercializacao inclusive do legado espiritual, religioso, da
cultura do povo, Umbanda, Candomble, etc

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 18/7/2007 13:01
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Adroaldo Bauer
 

As flores no avatar são para as vítimas do desastre anunciado.
Em 1981, quando conheci aquele aeroporto, já achava o avião grande demais para aquela pista. E não chovia....
----
Hermano,
Adorno, parece, reclama de um casal passenado às margens do Tâmisa ouvindo aquela hedionda música de dança: o jazz.
Sem não é Adorno é alguém da época, com a mesma abordagem clássica, que não é apenas de eruditos, de que o novo, o popular, ai meu deus, onde essa gente vai levar a nossa vida conhecida.
Não ouvi o Calypso mais que uma ou duas vezes. E em televisão, que não me parece o melhor meio de ouvir música.
Aqui temos "Eco do Minuano e Bonitinho".
Uma vez, no meio do povo nativista, que é como chamam aqui a música regional gaúcha, Bonitinho abriu o espetáculo de rua com dois excelentes solos de guitarra do Carlos Santana: Europa e Samba Pa Ti.
Então entrou na veia do programa dele com muito mais público porque os roqueiros do lugar se aproximaram das vaneras e bugios e se deram conta que ali tinham um músico competente, de qualidade e não estereotipado como parecia e o taxavam de... digamos, pra não ferir: grosso.
O que me aproxima da tua análise no texto muito bem construído de apresentação do teu conhecimento do Chimbinha e, agora do Calypso, é a relação da banda com o povo.
O povo quer ser feliz.
E é feliz dançando.
E tem razão quem diz, também, que seria feliz de modo mais consciente e mais organizado para defender os direitos dele...
Essa relação com o popular que atropela a midia, sempre vai depender de hora, lugar e mensagem.
Na campanha das diretas, em 1984, era caixote e megafone no começo, depois palquinho, em seguida megashows e milhões.
Daí deu na TV o comício da Candelária e o da Praça da Sé.
O povo trouxe pro lugar dele os menos poetas, que midia é puro interesse comercial.
Tá subindo aí pra São Paulo uma mulher menina daqui que já é ouvida na Argentina, no Uruguai e no Chile, além desse quase outro país que é o Rio Grande do Sul, tchê.
E pouco a mídia fará por isso, e muito pouco outros de outros locais farão por ela. Que estuda, não é das massas multitudinárias, mas faz sim a lotação dos lugares onde atua e bem apresenta um trabalho de qualidade exemplar de som e canto.
É a Adriana Deffenti, que eu postei na Agenda, lá na fila de edição ainda.
Ela, como Calypso, sai pelaí fora do eixo e vai fazendo estrada. Não é, portanto, que façam ela e outros iguais a ela e, no exemplo maior Calypso, no momento, uma nova estrada.
Fazem sempre a mesma estrada dos sem-jabá, dos sem patronos, dos que não querem se agachar pros achaques do comerciante e mesmo dos gigolôs de artistas.
Um texto, um excdlenete tema.
Parabéns, guri!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 18/7/2007 13:11
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Nandinha.x
 

Jeronimo,
você mandou muito bem nas suas palavras concordo plenamente... Pena que que as pessoas ainda confundem cultura de massa com cultura popular... e sorte e suce$$o com qualidade...
Comparar Chimbinha e a música dele aos ícones do Rock é um tanto lamentável.
Só para citar alguns, Pink Floyd, Led, Rush, Rolling Stones, estão num patamar mil anos luz que qualquer banda de brega, até porque sucesso no Brasil não faz quem é o melhor...
Acrdito que assim como a música serteneja e breja, o brega seja mais uma que o vento levará...
é isso minha opinião!!!
abraços

Nandinha.x · Recife, PE 18/7/2007 13:13
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Nandinha.x
 

* Ops - corrigindo:
Acredito que assim como a música sertaneja, axé e pagode, a música brega será mais uma...

Nandinha.x · Recife, PE 18/7/2007 13:15
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Tranquera
 

Adoramos o texto! Somos fã de Calypso! Queremos fazer um remix! Há algo do Calypso no CC Mixter?

Tranquera · São Paulo, SP 18/7/2007 13:22
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Mestre Jeronimo - JC
 

Nandinha....

falou e disse... e o vento... levou... o suce$$0 capitalizado ta fazendo eh muita gente perder a razao de ser, gente, e inclusive, votar no que nao tem qualidade musical. Infelizmente! Mas, humanodeseaceitar tambem.

Mas, vc bem falou, o vento... vai levando, o que nao tem substancia... e ficam, mesmo sem encher estadios de shows, os chicos, djavans, as clementinas, as rita(Lee!), e o Raul... pois como ele, eu tb, prefiro ser, outra metamorfose... do que ter essa opiniao formada sobre o que eh produto musical que faz a diferenca, educa, e evolui.

Saude pra vc/s

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 18/7/2007 13:26
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Alexandre Marino
 

Só tem brega nesse texto - Banda Calypso, Zezé de Camargo, Bruno e Marrone... Não foram esses caras que tornaram a música brasileira conhecida, admirada e cantada no mundo inteiro. Artista de fato, criativo, talentoso, não precisa ser filho de francisco pra ser reconhecido. Uma coisa é o talento, a criatividade, o amor à música (e não ao mercado), a capacidade de se enriquecer culturalmente para que seu trabalho evolua. Outra é a origem humilde e a eterna mesmice de fazer "música" de má qualidade. É brega? Tou fora. Música é arte. Brega é apenas mercado, mercantilismo.

Alexandre Marino · Brasília, DF 18/7/2007 13:31
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Peidorreiro
 

Caros
Nem li o texto pois não me interessa a tal "banda" como também não vem ao caso minha opinião sobre a mesmo. Agora, chamar esse lixo de rock é, no mínimo ignorância. Um tiquinho de cultura não machuca.

Peidorreiro · São Paulo, SP 18/7/2007 13:45
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Mansur
 

Pano pra manga...mas a manga de que falo aqui é aquela "manga de camisa"...não confunda com manga fruta, que no caso já seria outra abordagem, um tanto assim...assado...etc...

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 18/7/2007 14:08
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ed
 

Meu amigo! Eu tô pasmo. Num site como essa rolar um comentário sobre algo tão idiota como é a banda calypso. Primeiro por que isso não em nada a ver com cultura. Tudo isso é foi conseguido através do jabaculê na Globo e derivadas. Eu me recuso a ler tal asneira.

ed · Serra Branca, PB 18/7/2007 14:26
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Peidorreiro
 

Grand Ed. É isso !! Exatamente isso! Foi o que eu disse anteriormente.
E fim, né?!
abraço

Peidorreiro · São Paulo, SP 18/7/2007 14:43
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Mg77
 

Oi! O texto está maravilhoso e retrata bem a "nova" realidade da música: o forró!

Inclusive, Hermano, concordo, plenamente, com o que você disse: "a mídia não teve escolha: foi atrás do sucesso - a Banda Calypso foi bem mais forte".

E assim tem sido no meio do forró. Antes marginalizados, hoje estão fazendo Faustão, Hebe, Gugu ... Prova maior é o cantor Charlys da Rocinha que foi descoberto na Rocinha, pelo Fantástico e hoje está sucesso total em todo Norte e Nordeste e também em SP.

Caramba, ele vendeu, na Rocinha, mais do que Roberto Carlos!!!
Parabéns pela matéria.

Mg77 · São Paulo, SP 18/7/2007 14:49
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André Teixeira
 

Saudações Hermano!!!

Pensei comigo ao ler o título desta: "Pô, que contraste: Tom Zé num dia e a Calypso no outro!!!", com um torcer de nariz.

Terminada a leitura verifiquei a necessidade de rever meus (pré) conceitos.

Quase me emociono com o "ora, eu vendia peixe na feira com meu pai." e com o lance de tocar em cabarés aos 13. Novo pensamento: "É o novo guitar hero do Brasil!". Será?! Ao menos creio que, em alguns anos, virão da grande 'massa' novos guitarristas influenciados pelo Chimbinha.

GRANDE abraço!!!
A.

André Teixeira · Aracaju, SE 18/7/2007 15:13
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Felipe Obrer
 

Acho interessante essa idéia de transgredir escrevendo sobre o que é senso comum chamar de lixo cultural, já que quando se olha de perto dá pra encontrar alguma graça e arte genuína.

Mas ainda prefiro ouvir Hermeto Pascoal.

Abraços, Hermano, e deu pra ver que o texto gerou polêmicas e indignações.

Felipe

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 18/7/2007 15:18
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Peidorreiro
 

Banda Calypso: Isso é o maior lixo que já tivemos na nossa história. E pelo que podemos ver, os lixeiros adoram.

Peidorreiro · São Paulo, SP 18/7/2007 15:22
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Bernardo Carvalho
 

zeca pagodinho e jorge aragão são outros dois bons exemplos de que a mídia tem que correr cada vez mais atrás do sucesso... ambos foram recusados, interditados, vilipendiados, sacaneados até que, crise à vista, a mídia teve que se render...

ascensão social é fundamental, ninguém quer passar fome... o problema é o seguinte: sempre houve o "mediador", esse elementos da "elite" que atua de forma a publicizar o trabalho de alguém que, embora genial, não consegue se organizar para pôr o bloco na rua... ok, tudo certo.

mas o que me aflige, e tive oportinuidade de escrever sobre isso aqui no overmundo, é que este elemento catapultado de uma classe a outra, geralmente não dá aquela "contrapartida", aquela mãozinha, aquela atenção especial, e geralmente não ajuda a produzir as condições para que, finalmente, o elemento mediador não seja mais necessário... ou seja: é preciso que o elemento catapultado adquira uma outra consciência da sua condição, e não simplesmente reproduza um comportamento e uma perspectiva viciada, comercialóide e oficialesca...

mais um detalhe: perspectivismo é nietzsche, né? o eduardo viveiros apenas se apropria da expressão...

abs

Bernardo Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 18/7/2007 15:26
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Marcio Capuera
 

Legal !
Olha ai meu povo !!

