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Observatório
Revelando o concurso Somos fãs do Projeto Revelando os Brasis. De cara achamos que era um projeto que tinha tudo a ver com a vocação colaborativa do Overmundo, ao permitir que pessoas de cidades com menos de 20 mil habitantes tivessem todo o apoio para fazer curta-metragens. Ano passado, vários textos foram feitos por aqui graças a uma parceria bem legal com o projeto. Este ano, seguimos em contato... > leia
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Maletta e a alteração do espaço-tempo
Sergio Rosa · Belo Horizonte (MG) · 14/3/2007 14:45 · 336 votos · 36 ·
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Conjunto Archângelo Maletta, Centro, Belo Horizonte.
Imagens
Reflexos de uma tradicional e imutável barbearia.
Sebos: o surgimento de uma nova tradição...
... assim como os restaurantes populares se multiplicam em alta velocidade.
A nova geração na entrada de uma das três salas da lan-house Malleta@Net
Sr. Chavez, dono da alfaiataria, preferiu não ser fotografado.
A primeira escada rolante de Minas Gerais. Inoperante há anos.
O cheiro da entrada fica entre a gordura de comida e a nostalgia. São cerca de 20 mil pessoas que por aquelas saídas e entradas circulam diariamente. Suor, pressa e fumaça. A primeira escada rolante – que não rola mais –, o restaurante mais conhecido, a boemia mais famosa, a maior concentração de livrarias, a lan house mais barata, a galeria mais mal-cheirosa: o Maletta tem fama.
O público é predominantemente universitário (o mesmo que ocupa a maior parte dos apartamentos dos andares acima). Pela necessidade de morar e trabalhar no centro ou pela opção de vida: alguns escolhem o Maletta, outros são escolhidos por ele. A diversidade das histórias que passam por ali diariamente e aquelas que ali mesmo ficam significa duas coisas: pluralidade e complexidade. Conflitos entre moradores, locatários e a administração do condomínio ilustram a dificuldade natural de convivência de tantos em um só local.
“Gosto muito daqui, não tem nada de ruim, nunca vi assalto, nem nada. Só coisa boa”, apressa-se para dizer o Sr. Maciel, proprietário há 36 anos da barbearia Máximo. Mora há outros sete e só sai de lá aos domingos, quando tudo fecha e o Maletta descansa.
Nelson Chavez passa quase 12 horas dentro do edifício. Chega cedo e vai embora à noite, só para dormir em casa. Diz-se calejado e, de dentro da sua alfaiataria, não quis falar a princípio. “Não há nada novo para ser dito. Não tenho o que dizer”. Mais tarde cede e lamenta: “você acaba fechado dentro desse casulo. Eu vim ‘praqui’ menino: a vida passou e eu não vi”.
O contraste do vazio e da quietude da loja de Nelson está exatamente do outro lado do salão. A lan-house Maletta @ net é um incansável entra-e-sai de universitários, que pagam 1 real pela hora de conexão. Os melhores preços de cds virgens da região: ninguém sai de lá sem levar um ou outro.
O glamour dos políticos e artistas que desfilavam pelos corredores iluminados do Grande Hotel cedeu lugar para a revolução de costumes dos intelectuais a partir da década de 60. Aos poucos, estes foram se levantando das mesas dos bares num processo de descaracterização gerado por razões diversas, mas principalmente econômicas e sociais. As mudanças do mundo lá fora trazem para dentro dos salões um novo público: os cidadãos comuns, o trabalhador do dia-a-dia, os consumidores de comida a quilo popular. Restaurantes a todo vapor.
Ao lado, a Cantina do Lucas busca manter estática a passagem do tempo: a mesma comida, os mesmos garçons, a mesma decoração. Lá pouco mudou nas últimas décadas. As identidades se sobrepõem: os tempos dos intelectuais são constantemente evocados pelo atual proprietário numa tentativa de amenizar os efeitos da popularização e o abandono do centro de Belo Horizonte.
Tempo-espaço
De freqüentador e cliente a proprietário atual, Edmar Roque resume a ambigüidade da atual administração da Cantina do Lucas. “Nada fica impune a essas circunstâncias do tempo, a maior parte das lojas tradicionais fechou. É claro que estamos preocupados com a história, a identidade... mas antes de tudo temos que nos preocupar é com o serviço, com o público, com uma linguagem do mercado, que seja eficiente comercialmente e que mantenha a fidelidade à história do Lucas”.
