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Observatório
A história do Overmundo na memória de seus colaboradores O Overmundo foi pensado para trazer à luz a cena cultural brasileira, independente da grande indústria cultural e que, justamente por ser independente, não costumava figurar com destaque nos grandes meios de comunicação. Algum tempo passado, constatamos que ainda há muito o que fazer e que, a cada dia – sobretudo com o advento da internet colaborativa e de ferramentas de autopublicação... > leia
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'Mais eu me pego apaixonada'
Ana Murta · Vitória (ES) · 21/9/2006 12:00 · 358 votos · 26 ·
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Imagens
Tormentos Ocasionais, de Bernadette Lyra
Sou fã da Bernadette Lyra. E não é porque temos as mesmas origens não. Se ela tivesse nascido no Camboja eu continuaria sendo profunda admiradora, porque acho a moça danada mesmo, obra e sujeito.
Maria Bernadette Cunha de Lyra nasceu em um mês de outubro de 1938, em Conceição da Barra, uma cidade que fica no extremo norte do Espírito Santo, na foz do rio Cricaré. Inventava histórias desde muito pequena e, aos sete anos, resolveu pôr uma dessas histórias no papel.
O destino desta primeira incursão literária foi a lata de lixo, mas quando já cursava o segundo grau começou a escrever e não parou mais. De lá pra cá, escreveu contos, poesias, romances, novelas, e é autora de ensaios sobre o cinema de Pedro Almodóvar, Luiz Buñuel e Júlio Bressane.
Bernadette é considerada uma das grandes representantes da vertente pós-moderna da literatura brasileira. Suas estruturas narrativas são sofisticadas, sua linguagem é concisa, sua ironia é pura e simples, e como escreveu certa vez Francisco Aurélio Ribeiro “Seu humor não se disfarça”.
É uma lindeza o texto dela. Recomendo o romance Tormentos Ocasionais, onde um narrador que nunca adquire visibilidade nos coloca em um jogo de memórias inventadas. Paralelamente, a autora se destaca por seus trabalhos acadêmicos. É licenciada em Letras pela UFES, doutora em Artes/Cinema pela ECA, USP e pós-doutora pela Universidade René Descartes, Sorbonne, França.
Atualmente, Lyra dá aulas no curso de pós-graduação da UNIP-SP, assina uma coluna semanal no jornal A Gazeta, onde publica crônicas, e escreve um romance que envolve Luiza Grimaldi, vulgo A Capitoa, única mulher a assumir uma capitania hereditária de fato, no Brasil.
Assim como a personagem de seu novo livro, essa senhora é uma guerreira, dessas que encantam e enchem de orgulho quem tem a honra de conhecê-la. O Departamento de Línguas e Letras da UFES batizou com seu nome o prédio da pós-graduação em Estudos Literários, e ela também já foi Secretária de Cultura do Espírito.
Eu já tinha pensado em escrever sobre B. Lyra, mas é complicado falar sobre alguém que a gente admira, principalmente quando esse alguém tem tanto traquejo com as palavras. Até que encontrei Bernadette. Ela tinha vindo “buscar refresco no litoral capixaba”. Dois minutos de conversa, e a certeza de o que melhor a fazer era compartilhar com você, leitor, as palavras desta generosa dama.
Conceição da Barra, sua cidade de origem, está sendo lentamente tomada pelo mar. E você está tomada pelo quê atualmente?
- Pela paixão. Sou movida a paixão. Quanto mais motivos aparecem para um desapaixonamento, mais eu me pego apaixonada: pelas criaturas, pela literatura, pelo cinema, pelo mundo, pelo nosso Estado e , sobretudo, pela vida.
Como está o novo projeto do livro A Capitoa?
- Todos os dias, religiosamente, escrevo um pedaço do livro. Essa é a parte de meu exercício. E, todos os dias, religiosamente, penso na Capitoa, essa mulher que deixou sua terra, seu modo de vida na corte, suas migalhas de conforto cotidianas e embarcou em uma caravela, uma casquinha de noz armada com oito canhões, e cruzou o mar tenebroso, em companhia do marido, rumo a uma capitania coberta de aventureiros, degredados e índios ferozes. Essa é a parte de minha imaginação. E, assim, caminha o livro.
Como escritora, você se sente privilegiada por poder inventar e viver todas as possibilidades?
