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Observatório
Vamos fazer Contato? O Overmixter, em parceria com o pessoal da Rádio UFSCar, está lançando o concurso RecombinaSOM, de remixes. Músicos e DJs, profissionais ou amadores, podem inscrever suas obras e concorrer. Seu remix poderá entrar na programação da Rádio UFSCar e ser lançado na coletânea que a rádio produz anualmente, chamada Transmissões Independentes. Para participar do concurso, basta preparar... > leia
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Isso é Calypso - ou A Lua Não Me Traiu
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Eu estava em Manaus, lá por volta de 1997, quando ouvi Chimbinha pela primeira vez. As rádios locais só tocavam brega paraense. Logo a sonoridade característica da guitarra, em todas as músicas, chamou a minha atenção. Era um dedilhado barroco, cheio de floreios, mas muito claro e seguro. Anotei o nome de alguns dos artistas, para procurar os CDs. Naquele tempo, ainda havia muitas lojas de discos, que vendiam os produtos oficiais, com encarte e ficha técnica. Percebi, em todos eles, o crédito para o mesmo guitarrista: Chimbinha. Como estava fazendo a pesquisa para o projeto Música do Brasil, e minha próxima escala seria Belém, resolvi procurar o cara. Foi fácil: todo mundo nos estúdios paraenses sabia onde encontrá-lo.
Chimbinha me deu de presente seu CD solo, chamado Guitarras que Cantam, hoje uma raridade que deveria ser relançada para os fãs conhecerem suas origens. Era um disco de guitarrada, claramente herdeiro das invenções dos mestres Vieira e Aldo Sena, que foram muito populares em toda a Amazônia no início dos anos 80, antes da febre da lambada. Sou fã de guitarrada - então foi fácil ficar fã do Chimbinha. As músicas Dançando Calypso e Na Levada do Brega, que abrem o Guitarras que Cantam, estão entre as minhas favoritas de todos os tempos. Elas aparecem tocadas ao vivo num dos episódios do Música do Brasil que passou na MTV e na TVE.
Fiquei fascinado com a movimentação musical em Belém, ainda totalmente desconhecida no sul do país. Escrevi o seguinte texto para o livro de fotografias do Música do Brasil:
"O brega, se ninguém ainda percebeu, é rock. Digo mais: é o mais amado e duradouro estilo do rock brasileiro. Tudo começou com a jovem guarda, e sua adaptação do rock internacional para o gosto popular nacional. Quando Roberto Carlos colocou em segundo plano as guitarras elétricas e se transformou em cantor romântico acompanhado por orquestras, a fórmula inventada pela jovem guarda se descentralizou, primeiro passando pelo Goiás de Amado Batista, depois pelo Pernambuco de Reginaldo Rossi, até chegar ao Pará do ex-governador Carlos Santos, também cantor brega, autor de dezenas de discos.
Hoje Belém é a capital do novo brega. Centenas de CDs são lançados anualmente, a princípio para um consumo regional, mas que começa a atingir também o público nordestino. Os músicos locais já nem chamam o que fazem de brega, dizem que é "calipso", música mais "sofisticada".
O marco do nascimento do calipso - não tem nada a ver com a música de Trinidad e Tobago - foi o sucesso Ator Principal, lançado por Roberto Villar em 1996. De lá pra cá, os discos do novo brega de Belém são produzidos com maior cuidado, as guitarras são dobradas, e o ritmo se acelerou. Algumas pessoas se destacam no meio da profusão amazônica de novas estrelas.
Chimbinha, com 23 anos, tocou guitarra em mais de 200 CDs, só em 1997. É uma das maiores revelações entre novos músicos brasileiros de qualquer estilo, sendo herdeiro direto das invenções de Renato dos Blue Caps - que criou o chacumdum da guitarra brega ao ser obrigado a tocar num disco de bolero, sem saber tocar bolero - e das guitarradas de Vieira.
Mas a revelação mais pitoresca de toda esta cena paraense é Wanderley Andrade, auto-intitulado "o ídolo louro do brega". Quando pedi que resumisse sua história musical, ele me deu a seguinte aula sobre as fronteiras do pop brasileiro:
'Posso falar alguma coisa? Legal, porque a nossa música paraense de hoje é uma mesclagem do ritmo calipso com o twist, na onda de Jerry Lee Lewis. A gente deu muita sorte, porque hoje essa mesclagem, graças a Deus, roda em dezessete estados brasileiros. Essas ondas todas aqui não têm nada de ridículo. É um papo dez, é uma mistura de Nina Hagen, com aquela onda dos Sex Pistols, do Pink Floyd, do Dire Straits, e aí eu peguei o Pepeu Gomes daqui do Brasil e fizemos essa onda: o negócio é sério. Sempre gostei de Elvis a Morengueira.'"
Mais de um ano - talvez dois anos - depois de nosso encontro paraense, Chimbinha e Wanderley Andrade foram convidados para tocar na festa de lançamento do Música do Brasil, que aconteceu no então chamado Tom Brasil, em São Paulo. Isso num palco que também apresentou Siba e vários mestres de Nazaré da Mata, pré-Fuloresta do Samba. Era um tratamento de choque para a platéia paulistana, já um debate sonoro sobre o que é tradição musical no Brasil. Chimbinha, ao ser convidado, disse que queria se apresentar com sua nova banda, a Banda Calypso. Ouvi a fita demo e não achei nada demais. Já teríamos Wanderley com o brega cantado. Do Chimbinha, eu gostaria de ouvir uma guitarrada, mas ele insistiu tanto que desembarcou em São Paulo acompanhado por Joelma, que eu não conhecera em Belém.
Dei uma entrevista para a Trip, dizendo que Chimbinha era um dos melhores guitarristas brasileiros (tentando incentivar sua carreira de guitarreiro) e recebi seus agradecimentos pelo elogio através de alguém que tinha contato com ele no Pará. Outras notícias que chegavam de Belém eram de que Chimbinha tinha deixado de atuar como músico de estúdio e passado a se dedicar inteiramente para a Banda Calypso. Fiquei com pena: achava que bandas como a Calypso havia muitas, que o que faltava mesmo no brega era um instrumentista criativo como Chimbinha, capaz de dar uma sacudida boa nas fronteiras mais conformistas do gênero.
Então perdemos o contato. Só muito tempo depois comecei a ouvir falar do sucesso da Banda Calypso no Nordeste, sucesso cada vez impressionante e cada vez mais nacional. Quando a popularidade ficou indiscutível, no final de 2005 e sem nenhum apoio de gravadora, é que a Calypso começou a aparecer na TV em rede nacional, onde vi Chimbinha novamente já com seu topete louro. Fiquei alegre por descobrir que ele finalmente conseguiu o que queria.
Em 2006, eu já estava trabalhando no Central da Periferia. Queríamos fazer um programa em Belém, contando um pouco a história da música periférica local, do brega ao cibertecnobrega. A presença da Banda Calypso no programa era fundamental, mas estávamos com dificuldade de organizar a gravação por causa de sua agenda lotada de shows, e de viagens de show para show, de segunda a segunda. Resolvi ligar para o Chimbinha, para explicar o programa (que ainda não estreara). Era a primeira vez que conversávamos desde 1999. Achei que ele poderia nem se lembrar de mim. Mas a conversa foi fácil, como se nunca tivéssemos parado de nos ver.
