Olha que linda mulher, que está amadurecendo aos poucos...
Maceió, uma cordial receptora de muitos homens e mulheres, mas nunca uma prostituta; uma mulher de respeito que sabe vender o que tem de mais lindo, mas ainda não soube divulgar seus outros potenciais.
O prefeito CÃcero Almeida teve uma idéia muito inteligente de embelezar a cidade, dotá-la de infra-estrutura para receber mais comodamene seus visitantes. A orla, já linda, está mais arrumadinha. Pode-se contemplar o azul turquesa e o verde esmeralda a partir de charmososs mirantes e calçadas ao curso das prais urbanas. Um charme que a prefeitura vai dando no que (e nao apenas) é bonito, aqui.
Sim, eu vi os hotéis chegando, as pousadas, os restaurantes. Eu vi os projetos de mais leitos para turistas. Eu acompanho a evolução do turismo na capital alagoana. Um vocação natural em expansão, ainda que muitos insistam em deteriorar nossas belezas.
Só que Maceió tem muito mais do que a vocação de uma cidade de passeio, de contemplação do pedaço do oceano o qual nos foi concedido. Maceió tem sons, em seus muitos ritmos. Maceió tem caras, tem emoções.
Da mesma forma que a prefeitura se pronunciou pelo embelezamento da cidade, deveria pensar em mostrar o que tem por trás de uma capa. Aqui, há um outro oceano chamado cultura, que não é só aquela musicada e disponÃvel no seu site institucional, para quem quer ouvir a voz e os acordes de maceioenses que labutam pesadamente para um espacinho tão pequeno em nossos 511 km² territoriais.
Com licença, senhor prefeito, mas bem que no próximo aniversário da minha cidade (a começar por aÃ) nós poderÃamos conhecer um pouco mais da nossa cultura, e que o senhor não trouxesse mais aquele sonzinho tão massificado das rádios comerciais da cidade.
A prefeitura não tem convênio com gravadoras e o povo tem direito a conhecer algo com mais qualidade. Aliás, que tal uma programação cultural e permanente na orla que me parece que o senhor tanto ama? Os turistas adorariam, e o nosso povo está precisando muito!
Olá, Cristiano.
A bronca no prefeito é no site da prefeitura!!
Pô, cara! Manda alguma coisa daÃ; Cadê a praia da Sereia, Paripueira, a história do Gogó da Ema( muita gente não conhece), etc...
Abraços.
Pois é... sou convicto da belza daqui, mas não sou a favor de só divulgar isso, portanto minha reflexão. Não é a bronca no prefeito. É um apelo pra que pessoas como você saibam que Maceió vai além de "praia da Sereia, Paripueira, a história do Gogó da Ema( muita gente não conhece), etc..."
Olá, Cristiano.
O casarão onde nasceu o grande Epaminondas Gracindo, mais conhecido como Paulo Gracindo ainda existe? Quando estive por aÃ( já faz tempo estava em ruÃnas) se eu não me engano, era na Pajuçara.
Tem a feira dos Passarinhos!, E também tem a feira de artesanato!.
O eterno Luiz Gonzaga cantava algo assim:"Cadê o gogó da Ema de Maceió...
O Teatro Deodoro, o Trapichão, o Cine Rex na Pajuçara!Ê tempo bom!
Alagoas tem muito mais.
A cidade onde nasceu o Djavan, qual é mesmo?.
A cidade de Paulo Afonso, e os primórdios da geração de energia elétrica da América Latina! A fábrica de linhas de lá!,etc...
Abraços.
Então, muita coisa pra se mostrar aqui... a cidade de Delmiro Gouveia, fica de fora do compromisso da Prefeitura de Maceió. Depois que a prefeitura lançou nota à imprensa dizendo que apostará no embelezamento da cidade, eu pensei: não é só isso que precisamos, não é só isso que pudemos mostrar aos que nos visitam. Recife por exemplo, não é tão abençoada em beleza natural como minha cidade, mas toda vez que eu vou lá... tem muita coisa pra se ver além de lavagem oceânica. Sempre!
