Lembranças do mundo presente

Gabriela Amorim
Menina nas cinzas - a caminho do Engenho da Ponte
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Gabriela Amorim · Aracaju, SE
23/11/2006 · 432 · 19
 

Ao contrário do que pensa o senso comum, os quilombos não acabaram no fatídico ano de 1888 (ao que parece, nem mesmo a escravidão acabou naquele 13 de maio). Esquecidas pela sociedade, silenciadas pela mídia e quase sem memória muitas comunidades remanescentes de quilombos sobrevivem pelo interior do Brasil.

“Samba negro, que branco não vem cá/Se vinhé, pau há de levá”. Foi nesse espírito que essas aldeias de pretos foram criadas. Quilombo, terra de preto, terra de santo ou mocambo, não importa a denominação, era sempre um ponto de resistência negra à violência branca. Esses homens, arrancados de suas terras à força e sob guerra, não aceitaram pacificamente a escravidão, como contam alguns livros de História do Brasil. E mesmo sem conhecer muito bem a geografia do país a que foram confinados, muitos deles fugiram das fazendas dos seus senhores e criaram suas terras de liberdade.

Nesses lugares eles plantavam para sua subsistência e preservavam a cultura que trouxeram em suas memórias. Às vezes, encontravam as capoeiras para se alojarem com a ajuda dos índios, antigos senhores de Pindorama, e com eles também aprendiam o que aquele solo aceitaria como cultivo. Dessa forma, essas duas culturas se misturaram no interior da mata verde. E se preservaram por mais de um século.

Alguns desses quilombos foram desbaratados pelos capitães do mato ainda em tempos de império, como o próprio Palmares. Outros tantos foram destruídos pela modernidade e o tal ‘progresso da civilização’. Os que, apesar de tudo, conseguiram sobreviver, hoje pedem ajuda.

História que não se conta
Santiago do Iguape, Cachoeira, Bahia. Nosso anfitrião é Netinho, 20 anos, negro, pronuncia perfeitamente todos os rr. Ele nos leva a conhecer o lugar. Iguape não é mais do que meia dúzia de ruas e um punhado de casas. Talvez também descenda de um quilombo. Mas sua memória está quase perdida, nosso guia é o único guardião da história, segredos e mistérios desse lugar.

Os mocambos ficam um pouco longe daqui, numa enseada, Netinho não sabe precisar quantos ainda existem. Mas diz serem pelo menos cinco, todos eles muito escondidos dentro da mata e dependentes do rio Paraguaçu que banha toda a cidade de Cachoeira e seus povoados. O caminho mais perto é pelo rio, mas na falta de barco, vamos a pé.

Saímos ainda de madrugada. Primeiro um pequeno trecho de estrada de barro vermelho. Depois o massapê. Por um longo trecho vamos ladeando um imenso canavial. Parece um resquício dos tempos de engenhos monárquicos. Os negros e negras ainda trabalham nele, no corte da cana ou na usina, o engenho moderno. Ao final do mar de cana, encontramos a primeira comunidade, o Caônge.

“Faz com jeitinho/Que ele gosta/Arrocha, arrocha, arrocha”. A melodia do arrocha ecoa de dentro de uma das casas de taipa. Nem sinal de postes de eletricidade, os rádios são ligados em baterias de carro. A comunidade começa num campinho de futebol, com traves feitas de bambu. Uma fonte de água em frente do centro de convivência. A água chega às vezes, o centro quase nunca é usado. Os meios de comunicação chegam, com alguma dificuldade é verdade, e cumprem um papel de puro entretenimento de baixa qualidade.

O Caônge foi um dos pontos de encontro entre ex-escravos e índios. Da existência dos tupinambás só restou a sabedoria da cultura da mandioca, plantada em quase todos os quintais. Grande parte também tem suas próprias casas de farinha. No entanto, a subsistência direta dessas famílias vem do rio/mar, ou maré. A cata de mariscos e caranguejos no mangue e a pesca.