- Escrever é respirar. E, às vezes, é respirar sob as águas. A gente sabe que nunca vai dar conta de tudo que desejava, que nunca vai conseguir traduzir o mundo em palavras, que nunca vai poder dominar a matéria dos sonhos e da imaginação. A gente é insuficiente. Mas, escreve assim mesmo. Esse é o maior privilégio: continuar escrevendo.
E você acha que seria um bom personagem de um livro?
- Essa é a pergunta mais original que já recebi! Dou-me conta de que ser personagem é a disponibilidade completa. Você pode variar, mudar a cada página, ao gosto do escritor, que, como diria Rimbaud, sempre será “um outro”. Por favor, se alguém desejar, que me transforme em personagem.
Você considera que exista uma literatura feminina ou literatura é literatura e pronto?
- É literatura e pronto. As diferenças são cravadas no próprio fazer literário. As diferenças são marcas, nunca definições. Veja o exemplo do multiculturalismo. As culturas se estruturam cada uma em si mesma, e, em si mesmas, merecem o respeito e a aceitação de outras culturas. Mas, continuam culturas. É aí que está a igualdade: em reconhecer a diferença, sem estabelecer divisões ou fronteiras. A verdadeira igualdade está na diferença.
E o que pensa a respeito dos concursos literários? Acha que são um recurso válido para escritores desconhecidos e ou iniciantes?
- A literatura se vê tão confinada a um espaço tão ralo nesta orgia de imagens que estamos vivendo que penso que qualquer coisa é válida para revitalizá-la. O problema é que, nem sempre, os concursos burocráticos premiam os desconhecidos ou iniciantes que fazem literatura. Muitas vezes, imperam o apadrinhamento, os conchavos, os caminhos tortuosos que deixam de fora aqueles que poderiam mesmo dar conta do recado.
Como você vê a ligação da literatura brasileira com a literatura produzida nos outros países da América Latina?
- Em primeiro lugar, temos uma literatura vinda da portuguesa. Em segundo, somos produto de uma mistura cultural diversa daquela que se processou na América do Sul. Nesse sentido, o Brasil é único, no continente e em seus entornos latinos ( Cuba, México etc). Nossa literatura é, antes de tudo, uma questão de língua e cultura. Por isso, é diferente daquelas que se formaram no amálgama da língua espanhola. Nenhum conteúdo, ou melhor, nenhuma mensagem pode prescindir das materialidades que a formatam e estruturam.
Pra você, qual é o valor da literatura num mundo com tanta informação objetiva e instantânea?
- A literatura também faz parte dessas informações que circulam no mundo. Se ela abandona o patamar teórico-romântico dos altos ideais, da arte superior e do produto dos gênios, não deixa de ser literatura em seu fazer.
Você dá aulas de cinema e é uma apaixonada pela sétima arte. Fale de alguns filmes te marcaram.
- Eu vejo filmes desde criancinha. Meu avô tinha uma sala de projeção, em Conceição da Barra, e para lá eu era conduzida, ainda nos joelhos de minha mãe e tias. Talvez, por isso, eu ame tanto os filmes mudos e os filmes de aventuras fantásticas e absurdas.
Quais autores ou livros você recomenda para quem quer começar a ler? E quais recomenda para quem não quer parar de ler?
- Penso que as pessoas devem ler o que gostam. Clássicos, best sellers, folhetos, poemas do melhor amigo, HQs, e tudo o mais que lhes der na telha e nos olhos. O importante é ler criar o hábito e deliciar-se com ele. Mas, como noblesse oblige, lá vai um pacote: Cecília Meirelles é um bom começo, é a voz mais bela que jamais surgiu na literatura brasileira; Machado de Assis da última fase é obrigatório, sobretudo Memórias Póstumas de Braz Cubas e Dom Casmurro; Campos de Carvalho, um autor esquecido, mas estranho e maravilhoso; Oswald de Andrade, e mestre de tantos contemporâneos; o rei Reinaldo dos Santos Neves, com sua prosa seca e límpida. De outras literaturas, imperdíveis são os livros de Vladimir Nabokov, mesmo Lolita, que é o mais famoso, ainda que não seja o melhor; de Cortazar, tudo e sempre; de Lewis Carroll, as duas Alice etc etc etc.
Seu conto O Primeiro Minotauro do livro Memória das Ruínas de Creta, começa assim:
Tu que buscas um minotauro, saberás reconhecê-lo.
Não te surpreendas. Minotauros refletem como uma miragem. Mais cedo ou mais tarde, verás teu próprio rosto espelhado nele.
