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"Ler mangá é como ver cinema": imagem e leitura

capturado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Neon_Genesis_Evangelion
Shinji Ikari - personagem da saga Neon Genesis Evangelion
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Ize · Rio de Janeiro, RJ
24/1/2008 · 293 · 37
 

Guarda-Livros Juramentado
[...] A escrita que no livro impresso havia encontrado um asilo onde levava sua existência autônoma, é inexoravelmente arrastada para as ruas pelos reclames e submetida às brutais heteronomias do caos econômico. Essa é a rigorosa escola de sua nova forma. Se há séculos ela havia gradualmente começado a deitar-se, da inscrição ereta tornou-se manuscrito repousando oblíquo sobre escrivaninhas, para afinal acamar-se na impressão, ela começa agora, com a mesma lentidão, a erguer-se novamente do chão. Já o jornal é lido mais a prumo que na horizontal, filme e reclames forçam a escrita a submeter-se de todo à ditatorial verticalidade. E, antes que um contemporâneo chegue a abrir um livro, caiu sobre seus olhos um tão denso turbilhão de letras cambiantes, coloridas, conflitantes, que as chances de sua penetração na arcaica quietude do livro se tornaram mínimas. Nuvens de gafanhotos de escritura, que já hoje obscurecem o céu do pretenso espírito para os habitantes das grandes cidades, se tornarão mais densas a cada ano seguinte. ( Walter Benjamin, 1928)


A relação do jovem com o mangá é um dos eixos do “Projeto Infância, Juventude e Indústria Cultural: sociedade, cultura e mediações – imagem e produção de sentidos” que coordeno no Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ. O interesse mais amplo deste projeto é buscar os sentidos que crianças e jovens produzem sobre as novas tecnologias, especialmente as relacionadas com as imagens técnicas. No momento atual, os produtos focalizados são o mangá, o anime e o videogame, tripé da poderosa indústria de entretenimento japonesa que vem se constituindo como fenômeno mundial de comunicação de massa.
O que é o mangá e por que o interesse pelo consumo e pela recepção desse artefato cultural?

O mangá é o correspondente impresso dos animes ou dos desenhos animados japoneses (Cavaleiros do Zodíaco, Pokemon, Sakura, Yoyo Yakusho, Dragon Ball, Samurai X e outros). São HQs que vêm seduzindo de maneira crescente crianças, jovens e adultos, uma vez que, segundo um dos entrevistados, “tem mangá para todos os gostos”.

Foi a constatação dessa sedução, paralela à constatação de que a escola, normalmente, desconhece o mangá, que nos levou à necessidade de investigar de forma mais sistemática “o que é que o mangá tem” para exercer tanto fascínio em crianças e jovens. E, para isso, ao invés de nos debruçarmos sobre a análise desse meio de comunicação, o grupo de pesquisa optou por ouvir o que os próprios receptores tinham a nos dizer.

Essa decisão foi tomada com base nas contribuições que os Estudos Culturais latino-americanos (Jesus Martin-Barbero, 1995, 2001; Nestor Garcia Canclini, 1998, 1999; Guillermo Orozco Gomes, 2001) vêm trazendo ao debate sobre consumo cultural e recepção.
De acordo com essa orientação teórico-metodológica, o deslocamento de foco dos meios, ou da mensagem, para o discurso que o receptor produz sobre os meios permite identificar os receptores, não como “dóceis audiências”, capturadas mecanicamente pela ideologia da mensagem, mas como ativos produtores de sentido. Para os autores que têm nos inspirado, a mensagem não é incorporada imediatamente, ou mecanicamente, mas passa pelo crivo da cultura, ou pelas mediações culturais.

A importância de se assumir essa orientação está ligada à possibilidade de avaliar as experiências culturais contemporâneas de crianças e jovens alteritariamente. O foco nas mediações que constituem a recepção deixa brechas para que o receptor deixe de ser encarado apenas como consumidor de entretenimento ou de supérfluos culturais, e passe a ser visto como produtor de cultura.

A análise das quatro primeiras entrevistas realizadas com duas jovens e dois jovens (três estudantes universitários e um estudante do Ensino Médio com diferentes inserções socio-econômicas) já apontou para algumas questões interessantes que mostram que o fascínio que essas HQs desperta neles não é fruto de um consumo irrefletido ou de um modismo irracional que seria determinado pela onipotência dos meios de comunicação. Ao contrário, como demonstraram os entrevistados, o consumo do mangá tem uma lógica que é determinada pelas complexas transformações culturais contemporâneas que fazem com que as experiências de crianças e jovens – nascidos e imersos no contexto cultural da chamada “pós-modernidade” - sejam diversas das experiências culturais que a escola, normalmente, valoriza e impõe a esses sujeitos. Compreender os modos como a infância e a juventude são construídas e vividas hoje, seria, na visão dos entrevistados, fundamental à eliminação da barreira que, muitas vezes, se interpõe entre a “cultura da escola” e as culturas infantil e juvenil.

