Literatura de Cordel: uma ferramenta educativa

Egeu Laus
Literatura de Cordel produzida em escola de Vassouras, RJ
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Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ
29/8/2007 · 374 · 26
 

Na minha ignorância imaginava que a Literatura de Cordel fosse uma produção exclusiva de uma determinada região nordestina. O mais distante de lá que vi esses livrinhos em impressão tipográfica e geralmente com capas reproduzindo xilogravuras foi, aqui no Rio, na Feira de São Cristóvão, o grande ponto de encontro dos nordestinos na metrópole sudestina.

Todos eles eram impressos lá por cima, Paraíba, Pernambuco, Ceará. Mas nos últimos anos comecei a me interessar pelo assunto e verifiquei, primeiro que o espaço geográfico original do cordel era bem mais amplo, pelo menos desde a Bahia até o Maranhão, e depois que existia uma produção fora do eixo nordeste (cujos exemplos mais recentes são o cantor e compositor Chico Salles, paraibano residindo no Rio e o xilogravurista Ciro, também paraibano e também morador daqui).

Jeová Franklin, um dos maiores pesquisadores e colecionadores brasileiros do assunto, além de cordelista (como se chamam os poetas do cordel), radicado em Brasília e que por coincidência conheci recentemente quando ele veio ao Encontro Nacional de Pesquisadores de Literatura de Cordel, acontecido aqui no Rio, na Casa de Rui Barbosa, diz que a xilogravura popular no cordel, está fazendo 100 anos (está lançando um livro sobre isso). É lógico que o próprio livrinho de cordel deve ser um pouco mais velhinho: Segundo Câmara Cascudo os primeiros foram editados em Pernambuco em 1873. Não seria surpresa, portanto, que eles pudessem ter se expandido pelo país. Aqui mesmo no Rio de Janeiro existe a ABLCAcademia Brasileira de Literatura de Cordel, mantida heroicamente por seu diretor Gonçalo Ferreira da Silva, com sede em Santa Teresa.

Esse intróito todo é para dizer que encontrei em Massambará, distrito rural de Vassouras, RJ, uma série de livrinhos de cordel, produzidos pelos alunos da Escola Municipal Abel Machado, contando a história do local através da poesia. Os livrinhos são a ponta visível de um projeto muito bonito desenvolvido pela professora e atual diretora da Escola de Andrade Pinto (outro distrito de Vassouras) Jussara Pereira de Almeida.

Jussara nasceu na cidade mineira de Águas Vermelhas, na Zona da Mata, quase na divisa com a Bahia onde a presença dos cantadores era uma tradição. Seu avô tinha o hábito de escrever e recitar alguns versos no formato tradicional das sextilhas. Professora de Língua Portuguesa, sempre gostou do tema e um dia começou a falar sobre o assunto em sala de aula e encantou os seus alunos de 5ª a 8ª séries.

O assunto acabou rendendo um papo sobre as diferenças regionais e gerou um incentivo em saber mais sobre a própria localidade de Massambará, o local onde viviam. Os alunos iniciaram então um projeto de reconhecimento da comunidade, começando a percorrer a vizinhança, rompendo desconfianças e tomando depoimentos e ouvindo histórias dos moradores. Alguns deles vinham até a sala de aula para prestar seus depoimentos. Ao final dessa parte do projeto o registro desse material acabou adotando a forma dos livrinhos de cordel. Logicamente o formato em sextilhas se mostrou muito difícil para os alunos que adotaram as quadrinhas, versinhos simples de produzir. O projeto demorou perto de um ano letivo para a tomada dos depoimentos e organização do material mas no ano seguinte a Secretaria de Educação fez questão de imprimir as publicações.

Eis uma amostra de um dos folhetos, escrita por Michelle, Marcia e Rosilaine, alunas da escola:

Saúde em primeiro lugar

Massambará não tinha posto
Para o povo era um sufoco
Quem quisesse ia para outro lugar
Ainda bem que tinha a D. Aninha
Parteira que muitas vidas pode salvar

D. Aninha para quem conheceu,
Sabe que era uma grande criatura,
Por tantas maravilhas que fez,
Ajudando no nascimento
Dos filhos de Massambará,
Que também são seus

Jussara realizou trabalho semelhante na Jardim Escola Peter Pan de Vassouras em conjunto com alunos e o orientador Leonardo Santos Corrêa e produziram o cordel Einstein, o cabeça do mundo, que foi premiado na feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio.

A Literatura popular como ferramenta auxiliar na Educação parece ter se desenvolvido muito nos últimos anos. Uma editora do Ceará, a Tupynanquim, lançou recentemente o segundo volume de uma coleção com 12 folhetos, a Coleção Cancão de Fogo – Literatura de Cordel na Sala de Aula, além de um livro Acorda Cordel na Sala de Aula de Arievaldo Viana Lima.