Você acha que as pessoas andam com dificuldade de encontrar seus minotauros
- Aí em nossa Guanaani, nossa ilha de mel, o que não faltam são os minotauros perdidos pelas ruas, vielas, escadarias e becos. A cada vez que volto a Vitória, dou de cara com meia dúzia deles. Eu os amo e os reconheço e eles parece que me amam, pelo menos, eles me reconhecem.
Bibliografia
• As Contas no Canto (contos)– 1982 – Fund. Ceciliano Abel, Vitória, ES.
• O Jardim das Delícias (contos) – 1983 – Fund. Ceciliano Abel, Vitória, ES.
• Corações de Cristal ou A Vida Secreta das Enceradeiras (contos) – 1985 Ed. José Olimpyio, RJ.
• Aqui Começa a Dança (novela) – 1986 – Ed. Marco Zero, RJ.
• A Panelinha de Breu (romance) – 1992 – Ed. Estação Liberdade, SP.
• Memória das Ruínas de Creta (contos) – 1998 - Ed. A Lápis, Vitória,ES.
• Tormentos Ocasionais (romance) – 1998 – Ed. Companhia das Letras,SP.
tags: Vitória ES literatura livro literatura-feminina bernadette-lyra
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Escrever é respirar. Nada mais seria necessário dizer. A própria entrevista já é uma boa literatura da dama Bernadette Lyra. Muito gostoso o ritmo das respostas.
ignis liberati · Porto Velho (RO) · 19/9/2006 01:33
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Poxa, Ana, seria interessante uma foto da Bernardette, ou mesmo da capa de um livro dela, uma montagem com trechos de algum texto, sei lá...
Tati Magalhães · Maceió (AL) · 19/9/2006 10:48
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Olá Amigos do Overmundo!
A pedido da Ana, estou aqui para informar que infelizmente ela vai estar fora do ar por um tempo. Ela está passando por um momento muito delicado. O Irmão dela está muito doente e ela está dedicando todo seu tempo para cuidar dele, e sendo ela um serzinho muito especial, este cuidado e presença ao lado dele já será uma ajuda mais que mágica e especial.
Ignis e Tati,
Obrigado pelas observações. Tati, realmente uma foto da nossa querida Bernadette será muito bem vinda. Estou enviando para o Thiago uma foto dela e da capa do belíssimo livro Tormentos Ocasionais, para que ele possa postá-las.
A todos, espero que as palavras da Aninha os toque da maneira como tocou a mim. Um texto de uma apaixonada escrevendo sobre outro ser que escreve apaixonadamente. Paixão, amor, dedicação, troca, escrita, leitura, sensibilidade, emoção, fé e tempo. Elementos que desenham este momento nosso aqui neste overmundo e da Ana e de seu irmão neste presente vida.
Um abraço a todos!
Burura
Burura · Vitória (ES) · 19/9/2006 13:51
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outro clássico do overmundo!
SILVASSA · Salvador (BA) · 21/9/2006 17:57
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Eu acho também. Acho as coisas que a Bernadette fala na entrevista tão bonitas.
Thiago Camelo · Rio de Janeiro (RJ) · 21/9/2006 18:38
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eu só nao concordei qdo ela disse q literatura é literatura. eu acho q o olhar feminino é diferente do masculino. tem uma marguerite nao sei é yourcenar ou duras, q ganhou um nobel por se imaginar um homem [memorias de adriano]
jaderdavila · São Paulo (SP) · 21/9/2006 19:05
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Realmente, Ana, assino embaixo. Tb sou fã. Não só da escritora, mas da pessoa. Bernadette não faz o tipo gênio-recluso-devotado-a-escrever não. Ela é um doce, superacessível, inteligente, sagaz, antenadíssima...
Bernadette, quero ser vc qdo crescer! (não q eu já não esteja crescidinha, mas falta muito p/ chegar nesse niveau)
Gabriela Egito · São Paulo (SP) · 22/9/2006 12:16
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Bernadette sempre foi uma espécie de guia e modelo a seguir. E continua fabulosa, as always...
Mirian · Fortaleza (CE) · 22/9/2006 12:23
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Segundo Dicke Literatura é a alma dos povos. Pena hoje vivermos uma realidade de corpos sem almas... Overmundo sem fronteiras costurando pontes flexíveis e permanentes entre as artes, a cultura e conhecimento. Que prazer!
