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Lídia Baís: Santa ou Pagã

Lídia Baís: autoretrato
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Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS
15/7/2006 · 183 · 12
 

Vinte anos após sua a morte, a artista plástica Lídia Baís é alvo de peças, teses, biografias e sua obra é finalmente restaurada e reunida em exposições

Lídia Baís está mais viva do que nunca. A famosa frase que sempre profetizava aos familiares - ‘por minha causa vocês vão ficar na história’ - aos poucos vai fazendo sentido. Virou peça teatral, objeto de estudo acadêmico e biografia. Sua pequena obra começa a ser restaurada e os quadros expostos coletivamente, além de causar frisson no meio universitário, atraindo estudantes fascinados por sua história. Em 2005 foi uma das personalidades homenageadas do Festival América do Sul. É a volta por cima da campo-grandense que encaixotou os próprios quadros, viveu reclusa grande parte da vida e, sem dúvida, foi a primeira pessoa considerada artista em Mato Grosso do Sul.

Lídia Baís viveu entre 1901 e 1985. Seu pai, Bernardo Franco Baís, foi um dos fundadores da cidade e comerciante de sucesso. Após passar por vários internatos, a moça acabou indo morar no Rio de Janeiro para estudar pintura com Henrique Bernadelli, em 1926. No ano seguinte, fez uma viagem com o tio Vespasiano Martins para a Europa e entrou em contato com o surrealismo. Além disso, foi colega do pintor Ismael Nery durante uma temporada européia entre 1927 e 1928. Após o verdadeiro petardo cultural a que foi submetida, Lídia retornou ao Rio de Janeiro, estudou com os irmãos Bernardelli e fez estágio na Escola Nacional de Belas Artes com Oswaldo Teixeira. Em 1930, a família a obriga a retornar a Campo Grande, então uma cidade de 25 mil habitantes. Nesta época troca correspondências com o poeta Murilo Mendes, que lhe passa um pito na última das cinco cartas encontradas. “É preciso que você abandone completamente as fórmulas antigas, que de nada lhe adiantarão”, ordenava o poeta.

O estilo de Lídia pode ser dividido em dois períodos. A maior parte dos quadros segue o acadêmico-realista, a fórmula antiga a que se referia Murilo Mendes, como os retratos que ela fez de todos os irmãos, por exemplo. Mas o que impressiona e a diferencia é a fase modernista, em que flerta com o surrealismo. Ou no ousado Última Ceia de Nosso Senhor Jesus Cristo, em que se põe como o apóstolo preferido de Cristo. A artista tentou então abrir o próprio museu na década de 40, o Museu Baís. Como não conseguiu, mandou recolher a obra e se dedicou cada vez mais à clausura religiosa. Com isso, Lídia se tornou a artista biruta de Campo Grande. Todos sabiam que um dia havia pintado, mas nunca viam seus quadros.

Durante toda a sua vida, teve uma única exposição individual. Foi em dezembro de 1929 na Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Não existem catálogos e uma das poucas provas do vernissage é uma foto em que Lídia aparece ao lado de Povina Cavalcanti, Murilo Mendes e amigos. Lídia só viu parte de seus quadros expostos novamente em 1979 e em 1983, dois anos antes de falecer. Nas últimas décadas de vida, no entanto, fechou-se e se dedicou à vida religiosa. Escreveu por volta de 1960 o livro “História de T. Lídia Baís”, em que repassa a sua vida e tenta se disfarçar ingenuamente atrás do codinome Maria Tereza Trindade.

O reaparecimento de Lídia Baís na cena artística de Campo Grande começou em 2003, quando o artista plástico Humberto Espíndola aceitou dirigir o Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande com a condição de que o Governo do Estado assumisse o compromisso de restaurar a obra de Lídia Baís. Ele deixou o MARCO em dezembro de 2005 com o saldo de 25 quadros da artista restaurados com o financiamento da Secretaria e Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. Com o belo trabalho de restauro da sul-mato-grossense radicada no Rio de Janeiro, Áurea Katsuren, finalmente a obra de Lídia pôde ser reunida pela primeira vez em uma exposição coletiva em Campo Grande.

A relação de Áurea com o trabalho de Lída começou em 1995, por meio de Espíndola, quando ocupou o cargo de Secretário de Cultura de MS e encontrou as obras de Lídia empilhadas no banheiro da sede do órgão estadual. A restauradora foi a responsável pelo primeiro lote de 25 quadros e atualmente trabalha em quatro quadros do segundo lote. Ela lembra que recebeu alguns quadros em estado deplorável, como o importante Micróbio da Fuzarca, que chegou todo rasgado. A obra de Lídia, aliás, foi vítima do descaso com a memória e a falta de sensibilidade. No casarão da família, Morada dos Baís, o primeiro prédio de alvenaria de Campo Grande construído em 1918, o exemplo está vivo para todos que vão visitar o lugar.

