Reproduzo aqui, entrevista concedida ao "Portal do Sertão" pelo professor Luiz Mott, em 10 de junho de 2006
Quando decidimos criar uma seção de entrevistas no “Portal do Sertão” achei que não poderia haver melhor pessoa para inaugurá-lo do que o professor Luiz Mott. Cheguei a esta conclusão, em primeiro lugar, porque ele será o palestrante que fará o encerramento das solenidades de lançamento do Portal. Mas principalmente porque, apesar de ainda muito pouco conhecido em nosso Estado, sua contribuição para o conhecimento de nosso passado é de extrema relevância, como verão abaixo.
A entrevista, feita por E-mail, encontrou o professor participando, em Florianópolis, de um Congresso GLBT (Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais) promovido pela Central Única dos Trabalhadores. Mott confessou: “não é sempre que gasto tanto tempo assim com entrevistas, acho que a Esperança Garcia e a tal mestiça do sabá me incorporaram...” Mas valeu a pena! Tenho certeza de que vocês vão adorá-la!
Beijos e abraços
Do Joca Oeiras, o anjo andarilho
(Assessor de Imprensa da FNT – jocaoeiras@hotmail.com.br)
Portal do Sertão: Paulistano de nascimento, mineiro na adolescência, baiano há um quarto
de século", como você mesmo diz. O que o levou a interessar-se, há mais de vinte anos, pelo Piauí Colonial?
Luiz Mott: Formei-me em Ciências Sociais na USP, em plena ditadura militar. Embora tenha me especializado em Antropologia, logo descobri que gostava mais de investigar a vida social no passado, daí ter-me enveredado pela Etno-História, que é um casamento bem sucedido da Antropologia com a Historiografia. Ao realizar minhas primeiras pesquisas sobre a história social do Brasil Colônia nos Arquivos de Portugal, por acaso deparei-me com inúmeros manuscritos interessantíssimos sobre o Piauí Colonial, área que não conhecia mas que se tornou um de meus “xodós” acadêmicos. A descoberta, no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa, de um longo documento “ Descrição da Capitania de São José do Piauí”, dos meados do século XVIII, de autoria do Ouvidor Durão, foi fundamental para que me tornasse “piauiólogo”, pois trata-se da mais completa e inteligente descrição setecentista desta Capitania, documento que me serviu de guia para aprofundar a investigação de sua história demográfica e social.
Portal do Sertão: Conte como e onde se desenvolveram as pesquisas. Você esteve muitas vezes no Piauí?
Luiz Mott: Outro fator contribuiu para que me tornasse especialista na etno-história piauiense: tive a felicidade de conhecer o saudoso Prof. Odilon Nunes, (falecido em 1989) que considero o principal historiador desta região, o qual muito me estimulou a prosseguir as investigações, agora também no Arquivo Publico do Piauí, onde então vasculhei grande parte da documentação do período colonial, tendo a felicidade de encontrar muitos documentos inéditos sobre as fazendas de gado dos Jesuítas, sobre a conquista de diversas tribos indígenas, sobre a vida social dos vaqueiros. A partir de então, retornei diversas vezes a Teresina, seja para prosseguir as pesquisas documentais, seja para ministrar conferencias. Em 1985, o Projeto Editorial Petrônio Portela publicou meu livro “Piauí Colonial: População, Economia e Sociedade”, onde reuni cinco artigos divulgados anteriormente em revistas de historia e antropologia. Foi nesta época que realizei pesquisas na Torre do Tombo em Portugal, coletando documentação sobre a atuação do Tribunal da Inquisição nesses sertões, tema até então completamente descurado pela historiografia local.
Portal do Sertão: A descoberta da carta da escrava Esperança Garcia ao governador do Piauí fez com que as pesquisas, de alguma forma, mudassem de rumos?
