Mamãe Quero Ser Branca

Gabriela Caldas
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Gabriela Caldas · Aracaju, SE
18/11/2006 · 235 · 28
 

O Sintoma


Sou mãe de uma menina de 8 anos de idade. Antes de ser mãe também fui eu, uma menina de oito anos de idade. Como todas meninas gostava muito de bonecas. Era a década de setenta e apesar das várias revoluções sociais que o mundo passava, continuava alheia a elas no microcosmo plácido/ lúdico do meu quarto. Lá habitavam várias bonecas. A maioria branca, mas variavam as castanhas, ruivas e duas bonecas negras que eu apreciava muito.

Cresci e quando engravidei me enchi de revistas de bebês e livros de gravidez onde pipocavam lindos bebes rosinhas, roliços e iluminados. Minha filha nasceu roxinha com dois laços de cordão umbilical em seu pescoço. Não se parecia muito com os bebes das revistas, mas era linda. Ela cresceu amada e querida como a maioria dos bebês felizes.
Ela foi crescendo, e eu observava como o seu arsenal lúdico se construía. Logo fui me dando conta de algumas diferenças. Quando adentrava a sessão de brinquedos do supermercado em busca de bonecas, só encontrava bonecas louras de olhos azuis. Evitava as Barbies. Apesar de ter possuído uma única Barbie em minha infância, sempre tive certa antipatia a essa boneca. Inevitavelmente, apesar de meus esforços, a Barbie invadiu seu mundo em forma de capa de cadernos, pasta escolar, escova de dente, desenhos animados, propaganda repetidas no canal infantil etc. Logo ela possuiría umas cinco.

Quantia razoável em comparação à sua prima que devia ter pelo menos umas 200 Barbies, 50 Kens e carros, casa, piscina, banheira, sapatos, cavalo, castelo e até uma em tamanho natural que dançava.
O bebe sorridente que eu conhecia deu lugar a uma menina inquieta que ficava fascinada por crianças louras e que um dia finalmente expressou a sua angústia em duas frases: - mamãe eu quero ser branca, de cabelo amarelo.
Claro que não quero acusar a Barbie unicamente de ter confundido a minha filha, também acuso a Susie, a Polly, a Skipper, as bonecas carecas com uma única mexa loura presa por um lacinho cor de rosa, a Lindinha “Super Poderosa†entre outras platinadas que insistem em dominar as prateleiras das lojas de brinquedos e supermercados.

Não somente as lojas, os brinquedos, as bonecas, mas também as histórias de princesas, a Disney, a Xuxa, Angélica, Kelly Key, Avril Lavigne, a Leona, a novela, a indústria cultural que insiste em cristalizar a imagem ariana em um país com uma população de maioria parda.

A identidade de uma nação se constrói na medida em que seus filhos tenham a oportunidade de se enxergar nos bens simbólicos que ela produz. Os Estados Unidos sabem disso. Tanto que o seu “american way of life†é mais facilmente identificável no comportamento de jovens em um “shopping center†de Aracaju ou de qualquer capital brasileira, geralmente alimentados por seriados de televisão a cabo e filmes de entretenimento vindos de Hollywood do que um grupo de jovens no Xingu. O potencial simbólico de um povo é que faz de uma nação uma nação. É a sua cultura.
Mas como podemos falar de cultura em um tempo de globalização plena? Obviamente não reivindico um purismo tupiniquim. Mas apenas quero apontar o sintoma manifestado por essa frase: Mamãe eu quero ser branca.

A Boneca

A Barbie nasceu em março de 1949 pelas mãos do designer Jack Ryan, na feira anual de brinquedos em Nova York a pedido de Ruth Handler mulher do dono da fábrica Matel que tinha três filhos: Bárbara, Ken e Skipper. Nomes com que batizou a boneca Barbie diminutivo de Bárbara, Ken o seu namorado e Skipper sua irmã.

Desde seu lançamento a imagem da Barbie é associada a valores de sucesso, juventude, consumo e beleza. Suas medidas de top model refletem um pseudo-eterno feminino compatível ao modelo de mulher comumente apresentado pelos mass mídia onde costuma aparecer associada a um erotismo velado que vende a imagem de uma mulher consumista que é ao mesmo tempo estimulante ao consumo. Por exemplo, as mulheres nas campanhas de cerveja.

