Kolombolo resgata o carnaval de rua em São Paulo

Carolinne Assis
Xequerês do Kolombolo nas ruas da Vila Madalena em sampa
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Carol Assis · São Paulo, SP
23/4/2011 · 12 · 2
 

Quase sempre, quando pensamos em São Paulo, nos vem à mente a correria cotidiana da pauliceia, o trânsito, o comércio ou a garoa. O que muita gente não sabe é que São Paulo, a maior cidade do país, destacada quase sempre pelo intenso ritmo de trabalho, é, entre outras coisas, uma terra de samba. Como diria Jackeline Severina, compositora de samba: “São Paulo chama Sampa, só pra rimar com samba”.

O samba e o carnaval de São Paulo têm sua própria e peculiar história. Muito antes de o modelo de escolas de samba do carnaval carioca ter sido implantado, na capital paulista, os cordões eram a tradição carnavalesca. Em 1914 Dionísio Barbosa criou o Grupo Barra Funda, que ainda não era denominado cordão, embora seja considerado o primeiro. Dionísio sua família e um grupo de 15 a 20 pessoas foram às ruas, formando o Barra Funda. Em 1953, Inocêncio Tobias, o Mulata, pede licença ao fundador do grupo para recrutar os batuqueiros e passistas para formar, aí sim, o Cordão Carnavalesco Camisa Verde e Branco.

Nos dias de hoje, o samba é símbolo cultural do Brasil, mas não era assim na década de cinquenta. Naquele tempo, havia muito mais preconceito racial, social e cultural no país e o samba em São Paulo, era tido como coisa de vagabundos, negros arruaceiros e bêbados. Neste contexto foram muitos os problemas que arrastaram os cordões para a derrocada: a repressão policial, o preconceito, a falta de recursos e de espaço entre outros.

Em 1968, representantes dos cordões e das já existente escolas de samba conseguiram o apoio do então prefeito de São Paulo, José Vicente Faria Lima (carioca e apreciador de samba), para a realização do carnaval paulista. No entanto, os investimentos tinham por objetivo a oficialização do carnaval paulistano de acordo com o modelo carioca de desfile de escolas de samba. Era o fim do carnaval de rua em São Paulo. Diante desta situação não sobrou espaço para os cordões. Vai-Vai e Camisa Verde e Branco foram os que mais resistiram em manter a tradição, mas logo tiveram que ceder ao esquema dominante.

O professor Chico Santana, em “O samba e o carnaval paulistano” explica que os cordões de carnaval tinham características que os diferenciavam das escolas de samba. Entre seus personagens havia o Baliza, que fazia malabarismos com um bastão, abrindo caminho para a agremiação passar e também defendia o estandarte, símbolo maior do cordão. Havia também a porta-estandarte e a corte, composta por rei, rainha, príncipe, princesa etc. Já musicalmente, o que embalava os foliões era a marcha-sambada, que se diferencia pelo estilo mais batucado e pela presença clarins, trompetes, trombone, saxofone e os bumbos, elemento percussivo do samba rural paulista.

Um quilombo do samba na Vila Madalena

O Grêmio Recreativo de Resistência Cultural Kolombolo Diá Piratininga foi fundado em 15 de maio de 2002, com objetivo inicial de resgatar esta tradição do carnaval de rua de São Paulo, da época dos cordões. No entanto, as atividades do Kolombolo não se restringem ao momento carnavalesco. O grupo realiza pesquisas sobre a história do samba, desenvolve oficinas, estimula o surgimento de novos compositores, produz CDs que registram a memória do samba paulista e realiza rodas de samba que já são populares, no bairro Vila Madalena.

No começo eram apenas o músico e produtor Renato Dias, a produtora Ligia Fernandes e o historiador Max Frauendorf. “Em 2002 o Kolombolo era um sonho e a gente costuma brincar que a nossa sede era o carro do Max”, conta Renato. Só mesmo em 2007 o Kolombolo Diá Piratininga – “O galo de São Paulo” – firmou sede na Vila Madalena, onde desde então desfila com o cordão carnavalesco. Em 2008, o grupo saiu nas ruas da vila, com cerca de 300 pessoas, em homenagem Dionísio Barbosa, fundador do Grupo Barra Funda. Mas o primeiro desfile oficial do cordão, foi em 2009, com o samba “Nhô João – a Saga do Rio Vermelho ao Rio Verde”.