Luiz Mott: Esperança Garcia foi uma escrava moradora numa das dezenas de fazendas que com a expulsão dos Jesuítas, passaram para a administração governamental, e que em 1770 escreveu uma carta ao Governador do Piauí denunciando os maus-tratos de que era vítima por parte do feitor da fazenda. Salvo erro, é a segunda carta mais antiga até agora conhecida no Brasil manuscrita e assinada por uma escrava negra, e que revela não só os sofrimentos a que estavam condenados os cativos, como o fato de já nos meados do Século XVIII haver mulheres negras alfabetizadas e suficientemente "politizadas" para reivindicar seus direitos e denunciar às autoridades os desmandos de prepostos mais violentos. Além da felicidade de ter descoberto documento tão importante e raro, minha alegria foi maior ainda quando, anos depois, esta negra até então desconhecida passou a simbolizar o ideal de liberdade dos negros do Piauí: foi dado o nome de Esperança Garcia a um hospital em Nazaré do Piauí, em Teresina há o Coletivo de Mulheres Negras “Esperança Garcia” e o dia em que ela datou sua carta, 6 de setembro, passou por lei a ser comemorado o Dia Estadual da Consciência Negra. Para um historiador é a gloria ter um seu "personagem" ressuscitado e elevado a tantas homenagens dois séculos depois de sua morte.
Portal do Sertão: Em suas pesquisas há descobertas sensacionais, como a carta já citada e o saborosíssimo depoimento da mestiça Joana Pereira de Abreu. A que você atribui este resultado? À sorte, ao método ou ao esforço?
Luiz Mott: O ofício de historiador é igual dos antiquários e arqueólogos: a gente vai atrás de pistas, procura aqui, garimpa acolá, e depois de muita labuta, tem a felicidade de se deparar com algumas pérolas preciosas, como esta que achei na Torre do Tombo: Joana Pereira de Abreu era uma escrava mestiça, moradora na Mocha nos meados dos setecentos, protagonista de um dos episódios mais complexos e insólitos da historia religiosa do Brasil Colonial: praticou um ritual diabólico, o famigerado Sabá, reunião orgiástica de feiticeiras com Satanás, ritual medieval muito comum na Europa mas até então nunca documentado na a América Portuguesa. E foi exatamente na Mocha, no Campo dos Enforcados, que ocorreu este “conventículo” de negras e mestiças que socializavam secretamente com um bando de Diabos, exatamente como faziam as bruxas européias perseguidas pela Inquisição. É uma historia de arrepiar os cabelos, riquíssima de informações sobre os costumes sertanejos nas fronteiras do Piauí com Maranhão, artigo que está no prelo para publicação e que certamente vai causar grande “rebu” na historia da vida religiosa do Piauí Colonial.
Portal do Sertão: Você me parece uma pessoa que se dedica intensamente a tudo o que faz, seja à militância gay, seja à vida acadêmica. Como faz para manter tão alto o astral?
Luiz Mott: Acabo de completar 60 anos e receber o título de Cidadão Baiano, o que me honrou muito, pois vivendo há 27 anos em Salvador já era Cidadão Soteropolitano, mas os deputados recusavam me titular devido ao preconceito à minha militância pelos direitos humanos dos homossexuais. Para mim foi uma vitória importantíssima este título, pois prevaleceu o bom senso e a tolerância, considerando que o ser humano deve ser avaliado por seus méritos, qualidades, honestidade, e não por suas preferências amorosas. Sofri muitos preconceitos em minha vida acadêmica e social devido à minha condição de gay militante, mas não me arrependo um só minuto de ter-me assumido, pois para mim, ser homossexual foi uma graça divina! Espero viver muitos anos mais para continuar nessa luta para que se cumpra o ideal sintetizado pelo nosso maior poeta moderno, o bissexual Fernando Pessoa: “O amor que é essencial; o sexo, acidente: pode ser igual, pode ser diferente!”
Portal do Sertão: Oeiras é a chamada "Capital da Fé" no Piauí. Que reação, você imagina, terá o público da sua conferência?