O exame dos longos depoimentos permitiu que levantássemos alguns fatores que levam os entrevistados a se identificarem como fãs de mangá, “fãzerrima” como se definiu uma das jovens. Dentre eles, emergiu fortemente a relação que eles estabelecem entre o gosto pela leitura do mangá e a linguagem cinematográfica das HQs japonesas. Essa questão presente nos depoimentos nos permitiu levantar algumas reflexões sobre as práticas contemporâneas de leitura e são essas reflexões que apresento neste texto.

Como se pode verificar no fragmento que serve de epígrafe a este texto, Walter Benjamin, um de nossos interlocutores, já trazia no final da década de 20 um alerta sobre a influência da ditatorial verticalidade do jornal, do filme, dos reclames, no declínio do interesse das pessoas pelo livro. Hoje, oitenta anos depois dessa genial sacada, o cenário trazido por Benjamin se intensifica com a introdução no nosso cotidiano de um turbilhão de estímulos sonoros e visuais que altera mais ainda a relação que crianças e jovens estabelecem com a leitura. Embora isso seja visível, é comum nos defrontarmos com a idéia de que existe uma crise da leitura que afeta o desempenho de crianças e jovens na escola.

Os depoimentos dos jovens, analisados sob o ponto de vista dos Estudos Culturais latino americanos, nos levaram a estranhar essa idéia da crise de leitura, estranhamento que traduzimos nas seguintes questões: 1 - seria adequado chamar de crise a distância que crianças e jovens vêm mantendo hoje com o texto impresso tal como ele se organiza no livro? 2- Não seria mais pertinente supor que a crise é, no fundo, uma incapacidade das gerações - que foram educadas e escolarizadas nos moldes da cultura letrada - de entender que “o pretensioso gesto universal do livro” já não se impõe para as novas gerações que nasceram sob o impacto que a tecnologia da imagem exerce sobre a leitura? 3) Não seria, então, possível supor que, se há uma crise da leitura, é pelas gerações mais velhas que ela está sendo vivenciada? 4) Não seria importante que, além de procuramos as causas do mal estar que a leitura provoca em crianças e jovens nos métodos de alfabetização, nas cartilhas e livros didáticos, nas práticas pedagógicas tradicionais, nas estratégias inadequadas do ensino da literatura, também atentássemos para a questão fundamental que á a presença frequente e progressiva da imagem técnica promovendo formas contemporâneas de leitura? 5) Diante do que crianças e jovens vêm apontando, não seria mais próprio, ao invés de ficarmos batendo na tecla de que existe uma crise de leitura, lidarmos com a idéia de que estamos diante não de uma crise, mas de um contexto histórico do qual precisamos nos aproximar para não perdermos o bonde da história?

O que os jovens trouxeram nos seus depoimentos que nos ajudaram a levantar essas questões?

Dos inúmeros jovens fãs de mangá entrevistados, escolhi para trazer para este texto José, João, Caroline e Juliana (os nomes são fictícios) por terem sido os primeiros que entrevistamos. José tem dezesseis anos, mora em Brasília com os pais e é estudante do 1º ano do Ensino Médio de uma escola particular de prestígio. Seu pai é diplomata e sua mãe fotógrafa, ele tem um irmão menor que também é aficcionado pelos desenhos animados japoneses (animes) e pelos mangás. Em virtude da profissão do pai, José morou fora do Brasil, tendo conhecido as HQs no Chile. João é filho único, tem dezenove anos, mora em Guadalupe (bairro da zona norte do Rio de Janeiro) com a mãe e a avó, é aluno do Curso de Nutrição da UERJ e coordenador do grupo jovem da Igreja Católica perto de sua casa. Seus pais são engenheiros civis. João se auto define como sendo pertencente à classe média baixa. Juliana tem 20 anos, mora no morro do Borel (comunidade situada na zona sul do Rio de Janeiro) com a mãe, que é auxiliar de bar. É caloura da Faculdade de Educação da UERJ, tendo ingressado pelo sistema de cotas. Caroline tem 21 anos, reside em Copacabana com pai, mãe e duas irmãs. O pai é psicanalista e a mãe psicóloga. Ela frequenta o 5º período da Faculdade de Educação da UERJ.

Os depoimentos dos jovens mostram que a tendência contemporânea da educação pela imagem é mediadora do mal estar diante do livro. Se em suas falas, eles trouxeram indícios da maneira singular pela qual se relacionam com as HQs, numa coisa houve unanimidade: nenhum dos quatro gosta de ler o que a escola concebe como leitura – apenas o livro.
Como disse José:
"Eu só lia pra escola. Lá no Chile tinha um currículo que era um livro por mês e ia fazendo prova, lia por causa da escola, eu sempre lia, mas por conta própria eu sempre ficava sem saco."

Mas gostam de ler mangá. Por quê? A essa pergunta José, Juliana e Caroline deram as seguintes respostas:

“Não sei acho que os mangás têm uma coisa: primeiro que o esquema dos mangás é diferente dos quadrinhos americanos pela estrutura da página. Assim, os personagens não tem que ficar enquadrados no quadrinho, não tem uma regra assim. Aí o desenhista vai extrapola em tudo e fica uma coisa bem dinâmica. Você lê e acaba sendo uma espécie de ..... Você tá vendo um filme [...]. É bem cinematográfico, é como se você tivesse lendo um cinema. Aí é bem legal de ler é bem divertido... É como se você tivesse vendo um filme só que em papel” (José).