Nhô João é João de Camargo Barros, patrono e mentor espiritual do grêmio recreativo, foi médium, curandeiro, um preto-velho* muito conhecido da região de Sorocaba, onde fica a famosa Capela Senhor do Bonfim João de Camargo. É ele quem rege os trabalhos e sua imagem, quase sempre acompanhada de uma pequena oferenda, está presente em todas as atividades do Kolombolo, que acontecem sob sua benção e inspiração. Devido a esta relação espiritual, nas rodas de samba e nas outras atividades do grupo, não há consumo de bebidas alcoólicas por parte dos músicos.

Em 2010, já eram 1,5 mil participantes no desfile e o tema do cordão foi o centenário de João Rubinato, mais famoso pelo pseudônimo Adoniran Barbosa, sambista paulista compositor de grandes obras como “Trem das Onze”, “Saudosa Maloca” ou “Samba do Arnesto”, clássicos do samba brasileiro.

O Aristocrata Clube e a volta dos cordões

Este ano, o Kolombolo desfilou, no dia 27 de feveiro, com o samba “Aristocrata Clube e os Quilombos da Paulicéia”. O Aristocrata foi um clube criado nos anos 1960, que se tornou símbolo de status de classe média negra paulista, em um tempo em que os negros só eram bem-vindos nos clubes para jogar futebol, mas não nos bailes e muito menos nas áreas de lazer, como mostra o documentário “Aristocrata Clube”, de Jasmin Pinho e Aza Pinho. O clube negro foi frequentado por advogados, professores, médicos e também artistas e famosos como Jair Rodrigues, Wilson Simonal, Sarah Vaughan, Cartola, Jamelão e Cassius Clay.

Renato Dias, compositor de “Aristocrata Clube e os Quilombos da Paulicéia”, ao lado de Augusto César e Israel de Abreu, afirma que, por seu caráter de resistência e valorização do negro na sociedade, o Aristocrata foi uma espécie de quilombo urbano, um quilombo moderno dentro da pauliceia: “O samba fala do africanismo que está muito presente no nosso cotidiano. Fala desse quilombo e de outros tantos de São Paulo, como o Canfundó, o quilombo do Jaó, Maria Rosa, Pilões, Caçandóca, Itapuranduva. Todos quilombos mesmo, de resistência de fato, como existem muitos até hoje”. Ainda segundo o músico esse africanismo e sua resistência evoluíram na cidade dando origem a movimentos determinantes para a cultura paulista, como os bailes blacks, na década de 1970, ou rap com seus DJs: “Apesar da influência da música norte-americana, esses estilos foram absorvidos pela nossa cultura e essa é uma característica de São Paulo, que é uma cidade que agrega muitas culturas, desde o samba até a macumba.”

E no dia do desfile (27/02), foi o grêmio que passou por uma prova de resistência antes de colocar cordão na rua. Bem na hora programada para concentração dos foliões na vila, caiu a maior chuva em São Paulo, tão forte que a água subiu e encheu a rua. Parecia até a volta do Rio Verde, que antigamente corria por ali. Mais de uma hora depois, a chuva baixou. Os integrantes do grêmio estavam concentrados na sede, havia uma certa tensão e algumas pessoas chegavam meio desconfiadas se o cordão ia mesmo sair.
Enquanto alguns vizinhos tiravam a água que havia entrado nas casas, o pessoal do cordão foi se articulando para por o povo na rua de qualquer jeito. Primeiro ligaram o carro de som e timidamente as pessoas foram chegando. Alguns nem se importavam com a persistente garoa e outros não dispensaram as sombrinhas, guarda-chuvas e capas que se transformaram em adereços para a festa.

Às 17h, não dava mais para esperar, pai Élcio de Oxalá, Zé Maria e Roberta Oliveira - intérpretes do cordão – começaram a entoar o hino do Kolombolo e, em poucos minutos, uma multidão foi se aglomerando na rua Belmiro Braga. Ao som de “Aristocrata Clube e os Quilombos da Paulicéia”a bateria “Galo de Rinha”, comandada por Marcos Tocha, contagiou a vizinhança e por onde passava, atraía mais gente para o cordão. O samba se fez debaixo da garoa e com as sombrinhas, colorindo o visual, parecia até frevo.