Ah... Paulo Afonso é na Bahia =)
Rs rs rs rs rs, valeu!
abraços.
Espero quando vc vier de novo a Maceió, a cidade possa oferecer algo que vá além de recursos materiais.
Abraço, Artur!
Pô camarada! Morei aà quando era moleque, joguei muita bola na Pajuçara. Acordava à s cinco da matina, corria para a praia pra ver o sol nascer!Meu irmão, É difÃcil não registrar um espetáculo deste na lembrança!. Tinha um um grupo folclórico no colégio(Imaculada Conceição) bacana pra caramba!... Pô sorvete de pinha!, Aqui não tem.
Mangaba, pitomba, aqui também não tem! Camarada! Isto aà é o paraÃso!
Abraços.
concordo com o arthur... me desculpe se pareço meio entrão, mas o texto me pareceu mais direcionado para a ouvidoria da prefeitura de maceió...
Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 6/3/2007 23:04
Mattoso, Arthur, o lance é que vcs estão vendo de longe toda essa beleza natural e desconhecem o que vem realmente acontecendo por essas bandas: estão enfeitando e embelezando para vender tudo em Euro.
O Cristiano está dizendo o que todos os nordestinos que amam sua terra querem dizer: não somos só sol e mar, só passeio, brisa e duna, temos cultura pra mostrar e precisamos transformar isso em atração turÃstica.
Claro que muitos sabem o valor cultural da cidade, mas queremos ver as manifestações culturais sair do gueto e da marginalidade para se tornar uma opção real para a comunidade. Só elevando a auto-estima podemos escapar da violência que consome e é potencializada pelo capitalismo que seduz quem está à margem da cadeia produtiva.
Ou seja, não adianta continuar naquela máxima dos tempos da minha avó: "por fora bela viola, por dentro pão bolorento". Se Maceió, Natal e Aracaju (Fortaleza é exemplo do que não deve acontecer) não se cuidarem, podem sofrer intervenções irreparáveis que vão aniquilar a qualidade de vida.
Valeu a preocupação Cristiano, abraços
Tá ai um engajamento social pelo qual fiz um texto aqui no Overmundo.
O alerta do Cristiano é evidente só não vê quem não quer, pelo relato do texto há uma maquiagem dentro da cidade, digamos como o Cingapura aqui em SP que o Maluf, junto com o Pitta fizeram prédios uns 3 ou 4 para esconder as favelas...
Grande discussão.
Aqui em Natal a luta também é grande contra a atração de Euros sujos que financiam tráfico de drogas e o sexo turismo. A camada mais carente da população fica ao Deus dará sem opção de trabalho, e louca para consumir junto com os gringos.
Estrangeiro é uma coisa, gringo é outra!!
Que o turismo nordestino mude rapidamente seu foco pois estamos prestes a nos tornar um imenso bordel, junto a paÃses como a Tailândia (comprovadamente um dos principais destinos de turistas sexuais).
Queremos estrangeiros interessados em mais praia e cultura que em bunda e oba-oba! Vejam só esse rebuliço: www.sospontanegra.blogspot.com - a denúncia alterou o Plano Diretor da Cidade, além de ter puxado o cobertor de muita irregularidade que andava a solta nos corredores.
Ou descruzamos os braços ou veremos o Nordeste ser totalmente vendido .. abraços
Não precisa eugritar nos ouvidos da prefeitura... se alguns colegas, aqui, entenderem meu apelo, já valeu! Porque talvez eu convença mais meus nobres colegas do que os representantes do poder público. Quem lê isto aqui, saberá, ao pisar os pés em terras caetés, que temos muito além disso, mesmo que alguns só saibam enfeitar Maceió! Euros são bem-vindos, mas não tem dinheiro que compre a alma do meu povo! É isso!
