Livros, delinquência e a coleção Vaga-Lume

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Marçal Aquino. Um dos autores
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SILVASSA · Salvador, BA
10/3/2007 · 289 · 47
 

Se por um capricho qualquer eu quisesse hoje descobrir quando foi que aprendi a ler, poderia recorrer a alguns velhos documentos. Lá estariam meu nome completo, ano, nome da escola e outras informações mais ou menos técnicas. Ou então poderia perguntar a minha velha. Quem sabe ela não se recordaria do momento exato em que o bacana aqui leu a primeira frase? O instante preciso em que eu, cheio de autoconfiança, li algo do quilate como “Vovó viu a uva” – sim, claro: ou tem algum esperto aqui que começou com Sócrates ou Shakespeare?


Ia ser difícil. Mesmo que eu esteja sem trampo, minha velha tem mais coisas pra fazer que tentar responder a esta minha indagação. Apesar de aposentada, ela anda mais ocupada que eu. Também seria desnecessário. Simplesmente por não me interessar em saber como tudo começou. Assim, dessa forma excessivamente formal.


Eu sempre recorro a lembranças pra formar a minha breve história pessoal. Sou muito ruim em datas e momentos; nunca tive saco pra fotos nem para aparições em eventos familiares. Caso alguns de vocês queiram dar uma olhada nos álbuns de família, verão uma multidão de tios embriagados – e muito ruins de piadas - e tias simpáticas - que riam das piadas se seus maridos; creio que por conta da educação católica. Eu raramente apareço. Além do mais, quando pequeno fui quieto, ensimesmado e meio desligado das coisas do mundo prático.


Um cara meio esquisito, até concordo. Mas dono de alguma inteligência.


Portanto pra mim fica fácil afirmar categoricamente que sei o momento exato, o dia em que realmente decifrei um conjunto de letras e entendi o que diabos estava colocado no papel: foi nas primeiras frases do livro A Serra dos Dois Meninos, de Aristides Fraga Lima. Um dos livros da série Vaga-Lume, criada pela editora Ática na década de 70, mas que teve seu apogeu nos 80, sendo até hoje utilizada em escolas e tendo seu catálogo constantemente ampliado.


Posso falar que foi uma espécie de "divisor de águas". Naquela tarde meio nublada o que eu mais queria era ficar ali, de bobeira. Lendo aquele livrinho simplório e esquecendo de todo o resto – incluam aí meus tios chapados. Dava pra sentir a aflição e o medo de Ricardo e Maneca andando na mata. Totalmente perdidos e sem rumo; ansiosos, porém destemidos. A aventura narrada de forma tão simples, se colocarmos do nosso ponto de vista atual, já que nos damos ao luxo de ler coisinhas mais especulativas e cabeçudas, era algo realmente fabuloso.


Dali em diante entrei numa sorrateira rotina de furtar os livros de meus irmãos e primos – afinal tinha descoberto alguma utilidade pra esse troço de parentesco. Estava enfiado numa sucessão de atos ilícitos; vasculhava as mochilas alheias; visitava as estantes da casa dos outros e, numa ação rápida, enfiava um outro exemplar embaixo do braço sumindo sem deixar rastros. Eu não passava de um gatuno de tênis Conga e cabelos à la Paul Mc Cartney.


Tudo bem que o tal roubo tinha a duração do livro; ou seja, o fruto do delito sumia ao meio-dia e reaparecia, milagrosamente, lá pelas dezessete horas. Isso porque o meliante em questão poderia levar um tabefe caso fosse desmascarado. No caso de flagrante, seriam dois. A justiça não era cega. E tinha uma pegada forte e uma mão pesada.


Obras tais como Spharion e O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida e o comovente Tonico, do pernambucano José Rezende Filho, passaram por minhas mãos criminosas. Um cadáver Ouve Rádio e O Rapto do garoto de Ouro, de um dos mais representativos escritores brasileiros, Marcos Rey, paulistano que, além de se dedicar à dramaturgia, à literatura “adulta” e ao rádio, foi um dos autores que mais alimentaram minha imaginação pra lá de delinquente, também passaram por mim. Isso sem citar os escritores que não li, como o Marçal Aquino. Da série da Ática é dele A Turma da Rua Quinze. Atualmente, além de fazer roteiros como o do filme O Invasor, escreve um tipo de literatura que vale a pena dar uma olhada. Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios e Faroeste são dois exemplos - mas acho que muita gente aqui já sabe.

Apesar da resistência das professoras de minha época que queriam - sei lá com que propriedade, já que o esporte preferido delas era bocejar em frente à classe, enquanto escreviam bobagens inúteis no quadro negro – adotar Eça de Queiroz, por exemplo, os livros da editora Ática ampliaram o imaginário de muitas crianças. Que estão hoje na casa dos trinta e têm alguma boa lembrança relacionada à série Vaga-Lume.