Continuamos a caminhada rumo ao Engenho da Ponte. Na saída do Caônge, Netinho nos mostra meio a medo uma casa de candomblé. Bonita e misteriosa como lhe convém. O caminho agora é por dentro da mata fechada. As veredas são íngremes, e o solo, escorregadio. Depois de mais de uma hora, chegamos a outra estrada de terra batida.

Paramos numa das três casas que se avistam (pequena demais para tantas gerações da família) para perguntar o caminho. A matriarca pede a um de seus filhos que nos acompanhe. Nem é todo sorrisos e poucas palavras. Vai na nossa frente, descalço. Pés enormes, sola de pedra! Os caminhos que para nós são impraticáveis, para ele é rotina.

Engenho da Ponte! Não tem ponte e o engenho é só um amontoado de pedras. A comunidade é uma rua de terra batida, umas poucas casas de taipa, umas de alvenaria, uma igrejinha de portas viradas para a maré, um prédio que serve de escola e centro de convivência e uma fonte. Não tem eletricidade, não tem saneamento, a escola funciona mal, a igreja está coberta de mato e limo, vazia, o altar já foi ao chão.

Só uma pessoa aqui conta a história dessa gente. “Minha mãe é muié véia/Do tempo da monarquia”. Dona Nêga, negra, 86 anos, filha de escravos. Com os olhos cheios de dignidade e cansaço, nos conta: a igreja está em ruínas, há tempos não vêm padres por aqui, não se celebram mais as festas meio católicas, meio profanas de São Roque e Nossa Senhora da Conceição. Há dois meses não chega água na fonte. Os próprios moradores ajudaram a enterrar a tubulação que vem de Iguape. Contudo, agora é preciso ir de lata na cabeça há um riacho menos poluído para buscar água. As estradas são impraticáveis no inverno. Médicos não chegam até aqui, as mulheres têm os filhos dentro das canoas, atravessando a maré. “Tião, ali, nasceu na maré”, como tantos outros.

A energia elétrica também não chega, mas como no Caônge, aqui há rádios e até televisão. E ouvem-se as músicas da moda: arrochas e bregas; assistem-se novelas. Os heróis e heroínas saem da tela colorida da TV. As histórias das terras de santo se perderam nas memórias dos que já morreram. Dona Nêga é a única que ainda guarda na lembrança as tradições que aprendeu de ouvir. Não se cantam mais as músicas, não se dançam mais as danças dos fugitivos da senzala.

Com a justa revolta de quem já fez muito pela comunidade ela diz: “Em ano de eleição, os políticos vêm sempre por aqui, prometem resolver tudo. Mas depois das eleições, todos os princípios são fúteis”, fala mastigando cada uma das letras com raiva. A situação dessas pessoas não difere muita da de seus antepassados.

História que se canta
Mussuca, Laranjeiras, Sergipe. Uma tarde quase morta de domingo. Chegamos de carro, ruas calçadas, água encanada, luz elétrica, escola, não tem saneamento (como quase todo o estado de Sergipe). Dona Nadir abre a porta, quase pedindo desculpas por ser tão pobre: a sala só tem uma mesa, duas cadeiras e uma poltrona descarnada. Quando pergunto se a comunidade é mesmo descendente de quilombo, ela disfarça, remancha e começa a falar sobre a formação dos grupos culturais dos quais faz parte. Não sabe o que é quilombo.

“Ai, Maria, samba de noite e de dia/quando chega na virada/samba direito negrada”. Os escravos fugidos do tronco iam para a Mussuca, lugar de mata fechada e difícil acesso. No Sábado de Aleluia e no Domingo de Páscoa, dançavam o São Gonçalo. No São João, o samba de parelha (ou parêa, no dizer daqueles que o dançam). O São Gonçalo começou com a tentativa de salvar as meninas negras da prostituição. Um marinheiro chamado Gonçalo fez o primeiro grupo com sete meninas de cais. Hoje em dia, são homens que se fantasiam de mulheres para brincar essa memória.