“O texto escrito convencional é normalmente muito lento, tudo é passado com muita lerdeza, é menos dinâmico você não tem uma coisa que HÓÓ!!! Não, e você vai ter que ler tudo com muita calma, você não pode pegar assim como eu faço com o mangá: pegar, ler todas as folhas, ver as imagens, sentir as imagens e depois partir pra leitura... Eu vou ter que partir direto pra leitura, não tem preparação, eu não posso me preparar pra entrar na leitura, eu vou ter que sair lendo. Esta é pra mim a diferença. Porque as pessoas preferem ir ao cinema do que ler um livro? Porque lá tá a ação, tá tudo. Quando você lê o mangá você leu aquilo ali você vai imaginar a próxima cena. Mas quando eu leio [o livro] eu vou ter que ficar ali um tempão parada lendo aquilo, eu não posso parar e fazer outra coisa. Não, eu tenho que ler todinho pra entender, quando eu pego o mangá eu posso ficar passando folha e observando as imagens e entender o que está dizendo ali, pelo menos com relação às imagens." (Juliana)

“Porque, normalmente, os livros são extremamente maçantes… São linhas enormes… Páginas inteiras… Só escrito… Só nhenhenhem, e aí no livro, naquele bando de linha, de letra... Você fica olhando aquele festival de letras e lá dentro é que tem a explicação de como é a imagem que você tem que formar do que está acontecendo. No mangá não. Eles te dão a imagem e dizem o que as pessoas estão dizendo pela escrita. Fica muito mais fácil! Porque se você pegasse um livro e, nas imagens do livro, você colocasse as falas das pessoas, em vez de descrever… Porque a descrição é sacal! “E tinha uma flor vermelha no vaso de cristal no lado… No canto esquerdo da sala com um espelho enorme, uma foto da vovozinha e o tapete era persa…” No mangá não, lá tem o desenho. Você já vê como é que é o negócio. Claro que tudo em preto e branco, aí você colore com a sua mente!” (Caroline)


Essas falas poderiam ser interpretadas, sob o senso comum ou de acordo com outro referencial teórico, como indício da tão falada crise de leitura que incide sobre os jovens que, por causa dos supostos efeitos maléficos da imagem técnica, se afastam da boa cultura, da boa leitura, tornando-se alienados, incultos, apolíticos etc. Interpretadas sob o ponto de vista da análise do consumo cultural e da recepção, realizada pelos Estudos Culturais latino-americanos, o que essas falas podem estar revelando é que o gosto pelo texto que parece um filme, pelo texto que anda, pode ser fruto do convívio cotidiano do jovem com as tecnologias da imagem: a TV, o computador, a Internet, os videogames.

Jesus Martin-Barbero (1995) mostra que esse convívio interfere radicalmente nos modos como o sujeito percebe o espaço e o tempo. Uma das causas da separação entre a educação e a cultura é que, na maioria das vezes, a escola não se dá conta que as novas gerações estão sendo educadas por imagens e sons, pela quantidade e qualidade de cinema e da televisão a que assistem e não mais pelo texto escrito. É através da imagens da televisão que muitas crianças e jovens formam sua inteligibilidade do mundo.

Beatriz Sarlo (1997), outra de nossas interlocutoras, aponta que o zapping da TV traz uma nova forma de relação com a imagem. A imagem, a partir desse recurso, se torna cada vez mais rápida e a mudança/rapidez dela acaba sendo mais forte e mais importante do que a própria mensagem que a imagem transmite. Esse uso, segundo a autora, deu origem à produção rápida da imagem, com mais cortes e tempos mais curtos na produção de filmes, novelas, etc. A prática do zapping e do video-clipe, ou seja, dessa mudança constante de uma imagem para a outra repõe a experiência do jovem em bases diferentes daquelas de quem foi criado relacionando-se com a escrita de textos que precisavam de um tempo e de uma elaboração diferentes, mais lentos e mais profundos. Sarlo chega a afirmar que o zapping é uma “máquina sintática” como se fosse na verdade uma outra forma de costurar os discursos e de construir e escrever histórias.

Desse modo, o sentido que pode estar sendo produzido pelas falas dos leitores de mangá é o de que existe um abismo entre as gerações formadas na cultura letrada e os jovens e crianças que hoje crescem e se formam na cultura da imagem. Como fica explícito nessas falas de José e Caroline.

Indagado sobre se achava o mangá menos importante do que o livro, José respondeu:

José: Não, pra mim, não, mas pra outras pessoas talvez seja.
Pesq: Pra que outras pessoas, por exemplo?
José: Não sei os intelectuais.
Pesq: Os intelectuais não consideram o mangá importante, é isso?
José: É. Mas pra mim conta. Eu acho que a mesma mensagem que o livro traz pra pessoa o mangá também pode trazer só que por outro meio de expressão, de comunicação.