O que antes era centro, hoje em dia se pulverizou em diversos endereços da capital. O centro tradicional se tornou um local de passagem, temporário e provisório: indesejado pela maioria. A tal classe média intelectual se dispersou, abandonou o barco e saiu de cena. Enquanto alguns pontos ainda tentam manter a história viva, outros dão uma nova referência para o Maletta. A enorme quantidade de sebos que por lá surgiu na última década proporciona um novo tipo de reconhecimento para o local. “São vinte e um ao todo. Não há outro lugar no Brasil que concentre tantas livrarias como o Maletta. Aos poucos vai sendo reconstruída a imagem que as pessoas têm daqui. Para a geração mais jovem, aqui vai começar a ser lembrado como o local dos livros e não só dos bares”, garante Oséias Ferraz. Historiador e dono de um dos maiores e mais antigos sebos do andar da sobreloja.
O que para alguns é um local de passagem, um atalho entre a Augusto de Lima e a Bahia, para outros é trabalho, moradia e diversão. “Trabalho e moro no Maletta”, “passo o dia inteiro aqui”, “às vezes nem sei o que acontece lá fora: se está sol, se chove, se é dia ou noite...”, “só saio do Maletta para dormir em casa: chego cedo na manhã e saio tarde da noite”. As pessoas que chegam de fora trazem as notícias do mundo exterior. A roupa molhada, os óculos escuros e até o ritmo dos passos traduzem a sensação do tempo.
Projeto supra-sumo dos tempos modernos belorizontinos, o Maletta foi divido em três: um prédio com apartamentos de um quarto, outro com salas comerciais, e um terceiro com apartamentos maiores, de três quartos.
“Alguns meses... uns cinco”, “moro até hoje. Não penso em me mudar daqui”, “fiquei por aqui alguns anos, quando cheguei do interior”, "já não sei mais ao certo, tem muito tempo". A impressão é que a vida dentro do Maletta marca as pessoas. Muitos dos que freqüentavam passaram a morar. Desses, uma boa quantidade resolveu voltar anos depois para trabalhar. Refúgio, sobrevivência, estilo de vida, nostalgia. Entre idas e vindas à Belo Horizonte, a maior parte deles parece estar ligada fortemente àquele local. Ninguém é imune à história pessoal e particular que foi cultivada ao longo dos anos com o edifício.
O colossus de concreto erguido no centro da cidade causa um efeito de suspensão naqueles que adentram a sua grande barriga. “A cidade dentro da cidade”, um dos seus slogans mais conhecidos, traduz as milhares de pessoas que por aquelas entradas e saídas circulam, os 20 andares comerciais e os 31 residenciais ocupados por famílias e pessoas distribuídas em 359 apartamentos, que vão e vêm em 12 elevadores. Adormecido no cruzamento da Avenida Augusto de Lima com Rua da Bahia, ele observa silenciosamente a história moderna da cidade.
Mais fotos.
tags: Belo Horizonte MG cultura-e-sociedade maletta centro conjunto-archangelo-maletta comercio vida popular cotidiano dia-a-dia lan-house historia comportamento consumo economia trabalho lazer apartamento moradia tempo espaco passado mudanca urbanizacao arquitetura
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Adoro lugares assim, entre o velho e o novo, meio decadente, em transição pra alguma coisa que não se sabe o quê. Aqui no Rio, há vários lugares assim, de Copacabana à Lapa, passando pelo Centro Histórico do Rio e por tantos outros lugares que eu nem conheço. Seria legal conhecer lugares assim nas outras cidades do país. Será que existe mesmo lugares assim em todas as cidades do Brasil?
Thiago Camelo · Rio de Janeiro (RJ) · 12/3/2007 15:07
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Sérgio,
Ótimo!
Para quem viveu momentos diversos do Maletta, seu texto traz a presença desse gigante cansado, parado no centro da cidade.
E bom o toque dos novos (e velhos) serviços, dos sebos que resistem e se multiplicam etc. Uma cidade tem que ter lendas. E não são os lugares fashion que produzem fabulações. Estas, nascem da vida do povo. E, se não me engano, foi Lautréamont quem disse que as ruínas da cidade são mais belas que as ruínas humanas!