Marcio Capuera · Canadá , WW 18/7/2007 15:34
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Mestre Jeronimo - JC
 

Pegou... 'brega' nao eh forroh, nem rock de Pink Floyd ou Raul Seixas, samba da Clementina, choro do Pixinguinha...

Tao comparando venda de CD do calipso band com qualidade musical, e querendo justificar no fato de que ser 'pobre' e ter sido sapateiro, lixeiro, e depois que se torna idolo de...?... pode justificar algo que produz senso pro que de cultura musical que sirva pra educacao de outras geracoes.
Imagino que se perguntar pro Hermeto sobre esta 'nova' realidade, o q

Essa 'nova realidade' da musica brasileira nao precisa querer se fazer passar pelo que nao eh, e nao tem musicalmente. Deixa que sejam, claro, no que compoe~ pra venda, um produto de Suce$$o. So isso!

A cezar o de cezar... eu prefiro ser...

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 18/7/2007 15:37
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Mestre Jeronimo - JC
 

Pegou... 'brega' nao eh forroh, nem rock de Pink Floyd ou Raul Seixas, samba da Clementina, choro do Pixinguinha...

Tao comparando venda de CD do calipso band com qualidade de produto musical, e querendo justificar ate no fato de que ser 'pobre' e ter sido sapateiro, lixeiro, e depois que se torna idolo de...?... justificar tudo o que produz, vende, como sendo um exemplo a ser seguido que sirva pra educacao de outras geracoes.

Essa 'nova realidade' da musica brasileira nao precisa querer se fazer passar pelo que nao eh, e nao tem musicalmente. Deixa que sejam, claro, no que compoe~ pra venda, um produto de Suce$$o. So isso!

A cezar o de cezar... eu prefiro ser...

O Hermano ta de parabens, sim, pois, moeda tem dois lados pra se votar. O texto, gera muita polemica, e poderah servir pra gerar mais consciencia do voto que fazemos inclusive em prol do que, lixo cultural, e produto musical que serve pra alagrar e educar o povo.

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 18/7/2007 15:42
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Peidorreiro
 

Triste, muito triste !!
O sr André Teixeira ainda chamou o sei-lá-o-nome de guitarhero brasileiro. Meu pai do céu, a que ponto chegamos!!

Peidorreiro · São Paulo, SP 18/7/2007 15:54
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InZaion
 

É impressionante o grau de ignorância de algumas pessoas, criticando o texto se ao menos ler, talvez seja por ele ser longo demais pra essas pessoas.
Parabéns Hermano, o texto é tão perfeito que citou esses incomodados antes que eles se pronunciassem.

InZaion · Belém, PA 18/7/2007 15:56
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Ilhandarilha
 

Estou cá comigo pensando sobre a quantidade de comentários que essa matéria gerou. Acho que ultimamente só mais duas matérias aqui no overmundo geraram tantos comentários e, principalmente, tanta polêmica: uma sobre discriminação racial e outra sobre discriminação da mulher.
Essa aqui, de certa forma, trata da cultura que vem da massa, que, de tão forte, subverte o processo da cultura de massa que é imposta pela mídia. Trata-se da cultura dA massa X cultura dE massa.
Está falando também, e os comentários apontam pra isso, de discriminação social: tai o tripé da pobreza e da exclusão no Brasil: discriminação racial, de gênero e social.
Particularmente, passo bem longe de lugares e rádios que tocam Banda Calypso e afins. Mas isso é uma escolha minha. Acho o som, o visual, a coisa toda, enfim, um lixo. Mas não dá pra fingir que eles, Zezé de Camargo, Bruno e Marrone, etc, não existem. Eles estão ai, brilhando, vendendo, formando público e definindo a nova cara da música brasileira. Ignorar isso é ignorância (soa redundante, mas é isso).
O fato de Chimbinha e cia terem, como outros grupos e gêneros, forçado a mídia a não ignora-los é bastante significativo. E merece textos e estudos mais amplos, sim.
Lembrei também de um seminário que teve aqui, sobre comunicação: durante todo o seminário falou-se sobre internet, mídias alternativas, tecnologia midiática, negócios abertos as e novas possibilidades que vêm com a tecnologia. Mas não teve ninguém falou uma linha sobre tv aberta. Como falar de comunicação sem falar da TV, inquestionavelmente o maior veículo de comunicação?
Faço a mesma pergunta a quem questiona a validade do texto do Hermano: como falar da cultura brasileira sem falar de Calypso e outros fenômenos musicais?
Bem, espero (pelo bem do meu senso estético) que eu continue odiando ouvir a banda Calypso. Mas com todo respeito.

Ilhandarilha · Vitória, ES 18/7/2007 16:13
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Peidorreiro
 

Desculpe caro InZaion por ter dado minha opinião sem antes ler o texto. Acabo de ler.
Minha opinião não mudou em nada. Quem gosta, que goste.
A minha indignação é quanto a chamar lixo fabricado de rock, uma senhora com uma voz (se é que aquilo é voz) de taquara gemendo de cantora, e chamar um rapaz que sabe fazer uma meia duzia de acordes de guitar hero. Vamos ler mais, minha gente, vamos nos informar mais. Cultura não dói. Certas pessoas não compreendem que engolem qualquer coisa que lhes coloquem goela abaixo dioturnamente. O que existe de musicalidade nessa dupla? Qual a qualidade musical deles? As letras são sofríveis (quando se entende o que a senhora diz), a dança é dar risada.....ok,ok, a tal "Banda" Calypso tem swing, tem ritmo, tem carisma, tem dinheiro, tem uma série de coisas. Só não têm uma coisa: senso de ridículo.

Peidorreiro · São Paulo, SP 18/7/2007 16:24
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Peidorreiro
 

Puxa! Infelizmente tenho que ir. Vou pra casa, vou ouvindo Bach; Yes; King Crimson; Walter Franco; Tom Zé; Emerson, Lake & Palmer, Beatles; Gentle Giant; Mutantes; Deep Purple; Led Zeppelin; Pixinguinha; Paulinho Nogueira; Paulinho da Viola; Strauss; Sivuca; Hermeto; Moto Perpétuo; Ataulfo Alves; Chico Buarque; Gilberto Gil; Vinícius de Moraes;Noel Rosa ;Lupicínio Rodrigues........mas Calypso não !! Tenho medo!
abraços a todos

Peidorreiro · São Paulo, SP 18/7/2007 16:40
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Capoeira Cambará
 

O depoimento do Hermano, as discussões, e até as manifestações de preconceitos desbragados, etc, tudo muito interessante, mas quero sublinhar uma coisa aqui: o fato de o Chimbinha fazer bem feito esse negócio de tocar guitarra.

Esse é o macete do bem viver, fazer muito bem feito seja lá o que for - arte - pra cada um ficar satisfeito consigo mesmo.

Capoeira Cambará · Ananindeua, PA 18/7/2007 16:47
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André Teixeira
 

Será?!

Maravilha de polêmica!!!

Gosto de discutir métodos e fórmulas. Quebrar, iconoclastamente, paradigmas!!! Os meus, inclusive!!! Debrucei-me sobre a "Acelerou", 1ª faixa do Volume 10, mas ainda não estou preparado. Peguei algo do King Crimson na rede para ouvir. Ainda não foi dessa vez que esse paradigma foi quebrado.

Mas o que me leva a, pela 2ª vez, me manifestar em uma colaboração, é a honra de ter meu nome citado. Mas não é para se dar muita bola sobre isso, tendo em vista que o 'nick name' do sujeito é apenas um ' nick name '. PEIDO... o que mesmo? peidorreiro!!! Well, profundo e visceral para alguém que se cadastrou
hoje. É o que a provocação e a instigação fazem: fazer com que alguém tire seu precioso tempo para se cadastrar; comentar; comentar de novo; para, ai sim, ler o texto e mais uma vez, comentar. Ok ok ok!!! É a Calypso arrebatando corações e mentes!

Mas a desatenção ao ler as 'entrelinhas' provoca mal entendimentos. Creio que é o caso. O 'será'?!' deixa a dúvida no ar.

Um GRANDE problema na Cultura brasileira, é que desde os anos 60 vivemos a (mal) dita cultura de plástico em escala Industrial e pessoal: geladeiras e relacionamentos de hoje já não duram tanto quanto os de ontem.

Da mesma forma a maioria das expressões artísticas que ganham o grande público são 'fáceis', 'simples' e 'lixo', vide a programação da enorme maioria das rários AM e FM (esse dado é apenas por amosrtagem entre as rádios de Aracaju).

O que passei a admirar no Calypso nada mais é do que a história do Chimbinha, comoventemente resumida nessas overlinhas.

Ainda prefiro o Novos Baianos, The Mars Volta, Jimi Hendrix, Gotan Project, Tom Zé, Altamiro Carrilho, Choro, Jazz, algo do samba, blues e mais...

GRANDE abraço a todos!!!

A

André Teixeira · Aracaju, SE 18/7/2007 16:55
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Mansur
 

E aí Hermano? como é que fica esse bagulho?

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 18/7/2007 17:01
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Labes, Marcelo
 

Grande texto, Hermano. Imagino que leitores sulistas gostarão muito de saber do que se trata essa Calypso autêntica (que não aquela que aparece em playback nos programas de auditório). Há um tempo venho analisando como o Sul está longe do resto do país. Criou-se o costume, por aqui, de classificar tudo quanto venha do Norte ou do Nordeste como sendo porcaria - como se não houvesse, por trás do que nos chega, uma história a ser contada, detalhada, e os méritos devidamente direcionados a quem merece.

Encurtaste em muito a minha distância com a história dessa banda que vejo pela televisão e que até agora não tinha entendido bem. Por isso, muito obrigado.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 18/7/2007 17:02
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Rafael Campos
 

Nossa mãe! Comparar Pink Floyd com Calipso é de mais pra mim!!! Por mais que eu tente buscar nas origens dessas duas bandas, não dá... sem chances... ah outra coisa... estádios cheios é sinônimo de "qualidade"? Eu acho que não! Não sei, respeito a opinião de todos, sem exceção, mas essa história de ficar buscando justificativas positivas para bandas como Calipso é complicado!
Um abraço!

