Manguebit não é fusão p.... nenhuma!!

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RÁDIO DE OUTONO MANGUE? OXENTE, MEU!
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AD Luna · São Paulo, SP
23/11/2006 · 159 · 12
 

Interessante observar como, com o passar dos anos, uma idéia abrangente e inclusiva acabou por torna-se um tanto quanto distante da sua essência! Muito disso, por culpa da preguicite aguda de jornalistas em apurar as coisas direito.

Falo de uma lenda que de tanto ser repetida acabou por se tornar verdade! A de que o tal MANGUE, MANGUEBIT ou MANGUEBEAT é fundamentalmente a mistura de ritmos regionais com rock, rap, funk etc.

Bem, para maiores reflexões sobre o tema reproduzo (e ressuscito) uma entrevista que fiz com um dos "cabeças" do NÃO-movimento Mangue, o jornalista Renato L. Ela foi publicada originalmente no site que serviu como minha conclusão de curso da UFPE. Faz tempo isso, viu! hahaha... O Zé Mané recém-formado na época não pôs a data no texto, mas ele é do finalzinho dos anos 1990.

O nome do site era Manguenius www.terra.com.br/manguenius e o link direto para a entrevista é este: http://www.terra.com.br/manguenius/artigos/frme-entrevista-renatol.html

INDIE ROCK FEITO EM RECIFE TAMBÉM É MANGUE ??? HOHOHOHO

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RENATO L: "MANGUE NÃO É FUSÃO!"

por Adelson Luna (nota: atual, AD Luna)

Muita gente reclama que já está com o ouvido cheio de lama de tanto escutar esta palavra: Mangue. No entanto, também são muitas as pessoas que ainda não apreenderam o novo conceito que ela adquiriu depois de processada pelas mentes inquietas dos mangueboys (olha aí de novo...) Chico Science, Fred 04, Jorge Du Peixe, Mabuse e outras figuras não menos importantes. Nada que uma boa lida no texto "Caranguejos com Cérebro" não desse jeito... Nesta entrevista, o jornalista e DJ Renato L, 37, explica por que o tal rótulo pode agregar desde a ciranda de Lia de Itamaracá ao hardcore do Devotos. Renato também é um criadores do site Manguetronic (www.manguetronic.com.br) e colunista da revista eletrônica A Ponte (www.aponte.com.br).

MangueNius - Quais foram seus primeiros trabalhos como jornalista ?

Renato L - Nunca atuei na grande imprensa, sempre trabalhei em coisas mais ou menos alternativas. Fiz, na década de 80, os programas New Rock, na Transamérica, e o Décadas, na Universitária FM - ambos com a participação de Fred [04]. Do final dos anos 80 até mais ou menos 93, vivi uns quatro anos na mais inteira vagabundagem. Não fiz praticamente nada... Organizava uma festa aqui outra ali, raros free-lancers, praia... Mas, foi, de certa forma, a época mais mais rica da minha vida, pois naquele período (entre 89 e 90) fiz um monte de amizades, escutei sons novos e foi quando o núcleo base da Cooperativa Cultural Mangue se formou. Fred e eu havíamos voltado a andar juntos (ele tinha ido atrás de uma namorada em São Paulo, mas não deu certo) e, por meio de Mabuse [nota: um dos responsáveis pelo Manguetronic], conhecemos Chico [Science] e Jorge [Du Peixe] num apartamento nas Graças que era o Q.G. da moçada. Lá também morava Hélder, o DJ Dolores. Todo mundo sempre passava por lá, quase todo dia, pra conversar sobre música, trocar discos... Fred já tocava no mundo livre s/a e Chico - que trabalhava na Emprel, como funcionário público - tinha uma banda de hip hop chamada Orla Orbi.

MangueNius - Como surgiu a idéia de se criar a Cooperativa Cultural Mangue?