Brincar com a Barbie é aprender a redução da mulher à sexualidade sob uma falsa idéia de liberalismo. Afinal Barbie é bonita, bem sucedida e extremamente consumista a exemplo de todos os seus acessórios com os quais se pode emular uma vida de celebridade com seus castelos, carros, namorados, cavalos, piscinas e roupas glamourosas.

O Processo

Sempre tive vontade de manipular Barbies. Faz tempo que namoro trabalhos de artistas que utilizam a boneca mais vendida de todos os tempos, a exemplo de Karin Swartz, que recentemente gerou polêmica com as suas Barbies Lésbicas ou mesmo trabalhos anônimos encontrados na internet em que elas aparecem gordas, retalhadas, no lixo, lésbicas, sado-masoquistas etc.

Talvez minha criança interior ainda se divirta (de uma forma perversa naturalmente), com esse ícone. Duchamps, com o seu Urinol inaugurou uma arte de objetos prontos ou â€ready-madesâ€. Esses objetos são deslocados de sua utilização funcional, desafiando o pensamento do observador. Eu desloco esse pedaço de cotidiano familiar, (as Barbies de minha filha) no intuito de propor um jogo em que uma série de simbologias que são arranjadas em favor da expressão do meu pensamento.

O processo foi dispendioso e estafante, o que já era esperado, pois estava eu lidando com uma Diva. Minha idéia inicial seria pegar as bonecas de minha filha e encapsulá-las. Na primeira tentativa levei-a para o meu local de trabalho onde promoveu uma pequena comoção, meus colegas logo se prontificaram em penteá-la e perguntar por que eu iria usar uma boneca nova para um fim tão sombrio. Aos poucos fui desenvolvendo certo apego à boneca, que insistia em me olhar com aquele sorrisinho de Mac-Monalisa, decidi poupá-la. Em seguida uma colega de trabalho me deu a idéia de fazer o encapsulamento com glicerina ao invés de resina. Achei a idéia sensacional, não somente pelo fator financeiro, como também poderia fazer uma alegoria ainda mais forte.

A exemplo de Gianni Motti que fez um sabonete para lavar as mãos da gordura roubada de uma clinica de lipoaspiração de um Ministro italiano corrupto. Queria fazer um sabonete de Barbie para os casos mais crônicos, um “Embarbiezador†que através do contato com a pele poderia transformar lentamente seus usuários em Barbies.
A boa idéia se revelou um desastre completo em termos financeiros, terminei gastando o dobro entre compra de bonecas barbies falsas (já que havia poupado as da minha filha), cilindros de glicerina transparente, essências e strass cor de rosa. Pedi a moça da loja de essências que fizesse o tal “sabonete de bonecaâ€, sai de lá triunfante feliz com economia de dinheiro e energia.

No dia em que voltei para apanhar a “obraâ€, algo me dizia lá no fundo que não daria certo. E não deu. Encontrei uma Barbie falsa enfiada no sabonete em forma de garrafa pet de 2 litros e meio, somente com a cabeça para fora e cheia de comprimidos coloridos que tinha dado uma reação na glicerina tornado-a turva e espumosa. Resolvemos reaproveitar a glicerina derretendo-a em um papeiro de estanho em banho-maria. Comprei outra boneca e mais glicerina e resolvemos fazer de outro modo com a garrafa cortada ao meio. Desta vez fiquei durante o processo todo.

Desinformei duas peças em casa, e não gostando resultado, comecei a tirar pedaços da primeira peça com uma faca e como essa boneca estava com os cabelos soltos eles foram saindo pela glicerina. Batizei a peça de “Barbie Buchaâ€: Sabonete Embarbiezador de efeito suave
Com a segunda peça, derreti a glicerina ficando momentaneamente transparente, após algumas horas ela voltou a ficar turva perdendo toda a visibilidade da boneca. Não me dando por vencida, comecei a intervir no sabonete com uma faca retirando os pedaços perto do rosto da boneca. Quebrei o vidro. Essa peça se transformou no “Barbie Peelingâ€: Sabonete Embarbiezador de efeito profundo.
Como a Barbie é um ícone do consumismo é obvio que ela iria me fazer gastar muito, resolvi refazer todo o processo com resina, mais desta vez sabia exatamente o que eu queria. Comprei mais jarros de vidro, bonecas, boah de penas cor de rosa, e fui a uma empresa de fibra e resina.