Rafael Campos · Belo Horizonte, MG 18/7/2007 17:39
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Lígia Saavedra
 

Oi, Hermano!
Sua crônica fala de encontros e da "sua opinião" sobre as pessoas. Louvável!
Gostaria de, somente, comentar o texto mas é impossível.
Sou cantora de Chico, Djavan, Milton e outros afins, moro no Pará desde pequena, acompanhei a efervescencia cultural brega evoluir, desempregar colegas e emburrecer gerações.
Daqui a dez anos, venha ao Pará ver o quanto evoluiram intelectualmente as crianças, que hoje adoram a Joelma.
Aí... escreva outra crônica.
Um grande abraço marajoara.

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 18/7/2007 19:17
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LAILTON ARAÚJO
 

Hermano Vianna...

Belo retrato dos "Brasis" tão desiguais...

Você mostrou poesia no texto...

Fez a letra da vida de dois músicos populares... E competentes!

Não importa o meu gosto musical ou de outros músicos!

O sucesso dos dois personagens é merecido e tem que ser aplaudido!

A sensibilidade é algo que falta nos críticos!

Jornalismo é algo sério e não pode haver preconceitos...

Parabéns Hermano!

Continue escrevendo sobre as personalidades brasileiras dos outros "Brasis", e que a grande mídia - desqualifica em termos culturais!

O que é cultura? Eu sei... É do povo!

Abraços mano Hermano!

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 18/7/2007 19:51
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Hermano Vianna
 

um esclarecimento: em nenhum momento o meu texto compara a Banda Calypso com o Pink Floyd... Cito apenas a resposta do Wanderley Andrade, que diz que Pink Floyd é uma de suas influências, entre várias outras... Não acho que uma comparação entre Banda Calypso e Pink Floyd seja pertinente ou interessante - são coisas bem diferentes... Não sei porque isso tem sido insistentemente repetido aqui nos comentários... Não estou dizendo para ninguém parar de escutar Pink Floyd (ou qualquer outra música considerada de qualidade) para escutar a Banda Calypso... Gostaria apenas que as pessoas respeitassem milhões de outras pessoas que gostam da Banda Calypso... Mas sei que isso é utopia... Confesso: nunca entendi a dificuldade: sempre gostei de coisas muito diferentes ao mesmo tempo: gosto muito do Hermeto (aqui tocando com o grande guitarrista Heraldo do Monte), gosto do free jazz de Ornette Coleman, gosto do dodecafonismo/serialismo de Anton Webern, gosto do quarto livro dos madrigais de Monteverdi, gosto do rock alemão do Einstürzende Neubauten e do rap maasai do X'Plastaz, gosto da qin - cítara chinesa - tocada por Dai Xiaolian, gosto de Banda Calypso - cada uma dessas músicas para momentos diferentes da minha vida, ou mesmo para momentos misturados - nunca entendi porque para gostar de uma dessas coisas eu tenho que desgostar das outras...

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 18/7/2007 20:44
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Mansur
 

O Hermano propõe uma substituição do "ou"....pelo "e"...faz sentido...e eu "enquanto guitarrista", que realmente "sou" digo: o Chimbinha na guitarrada é foda...já a Calypso é show business bem sucedido...têm gente que gosta de música como entretenimento...e só...e têm gente que gosta de música como cultura...como diria Benito di Paula "Tudo está no seu lugar...graças a Deus...graças a Deus"...

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 18/7/2007 21:19
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Mestre Jeronimo - JC
 

Muito me entristece ver vc falar da educação do povo de Belém, dos colegas desempregados, do emburrecimento de mais uma nação!

Não que eu seja radical e não admita que, cada povo tem a ‘banda’ e o calipso’ que merce, ou, vota – em muitos casos, povo emburrecido, forçado a este padrão de vida pelos que governam, empresários, outros, ou, porque ... não estão caminhando e seguindo... outra canção.

Quem sabe, faz a hora... a gente ainda pode tentar fazer a educação acontecer!

Votos de que vc, profissional, possa adicionar cultura e arte pra elevar o padrão de vida espiritual do povo marajoara, inclusive, do BR.

Abrx de um 'cidadão do mundo' nascido manauara.

(*faz tempo que eu saí de lá, mas, compartilho com vc/s vizinhos do que temos de cultura e tradições.).

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 18/7/2007 21:20
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Mestre Jeronimo - JC
 

Aih... essa deixa foi por causa do que a Ligia falou antes!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 18/7/2007 21:22
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Gusnob
 

Sem dúvida nenhuma a Banda Calypso é um fenômeno, mesmo achando o som do grupo repetitivo e limitado. Discordo de você quando diz que o Chimbinha é um dos melhores guitarristas brasileiros. Pelo pouco que vi e ouvi percebi que a performance dele limita-se a apenas riffs de base, um solo aqui, ali. Não vejo nada de virtuoso. Acho a Joelma extremamente simpática, mas como cantora... é uma ótima animadora. Há um deficiência em sua voz que a deixa cada vez mais rouca, talvez pela falta de técnica. Essas são as minhas percepções do ponto de vista musical. Respeito esses artistas e o sucesso obtido por eles é merecidíssimo.

Gusnob · Niterói, RJ 18/7/2007 23:24
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Bruno Rabelo
 

Ei Gusnob, você de fato pouco ouviu e não tem idéia do que está falando sobre o Chimbinha. Pegue uns discos do cara e vai escutar no fone de ouvido.

Bruno Rabelo · Belém, PA 18/7/2007 23:39
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Bruno Rabelo
 

O texto do Hermano conta uma trajetória que é sim inédita no Brasil: uma banda independente do Norte que conquistou o país sem precisar de jabá, de gravadora, nem das emissoras de TV. Isso é fato. E o Hermano escreveu aqui com maestria.

Se o lance é dar ao povo boa música (o velho e surrado paternalismo imbecil) então o Chimbinha é o cara. É um músico excepcional. Tem técnica de sobra. Tem um estilo pessoal no seu fraseado (algo raro nos guitarristas brasileiros, onde a maioria acha que o rock e o Jazz são a redenção). Mistura música paraense tradicional e contemporânea com música latina, caribenha e americana. Mas isso tudo não interessa não. O Calypso se vendeu, né. Como se todos os artistas que foram citados neste fórum como de "qualidade" não estivessem a venda nas mesmas lojas em que se encontra o disco do Calypso.

Inclusive, se ele fizesse só guitarrada o pessoal ia achar o cara o máximo! A mesma guitarrada que hoje é "cult" já foi considerada ( até bem pouco tempo) também como música baixa, pobre, de AM....brega! Uma história que já aconteceu com muitos gêneros do mundo.

Quer saber: eu acho que tem muito órfão da "MPB" por aqui.

Bruno Rabelo · Belém, PA 18/7/2007 23:48
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Bebbell
 

bom texto, quer então que chimbinha é mesmo o deus da guitarra?! hahahaha, ai ai ai....no meu tempo bons guitarristas não eram assim, mas enfim, com um litro de cerveja eu danço calypso,confesso!

Bebbell · São Paulo, SP 18/7/2007 23:50
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Mestre Jeronimo - JC
 

Bruno... quer saber, irmao, sem querer tirar o merito do sucesso do chimbinha, outros idem, sabemos que tem muita porcaria promovida no BR em nome de arte e cultura, que nao educa, mas, emburrece o povo.
O resto de algumas falacoes, em ritmo de guitarrada, aqui feitas, bom, serve tb de capitulo extra pras 'novelas' que ta,be,m sao parte dessa cultura da qual pertencemos, e votamos...todo dia ela/e faz tudo sempre igual...
E... de noite... quem ronda a cidade... pode tb se embebedar, ou nao, e curtir inclusive o calipso... porque nao?!
Soh nao deve, eh querer trocar 'jaba' por caviar, ahahah, aih, da indigestao!
Axe'

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 19/7/2007 00:08
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Mestre Jeronimo - JC
 

Bebel... por favor, eu me toquei (mas nao to tocado, to eh muito ligado), que vc poderia tomar por um insulto, lendo o que escrevi sem pensar muito, depois do que vc falou de tomar um litro de pinga.
Nada a ver com vc, em particular, foi improviso mesmo, no geral.
Eu acho que vc ta certa... depois de tomar uma boa gelada, porque nao curtir um calor, na onda do... rock, pode ser?!
abrc, saude... e claro, sem excesso, tudo vai bem, ate calipso.

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 19/7/2007 00:14
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Bruno Rabelo
 

IÊ! O mundo de deus é grande! Como diria mestre Waldemar.

Jeronimo, tem gente em Belém que diz que o Pinduca não faz carimbó, sabia?. Que é vendido. Que é isso, que é aquilo... Isso chama-se: desconhecimento( ou usando seus termos, emburrecimento). A mesma "ladainha" em rede nacional agora com o Calypso.

O termo Word Music também da indigestão...

Bruno Rabelo · Belém, PA 19/7/2007 00:33
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Mestre Jeronimo - JC
 

Bruno,

os "ternos" e os termos, sao como gravatas usadas por parlamentares, parte do que o povo vota, e a gente coloca, na roda.

A cezar, entao... o triunfo de Alexandre, o grande...??

*Pinduca, esse tem 'dende' . E, pode ser que essa gente que vc diz que fala que ele nao faz carimbo, seja ja parte do que a Ligia falou que ja eh produto do resultado do emburrecimento que o povo paraense ta levando, por conta do produto comercializado de musica que nao tem fundamento.

Word Music, eh soh um 'terno'... nao eh um termo, afinal de contas.

Abraco mandiguero!


Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 19/7/2007 00:43
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Cicero de Bethân
 

Mestre Jeronimo,
samba não está só no Carnaval nem somente no sambódromo. Isso você sabe. Sabe também que samba se faz no boteco da esquina, na boate dos playboy e tantos outros lugares. Não sei ai, mas aqui em Vitória tem samba em vários bares, fica ao gosto de cada um. Ontem mesmo um amigo falou que eu deveria ir em tal lugar se quisesse ter um contato com o samba masi de comunidade, porque no outro lugar a rodinha de samba é só um figurante pra azaração. Tudo bem. Agora, se eu for começar a falar onde é que tem samba autêntico e onde não tem, sinceramente, acho uma injustiça. Vou julgar quem é digno de samba? A roda está feita, tem coragem? Então cai dentro!
Sinceramente entendendo bem a diferença de se ouvir e tocar um samba na comunidade e outro tocado na boate aqui do bairro nobre. Mas deixemos o playboy da Mata da Praia sambar, porque o samba da Piedade já tá comendo solto! E viva o samba!
"E nossa gente não cansa de sambar.O samba aqui é o mesmo. Samba é samba em qualquer lugar" _Luis Américo, samba sem bandeira.
Com todo o respeito.
Abraço.

Cicero de Bethân · Vitória, ES 19/7/2007 08:48
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Mestre Jeronimo - JC
 

Cicero...

concordo... SAMBA... vai alem das freonteira comerciais que temos, tem que ter no coracao.

Discordo... "E nossa gente não cansa de sambar.O samba aqui é o mesmo. Samba é samba em qualquer lugar" _Luis Américo, samba sem bandeira.

Sabe porque... pois, vivendo muito tempo tb fora do BR, a gente ve muita coisa, podre, no nome de samba e batukada, feita por brs, que nao da pra aceitar nessa rima do cumpade L. Americo. Infelizmente!

Daih, aonde o mote presente era feito pela causa do 'calipso'... nao eh pra julgar quem eh bamba de samba, ehn pra saber se SAMBA pode educar, e serivr de modelo de arte, musica, pra evoluir a FAMILIA, digamos, nos moldes espiritualizados que servem pra ter sentido pra algo que tem qualidade de Vida, pra evoluir o homem.

So isso... o resto... samba eh samba, e bamba, e o bamba tem que GINGAR conforme a musica, o GUNGA, manda...!

Pixinguinha/s sejam de novo graduados com o merito cultural, do samba, junto com todas as Clementinas que compoe a familia do BR.

Iee... Laroiee pra Educacao & Cultura, pra qualidade musical do povo do BR poder ter brilho, que reluz!

Abr pra vc... saude...

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 19/7/2007 10:05
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Felipe Obrer
 

Legal o link para o vídeo do Hermeto tocando com o Heraldo, Hermano. Gosto muito deste aqui também.

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 19/7/2007 11:54
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Pedro Alexandre Sanches
 

sensacional, hermano!
e viva o rock brasileiro, de Renato Barros (& Seus Blue Caps) a Chimbinha (& sua Banda Calypso)!

Pedro Alexandre Sanches · São Paulo, SP 19/7/2007 14:03
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Labes, Marcelo
 

Eu não me arrisco a dizer o que é e o que não é música boa. Adorno diz que toda a música comercial é lixo. Qual o quê. Para Adorno, somente a erudição européia. Pisou na bola, hein! E o que dizer de Chicos, de Toms... enfim, de toda essa cambada da boa que ainda nos faz ocupar um enorme espaço de tempo com suas músicas? Se a Grande Música acabou com a alta classe européia (vejam que o dodecafonismo já não se encaixa nisso) aonde vamos colocar a bossa-nova? Entre os que poderiam ter sido e que não foram?[

Preconceito musical me parece uma vertente do clássico preconceito lingüístico. Agora o cara é menos gente porque diz "teia" em vez de "telha"? Pra muita gente, sim. Assim como o cara deixa de ser gente (ou uma proposta de gente) porque o som que toca no rádio dele é Calypso ou o quê.

Alguém se arrisca a classificar isso como lixo e descartar as multidões de que fala Hermano no texto? Classificar antecipadamente um público imenso como este de ignorante é, antes de tudo, simples ignorância.

E vamos ver por outro ângulo: não foi a imprensa ou a mídia em si quem colocou Calypso tocando 300 vezes por dia nos rádios do Brasil. Foi o ouvinte que pediu. Pensar o contrário é imaginar que existe uma classe intelectualizada e perversa que quer fazer cair o mundo através da ignorância. Acho que esse mito caiu já faz tempo, não? É o mesmo que pensar que a Globo só exibe novelas para manter o povo intelectualmente estagnado. Não, pelo contrário: o povo vê a novela que pediu, que pede todos os dias. Da mesma forma, ouve a música que mais lhe apraz.

E era isso.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 19/7/2007 19:47
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Felipe Obrer
 

Labes, clap clap. E acrescento: aprendi numa aula de História da Arte, com um professor que se permitia divagações, ou desvios de rota, que nas teorias da comunicação se fala de um conceito que adorei saber que existe: autonomia do receptor.

Abraços,
Felipe

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 19/7/2007 19:59
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Mestre Jeronimo - JC
 

Labes...

Alguém se arrisca a classificar isso como lixo e descartar as multidões de que fala Hermano no texto? Classificar antecipadamente um público imenso como este de ignorante é, antes de tudo, simples ignorância.

Que multidoes sao essas? Servem pra que, as multidoes, afinal? Se eh nas horas mais silenciosas, que o mundo sofre suas mais absolutas modificacoes... revolucoes?!

A quantidade nao eh o que vale pra definir o padrao de vida dos que sabem separar a qualidade musical, espiritual, etc, de 'lixo' - que tambem eh louvavel, quando reciclado!

Mas, vc tem razao, pois percebe bem o que o cara que levou um 'beijo' na orelha tb falou, a respeito das multidoes que enchiam tb estadios, naquele tempo, (pao e agua resolvia pra esses - !?): A CEZAR O DE CEZAR...

E, claro, as novelas serviriam tb, pra educar, mas quem quer se educar?

E a respeito do som que toca nas radios 'dele'... deles quem? Quem tem sua radio programada com o produto da sua inteligencia, educacao musical? O povao mal gtem grana pra comprar o radio. O resto, a programacao, quem define eh o patrao!

Axe'



Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 19/7/2007 20:24
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Felipe Obrer
 

Mestre Jeronimo, sugiro usar aspas em lugar de negrito para as citações, fica mais claro, acho.

Abraço,
Felipe

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 19/7/2007 20:27
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Mestre Jeronimo - JC
 

Valeu Felipe... eh esse efeito do 'eclipse' (?) que me levou promoutro lado...

Agradeco a tua afinada pra que o texto fique mais harmonioso, senao, dentro do con-texto.

Abraco

jc

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 19/7/2007 20:31
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Hermano Vianna
 

devo lembrar que a novela das 8 há anos só coloca Tom Jobim e MPB elogiada por ter qualidade como música de abertura - a atual é Maria Bethânia cantando Dorival Caymmi - isto é: a mesma música tocando repetidas vezes todos os dias no programa de maior audiência da TV brasileira: é quase um massacre de "boa" educação musical...

a Banda Calypso nunca teve músicas em trilhas de novela...

agora tem uma coletânea de grandes sucessos recém-lançada pela Som Livre... quase todas músicas que viraram grandes sucessos antes da Banda Calypso aparecer pela primeira vez na TV em rede nacional...

é certamente uma situação bem interessante...

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 19/7/2007 20:33
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Hermano Vianna
 

para ficar claro: acho ótimo que a novela toque Dorival Caymmi e Tom Jobim

acho ótimo (até que enfim) que a Som Livre lance os grandes sucessos da Banda Calypso

viva a diferença! quanto mais diferenças, melhor!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 19/7/2007 20:40
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Bernardo Carvalho
 

"Visto que os corpos humanos são aptos para um grande número de coisas, não há dúvida de que eles podem ser de uma natureza tal que se refiram às almas que têm um grande conhecimento de si mesmas e de Deus e cuja parte maior, por outras palavras, cuja parte principal é eterna e, por conseguinte, que dificilmente temam a morte. Mas, para que estas coisas se compreendam mais claramente, deve notar-se aqui que nós vivemos numa perpétua transformação e, consoante nos mudamos para melhor ou para pior, por esse fato se diz que nós somos felizes ou infelizes. Aquele que, com efeito, de infante passa ao estado de cadáver, diz-se infeliz. Pelo contrário, considera-se como uma felicidade podermos percorrer todos os espaços da vida com uma alma sã num corpo são. E, de fato, aquele que tem um corpo, como um infante, apto para um número muito reduzido de coisas e dependendo do mais alto grau das causas externas, tem uma alma que, considerada só em si mesma, quase não possui nenhuma consciência de si, nem de Deus, nem das coisas. Pelo contrário, aquele que tem um corpo apto para um grande número de coisas, tem uma alma que, considerada só em si mesma, possui grande consciência de si mesma, de Deus e das coisas. Esforcemo-nos, pois, nesta vida sobretudo por que o corpo da primeira infância, quanto o permite a sua natureza e lhe convém, seja mudado num outro que seja apto para um grande número de coisas, e que se refira a uma alma que tenha consciência no mais alto grau de si mesma, de Deus e das coisas; e de tal maneira que tudo aquilo que se refere à sua memória ou à sua imaginação não tenha quase nenhuma importância em relação à sua inteligência…” (ESPINOSA, ÉTICA V, Prop. XXXIX, escólio)

Bernardo Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 20/7/2007 15:15
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Hermano Vianna
 

oi Bernardo: muito obrigado pela citação de meu filósofo preferido (que pensou todas essas idéias originariamente em português, mesmo vivendo na Holanda e escrevendo em latim) - Spinoza sempre vem em meu socorro em horas boas!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 20/7/2007 15:34
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Bernardo Carvalho
 

de outro grande filósofo, também em português:
"... a razão dá-se a quem tem..."

Bernardo Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 20/7/2007 16:28
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Labes, Marcelo
 

Mestre Gerônimo,
é o seguinte: acho mesmo que Waters trouxe a psicanálise para as suas músicas... e o que seria dele sem Gilmour?

Acontece que acho difícil ter uma voz mais forte do que a do Xororó e um choro mais contundente do que o do Almir Sater (choro mesmo, de chorar, não chorinho). E então ouço Pixinguinha e ouço, adiante, Teixeirinha e, para terminar, Biquini Cavadão.