Estes livros foram para mim o que chamo, obviamente com outro sentido, de Romances de Formação (o plural é de minha responsabilidade; o uso indiscriminado e tresloucado do termo também). Numa utilização literal das duas palavras – “romance” e “formação” -, arrisco dizer que fui “formado” por eles. Minhas referências inicias de fantasia, criatividade, sentimentalismo e aquele tipo de ética entre os humanos, muito além das meras regras de educação, conduta e amizade, surgiram daquelas tardes em que eu, sossegado da vida, fechava a porta do quarto e lia. Enquanto meus tios e tias...bem, vocês já sabem do resto.


E, em tempos de rede mundial, blogs, velocidade desenfreada, bytes, DVD, games e outras ondas, a coleção ainda continua a fazer sua parte. Não pecando pelo saudosismo tolo – aquele suspiro melancólico, dos tempos em que não havia internet e etc. – mas se renovando e tentando manter atuais seus temas e autores. Num país onde se vive reclamando de que pouco se lê, é legal ver alguns guris passando com seus livros na mão. Concentrados, enquanto mastigam aquele pãozinho com queijo meio ressecado sem muita convicção. Lendo e deixando a imaginação dar uma volta.


Por mais que alguns ainda defendam a tese de que este tipo de literatura é menor, creio que não há melhor forma de iniciar alguém no hábito da leitura. Aliado aos quadrinhos, que são outra fonte de inspiração; uma arte em si. Não se trata de defender um país somente "...feito de homens e livros", como diria o Monteiro Lobato. Um monte de garotos e garotas enfileirados, com dicionários nas mãos e uma puta vontade de bater uma bolinha não seria lá meu ideal de felicidade. E sei que o Lobato também tinha um grande respeito por eles e elas. Só que o excesso leva a alienação. Seja ele a sistemática leitura de Dostoievsky ou a tal bolinha no fim da tarde. Crianças precisam de referências fantasiosas, não ficarem enfiadas em igrejas remoendo o pecado e aquilo que chamam por aí de expiação; necessitam de livros fundamentais, mas não moralizantes - o tipo de moral parcial e limitadora.


Tanto o Harry Potter, quanto o Menino Maluquinho, do grande Ziraldo, são importantes. Ver aquelas filas imensas de meninos e meninas quietos e cansados, cantando o hino nacional - prática ainda muito comum nas escolas públicas -, para depois irem pra suas salas e apenas repetir fórmulas, regras e medos, é ter a certeza de que estamos podando-os. É detonar potenciais artistas, escritores, jogadores de futebol, gamers, programadores - e nem vou entrar na discussão da qualidade educacional no velho Brasil; deixo para especialistas e estudiosos. Convertendo-os em meros macacos de circo. Então, por que não trazer para eles um pouco das fábulas? Qual o problema nisso?


Mesmo que depois os quadrinhos viessem fazendo uma verdadeira devassa, com Conan à frente dessa invasão bárbara. Ainda que, com o passar do tempo, outros livros mais cabeças, esclarecedores e supostamente instrutivos surgissem e tomassem de assalto minha velha estante de ferro, tenho boas lembranças daqueles livrinhos finos. Com suas capas coloridas e suas ilustrações magistrais. Que, pelo que vejo por aí, continuam a fazer seus estragos nas novas cabecinhas. Ao menos nas dos guris que gostam, apesar das telas iluminadas e sedutoras do word, de livros.






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SILVASSA
 

Vão desculpando, mas não achei nenhuma imagem decente.

SILVASSA · Salvador, BA 8/3/2007 15:16
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toinho.castro
 

boa lembrança... também eu passei pela "escola" da coleção vagalume... era uma verdadeiro encanto. lembro de uns livros de maria josé dupret... acho que "a montanha encantada" e a "mina de ouro", da coleção cachorrinho samba, que eram ótimos.

toinho.castro · Rio de Janeiro, RJ 9/3/2007 11:24
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SILVASSA
 

por acaso a Montanha Encantada é um de capa azul?

abçs

SILVASSA · Salvador, BA 9/3/2007 14:22
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Helena Aragão
 

Outro dia vi o Marçal Aquino contando numa palestra que parou de escrever para a série depois que percebeu que no Manual de Atividades (não lembro se era esse mesmo o nome) havia perguntas que ele mesmo não sabia como responder. As professoras juravam que se não tivessem essas atividades sobre os livros, ninguém leria. Engraçado, não é a lembrança que tenho, também adorava esses livrinhos...

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 9/3/2007 17:52
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SILVASSA
 

O caderno de atividades...sei. Bem, nem eu conseguia responder aquilo direito. Sei lá, quando lia alguma história, ficava só com as impressões. Não conseguia responder nada de concreto.