"Antigamente, não tinha rádio, não tinha televisão, não tinha nada disso que a gente tem hoje, Não tinha computador então, você… Você vê… Foi a evolução… Foi criando todos esses aparelhos maravilhosos, né? É… Eu digo que… Ah… Eu nem gosto da televisão porque eu tenho um pouco de raiva, porque, talvez, se eu não tivesse conhecido a televisão, não tivesse convivido com ela desde pequena, eu não… Eu seria muito mais ligada aos livros, provavelmente, porque seria a minha única forma de diversão. Mas como eu tenho uma coisa muito mais legal pra ver na televisão do que nos livros… É horrível dizer isso…" (Caroline).

Influenciados pela visão crítica que os Estudos Culturais latino-americanos têm imprimido ao estudo da recepção/consumo cultural, temos podido interpretar que a relação que os entrevistados estabelecem entre leitura e imagem aponta para um perfil de leitor diverso do perfil do leitor do livro o que, na visão dos quatro jovens, não implica na temida e anunciada morte do leitor. Muito pelo contrário, em seus longos depoimentos eles revelaram a face do leitor com a qual a modernidade, em sua dimensão emancipadora, sonhou e continua sonhando: além de extremamente comunicativos, versáteis na apresentação de suas idéias, com um perfil que se afasta bastante da maneira como o imaginário social apresenta, muitas vezes, os jovens - alienados, superficiais, levianos, inconsequentes - impressionou-nos constatar como eles e elas demonstraram um conhecimento esmerado de questões históricas, filosóficas, mitológicas relacionadas às HQs japonesas, que é buscado em bibliotecas, na internet, na leitura minuciosa das próprios quadrinhos ou, ainda, com leitores mais experientes. Por isso, à nossa insinuação provocativa de que não era possível que a rapidez da leitura do mangá permitisse que o conteúdo ficasse retido na cabeça deles, José não hesitou em responder enfaticamente: “Fica, fica sim!”

Cabe, finalmente, dizer que a tentativa de aproximação dos mangás pelo grupo de pesquisa não surtiu o efeito anunciado pela propaganda efusiva dos jovens entrevistados. Não nos identificamos com o estranho mundo das HQs japonesas. Mas a perspectiva teórico-metodológica que privilegiamos, que nos levou a colocar o foco de nossa atenção não na análise desse meio, mas nas mediações responsáveis pela sedução que ele exerce nos sujeitos, nos permitiu a reflexão de que o estranhamento dos quatro diante do livro pode não ser fruto de uma crise de leitura, mas sim fruto da experiência dos mesmos com a imagem técnica. Ao considerar as experiências dos quatro, pudemos entender o que se passa culturalmente com eles na perspectiva da alteridade e não do etnocentrismo.

Referências bibliográficas:

BENJAMIN, Walter. Guarda-Livros Juramentado. In: Obras Escolhidas II: Rua de Mão Única. São Paulo: Brasiliense, 1987.
CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas. São Paulo: EDUSP, 1998.
CANCLINI, Néstor García. Consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1999.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. América Latina e os anos recentes: o estudo da recepção em comunicação social. In: SOUSA, Mauro Wilton de (org.). Sujeito: o lado oculto do receptor. São Paulo: Brasiliense, 1995.
MARTIN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2001.
SARLO, Beatriz. Cenas da vida pós-moderna: intelectuais, arte e vídeo-cultura na Argentina. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997.


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Ize
 

Sobre o tema da distância entre a cultura da escola e as culturas infantis e juvenis, ver também Edição nº 3 - agosto/setembro de 2007 do Jornal Educação & Imagem

Ize · Rio de Janeiro, RJ 20/1/2008 14:39
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Ize
 

Para ler a Edição nº 3, clicar à esquerda da página em Edições Anteriores .

Ize · Rio de Janeiro, RJ 20/1/2008 14:43
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Roger Deff
 

Ize. Ótimo texto, pertinente levantar esse assunto. Concordo quando vc diz que o que está em crise é a forma como vemos a realação dos jovens com a leitura, e não a "relação" em si. Outro dia li em texto do Nelson Motta em que ele falava exatamente disso, da dificuldade que essa geração, tão ligada ao hiper-texto, tem em lidar com os métodos tradicionais de leitura, realmente tudo soa muito lento para quem cresceu habituado a outro tipo de leitura. Coerente! Muito bom!!!

Roger Deff · Belo Horizonte, MG 21/1/2008 13:09
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Helena Aragão
 

Ize, que bárbara essa pesquisa. Ela surgiu a partir do trabalho daquele aluno que você entrevistou? Vejo que ainda está no começo, mas já tem reflexões animadoras. E que bacana poder ir acompanhando o andamento dela de acordo com os avanços.
Nos dê notícias. :) Abraço!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 21/1/2008 19:50
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Ize
 

Roger, sabia que vc ia gostar. O texto tem a ver com suas reflexões, não é? Aliás, tenho que lhe agradecer porque foi vc que me inspirou a trazer esses resultados da pesquisa para o overmundo. Já vi seu recado lá no meu perfil e assim que eu ler o material que vc trouxe no link, escrevo pra vc.
Abrçs