Questão de gosto. Acho que me adiantei às rádios e, de fato, não ouço as populares atrás de Calypso, como se fosse um fã inventerado (na real, não gosto de como a Joelma canta).

E então eu leio Sartre e Saramago e Camus e Kafka e Scliar e Cony e Lispector. Mas vou eu ter a cara de pau de dizer que quem lê Gaspareto é ignorante? Que bom que lê, nem que seja Paulo Coelho ou qualquer outra coisa assim. Aliás, cheguei à humildade anti-acadêmica (porque a academia em nada é humilde) de classificar Coelho como um literato, sim, mas que EU já superei. E que para se chegar aos outros tantos, seja um Dostoievsky ou um Machado de Assim, há que se passar pelo trivial.

E acho, ainda, que não se trata de uma preocupação tua para com os ouvintes de Calypso ou Chico Buarque: acho que tentas afirmar o teu gosto e a tua dita cultura através da defesa de uma tese tosca, tipo "Calypso é lixo descartável". Não fico dizendo aos poetas de que não gosto que seus poemas são lixo descartável, ou aos leitores de Zíbia Gasparetto que os livros que lêem são lixo descartável porque defendo o direito deles de lerem o que quiserem.

Agora, as multidões de que fala Hermano devem ser justamente as multidões medíocres que nos alimentam, que nos põem a comida à mesa ou, simplesmente, aquele atendente de camelô que tratamos mal pelo simples fato de ele não ser ninguém.

Já ouviste Zé Geraldo? Pois bem. Geraldo faz crítica social, geralmente, criticando as pessoas que o ouvem. Porque as pessoas de quem fala em suas músicas são aquelas que por gosto mesmo estão em casa ouvindo Calypso. E então a gente se emociona quando Geraldo diz: "É aquele que na hora do amor não faz um cafuné, pois a mão calejada pode arranhar a mulher"... e nem pensamos somos nós, os urbanizados intelectualóides, aqueles que o Geraldo critica.

Além do mais, te recomendo a leitura de Marcos Bagno e seus escritos sobre preconceito lingüístico. Certamente verás do que se trata preconceito. E certamente verás que a música que se toca e que se ouve não pode, no mais das vezes, determinar o tipo de pessoa com quem se fala. Nós, aqui do sul, temos o vário costume de criticar o Nordeste - por uma série de motivos vis. Mas o que dizer de um Caetano?

E além do mais, eu te lembro que quando surgiram os Caetanos, Elis e amigos foram para as ruas criticar a guitarra elétrica, amaldiçoando-a em nome da boa música (vulgo bossa-nova). O que dizer então desse paradoxo? Costuma-se colocar o "belo" todo como sendo um só, mas acho que esse exemplo demonstra como o belo, em si, são vários.

E, no mais, meu amigo, acho que deve se deixar de lado a crítica especializada da Bravo e da Cult para se ouvir humildemente o que o Brasil (o Brasil de verdade, o Brasil do povo, o Brasil das ruas e dos camelôs) ouve por aí.

No mais, é preconceito sim. É prepotência sim. E é auto-afirmação inútil.

Abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 21/7/2007 03:53
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Mestre Jeronimo - JC
 

Labes,

o teu texto vai longe... podemos ate ir ate aa lua -?!

http://www.overmundo.com.br/overblog/pink-floyd-e-o-eclipse-do-brega

Enquanto um "eclipse" rola... agente dialoga:

Eu acho que vc nao ta querendo ver eh a razao do que eu falo, exercito. A questao eh simples, se resume na palavra EDUCACAO!

Ate aih, gosto pra se educar, vontade de querer se educar, sao outros "500" principalmente, ja passados mais que 500.

E quando vc fala : < E, no mais, meu amigo, acho que deve se deixar de lado a crítica especializada da Bravo e da Cult para se ouvir humildemente o que o Brasil (o Brasil de verdade, o Brasil do povo, o Brasil das ruas e dos camelôs) ouve por aí. >

Sugiro tb, que se deve eh educar o POVO DO BRASIL, pra escutar pra se melhorar, evoluir. Eh muito simplorio deixar um "burro" atravessar um rio, com uma carga de algodao, pensando que ta carregando algo mais leve que o 'outro' que atravessou com uma carga de acucar... e no final, quem eh que eh o BURRO na questao??

Bom, agradeco a sugestao pra leitura, sugiro que vc pense na aplicacao da EDUCACAO, neste cenario que temos, URGENTE!

Abraco mandiguero.


Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 21/7/2007 09:33
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Zezito de Oliveira
 

Valeu Hermano,
Gosto da banda Calypso e elaborei um texto há algum tempo sobre eles, o qual que espero publica-lo aqui no Overmundo logo, logo.
Abraço,

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 21/7/2007 10:46
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Mestre Jeronimo - JC
 

Labes... sobre a ‘chamada’ que me fazes:

< é o seguinte: acho mesmo que Waters trouxe a psicanálise para as suas músicas... e o que seria dele sem Gilmour? >

É interessante, queria saber daonde é que vc somou os créditos pra essa avaliaçao? Da psicanálise e as músicas do Pink Floyd.

E porque não se refere aos outros integrantes do grupo, fora o Gilmour?

Waters sem o Gilmour, e vice-versa, bom, eles tão ai, desse jeito, um sem o outro, produzindo, né verdade?

Vc se refere mesmo ao fato da ‘psicanálise do Waters’ existir (?), só nas músicas dele, solo? Ou é na música do Pink Floyd?

Sendo assim, na soma de valores que se correlacionam ao que vc menciona, do que trouxe o Gilmour pro Waters, Gilmour seria então, de tabela, um outro psicólogo? Ou, algo que vc poderia situar melhor, pra questão poder ter mais sentido... pra resposta?

Sem contar que a partir dessa tua avaliaçao, sobre o produto cultural do Pink Floyd, reforça o que ja falei sobre o fato de se sugerir ‘medalha de mérito cultural’ pra quem educa e produz qualidade que pode ajudar a gente a melhorar a vida. Ao contrário de outros produtos musicais em voga. O que vc acha?!

*Olha, interessante, é que quando eu tava em Brasília durante a FMI essa conversa foi trocada numa mesa de bar lá no Beirute, uns dizendo que o Waters não representa o Pink Floyd melhor que os outros 3, como fazem agora, outros, discordando, etc. Eu me vejo na mesma ‘mesa’ agora, principalmente com você nesta volta que fazemos.

Abraço

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 21/7/2007 11:55
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Hermano Vianna
 

duas leituras importantes:

Folha de S. Paulo: link

New York Times: link

o artigo da Folha fala da pesquisa nacional que comprova que a Banda Calypso faz a música mais popular no Brasil hoje

o artigo do New York Times fala dos novos modelos de negócio que o Prince está testando para fazer sua música chegar aos ouvintes, sem depender das estratégias de vendas/divulgação da indústria fonográfica tradicional - quase todas essas estratégias foram testadas antes pela Banda Calypso...

para ler os dois artigos, infelizmente, é preciso alguma forma de login (ser assinante da Folha ou do UOL, para o artigo da Banda Calypso; ter conta - a inscrição é gratuita - no site do New York Times para o artigo do Prince) - mas vale a pena o perrengue, pois as informações são bem interessantes...

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 23/7/2007 12:06
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Hermano Vianna
 

a pesquisa feita pelo DataFolha sobre os músicos mais populares no Brasil hoje pode ser baixada neste link do site da agência F/Nazca

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 23/7/2007 15:09
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Gusnob
 

Na minha opinião essa discussão é muito interessante, o artigo do Hermano é ótimo, mas não consigo entender o por que de tanto 'bate boca'. Ninguém é obrigado a gostar da Banda Calypso ao mesmo tempo que ninguém tem o direito criticá-la de forma preconceituosa e sem embasamento. Não curto, nunca curti e musicalmente não me interessa, pensando dessa forma acredito que todos merecem respeito, não podemos ser extremamente grosseiros e intolerantes. Se Chimbinha e cia. chegaram a uma posição de cultuados Brasil a fora é porque batalharam para isso. Só acho um tremendo desperdício falar apenas de uma banda quando existem centenas de outras produzindo música inovadora, criativa e emocionante por aí. Falem sobre Mombojó, Bonsucesso Samba Clube, Manacá (RJ), Mzuri Sana, Pentágono, Canastra, Cascadura, S.U.P.R.A. Vida Secular! , O Teatro Mágico, O Quarto das Cinzas, Brasil de Cara, etc. Taí a sugestão, Hermano. Bons sons a todos.

Gusnob · Niterói, RJ 23/7/2007 22:12
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Hermano Vianna
 

oi Gusnob: estou esperando seus textos, e de todo mundo, sobre essas bandas todas!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 23/7/2007 22:54
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Hermano Vianna
 

o Henry Burnett publicou este texto no Trópico -

O Falso Movimento

- com vários argumentos que já tentei responder por aqui

a acrescentar, apenas algumas correções/observações:

- a Calypso não foi contratada pela Som Livre - apenas lançou um disco de grandes sucessos pela Som Livre - no resto, continua independente

- o presidente da Som Livre não é mais o João Araújo

- Rappin' Hood é tão meu amigo quanto Chimbinha - amigão, muito querido - conheço o Rappin' Hood desde os tempos do Posse Mente Zulu - ele participou do projeto Música do Brasil, em 1997 - também foi nosso guia em Heliópolis no Central da Periferia - assim como Chimbinha foi nosso guia nas rádios de poste em Belém também no Central da Periferia - o rap do DMN e do Crioulo Doido, o punk do Cólera, a poesia da Cooperifa também estiveram no palco do Central da Periferia gravado em Heliópolis

- os Racionais MCs foram convidados também para participar do programa, não aceitaram, como nunca aceitaram participar de nenhum programa da TV Globo, apesar de vários convites - respeito essa decisão - a Regina Casé falou do nosso respeito por essa decisão na cena final do Central da Periferia de Heliópolis - mas dizia que vamos continuar fazendo o convite - sabemos muito bem que poucas coisas são tão importantes, respeitáveis e louváveis na cultura brasileira atual quanto a existência e a trajetória dos Racionais MCs

- o Rappin' Hood já apareceu no Domingão do Faustão - MV Bill também

- respeito o hip hop, respeito a Banda Calypso - não preciso desrespeitar um para respeitar o outro

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 22:11
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Hermano Vianna
 

um comentário mais leve, mas que também fala de acontecimento cultural importante:

o maior sucesso atual em Angola é esta tarraxinha do Master Jake (fala-se Jack) - é minha música preferida no momento - tarraxinha era apenas uma dança, agora virou estilo musical - na verdade, a base do estilo é o zouk, música antilhana que foi lançada nos anos 80 em Paris pela excelentíssima banda Kassav'.