Abçs

SILVASSA · Salvador, BA 9/3/2007 23:02
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toinho.castro
 

sim... a montanha encantada tinha a capa azul!!!
esse livro ainda está em catálogo.

sim, helena... eu lia e não estava nem aí para as tais atividades. lia sem obrigações de colégio. o caso da borboleta atíria e o menino de asas me marcaram.

toinho.castro · Rio de Janeiro, RJ 10/3/2007 02:22
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Egeu Laus
 

Além de formar leitores forma a própria literatura:
"A continuidade de uma literatura é essencial para sua grandeza; e é sobretudo função dos escritores secundários preservar esta continuidade, e oferecer um conjunto de obras que não serão necessariamente lidas pela posteridade mas que desempenham grande papel na formação do elo entre aqueles escritores que continuarão a ser lidos". (T.S. Eliot)

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 10/3/2007 17:03
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SILVASSA
 

Egeu, matou a questão!

abçs

SILVASSA · Salvador, BA 10/3/2007 17:07
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Egeu Laus
 

Deixamos passar um errinho lá no titulo, será que a moderação conserta?

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 10/3/2007 18:39
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Tom Damatta
 

Você tem um texto excelente, Gustavo. Estou com Egeu na citação acima. Sobre isso de errinhos passarem aqui (mesmo depois do tempo que temos para correções nas filas de edição), acho que seria interessante criarmos um ponto de discussão sobre o assunto no Overmundo. Quem sabe no Observatório. Entendo que o pessoal que administra o site deve ter ferramentas para ajustes posteriores.

Tom Damatta · Araguaína, TO 10/3/2007 19:21
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SILVASSA
 

Tom, com certeza. Não acho injusto algumas pessoas terem essa possibiblidade de correção e até de decisão.

Valeu pelos elogios forte abçs

SILVASSA · Salvador, BA 10/3/2007 23:07
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Roberto Maxwell
 

Adoro essa colecao. Foram os primeiros livros que eu li. aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Roberto Maxwell · Japão , WW 10/3/2007 23:56
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Fábio Fernandes
 

Que texto bacana, Gustavo! A Coleção Vaga-Lume também fez parte da minha infância. (Meu primeiro livro dela foi A Ilha Perdida, se não me engano da Maria José Dupré. Spharion foi outro que mexeu com a minha imaginação de proto-leitor de ficção científica. E qual não foi a minha surpresa quando, no ano passado, ao entrevistar o Marçal para um livro, descobri que ele também havia sido autor dessa coleção? (Mas eu nunca li um livro dele na Vaga-Lume, infelizmente, embora seja fã de seus livros hoje em dia). Belíssima lembrança que você resgata aqui para nós. Obrigado.

Fábio Fernandes · São Paulo, SP 11/3/2007 10:10
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Marcela Fells
 

A vagalume não me marcou mutio, a coleção que foi muito importante na minha formação foi a "veredas" da editora Moderna. Mas vaglume foi bom também, há e hoje em dia eu sigo caçando os livros da coleção "cantadas literarias" da editora Brasiliense. e eu adorei o texto.

Marcela Fells · Belo Horizonte, MG 11/3/2007 12:12
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Arthur Torres
 

"Cem noites Tapuias" fazia parte desta coleção? Lembro-me de ter lido nesta mesma época, porém não o vejo figurando na lista no site da Ática.
Abraços.

Arthur Torres · Paraíba do Sul, RJ 11/3/2007 13:20
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Marcelo Cabral
 

Que massa! Coleção Vaga Lume, desenterrou hein? O menino de asas, Um cadáver ouve rádio, O caso da borboleta Atíria, etc, etc, estão todos aqui atrás de mim, na minha querida estante de livros e quadrinhos.

A maneira que ensinam literatura no Brasil é sem noção demais, ensinam a não gostar de ler, a verdade é que se você tem 15 anos e te colocam pra ler Lucíola do José de Alencar, que é muito chato demais, e aquilo for uma referência do que é um bom livro, você não vai querer ler mais nada depois mesmo. Minha sorte é que quando me mandaram ler isso na escola eu já era fã da coleção Vaga Lume, dos livros de fantasia de escritores ingleses, quadrinhos, etc.

Uma opinião, colocar o Harry Potter no mesmo nível do Menino Maluquinho do magistral Ziraldo não dá. Como sou fã de literatura de fantasia infanto-juvenil, só consegui ler algumas paginas daquela coisa, aquele primeiro do Harry Potter, parei quando ele vai em um banco onde duendes banqueiros fazem um empréstimo pra ele comprar sua varinha e sua vassourinha, daí ele vai numa loja de bruxos e compra uma varinha top de linha e uma vassoura chamada “Nimbus 2000”. Por favor né? Um mago que se preze precisa subir e descer incontáveis montanhas geladas, entrar em uma caverna aterrorizante e tirar sua varinha ou vassoura ou outro instrumento de poder mais criativo de dentro da garganta de um dragão louco da vida.