Luiz Mott: Visitarei Oeiras pela primeira vez “ao vivo”, mas a primitiva Mocha é minha velha conhecida, pois há muitos anos estou por dentro de sua historia, dialogo com seus primeiros povoadores, resgatando a conturbada vida de seus moradores, seja brigando com os índios, devastando os sertões à procura do capim mimoso, pelejando com os jesuítas, amedrontando-se com os visitadores do Santo Oficio da Inquisição, realizando calundus e rituais diabólicos. As religiões são dialéticas, evoluem, umas nascem, vicejam, outras declinam, murcham e morrem. As religiões devem ser a escola do amor e da tolerância, do respeito à diversidade, do ecumenismo. Passou o tempo em que a lei era “Roma locuta, causa finita” (Roma falou, acabou a discussão). Vivemos num Estado Laico, onde a censura é proibida, onde a Constituição garante a liberdade religiosa mas também o direito ao ateísmo e ao conhecimento da verdade histórica sobre o passado das crenças religiosas. Passou-se o tempo que os hereges eram apedrejados! A verdade pode doer, pode chocar, mas a mentira é a mãe de todos os erros! E a mentira tem um pai: o Diabo do Campo dos Enforcados!
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Veja o discurso do professor Luiz Mott, proferido no dia 29 de novembro de 2006, no plenario da Assembléia Legislativa do Piauí quando recebeu o título de Cidadão Piauiense.
Grande, grande.
Luis Mota é um incasável cidadão de muitas lides. Um intelectual de respeito, coragem e responsabilidade.
Valeu Joca, um abraço, andre.
Creio que qualquer frase, palavra ou idéia seria redundante ao descrever ou elogiar a luta de Luiz Mott, que, para mim, vai muito além do movimento GLBTT. É cidadania, é justiça social. Temas que ultrapassam a simples sexualidade e se inserem em uma esfera muito maior.
Mas, claro, existe o mito do movimento GLBTT Luiz Mott, do qual sou fã. De qualquer maneira o título foi muito feliz: Luiz Mott, cidadão como eu e você.
Parabéns, Joca. Escolha mais do que feliz!
Beijos!!!
Entrevista prima. Pesquisador incansável o Professor Luiz Mott.
Entrevista que devemos aplaudir. Parabéns.
É prazeroso poder saber mais de tanta gente de valor e emocionante a narrativa sobre a escrava Esperança !
Obrigada !
Joca,
Curiosos e interessantes os dados passados pelo Mott sobre estas informações contidas nos arquivos da Torre dos Tombos. Embora deva sugerir acuidade redobrada na análise da autenticidade ou mesmo veracidade dos docs. e das fontes contidas neste acervo do ultramar português (são apenas a visão oficial do colonizador, certo?), achei que o tema destas duas mulkheres vai dar panos para mangas e estimular muitas outras pesquisas no futuro. Abriu-se uma fresta para estas duas figuras.
Abs
Pois é, Spirito
A carta da Sperança Garcia foi encontrada do Arquivo Público de Teresina e parece ter uma autencidade difícil de suscitar dúvidas. Foi realmente um achado, principalmente para quem sabe da absoluta precariedade como funciona aquela repartição Pública. Quanto à mestiça do sabbat de Oeiras, parece, pelo que o Mott me falou, tratar-se apenas da abertura de um processo inquisitorial que foi posteriormente arquivado.
Talvez seja bom lembrar, foi uma das coisas que me surpreendeu no Piauí a existencia das chamadas "Fazendas Nacionais" -aquelas desapropriadas pelo Marquês de Pombal quando da explusão dos jesuitas de Portugal e do Brasil ( acusados de conspirar para assassinar el rei D José). O fato é que os escravos destas fazendas se denominavam com orgulho, se é que se pode dizer assim, "Escravos da Nação" uma espécie assim, sei lá, de "escravos servidores públicos" e, neste sentido, se sentiam possuidores de direitos. Estes "Escravos da Nação", os poucos homens que sobraram da carnificina da Guerra do Paraguai que foi lutada, você deve saber disto, essencialmente por escravos que o faziam sob a promessa de alforria. Mas eu dizia que os Escravos da Nação – velhos, mulheres e crianças sem condições de empunhar uma arma – foram libertados pela "Lei do Ventre Livre" em 1871.