O zouk saiu de moda na França mas continuou sendo o ritmo mais amado em todo continente africano - se misturando a maioria das músicas locais - continuou também central para a música de Cabo Verde e de todos os países africanos de língua portuguesa. O ritmo do zouk, acelerado, foi fundamental para a criação do kuduro, espécie de funk carioca de Luanda.

No Brasil o zouk é muito popular em Belém, onde chega depois de escalas na Guiana Francesa e no Amapá - por coincidência no jantar na casa de Joelma e Chimbinha que descrevi no texto acima ganhei de presente o CD da Carla Maués e Banda Zoukaliente, que faz uma fusão do zouk com o brega paraense - Carla me contou que há várias festas de zouk por todo o Brasil - inclusive um campeonato brasileiro de zouk!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 22:50
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Sinvaline
 

Sabe Hermano, esse texto me faz ver de forma diferente a banda Calypso. Tudo bem, mesmo que nao goste de ouvi-los, mas há de se respeitar o trabalho que têm. Se estão fazendo sucesso é porque estão agradando a maioria. Gostei muito de como você mostra o outro lado. É claro que nao vou ouvir música deles, mas já os vejo com outro olhar. Respeito ao sucesso da banda!

bjs
sinvaline

Sinvaline · Uruaçu, GO 18/10/2007 19:28
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Denise Sampaio Ferraz
 

Pois é, Hermank! E você disse o que sempre pensei, na origem, o rock nacional é Jovem-guarda! Salve o rock brasileiro. Salut e saúde para o novo! Beijão

Denise Sampaio Ferraz · São José do Rio Preto, SP 22/10/2007 23:47
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Denise Sampaio Ferraz
 

Pois é, Hermano! E você disse o que sempre pensei, na origem, o rock nacional é Jovem-guarda! Salve o rock brasileiro. Salut e saúde para o novo! Beijão

Denise Sampaio Ferraz · São José do Rio Preto, SP 22/10/2007 23:47
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andreum
 

Hermano, grande artigo, como sempre. Fiquei feliz de ter encontrado por serendipidade.

Eu tenho lembrado bastante de um papo ótimo que a gente teve uma vez, uns anos atrás, em que eu critiquei algum tipo de música, falando que era mal feito ou de mal gosto, e você argumentou que não, que na verdade era porque eu não conhecia direito, que eu não via o valor. Aquela conversa mudou completamente a minha forma de ver o mundo e a cultura.

Eu ainda não sou uma pessoa musical, mas nas áreas em que eu sou mais apto, eu acho que passei a ver os blogs, fotologs, flickrs, orkuts e muito mais, como manifestações diferentes do mesmo fenômeno.

Eu sou muito grato pelo que você falou, e por tudo o mais.

andreum · São Paulo, SP 12/12/2007 11:05
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Roberto A
 

Tanta coisa pra se falar. Quantidade absurda de artistas talentosos precisando de duvulgação, e o cara vem com esse baita texto sobre brega e calypso. fala sério. tem que ter muita paciência.

Roberto A · Cuiabá, MT 6/1/2008 17:26
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Roberto A
 

Tanta coisa pra se falar. Quantidade absurda de artistas talentosos precisando de divulgação, e o cara vem com esse baita texto sobre brega e calypso. fala sério. tem que ter muita paciência.

Roberto A · Cuiabá, MT 6/1/2008 17:26
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Diógenes de Souza
 

O caso da banda Calypso na mídia brasileira é extraórdinário. O sucesso estava lá, mas todos taparam os olhos, e quando viram que esnobando-os estariam perdendo tempo, sucumbiram. Ótimo texto, quando eu crescer quero escrever assim!

Diógenes de Souza · Aracaju, SE 6/1/2008 20:07
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Cintia Thome
 

Bom trabalho. Já havia apreciado, mas agora só uma palavrinha. Não desmerecendo o trabalho árduo do casal, será que Noel Rosa (que temos uma colaboração valiosa de Overmagrini " Noel Rosa é Nosso", juntos na primeira página do site Overmundo) iria convidá-los para um papo numa mesa de Bar? Ou será que Noel seria convidado para a festa "nada brasileira" do casal? Sinais dos tempos>
Lembrei de Lulu Santos (brilhante pessoa , artista, músico)...o lugar é dos absurdos. Abacaxis pro povo!
Talvez Noel diria: O Brasil me traiu...(rs)
Bom, cada um tem um gosto, mas pra uns isso é desgosto.

Boa informação pra quem gosta, prato cheio de farofa, claro!

Cintia Thome · São Paulo, SP 6/1/2008 21:27
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Cintia Thome
 

Ah! Bom, como apenas apreciadora, volto aqui para dizer que o "Conjunto" Renato e seus Blue Caps, era excelente nos recursos disponíveis da época. Se o tal moço aí é herdeiro, menomale,nemermo? rs.

Cintia Thome · São Paulo, SP 6/1/2008 21:44
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe' Roberto...

Pois eh, eu que o diga, tb... falar de medalha cultural pra certas coisas, com foi o caso do Hermano aqui neste texto, e tendo o que realmente serve pra estimular nossa cultura pra se preservar e pra adicionar pra uma forma de educacao que poderia nos adicionar mais cultura... enfim...

Mas, nao sou tao 'intenso' como vc, quando manda o recado sobre o texto, tanta coisa pra falar, arte e artistas pra exaltar... e... ; mas, quer saber, tb eh bom ter coisa assim, pois assim a gente sabe o que tem do outro lado da... ???

E, a melhor maneira de vencer uma parada, pra beneficio do que almejamos culturalmente falando de producao que serve pra educacao ( e naos so coisa que VISA quantidade e materiali$mo)... eh ficar perto dos "inimigos", saber o que sao, e se sao.

Enfim... Noel... esse daih tem... acabei de passar de onibus em frente das calcadas aonde a poesia que eternizou esta estampada, na Vila. Salve a poesia... rosas, isabel.

Cintia... boa chamada, e pra Noel, eu VOTO: pode dar medalha cultural que eu bato palma.

Axe


Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 6/1/2008 22:57
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Spírito Santo
 

Hermano,

Estou, confesso, entre os que acham a tal Banda Calypso um fenômeno mercadológico banal, como tantos outros que rolam por aí, nesta aldeia capitalista globalizada e neo-liberal. Esta história do pobre que ralou, ralou e venceu (ficou milionário) e 'fenômeno' é recorrente demais nestas nossas plagas e se baseia na mesma lógica capitalista que vende sabonete, carro, cerveja, celular, geladeira, etc. E daí? Acontece todo dia, na música, no futebol (incrível como estão sendo, cada vez mais e quase sempre, ex-miseráveis as celebridades de nossa indústria cultural de massa)
Pode ser do 'Lixo ao Luxo', mas pode ser também 'da Lama ao Caos'.
Pessolmente (para o meu senso artístico) acho que a Calypso não tem nada a ver com a Motown, ou mesmo com o Kuduro, mas, enfim, é tudo muito relativo. Eu mesmo, no território sambista do Bairro de Padre Miguel onde fui criado, fiquei, no fim da adolescência um um riodículo e apaixonado sabe porque? Pela Bossa Nova. Imagina o mico. Fui sacaneado direto. Me apelidaram exatamente de 'bossa-nova'. Depois tomei juízo e voltei a ser mais seletivo e menos 'sem noção'.
É muito louvável a saga deste pessoal em busca do sucesso e da fama, a sua descrição do luxo do condomínio onde eles moram, a posse do avião, etc. é uma ode à exceção. A banda Calypso é cultura sim, claro, mas, só neste aspecto, digamos assim, 'antropológico'. Não sei se importância cultural (ou artística) se mede por estes parâmetros tão massivos. Sucesso? Num contexto socio econômico bárbaro feito o nosso?.. Não tem nada a ver, necessariamente, com qualidade artística, mesmo para o que se chama de 'povão' que, não tem tanta chance assim de escolher isto ou aquilo, convenhamos. 'Dança-se conforme a música', poderia dizer.
Falei isto tudo para dizer contudo que o seu texto é fantástico. Uma das melhores coisas que já li por aqui, coisa boa de ler mesmo, fluente, emocionada, franca.
Só não serviu pra me vender a banda Calypso que pra mim é totalmente irrelevante, tanto quanto foi o 'É o Tcham', lembra?

Abraços

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 6/1/2008 23:30
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Roberto A
 

Fechei contigo Spirito Santo. A irrelevência é nítida. Calypso já tem mídia suficente.

Roberto A · Cuiabá, MT 8/1/2008 11:36
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Henry Burnett
 

Oi Hermano, eu dei uma 'dançada' aqui no debate; hoje acabei encontrando por acaso, graças ao google.

Na verdade eu achei a sua 'desqualificação' do meu texto no Trópico meio pesada, ainda mais chamando de "correções/observações"...

Bem, não sei se não é claro, mas não escrevi o texto por sua causa, mas porque agora colaboro com o Trópico regularmente e sempre gosto, depois de ir a Belém, refletir um pouco sobre o que vejo em minha terra natal.

Tudo bem, você pode me "corrigir" como parece ter feito (não é difícil pra alguém da sua inteligência), pena que em pontos simplórios, como o fato de eu não saber que o João Araújo não dirige mais a gravadora (eu não trabalho nas organizações Globo, desculpe não saber disso; é que o nome dele é quase sinônimo da Som Livre; quantos anos ele comandou lá?); que tipo de contrato a banda Calypso assinou (como se mudasse alguma coisa pro meu argumento); da sua amizade com o Rappin' Hood (...); da insistência pros Racionais tocarem no Central (rsrsrs); ou se o fato dele e do Bill terem ido ao Faustão invalide o meu texto...