“Nimbus 2000” putz :(

Marcelo Cabral · Maceió, AL 11/3/2007 13:47
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Pedro Vianna
 

Também lembro de ter tido um dos primeiros contatos com literatura a partir de um desses livrinhos, que em minha escola costumavam chamar de "Leitura Obrigatória". O nome do livro não lembro ao certo, era alguma coisa tipo "Bilo: O pai de todos". Foi a primeira vez que me emocionei com uma leitura. Era a estória de um garotinho que perdia po pai e tinha que virar bóia fria para sustentar a família. Será que alguém leu esse?

Pedro Vianna · Belém, PA 11/3/2007 14:15
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Marcelo Cabral
 

Outra coleção importante da editora Atica: Para gostar de ler

Uns livrinhos fininhos, coletâneas de contos e crônicas de diversos autores, muito bom.

Marcelo Cabral · Maceió, AL 11/3/2007 14:16
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Fabinca
 

Alguém tem alguma sugestão a respeito de como ajudar as pessoas a se tornarem leitores depois de adultos?

Algumas leituras deveriam ser lidas na infância - não é a mesma coisa se forem lidas pela primeira vez na idade adulta. Quando a família ou a escola não oportuniza essas leituras, parece haver um vácuo na formação. As pessoas terminam o ensino médio sem ter lido absolutamente nada e odiando ler (com base na experiência das leituras obrigatórias solicitadas pelos professores, que de fato não leram e sobre as quais responderam respostas ou conseguiram um resumo).

Parto do pressuposto que ler e escrever são atividades importantes para todas as pessoas e que ler literatura é essencial para aprender a ler e escrever diferentes tipos de textos.

Fabinca · Bento Gonçalves, RS 11/3/2007 14:55
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apple
 

Tb li bastante desses livros. A professora de português (a mesma da quinta até a oitava série) ajudou a turma a montar uma biblioteca da turma e gerenciá-la. Fora que a gente tinha que fazer o dinheiro tb para comprar os livros (a gente geralmente vendia doces, fazia rifas, ...) . Daí, a gente ia lendo e discutindo.

Só que podia ler os outros livros tb, manchetes de jornais e toda aula a gente discutia, interpretava, ... depois que começava aquela parte mais de gramática.

apple · Juiz de Fora, MG 11/3/2007 16:54
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apple
 

Ah! Esqueci de dizer que a gente que ia escolhendo os títulos no catálogo da editora. A minha mãe não dava dinheiro em hipótese alguma para comprar esses livros pq iria atrapalhar a atividade e blá blá blá... outros tempos em q se podia ficar na rua p/ vender alguma coisa.

apple · Juiz de Fora, MG 11/3/2007 17:26
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SILVASSA
 

Fábio,
Spharion foi foda mesmo. lembro do inspetor Pimentel, de uma onda com carbono 14. muito bom! Abração

Marcela,
dessa outra coleção não me recordo não. a Brasiliense foi outra fundamental para a literatura brazuca. bom que você curtiu o texto.

Arthur,
não me recordo se Cem Noites... era da vaga-lume. mas lembro vagamente do livro. de qualquer forma dei uma fuçada e achei isto . Abração

Marcelo,
tenho inveja de vc. ainda tem os livros aí. eu de fato só tinha, como meu mesmo Spharion e A Serra dos Dois Meninos. concordo com você. ler Lucíola é foda, chato pacas.
ao meu ver, o Harry Potter (que nunca li, é bom frisar) não chega a ser melhor que o Menino Maluquinho. Ziraldo é muito melhor...mas nem tenho como comparar direito, é um fato. mas como fantasia, serve. além do mais, o fabuloso que hoje é difundido tem suas diferenças em relação à "nossa".
banqueiros e varinhas último modelo são mais próximos da realidade de hoje. o que não quer dizer que seja bom, concordo plenamente contigo. mas, vamos dar uma chance. mais sobre isso, clica aqui. abração

Pedro,
na minha escola, apesar da cara feia das professoras, a Vaga-lume era obrigatório. graças! esse livro que vc leu não li não. abração

Marcelo,
eu li uma dessas. foi a primeira vez que li Clarice Lispector, e o conto da galinha que fugia pela vizinhança, por cima do telhado uma onda...e Stanislaw Ponte Preta (com o impagável conto da velhinha com a motocicleta...acho que era dele mesmo). outra boa dica. abração

Fabinca,
também acho que algumas leituras, sejam elças em suporte digital ou papel, devam ser iniciadas o quanto antes. é fundamental. abração

Criss,
sua professora é uma grande exceção nesse nosso ensino. grande figura. abração. e sua mãe tava equivocada, enfim.

todos tenham uma vida longa!