Cristiano Casado · São Paulo, SP 7/3/2007 13:23
opa Cristiano, Euros e Dólares também são bem vindos por aqui .. o problema é eles estarem comprando não só a cidade como a dignidade do povo!
Yuno Silva · Natal, RN 7/3/2007 13:26Pois é, essa cegueira em relação as várias possibilidades de junção das cadeias produtivas do turismo e da cultura, é dose! Como produtor Cultural sinto isso na pele, e como conhecedor de casos de sucesso aà é que fico indignado. A minha sugestão é que - alem de esfregar na cara destes nossos ilustres representantes públicos os números do turismo de PAris, dos quais mais da metade de seus visitante se dirigem ao local apenas por questões culturais, e de que essas pessoas gastão no mÃnimo o dobro dos outros segmentos de viajantes; é nos atinarmos para que o Gil-Ministro tenha uma conversa como o ministro do turismo visando estabelecer no âmbito do FDTN (Fundo de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste) as formas de estabelecer a cultura como instrumento de atração e consumação de novos empreendimentos especÃficos na área e que se relacione com o turismo. É exatamente por contar de dotação de verba pública especÃfica que o turismo no nordeste tem um jeito muito parecido e estúpido (com exceção de Salvador, justamente por causa da cultura) de tentar se estabelecer: As verbas deste fundo está intimamente relacionada a infra-estrutura, aà os cara das prefeituras e os secretarios estaduais de turismo tem como único trabalho ir atrás de qualquer grupo turistico internacional pra instalar seus hotéis, resort's e outros empreendimentos (sempre imobiliários) pelas praias, alem de tentarem construir os seus Centros de Convenções com padrões internacionais (o daqui do Ceará ta há anos sem sair do papel, apesar de já terem gastado uns milhões de dólares pagando uma consultoria só pra saber o melhor local da cidade pra instalar tal equipamento, é mole?!), fora isso não fazem mais nada pelo simples fato de que não há verba pra isso ou tal fundo não contempla ações de outra natureza. Se colocarmos isso no âmbito da polÃtica de desenvolvimento territorial (O PAC, por exemplo) do nordeste como um todo, com verbas vindo destes fundos, relacionando isso ao programa de cultura do próprio ministério (que contempla o lado econômico da atividade), estaremos contribuindo para que possamos ver nossos litorais com maior peso de atração turÃstica de qualidade - além de uma maior permanência, com o respeito a cultura local e com uma melhor distribuição de renda.
Gledson Shiva · Fortaleza, CE 7/3/2007 15:43
Alagoas entrou nesta onda de dotar sua capital, principal destino turÃstico do estado, de uma infra-estrutura nos padrões internacionais - concorrência desleal para o acolhimento de pequenas pousadas, simples e charmosas. Só pra citar um exemplo estrutura fÃsica, o nosso centro de convenções está pronto. Maria Bethânia virá em Abril, à bagatela de 100 reais o menor valor, eu soube. Pois bem... ela é uma ótima intérprete, mas nem todo mundo terá o prazer de desembolsar tal quantia (fora dos padrões da maioria do povo) para prestigiar uma artista de sucesso. Enquanto isso, tradições locais, como as escolas de samba apelavam por apoio financeiro para poderem cometir no carnaval maceioense. Eles se apresentam por tão pouco, por tão grande prazer de mostrar algo que devotam suas vidas e criatividade para ornamentar uma tradição que não é conhecida por grande parte dos próprios alagoanos.
Aà vão criando os Programas de incentivo, como se o dinheiro fosse resolver tudo, mas a educação do povo ainda conta, o investimento há de vir para outrossetores, para que uma população bem educada, comece a conhecer e valorizar as manifestações culturais que estão nos guetos desta cidade, levando-as para qualquer lugar, e talvez subvertendo todo o intinerário turÃstico estabelecido nos acordos de operadora, hotéis e demais segmentos que empurram o turista a uma maceió globalizada. E ainda precisamos ter conciência que nada aqui é exótico, é coisa nossa. Aceitando melhor essa idéia, a populaçao contribuiria com o avanço do turismo regional. A intimidade com "a coisa nossa" e a qualidade na educação deste povo seria uma solução para burlar os esterióticos que os grandes agentes do turismo incorporaram ao nordeste: a idéia de sol e mar e forró até o dia raiar. Garanto, temos mais que isso!!!