Claudiocareca · Cuiabá (MT) · 22/9/2006 18:32
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ótima entrevista!!! e Bernadette continua linda, leve e solta.
ainda irei torná-la uma personagem de meus escritos.
josette · São Carlos (SP) · 22/9/2006 21:15
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Gostei mundo disso: "Se (a literatura) abandona o patamar teórico-romântico dos altos ideais, da arte superior e do produto dos gênios, não deixa de ser literatura em seu fazer. "
Linda matéria!
Ricardo Sabóia · Fortaleza (CE) · 23/9/2006 23:26
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Não a conhecia, mas só a entrevista já me instigou a procurar seus escritos!!
Priscila Catão · Belo Horizonte (MG) · 24/9/2006 10:32
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Aninha é uma pessoa da melhor qualidade, junto com Bernadette então! Espero que nossa Ana volte logo e que tudo corra bem.
Saskia Sá · Vitória (ES) · 24/9/2006 11:23
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escrever é transformar seus atos abstratos(pensamentos, sentimentos emoções,...),em situações concretas que mostram as pessoas a saída ou pelo menos a real existência da vida.A leitura é a responsável pelo crescimento não só do escritor e sim da humanidade.Parabéns ANA(conte sempre comigo)!!!!
joão basilio · Vitória (ES) · 25/9/2006 21:45
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nossa...muito legal...do jeito que retratou a artista me deu maior curiosidade de me aprofundar....valew ana pela dica..
Paulo Gauche · João Pessoa (PB) · 26/9/2006 20:22
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A entrevista de Bernadette, tão pessoal e tão poética, só podia mesmo falar em paixão, livros, leitura. Adorei o jeito irreverente e correto de Bernadette para falar sobre o que se deve ler (tudo!) e que não há literatura feminina -- e , sim, literatura. Conviver com Bernadette é aprender a ser feliz!
barbara heller · São Paulo (SP) · 27/9/2006 15:36
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Fala, Ana, que excelente entrevista com a Bernadette! Dê notícias. Um beijo!
Carlos Hollanda · Rio de Janeiro (RJ) · 19/11/2006 21:36
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Figura maravilhosa!
André George Medeiros · Jaboatão dos Guararapes (PE) · 9/12/2006 23:39
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Olá a todos,
Na época em que essa matéria foi publicada, precisei me afastar do overmundo.
Agradeço a todos por lerem e comentarem.
A dama Bernadette merece mesmo respeito e admiração, por seu trabalho e vida.
Valeu.
Ana Murta · Vitória (ES) · 11/1/2007 20:48
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Não conhecia a escritora, mas a sensibilidade expressada na entrevista me fez querer conhecer os trabalhos feitos por ela! Bela dica!
Oliv Bepe · Ribeirão Preto (SP) · 19/4/2007 23:21
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Cheguei muito atrasada a esta entrevista, mas cheguei, felizmente, para embarcar na fascinação das palavras da entrevistadora e entrevistada. Também me peguei apaixonada. E muito instigada a conhecer B. Lyra.
Beijo grande.
Cida Almeida · Goiânia (GO) · 6/3/2008 11:35
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Aqui recomendado pela querida amiga Cida Almeida, me deparo com as humanidades íntegras de Bernadette Lyra e Ana Murta.
Belas, a escritora e a pessoa dela apresentada lindamente, por singela simplicidade e admiração, por Ana.
Tudo me caiu ao gosto tal o modo tão refinado e simples, como costumam ser as melhores coisas da existência.
E melhor ainda é que exista assim Bernadette, que mais admira-se quando mais se conhece, o que tu nos dá a oportunidade, querida Ana.
Ah! As mulheres, tão amigas, meigas, suaves, fortes e inteligentes.
Quanto a ser personagem, o que para qualquer escritor me parece ser glória divina, tenha certeza Bernadette Lyra que já o és dessa construção riquíssima, a prosa em língua portuguesa referida Literatura Brasileira.
E personagem destacada para mim, embora pouco conheça eu dessa enorme obra que fazemos os que escreveram e escrevemos em português.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 20/3/2008 23:27
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Oi Oliv, reforço a dica. Leia B. Lyra. Acho que vai gostar.
Ei Cida, aqui no overmundo não tem atraso não. Qualquer hora é hora pra se pegar apaixonada. Fico feliz que tenha gostado da entrevista.
Adroaldo, fico muito feliz com sua opinião também. Admiro muito a Bernadette e os efeitos arrasadores que ela causa. Aqui, expressos lindamente em seu comentário. Valeu.
Ana Murta · Vitória (ES) · 23/3/2008 10:16
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