“Samba de parêa só tem na Mussuca (...)/o que eu sei/meu pai quem ensinou/e Deus que consagrou”. D. Nadir começou no samba com 8 anos, acompanhava o pai, Zé Pretinho, e os outros tantos irmãos nas festas juninas. Naquela época, os instrumentos eram fabricados pelos próprios tocadores. O carneiro que servia para fazer o tambor era o mesmo que virava a buchada comida à meia-noite do dia 23 de junho.

A “jovem” senhora de 57 anos dedicou sua vida ao samba de parêa. Só deixou de dançar um São João porque estava de resguardo de um dos dez filhos. Nem as surras que levava do marido a faziam ficar em casa. Hoje em dia, separada há 13 anos, colhe os frutos de sua teimosia: o samba tem seu futuro garantido no grupo mirim; já se tornou conhecido na região, tocou várias vezes em Salvador e em cidades do interior de Sergipe e da Bahia.

Contudo, eles recebem muito pouco pelas apresentações, uma média de R$ 800 divididos pelos vinte componentes. O samba de parêa da Mussuca tem músicas gravadas por vários intérpretes, mas nunca receberam nada por isso. “Já filmaram a gente, gravaram nossas músicas, mas nunca voltaram pra mostrar pra gente, nem pagaram nada”, diz Dona Nadir, entre orgulhosa e ressentida.

Ela, que também compõe, sabe que poderia ganhar muito mais com a música. No entanto, essa descendente de quilombolas que sequer tem TV em casa, tem um único sonho: levar o grupo para o Domingão do Faustão. A televisão e os bares são os únicos entretenimentos da comunidade.

Terras de santo
A idéia de direitos humanos nessas comunidades continua sendo muito vaga. Muitos quilombolas sequer têm o título da terra onde suas famílias vivem há séculos. Só na Constituição de 1988 as terras de preto passam a pertencer legalmente aos remanescentes quilombolas. No entanto, ainda demoraria quinze anos para que essa lei fosse regulamentada. A partir do decreto 4887 de 2003, o Incra passou a ser competente pela demarcação e titulação dos espaços, e por dar assistência ao etnodesinvolvimento das comunidades.

Com menos de um ano de prática, o instituto vem tentando se organizar para cumprir essa nova função, ainda sente dificuldades na forma burocrática de conseguir crédito para dar prosseguimento às atividades.

Escrevi essa reportagem há mais de dois anos. Mas poderia ter escrito ontem. O reconhecimento dessas localidades é uma das poucas mudanças que aconteceram nessas vidas. Um processo lento, que se arrasta, e talvez não alcance vivas algumas das personagens dessa história.

“Tô indo embora/vocês fique com Deus/que vou com Nos’Senhora”.

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ronaldo lemos
 

Gabriela, maravilhosa sua reportagem. Bonita e tocante ao mesmo tempo. Que bom que você resolveu colocá-la no Overmundo. Está tão bem escrita que 2 ou 20 anos não farão a menor diferença.

ronaldo lemos · Rio de Janeiro, RJ 22/11/2006 00:34
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andre carvão
 

Fantástica, Gal!
Ainda bem que saiu da sua gaveta para o Overmundo!!! Deve ter muito mais coisas legais por lá, hein?
Parabéns!!

andre carvão · Aracaju, SE 23/11/2006 08:06
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Fernando Júnior
 

Muito interessante! Uma reportagem tocante. Uma ótima forma de complementar a minha visão sobre o filme "Quanto vale ou é por quilo", ainda que toque em temática diferente.
Abraço!

Fernando Júnior · Aracaju, SE 23/11/2006 20:42
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Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A
 

gabriela, confesso: uma das melhores matérias que já li em Overmundo. parabéns!

Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A · Fortaleza, CE 24/11/2006 20:14
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Guilherme Mattoso
 

muito boa! em quissamã (região norte-fluminense) tb tem uma comunidade de ex-escravos, mas estes não são de quilombos. eles ainda vivem nas antigas senzalas, acredite ou não! a cultura local ainda é preservada (a prefeitura incentiva), mas a influência globalizante é bem mais forte...