SILVASSA · Salvador, BA 11/3/2007 19:18
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SILVASSA
 

Roberto,
esse aaaaaaaaaaaaaaa diz tudo. abração

SILVASSA · Salvador, BA 11/3/2007 19:28
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Marcelo Cabral
 

Gustavo, que texto maravilhoso esse seu do Rinoceronte de Fellini
Muito bom mesmo! Parabéns! publica ele por aqui
Abração

Marcelo Cabral · Maceió, AL 11/3/2007 19:31
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Adroaldo Bauer
 

Passei na escola antes desta coleção chegar. Inda líamos no primário o Monteiro Lobato, que foi caçado das salas pela diatudar dos milicos associados aos estadunidenses. Depois, a Mirna Appel, no ginásio (era assim o segundo grau) leu e interessou muito aluno na literatura brasileira, além de permitir o aprendizado de Português (Salve, Mirna, onde estiveres) em um ambiente de muito carinho e respeito pela língua e as pessoas.
Não acho que se deva adota Elliot para dizer que há maiores e menores, entre os que escrevem. Nem que aquele conceito seja tão válido para generalizar sobre os que continuem a ser lidos. A indústria cultural continua governando ~(por pouco tempo, é óbvio) o que vai ser lido.
Resistir continua sendo preciso.
Gostei do teu apanhado, das reminiscências. Minha primeira leitura foi de quadrinhos, antes de entrar na escola.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 11/3/2007 19:38
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apple
 

É, Gustavo ... a minha mãe era meio autoritária e achava que eu tinha que participar de toooooooodas as atividades da escola, gostasse eu ou não ... inclusive vender os tais doces. Daí, se ela fornecesse o dinheiro, eu não venderia... Pior... Só que foi uma atividade boa, vendo depois...

apple · Juiz de Fora, MG 11/3/2007 19:52
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Marcus Assunção
 

cara, lembrou do Spharion...vou até ver se ainda tem aqui em casa. Li a maioria dos livros da Coleção Vagalume. Quem merece uma menção honrosa também é o Marcos Rey, do "Mistério do Cinco Estrelas" e outros. Abraço!

Marcus Assunção · São João del Rei, MG 11/3/2007 19:55
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SILVASSA
 

Marcelão,
valeu pelo elogio. mas é um texto fora da proposta daqui.

Adroaldo,
o conceito do Elliot tem sim alguns equívocos, concordo. creio que todos os escritores, todos que ficam, de alguma forma registrados em nossa "formação" se tornam eternos. a posteridade, por menor que seja, sempre os lembrará.
veja seu caso, tá citando uma escritoa cujo nome nunca ouvi falar. daí, que me interessei. e buscarei algo dela. é daí que ela ressurge.

o que Elliot quis dizer, no meu entender, é que lemos algusn lviros que, depois, a gente vê que nunca leria de novo (meu caso tenho alguns exemplos). por obrigação, ou sei lá o que. abração

Criss,
o futuro muitas vezes converte coisas supstamente ruins em boas lembranças. eu tenho um milhão destas. é meio que nossa marca d´água (parafreseando Henry Miller, um deus pra mim)

Marcus,
Marcos Rey é muito bom. e também vou reler Spharion. se tivesse grana, montava um filme com ele.

vida longa a todos!

SILVASSA · Salvador, BA 11/3/2007 20:21
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Mario C.
 

Grande coleção vaga-lume! Não me lembro qual foi o meu primeiro, mas os do Marcos Rey sem sombra de dúvidas foram meus preferidos.
Outro dia vi o irmão mais novo de um amigo, um moleque de 11 anos, indo pro quarto com um exemplar de "A Ilha Perdida" nas mãos, logo depois de jogar seu vídeo-game. Pensei automativamente: "Esse aí está no caminho."

Mario C. · Belo Horizonte, MG 11/3/2007 20:57
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Caronte
 

Não apenas ler o excelente texto, mas observar os comentários também é uma tarefa interessante, porque cada um destaca um ponto e a lista vira um mosaico. Alguns lembraram de suas experiências pessoais, outros da coleção ou de coleções similares, mas ninguém atentou para a "delinqüência" do autor, singular delinqüência, daquelas que serviu de ponto de partida para um texto e que poderia até servir de argumento para um livro ou algo mais verticalizado ou horizontalizado, ou quem sabe piramidal ou esférico (se é que vocês me entendem...). Algo do tipo "O homem que roubava livros" ou "Os livros que roubavam um homem".

Ler um livro não é simplesmente pegar um livro e destrinchá-lo do começo ao fim. Penso que o livro se transforma numa espécie de espelho da própria vida, e é necessário ver o mundo para ler os livros e ler os livros para ler o mundo. A relação de significados se enriquece quanto mais referências tivermos. Assim, talvez muito se discuta que as pessoas devam ler, mas nunca quando ler, como ler, o que ler. Tivesse lido um Dostoiévski em precoce adolescência, não teria tido a impressão que tive quando o li, não faz muito tempo. E os livros infanto-juvenis, como esses da Editora Ática, da Série Vaga-Lume, vejo que eram muito adequados para a época em que os li. São na sua maioria aventuras ou detetivescos (como o célebre "Um Cadáver Ouve Rádio" de Marcos Rey, apontaria como o mais paulistano dos escritores, sem por isso deixar de ser universal) e que, por si só, tem o condão de trazer paixão à literatura, ainda que às vezes empurrado goela abaixo por professores que não tem o mínimo interesse em insuflar interesse pela matéria (desinteresse que gera desinteresse), talvez por falta de condições de trabalho e formação, mas especialmente, por falta da vocação de ensinar e transmitir gosto pelo conhecimento.