Pois é, Spirito
A carta da Sperança Garcia foi encontrada do Arquivo Público de Teresina e parece ter uma autencidade difícil de suscitar dúvidas. Foi realmente um achado, principalmente para quem sabe da absoluta precariedade como funciona aquela repartição Pública. Quanto à mestiça do sabbat de Oeiras, parece, pelo que o Mott me falou, tratar-se apenas da abertura de um processo inquisitorial que foi posteriormente arquivado.
Talvez seja bom lembrar, foi uma das coisas que me surpreendeu no Piauí a existencia das chamadas "Fazendas Nacionais" -aquelas desapropriadas pelo Marquês de Pombal quando da explusão dos jesuitas de Portugal e do Brasil ( acusados de conspirar para assassinar el rei D José). O fato é que os escravos destas fazendas se denominavam com orgulho, se é que se pode dizer assim, "Escravos da Nação" uma espécie assim, sei lá, de "escravos servidores públicos" e, neste sentido, se sentiam possuidores de direitos. Estes "Escravos da Nação", os poucos homens que sobraram da carnificina da Guerra do Paraguai que foi lutada, você deve saber disto, essencialmente por escravos que o faziam sob a promessa de alforria. Mas eu dizia que os Escravos da Nação – velhos, mulheres e crianças sem condições de empunhar uma arma – foram libertados pela "Lei do Ventre Livre" em 1871.
Art. 6º: Serão declarados libertos:
§1º: Os escravos pertencentes à Nação, dando-lhes o governo a ocupação que julgar conveniente.
§2º: Os escravos dados em usufruto à Coroa.
§3º: Os escravos das heranças vagas.
§4º: Os escravos abandonados por seus senhores. Se estes os abandonarem por inválidos, serão obrigados a alimentá-los, salvo caso de penúria, sendo os alimentos taxados pelo juiz de órfãos.
§5º: Em geral os escravos libertados em virtude desta lei ficam durante cinco anos sob a inspeção do governo. Eles são obrigados a contratar seus serviços sob pena de serem constrangidos, se viverem vadios, a trabalhar nos estabelecimentos públicos. Cessará, porém, o constrangimento do trabalho sempre que o liberto exibir contrato de serviço
Desculpem o encavalamento.
beijos e abraços do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Joca,
Isto, isto mesmo. Acerca dos escravos que lutaram na Guerra do paraguai, só gostaria de acrescentar que grande parte deles também foram engajados nas tropas para substituir os filhos de seus senhores (e as, vezes os próprios senhores) que, por força de uma providencial lei do período (ou uma chicana jurídica, um artifício, não sei bem), podiam mandar seus escravos para lutar e morrer em seu lugar.
Gente honrada e gloriosa estes proprietários de escravos, não?
Abs
Querido Spirito:
Parte de um relatório apresentado pelo presidente da província do Piauh senhor Manoel do Rego Barros Sousa Leão :
Na informação junta ao memorial de que é falado a V.Exa. e cuja cópia também a V.Exa. o inspector da thesouraria de fazenda antevê algumas dificuldades na idéia proposta pelo cidadão Francisco Parentes, as quaes se farão em considerações e duas espécies.
1º. As despesas que tem o Governo Imperial de fazer com a compra de machinas instrumentos de lavoura, sem os quaes impossível é tentar qualquer cometimento naquele sentido.
2º. A falta de braços também para o mesmo fim, visto como o maior numero dos escravos, que ora existe nas fazendas nacionaes, são do sexo feminino, tendo sido destinado para o serviço da guerra, por ordem do Governo, grande parte dos sexos masculinos de 14 a 50 anos de idade, que foram julgados
aptos para o mesmo serviço, além dos 50 que anteriormente tinham sido remetidos para a fábrica de ferro de Ipanema na província de São Paulo.