Renato Dias diz que apesar do propósito de resgatar a tradição dos cordões do carnaval de rua, o Kolombolo não tem pretensão de fazer uma réplica do que ocorria no passado. Mas alguns elementos desta tradição foram preservados. Além da marcha-sambada, o cordão também trouxe o Baliza, abrindo as passagens e guardando as porta-estandartes da agremiação e logo atrás deles vinham o Rei a Rainha e sua corte. De todos os elementos preservados, o mais importante e mais destacável é a alegria contagiante do povo brincando carnaval nas ruas, com suas fantasias, irreverência e criatividade. Apenas por este aspecto o Kolombolo já poderia sentir-se com a missão cumprida.

Ala dos compositores: novos e velhos hits do samba paulista

Mas como disse antes, as atividades do Kolombolo não se resumem ao carnaval. Outro aspecto interessantes do grêmio recreativo é o “estilo colaborativo” de fazer samba. Isto acontece nos encontros semanais da Ala dos Compositores, um núcleo que reúne, ao mesmo tempo, veteranos e principiantes na arte de compor samba. O grande barato da ala é que qualquer pessoa pode apresentar seu samba, pode gaguejar e até mesmo cantar desafinado no começo. O importante é garantir a oportunidade para o surgimento de novas composições.

“O importante é não podar a criatividade da pessoa, porque com o tempo o samba vai crescer e tomar corpo. Mas também tem aquelas pessoas que chegam na ala e já caem na graça logo, são talentos especiais. Mas aqui não tem diferença, todos são aplaudidos e não tem competição. A ala é a grande porta de entrada do Kolombolo. Muita gente chega aqui apenas como ouvinte, dizendo que não sabe fazer samba. Logo depois traz uma letra, canta um samba e acaba se tornando um compositor”, explica Renato Dias.

Todo ano são sorteados três integrantes do núcleo que irão compor o samba-tema do carnaval. Em 2010, por exemplo, o samba “Se o senhor são está lembrado, dá licença de contar – 100 Anos de Adoniran Barbosa”, foi feito em parceria por Ney Nunes, Mário Leite e Lua Bastian, uma menina de 8 anos de idade, compositora, que frequenta a Ala.

A Ala dos Compositores sempre recebe a visita de figuras reconhecidas, da velha-guarda das escolas de samba de São Paulo, como Zé Maria do Peruche, Toinho Melodia, da Unidos da Vila Maria, Ideval Anselmo (um dos maiores compositores de sambas de enredo de São Paulo), Fernando Bom Cabelo e Bernadete da Unidos do Peruche entre outros, que apresentam sambas paulistas e dão palpites nas novas composições. Toinho Melodia é uma dessas presenças que levantam as rodas de samba. “Aqui ninguém é mais do que ninguém, aqui todo mundo tem o mesmo direito, todo mundo com um só coração em prol do samba que é ponto central, mais principalmente, o samba de São Paulo que não deve nada ao samba de outros lugares. O Kolombolo é este resgate”, diz o sambista nascido em Pernambuco.

A Praça do Samba: cordões que reúnem ao invés de isolar

Toinho conta que ele mesmo esteve afastado, por muitos anos, do samba. Ele acredita que o carnaval está cada vez mais tomado pelo comércio e cada dia mais distante da comunidade: “Eu voltei por causa do Kolombolo, onde eu encontrei essa família, uma rapaziada que quer mais é cantar samba e reviver a tradição dos cordões que era maravilhosa. Naquela época, não havia o cordão de isolamento que existe hoje, o carnaval era da comunidade, todo mundo podia brincar livremente, e o Kolombolo traz de volta essa liberdade.”

Se por um lado a Ala dos Compositores agrega novos e velhos sambistas, por outro, é na Praça do Samba que estes talentos se encontram com o público. Sempre no último domingo de cada mês o Kolombolo reúne os músicos em uma roda de samba, na Vila Madalena, para apresentar clássicos do samba paulista e novos hits da Ala de Compositores.

Renato Dias conta que a Praça do Samba começou em 2007 e que até 2009 não havia público: “quem vê a praça lotada hoje, não imagina que quando começou não vinha ninguém. A gente só tocava sambas desconhecidos da velha guarda de São Paulo. Não vinha ninguém! Foi água mole em pedra dura.”

Além da roda de samba, o evento que enche a Praça Aprendiz das Letras tem outros atrativos, como a famosa feijoada preparada pelas experientes Tias Baianas Paulistas – senhoras das Alas de Baianas de diferentes escolas de samba de São Paulo, que trabalham pela valorização da terceira idade – , e também o Samba de Bumbo, realizado pelo Ingoma Paulista, outro núcleo do Kolombolo, que pesquisa e difunde manifestações tradicionais dos batuques paulistas: samba de bumbo, batuque de umbigada e o jongo.