O telefonema, de madrugada (a hora mais fácil para encontrá-lo), durou horas. Chimbinha me contou tudo que havia acontecido desde a festa de lançamento do Música do Brasil. Falou de como perdeu todo o dinheiro que acumulou como músico de estúdio para manter a Banda Calypso nos seus primeiros anos, quando não tocava em nenhuma rádio nem era contratada para nenhum show. Ele mesmo percorria todas as rádios de poste (que têm alto-falantes espalhados nos postes das ruas de Belém) pedindo para suas músicas serem programadas. Foi por causa de um desses alto-falantes de rua que um organizador de shows de Marabá, de passagem por Belém, ouviu a Calypso e convidou a banda para uma série de apresentações no sul do Pará. De lá é que seguiu para Pernambuco, onde passou meses fazendo show diários por uma ninharia. O sucesso aconteceu aos pouquinhos, entre vários momentos de desespero.
Falei do Central da Periferia, disse que o importante para a gente não era mais uma apresentação da Calypso, pois - naquele momento -isso já tinha sido visto em muitos programas de TV. Desejávamos contar a história da banda, de que periferia ela tinha vindo, como batalhou pelo sucesso. Seria ótimo se a Regina Casé pudesse ir com ele para Oeiras, sua cidade natal, para conhecer onde passou a infância. Chimbinha argumentou que a viagem de barco até Oeiras demoraria muitas horas, que não daria tempo. Eu respondi que a produção poderia tentar alugar um jatinho. Do outro lado da linha: "avião eu tenho, o problema é que lá não tem pista de pouso." A ficha caiu: logo descobri com quem eu estava falando - não era mais aquele garoto de 23 anos só com uma guitarra na mão.
Meses depois, recebi o convite - através de um email da minha amiga Meg, comunicadora paraense que hoje trabalha com a Calypso - para ir na casa de Chimbinha e Joelma em São Paulo. Seria um jantar para poucas pessoas, uma comemoração do lançamento do CD e DVD Banda Calypso pelo Brasil. Depois de ultrapassar a poderosa barreira de seguranças do condomínio Alphaville, cheguei numa mansão luxuosa, com colunas na porta. Dentro, só a família, os compositores e músicos que trabalham com a banda, o pessoal que cuida da agência pernambucana que vende os shows, e alguns amigos, como Zezé di Camargo. Joelma e Chimbinha trouxeram um chef de Santarém - o melhor da culinária paraense, segundo o casal - para preparar o jantar com peixes frescos que chegaram na sua bagagem.
Mesa posta, Chimbinha veio me apresentar cada prato. Ele falava sobre detalhes da vida de cada peixe ("este aqui gosta de nadar perto das pedras"), que não eram os peixes óbvios de todo restaurante amazônico. Perguntei curioso, achando que era um hobby biológico: "mas como você sabe isso tudo?" A resposta veio natural, não era nada para causar espanto: "ora, eu vendia peixe na feira com meu pai." Nova ficha caiu, dessa vez com peso de toneladas. Meus olhos lacrimejaram, pensei comigo contendo o choro: "outro dia ele vendia peixe na feira, agora está aqui numa mansão num condomínio em São Paulo, de um extremo a outro da injusta estrutura social do país, quase sem escalas, totalmente na marra... que símbolo incrível das mudanças pelas quais o Brasil está passando!"
Pensei no Lula, que dorme hoje no Palácio da Alvorada, para incômodo de muita gente (incômodo parecido com aquele que gera o sucesso da Calypso...) Mas há diferenças: a ascensão política de Lula é produto ainda das alianças entre vários grupos sociais diferentes, com o apoio decisivo de elites intelectuais da USP, por exemplo. Chimbinha se fez sozinho do lado de lá do cultural divide, sem gravadoras, sem televisão, sem elogios da crítica - eu mesmo, já fã, não tinha dado importância para a sua banda. Outros artistas das chamadas classes populares, para atingir o estrelato precisaram do apoio de mediadores de elite (mesmo Cartola "precisou" de Sérgio Porto...) - agora meu anfitrião estava inaugurando um outro caminho para o sucesso de massas, direto, sem o aval de ninguém do "centro". Essa é uma novidade e tanto para a cultura brasileira. Que bom que as tais "elites" estão perdendo o controle.
Chimbinha, também emocionado, me contou mais de sua história - a época que morou com sua mãe numa invasão em Belém, os maus tratos quando - aos 13 anos - tocava guitarra toda noite num cabaré e pedia para sua mãe para não voltar mais lá, mas sabia que não podia largar o "emprego" pois a família dependia daquele trocado para comer. Eu disse que ele deveria fazer um filme com essa sua história de vida. "Não - Chimbinha respondeu -, não precisa, ele - apontando para Zezé di Camargo - já contou essa história no filme dele, é a mesma coisa. Quero que o meu filme comece quando já está tudo bem, tudo alegre."
Os melhores amigos de Chimbinha em São Paulo são Zezé, Leonardo e Bruno (de Bruno e Marrone). Isto é: metade do PIB musical brasileiro hoje. Interessante que tenham se encontrado e que tenham amizade tão forte. São biografias semelhantes, e também ascensões sociais meteóricas. Leonardo trabalhou com plantação de tomate quando criança. Hoje são essas pessoas que alegram a vida da maioria dos brasileiros. Mas o sucesso não serve de blindagem contra o sofrimento e a dificuldade de ter que lidar com uma situação que sempre - repito: apesar do sucesso - insinua cruelmente que ocupam um lugar que não lhes é devido, que deveria ser ocupado por músicos com formação de "qualidade".
Chimbinha passou o jantar me agradecendo por estar ali, por ter aceito o convite, por ter apoiado sua carreira, por ter colocado sua banda na televisão. Eu dizia que a televisão é que tinha que agradecer, que eu não tinha feito nada, que se ele tivesse seguido meus conselhos nem haveria a Banda Calypso... Mas entendi o que estava em jogo, além do nosso respeito mútuo. Como diagnosticou certa vez, com muita precisão, a Regina Casé falando sobre os motivos para fazermos o Central da Periferia, num momento em que não estávamos nem um pouco confiantes nas virtudes/necessidade do programa - ela dizia algo mais ou menos assim: "o fato de essas músicas viverem esse sucesso popular todo e não aparecerem na mídia, cria uma sensação de irrealidade para tudo, é como se o sucesso fosse um sonho facilmente convertido em pesadelo, como se todo mundo naquele show tivesse tomado uma droga pesada; eles sabem que não precisam da mídia para fazer sucesso, mas o sucesso sem estar na TV - espelho importantíssimo para a cultura popular contemporânea do Brasil - parece oco, virtual; é incrível que a mídia, sendo aparentemente tão virtual, ainda tenha esse poder de conferir realidade às coisas..."
