“a poesia não está morrendo” – Alberto Infante, Diário Austral.
“os desenhos são primários demais, não tanto quanto os poemas” – Barbara Woolfer, Revista de Cinema.
“as ilustrações dão charme e graça aos poemas” – Oscar & Pablo, Caderno Cultural.
“neste segundo livro, o poeta mostra uma certa maturação em relação aos poemas do livro anterior, mas está muito distante dos primeiros esboços do seu novo livro, “Nome aos bois”, principalmente nos poemas “Bob Dylan” e “Woody Allen”.” – Júlio Rennó, Blog Marco Zero Paralelo.
“salvo alguns poemas, parece um LP de um lado só, e pior, o que vejo é somente o lado B” – Albert Chevalier, Le monde Decadence.
“há versos que causam dor, como: “mas logo aprenderão que sonhos sós não se realizam”, outros esperança (não encontrei os versos que causam esperança).” – Clarice Flor, Suplemento Palavra.
“merecia uma capa melhor” – Marcel Ginsber-war, News Days Poems.
“que continue compondo poemas aos solitários, eles agradecem” – Anônimo, Fã Clube.
“dom de adolescer é plágio” – Poeta Anônimo, Clube de Literatura dos Corações Solitários do Sargento Carreiro.
Estas foram algumas das opiniões que colhi para ilustrar esta pequena entrevista que faço com o poeta que acaba de lançar o seu segundo livro de poemas (sucessor de “das páginas amarelas”) intitulado “Livro de auto-atrapalhar”, que mistura poemas e desenhos. Após a entrevista, deixarei em primeira mão o prefácio do livro, que estará no banco de cultura do Overmundo em algumas horas.
Júlio Rennó: o senhor levou quatro anos para terminar este livro. Por que tanto tempo?
Carlos Gomes: não é tanto tempo! Eu até tinha publicado uma versão anterior, aqui mesmo no overmundo, mas mudei muito nestes últimos anos, então resolvi refazer o livro, só os desenhos que não mudaram.
JR: o que você achou dos comentários que saíram sobre o seu livro?
CG: o que posso dizer? são farsas gentis... mas pelo menos leram, acho que leram, se não leram, pelo menos os desenhos eles viram, ou melhor, viram as ilustrações (risos)...
JR: (risos) quando você planeja lançar “Nome aos bois”?
CG: (pausa prolongada) publiquei os poemas “Bob Dylan”, “Cartola”, “Woody Allen”, "Salvador Dali" e “Rilke” aqui no overmundo, não sei, não tem muito prazo, fiz estes poemas de uma vez só, para testar o método, ver se funcionava...
JR: ...estão muito bons...
CG: ...é... estou gostando do resultado, mas vou deixar os poemas na gaveta por uns meses...
JR: para finalizar, quais os seus planos para 2008?
CG: ficar em silêncio.
Prefácio do Livro de auto-atrapalhar:
aqui está!
um trovador um solitário a poesia está morrendo o velho o jovem com um violão nas mãos quando o homem se torna poeta um vagabundo um solitário a música ligeira o monstro que habita a palavra chega! Indesejei criarinventar prosoparódias em midioticidades mas aqui estár provocativamente o auto-atrapalhar assinado por persona non grata. e os desenhos? decifrem a eumorragia que habita a língua.
Júlio Rennó – Blog Marco Zero Paralelo, fevereiro de 2008.
Caracolaputcha!
Tanta crítica assim só uma maquinissíma aguerridona de propagar consegue.
Sei porque me esfolo aqui pra arrancar um tijolinho de anúncio de lançamento e em dois anos até já consegui duas resenhas de 15 linhas cada.
És um felizardo.
Se tudo isso aí gostou do jeito que disse, o público vai adorar o livro.
Já é sucesso na crítica (será que leram mesmo?), nos moldes do filósofo brasileiro Erasmo (não confundir com o holandês).
Avante, Carlos, sem perdrr a ternura nem teu bom humor.
Berijin, só falta o g.
Você se importaria a dar uma entrevista a Júlio Rennó?
Rennó irá convidar alguns poetas do overmundo...
se você tiver interesse deixe o seu e-mail...
a entrevista vai também para o blog dele, onde participam estes "colaboradores"...
Ai que já é a fama chegando perto deu. Tô dando pro Júlio, a entrevista, assim que ele se disponha em um tempo que não seja pra já, que ando estudando para tentar uma vaga em Beijing, de foca à chinesa. Também quer dizer o que, caro Carlos? Meu email é juliaura@portoweb.com.br , disponvível para o bem.
Beijin.
Olá Mestre Carlos.
Gostei bastante do livro (ainda não avistei-o com os olhos 'todo').
Gostei bastante das ilustrações que colocou. Parabéns pela iniciativa. Obrigado por lembrar do amigo.
Abraços e sucesso.
Carlos,
Como não sou poeta não posso medi-los. Tento analisar os do lado de cá. A impressão que tenho é a de que o pensamento do poeta, letrado ou não, cresceu, aumentou, burilou-se talvez pelo volume de informações ao alcance de todos. O leitor, a pessoa dentre os comuns teve este que era pra ser o mesmo crescimento atrapalhado - ora pelo consumismo, ora pela vida corridona.
- E agora? - Mas o poeta irá emfrente, de ciclo em ciclo....
um abraço, andre.
Os poetas tem muitas munições verbais, que representam a força da transformação social.
Assim como o artista de rua, que está dialogando o tempo inteiro com sua intervenções de graffiti.
Estou em votação.Ajude-me a editar.
http://www.overmundo.com.br/overblog/alberto-da-pazpatrimonio-e-memoria-de-goias
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