Renato L - Estávamos reunidos no bar Cantinho das Graças, quando Chico chegou dizendo: "Fiz uma jam session com o Lamento Negro, aquele grupo de samba-reggae, peguei um ritmo de hip hop e joguei no tambor de maracatu... Vou chamar essa mistura de mangue". Aí todo mundo sugeriu: "Não, cara! Não vamos chamar de mangue só uma batida ou limitar ao som de uma banda. Empresta esse rótulo pra todo mundo, porque todos estão a fim de fazer alguma coisa..." Então foram surgindo idéias de todos os lados. Foi realmente uma viagem coletiva.


MangueNius - E essa história de mangue bit e mangue beat?

Renato L - No começo, chamávamos a história apenas de mangue, não tinha essa de bit ou beat. Depois, Fred 04 fez a música Mangue Bit [do disco Samba Esquema Noise] e parte da imprensa começou a se referir ao lance com o acréscimo do bit e daí também era fácil confundir com o beat, de batida. E a coisa fugiu ao nosso controle. Jamais a gente queria chamar aquilo de movimento, achávamos o termo muito pretensioso. Ainda hoje há uma grande preocupação minha e dos outros (Fred, a galera do Nação Zumbi etc) de preservar, dentro desse rótulo, o sentido da diversidade. Mostrar que se você identificar o mangue como a vibe [vibração, sentimento] do Recife, dentro desse sentido cabe o hardcore do Devotos: ele é tão legitimamente pernambucano quanto o coco, acredito.


MangueNius - Resumindo, mangue é diversidade...

Renato L - Desde o começo, naquela mesa de bar, a gente se preocupou em definir o mangue como um ecossistema cultural tão rico, tão diversificado quanto os manguezais. Mangue não é fusão de coisas eletrônicas com ritmos locais, por exemplo. O mundo livre, que é a banda parceira do Nação Zumbi nessa história, quase não trabalha com sons regionais; a parada deles é música pop com samba. Hoje em dia, acho que não é mais mangue o chapéu de palha e os óculos escuros, a batida do maracatu com uma guitarra pesada à Lúcio Maia - aliás, isto nunca foi. O som da Nação sempre foi muito rico, não se resumindo a esse clichê. Mangue, hoje em dia, continua sendo a diversidade, o senso de cooperação entre as bandas que vêm se espalhando por outras áreas. (NOTA: VEJAM BEM, ISSO FOI DITO NO FIM DOS ANOS 1990. REPITO!)

MangueNius - Como você analisa o panorama musical do Estado depois da morte de Chico Science ?

Renato L - A morte de Chico foi uma desgraça, uma tragédia, pois aconteceu na hora em que ele estava no ponto de explodir. O último show da Nação com Chico, que aconteceu no Clube Português, me deixou tão de cara quanto o primeiro; e olhe que eu já havia visto muitas apresentações deles. Foi impressionante. Se você comparar a performance vocal de Chico do primeiro para o segundo disco, vai perceber que o crescimento é de mil por cento. Me pego ainda hoje, quando escuto uma batida envenenada, pensando em quanta coisa ele não poderia fazer com isso. Por outro lado, acredito que sua morte serviu, paradoxalmente, para um fortalecimento da cena. Aumentou o moral da moçada: todo mundo tomou consciência de que tinha de levar a coisa pra frente, tentar se manter unido. A elite política, a oligarquia do Estado, só passou a tomar conhecimento do que era o Mangue a partir da morte de Chico: começou a rolar patrocínios, uma aceitação maior. Apesar de eles ainda não terem percebido a real dimensão da coisa.


MangueNius - Voltando ao "movimento"... E o manifesto Caranguejos com Cérebro?

Renato L - Na verdade, aquilo não era um manifesto, era um release que foi escrito apenas por 04. Muita gente pensa que eu também o escrevi, mas não foi. Naquela época, por coincidência, Fred estava trabalhando, como free-lancer, na TV VIVA, num vídeo sobre os manguezais. Então, quando Chico veio com essa história do mangue, Fred estava cheio de informações sobre o assunto. Então, como já havíamos realizado vários shows, resolvemos fazer o "book do mangue" e ficou decidido que ele escreveria o texto. Ficou um puta texto e, quando chegou na imprensa, começou a se chamado de manifesto.

MangueNius - Você participou da produção do Acorda Povo - projeto que levou oficinas de arte e shows das bandas Nação Zumbi, Devotos e outras convidadas para bairros da periferia da Grande Recife -, que avaliação você faz desse evento?