Ize · Rio de Janeiro, RJ 21/1/2008 20:56
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Ize
 

Oi Helena, que coisa boa sua presença aqui. O trabalho não está tão no início assim. Já tenho mais resultados da pesquisa, inclusive porque tenho a ajuda valiosa de mestrandos e doutorandos que estão aprofundando outros recortes, sempre ligados à relação da criança e do jovem com a imagem técnica. Foi o caso do Leo - o aluno que entrevistei - que se inscreveu no projeto por causa do seu interesse pelos mangás. Dependendo da recepção deste texto, vou me animar a trazer mais coisas.
Muito obrigada por seu comentário.
Abrçs

Ize · Rio de Janeiro, RJ 21/1/2008 21:04
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Lúcio Xavier
 

Oi Helena, muito bom teu texto, inclusive repensei algumas coisas que costumo discutir com minha filha de 13 anos. Parabéns! Está votado já.
Um abraço!

Lúcio Xavier · Curitiba, PR 23/1/2008 12:38
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Ize
 

Oi Lucio, muito obrigada pela leitura. Só uma correçaõzinha: não sou a Helena, sou a IZe.
Abraço

Ize · Rio de Janeiro, RJ 24/1/2008 11:44
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Sérgio Franck
 

Nossa! Eu adoro mangá. Até já tentei aprender a desenhar. No Japão, o mangá é lido por pessoas de todas as idades. Faz parte da cultura dos jamponeses.

Muito bacana, Ize.

bjo.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 24/1/2008 12:31
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Joana Eleutério
 

Ize,
Eu devia ter lido isto aqui no semestre passado, ia me ajudar bastante em um trabalho sobre leitura, que fiz na disciplina Laboratório de Literatura. Parabéns. Beijos.

Joana Eleutério · Brasília, DF 24/1/2008 14:00
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Cintia Thome
 


Ize,
Votado como todos os outros anteriores.
Parabens sempre.
Cintia

Cintia Thome · São Paulo, SP 24/1/2008 14:40
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Spírito Santo
 

Cheguei aqui agora (dois dias sem internet. Quase tenho um treco).
Volto já.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 25/1/2008 09:22
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Ize:
Porque não me avisou do seu super postado? Bom, o fato é que eu o encontrei e achei muito importante e relevante. Outro dia aqui no overmundo alguém, não sei quem, lamentou que as pessoas se interessassem mais por postados com ilustrações. "Uma pena que isto ocorra!!" segundo esta pessoa. Todos tem o direito de falar bobagens de vez em quando, esta foi apenas uma delas.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 25/1/2008 11:30
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jujuba
 

Otimo! Bastante esclarecedor para muitos "intelectuais" que vêem mangás e animes só como uma simples cultura de massa, sem nenhum recheio a acrescentar!

jujuba · Santo André, SP 25/1/2008 12:23
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Spírito Santo
 

Ize,
(Com a carga toda, heim?)

O que poderia dizer eu, reles mortal (apesar de privilegiado leitor na íntegra) de seu assaz pertinente projeto?
Supimpa. Várias conversas anunciadas e se acumulando (o que é bom).
O que eu mais gosto é da conincidência da convergência de idéias. Ainda ontem, sem conexão com o mundo virtual, fui responder aquela pergunta que você rabiscou na pontinha da página de O' Globo e, pronto: Sem mais o que fazer, a resposta acabou viarndo um post novo (amanhã, nas 'bancas' do Overmundo)
Nele (a tal coincidência) um montão de coisas convergentes sobre o assunto de lá, mas, que caberia, perfeitamente, dizer aqui, mas, não digo. Faço surpresa pra você.
O que mais eu diria, além disto: Ah...sim, posso partilhar mais uma reminiscência, só pra variar:

Nunca esqueci o dia em que me deu o estalo, o insigth de aprender a ler. Foi como uma explosão na cabeça. Olhei uma manchete do jornal 'O Dia' que tinha ido comprar para a minha mãe e...pronto. Boquiaberto li a manchete (de algum crime escabroso, me lembro bem).
O que o seu projeto - e este post - me lembram é que, sempre achei curioso que este insigth (o tal estalo), tenha se dado na rua e não dentro de uma sala de aula, como seria de se esperar (veja só como o problema de Educação é velho).
Lembrei também que minha mãe levava uma mala cheia de história em quadrinhos em toda visita que me fazia no colégio interno. Levava alguns livros também, mas, com certeza, virei leitor voraz de tudo por causa dela, minha mãe e por conta das histórias em quadrinho.
Bem, tenho algumas outras coisas para comentar sobre o projeto (o tema e o viés são um dos assuntos prediletos), mas, agora observador privilegiado que sou, posso deixar os entretantos para um dia destes.
Arigatô!

Grande abraço do
SpiritoSan (em japonês, tá?)


Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 25/1/2008 14:05
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Ize
 

Franck, só faltava vc gostar de mangá. Já li seu último texto. Maravilhoso como sempre. Não comentei ainda, mas vou voltar lá. Beijão. Ize

Cintia querida, que bom que vc gostou. Achei que ninguém ia se interessar por esse tema. Beijinho da Ize

Spirito, depois eu volto pra comentar seus comentários.