O pessoal que cuida da empresa que vende os shows da Calypso me confirmou: "às vezes chegamos numa cidade lá no interior do Tocantins - o show está lotado com o nosso público, mas o cara que aparece na TV e que não juntaria 100 pessoas tem o melhor cachê, o melhor camarim, é recebido pelo prefeito..." Questões simbólicas e não tanto... O que o novo sucesso popular brasileiro, criado à revelia da mídia, ainda busca na mídia é a legitimação, o selo de que é mesmo sucesso e se possível "cultura". Uma situação que conheço bem por acompanhar a história do funk: sempre tratado como caso de polícia (reuniões sempre na secretaria de segurança, nunca na de cultura), mesmo sendo o ritmo mais popular na cidade... É evidente, mais que evidente: o sucesso por si só não traz respeito.
No final do jantar sentamos ao redor de um piano de cauda branco (igual ao do Elton John, igual ao do Leandro Lehart), para ouvir as músicas do próximo disco, o décimo da banda, que só foi lançado em 2007 mas já estava em gravação. Eu perguntei: "mas como vocês já estão gravando se mal acabaram de lançar o CD/DVD ao vivo?" Chimbinha me explicou seu modelo de negócios, do qual é criador (muito criativo) e mestre: "mas este disco já está todo vendido para um supermercado, 500 mil cópias - não precisa mais ser trabalhado."
Os compositores estão presentes. Não compõem apenas para a Calypso, mas também para Calcinha Preta e várias outras bandas que fazem o Brasil popular de hoje cantar e dançar. São nomes como Beto Caju, Edilson Moreno, Elias Muniz, Edu Luppa, e o arranjador - desde o tempo do Guitarras que Cantam - Helinho Silva. É uma turma que fica internada num estúdio, morando num hotel em São Paulo, enquanto o disco está sendo produzido. É já um outro tipo de relação com os compositores, contratados pelas bandas para escrever seus próximos sucessos. Todos são trabalhadores do pop: parece que têm o método para o sucesso de massa, para a canção que vai agradar a maioria. Imagino que a Motown também funcionasse assim. Eu ia escutando as novas músicas e já podia ouvir as multidões cantando aos berros nos futuros shows lotados.
Já repeti várias vezes aqui que não tinha muito interesse pela música da Banda Calypso, gostava do Chimbinha guitarreiro... Então valorizava mesmo o aspecto antropológico do sucesso, um sucesso bem diferente daquele que a indústria fonográfica tradicional produzia no Brasil. Mas este CD, o Volume 10, eu gosto, pra valer. Musicalmente. É um hit perfeito atrás do outro. Há poucas canções melhores de se ouvir no rádio do que Mais Uma Chance, cantada por Joelma e Leonardo. Quando ouço na rua, meu dia se alegra e saio cantando junto. A situação de amor descrita na letra também é cativante, no seu narcisismo calculadamente desamparado e espertamente ingênuo: "meu amor se eu fosse você, eu voltava para mim, eu viria me socorrer". Um dia, quando um cantor chique fizer uma versão, todo mundo vai achar bacana... Mas é preciso tempo: o popular muito popular só se torna elogiável quando sua popularidade é coisa do passado, não é mesmo?
A fórmula pop da Calypso amadureceu. É um estilo, objeto claramente identificável. A voz de Joelma tem calor e graça - entendo bem porque todas as crianças são apaixonadas por ela. E a guitarra do Chimbinha continua a tal. Ele me disse que ainda pretende gravar outro disco de guitarrada. Nem precisa: não há necessidade do Chimbinha me provar mais nada. Mas que seria bom ouvi-lo novamente em gravação solo, por puro divertimento, ou por egocentrismo meu, isso seria: fecharia um ciclo completo em minha vida. Mas de qualquer maneira: Salve Chimbinha! Salve Joelma! Os músicos mais populares no Brasil hoje! Quando vão ganhar a medalha do mérito cultural?
tags: Belém PA musica brega guitarrada banda-calypso calypso chimbinha cultura-brasileira industria-fonografica rock-brasileiro
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Salve, Hermano, por texto tão bacana. Embora não curta muito o ritmo do calipso, a gente se enternece com histórias assim. No final das contas, fiquei curioso mesmo foi em relação aos compositores – como esses caras conseguem emplacar um sucesso atrás de outro? Que fórmula eles utilizam? Quem são essas figuras?
No mais, triste mesmo é perceber que os meios de comunicação ainda têm tanta força – que lhes permite, dependendo da sorte do dia, segregar ou abraçar artistas populares.
Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A · Fortaleza (CE) · 14/7/2007 10:59
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oi Henrique: no caso da Banda Calypso eu acompanhei bem: a mídia não teve escolha: foi atrás do sucesso - a Banda Calypso foi bem mais forte - abraço!
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 14/7/2007 12:34
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uma dica: procurem no YouTube vídeos da turnê mais recente da Banda Calypso: impressionante o cenário com dezenas de telões de vídeo... é o show-business-tecnológico-popular brasileiro
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 14/7/2007 13:28
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o mais foda é perceber que não existe essa historia de paralelo - retas que não se cruzam.
o ponto é bem explicado nas palavras do próprio chimbinha:
"é uma mesclagem do ritmo calipso com o twist, na onda de Jerry Lee Lewis.(...) É um papo dez, é uma mistura de Nina Hagen, com aquela onda dos Sex Pistols, do Pink Floyd, do Dire Straits, e aí eu peguei o Pepeu Gomes daqui do Brasil e fizemos essa onda: o negócio é sério."
mídia, cultura de massa, apropriação, consumo. os caras tiram isso tudo de letra com uma postura que é autonoma, empreendedora e acima de tudo artistica.
joao xavi · São João de Meriti (RJ) · 14/7/2007 14:43
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Hermano, Salve!
Parabéns por tão-bem historiar e divulgar a Música Paraense, no caso o Brega. A Banda Calipso com balanço de arepiar os ossos, desfruta de sucesso por conta de sua ousadia em cantar um ritmo não-comum na Região Sudeste. Hoje Chimbinha e Cia banburra em sucesso e dinheiro. Merecem.
Também há no Pará, excelentes cantores/cantoras e inúmeras Bandas... Leia-se: NILSON CHAVES, VITAL LIMA, MARCO ANDRÉ, LIA SOPHIA, PAULINHO CAVALERO, DEYSE ADDÁRIO, MOSAICO DE RAVENA, LA PUPUNHA, Etc. que não perdem em qualidade aos bons contores do Sul/Sudeste. Falta-lhes, no entanto, espaço e e oportunidade.
Simceramente, Hermano, fico grato a você por abrir este espaço a Musica Paraense.
Gratíssimo, irmão.
Abçs. Benny Franklin
Benny Franklin · Belém (PA) · 14/7/2007 17:16
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Alô Hermano!
Uma historinha rápida: Em 98, durante as gravações do Música do Brasil aqui em Belém, eu e o Pio Lobato fomos até a casa do Pinduca ( onde a equipe do programa gravava a participação do mestre do Carimbó paraense) e você nos apresentou um cara que tocava guitarrada que a gente ainda não conhecia: era o Chimbinha!! Ficamos fãs na hora.
E dez anos depois, vemos a guitarrada ai forte, presente em trabalhos do Cravo Carbono, do Pio solo, La Pupunã, Mestre da guitarrada, da Calypso e tantos outros. Carreiras bem distintas, é verdade.
Seu texto foi muito prazeroso de ler. Excelente!