Com o crescimento do Kolombolo e devido à diversidade e complexidade que envolve o samba paulista, surgiu a necessidade de dividir as atividades em grêmio em núcleos de preservação das raízes do samba de São Paulo. Além do Cordão Carnavalesco, da Ala dos Compositores e da Praça do Samba, destacam-se também o Núcleo de Percussão, com oficinas musicais, de cavaquinho e bumbo, por exemplo; o Núcleo João Rubinato, que cuida das obras de Adorinan Barbosa; a Rancharia, que cuida das marchinhas de carnaval; o Curimba, grupo só de mulheres, as pastoras do Kolombolo, que assim como a “Fantástica Fábrica do Samba Paulista”, apresentam e divulgam sambas, de novos e antigos compositores paulistas, como Zeca da Casa Verde, Paulistinha, Talismã, Geraldo Filme, Paulo Vanzolini e Toniquinho Batuqueiro só para citar alguns.

Além disso, para preservar essa memória, o Kolombolo em parceria com a organização Sambatá, iniciou em 2005 o projeto “Memória do Samba Paulista”, que pretende produzir 12 álbuns com obras da velha guarda das escolas e mestres do samba. Quatro títulos já foram lançados até 2010: “Embaixada do Samba Paulistano”, “Toniquinho Batuqueiro”, “Tias Baianas Paulistas” e “Velha Guarda da E. S. Unidos do Peruche”.

Enfim, mas uma vez vou recorrer ao samba de uma das novas compositoras do Kolombolo, Jackeline Severina, para concluir: “Dizem que São Paulo do samba é o túmulo/Que absurdo! Que absurdo!/ Quem disse nunca foi a Vila Madalena,/ não viu o Kolombolo e o povo em cena./ Bem vivos tocando samba! Bem vivos cantando samba.Bem Vivos!”

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* Preto-Velho é uma denominação dada a entidades cultuadas nas religiões afrobrasileiras, arquétipo relacionado a velhos africanos.

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O samba paulista e sua diversidade

Esse verdadeiro universo conhecido por “samba” teve origem nas manifestações musicais dos negros africanos escravizados no Brasil Colonial. A cultura e a música deste povo, sobretudo a cultura Banto, trazido para cá naquela época teve grande influência no surgimento do samba. Mas o samba também foi influenciado pela música europeia. Esse processo se deu de maneira diferente em cada lugar: no Rio de Janeiro, na Bahia, em São Paulo ou em Minas Gerais.

Abaixo algumas circunstâncias históricas que influenciaram a estrutura do samba paulista:

Cafezais

Em sua melodia o samba paulistano foi marcado pelo tempo dos cafezais, pela influência do canto dos negros que trabalhavam nas lavouras, os cantos de trabalho. Muitos dos sambistas de São Paulo eram gente do interior, que veio para a capital devido a crise da economia cafeeira, que gerou grande êxodo rural. Desta influência saiu uma estilo de samba que Plínio Marcos denominou de “samba de toco”, “durão”, mais puxado para o batuque, diferente do samba carioca que é mais cadenciado. O samba paulistano foi fortemente influenciado por outros ritmos percussivos, como o jongo-macumba, também conhecido como caxambu.

Tiririca

A Tiririca também foi determinante na estrutura de samba paulista, era um misto de capoeira com samba, porém sem a presença do berimbau. Havia canto de pergunta e resposta, e jogava-se tiririca em roda. Este jogo teria influenciado a forma de sambar do paulistano. As rodas aconteciam, sobretudo, na Praça da sé e na Praça da República, ponto de encontro dos engraxates, que batucavam nas caixas de engraxar e latinhas, até a polícia chegar e parar com tudo. Alguns bambas, grandes nomes da velha guarda do samba paulista, participavam dessas rodas, como Toniquinho Batuqueiro, já citado, Geraldo Filme, Synval e Germano Mathias.

Futebol de Várzea

As rodas de samba que se formavam na beira do campo, nas partidas de futebol de várzea, assim como as rodas dos engraxates na Praça da República, foram importantes estruturas de resistência do samba paulistano nos tempos de repressão. Não é à toa que muitas escolas de samba de São Paulo surgiram das torcidas dos clubes de futebol: Vai-Vai (que surgiu da torcida do time de bairro Cai-Cai), X9 (da torcida do Parada Inglesa), Gaviões da Fiel (Corinthians) etc.