Querido Joca , não avisei a ninguém. Primeiro porque pelas novas orientações muito pertinentes do overmundo, achei que não cabia. Depois pq fiquei com a impressão, como já disse a Cintia, que esse texto não ia emplacar em virtude de seu caráter acadêmico. Vejo que me enganei. Me orgulho que vc tenha gostado. Beijos da Ize

Jujuba, vc resumiu com propriedade o que vimos encontrando ao entrevistar esses jovens: há "recheios" pra todos os gostos nos mangás, bem como em muitos outros artefatos culturais que, para muitos intelectuais, não passam de lixo. Obrigada por sua leitura. Beijo. Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 25/1/2008 17:44
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crispinga
 

Oi Ize,
Saudades das suas contribuições. Essa aula sobre manguás é um presente!
Beijos, querida!
Espero que suas férias já tenham começado!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 25/1/2008 17:56
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Ize:
O nosso projeto tem muito disso de envolver não apenas uma midia mas uma multimidia (acho que não me animaria a editá-lo como um simples livro de crônicas, mesmo um de caráter, como o nosso, colaborativo). O que me fascina nele é a possibilidade de ultrapassar as fronteiras da memória individual dos autores através desta busca pelo conhecimento dos locais dos "crimes" e permitir reflexões outras que não apenas a fruição literária.
Na minha casa a minha mãe só comprava revista em quadrinhos quando nós estavamos doentes, para nos manter na cama.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

PS Eu acho que a intelectualidade, como aliás, quase tudo, se não serrvir para nos tornar pessoas melhores, mais empáticas e solidárias, realmente é um penduricalho ridículo.

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 25/1/2008 18:04
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Ize
 

Ei SpiritoSan, minha carga veio muito da nossa conversa.
Me anime(i) (virge que trocadilho infame, mas até que cabe) depois que vc disse que Canclini ficava na sua cabeceira. Equivocadamente, agora eu sei, ficava achando que vc olhava com desconfiança para os efeitos que as mídias provocavam nos jovens. Nosso papo foi esclarecedor. Estou curiosíssima com a surpresa (depois vc me refresca a memória sobre a pergunta que eu não me lembro mais exatamente qual foi).
Essas suas reminiscências, trazidas assim aos capítulos, me enche de pena por vc não ter se animado a aderir ao Projeto Reminiscências. Quanta coisa interessante!!!
Aliás, ainda não tive tempo de comentar sua passagem de oito anos!!! pelo SAM (o fato de eu conhecer essa instituição apenas em tese e pelas notícias escabrosas que vinham à tona pela mídia, tem sido responsável por eu ter redobrado minha admiração e respeito por vc. Assim como se vc fosse um sobrevivente, ou coisa que o valha. Tenho pensado muito no quanto eu posso estar enganada em minha avaliação sobre a "superioridade" das atuais instituições "sócio-educativas" relativamente às medidas "regenerativas do SAM e da FUNABEM).
Sua mãe, de quem vc tanto fala, não é Spirito?, era uma mulher sábia. Incrível como ela se antecipou ao que somente agora, inclusive com a ajuda de Canclini, temos nos dado conta.
Estou louca pra saber com mais detalhes o que vc achou do Projeto. Quem sabe outro daqueles papos, hein?
Arigatô querido!
Beijo da
Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 25/1/2008 18:14
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Cintia Thome
 

Que bacana que você gostou do que enviei a você. Foi legal, pois vi isto num site o qual participo logo depois que li a tua colaboração.
Beijos.

Cintia Thome · São Paulo, SP 27/1/2008 20:17
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Frazao my brother
 

Ize,
muito boa a matéria, uma reportagem educativa de grande labor. No meu tempo, prendia-me nos desenhos presos em quadrinhos (de Tarzan a Tio Patinhas) - escondido, pois eram proibidos nas escolas e em casa.
abrs

Frazao my brother · Anastácio, MS 28/1/2008 22:47
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Ize
 

Ei Cris, e eu tenho saudades de vc. Vamos dia desses sair para tomar um chope? Beijos

Joca, o que fascina vc no nosso livro é também o que me fascina, inclusive sua dimensão de multimídia. Sua mão era sábia, hein? Nada como uma boa leitura para nos manter na cama (os entrevistados não falaram disso, mas essa poderia ser uma interpretação: os leitores de mangá não gostam de escola porque lá não tem camas, mas cadeiras duras e incômodas rsrsrsrsrs). Beijos

Cintia, gostei muito. Não consegui ainda falar com o Léo que deve estar gozando suas merecidas férias. Muito obrigada e beijos

Frazão, bom que vc gostou. Mesmo sendo este um texto tão acadêmico. Relutei para postá-lo com receio de entediar os leitores. Graças a Deus parece que o tédio não foi tanto assim.
Beijo pra vc

Ize · Rio de Janeiro, RJ 29/1/2008 01:14
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victorvapf
 

Ize, lindinha, parabens e que belo texto com o folego todo!bjs

victorvapf · Belo Horizonte, MG 30/1/2008 20:26
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Ize
 

