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João Pessoa - Fortaleza Que beleza
Alberto Nanet · João Pessoa (PB) · 29/8/2008 20:13 · 118 votos · 4 comentários ·  
 
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overponto
Sair de João Pessoa para Fortaleza – CE, pra participar da feira da musica, ver um monte de bandas na faixa, palestras, produtores e muita gente fazendo musica - digo em todas as vertentes e âmbitos - CDs e Vinis a venda, além de uma cidade grande pra caramba. Essa era minha missão no dia 19 passado.

Como sabia que iria ter que ser desenrolado nessa viagem, levei o mínimo de roupa possível, e um colchão. O que resumiu bastante minha bagagem e preocupação. A viagem cansativa e chegando lá nem deu tempo de respirar, fiquei hospedado na casa do pai do batera da banda Os Reis da Cocada Preta junto com abana toda e mais os caras da banda .

Para atravessar a cidade demora uns 45 min. A gente teve de fazer o percurso duas vezes, pra deixar as bagagens e voltar pra o Sebrae. A tarde foi entre rodadas de negócios e painéis, de modo que no fim do dia tudo o que eu menos queria era voltar pra casa, fiquei na cola pra arrumar um convite pra festa de abertura da feira, e consegui, cheguei lá e vi um show maravilhoso de Manasses. Um lance meio violado psicodélico, muito bom, cheio e batuques e sonoridades afro. Infelizmente não encontrei nenhum link para poder passar.

1:30 da madruga, voltei pra casa, afinal eu estava sozinho numa cidade estranha.

Na quinta-feira deu tempo para assistir a Plastic Noir. Me lembrou demais de Depeche Mode. Não é a toa que eles são apontados como uma das maiores bandas góticas do Brasil. O show aconteceu no Centro Cultural BNB e achei muito interessante o público, todo mundo sentadinho com cara de crítico musical. A banda dando um gás, não quis chamar atenção e fiquei num cantinho lá atrás, dançando de levinho.

Voltei para o Sebrae, mais rodada de negócios e mais painéis, perdi algumas bandas que queria ver. Saímos eu e Diego (o baterista dos Reis) fomos alugar um carro, pois teríamos de sair dali para um município vizinho, era hora da apresentação no Bar do Glauber em Maracanaú.

Rodamos cerca de uma hora de carro até chegarmos na cidade, mas uns 40 min procurando bar. Tava rolando um stress porque a cidade é interiorzão mesmo, aquele clima de “opa, vamos tocar pra ninguém”, mas a surpresa foi enorme quando vimos uma rua cheia de “head banguer”, indies, grunges, tinha rockeiro pra todo gosto, e era uma rua lotada, escondida no meio do nada. Primeiro o show dos Reis, muita gente olhando desconfiada, só nas espera. Jansen puxa uma cover de Queens of the Stone Age pra passar o som e quebrar o gelo, tudo certinho detona em cima um som daqueles e a rua agitada chega bem perto do palco pra ver. Foi uma noite ótima, não fosse a chegada da polícia na ultima banda, pra nossa tristeza maior ainda, eram os caras da Cerva Grátis. Fazer o que né?! Polícia é polícia e a população queria dormir.

Na companhia de Talles Lucena da banda Joseph K? nos guiou por Fortaleza para beber, fumar, curtir, pular, gritar e de repente chegar em casa as 8:00 da manhã, com 5 completamente embriagados, 1 com o dedo lascado (na porta corrediça do Doblô) e 1 motorista puto porque não pode beber o que queria, eu mesmo.

Na sexta-feira tiramos pra curtir, nada de painéis nem rodada de negócios, nem workshop, nem nada, só cerveja e som. Vi os shows de Red Run e Madame Saatan nos palcos da feira.
Gostei da Red Run, só achei o Inglês meio tosco, não sou muito bom, mas também não sou tão ruim, consegui entender que o vocalista disse que queria “foder com nossas faces”. Mas o som tava bom, pancada mesmo, gostei do naipe. Já Madame Saatan, foi o máximo, metal diretamente do Pará, com uma vocalista muito gata, pulando se esgoelando, agitando e nem ai pra quem foi lá avaliar, só queria fazer a festa e fez. Com uma pirralhada ensandecida que estava na beira do palco. Muito boa a banda, mas não conferi até o fim, sai antes porque queria entrar no Hey Ho Rock Bar e sacar a cena local. Perdi a Macondo e a Inflame, mas ainda pude conferir Os Malditos trazendo um rock bem 80, só que mais psicodélico, uma influencia grande de The Doors, letras profundas. A segunda banda Drive Sex me deixou instigado, era um hard rock muito bem feito, solos fenomenais, ataques de pedais duplos e um vocalista que estava entre o Axel Rose e Vince Neil. Daqueles que qualquer palco é pequeno pra ele. Pra fechar Joseph K? mandando seu rock “one two tree four”, que para dar uma força ao pessoal do Cerva Grátis deixou que eles encerrassem a noite. Mais cervas e mais curtição, paramos em casa as 4:00 da matina.

No sábado era a volta, entreguei o carro a tempo de chegar no Sebrae ver a reunião da ABRAFIN e o ultimo painel.

Fiquei com a turma do Burro Morto até o dia acabar, e o ônibus chegar. Cheguei de volta em João Pessoa às 14:00h morrendo de dor de cabeça, afinal não era eu quem estava na direção naquele dia e resolvi descontar. Mas outra coisa me incomodava, eram as idéias e pensamentos que corriam soltas, que me deixavam inquieto acendi um cigarro e fui pra casa tonto, não da cervejada – ressaca se cura tomando água – o problema são todas as coisas que vi aprendi e escutei nos últimos dias me deixando atordoado.
Sempre me pergunto como tem gente que nem se preocupa em saber disso tudo.

tags: João Pessoa PB diversao


 
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On the road!
Evandro Bonfim · Rio de Janeiro (RJ) · 29/8/2008 20:16 
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Carlos Romero Meu sobrinho fez esse mesmo percurso, só que de ônibus. Sua banda se apresentou na feira. Ele é da Cerva Grátis.
Carlos Romero · Brasília (DF) · 30/8/2008 23:46 
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Alberto,
Estava navegando e achei você por acaso.
Parei para ler, apesar de não estar em votação
quero dizer-lhe que achei o máximo como no relatou a história da sua viagem, e, como também, tem uma sede de aprender.
Isso é muito bom.
Prazer conhecê-lo e digo-lhe: Além de tocar continue escrevendo.
Beijos,
Regina
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 26/9/2008 00:29 
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DIGO: nos
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 26/9/2008 00:29 
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