Batuques de Pirapora

Muita gente diz que o samba de São Paulo surgiu em Pirapora do Bom Jesus, mas não é bem assim. Acontece que o samba de bumbo principal matriz do samba paulista era bastante presente naquela região. Mas também havia samba de bumbo em Campinas, Laranjal Paulista, Vinhedo, em Sorocaba e outros lugares. Entretanto é verdade que Pirapora do Bom Jesus tornou-se um ponto de encontro dos batuqueiros de diversas partes do estado de São Paulo. Isso porque em Pirapora, acontecia sempre no mês de agosto, a tradicional festa de Bom Jesus. Romeiros de todo o estado iam para a festividade reverenciar o santo.
Era uma festa católica e os negros não eram muito bem-vindos na Igreja. Por isso, no começo do século XX, foram construídos barracões para abrigar os negros. Nesses barracões, apartados dos festejos, os negros faziam suas celebrações, apresentavam o samba de bumbo, samba de umbigada, o tambu, o samba lenço e essa festa toda também chamou a atenção das pessoas que iam a Pirapora todo ano. A partir das décadas de 1910 e 1920, os batuques dividiam a atenção dos romeiros com a festa religiosa e se tornaram reduto do samba paulista, sendo frequentados por muitos bambas da história do samba, como Dionísio Barbosa, Madrinha Eunice, Pé Rachado, Inocêncio Mulata, Carlão do Peruche, Fredericão da Zambumba e Geraldo Filme.

Por esse motivo, tanto o batuque de umbigada ou batuque de tambu quanto o samba de bumbos são manifestações da cultura afrodescendente consideradas raízes do samba rural paulista. O bumbo é uma espécie de tambor grande, um instrumento de origem portuguesa, era muito comum na região de Sorocaba, Laranjal Paulista, Pirapora, Vinhedo e Campinas. Já o tambu era mais comum nas regiões de Piracicaba, Tietê, Capavari e Rio Claro e caracterizava-se por ter uma batucada mais primitiva, o tambor era feito no tronco e a dança era a umbigada.


Serviço

Cordão Carnavalesco Kolombolo diá Piratininga – Carnaval 2011

Patrono: João de Camargo, “Nhô João”

Porta estandarte do Cordão Kolombolo: Ligia Fernandes
Porta estandarte da Ala dos Compositores do Kolombolo: Anita Galvão Bueno
Porta estandarte do tema do Carnaval 2011: Soraia Ioti
Porta estandarte dos Eternos Carnavais: Bia Bernardi

Corte:
Rei e Rainha: Dica e Maria Helena
Príncipe, Princesa e Princesinha: Julião, Jô Pereira e Maria Júlia
Duque e Duquesa: Pedrão do Kolombolo e Doroti Marigliani

Rumbeiras: Tias Baianas Paulistas

Compositores do samba-tema 2011: Augusto Cesar, Israel de Abreu e Renato Dias
Intérpretes: Élcio de Oxalá, Zé Maria e Roberta Oliveira
Cavaquinhos: Rodrigo Dias e Rodolfo Stocco

Bateria Galo de Rinha
Mestre: Tocha
Contra-mestre: André Altaneira
Princesa: Helô Abdalla

Apoio/Comissão de Carnaval: Ney Nunes, Hélio Rubi, Cynthia, Laura Ghellere, Edu Camargo, Gringo Alegoria, Gabriel Spazziani, “O Xerife”, Max Frauendorf, Kike Toledo, Leandro Medina, Andrea Soares, Marquinhos 11 Horas, Gabriel Mineiro e Binho 3.1.

Arte do tema 2011: Walter Antunes
Comunicação: Luiza Spinelli
Gravação, mixagem e produção do samba-tema 2011: Marcelo Pereira

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etetuba
 

adoro teu texto. compartilhei em outras redes.

etetuba · Belém, PA 24/4/2011 02:28
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Helena Aragão
 

Que legal, Carol. Sempre fico pensando nisso, como deve haver um monte de iniciativa carnavalesca bacana em lugares que nem esperamos. Fiquei muito curiosa com essa praça! Pena que não vi seu texto quando tava na edição, ia sugerir pra você ajeitar alguns links, que ficaram estranhos. No mais, adorei, supercompleto seu texto! bjs

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 24/4/2011 22:01
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