Um abraço
Luiz Carlos Garrocho · Belo Horizonte (MG) · 12/3/2007 22:30
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Sergio,
Na verdade, no afã de comentar o seu belo texto, troquei a frase do Conde de Lautrémont, que é: as ruínas humanas são mais belas que as ruínas da cidade!
Não se aplica, portanto. Mas, por outro olhar, aplica-se sim. Como o seu texto deixa entrever, o Maletta é também (e não poderia deixar de ser) o hábitat de seres que por lá vivem, passam e perambulam. No sentido dos corpos que vivem profundamente suas marcas de vida.
Luiz Carlos Garrocho · Belo Horizonte (MG) · 13/3/2007 08:12
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meu avô tinha escritório no Malleta.
adoro o lugar, mesmo sendo como é hoje.
saudades de BH.
André Gonçalves · Teresina (PI) · 14/3/2007 17:07
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corrigindo: Maletta! rs rs
André Gonçalves · Teresina (PI) · 14/3/2007 17:08
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Parabens pela matéria! Morava em Ouro Preto e sempre que dava tempo eu ia no Maletta comprar livros e passar a tarde conversando.
Esse lugar traz uma nostalgia muito boa...
philipe · Florianópolis (SC) · 15/3/2007 01:37
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O Maletta!! Troquei idéias e tomei cervejas, comi bem e usei a internet nessa lan-house altas vezes, nos bons tempos que vivi em BH.
Ponto de encontro, convergência de todas as gentes e tempos.
Ótima matéria Sergio!
Marcelo Cabral · Maceió (AL) · 15/3/2007 15:09
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Antes de mais nada. O texto tá muito bom, tem fluencia, apesar de extenso. Outra coisa interessante, a observação do tempo que se passa, dos lugares de outrora, hoje decadentes, mas que abrigam vida, na acepção mais vasta da palavra. Outro exemplo semelhante a esse, é o edificio COPAN em São Paulo, monumental arquitetura, hoje entregue ao pó...
FILIPE MAMEDE · Natal (RN) · 15/3/2007 16:20
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Cara, me tornei um frequntador acíduo doMaletão desde que vim morar em BH, a princípio eu procurava um lah house , mas acabei encontrando um epaço muito diversificado, um ambiente agradavel por onde circulam pessoas variadas que abrilhantam a diversidade daquele lugar...
e ainda, ali se encontra a maoir variedade de Sebos jamais vistos em bh...
eric renan ramalho · Belo Horizonte (MG) · 15/3/2007 18:02
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obrigado pelos comentários.
Thiago e Filipe: seria interessante mesmo saber de outros locais como esse pelo Brasil. Do Copan eu já tinha ouvido falar, mas lá dentro também tem comércio ou é só apartamentos?
Luiz Carlos: Valeu! Eu acho interessante essa ambiguidade que rola no Maletta. Ao mesmo tempo que é muito movimentado, alguma coisa ali dentro me passa um pouco a idéia de cansaço, como você bem disse.
André: Isso que é impressionante: olha quantas pessoas conhecem ou tiveram alguma relação com o Maletta. Como o seu avô, por exemplo. Aquilo ali é maior que a maior parte dos municípios de Minas Gerais.
Philipe: Pois é, os livros têm se tornado um dos principais atrativos do Maletta. Ao lado da cerveja e da comida dos bares.
Marcelo: Você conhece BH demais, cara! Fico impressionado. "Convergência", tá aí uma boa palavra para definir o Maletta.
Vetruviano: Isso é bacana: a Lan-house do Maletta já é uma das principais razões das pessoas freqüentarem o espaço. 1 real por hora de conexão é barato pra caramba. Não cheguei a usar os computadores para sacar a qualidade, mas imagino que para um email rápido (como o centro exige) ali deve dar conta do recado tranquilamente.
Outra coisa que começa a aparecer no Maletta são as locadoras de videogame (acho que são duas atualmente). Durante o almoço elas ficam lotadas com a galera batendo um Winning Eleven.
Sergio Rosa · Belo Horizonte (MG) · 15/3/2007 18:17
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Sérgio, muito foda a matéria. Melhor ainda porque justamente hoje dei a primeira volta a pé com meu primo mais novo por Belo Horizonte. Ele me perguntou pelo Malleta. Fomos até o Malleta, oras. Ele ficou intrigado com as galerias. Ah, meu tio morou lá quando universitário também. Viva Malleta.