Valeu a entevista Joca!
Revelações importantíssima sobre o passado histórico do Piauí, inclsive o regaste de personalidades tão importantes para a história escravocrata do Estado.
Reportagem interessantíma em função das tuas colocações, do conhecimento e da personalidade marcante do entrevistado.
Abraços
Queridos amigos
Estes fatos que nós discutimos na entrevista são os mais espetaculares e notórios dos estudos realizados pelo professor Mott. Sua contribuição para o conhecimento da História do Piauí, no entanto, é bem mais ampla e profunda e está consubstanciada num livro notável e esgotadíssimo denominado
“Piauí Colonial: População, Economia e Sociedade”. A Fundação Nogueira Tapety, onde trabalho, almeja a publicação de uma nova edição, revista e ampliada, deste pequeno grande livro.
relendo e deixando meu votinho! abraços
Berioliveira · Vitória da Conquista, BA 18/3/2008 20:03
Estou arquivando, e vim votar.
um abraço,
andre.
Esta entrevista merece ir para o ar! Luiz Mott merece ser mais conhecido!
Augusto M. Paim · Porto Alegre, RS 19/3/2008 00:58Tudo pela pesquisa Joca. Como você bem sabe, tentar resgatar histórias e recontá-las é um serviço que tento fazer (salvo as devidas proporções e até mesmo comprometimento) e admiro quem o faz. Não conhecia a história desse professor nem, muito menos, o passado escravocrata do Piauí. Sua entrevista foi bastante elucidativa e muito bem conduzida. Só faltou mesmo uma fotografia da carta de "Esperança". Um abraço.
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 19/3/2008 10:45
Joca,
É mais que uma entrevista, é um registro menmorável.
Parabéns.
Presente, Joca.
Admiro a postura e o trabalho do Mott.
Valeu pela iniciativa da entrevista!
Abraço!
Joca, meu querido anjo andarilho,
entrevista primorosa e reveladora, pelo menos para mim, que desconhecia completamente este interesse do Luiz Mott pelo Piauí. Pura ignorância minha. Fiquei superinteressado no livro “Piauí Colonial: População, Economia e Sociedade” e vou tentar comprá-lo aqui no Rio, embora ache difícil encontrá-lo por essas bandas. Pra você ver minha ignorância, mesmo sendo eu oriundo da terra, desconhecia por completo essa incrível e maravilhosa história da escrava Esperança Garcia. Sobre este período, coincidentemente, estou pesquisando sobre a visitação do Santo Ofício ao Brasil, focado na repressão à sexualidade transgressora que alguns índios e mulheres aqui praticavam. Espero mais tarde poder produzir um texto aqui para o Overmundo sobre o tema, que é fascinante. Meus parabéns ademais pela usual competência com que conduziu a entrevista, a despeito da reconhecida inteligência e erudição do Luiz Mott. Foi uma aula de jornalismo e de história. Adorei. Um beijo e um abraço.
Belíssima matéria, Joca!
É preciso preservar a História.
Parabéns!
abraço.
Muito bom trabalho,Joca!!
Excelente entrevista!
Parabéns!
beijos bluezen...
Rai
Queridos amigos:
Ainda hoje de manhã eu estava com receio em relação à publicação devido aos poucos votos pingados até aquela hora. Estou feliz agora. Gostaria de sugerir a todos, no entanto, a leitura do belo discurso pronunciado pelo professor Mott na Assembléia Legislativa do Piauí quando recebeu o merecido título de cidadão piauiense.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Meu anjo andarilho.Parabéns!
Um trabalho que vai além de uma informação.Resgatar histórias é nos devolver um pouco da cidadania .Não entendi o pq do receio.
Eu li com muita atenção.Minha única forma de viajar por esse imenso Brasil.
Um enorme beijo em seu coração.
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