Gledson, realmente uma pena essa constatação (o foco do turismo ser imobiliário). É como um um trator que passa por cima e vem trazendo um monte de coisa que só extrai, leva embora .. uma relação de exploração de mão dupla.
Não podemos negar que temos problemas históricos e porque não dizer (já) genéticos!!
Cristiano, acho que a critica não tem que seguir pelo preço do ingresso do show da Betânia: é caro como o do Chico Buarque ou do Roger Waters. O lance é que nós aqui no Nordeste temos outro padrão de preços de ingressos, por isso o espanto. Acredito que o quer estamos levantando aqui seja mais profundo, tanto quanto o DNA que habita o organismo do brasileiro nordestino: um DNA de homem humilde, hospitaleiro e ingênuo, que presenciou a usurpação de seu potencial através das gerações... e lá se vão séculos!
a conversa está é boa por aqui.
abraços
Entendo, o preço é só pra exemplificar que o que é de qualidade está fora dos apdrões das pessoas daqui. não só no quesito financeiro, como também no quesito cultural... o que vai concorrer com a Banda Calypso, que faz show por 15 reais, entrada e nas rádios comerciais é só o que se escuta! Fica difÃcil tornar maior o acesso da população carente (de tantas coisas) a coisas de boa qualidade!
Cristiano Casado · São Paulo, SP 7/3/2007 22:48
O fato de eu ser uma moradora de Maceió e concordar com tua opinião endossa os fatos expostos no texto.
Contudo, uma ressalva: Maceió e linda - mas não é burra.
Burros mesmo são seus governantes e os eleitores que os colocaram no poder.
Burrice é um adjetivo deveras cruel para um povo de cultura tão exponencial e bela...
No mais, concordo contigo. Não adianta fazer recalques no superficial. É preciso resgatar uma cultura de modo bem mais profundo.
Abraços!
Opa! Eu disse que burrice era um adjetivo? Cruzes, essa história de burros já está me acometendo...Rs. Leia-se substantivo, pois.
Mariana Cavalcanti · Maceió, AL 5/5/2007 01:49
E eu não afirmei com o adjetivo que dei. Deixo apenas a indagação! Abraço!
Cristiano Casado · São Paulo, SP 5/5/2007 17:11
Olá.. Não acho que a culpa da "falta de cultura" e movimentos culturais e regionais seja do prefeito. Ele quer ser reeleito e o que contribuirá para isso são as obras... a maquilagem que está sendo feita na cidade. Desde os primórdios sabemos que saneamento básico ou a popular "rede de esgoto" não dá voto; mesmo quando praticamente toda a cidade não é beneficiada por ele. Ele tá fazendo tudo pra ganhar. E com os votos de quem? Então colocaremos o prefeito de "banda" e vamos falar do alagoano que só pensa em rapariga e cabaré. Esse sim não contribui em nada para a cultura. E olha que não são poucos não!!! Vcs sabem disso. Então melhor que "raparigas e cabarés" e do forró estilizado, são as belas praias e beleza natural que foi um presente de Deus para esse povo. Abaixo vai a lista das barbáries que ouvimos por aqui: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de lÃngua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).
Esta é uma pequenÃssima lista do repertório das bandas.
Por último... e para pensar: SERà QUE A GRANDE MAIORIA A POPULAÇÃO DE MACEIÓ PREFERE IR AO SHOW DE FORRÓ OU NUMA PEÇA DE TEATRO? A culpa não é do governo é do POVO!
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