Depois que o pai de Lídia foi atropelado pelo trem que passava em frente à sua casa, a Morada foi transformada na Pensão Pimentel até 1979 e depois deu lugar a vários tipos de comércio, como escolas, sapatarias, casa lotérica, até chegar ao esquecimento e devastação. O lugar quase desabou literalmente, até ser revitalizado em 1995. Ninguém sabe a autoria, mas o fato é que pintaram as paredes de branco e com isso apagaram vários murais de Lídia. Sobraram três. Quer dizer, dois e meio. Quem entra no antigo refeitório transformado em quarto da artista, com a cama, cadeira de balanço, chapéus, fotos, material de pintura e os instrumentos pessoais (violão e harpa), estranha a parede com apenas a metade de um mural de Lídia. Quando o lugar começou a ser reformado, os pedreiros foram demolindo a parede com a obra junto. Sobrou a parte superior, uma homenagem de Lídia a Joana D’Arc, que aparece em cima de um cavalo em uma paisagem rural. Mais um ato que a artista jamais perdoou. Desconfia-se que, assim como alguns dos seus quadros, que os murais tenham passado por uma indisfarçável repintura.

(corta para matérias do Correio do Estado e sites em 12/07/2006 anunciando a parceria da Fundação Municipal de Cultura e o Instituto Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan) para a restauração dos 3 painéis (2 e meio?) de Lídia na Morada dos Baís. O trabalho será comandado pela restauradora do Iphan, Eliane Silveira Fonseca Carvalho. O 3 painéis são o pela metade em homenagem a Joana D’Arc, um retratando a Santa Ceia bem careta e outro, o mais bonito e ousado, mostrando Nossa Senhora cercada de anjos. Na mesma matéria afirma-se que o Museu Lídia Baís espera para agosto 7 obras restauradas no Rio de Janeiro)

Ainda na Morada, em cima da pequena cama de Lídia, que media apenas 1,45m e pesava menos de 40 quilos, pode-se ver sem moldura um dos quadros mais importantes, o Retrato da Família Baís, em que faz uma espécie de árvore genealógica da família. Lídia era a caçula de nove irmãos. O chassis do quadro foi consumido pelos cupins e caiu da parede, mas a restauração já está sendo estudada por Áurea, dando continuidade ao processo de valorização que a obra de Lídia já passa. Em novembro de 2005, por exemplo, estreou nos palcos de Campo Grande o monólogo Amor Sacro e Profano, passando a limpo a conturbada vida de Lídia na interpretação da atriz corumbaense Bianca Machado. O livro da professora Alda Maria Quadros Couto, Territórios do Assombro – Biodestino de Lídia Baís também é aguardado com grande expectativa, já que a autora trata o lado místico da artista.

Louca, suspeita de ter permanecido virgem por toda a vida, alucinada, capaz de entrar em transes que duravam semanas, Lídia Baís se torna também objeto de estudo dos universitários atraídos por suas histórias inacreditáveis e rompantes proféticos. Em uma montagem, por exemplo, constata-se o espírito provocador de Lídia. Em um quadro em que faz uma espécie de colagem, pode-se ver o rosto da artista, emoldurado por um chapéu branco dos anos 30, dentro do círculo e por sobre a faixa ‘Ordem e Progresso’ de nossa bandeira. E uma legenda: ‘Devido a uma visão, Lídia Baís foi colocada dentro da Bandeira Nacional’. Para completar, entre parênteses, está escrito: ‘Mais tarde entenderão por quê!...”

Um dos artistas que mais batalharam para a manutenção e valorização da obra de Lídia Baís foi sem dúvida Humberto Espíndola. Confira abaixo a entrevista concedida pelo maior ícone das artes plásticas do Centro-Oeste sobre Lídia Baís:

Quando você tomou conhecimento que existia Lídia Baís?
Ela marcou a minha infância quando vi suas pinturas. Nós éramos vizinhos. Ia para a missa todo dia com a minha mãe e passava sempre na frente da casa da Lídia. Às vezes, quando ela estava de boa veneta, cheguei a entrar. Uma vez a vi pintando uma das alegorias. Acho que era o Juízo Final. Este quadro me impressionou muito. Inclusive queria que meu pai fosse contador dela. Vivia se envolvendo com vigaristas e aproveitadores. A Lídia era fantástica, uma mulher que queria montar um museu, fazer arte. Para mim era uma figura de pintora.