O pior para mim é você achar que meu texto desrespeita a Banda Calypso (não entendi...)

Já debatemos um bocado o "tema" por aqui, achei bacana, enriquecedor. Não vejo razão para "correções" públicas com intenção de desclalificação; seu trabalho é maior que isso e sempre cito seus textos em minhas aulas; principalmente o livro sobre o samba.

Os leitores do Trópico, incluindo seu editor, gostaram do texto, acham que tem uma "dissonância" saudável em relação ao que se lê sobre o tema e só. Não tenho propriedade teórica para tratar disso, apenas escrevo canções a nasci em Belém... é pouco pra debater com você.

Na verdade partilho da opinião de alguns dos debatedores aqui: não acho que isso seja matéria para muitas teses... ouço e canto canções da tradição bregueira paraense, conheço-as de memória porque nasci ouvindo; se faço canção é porque não sei fazer calypso, merengue, carimbó etc, deficiência mesmo.

Gostaria de aprofundar outros temas com você; e nem precisa ser publicamente; henry.burnett@unifesp.br

grande abraço

Henry Burnett · São Paulo, SP 29/1/2008 01:22
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Mestre Jeronimo - JC
 

Henry,

Interessante tua 'chamada' no 'jogo'.

Mas, fiquei sem saber aonde vc menciona a tua participacao no que debate com o Hermano. Poderia dar uma luz. Grato.

se faço canção é porque não sei fazer calypso, merengue, carimbó etc, deficiência mesmo.

*nao te entendi? Eu, por ex, nasci em Manaus e como por ex, o falecido conterraneo maestro Claudio Santoro, (que tive o prazer de ter experiencia em orquestra sinfonica em BSB) nao sei fazer o tipo popular de musica que tb agora promovem por lah.

Ate aih... faco ladainha de capuera, alem do que de orquestracao musical seja lah do que de musical caso tenha que trabalhar. O que vc quer dizer com tuas palavras?

Abrs

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 29/1/2008 10:08
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Henry Burnett
 

Salve Jeronimo, em um dos comentários do Hermano acima ele põe o link de uma troca de mensagens que tivemos aqui sobre o tema. Dá uma olhada.

Minha frase é apenas uma ironia, claro que nascer na Ilha do Marajó não faz de ninguém um mestre de carimbó; quis apenas brincar um pouco com a seriedade com que discutimos esse tema.

Na verdade já escrevi um bocado sobre isso, mas do que eu gostaria. Procura lá no 'tropico' do UOL, o conteúdo é aberto.

Mas é um fato que as conquistas da banda Calypso não me causam orgulho de ser paraense, acho isso bobagem. Gosto de coisas da tradição do brega, gente que eu ouço desde criança em Belém.

Vamos conversando.

Abraço

Henry Burnett · São Paulo, SP 29/1/2008 10:32
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Henry Burnett
 

Correção: a frase, claro, é "mais do que eu gostaria" (devia ter um jeito de corrigir depois que publicamos, sempre encontramos um vacilo depois de publicado).

Henry Burnett · São Paulo, SP 29/1/2008 10:39
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Mestre Jeronimo - JC
 

Falou Henry,

Vou dar uma olhada no que vc menciona do teu jogo com o Hermano, e ao que tem de publicacao no assunto da cultura popular.

De fato, eu tambem fico orgulhos de conqustas que sejam feitas, inclusive por grupos de musica que se apresentam no Faustao, e outras situacoes publicas, se a coisa inserir um grau de EDUCACAO, CIVISMO, e outros "500" que possam servir pra ser ORGULHO do que queremos evoluir, como povo e nacao.

Fora disso, o "lixo" que circula como suce$$o, inclusive ganhando reputacao pra ter medalha cultural, eu coloco minha "grife" (meu VOTO!!!) do jeito que fica evidente, neste jogo, e outros.

Ate aih, nao estou querento desfazer de ninguem, nem tirando o valor do que se consquista com o que produz, e eh promovido por outros. Deixo claro que nem tudo que "reluz" eh ouro, e que prefiro SER... de fato: essa metamorefose ambulante!!!

Sarava!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 29/1/2008 11:05
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Hermano Vianna
 

oi Henry: fiquei com a impressão também que o seu texto era uma desqualificação pesada do meu trabalho e das minhas idéias (desculpa se estava enganado) - lá você até escreve: "a crítica musical ligada à TV Globo, representada por Hermano Vianna" - e eu nem sou crítico musical... e o fato de trabalhar para TV Globo não influencia em nada o que penso sobre a música no Brasil (minha batalha é até no caminho inverso: luto, não sem dificuldade, para incluir o que gosto - até várias canções - na pauta da TV Globo)

mas claro que podemos continuar a conversa por email

abraço!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 29/1/2008 15:16
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Henry Burnett
 

Oi Hermano, pois é, os debates virtuais são passíveis dessas coisas. Acho importante que possamos discutir tudo isso, mas também imagino que você não queira que o Central esteja acima da crítica.

A terminologia é o de menos, por exemplo quando você diz: "respeito o hip hop, respeito a Banda Calypso - não preciso desrespeitar um para respeitar o outro"; em vários momentos do meu texto eu deixo claro o que acho positivo na emancipação do Calypso, mas, como já conversamos longamente, para mim essa saída independente não é o único critério para a apreciação musical deles. Isso não é falta de respeito... é uma percepção da música que eles fazem, de resto absolutamente pessoal; caso contrário eu não cantaria Alípio Martins... os méritos musicais da guitarra do Chimbinha ficam quase imperceptíveis em meio àquela
mega-produção à la axé-music e afins, acho uma pena.

Você conhece muito bem a música que se faz em Belém, fica difícil tomar o Calypso como porta de entrada, pra mim, claro. Na verdade em meus textos eu faço determinadas polarizações que são fruto do meu olhar de músico; por exemplo: eu acho calypso musicalmente melhor que o rap, no entanto o rap tem um papel que o calypso jamais vai ter. Por isso acho que não gostar de rap não significa desrespeitá-los. Não gosto de bossa nova e amo João Gilberto; não gosto de rap e amo os Racionais. Acho que tem algo nos artistas que é maior que os movimentos.

Em relação à Rede Globo acho que não precisamos discutir. Não acredito que você ache que depois de tudo que se passou nesse país essa emissora possa ter alguma credibilidade junto a quem pensa e ama o cancioneiro...

Espero mesmo que trabalhar lá não faça de você um homem preocupado com audiência.

Acho que podemos seguir no debate com mais cuidado com as palavras...

Espero seu mail.

Grande abraço

Henry Burnett · São Paulo, SP 29/1/2008 15:57
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Hermano Vianna
 

Henry: há várias maneiras diferentes de nos preocuparmos com a audiência - algumas boas e outras ruins - como em tudo nesta vida...
abraço!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 29/1/2008 16:08
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Regina - poesia em volta
 

Hoje que entrei aqui neste texto e gostei do debate. Como o próprio Hermano diz, viva a diferença. Respeito a diferença. E não gosto da banda em questão, mas sei que existe uma cultura popular importantíssima no Norte. Queria muito conhecer a festa do boi. Convido a todos, principalmente ao Hermano, a conhecerem o trabalho do compositor Carlos Henrique Machado em www.myspace.com/carloshenriquemachado
www.carloshenrique.mus.br. O Vale dos Tambores é o mais completo trabalho sobre música popular da atualidade.
Abraços e paz!

Regina - poesia em volta · Volta Redonda, RJ 28/2/2008 11:49
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Adroaldo Bauer
 

Hermano,
Até aqui, conhecia eu que audiência era audiência.
Um conceito antigo, por demais conhecido e até medido, diversificado em públicos por faixas várias na medição, mas, em resultado: audiência.
Então, nos dizes que há uma boa e uma ruim, talvez um conceito restrito, de um grupo que freqüentes, ainda não elevado a uma categoria mais pública ou geral.
Como esses qualifcativos são subjetivos, para a compreensão de quem acompanha esse debate aberto pelo teu postado, e aprendemos todos, seria - pelo menos para mim - por demais importante que nos dissesse o que é para ti audiência boa e audiência ruim.
Se for apenas minha a preocupação em querer saber, e nem em ti haja motivação para explicar, releve, porque continuo achando, sem saber o que pensas ao introduzir o novel conceito, que audiência é audiência, assim como gravidez é gravidez e miséria é miséria, em qualquer parte, para qualquer pessoa.
Saudações.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 28/2/2008 12:04
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Adroaldo Bauer
 

Perceba, Hermano, que estou fazendo essa indagação por que referiste como boa e ruim entre travessões, o que para mim restringe a observação ao conceito audiência e não às maneiras de nos preocuparmos com ela.
Se referes os qualificativos às maneiras de nos ocuparmos da audiência, não tenho qualquer dúvida de que variam, até, por indivíduo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 28/2/2008 12:13
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Hermano Vianna
 

oi Adroaldo: eu deveria ter escrito: "há várias maneiras diferentes - algumas boas e outras ruins - de nos preocuparmos com a audiência" - desculpa a imprecisão!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 28/2/2008 12:39
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Adroaldo Bauer
 

Preciso, Hermano.
E não há culpa alguma, havia apenas a imprecisão que foquei e permitia indagar.
Há, então, uma audiência e a posição de análise sobre ela, segmentada ou genérica.
Daí é, sim, a necessidade e o gosto de cada um, para o que já apresentei minhas opiniões.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 28/2/2008 16:30
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Rgralmeida
 

Hermano,
liste aqui as suas favoritas de todos os tempos ! rs*

Rgralmeida · Rio de Janeiro, RJ 26/3/2008 10:26
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Marta Rodrigues
 

Bom texto! Sexo

Marta Rodrigues · São Paulo, SP 3/10/2008 02:26
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José Cycero
 

O texto da Hermano é ótimo pela informação que encerra, sobretudo do retrospecto que faz do Rock etc e tal. No entanto "endeusar" como qualitativa a 'Calipso' é demais. Ora bolas, com todo respeito ao amparo/gosto popular que esta "esta dupla" conquistara,confesso que a duras penas(pois não é fácil) posto que o mercada fonográfico aqui é cruel... mas digamos que quase nada há de razoavelmente artístico nesta produção. O sucesso é mais uma evidência da "nossa pobreza" também cultural visto que não se pode gostar daquilo que não se conhece. Se isso é o que se ofereço, as pessoas terminam com o tempo gostando... De modo que só é uma "onda" não tendo continuidade como tantas outras que estão sempre surgindo e desaparecendo celeramente...