Abraços
Bruno Rabelo · Belém (PA) · 16/7/2007 10:56
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oi Bruno: puxa, tinha me esquecido que o Chimbinha estava lá na casa do Pinduca... boa lembrança - escrevi um texto sobre o Pio e suas tecnoguitarradas, que ainda está na fila de edição - dá uma olhada neste link - abraços!
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 16/7/2007 15:00
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Gostaria de ouvir alguma guitarrada. Tem alguma coisa aqui no overmundo? Quem sabe assim eu não entendo melhor essa coisa de Calypso. É um som que não consigo decodificar mesmo! Acho que o brilho do figurino ofusca os meus sentidos.
Ilhandarilha · Vitória (ES) · 16/7/2007 21:09
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oi ilhandarilha: no comentário acima do teu eu coloquei o link para o meu texto sobre o Pio Lobato, que por sua vez tem vários links para coisas relacionadas à guitarrada - mas acho que não é por ali que você vai conseguir decodificar a Calypso...
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 16/7/2007 21:28
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Vou checar! valeu. hehheh
Ilhandarilha · Vitória (ES) · 16/7/2007 21:29
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Ilhandarilha,
Guitarrada típica é com o Mestre Vieira, o inventor do estilo. Tem link aqui mesmo no texto do Hermano!
Bruno Rabelo · Belém (PA) · 16/7/2007 22:18
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Já estou ouvindo, Bruno.Lembra música cubana, salsa e merengue. Dá um baile bom!
Ilhandarilha · Vitória (ES) · 16/7/2007 22:43
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Exatamente! Música instrumental popular, pra dançar!
Bruno Rabelo · Belém (PA) · 16/7/2007 22:58
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Parabéns Hermano, muito bom o texto "como sempre".
Bah! Depois de tantos comentários fiquei sem palavras, mas o brasileiro torce o nariz pra cultura popular. Tempos depois com os "medalhões da MPB" vira sucesso e cai no gosto da critica e das elites.
Grande abraço.
achr · Porto Alegre (RS) · 17/7/2007 01:27
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hermano, belo texto. fiquei pensando se você podia indicar alguma referência pra quem ficou curioso sobre a genealogia do rock brasileiro e o brega... abraços!
Naza · João Pessoa (PB) · 17/7/2007 12:59
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Vou fazer a composição, no verso que analisa, em duas partes:
É evidente, mais que evidente: o sucesso por si só não traz respeito.
Sem duvida!
Fazer música, pra TER arte com qualidade, é viver (compor) na politica!
[ Salve Chimbinha! Salve Joelma! Os músicos mais populares no Brasil hoje!
Quando vão ganhar a medalha do mérito cultural? ]
Pois é, “salvemos” o BR, o povo, de tanta porcaria que tem a voga, enchendo estadios e praças de shows com produções que não servem pra evoluir, mas, prostituir.
E vamos aplaudir quem faz sucesso também. Como o chimbiha e joelma, outros.
Mas, sem querer tirar o mérito, e sem dar uma de “pedro lara” ou, araci de almeida... deixa o que pensar, & quem estamos vaiando?!
Se a medalha do mérito cultural for dada pra quem também acentua o caminha da prostituição e pro emburrecimento, musical inclusive, aonde vai parar, pr exemplo, a seleção olimpica brasileira... no PAN?!
Então, aqui nesse texto do Hermano tem muita coisa no texto que eu refleti, e depois de fazer uma meditação, vou falar sobre o que penso e o que compõe nos ritmos sem qualidade, mas, fazendo suce$$o.
Pra melhorar a qualidade de vida, e a música, temos então que parar de bater palma pro que não vale o quanto pesa pra educação.
[ "O brega, se ninguém ainda percebeu, é rock. Digo mais: é o mais amado e duradouro estilo do rock brasileiro. "hoje essa mesclagem, graças a Deus, roda em dezessete estados brasileiros. Essas ondas todas aqui não têm nada de ridículo. É um papo dez, é uma mistura de Nina Hagen, com aquela onda dos Sex Pistols, do Pink Floyd… ]
Bem, aih pegou. Comparar Pink Floyd e produto brega.
Mas, tá valendo a citacão, pois é um ‘prato PF’ pra gente fazer festa.
Ja, que o ‘estilo’ em questão, serve bem pra essa ocasião.
E, boa metafora (no jogo, no pentagrama...) é coisa que eu considero.
Rock, pode ser muita coisa, sem duvida, mas, fazendo música, na cultura musical poderiamos ser mais concretos pra não misturar muito pro povo aqui no BR não se analfabetizar mais ainda, infelizmente!
Discutir brega & rock, analizar o que tem em comum, ou, daonde tem a ver uma coisa com outra, ouro na realidade não é diamante. Mas, tem valor comercial, ambos!
O rock, por exemplo, na sua origem tinha uma função de ativismo, politica, era pra FAZER A CABEÇA DO POVO. *era taxado de música de drogado, etc.
E o produto cultural brega em pauta, tem que designação?
Cultura brega, faz qual “cabeça”? (*é isso que poderiamos ja concluir -?!).
Pois, o ‘corpo’ fica vazio, a cabeça de quem cultua essa onda, tá aonde?!
Na lua... ? De que lado... ?
*Se rock foi conceituado de coisa de drogado, brega, é sinonimo geral de prostituição de massa. Pois chimbinha não vende se não tiver junto bunda de mulher no palco, na foto.
Não da pra eleger cultura brega como algo de produtivo, educativo, coisa de tino FAMILIAR.
Ja o rock, tem variações sobre o tema, mas na raiz, pemanece algo que protesta contra o sistema opressor. Comparar uma letra de Pink Floyd com essas bregas que vendem nas TVs e radios, bom, é querer muito.
Sem tirar o merito do sucesso comercial, pois o PIB faz aprte do jogo, no geral, não vejo aonde a cultura do brega consegue se fazer parte de algo que va permanecer, ao longo de tempos, sem que não tenham em breve que adicionar outra coisa: brega?
Ou seja, brega, emburrece mais que educa, pois, ao contrário do rock, não passa de onde está. O povo para pra dançar e não sabe aonde vai, nem aonde esta, imagina, se vai pro outro lado da lua?
Mas gosto, não se discute, claro. A cezar o de cezar... aos justos, jesus, e ao burro... ?!
Sem tirar o mérito, claro, de que, fazer algumas pessoas que tão na maior depre social e espiritual dar uma dançada, tá valendo.
Melhor um passaro na mão, que... um outro (‘brega’) voando.
[ Pensei no Lula, que dorme hoje no Palácio da Alvorada, para incômodo de muita gente (incômodo parecido com aquele que gera o sucesso da Calypso...) ]
É, povão poderia tb ter uma cama do calibre que o Lula tem. Deveria ser menos incômodo pra quando acordar fosse ver o calipso: de avião?!
Sem contar no atrazo, o sucesso que incomoda não é o do Lula, que fica levando vaia, inclusive, no PAN. Quem tá ‘de cima’ não precisa se incomodar com quem tá por baixo: é brega?!
Mesmo quando ‘canta’ que tá por cima.