A concorrência aos livros hoje parece bem mais terrível, diria que antes até que reinavam ("Reinações de Narizinho", o livro que ainda preciso ler) nas estantes e nas mentes de alguma garotada que queria viajar sem viajar e sem entretanto se ralar em outras viagens perigosas. Mas os tempos de Playstation, de DVD, celulares, ipods, da velha e malfadada televisão (saudades de desenhos antigos), desta internet, talvez não sejam muito diferentes (talvez um pouco mais trágicos, menos românticos, quem sabe) das brincadeiras de rua ou de campo, "peladas", pipa, bolinha de gude que rivalizavam com o gosto por essas aventuras da imaginação, pelo menos nesse aspecto. Sem contar aqueles muitos que, como nos dramáticos livros de Dickens, nem sequer tiveram direito a uma infância (quanto mais a uma infância direita).

Cada geração tem os seus livros "iniciais", bem como sua forma característica de começar a lê-los. Outrora foi a curiosidade, depois a imposição escolar, hoje a onda comercial. Ninguém começa (ou ao menos ninguém deveria começar) com José de Alencar, Raul Pompéia, Euclides da Cunha ou Guimarães Rosa, mas com Monteiro Lobato (que se bobear, hoje soa difícil), ou então a série Vaga-Lume, ou o atual Harry Potter. Para juntar mais um tijolinho nessa construção a mil mãos, lembro-lhes um escritor muito interessante, que une literatura, matemática e outras culturas: Malba Tahan. Essencial. Saint-Exupery, "O Pequeno Príncipe", malhado por muitos (mas nunca o será por mim), é bom começo de leitura. A série "Para Gostar de Ler", já citada. "O Segredo da Casa Amarela", de Giselda Laporta Nicolelis, é bem interessante. Alguns torcem o nariz para grandes romances adaptados, mas acho que se estimula o prazer pela leitura, é válido.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaa para todos (grande idéia para uma saudação, bem melhor que anauê), e grandes leituras no porvir.

Caronte · São Paulo, SP 11/3/2007 22:08
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Fabinca
 

"Assim, talvez muito se discuta que as pessoas devam ler, mas nunca quando ler, como ler, o que ler."

De fato, Caronte, há pouca orientação sobre a leitura - as pessoas lêem muita coisa ruim por não terem acesso a leituras melhores. Na escola, fala-se que "ler é bom", mas poucos são os professores capazes de indicar boas leituras para iniciantes.

Aliás, citaste ótimas para crianças e adolescentes? Tens sugestões para adultos?

Volta à pergunta: como os adultos podem se interessar pela leitura de literatura se perderam a oportunidade de ler boa literatura infantil e juvenil na idade em que deveriam ter tido este direito?

Fabinca · Bento Gonçalves, RS 11/3/2007 23:14
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Caronte
 

Por doses homeopáticas. Dificilmente recomendaria algo do porte de um Dom Quixote ou Anna Karenina. Boas referências seriam buscadas naquilo que um adulto viveu, obras de contexto espacial e temporal que sejam acessíveis à compreensão. Ou seja, talvez o melhor caminho fosse a experiência que esse adulto teve, para escolher o tipo de literatura "inicial". Existem muitas referências na indústria do entretenimento e no folclore que podem ser utilizadas na introdução à literatura (até os desenhos da Disney podem servir).

Talvez experiências similares noutros campos possam ajudar a encontrar soluções:

http://www.ccs.ufpb.br/depcir/andrag.html
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=44973

Quanto às obras, até pela pluralidade de gostos e experiências, seria difícil apontar este ou aquele livro, mas daria uma sugestão pessoal: livros de contos ou narrativas curtas, como os de Sherlock Holmes (Conan Doyle). Adquirindo gosto pela coisa, é possível que o adulto faça seu caminho, caminhe por suas próprias pernas. É tarefa difícil julgar o que seja boa leitura. O ideal seria que as pessoas construíssem seu próprio conceito. Os clássicos são referência. Mas ler "Os Três Mosqueteiros", "Viagens de Gulliver" ou "O Último dos Moicanos" é diferente de ler "Iracema", "Os Sertões" ou "O Ateneu". Para uma iniciação, os primeiros me parecem mais adequados que os segundos. Mas pode ser apenas uma opinião pessoal.

Caronte · São Paulo, SP 12/3/2007 00:02
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Marcus Assunção
 

Rubem Fonseca da fase boa...Coleira do Cão. Não há como ficar indiferente.