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 24/11/2006 22:12
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achr
 

Primeiramente, gostaria de parabenizar pela matéria. Muito boa, bem ilustrada. Aqui no RS, também a comunidades remanescentes de quilombos no Interior do estado.
Em Porto Alegre, inclusive, a alguns anos foi noticiado sobre uma família de descendentes de escravos que tinha sido pressionada por construtoras para negociar um terreno numa área nobre. Porém, descobriram que este local tinha vestígios de um quilombo, e essas famílias descendiam de escravos. Foi feita a reintegração de posse, mas nunca mais se falou no caso.
Agora eu como negro fico muito triste com a pouca união dos negros "em geral", para preservar sua cultura e costumes, faltam centros de estudos afros, assim como o ensino não aborda a saga dos negros na construção deste país.

achr · Porto Alegre, RS 25/11/2006 02:54
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Juliano Drummond
 

Deveria dispensar comentários, mas não. Perfeito texto , sou novo no Overmundo e a cada dia me surpreendo com o que há por descobrir, e com a riqueza cultural existente, fico feliz em ler matérias como essa.
Parabéns, lindo trabalho.

Juliano Drummond · Amapá, AP 25/11/2006 11:18
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Gabriela Amorim
 

Obrigada pelos elogios, pessoas!
Lembro que na época em que estava pesquisando pra escrever essa matéria (levei uns três meses nesse trabalho), descobri que só aqui em Sergipe existem mais de 30 comunidades que possivelmente descendem de quilombos, e quase nenhuma delas recebeu até agora recebeu visitas de antropólogos que atestem essa descendência – etapa imprescindível no reconhecimento das terras para a tomada de posse. Na Bahia são mais de 300 comunidades como essas, vez por outra o governo “descobre” mais uma nos rincões daquele estado imenso!
Acho que isso tem tudo a ver com a maneira como encaramos nosso próprio passado, essa nossa mania inútil de dizer que o Brasil é um país sem preconceitos e por outro lado, incapaz de desenvolver políticas públicas para aqueles que ergueram nos próprios braços essa nação, que agora somos nós. Era mais ou menos isso que eu queria contar com as histórias dessas duas mulheres lindas que eu conheci um dia...

Gabriela Amorim · Aracaju, SE 25/11/2006 12:47
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Ana Cullen
 

Parabéns Gabriela! Tá perfeito...
No estudo da História está sendo mudado o modo que se olha para a ação dos escravos na construção da sua própria autonomia, antes ele era visto somente como elemento pacivo no processo, agora cada vez mais se redescobrem nos documentos que eles tinham inúmeras formas de resistência, de adaptação, de manipular o sistema em benefício próprio, não amenizando a escravidão, mas reconhecendo a importância do negro como elemento ativo na construção da nação...
Abraços!

Ana Cullen · Brasília, DF 25/11/2006 17:13
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Rosângela Argôlo
 

Gabriela, lamento muito que o som desses povos que vieram a essa terra e contribuíram com o colorido (sons e tons) que caracteriza o povo brasileiro não seja tão pronuciado nos diversos setores que compõem a nossa organização social. Também lamento o silencio imposto aos nossos ancestrais indígenas. É preciso trazer todas as matizes da constituição do povo brasileiro mais "à frente" da produção de conhecimento nos diversos setores do ensino e demais espaços para que nos possamos ver o quanto rico que somos enquanto matriz cultural. Parabéns.

Rosângela Argôlo · Aracaju, SE 25/11/2006 21:28
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dMart
 

excelente reportagem, Gabriela. parabéns!

dMart · Porto Alegre, RS 26/11/2006 12:36
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MANOEL ELIELSON
 

Botô prá arrebentar... fio do cabrunco se esse meu palavriado não for de verdade... Quando vc tiver um tempinho, visite tb a comunidade de CHAPADA, município de Riachão do Jacuipe / BA...

Elielson...