Por que ela não participou da Semana de Artes realizada pelo grupo de vocês na década de 60 e que impulsionou as artes plásticas daqui?
Com a fundação da galeria do extinto Diário da Serra e da associação de artistas plásticos ela ficou animada. Queria dar um terreno para a produtora cultural e escritora Aline Figueiredo e eu batalharmos a construção do museu dela. Mas Campo Grande era um ovo, o terreno era no fim do mundo e achávamos que não valeria a pena. E naquele momento, em 1966, não nos interessava fazer o Museu da Lídia Baís porque era uma obra encaixotada e nos interessava o movimento coletivo. Lídia afinal tinha já vivido a sua obra e seu tempo e nós estávamos em plena efervescência. Não lembro por que ela não participou. Não sei se ela não quis, se as obras não estavam em condições. Mas certamente foi convidada para a exposição de 66.

Ela já havia tentado montar o museu nos anos 40. A Lídia nunca desistiu de ter este museu?
Acho que na década de 60 foi a última insistida. Depois entrou em crise e eu e a Aline fomos morar em Cuiabá. Quando voltamos a nos encontrar para fazer o verbete do livro da Aline no final da década de 70, a Lídia já não queria dar entrevista. Estava sozinha e comentou comigo e com a Aline que “agora estava trabalhando para tirar seu nome da história”. Ela batalhou a vida inteira para botar o nome na história e no final dos anos 70 e 80 falava isso. Uma coisa impossível, mas era o que ela falava. Um sinal de que não queria saber de mais nada. Mesmo assim fiquei sabendo através da peça Amor Sacro e Profano que em 1980 fez uma exposição no Paço Municipal, a única individual que ela fez em Campo Grande em vida. E uma das últimas aparições públicas dela aconteceu em minha exposição, por volta de 1978, das Rosas Rosetas. Ela apareceu com um véu por cima da boina amarrado, toda bonitinha, com o sorriso de Mona Lisa dela. Ela adorava que fizesse esta referencia (emociona-se)...

Sua batalha para restaurar a obra de Lídia vem desde a época que você foi Secretário de Cultura?
Sim. Quando virei secretário as obras dela já estavam lá. Já tinham sido doadas pela família ao governo do Estado por volta de 1988 e 1989. Quando cheguei fiquei horrorizado. Porque os quadros da Lídia estavam amontoados em um banheiro. E constatamos que haviam repintado parte da obra. Os quadros mais difíceis de serem restaurados pela Áurea são justamente estes que foram repintados. Uma das mais importantes alegorias também tinha sido repintada até com certo efeito, mas quando mexemos na moldura apareceu a pintura velha por baixo. Aí mandamos para a Áurea.

Tem o caso da perda dos painéis dela na Morada...
Sim. Pintaram as paredes e conseguiram salvar pouca coisa. E não sei quem fez a dita restauração, que deve ter sido no mesmo estilo do processo de repintura dos quadros. Aí teve uma cagada. As obras da Lídia Baís eram todas de posse da Fundação de Cultura de MS. Mas fizeram um comodato e cinco das obras foram cedidas para a Morada dos Baís, que é comandada pelo município. E foram escolhidas por eles, arbitrariamente, as obras que teriam mais a ver com a casa. Não conseguimos recuperar de volta para o MARCO e nunca vamos conseguir. E não sei se quem restaurou os murais das paredes teria também repintado estas cinco obras. Só sei que este documento de comodato não foi localizado no Museu e tudo indica que na época em que o Wilson Martins era governador a primeira-dama, que era sobrinha de Lídia, deve ter resolvido ceder este comodato.

Um destes cinco quadros é a Última Ceia do Nosso Senhor Jesus Cristo. Você arriscaria dizer que é uma das mais importantes das suas obras?
É um dos mais curiosos, que mostra a ousadia dela. Mas é uma ousadia ingênua. Apenas se botou como uma apóstola e coloca o Judas como diabinho. Mas se ela fosse realmente uma esotérica mais profunda, ela se pintaria como Maria Madalena no lugar de São João.