José Cycero · Aurora, CE 3/3/2009 10:26
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Dj Cheech
 

ótimo texto,hermano tu é o cara !


www.mixtape21.com

abs

Dj Cheech · Rio de Janeiro, RJ 6/4/2009 03:16
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Zunga Ezzaet
 

Nao gosto nada desses tipos de musicas, mas eu como músico, gosto de ler esses elogios feitos por quem é admirador!!!
Muito bom!!!
Gostaria de contar com sua votação nas minhas colaborações tbm!!! Abraço.

Zunga Ezzaet · Nilópolis, RJ 17/4/2009 14:30
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Hermano Vianna
 

minha admiração pela Banda Calypso não pára de crescer - ontem fui ver o show da turnê 10 anos no Vivo Rio - incrível a performance: como a banda cresce musicalmente no palco a cada turnê, com mistura de ritmos cada vez mais poderosa (e cada vez mais bem tocada) - ontem pensei: Teobaldo Júnior, baterista da Banda Calypso, é o melhor baterista do Brasil - sua maneira de tocar é única e extremamente criativa, combinando força e sutileza ao mesmo tempo, sempre com muitos detalhes para chamar nossas atenções e nos supreender - tem hora que parece que tem um bloco afro baiano inteiro na bateria, tem hora que é funaná cabo-verdiano misturado do cumbia com rock com forró e tudo mais que faz o povo sair do chão (ou descer até o chão no requebrado!) - a facilidade de troca de estilos de tocar e a fusão entre vários desses estilos é feita com um virtuosismo evidente, algo importante acontecendo nos palcos brasileiros que todo mundo deveria prestar mais atenção

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 18/4/2009 12:22
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Spírito Santo
 

Veja aqui: Mesmo pra quem gosta, vamos combinar: é uma resenha hilária do que é que a Calypso tem.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 2/5/2009 15:54
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Bruna Suelen
 

aaa, não gosto dessa banda, não gosto desse vendagem toda, acho que o pará tem muito mais, mas claro não esqueço o valor antropologico disto tudo. e concordo que chimbinha é muito bom guitarrista, ele devia continuar atuando com mesclagem de ritimo...

Bruna Suelen · Belém, PA 5/5/2009 13:07
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Timpin
 

Hermano, precisava muito entrar em contato contigo. Estou fazendo um trabalho que foi muito inspirado no seu. Sempre fui seu fã. Agora consegui uma coluna semanal sobre ritmos populares no site de música que o André Forastieri criou em parceria com o portal da MTV. Vc se concentra mais nos aspectos antropológicos dos ritmos, eu mais no apelo Pop.

Também procuro falar sobre uma ampla gama de gêneros: Tchê Music, Sertanejo, Funk, Pagode Romantico (aquele feito em São Paulo principalmente), Pagode Baiano (também chamado lá de Swingueira ou Quebradeira), Axé, Forró, Brega, Arrocha). Ainda não falei de todos os gêneros, pois estou na 13. coluna, mas chego lá.

Tem como vc entrar em contato comigo?

O site do Forstieri é o Bis MTV e minha coluna é a Tudo Junto & Misturado

Timpin · Curitiba, PR 2/7/2009 19:01
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Jorge Reis
 

Olá Hermano.
Esses anos todos e ninguem falou uma vírgula a respeito de Tonny Brazil. Tonny é o compositor preferido de 10 entre 10 estrelas do bregapop (vja na capa dos discos da Banda Calypso, e Nelsinho Rodrigues, entre outros) e, mais tarde, fundador da famigerada Banda Bundas que criou verdadeiramente o movimento do Technobrega, cujas letras reverenciam os D. Js das aparelhagens. Uma pena e uma injustiça mito grande.

Jorge Reis · Recife, PE 18/10/2009 12:53
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Adroaldo Bauer
 

Edinho Spíndola é o melhor baterista do Brasil, como o foram Pelotinha, Robertinho e Vico...

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 18/10/2009 19:02
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Spírito Santo
 

...o Jahir Soares....

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 19/10/2009 07:35
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território de reis
 

Excelente texto, mas melhor mesmo são as discussões e comentários que o segue. Aprendi muito lendo-as, uma a uma. Nota-se, amplamente, um predomínio de um tipo de pensamento excludente, do tipo "ou é isso, ou é aquilo". Ou é rock, ou é samba; ou eu gosto ou eu odeio; ou é bonito ou é feio; etc. Binário e arborescente, para dar mais vazão ao que li! Acaba sendo divertido no fim das contas, mas não perco de vista a tragédia que este tipo de raciocínio que divide tudo entre bom e ruim: foram e são personalidades com esta estrutura mental que cometeram as maiores barbaridades que conhecemos. Em pequena escala, nas cidades estes cérebros são os criadores de estigmas, preconceitos e divisões em geral. Por isso caro Hermano, o seu texto tem a virtude de educar par a diversidade, e a partir das discussões que o sucede, lanço o questionamento: o quanto estamos, no geral, despreparados para conviver com as diferenças!

território de reis · São Paulo, SP 29/3/2010 20:16
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Adroaldo Bauer
 

Também os seres superiores, que assim se pensam, acabam excludentes das diferenças, porque não pensamo tanto como eles, nem concordam com eles, nem a eles se ajoelham, muito menos revelam-se dóceis aos chicotes da sapiência iluminada, engalanada e autopinstituída do mundo a palmatória.
Arre! Onde estão os homens! Chega de semi-deuses, já nos conjurava Fernando Pessoa.

Saravá!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 29/3/2010 22:14
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território de reis
 

Por favor, não compreendi vossa intervenção. Está por demais prolixa. Chega de semi-deuses.

território de reis · São Paulo, SP 30/3/2010 08:13
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Adroaldo Bauer
 

Coisas da vida. Problema dos dias de hoje, da comunicação ligeira na interação conceitual em patamares diferenciados. Com o tempo, mesmo pessoas de terras reais compreenderão. Paciência, até lá. Viva a diferença, seja na ignorância, seja na petulância da autosuficiência. Mais alto o coqueiro, maior o tombo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 30/3/2010 09:29
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território de reis
 

Sr. Prolixismo, tens algum problema de carência? Queres chamar a minha atenção, ou do Hermano...?
Não precisa mais me provar que es um verdadeiro gênio, um "escritor", um sujeito acima do "patamar inferior" a que me situo. Perdoa-me por não saber que tinha que reverenciá-lo para aqui postar a minha opinião, muito aquém do que vossa magnificiência esperava. Está completamente enganado a meu respeito, senhor "escritor". Ou então sou eu que não consigo te enxergar por detrás de tão monstruoso prolixismo.
Parabéns. Você é importantíssimo para si mesmo.

território de reis · São Paulo, SP 30/3/2010 10:07
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território de reis
 

Prometo que a partir de agora não irei mais desapontar a vossa sábia sensibilidade, e que me curvarei sempre a vossa "sapiência iluminada", como me sugere. Brigou com a namorada(o)?


p.s.- veja que a pergunta sugere o respeito pela diversidade, certo?

território de reis · São Paulo, SP 30/3/2010 10:28
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Adroaldo Bauer
 

Senhor das terras reais, leia-se a si mesmo: "Excelente texto, mas melhor mesmo são as discussões e comentários que o segue. Aprendi muito lendo-as, uma a uma. Nota-se, amplamente, um predomínio de um tipo de pensamento excludente, do tipo "ou é isso, ou é aquilo". Ou é rock, ou é samba; ou eu gosto ou eu odeio; ou é bonito ou é feio; etc. Binário e arborescente, para dar mais vazão ao que li! Acaba sendo divertido no fim das contas, mas não perco de vista a tragédia que este tipo de raciocínio que divide tudo entre bom e ruim: foram e são personalidades com esta estrutura mental que cometeram as maiores barbaridades que conhecemos. Em pequena escala, nas cidades estes cérebros são os criadores de estigmas, preconceitos e divisões em geral. Por isso caro Hermano, o seu texto tem a virtude de educar par a diversidade, e a partir das discussões que o sucede, lanço o questionamento: o quanto estamos, no geral, despreparados para conviver com as diferenças!

Você també, como todas as pessoas antes de você, expressou uma opinião. Mas o fez como a dizer que não fazia, de modo capcioso.
Disse, sim a que vinha, em nome de uma posição, mas criticou os que expressaram as opiniões e os chamou do que chamou como está descrito, como entendi.
Então, ficamos combinados que você fica com o que sabe e eu com o que sei, porque não aprenderemos, parece, um com o outro, desde já, agradecido por suas elogiosas palavras. Não as mereço.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 30/3/2010 11:28
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Spírito Santo
 

(Tava tão longe daqui, mas não resisti)

Pô, 'território'. Na qualidade de comentarista deste post também fiquei invocado com você. Sem querer polemizar mais, eu acho que você não estendeu a espírito da coisa.
Você desanca os comentaristas sem dó nem piedade pelo simples fato de discordar, assim ou assado com a qualidade da banda Calypso. Daí exalta, bajuladamente o autor do post pela... 'virtude do texto de educar pela diversidade'?
Fala sério, cara! Estás o usando o santo nome da diversidade em vão.

Homogeneidade (de ponto de vista, ou seja lá do que for) não é o mesmo que diversidade.Para e pensa:
Homo é igual, meu chapa. Igual não é diverso.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 30/3/2010 11:31
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