Um outro entusiasta do Cordel no município de Vassouras é o professor universitário na Universidade Severino Sombra, Simão Pedro dos Santos, formado pela UFRJ com tese sobre Cultura popular. Com o nome artístico de Pedro Pernambuco ele escreve também cordéis e realiza oficinas de literatura com seus alunos utilizando o cordel como material de trabalho. Pedro Pernambuco tem um programa de 2 horas de duração na Rádio Comunitária Interativa FM 98,7 Mhz de Vassouras e reserva uma espaço para recitar poemas de cordel no programa.

A literatura de cordel e o seu formato em livrinhos pode ser uma grande ferramenta para divulgação da poesia, mas também para servir para a garotada se aproximar da literatura e do mundo editorial por conta da relativa facilidade de produzir e imprimir com suas próprias mãos o seu próprio material. Quem souber de outras iniciativas educativas semelhantes em outra cidades do Brasil, por favor comente aqui neste post, ou colabore com novas matérias.

E me despeço com o que dois alunos de Massambará, Paola da Silva e Anderson T. da Silva, escreveram, há 7 anos atrás, na última quadrinha de seu folheto:

Mas muitas coisas aprendemos,
Mas muito ainda há para descobrir
Quem sabe um dia saberemos
Toda história do povo daqui…


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baduh
 

Egeu, o teu artigo é, além de uma beleza de ser lido, uma excelente contribuição a esta maravilhosa expressão popular: o cordel
Acessível ao bolso do homem simples e autêntico (tanto para a compra, quanto para a publicação), sempre poderemos ver bastante do nosso tempo - ali retratado sem retoques editoriais suspeitos.
Muito bom trabalho, o que já me parece ser a tua marca registrada: qualidade e sensibilidade.
Um abraço, meu irmão!
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 28/8/2007 08:29
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Egeu Laus
 

Um abraço, Baduh!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 28/8/2007 10:06
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FILIPE MAMEDE
 

Excelente contribuição Egeu. Realmente se a literatura de cordel fosse levada para as salas de aula do Brasil inteiro seria ótimo. Infelizmente por aqui (Natal) é difícil achar, até mesmo no meio universitário, alguém que saiba dizer quem foi Câmara Cascudo... Mas o cordel sobrevive por aqui de outras formas. Além de ser encontrado pelas feiras tradicionais, existe até um barzinho que tem as paredes repletas de cordéis. O camarada pode tomar uma cervejinha e manter o contato com um traço tão marcante da nossa literatura.
Há algum tempo, um jornalista chamado André Fontenelle, apaixonado pela literatura de cordel, fazia na revista esportiva Placar, a cobertura do jogos de futebol através de sextilhas. Era muito interessante.

Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 28/8/2007 10:16
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Egeu Laus
 

Filipe, tira uma foto desse bar!
Abraço!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 28/8/2007 10:23
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FILIPE MAMEDE
 

Tiro sim, amigo Egeu. Assim que possível...
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 28/8/2007 10:51
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Roberta Tum
 

Salve Egeu!
como são deliciosos estes textos em cordel, riquíssima cultura popular a nossa. Boa iniciativa a sua de registrar e trazer este tema!
Abraços!

Roberta Tum · Palmas, TO 28/8/2007 16:15
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Ize
 

Oi Egeu, super legal essa aproximação que vc faz entre literatura de cordel e motivação para a leitura e a escrita. É justamente este o tema de uma pesquisa realizada por Ana Maria de Oliveira Galvão, que participou de uma das mesas do Encontro de Pesquisadores em Literatura de Cordel que vc traz num dos links. Ela fez um estudo sobre leitores de cordel nas décadas de 30, 40 e 50 em Pernambuco, mostrando como a oralidade presente nos textos mediava o interesse de pessoas não alfabetizadas pela leitura e escrita. O título do livro, se alguém se interessar, é "Cordel - leitores e ouvintes" e é da editora Autêntica de BH.
Conheço uma alfabetizadora de jovens e adultos que usa o cordel na sala de aula com muito sucesso.
Achei lindo o site da Feira de São Cristóvão. Vou muito lá e sempre me detenho na seção de cordel.
Bonita e importante a divulgação que vc faz do trabalho da profª Jussara e do prof. Pedro Pernambuco em Vassouras.
Gostei demais da matéria: vou explorá-la com meus alunos, futuros alfabetizadores.
Um abraço

Ize · Rio de Janeiro, RJ 29/8/2007 02:02
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Humberto Firmo
 

Ótimo!
Aqui em Brasília acontece leituras de cordel na Ceilândia,
uma cidade satélite:
Na Casa do Cantador do Brasil,
um projeto de Oscar Niemeyer, 1986, conhecida como Palácio da Poesia e Literatura de cordel. Lugar também de repentistas e cantadores.