O povão, não come ‘lula’ no PF todo dia, mas fica lavando a roupa suja e cantando sem sabão! –
Entenderam a pontuação, da nota, na melodia?!
Vem a segunda parte, da opera?!
Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 17/7/2007 18:38
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[ Chimbinha se fez sozinho do lado de lá do cultural divide, sem gravadoras, sem televisão, sem elogios da crítica - .... o sucesso de massas, direto, sem o aval de ninguém do "centro". Essa é uma novidade e tanto para a cultura brasileira. Que bom que as tais "elites" estão perdendo o controle. ]
O chimbinha tem sua pontuação, é um vencedor, do que financeiramente se prontificou a fazer musicalmente. Vamos ver se com a guitarrada consegue fazer outra canção, que venda e, sirva pra educar e insitar a massa, pra se educar.
Até ai, em parte, to com ele, ja que o time vencendo em campo, pra que mudar a... nota musical?
Bato palmas pra ele, o menino é bão!
Mas atenção: as elites não perderam o 'controle' (*ainda!).
O povo do BR é que tá perdendo o controle.
Principalmente, e muito, quando vendem a alma e a cultura, quando a música que identifica, é vazia, e acentua pra prostituição.
Inclusive, de forma mais sutil, as 'elites' é que mantem (*ainda) o controle.
Tatica que usa agora pra predominar sobre a massa, é emburrecer o povo com esses estilos musicais sem qualidade pra inteligencia. O controle das "massas" é feito através desta forma comercial de musica que idiotiza e emburrece o povo brasileiro. E o produto brega, que poderia ser até algo de mais louvavel, serve pra esse fim também, infelizmente!
[ Os melhores amigos de Chimbinha em São Paulo são Zezé, Leonardo e Bruno (de Bruno e Marrone). Isto é: metade do PIB musical brasileiro hoje. Interessante que tenham se encontrado e que tenham amizade tão forte. ]
Amizade, amigo é coisa pra se guardar, debaixo de 7 chaves... diz a canção. Amigo, não tem preço.
Mas fica interessante a comparação feita, pelo amigo do PIB alto, com os outros que tem o PIB pobre. Essa colocação do PIB, (em São Paulo somente?) tá um tanto confusa, senão, levando o insconciente do (pobre?) pra realizar uma equação que sugera que a amizade que vale depois que vc sai da ‘lama’ é a que tem base em $$$. Interessante que os melhores amigos do chimbinha tenham coisa em comum, pode ser, mas devemos ter cuidado pra não compor no verbo do intere$$e que gradua pra ser melhor amigo, quem tem grana e faz sucesso. Pode virar uma hipocrisia esta melodia.
[ Hoje são essas pessoas que alegram a vida da maioria dos brasileiros.]
Não sei não... depois de muita labuta... mas... como vem adiante...
[ Mas o sucesso não serve de blindagem contra o sofrimento e a dificuldade de ter que lidar com uma situação que sempre - repito: apesar do sucesso - insinua cruelmente que ocupam um lugar que não lhes é devido, que deveria ser ocupado por músicos com formação de "qualidade". ]
Alegria de ‘pobre’ dura pouco, diz ditado.
Mas... ja que citou o Pink Floyd, porque não olhar TB, pro outro lado da... - música?
Ou seja, porque menosprezar quem se educou no outro lado, quem fez a oportunidade de estudar música? Quem estuda e tem tb uma “formação” musical, inclusive sendo bem feita, melhora a qualidade da música, seja ela brega, rock(caso dos grupos europeus dos anos 60, 70), etc.
Sem duvida, eu posso ver tb aonde vai o grifo feito pra lenhar a ‘cla$$e’ arrogante que temos em voga no BR. Mas, sugiro cuidado, pra não incentivar contra a EDUCAÇÃO MUSICAL, essa que não deveria ser produto exclusivo de gente “fina”, mas, um direito do povo em geral.
[ o show está lotado com o nosso público, mas o cara que aparece na TV e que não juntaria 100 pessoas tem o melhor cachê, o melhor camarim, é recebido pelo prefeito... ]
O que prova na real que nada mudou ainda na REAL, em relação as “elites” que fazem o jogo correr do jeito que querem pra sí. Tá na hora então, do calipso, e calcinhas bregas e zangalos, outras do número em genero e questão, outros funks, e carnavais... por ai afora, seria tb bom interpretar o ritmo: caminhando e cantando, dançando e seguindo a canção... ; isso, pra fazer uma revolução, pra nossa educação, e evolução!!
Quem sabe então o cachê do músico fica no mesmo nivel do cara da TV, e o prefeito, ja educado, não discrimina mais o artista?
[ Um dia, quando um cantor chique fizer uma versão, todo mundo vai achar bacana... ]
Sem duvida, o Caetano, que é tb um “chique-brega” ja fez. O Gil, aonde tá compondo politica, pode sem duvida também incentivar o povo pra ‘dançar’ em outros... “500” canaviais... – o carnaval que seja eleito, mas, é só chique de bacana, infelizmente, pros brega! (?).
Hermano, o teu texto muito me inspirou, por isso faço a avaliaçao do que produzimos, para estimular pra gerar estilos musicais que tenham poder pra compor pra educação e cultura.
Obrigado por escrever pra ge
Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 17/7/2007 18:49
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Mestre Jeronimo - JC:
só uma observação histórica: o rock, quando apareceu lá pelos idos de 1956, também foi tratado como lixo, música descartável, alienante, bobagem, baixaria, produto emburrecedor - basta ler as primeiras críticas para Elvis Presley, para Beach Boys, para os Beatles (quando eles pousaram nos EUA), para comprovar. Várias críticas que você faz à Banda Calypso foram feitas ao rock... Só depois, por volta de 66/67, é que o rock começou a ser tratado como arte séria, ativista, política ou mesmo como "música de drogado"... nada como um dia depois do outro, não é mesmo?
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 17/7/2007 21:23
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Hermano,
Sem, duvida, nada como um dia, após o outro... até completar “500” mais uns outros... nosso caso.
Na avaliaçao do rock, como cita, historicamente, depois da guerra, em especial, pra comparar o que temos, não so de calipso, mas outras marcas registradas, musicais, eu acho que da pra ver a diferença do antes, e depois. Beatles, por exemplo, até que da pra comparar com calipso, seja lá, em algumas notas e acordes, sem limprovisação, em algumas notas. Mas, será que o efeito chimbinha e joelma, da pra ser comparado, ja que podemos antecipar muita coisa agora, o caso Jonh e Ioko? Por exemplo?
Sem contar que eu acharia o máximo, o ideal, que a música brega pudesse chegr a um nivel mais interessante. Mas, infelizmente, duvido, que a industria de hoje tenha a mesma ‘frequencia’ que a de antes, citada historicamante.
Pois, os Beatles, entre outros Led Zepellin, não precisavam mandar de porno pra vender o... filme?
Caso extra curricular, em geral, da Yoko e Lennon, em forma de protexto, que usaram o nudismo pra expressar uma opinião, e, quiça, uma revolução, cultural.
Eu gostaria muito, muito mesmo, de poder acreditar, não sendo um devoto de imagens, que essa geração brega possa fazer algo pra gente ter mais cultura, e lazer, sem ter que merecer tanta vulgarização, servindo a prostituição e desculturização da nossa ração, povo do Brasil.