A Lídia teve este sentimento de ensimesmar-se que parece comum a vários artistas sul-mato-grossenses, como Manoel de Barros, Jorapimo e Almir Sater. Um estilo mais recolhido, que alguns críticos como Aline Figueiredo relacionam ao isolamento histórico imposto à região. A Lídia inaugurou um estilo do artista daqui?
Ela foi a primeira vítima do isolamento isso sim. Não é um estilo. Ninguém vai querer criar um estilo destes. A gente é vítima deste isolamento, desta circunstancia social, desta sociedade ruralista, agrária, paternalista, machista... Nós ainda somos vítimas. Até mudar este panorama cultural e sócio-cultural de MS, até isso aqui ter uma população... Tem cidade que é mais aberta à cultura. Campo Grande precisa chegar ao seu milhão de habitantes para ter uma vida cultural da qual a gente possa usufruir como artista. A Lídia foi a primeira e ainda continuamos vítimas desta sociedade que não nos consome. Este é o problema. Por isso estamos recolhidos. Porque não somos consumidos e solicitados. A Lídia tentou muito se projetar e até enlouqueceu por causa disso. Coisa que em Goiás não acontece. Mesmo em Cuiabá. A sociedade cuiabana consome. E olha que quando chegamos lá na década de 70 não havia artistas. Uma cidade pequena que se abriu ao movimento cultural e resolveu consumir, com inclusive pseudoartistas sendo consumidos. O importante é que existe uma intenção social de consumir cultura. Aqui não existe esta intenção por parte da sociedade. Existem até ações governamentais tentando estimular, mas não existe uma vocação espontânea da sociedade.

Como foi para você ver a obra da Lídia desencaixotada?
Maravilhoso. Muitas obras a gente só conhecia em branco e preto dos catálogos. Então foi demais ver estas obras pessoalmente. Desde criança já era aficcionado e fã. E como eu era o artista mais velho e o primeiro artista daqui que se projetou, partindo para fazer um movimento cultural, achei que a obrigação era minha carmicamente. Ela já tinha saído de um poderoso Adhemar de Barros, da família dela que era milionária e já tinha chegado a mim, um rapazinho de 21, e a Aline, uma menina de 18 anos. Já estava pedindo a esta juventude para ajudá-la. E fiquei com isso na cabeça. Quando tive oportunidade lutei por isso, mas achei muitas barreiras, porque era uma época muito difícil. Então uma das condições para entrar para trabalhar no MARCO foi retomar este projeto de restauração. Então já cumpri parte da minha missão!

Quem seria um artista parecido com a Lídia no Brasil?
Sei que existem muitos artistas como ela na América do Sul, que se sentiam injustiçadas, desistiram da carreira... Mas não saberia dizer um específico. Ela é ela. Não tem comparação, apesar da obra pequena de uma centena de quadros. Ela produziu de 26 a 32 principalmente e desistiu. (Humberto até agora criou cerca de 2 mil quadros).

A maioria dos quadros dela não tem data. Por que isso?
Ela não escrevia. Eu mesmo os primeiros 20 anos de minha obra também não colocava a data. O artista não se preocupa com isso. Mas pode-se chegar a estas datas com pesquisas. A obra dela será desvendada à medida em que a biografia dela for aumentada. Já teve tese defendida por Paulo Rigotti, agora o livro da professora Alda Couto, a reedição da autobiografia que ela deixou, mais encenações da peça de teatro...

Pode-se falar que a Lídia está mais viva do que nunca ou começando agora a ressurgir?
Ela está sendo conhecida pela nova sociedade. Não são mais aquelas pessoas que a conheceram, que são campo-grandenses da gema, que viram Lídia Baís pelas ruas de saia pregueada, que achavam ela biruta, que sabiam que ela era uma pintora que não deu certo por alguma razão, mas que nunca viram as obras. Agora com o MARCO, nesta exposição de Corumbá, nestes escritos sobre a vida dela, a Lídia está começando um novo ciclo. Chegou a hora dela e jamais será esquecida. Ela conseguiu finalmente colocar o nome na história de uma forma definitiva. Já está. Se tornou o alvo predileto de todos os estudantes. É uma virada e uma conquista irreversível porque sua obra tem uma temática, um conteúdo psicológico, mostra a própria evolução da sociedade da qual ela foi vítima e que assume os seus valores tardiamente.

Você já se sentiu meio Lídia Baís neste sentido?
Não. Porque nunca me senti só. E a Lídia era sozinha e frágil. Nos anos 20 e 30 a mulher nem votava. Eu tive a Aline, o movimento, lutamos, fincamos pé, gritamos feio... Conseguimos arrancar dinheiro para fazer as coisas, abrir espaços públicos, fomos pra universidade, fundamos museu em Cuiabá, voltei para cá para ser secretário... Nós tivemos uma luta bem diferente.

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Bia Marques · Campo Grande, MS 14/7/2006 19:29
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eduardo ferreira · Cuiabá, MT 15/7/2006 19:05
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Fábio Fernandes · São Paulo, SP 16/7/2006 10:29
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Balbino · Cuiabá, MT 17/7/2006 15:51
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Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 17/7/2006 15:57
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