Mantenho assim as tradições dos candangos que ajudaram na construção da capital.

Humberto Firmo · Brasília, DF 29/8/2007 08:09
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Higor Assis
 

Adorei Egeu.

Tudo começa por saber aonde pisamos e quem somos nós. A busca da horigem. Este trabalho merece mais que aplausos, obrigado por nos tazer está bele matéria.

Higor Assis · São Paulo, SP 29/8/2007 08:23
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crispinga
 

Descoberta fantástica do "investigador" Egeu!
BJS
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 29/8/2007 17:48
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Maniefurt
 

Como entusiasta das letras, é com muito gosto que li este artigo. Este ano, na feira do livro da cidade, o estande de literatura de cordel foi bastante visitado e acredito que isso se deve à iniciativa de grandes mestres como a professora Jussara de Almeida. Realmente um belo artigo em que a única palavra que me vem de imediato é: obrigada por compartilhá-lo. Um abraço

Maniefurt · Salvador, BA 29/8/2007 22:22
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Andre Pessego
 

Olá, Prof. Egeu,
Muito bom e oportuna o texto e a iniciativa. Aqui em S. Paulo, existe o encontro dominical no Largo S. Bento pela manhã. Ainda o conheci, amplo o espaço; de grande numero de autores, misturados com repentistas. Hoje minguou muito, por tudo mas também porque há os encontros na UCRAN (união de cantadores repentistas e apologistas do nordeste), presidida pelo poeta, cantador, repentista e adêmico Sebastião Marinho (um dos papas do repente nacional), no Cambuci;
há os encontros em S. Miguel Paulista regularmente; e os ocasiosnais, no Cambuci, no Ipiranga e em Itapevi (este não conheço), um abraço = andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 30/8/2007 03:55
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Egeu Laus
 

Um abraço pra Roberta, Ize, Humberto, Higor, Cris, Manuela e André.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 30/8/2007 06:51
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Gunga Costa
 

Caro Egeu,

Salve a sextilha!
Aos interessados, digo que há uma bela coleção lançada pela Editora Hedra, de São Paulo, intitulada "Biblioteca de Cordel". São umas brochurinhas coloridas, dedicadas cada uma delas a um grande poeta de bancada. Lá estão Cuíca de Santo Amaro, Zé Vicente, Oliveira de Panelas, Rodolfo Coelho Cavalcante e tantos outros dignos de nota. A Caros Amigos também traz uma coluna mensal de Nicodemus Pessoa sobre cordelistas antigos e contemporâneos.
Cordel de fato, é fundamental!

Gunga Costa · Vitória, ES 30/8/2007 11:58
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Adroaldo Bauer
 

Cordel conta, faz e desfaz história.
É literatura de pura intervenção social, a mais popular que conheço. Parabéns, Egeu.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 30/8/2007 12:48
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Alexandre Grecco
 

Muito boa a matéria, até por que, de cá, nas terras do Cordel, achamos ser o próprio um manifesto cultural regional, mas fico feliz em saber que existe cordel com "s" puxado!

Abraços...

Alexandre Grecco · Fortaleza, CE 30/8/2007 14:40
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Nivaldo Lemos
 

Egeu,

beleza de matéria. Fui criado em Teresina, entre os clássicos de meu pai (Dostoiévski, Gorki, Gogol - ele adorava os russos -, Graciliano, Lima Barreto, Jorge Amado, entre outros) e os livretos de cordel que ouvia na feira, recitados em alto-falante ou mesmo no gogó para uma roda de atentos ouvintes. Cansei de apanhar de minha mãe por me alongar demais nesses saraus populares e esquecer do que havia ido fazer na feira: geralmente comprar a farinha ou arroz às pressa pro almoço.

É maravilhoso saber que, quase meio século depois, o gênero continua firme e em expansão no Brasil e que ganha as salas de aula como recurso pedagógico. Nas brenhas do sertão nordestino, o cordel, cujo nome vem da cordinha (cordel) onde eram expostos à venda, ainda hoje é - mais que expressão cultural autêntica e popular - o jornal que informa (e muitas vezes deforma) as notícias sobre os acontecimentos do mundo que o matuto nunca saberia não fosse estes livrinhos encantados e encantadores. Sobre o tema e para os que querem saber mais, recomendo um livro muito bom de Ivan Cavalcanti Proença (meu grande mestre) chamado A Ideologia do Cordel (Imago Editora, 1976). Por fim, meus parabéns pelo texto com o padrão Egeu de qualidade.

Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 30/8/2007 14:44
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Labes, Marcelo
 

Belíssimo texto, Egeu. Quem sabe, um dia, saberemos toda a história dos povos de lá! É impressionante como esta literatura persiste através do tempo. Não tive ainda a oportunidade de pegar um desses nas mãos, sequer de ouvir um cordel recitado. Vamos em frente.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 30/8/2007 16:08
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Egeu:
Quando digo que no Over tem de tudo ( textos sobre cemitérios, meio-ambiente, educação, arte etc). Perguntaram-me quem eram os leitores do overmundo. Eu respondi: só gente boa, gente sabida, gente da mais alta categoria. Acertei?
Que texto maravilhoso o seu! Aproveitei a deixa e já enviei para vários professores de português, história e arte. quem sabe novas propostas educacionais não surge a partir do cordel e da leitura do seu texto.
Um grande abraço,
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 30/8/2007 16:17
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Lígia Saavedra
 

Olá Egeu!
Quando criança, via nas praças pessoas a dizer uns versos engraçados com umas histórias compriiiiiiidas e nelas viajava. Hoje já não as encontro e aqui em Belém não se faz mais cordel.
Seu texto trouxe-me boas lembranças.
Um abraço

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 30/8/2007 17:48
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Alê Barreto
 

Egeu, muito obrigado pelo texto, uma aula de cordel para um leigo como eu. Mande um grande abraço ao pessoal e diga que o Alê Barreto das terras do sul sugeriu que os cordéis produzidos pelos alunos sejam utilizados em oficinas de inclusão digital: sejam digitalizados e colocados em blogs, através do twiki, do projeto Software Livre Brasil.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2007 00:13
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BETHA
 

EGEU,fiquei feliz em saber que o cordel está sendo tão bem trabahado nas escolas. Também tenho experiência com alunos em trabalhos com cordel e muitos deles, principalmente os adultos, recebem com prazer a proposta de produzir cordel.
Em Olinda, recentemente, uma professora lançou uma proposta para se trabalhar com cordel, a exemplo dela mesma com alunos.
No ano passado, na FESTA DO POETA ZEDANTAS, aqui em Carnaíba,houve uma oficina lierária sobre cordel. Tudo isso mostra como a cultura popular resiste e como o cordel existe, do contrário que muita gente pensa.
Teu texto e tua divulgação estão ótimos.
Abçs de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 31/8/2007 07:49
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Noelio Mello
 

Egeu.
Começo elogiando a grandeza do teu texto. Sigo agradecendo o despertar para quem não conhecia, como eu, a força da literatura de cordel. Esse Brasil é tão gigantesco que nos perdemos nos caminhos da cultura popular. Essa coisa desses obras estarem ganhando força nas escolas é algo tão grandioso que te aconselho a conti,nuares esse maravilhoso trabalho de pesquisa que aqui publicas.
Vou pesquisar aqui no Pará, o que encontrar te envio.
Belo trabalho jornalistico, amigo. Parabéns.
Noélio Mello

Noelio Mello · Belém, PA 31/8/2007 15:05
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orquídea
 

Egeu,
Muito obrigada, o texto está maravilhoso.
estou felicíssima. é maravilhoso ver a valorização do meu trabalho quanto professora. Espero que um dia a gente possa encontrar para eu mostrar a você outros cordéis que escrevi. sinta-se convidado para o lançamento do meu livro na feição de literatura de cordel-"Ivo viu a uva e quer conhecer a rucha"- um brinde aos professores alfabetizadores e aos apaixonados pela arte de educar.
o lançamento será na Cia do Livro- VASSOURAS NO DIA27/10/2007
Jussara Pereira de Almeida- Andrade Pinto- vassouras

orquídea · Vassouras, RJ 14/9/2007 23:07
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Egeu Laus
 

O prazer foi todo meu em mostrar o seu trabalho, Jussara.
Espero conhecê-la em breve!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 15/9/2007 12:39
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Luiz Filho
 

Gostei muito do seu artigo. Sou pernambucano, filho do poeta de cordel "Gonzaga de Garanhuns". Meu TCC no término da faculdade foi acerca da falta de poetas populares aqui na cidade de União dos Palmares, bem como a falta de conhecimento das pessoas, dos alunos e dos professores a respeito do assunto, fato que constatei através de uma pesquisa. Estou começando uma pós-graduação e continuarei com minha pesquisa. Se você puder me ajudar enviando para o meu e-mail artigos ou qualquer outra coisa que possa incrementar minha monografia, ser-lhe-ei eternamente grato.
Abraços.

Luiz Filho · União dos Palmares, AL 30/1/2008 13:50
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Coleção de livrinhos de Cordel produzidos na Escola Abel Machado zoom
Coleção de livrinhos de Cordel produzidos na Escola Abel Machado
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Rosemere da Silva Pereira coordenadora da Sala de Leitura da Escola Abel Machado zoom
Rosemere da Silva Pereira coordenadora da Sala de Leitura da Escola Abel Machado

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