Marcus Assunção · São João del Rei, MG 12/3/2007 00:09
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SILVASSA
 

Mário C.,
valeu. o guri tá jo caminho certo mesmo.

Caronte,
de fato, você observou a questão da 'deliquência'. a relação livro/pessoa deve ser muito maior que simplesmente a leitura e eventuais entendimentos. tem de ser algo muito maior.
muito obrigado pelas considerações!

SILVASSA · Salvador, BA 12/3/2007 08:46
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tita blister
 

O "Escaravelho do Diabo", da coleção Vaga-Lume foi meu primeiro livro.
Interessante como a literatura vai mudando conforme a nossa " opção" de vida. Mas depois dos 30 a gente assume melhor o que deseja ler, sem medo de comentários do tipo TÁ LENDO ISSO? ( no meu caso estava lendo " O desespero Humano, de Soren Kierkegaard, que não terminei.)
Engraçado como vejo livros de auto-ajuda nas coisas das pessoas aqui do meu trabalho. Sei que não se discute as escolhas literárias, mas esse tipo de livro, na minha opinião, é o mais boring que existe.

tita blister · Curitiba, PR 12/3/2007 08:52
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Yusseff Abrahim
 

Que coisa!
Acabo de voltar de uma viagem pelo interior do Amazonas. Deixei na escola da comunidade de Santa Luzia do Buiuçuzinho (no interior do município de Coari) justamete toda a minha Coleção Vaga-Lume.
Parabéns Gustavo!
E obrigado, me senti muito bem lendo este texto.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 12/3/2007 11:04
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Yusseff Abrahim
 

Ah, sim!
Caro amigo Fábio Fernandes... temos a mesma trajetória e impressões sobre a coleção. Meu primeiro livro foi A Ilha Perdida para a escola, depois, acho que li Spharion mais de dez vezes... adorava perceber os sinais da trama que se encaixariam no final, este livro uma grande aula... Como a maioria da coleção, pedi para comprarem Spharion por pura curiosidade e não a pedido da escola para atividades.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 12/3/2007 11:13
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dMart
 

Que BELEZA este artigo, Gustavo!

"O Mistério do Cinco Estrelas", do Marcos Rey, foi o primeiro livro que li na minha vida. Estava na 1ª série, com 7 anos. Curti tanto a aventura policial que a li 8 vezes. Na sequência!

Dias desses, antes de emprestar para o meu filho, reli o fantástico "Spharion", da Lúcia Machado de Almeida, já citado aqui. Aliás, ela é autora de ótimos livros policiais e de fantasia como as aventuras de "Xisto", "O Escaravelho do Diabo" e "O Caso da Borboleta Atíria". Ainda sobre o "Spharion" e "Xisto". São livros que mereceriam virar filme. Muito melhor que o "Código da Vinci" e Harry Potter.

Posso afirmar que a coleção Vaga-Lume, da editora Ática, foi fundamental para a minha formação literária. Muito disso, pilha de minha mãe, professora de língua portuguesa.

Depois disto, enveredei por Monteiro Lobato com os clássicos "Os Doze Trabalhos de Hércules" e "Reinações de Narizinho". E vale citar a coleção "Jovens do Mundo Todo", da editora Brasiliense. Tem livros bacanas como "Elas Liam Romances Policiais" e "O Rastro", da Isa Silveira Leal, "Gran Circo das Américas", do Cristóvão Tezza, "A Montanha Partida", da Odette de Barros Mott e outros autores.

Além da coleção "Para Gostar de Ler", também da Ática - que reunia feras como Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Machado de Assis, Moacyr Scliar, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Fernando Sabino, Erico Verissimo, Orígenes Lessa, Guimarães Rosa e outros - vale citar as coleções "Sete Contos: Setencantos", da editora FTD, e a "Terramarear", da Companhia Editora Nacional. Um dos livros desta última coleção citada, "A Cidade Sepultada", de Jesus de Aragón, é traduzido por (olha ele aí de novo) Rubem Braga.

Bueno, isto tudo me levou a ler outros autores estrangeiros. "Caninos Brancos", de Jack London, "A Ilha do Tesouro", de Robert Louis Stevenson e, é claro, o maravilhoso Júlio Verne.

Vale a pena citar a coleção "Edição Maravilhosa em Cores", da editora Brasil-América que adaptou para a HQ vários livros do Júlio Verme. Esta coleçao me fez enveredar de vez para o universo das história em quadrinhos. Mas isto já é outra história. Não vou monopolizar o assunto aqui.

Snif. Snif. Cheguei a emociar! Curti tanto que escaneei as capas de vários livros citados neste comentário e vou publicar nos blogs RodrigoNS e txtdMart. Daqui a pouco, já estará no ar. Quem quiser matar a saudae, é só chegar.