Coloquei as Barbies dentro dos vidros para ver como se comportavam, depois fiz algumas interferências em seu corpo com caneta Bic de cor preta. Depois que endureceu a nanquim da caneta teve uma reação e expandiu criando manchas.
Na primeira, realcei olheiras e expressão de terror, amarrei as suas mão atrás e coloquei uma mordaça feita de fitilho cor- de- rosa realçada pelo preto da caneta Bic, e fiz pequenas cruzes em todo o seu corpo. Não quebrei o vidro (ainda), aplicando um boah de plumas cor - de –rosa no seu topo. Batizei essa peça de “Anorexia†em homenagem as tantas meninas que sofrem de anorexia fomentadas pela indústria da imagem, da qual se pode dizer que a Barbie é uma nobre representante.
Na segunda peça desenhei motivos inspirados nas pinturas corporais dos índios brasileiros e apliquei manchas com corante vermelho, simbolizando sangue. Essa peça dialoga com nossa herança cultural indígena, que gradativamente perece mediante ao processo de globalização. Quebrei o vidro e acoplei uma estrutura de ferro com uma lâmpada dicróica. Intitulei-a de “Civilizaçãoâ€.

O Amor

Como esse trabalho é dedicado à minha filha Hannah, gostaria de esclarecer alguns pontos, para não confundi-la:

1.Os sabonetes embarbiezadores não são para uso, mas para reflexão
2.Pode continuar brincando com a Barbie, mas com moderação.
3.A sua cor é linda, não duvide disso.
4.Por fim, duvide de tudo sempre!


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Alessandra Leão.
 

Gabriela,
Gostei muito do seu texto, mas senti falta de imagens, que tal colocar fotos das suas peças?
Um abraço!

Alessandra Leão. · Recife, PE 17/11/2006 15:11
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Marcelo Uchoa
 

Helow!!!!!!! muito bom ver q vc optou, finalmente, por divulgar esse material...... Parabéns o texto é muito legal, acho q outros concordam..... beijão!!!!!!!!

Marcelo Uchoa · Aracaju, SE 17/11/2006 21:01
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Marcelo Rangel
 

Faltou só uma ilustração, como bem disse a Alessandra.... sabe que eu pensei que podia rolar uma sua, Marcelão? Manda uma pra Gabi, quem sabe não dá tempo de colocar?

Marcelo Rangel · Aracaju, SE 17/11/2006 21:37
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Marcelo Rangel
 

Aproveitando que passei por aqui, tem um texto legal sobre a Gabriela aqui

Marcelo Rangel · Aracaju, SE 17/11/2006 21:44
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Marcelo Rangel
 

O link não foi... agora vai... aqui

Marcelo Rangel · Aracaju, SE 17/11/2006 21:47
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Gabriela Caldas
 

gente eu sou totalmente newbie
nesse site
não consigo postar as fotos de ilustração
porque vem uma mensagem dizendo que necessita de uma foto horizontal ?!
não entendo isso
nem sei com mandar a foto agora depois que ja enviei o texto..
xabu total !

Gabriela Caldas · Aracaju, SE 17/11/2006 22:55
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Thiago Camelo
 

Opa Gabriela, vc só pode modificar a colaboração (postar foto, inclusive) quando ela está na fila de edição. Na nossa ajuda, tem uma boa explicação de como se postar uma foto. Vê aqui no link. Um abraço!!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 18/11/2006 21:55
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Maíra Ezequiel
 

Olá Gabi, que bom ver vc por aqui!
Adorei todo o texto e fiquei louca pra ver essas bonecas. De repente, tenta colocar as fotos no banco de cultura (na sessão de artes visuais) e deixa o link aqui nos comentários...
Essa historia da Hannah me fez lembrar de uma outra que uma professora minha contou, sobre quando a filhinha dela (de uns 6 anos, na época) se deu conta de que não era branca: elas estavam nos EUA, a mãe terminando o doutorado, e ao entrarem em um ônibus a menina falou: "mãe, vamos sentar ali perto daquela mulher branca!", revelando o estranhamento e a distinção que se instalou na cabecinha dela qt ao que significava REALMENTE ser branco. Ela, a professora, disse que foi a primeira vez que entendeu de fato que era "mestiça", hehehe.
:)