Marcus Assunção · São João del Rei (MG) · 15/3/2007 18:45
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Concordo com tudo o que foi dito e ainda tenho o orgulho e o privilégio de pertencer a essa família.
Abraço,
Rodrigo Maletta · Belo Horizonte (MG) · 16/3/2007 07:31
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...Não há outro lugar no Brasil que concentre tantas livrarias como o Maletta. Será Sergio ?
Gostei muito do texto e aqui em SP tem muito desta esfera de tempo e espaço, acontece muito nas grandes cidades.
Filipe Mamede - O Copan em SP não esta entregue ao pó como você disse, é um prédio bem organizado e frequentado por pessoas de bem e as pessoas que moram lá cuidam muito bem do prédio que foi projetado por Orcar Niemeyer (sei lá como escreve). Acredito que você precisa conhece-lo melhor.
Higor Assis · São Paulo (SP) · 16/3/2007 09:47
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O texto está excelente! Traduziu justamente a impressão que tive de BH nas poucas vezes que fui lá (e não passei pelo Maletta): um centro que perdeu sua importância em meio a uma cidade grande e sofreu todos os prejuízos disso.
Em Brasília, talvez o que mais se aproxime do Maletta e de lugares que o Thiago Camelo comentou seja o Conic. Brasília ainda não tem idade para construir-se entre o antigo e o novo; por outro lado, parece que toda a cidade nasceu assim: o modernismo dos anos 60 tem essa cara, colossos de concreto que tentam juntar tudo num só lugar, comércio e residência, o antigo e o novo, o popular e o individual.
Parabéns pela matéria!
Pedro Gontijo · Brasília (DF) · 16/3/2007 10:08
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menino, vc me fez mergulhar neste universo, e passear com vc por ele. Parabéns, seu texto está excelente!
Roberta Tum · Palmas (TO) · 16/3/2007 10:26
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Eu também sou daqui, também sou Maleta, já fui mais.
Mas subindo a Bahia não dá para não dar uma passadinha...
Boa lembrança,
Andreia Costa · Belo Horizonte (MG) · 16/3/2007 10:53
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Higor: eu já tinha ouvido falar que o Maletta é o endereço que concentra mais livrarias no Brasil. O Oséias Ferraz que é historiador e proprietário de sebo há um bom tempo (então provavelmente deve manjar muito do assunto) disse que isso é verdade. Eu nunca ouvi falar de nenhum outro endereço que tem 21 livrarias... Mas seria interessante descobrir que há um lugar assim.
Pedro: O que é o Conic?
Sergio Rosa · Belo Horizonte (MG) · 16/3/2007 11:58
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vote como dizem os cuiabanos ..... rs
seu texto deu uma ampla visão do lugar me levou a subir as escadas que naum rolam mais ... kkk ... sem falar como humilde abordou a simplicidade dos entrevistados ... muito bom ....
Livia Vianna · Cuiabá (MT) · 16/3/2007 14:48
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Sérgio, gostei muito do seu texto. Ele retoma o passado colocando pra adiante sabe? Eu gosto disso, dinâmico sem deixar de ser direto. É um passeio pelo Prédio. Parabéns!
André Gurjão · Fortaleza (CE) · 16/3/2007 18:29
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Excelente texto... gostei muito, parabéns.
Guia de Campos do Jordão · Campos do Jordão (SP) · 16/3/2007 18:44
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Ola Thiago. Existe um lugar assim que é marcantemente aqui no Rio, na minha opinião. Espero que um dia alguém faça uma matéria aqui no Overmundo sobre aquele prédio-galeria que tem ali na Siqueira Campos, em Copacabana. Tem sebos legais, antiquários, lan houses para gringos, traficantes, aposentados, o clube de techno-house Fosfobox e um Juizado Especial Civel, este a poucos passos da Termas L´Uomo !!!
VômitoNegro · Rio de Janeiro (RJ) · 17/3/2007 03:08
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Texto maravilhoso! É bom para as pessoas de outros lugares ficarem sabendo de pontos históricos de cidades que pensamos que conheçemos muito e na verdade não sabemos de nada. Parabéns pela fluência e pela capacidade de prender as pessoas do começo ao fim do texto. Um dia eu ainda escrevo assim... Abraço!