OI Victor, vc não imagina como adorei que vc, pela primeira vez, tenha lido um texto que postei por aqui. E que tenha gostado.
Bjs

Ize · Rio de Janeiro, RJ 31/1/2008 00:46
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Adroaldo Bauer
 

Mais atrasado que último trem, ainda atazanado feito cusco que caiu do caminhão da mudança, li teu postado apenas hoje, um outro dia do descanso de Deus, primeira semana minha depois de férias que me deram mais água que sol, mas descanso muito.
E gostei tanto de ler que já coço as mãos para escrever mais imagens, imaginando que venham a ler como se fosse cinema, uma outra novela, ou mesmo a continuação daquela.
E tenho acordo de que não se vá atirar-se o mundo todo na leitura de mangás, mas entenda-se, como passo a entender uma filha minha, que tem adoração por tudo que seja japonês.
E os olhos grandes nem são os do lobo mau, por quem quando crianças elas nutriam mais admiração que pela chapéuzinho, sabe-se bem hoje em dia porque, pois aquela menina que vai pelo bosque, aquele feitio, não existe bem a uns 30/40 anos para a imaginação ultra-super-hiper veloz animada pela parafernália eletrônica, com quem não trocamos murros, posto que apenas suportes e meios são.
Notável a observação que possa haver uma sintaxe no zápingui.
Parece com o que investiga uma outra overmana, Celéia Machado, ao analisar ator, tempo, personagem e poética, no Identidade e Fala Poética, em que expõe:
O objetivo central da pesquisa é investigar se o ator, ao instituir a cena(grifo meu), produz um estado capaz de compor uma identidade de natureza poética, inquirir qual o estatuto desta identidade e quais relações que agencia com o mundo subjetivo e com os pertencimentos sociais do ator.
---
Um beijo no coração, luzes e muita energia para ti e Guiguite, que vos amo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 23/2/2008 22:16
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Tãnia Barros
 

Oi,
A pesquisa não só é pertinente para sociedade como para mim, colega. sou professora (Letras - literatura, lingüística), lido com o público infanto-juvenil.

Sim, os Walter. B. já visualizava tal possibilidade da carência de leitura num futuro próximo por conta dos novos meios. Tenho alunos que sabem lêem mangás e comentam com grande prazer, intimidade.

Sei que o tópico aqui é muito mais a pesquisa do crescente acesso aos mangás, sua relação com tomadas cinematográficas, etc, que uma discussão sobre o hábito de leitura de livros em si. Mas sei que não deixa de ser pertinente este comentário: a despeito das variantes de nosso país -culturais, sociais e econômicas - o tema passa por vontade política de fomentar o acesso ao livro a custo baixo. A literatura tem sido deixada de lado, por exemplo, pelas leis, diretrizes da nossa educação, como se fosse um texto aquém no que se refere ao contexto atual. Um dos maiores absurdos que estamos fazendo no país. O trabalho com textos variados é formidável e louvável, mas o quenão se pode é deixar a literatura um nível abaixo, ou no mesmo nível que as outras modalidades.
Tudo nesta área é muito delicado e ainda fase de grandes mudanças. Estamos falando da faculdade de comunicação dos nosso jovens que vem diminuindo, referindo-me aos variados contextos para os quais ele deve estar preparado mesmo que em níveis apenas razoáveis. Pesquisas estão avançando neste sentido. Atualmente soube de uma delas que demonstra a incapacidade dos jovens narrarem os próprios sonhos que têm durante o sono. Isto indica explicitamente uma queda na capacidade cognicitiva do falante, ele não entra em atividade verbal e tem maiores dificuldades na expressão, claro. Isto tb é um reflexo de todas as mudanças na família, a falta de diálogo, horas e horas dedicadas aos jogos vídeos games, TV de péssima qualidade, "música", igualmente, onde não encontramos um apelo à imaginação, ao pensamento, nem à beleza, busca essencial da pessoa humana.

Sou favorável, gosto e trabalho com meus alunos as produções de texto atuais de todos os gêneros. O que insisto é no valor que a literatura tem e no poder expressivo que aciona naquele que muito lê contos, poesia, romances. TEnho alunos que chegam a pedir " Professora, vamos ler poesia hoje!" Quem disse que nossos jovens não têm este prazer, nem reconhecem o especialíssimo texto literário? Basta ter acesso.

Óbvio que o ideal é que todos tivessem este acesso desde bebês, pequeninos, com pais lendo ao pé da cama - o que passa a ser um pedido dos pequenos -, inclusive, pelo carinho da proximidade do outro, como pelo mundo que lhe é apresentado através de contos de fada, de versos. Mas vivemos realmente num mundo bem diferente do início do século XX, o que não nos exime de dar a oportunidade de acesso ao que especial há na linguagem verbal que é a literatura, por todos os motivos expostos, pela riqueza deste fornecendo o leitor habitual capacidade de ler qualquer outro texto.