Maíra Ezequiel · Aracaju, SE 19/11/2006 12:55
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Maíra Brandão
 

Fiquei impressionada com a história e com a sua dedicação em buscar uma forma de protesto contra essa "ditadura Barbie". O texto ficou mt legal, mas eu acharia legal se tivesse uma foto das Barbies encapsuladas que você produziu. =)

Maíra Brandão · Olinda, PE 19/11/2006 17:28
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Fernando Júnior
 

Uma ótima contribuição, sem dúvida.
Até me lembrei de uma amiga que diz que nunca dará uma Barbie de presente para sua filha. Será que ela conseguirá?
Difícil dizer que respeitamos a multi-racialidade, quando até simples objetos, como brinquedos infantis, ignoram e até marginalizam perfis "não-arianos" da nossa cultura...
Abraços!

Fernando Júnior · Aracaju, SE 20/11/2006 12:48
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Fábio Fernandes
 

Gabriela, texto sensacional!
E, sempre, sempre, um caso a se pensar: a dominação cultural (e racial) começa muito cedo, e é preciso estar atento e forte para tentar driblá-la.

Fábio Fernandes · São Paulo, SP 20/11/2006 13:53
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Júlia Tavares
 

Que bom ter encontrado seu texto um pouco por acaso, mas exatamente no dia da consciência negra. Finalmente uma reflexão profunda - e artística - sobre o tema. Estou na torcida para que vc consiga postar fotos no banco de cultura, como indicou a Maíra. É rara também a chance de conhecer passo a passo o processo de criação de um artista.... Parabéns!

Júlia Tavares · Belo Horizonte, MG 20/11/2006 21:51
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Bia Marques
 

Gabriela, bárbaro texto! Conheço uma artista que vem brincando com as barbies e o que representam, no texto Com quantas Annas se faz uma artista do overmano Eduardo Ferreira tem fotos desse trabalho.

Bia Marques · Campo Grande, MS 21/11/2006 07:14
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Ilhandarilha
 

Muito bom, Gabriela. Adoro essas brincadeiras com as Barbies e um sabonete embarbeiziador é uma idéia ótima! Queremos imagens do trabalho! Só pra nossa reflexão, e aproveitando a lembrança da Júlia sobre o dia da consciência negra, vcs já se deram conta de que não tem muito overmano negro? Pelo menos eu não vejo nos posts e comentários.

Ilhandarilha · Vitória, ES 21/11/2006 08:28
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Roberto Maxwell
 

Excelente texto, GAbriela. PQ nao coloca as fotos no banco de cultura?

Roberto Maxwell · Japão , WW 21/11/2006 08:38
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Ana Cullen
 

Muito bom! Seu texto e sua atitude sucitam um ponto fundamental de discussão e luta contra a padronização da baleza, a favor da valorização do nosso povo, que não é composto de barbies, na verdade, povo nenhum é, porque como você colocou não se trata somente da questão racial, mas de padrões amplamente estimulados como o consumismo cego, a anorexia, que se torna um problema cada vez mais séri entre os jovens, a plástica.
Mas com certeza esse maldito padrão de beleza focado no branco e loiro de olhos claros é fod*!!! E isso realmente pega desde pequeno, eu me lembro quendo me dei conta de que não era branca e loira, eu me olhei no espelho e me ví mestiça, com traços de índio... eu era pré-adolescente e chorei horrores, porque eu queria ser "bonita". Eu andei mexendo nuns cadernos meus de criança e eu me desenhava loira de olhos verdes (minha mãe é assim e todo mundo falava que eu era a cara dela), alguém sabe de grupos que trabalhem com esse aspecto do preconceito? Com crianças e os padrõs de beleza?
Texto muito bom mesmo... me empolguei no comentário...
Abraços!

Ana Cullen · Brasília, DF 21/11/2006 11:01
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Sebastião Firmiano
 

Quando ouvires longe o som de um tambor/Pense que: O som das chicotadas do feitor / E a dor no couro /Na alma do negro
Transformou o banzo em samba / E amor que hoje cantamos pelas ruas / Pelos bares / Pelos morros e favelas/ nos credencia
A estarmos no mundo /comungando nossa cultura e pensando nossa identidade.

Sebastião Firmiano · São Paulo, SP 21/11/2006 18:30
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Sebastião Firmiano
 

Ilhandarilha .Ha overmanos negros sim .São poucos , você já sabe o motivo.