Mais uma vez, parabéns Gustavo Rios, por nos proporcionar esta verdadeira viagem à infância e à adolescência. E que este espírito juvenil permaneça entranhado em nossas vidas.

Baita abraço a todos!

dMart · Porto Alegre, RS 12/3/2007 13:14
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dMart
 

ufa!

demorou um pouco. mas estão lá algumas capas citados no comentário acima.

http://rodrigons.blogspot.com
http://txtdmart.blogspot.com

Boa curtição!

dMart · Porto Alegre, RS 12/3/2007 14:38
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SILVASSA
 

Tita,
depois dos 30 com certeza a coisa melhora. e muito. a gente se senta mais firme, convicto. e corajoso.
abração

Yussef,
bela coincidência. uma das coisas que acontecem ao mesmo tempo. e que nos fazem meio que botar fé em coisas bacanas acontecendo por aí. além do mais, louvemos suas iniciativas (que vi, em outros textos teus por aqui)

dMart,
antes de mais nada, não se trata de pura retribuição ao que vc escreveu. se observar, já tinha dito, com poucas palavras, o que achei da novela gráfica, antes deste texto aqui. também sou daqueles que curtem trabalhos bem feitos. Neil gailman, Frank Miller o Bill Sienkiewicz (genial). no Brasil o Lourenço Mutarelli e...bem, tantos outros.
o que pude fazer foi retribuir. de forma simples e suscinta.

abração

vida longa a todos!

SILVASSA · Salvador, BA 12/3/2007 21:31
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Arthur Torres
 

Olá, Gustavo.
Quero destacar a sua colaboração como feliz e oportuna, que nos possibilitou a lembrança dos tempos idos da vida escolar! Legal pra caramba!.
Legal também foi ler o comentário do(a) CARONTE, citando MALBA TAHAN, que para mim é um injustiçado por não ter divulgadas(como deveriam) suas obras. Acabo de ler pela enésima vez "MAKTUB!"; É isto mesmo! MAKTUB! de MALBA TAHAN, qualquer semelhança é, para mim, mero plágio do nosso "mago" padrão global.
Outras obras de MALBA TAHAN:
O homem que calculava.
Lendas do céu e da terra.
Mil histórias sem fim.
E outras mais,
Valeu!

Abraços.



Arthur Torres · Paraíba do Sul, RJ 12/3/2007 23:09
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SILVASSA
 

Arthur,

valeu bróder
vida longa a ti

SILVASSA · Salvador, BA 15/3/2007 08:44
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Marcelo V.
 

Também comecei a ler com a Vaga-Lume (que, nas edições mais antigas, era hippie, de chinelo, correntinha e fazendo o símbolo da paz! Nos anos 80, o mascote da coleção foi se "aburguesando" e passou a usar tênis, hehehe), e a li praticamente inteira; o primeiro foi "Zezinho, o Dono da Porquinha Preta", mas meus preferidos eram os do Marcos Rey (a série de detetives paulistanos adolescentes iniciada por "O Mistério do Cinco Estrelas").

Marcelo V. · São Paulo, SP 31/3/2007 14:55
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SILVASSA
 

Marcelo,

o Marcos Rey foi um dos principais ali. abçs

SILVASSA · Salvador, BA 31/3/2007 19:37
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Marcelo Moutinho
 

Como esquecer "O mistério do Cinco Estrelas", "O rapto do garoto dourado", "A primeira reportagem"?

Marcelo Moutinho · Rio de Janeiro, RJ 29/7/2008 18:17
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Déa Carmel
 

Poxa... isso tudo só me faz querer, ainda mais, encontar este meu passado e presentear meu filho de 9 anos (leitor voraz) para perceber sua reação, conversar com ele após a leitura e saber se sente hoje o que senti antes.

Déa Carmel · Salvador, BA 2/12/2008 19:56
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Tailine hijaz
 

É...apesar de eu ser da década de 90 {tenho 16 anos}, também cresci lendo a Coleção Vaga Lume. Simplesmente me apaixonei pelos livros de Marcos Rey e cia.
O primeiro que li foi o "Mistério do Cinco Estrelas". Muito bom mesmo... de repente me via na história tentando resolver o mistério com Léo e Gino...rsrsrs
Um dia minha mãe me viu lendo Spharion na cama e veio dizendo gritando que também tinha lido na adolescência [e tinha ficado com o maior medo na época..kkk].
Acho que aí é que está a importância da coleção vaga lume. Ela vem ultrapassando gerações.
Minha mãe leu na década de 80, eu em 90 e minha irmã agora.
*Ela adorou 12 horas de terror*.
Tenho certeza que foi por causa dessa coleção que tornei-me uma leitora extremamente assídua agora..rs

^^

Ah, também estou tentando juntar todos os livros da coleção. Tem um sebo aqui na minha cidade que vende cada livro, em ótimo estado por R$3,00 ou R$4,00!

^.-

Tailine hijaz · Criciúma, SC 14/1/2009 10:51
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