MANOEL ELIELSON · Nossa Senhora do Socorro, SE 26/11/2006 20:31
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Priscila Nunes Ribeiro
 

Amei tanto essa matéria!! Aqui em MT temos a primeira capital Vila Bela da Santíssima Trindade que é muito aclamada e festejada
por sua raíz quilombola!!!! Existem ruinas e um povo negro e feliz
de dar inveja nos misturados mais pra branco.
Parabéns Gabi!! Dizem que para cada defeito escondemos uma virtude...os defeitos nós tentamos esconder, imagine que será das virtudes (história preservada, resgatada cultura, politica ética, povo soberano...)
Até a proxima!

Priscila Nunes Ribeiro · Cuiabá, MT 27/11/2006 19:01
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Fernando Mafra
 

Ótimo trabalho, Gabriela. Um dos mais interessantes e importantes que vi aqui no Overmundo. Merece destaque.

Fernando Mafra · São Paulo, SP 27/11/2006 21:44
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Sofia Amorim
 

Acho que não tem muito o que dizer, pois seu texto diz tanto!!!
Maravilhoso, parabéns!

Sofia Amorim · Ribeirão Preto, SP 27/11/2006 22:11
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Sofia Amorim
 

Acho que não tem muito o que dizer, pois seu texto diz tanto!!!
Maravilhoso, parabéns!

Sofia Amorim · Ribeirão Preto, SP 27/11/2006 22:13
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Alessandra Leão.
 

Gabriela, parabéns pela escrita e pela escolha do tema.
Conheci Laranjeiras em 1998 e Santiago do Iguape em 2004 e nfelizmente (para as comunidades) seu texto continua mesmo muito atual.
Como também continua atual a situação de muitos músicos dessas e de outras comunidades semelhantes espalhadas pelo Brasil. São músicos que na grande maioria das vezes, não tem acesso ao material que produzem (fotos, vídeos, gravações e texto) durante as pesquisas das quais são os "objetos pesquisados", além de verem suas obras registradas e por vezes regravadas sem receberem nehum dos seus direitos, nem autoral nem conexo.
Para a maioria dos músicos e pesquisadores, toda essa obra é de Domínio Público. O que, ao meu ver, não passa de uma maneira, ainda que velada, de dizer que o povo mais carente (economico, educacional e socialmente falando) não tem a capacidade de criar, de compor e de remodelar a sua música.
Trabalho com música desde 1996 e nesse período tive o privilégio de conhecer muitos "músicos tradicionais" que tem são grandes compositores, além de grandes intérpretes e instrumentistas. A música tradicional não está, nem nunca estará estagnada, ela sempre se renova e se recicla!
Venho aos poucos tentando mudar essa imagem de que o esses músicos (e ai também podemos incluir os artesãos, os bailarinhos...) só sabem reproduzir suas culturas. Tenho estebelecido algumas relações criativas com alguns desses músicos, uma amostra disso pode ser lida e ouvida no texto Brincando com os tambores, aqui mesmo no Overmundo. Também sempre busco orientar e esclarecê-los sobre seus direitos e como se defender desses abusos.
Acho que o tema dá "pano pra manga" para discutirmos, seja aqui no Overmundo, seja em qualquer lugar. O importante é começarmos a pensar nisso!

Alessandra Leão. · Recife, PE 29/11/2006 11:05
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Valquíria Azevedo
 

Parabéns Gabriela!!
Sua matéria está muito legal. São anos que passam e nada muda na vida destas pessoas. Aqui em Campos dos goytacazes também tem os Quilombolas e suas histórias são lindas apesar de seguidas com muita luta e sofrimento.
Adorei !!!!!

Valquíria Azevedo · Campos dos Goytacazes, RJ 29/11/2006 15:58
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Marco Haurélio
 

Conheço uma variante dessa cantiga, que demarca bem o território conquistado pela resistência:
"Samba, nêgo, que branco não vem cá,
se vier, ele cai no manguá.
Se tornar, nunca mais vai voltar".

Belíssimo texto!

Marco Haurélio · São Paulo, SP 29/1/2009 10:17
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