Vinícius Muniz · Salvador (BA) · 17/3/2007 23:42
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Quando era criança sempre ouvia falar no tal Maletta. Foi onde meu avô trabalhou a vida inteira. E por lá ele ficava mais do que em casa, conhecia todo mundo..Aos domingos, quando o visitava, eu sentia como se meu avô estivesse só esperando a segunda-feira chegar, com saudades do movimento, da vida no Maletta - que fizeram da sua prórpia casa uma grande monotonia.
Eu me lembro do primeiro dia em que fui trabalhar na firma dele, quando ao olhar através da janela me deparei com uma vista inesperada do centro de cultura. Para sempre vou me lembrar daquele ângulo curioso, avistado de uma salinha de depósito do 5º andar do Maletta.
Lígia Milagres · Belo Horizonte (MG) · 18/3/2007 19:50
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Adorei o artigo. Parabens!
Juliana Rosa · Belo Horizonte (MG) · 26/3/2007 16:25
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Adorei. Freqüentei o Maletta nos tempos da faculdade e tive, ao ler o texto, um sentimento de "nostalgia de coisas que passaram há pouco tempo". Saudade da turma... de viver um pedacinho do underground cult de BH, sem que isso seja uma obrigação profissional.
Jolie Moysés · Belo Horizonte (MG) · 10/4/2007 00:28
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Doido demais... e olha que fui 1 milhão de vezes em BH, passei pelo menos 500 mil vezes na frente do maleta e nunca entrei..... : (
Agora me sinto mais que na obrigação de ir fazer um tur por lá!!!!
Sensacional a matéria!!
Jão · Itabira (MG) · 21/4/2007 16:47
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Maletta é minha segunda casa. Talvez você tenha me visto lá...
zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte (MG) · 8/5/2007 19:11
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salve o maletta!!!!
Maletta's raga # 2
Letra: Marcelo Dolabela
Música: Francesco / héctor
existem também os lançadores de moda
os diluidores
os que puxam o velho garçom para a cova necrofílica
ah os idiotas! ah os juristas!
como J.C. ao inferno!
os que mandam dormir.
os que já estão mortos.
os que atravessam a escada rolante com uma mobília.
ah os imbecis!
o jurista de t-shirt com cara de velho garçom.
o lênin no botom pensa
na pin-up que passa.
para ouvir:
para ouvir
francesco napoli · Belo Horizonte (MG) · 9/5/2007 14:47
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Oi, Francesco. A música é sua? Se sim, coloca ela lá no Banco de Cultura!
abcs
Sergio Rosa · Belo Horizonte (MG) · 9/5/2007 15:02
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é minha sim!!! ótimo!! farei isso agora!!
abraço!!
ah! acabei de colocar outra música de meu grupo de rock experimental chamada "o balança da década"!
francesco napoli · Belo Horizonte (MG) · 9/5/2007 15:29
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Bacana, Francesco. Quando entrar na fila de votação terá o meu voto!
Ah, e outra coisa, temos aqui no Overmundo um programa de rádio elaborado pela própria comunidade. Dê uma lida no link acima e veja como incluir uma música do seu grupo na próxima edição do programa.
Sergio Rosa · Belo Horizonte (MG) · 9/5/2007 15:52
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Malleta!!!! esse espaço sem duvida tem históroia pra contar.... de Fernando Sabino, aos viciados em lan-house de tudo ele nos ofereçe...
francesco parabens pela composição
eric renan ramalho · Belo Horizonte (MG) · 9/5/2007 17:43
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Reli com calma o texto do sérgio e, como freqüentador do maletta, o achei excelente! O sérgio é muito habilidoso com as palavras e me fez sentir dentro da cantina do lucas!
parabéns sérgio!!!
francesco napoli · Belo Horizonte (MG) · 10/5/2007 10:56
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Salve Sérgio!
Só agora que vi este texto. Passei várias tardes na Passárgada com meus amigos Afrânio e Ivana ouvindo vinis e "filosofando" em meio a livros, vhs, vinis e revistas. O Maletta é patrimônio boêmio e cultural.
Ah! A escada rolante ainda funciona, viu? Mas acho que alguns momentos do dia, deve ser programado.
No mais... maravilha de texto, cabra!
Yuga
dj yuga · Belo Horizonte (MG) · 28/6/2007 11:23
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o maletta é um local fascinante, as vezes eu imagino que poderia passar o dia inteiro lá (ao custo da minha propria saude, mas ainda assim =p)
thewretched · Belo Horizonte (MG) · 20/8/2007 04:34
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