Sebastião Firmiano · São Paulo, SP 21/11/2006 18:39
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Sebastião Firmiano
 

Gabriela, parabéns pelo seu belo texto .Manda mais

Sebastião Firmiano · São Paulo, SP 21/11/2006 18:41
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maustar
 

Só para ilustar...a Polly também apronta as suas...

Comércio
Mattel inicia hoje recall da boneca Polly no Brasil
Três crianças engoliram peças com ímãs e tiveram de ser operadas nos EUA

A fabricante de brinquedos Mattel, dos Estados Unidos, decidiu retirar do mercado cerca de 2,4 milhões de bonecas de bolso Polly, vendidas no país e em todo o mundo, depois que três crianças engoliram peças com ímãs e tiveram de ser operadas de urgência. A informação foi divulgada nessa terça pela Comissão de Proteção ao Consumidor dos EUA.

No Brasil, a empresa informou que a partir de hoje será iniciado um recall com o objetivo de retirar do mercado os produtos provenientes de um lote fabricado até abril do ano passado, nos Estados Unidos, e que podem provocar eventuais acidentes.

De acordo com a entidade. as três crianças sofreram perfurações intestinais e foram submetidas a cirurgias. A entidade alertou, ainda, que os consumidores devem contatar a Mattel para efetuar a devolução das bonecas e, em troca, receber um vale com direito a substituição de brinquedo ao gosto do consumidor, no mesmo valor.

O recall abrange oito modelos. Até o momento, segundo a assessoria de imprensa da empresa, nenhum acidente com bonecas Polly foi registrado no Brasil.

A Mattel informa que o acidente ocorreu com as roupinhas magnéticas das bonecas de plástico, cujos imãs acabaram se soltando. No caso das bonecas de silicone – e das de plástico, fabricadas após abril de 2005 – o defeito não teria se verificado.

Os consumidores que desejarem obter mais informações sobre o recall poderão ligar para o Serviço de Atendimento ao Cliente da Mattel (0800-5550-780) ou acessar o site www.pollypocket.com.

GLOBO ONLINE E MATTEL

maustar · Porto Alegre, RS 22/11/2006 13:57
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Rafael Monteiro
 

Realmente, é dessa maneira "sutil" que a dominação cultural e o pensamento único vão se impondo... Parabéns, Gabriela!

P.S. - me junto ao coro dos que pediram imagens! :-)

Rafael Monteiro · Niterói, RJ 22/11/2006 23:12
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OswaldoSingulaniJr
 

tive um seminário que tratou exatamente dessa questão na faculdade.
Barbies são responsáveis (indiretamente é claro) até por casos de anorexia em meninas novas.
A indústria cultural é um problema sério.

OswaldoSingulaniJr · Barra Mansa, RJ 24/11/2006 01:20
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ich_bien_ein_elmo
 

uffa!
legal

ich_bien_ein_elmo · Coqueiro Seco, AL 26/11/2006 20:30
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Flávio Herculano
 

Excelente reflexão...

Viva a diversidade. Abaixo a anorexia e o modelo consumista ditado por estas bonecas, aparentemente ingênuas.

Flávio Herculano · Palmas, TO 11/12/2006 12:45
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Simplesmente Milena
 

Incrível texto...

Simplesmente Milena · Rio Branco, AC 12/1/2007 14:25
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Clara Vasconcellos
 

Achei bastante válida a sua preocupação. É algo que me incomoda também.
Aproveito para manifestar outra idéia: a de não dar só bonecas às meninas... ;)

Clara Vasconcellos · Rio de Janeiro, RJ 28/2/2007 23:45
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Priscila Silva
 

Gabriela, meus parabéns, que texto fabuloso! Estou encantada com sua forma direta de explicar os fatos. Você realmente tocou numa ferida, que muitos evitam tocar.

Parabéns.

Priscila Silva · Cabo Frio, RJ 3/7/2007 11:56
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Carolina Jardim
 

me sinto mais leve em saber que nunca fui alucinada por não me identificar e nem apreciar este padrão estético. cultura de massa é um fato social tão imenso e imperceptível que nos molda sem que ao menos haja tempo para certa "defesa"
parabéns pelo texto, muito bom.

Carolina Jardim · Aracaju, SE 1/10/2007 23:25
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