Convenhamos, o produto brega não vai poder atingir outro efeito, depois do que ja tá claro é feito, e variado. A prova é que a partir das criticas do produto do rock, o ROCK se tornou algo além da imaginação. Por isso, da pra escutar o CD do Pink Floyd 10 veses ao dia, por exemplo, com a lua tando cheia ou, escura, depois de tantos anos passados. Duvido que algum ‘brega’ aguente o que tão fazendo, vendendo, agora, depois de 3 meses. Vc aguenta??
Mas, isso, sendo um fato consumado, perguntemos ao Djavan, quiça, ahahah, não tira o crédito que tem coisa nessa ‘onda’ do movimento brega que pode ter uma finalidade pra evoluir alguma causa. Nada em excesso, serve pra causa de nossa evolução, e mesmo do lixo, com todo respeito ao que é humano, reciclando, se pode ter um campo pra flores... astrais.
Eu aposto no rock dos ‘secos e molhados’... pra não dizer que não citei, outras flores!
Abraço pra vc, Malungo.
Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 17/7/2007 21:46
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Muito bacana Hermano.
Mas por que demorou tanto meu amigo para nos contar está história bacana, obrigado pelo texto.
Higor Assis · São Paulo (SP) · 18/7/2007 08:40
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Debate interessante...
Aqui Calypso é sinônimo de show´s lotadíssimos, com ingressos esgotados um dia antes do evento, como já aconteceu. Particularmente não sou muito fã, embora algumas músicas ficam martelando na minha cabeça vez por outra de tanto que ouço em alguns lugares.
O JC comenta "Se a medalha do mérito cultural for dada pra quem também acentua o caminha da prostituição e pro emburrecimento, musical inclusive, aonde vai parar, pr exemplo, a seleção olimpica brasileira... no PAN?!"
Penso um pouco diferente...
Será que é por acaso que Chimbinha e cia conseguem atrair multidões aos seus show´s? Ou, neste caso, a unanimidade é burra? Peraí, alguma coisa o Calypso de Joelma deve oferecer. E não é só burrice, como o JC sugeriu...
Um ponto pode ser a aproximação das letras da música no cotidiano de pessoas que eram como o Chimbinha, que vivem essa realidade, e entende o que a música "Farol das Estrelas", por exemplo, quer transmitir: "ô, ô...nunca deixe meu amor, nossa chamar se apagar, não diga adeus, não vá..." Ok, a letra não lembra Chico Buarque, mas acredito que nem mesmo o Chico, onde quer que vá, reúna zilhões de pessoas como o Calypso.
Dizer que Calypso é uma prostituição cultural revela um muro de preconceitos com uma cultura diferente, não burra, mas diferente. Citaram o início do rock, mas o samba, quando surgiu, diziam que era música de malandro. E Chico sabe bem disso...
Marcos Paulo · Porto Velho (RO) · 18/7/2007 09:15
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salve Hermano! Mandou muito bem!
Estava na hora de discutirmos sobre estes vários assuntos. A começar pelo paternalismo. Por isso que acho até legalzinho a Globo exibir o SOM BRASIL(é isso mesmo?) com Caetano, Milton e uma rapaziada fazendo novas versões com suas músicas, mas também não deixa de ser perigoso, porque parece que não deixa de ser um aval do tipo "viu? a garotada é legal".
Legal também quando você diz o popular muito popular só se torna elogiável quando sua popularidade é coisa do passado, não é mesmo?. Essa nostalgia, que bate com o samba e tal...
Lembro quando Caetano tocou com o Odair José, só faltarm cruicficá-los. Mas hoje já tem gente que ouve MPB, Jazz, toda a finésse e acha o Odair José "muito foda". Agora deve ser cult. Melhor assim.
Bem lembrado também o funk, que com certeza carrega o estandarte da cultura popular atual. No início do séc XX o samba (e sambistas) eram execrados. Hoje todo mundo samba. E o funk hoje? Amanhã todo mundo vai até o chão!Chão!Chão!Chão! rsrs
Falei demais. Tem outras coisas, mas por enquanto já deu.
Parabéns pelo texto, Hermano.
Abraço!
Cicero de Bethân · Vitória (ES) · 18/7/2007 10:04
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Caramba, esqueci!
Outro dia na MTV assisti um programa que lá pelas tantas começaram a falar de mercado alternativo, daí várias bandas de rock e gente envolvida com isso falando e tal...
Na hora de falar pra valer de quem sabe sobre mercado alternativo quem aparece? Sim, Calypso! Adorei. Muito justo, afinal de contas um artista alternativo, que se autoproduz e tem distribuição nacional, não é pra qualquer um.
Abraço!
Cicero de Bethân · Vitória (ES) · 18/7/2007 10:12
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Mil parabéns pelo belíssimo texto. Há anos queria ler algo sobre o Calypso, mas, enfim, a grande mídia prefere mais uma vez ignorar este fenômeno de massa, e nem vou me estender nisso porque seu artigo já o fez muito melhor do que eu poderia.
Só queria dizer que, além de ter gostado de ler sobre o grupo, achei 10 você ter destacado a criatividade da guitarra do Chimbinha. Eu também, quando ouvi os primeiros trechos no rádio, achei algo notável e de qualidade. Considero a música como um todo um tanto pitoresca demais, mas consigo ver também o apelo pop do grupo, que desfruta um merecido sucesso.
Mais uma vez parabéns!
Pierre
Pierre Dechery · Rio de Janeiro (RJ) · 18/7/2007 10:19
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O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro bolou um conceito interessante chamado "perspectivismo". Em temos gerais: vemos uma onça bebendo o sangue de uma presa. Para os humanos, é sangue; para a onça, é cerveja. A onça encara o mundo como os humanos o fazem. Eu gosto de Pink Floyd, mas não tanto da Calypso. Em minha perspectiva, quando eu vejo as multidões ouvindo a Calypso, para mim é Pink Floyd. A partir desse ponto, eu respeito quem gosta de Calypso. Notem que essa idéia é muito mais rica e complexa que o tradicional: "gosto não se discute".
Kuja · São Paulo (SP) · 18/7/2007 10:28
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Bom esse relativismo que o Kuja aponta. É um principio, no mínimo, muito mais tolerante do que o tal "gosto não se discute", com certeza. Saimos da nossa posição confortável para um outro entendimento, de uma outra realidade (de preferência desprovidos de armas, por favor). E assim podemos até mesmo, quem sabe, fazer uma ponte entre a galera do rock, do funk, do samba...
Cicero de Bethân · Vitória (ES) · 18/7/2007 10:41
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Eu nao consigo entender as pessoas que partem do achismo para discutir fenomenos culturais. Nao eh pq eu gosto de Sepultura e nao gosto de Calypso que o primeiro sera mais importante que o segundo quando o assunto eh o debate da producao cultural brasileira.
Roberto Maxwell · Japão · 18/7/2007 10:55
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E por quais motivos exotéricos não se pode associar esteticismo à produção cultural brasileira?
Kuja · São Paulo (SP) · 18/7/2007 11:03
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Nao entendi a sua pergunta Kuja-san?