Um beijo de Luz, colega, e fica meu agradecimento pela oportunidade de entrar em contato com você e outros overmanos cujos textos vou aos poucos conhecendo, posto que sou bem nova neste espaço.
abraços!
Tânia

Tãnia Barros · Rio de Janeiro, RJ 18/4/2008 19:34
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Aepan
 

Ize, belo texto e profundo também... Parabéns pela coragem em abordar o tema.
Airton
Estrela-RS

Aepan · Estrela, RS 9/5/2008 10:29
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Ize
 

OI Adro que bom que vc passou por aqui querido, nem tinha reparado. Essas reflexões que postei por aqui estão mais aprofundadas no livro que vc já tem. Nele, a questão da escrita teclada aparece, mostrando que essa é uma prática determinada pelo contexto histórico contemporâneo que forja, nas gerações nativas digitais, novas sensibilidades diferentes das sensibilidades dos que, como nós, fomos educados na lógica da cultura letrada. Na verdade, a escrita teclada tb vem se colocando como uma prática importante para a nossa geração, certo? Precisamos conversar mais sobre isso.
Beijos

Ize · Rio de Janeiro, RJ 11/5/2008 01:25
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Ize
 

Oi Tania, obrigada por sua leitura. Eu, como vc, também considero que seria indispensável o delineamento de políticas públicas educacionais e culturais de promoção do acesso ao livro. Até porque a relação de crianças e jovens (nossos alunos) com os artefatos de seu tempo não exclui o gosto que muitos deles demonstram pela leitura do impresso. Mas não compartilho com vc da interpretação de que os mais jovens vêm demonstrando uma crescente incapacidade cognitiva, expressiva e narrativa que seria determinada pela convivência com os games, com a TV, com a música etc. Não é isso que venho encontrando no contato estreito com os jovens. Muito pelo contrário, o que eles vêm demonstrando é que sua convivência com as novas tecnologias é tanto determinada quanto determinante das suas competências que, como não podia deixar de ser, são históricas e culturais. Os estudos que vc menciona não me parecem estar avançando, mas retrocedendo no tempo, dificultando que nós professores nos disponhamos ao diálogo com nossos alunos a partir de uma perspectiva alteritária.
Mas esse é um longo papo que não caberia por aqui. Como temos afinidades profissionais e moramos na mesma cidade, quem sabe não nos encontramos para continuar a conversa.
Grande abraço pra vc

Ize · Rio de Janeiro, RJ 11/5/2008 02:31
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Ize
 

Oi Airton,
gostei que vc tenha gostado do texto. Seus parabéns me levam a intuir que vc imagina o quanto de ousadia foi necessário pra que uma profissional do campo da educação tomasse como questão de pesquisa a relaçao de crianças e jovens com as mídias.
Seu comentário é um incentivo.
Muito obrigada

Ize · Rio de Janeiro, RJ 11/5/2008 02:38
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Ize:
Bom tê-la de volta! Saudades suas!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 11/5/2008 04:15
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Ize
 

Joca querido,
relativamente de volta porque minha vida ainda anda de pernas para o ar . Certo que já estou até me acostumando a isso, mas o corre-corre entre o trabalho, a casa de minha mãe e a minha casa restringe muito minha participação por aqui. Por enqto estou me detendo a ler e comentar os poemas. Naõ que este seja um gênero que exija que a gente se entregue menos, mas é que, como não sou poeta, meus dedos não ficam coçando. Sabe como é, né? Tb tenho muitas saudades de você anjo andarilho.
Beijo carinhoso da
Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 11/5/2008 10:16
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Spírito Santo
 

Joca,

Também eu (que agora encontrei a minha vez e razão para me ausentar um pouco) gostei da volta da Ize, que é volta sim, ora ora, como não seria. A fórmula para tê-la aqui agora clara: É só sentar no Banco da Cultura, naquela praça da poesia e esperar.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 11/5/2008 11:10
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Ize
 

Ei Spirito,
essa coisa de só ficar comentando é só uma meia volta, mas já é alguma coisa, né? Fica só faltando a volta e meia, como na ciranda.
Gostei que vc gostou que eu tenha voltado.
Bjs

Ize · Rio de Janeiro, RJ 11/5/2008 12:09
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ayruman
 

É justamente o caráter não verbal da comunicação artística que constitui o motivo concreto da Arte ser tão acessível e não exigir a erudição das pessoas para ser entendida. Exige inteligência sim, e sempre sensibilidade... Fayga Ostrower*

Oi. Bom tema para reflexão... Me dê a aleria de sua presença. Estou no:

1 - http://www.overmundo.com.br/banco/nao-existe-arte-so-na-cabeca-1

2 -http://www.overmundo.com.br/banco/vovo-viu-a-criacao-do-universo

se gostar deixe seu comentário. Sou grato. JBConrado

ayruman · Cuiabá, MT 17/5/2008 00:26
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Adroaldo Bauer
 

Alô, pessoas, o livro da Ize e da Rita e de muitos outros acadêmicos está publicado. Leia a respeito aqui.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 17/6/2008 20:09
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marcosbnpinto
 

Interssante, gostei... !

marcosbnpinto · Porto Alegre, RS 11/3/2009 13:30
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