Roberto Maxwell · Japão · 18/7/2007 11:09
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Olá Cicero,
O perspectivismo é uma resposta ao relativismo, que geralmente não se preocupa muito com as relações entre as entidades. O relativismo é uma alteridade reducionista.
Abraço!
Kuja · São Paulo (SP) · 18/7/2007 11:10
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Beto-san,
Vou refrasear a pergunta: é válido excluir uma certa abordagem estética (no sentido filosófico) da discussão sobre produção cultural? Não seriam discussões convergentes? Afinal, não queremos combater o esteticismo hegemônico?
Kuja · São Paulo (SP) · 18/7/2007 11:16
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Axe'
Cicero, Hermano, outros queincluem o SAMBA, e dizem que era discriminado, e hj nao eh mais... [ No início do séc XX o samba (e sambistas) eram execrados. Hoje todo mundo samba. ]
Bom, o que dizem entao de tanto protesto contra o que exclui o povao de poder ir.. pro samba, inclusive, durante o carnaval?
Eh uma mentira dizer que hj, diferente de antes, todo mundo samba. Samba aonde? Se nao tem dinheiro pra pagar pra ir pro desfile?
Entao, eu acho que ta tendo um pouco de falta de venotade pra olhar pro que eh REAL, nessa nossa epoca, e ademais, eu me atreveria a dizer que antes, o samba era mesmo uma coisa mais autentica, e que os sambistas tinham ate orgulho de ser DO SAMBA, ao contrario de muitos hj, que se prostituem, e discriminam inclusive aos seus proprios irmaos de roda, de samba.
Bom, se antes era o samba, discriminado, hj, ainda continuam sendo o povo que faz essa origem.
E, pra dizer que o rock tb era discriminado, 'taxado' de coisa de povo, bom, isso eh discutivel, pois, taxado passou a dar credito pra bolsa de valor, inclusive da rainhada inglaterra. O 'taxacao' em foco, eh outra, eu imagino do que estamos discutindo do produto brega que originou este... samba?
E a producao musical brasileira, dee proseguir, inclusive, pra fazermem prol da educacao dos nossos filhos, e nao contra!
Saude pra vc/s!
Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 18/7/2007 12:56
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As flores no avatar são para as vítimas do desastre anunciado.
Em 1981, quando conheci aquele aeroporto, já achava o avião grande demais para aquela pista. E não chovia....
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Hermano,
Adorno, parece, reclama de um casal passenado às margens do Tâmisa ouvindo aquela hedionda música de dança: o jazz.
Sem não é Adorno é alguém da época, com a mesma abordagem clássica, que não é apenas de eruditos, de que o novo, o popular, ai meu deus, onde essa gente vai levar a nossa vida conhecida.
Não ouvi o Calypso mais que uma ou duas vezes. E em televisão, que não me parece o melhor meio de ouvir música.
Aqui temos "Eco do Minuano e Bonitinho".
Uma vez, no meio do povo nativista, que é como chamam aqui a música regional gaúcha, Bonitinho abriu o espetáculo de rua com dois excelentes solos de guitarra do Carlos Santana: Europa e Samba Pa Ti.
Então entrou na veia do programa dele com muito mais público porque os roqueiros do lugar se aproximaram das vaneras e bugios e se deram conta que ali tinham um músico competente, de qualidade e não estereotipado como parecia e o taxavam de... digamos, pra não ferir: grosso.
O que me aproxima da tua análise no texto muito bem construído de apresentação do teu conhecimento do Chimbinha e, agora do Calypso, é a relação da banda com o povo.
O povo quer ser feliz.
E é feliz dançando.
E tem razão quem diz, também, que seria feliz de modo mais consciente e mais organizado para defender os direitos dele...
Essa relação com o popular que atropela a midia, sempre vai depender de hora, lugar e mensagem.
Na campanha das diretas, em 1984, era caixote e megafone no começo, depois palquinho, em seguida megashows e milhões.
Daí deu na TV o comício da Candelária e o da Praça da Sé.
O povo trouxe pro lugar dele os menos poetas, que midia é puro interesse comercial.
Tá subindo aí pra São Paulo uma mulher menina daqui que já é ouvida na Argentina, no Uruguai e no Chile, além desse quase outro país que é o Rio Grande do Sul, tchê.
E pouco a mídia fará por isso, e muito pouco outros de outros locais farão por ela. Que estuda, não é das massas multitudinárias, mas faz sim a lotação dos lugares onde atua e bem apresenta um trabalho de qualidade exemplar de som e canto.
É a Adriana Deffenti, que eu postei na Agenda, lá na fila de edição ainda.
Ela, como Calypso, sai pelaí fora do eixo e vai fazendo estrada. Não é, portanto, que façam ela e outros iguais a ela e, no exemplo maior Calypso, no momento, uma nova estrada.
Fazem sempre a mesma estrada dos sem-jabá, dos sem patronos, dos que não querem se agachar pros achaques do comerciante e mesmo dos gigolôs de artistas.
Um texto, um excdlenete tema.
Parabéns, guri!
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 18/7/2007 13:11
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Jeronimo,
você mandou muito bem nas suas palavras concordo plenamente... Pena que que as pessoas ainda confundem cultura de massa com cultura popular... e sorte e suce$$o com qualidade...
Comparar Chimbinha e a música dele aos ícones do Rock é um tanto lamentável.
Só para citar alguns, Pink Floyd, Led, Rush, Rolling Stones, estão num patamar mil anos luz que qualquer banda de brega, até porque sucesso no Brasil não faz quem é o melhor...
Acrdito que assim como a música serteneja e breja, o brega seja mais uma que o vento levará...
é isso minha opinião!!!
abraços
Nandinha.x · Recife (PE) · 18/7/2007 13:13
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* Ops - corrigindo:
Acredito que assim como a música sertaneja, axé e pagode, a música brega será mais uma...
Nandinha.x · Recife (PE) · 18/7/2007 13:15
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Adoramos o texto! Somos fã de Calypso! Queremos fazer um remix! Há algo do Calypso no CC Mixter?
Tranquera · São Paulo (SP) · 18/7/2007 13:22
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Nandinha....
falou e disse... e o vento... levou... o suce$$0 capitalizado ta fazendo eh muita gente perder a razao de ser, gente, e inclusive, votar no que nao tem qualidade musical. Infelizmente! Mas, humanodeseaceitar tambem.
Mas, vc bem falou, o vento... vai levando, o que nao tem substancia... e ficam, mesmo sem encher estadios de shows, os chicos, djavans, as clementinas, as rita(Lee!), e o Raul... pois como ele, eu tb, prefiro ser, outra metamorfose... do que ter essa opiniao formada sobre o que eh produto musical que faz a diferenca, educa, e evolui.
Saude pra vc/s
Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 18/7/2007 13:26
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Só tem brega nesse texto - Banda Calypso, Zezé de Camargo, Bruno e Marrone... Não foram esses caras que tornaram a música brasileira conhecida, admirada e cantada no mundo inteiro. Artista de fato, criativo, talentoso, não precisa ser filho de francisco pra ser reconhecido. Uma coisa é o talento, a criatividade, o amor à música (e não ao mercado), a capacidade de se enriquecer culturalmente para que seu trabalho evolua. Outra é a origem humilde e a eterna mesmice de fazer "música" de má qualidade. É brega? Tou fora. Música é arte. Brega é apenas mercado, mercantilismo.
Alexandre Marino · Brasília (DF) · 18/7/2007 13:31
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Caros
Nem li o texto pois não me interessa a tal "banda" como também não vem ao caso minha opinião sobre a mesmo. Agora, chamar esse lixo de rock é, no mínimo ignorância. Um tiquinho de cultura não machuca.
Peidorreiro · São Paulo (SP) · 18/7/2007 13:45
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Pano pra manga...mas a manga de que falo aqui é aquela "manga de camisa"...não confunda com manga fruta, que no caso já seria outra abordagem, um tanto assim...assado...etc...
Mansur · Rio de Janeiro (RJ) · 18/7/2007 14:08
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Meu amigo! Eu tô pasmo. Num site como essa rolar um comentário sobre algo tão idiota como é a banda calypso. Primeiro por que isso não em nada a ver com cultura. Tudo isso é foi conseguido através do jabaculê na Globo e derivadas. Eu me recuso a ler tal asneira.
ed · Serra Branca (PB) · 18/7/2007 14:26
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Grand Ed. É isso !! Exatamente isso! Foi o que eu disse anteriormente.
E fim, né?!
abraço
Peidorreiro · São Paulo (SP) · 18/7/2007 14:43
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Oi! O texto está maravilhoso e retrata bem a "nova" realidade da música: o forró!
Inclusive, Hermano, concordo, plenamente, com o que você disse: "a mídia não teve escolha: foi atrás do sucesso - a Banda Calypso foi bem mais forte".
E assim tem sido no meio do forró. Antes marginalizados, hoje estão fazendo Faustão, Hebe, Gugu ... Prova maior é o cantor Charlys da Rocinha que foi descoberto na Rocinha, pelo Fantástico e hoje está sucesso total em todo Norte e Nordeste e também em SP.
Caramba, ele vendeu, na Rocinha, mais do que Roberto Carlos!!!
Parabéns pela matéria.
Mg77 · São Paulo (SP) · 18/7/2007 14:49
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Saudações Hermano!!!
Pensei comigo ao ler o título desta: "Pô, que contraste: Tom Zé num dia e a Calypso no outro!!!", com um torcer de nariz.
Terminada a leitura verifiquei a necessidade de rever meus (pré) conceitos.
Quase me emociono com o "ora, eu vendia peixe na feira com meu pai." e com o lance de tocar em cabarés aos 13. Novo pensamento: "É o novo guitar hero do Brasil!". Será?! Ao menos creio que, em alguns anos, virão da grande 'massa' novos guitarristas influenciados pelo Chimbinha.
GRANDE abraço!!!
A.
André Teixeira · Aracaju (SE) · 18/7/2007 15:13
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Acho interessante essa idéia de transgredir escrevendo sobre o que é senso comum chamar de lixo cultural, já que quando se olha de perto dá pra encontrar alguma graça e arte genuína.
Mas ainda prefiro ouvir Hermeto Pascoal.
Abraços, Hermano, e deu pra ver que o texto gerou polêmicas e indignações.
Felipe
Felipe Obrer · Florianópolis (SC) · 18/7/2007 15:18
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Banda Calypso: Isso é o maior lixo que já tivemos na nossa história. E pelo que podemos ver, os lixeiros adoram.
Peidorreiro · São Paulo (SP) · 18/7/2007 15:22
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zeca pagodinho e jorge aragão são outros dois bons exemplos de que a mídia tem que correr cada vez mais atrás do sucesso... ambos foram recusados, interditados, vilipendiados, sacaneados até que, crise à vista, a mídia teve que se render...
ascensão social é fundamental, ninguém quer passar fome... o problema é o seguinte: sempre houve o "mediador", esse elementos da "elite" que atua de forma a publicizar o trabalho de alguém que, embora genial, não consegue se organizar para pôr o bloco na rua... ok, tudo certo.
mas o que me aflige, e tive oportinuidade de escrever sobre isso aqui no overmundo, é que este elemento catapultado de uma classe a outra, geralmente não dá aquela "contrapartida", aquela mãozinha, aquela atenção especial, e geralmente não ajuda a produzir as condições para que, finalmente, o elemento mediador não seja mais necessário... ou seja: é preciso que o elemento catapultado adquira uma outra consciência da sua condição, e não simplesmente reproduza um comportamento e uma perspectiva viciada, comercialóide e oficialesca...
mais um detalhe: perspectivismo é nietzsche, né? o eduardo viveiros apenas se apropria da expressão...
abs
Bernardo Carvalho · Rio de Janeiro (RJ) · 18/7/2007 15:26
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Legal !
Olha ai meu povo !!
Marcio Capuera · Canadá · 18/7/2007 15:34
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Pegou... 'brega' nao eh forroh, nem rock de Pink Floyd ou Raul Seixas, samba da Clementina, choro do Pixinguinha...
Tao comparando venda de CD do calipso band com qualidade musical, e querendo justificar no fato de que ser 'pobre' e ter sido sapateiro, lixeiro, e depois que se torna idolo de...?... pode justificar algo que produz senso pro que de cultura musical que sirva pra educacao de outras geracoes.
Imagino que se perguntar pro Hermeto sobre esta 'nova' realidade, o q
Essa 'nova realidade' da musica brasileira nao precisa querer se fazer passar pelo que nao eh, e nao tem musicalmente. Deixa que sejam, claro, no que compoe~ pra venda, um produto de Suce$$o. So isso!
A cezar o de cezar... eu prefiro ser...
Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 18/7/2007 15:37
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Pegou... 'brega' nao eh forroh, nem rock de Pink Floyd ou Raul Seixas, samba da Clementina, choro do Pixinguinha...
Tao comparando venda de CD do calipso band com qualidade de produto musical, e querendo justificar ate no fato de que ser 'pobre' e ter sido sapateiro, lixeiro, e depois que se torna idolo de...?... justificar tudo o que produz, vende, como sendo um exemplo a ser seguido que sirva pra educacao de outras geracoes.
Essa 'nova realidade' da musica brasileira nao precisa querer se fazer passar pelo que nao eh, e nao tem musicalmente. Deixa que sejam, claro, no que compoe~ pra venda, um produto de Suce$$o. So isso!
A cezar o de cezar... eu prefiro ser...
O Hermano ta de parabens, sim, pois, moeda tem dois lados pra se votar. O texto, gera muita polemica, e poderah servir pra gerar mais consciencia do voto que fazemos inclusive em prol do que, lixo cultural, e produto musical que serve pra alagrar e educar o povo.
Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 18/7/2007 15:42
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Triste, muito triste !!
O sr André Teixeira ainda chamou o sei-lá-o-nome de guitarhero brasileiro. Meu pai do céu, a que ponto chegamos!!
Peidorreiro · São Paulo (SP) · 18/7/2007 15:54
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É impressionante o grau de ignorância de algumas pessoas, criticando o texto se ao menos ler, talvez seja por ele ser longo demais pra essas pessoas.
Parabéns Hermano, o texto é tão perfeito que citou esses incomodados antes que eles se pronunciassem.
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