Renato L - Cara, aconteceu tanta coisa positiva nesse projeto. Nas oficinas, por exemplo, sempre havia mais gente interessada do que as vagas disponíveis. Tem gente que já está até trabalhando com o que aprendeu nos cursos de moda, de reciclagem e grafiti. Também deu pra ver como é grande o público da periferia interessado na cena. A integração entre grupos e público era tão forte, que até chegamos a realizar um seis ou sete shows sem nenhum segurança. Só houve alguns problemas com os funkeiros, pois esses só iam apenas pra brigar. Eles fazem parte de uma cultura baixo-astral... Particularmente, conheci muitos lugares pelos quais nunca tinha andado e foi ótimo passar sete meses junto com a galera das bandas. Por outro lado, deu pra sacar como a cidade é carente em termos de cultura: há vários logradouros públicos subutilizados, locais que podiam ser movimentados com pouquíssima grana.

MangueNius - Ao que parece, existe um consenso de que os festivais de música realizados por aqui (Abril Pro Rock, Rec Beat, PE no Rock, Rock na Praça, Soul do Mangue etc.) estão crescendo tanto em termos de qualidade quanto em participação de público. Qual sua opinião a respeito?

Renato L - Discordo num ponto. Acho que o Abril Pro Rock é uma exceção nessa regra: ele vem perdendo qualidade ano após ano... O Abril está passando por uma fase que muitos festivais alternativos passam: começam alternativos, depois vão crescendo e se tornam mais comerciais. Há casos em que se consegue um equilíbrio entre a criatividade e o lado econômico. Creio que o Abril está se encaixando naquele primeiro aspecto: o comercial. Tudo bem, é preciso dar os méritos a Paulo André por ter realizado o APR durante todo esse período, ninguém tá querendo negar a sua importância para a cidade etc. etc. Mas, analisando friamente, há problemas de programação, que chega a ser preguiçosa: é o exemplo dessa aposta no rock dos anos oitenta - o qual, já naquela época, não era essas coisas todas.

MangueNius - Muita gente reclamou da acústica do local...

Renato L - A acústica do Pavilhão do Centro de Convenções é péssima. É como você ir a um festival de cinema e assistir a filmes com a imagem desfocada. É preciso fazer algo: ou muda de lugar ou encontra outra solução. Ainda sobre a programação, soube que já ofereceram a Paulo André boas bandas pop de fora para tocar no Abril Pro Rock e ele não trouxe. Grupos como o Asian Dub Foundation e Atari Teenage Riot. Seria importante pra cidade que atrações como essas tocassem por aqui; elas dariam um curto-circuito na molecada. De todos os grandes eventos que ocorrem hoje no Estado, pra mim, o festival que tem o maior potencial para se transformar na coisa mais importante desse circuito é o Rec Beat Carnaval. Ele tem uma base muito legal e Guty [Antônio Gutierrez, produtor do evento] é um cara inteligente; tem seus defeitos, mas vem crescendo como profissional.


MangueNius - Há pouco tempo, houve uma certa tensão entre jornalistas e músicos locais. Qual sua opinião a respeito?

Renato L - Não faz bem a imprensa dar um tratamento acrítico à cena e às bandas. No entanto, acho, de maneira geral, o jornalismo musical do Brasil fraco; e não acho que o pernambucano seja uma exceção. Acho que a imprensa pernambucana é muito desinformada em relação a uma série de tendências de música pop que surgiram após o rock dos anos 70. Também não há nenhum jornalismo com suficiente conhecimento para falar de música eletrônica; no máximo, eles falam sobre Chemical Brothers e Prodigy. E essa parada de música eletrônica é fundamental nessa cena toda, até no próprio conceito do mangue; pois ele apareceu no início das raves, que foi uma coisa que fez com a galera se movimentasse. Por outro lado, vejo gente reclamando porque algum jornalista falou mal de sua banda... Cara, isso não é motivo pra reclamar, é a opinião dele, que tem de ser respeitada.

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Thiago Camelo
 

Muito bacana! Acho um exercício ótimo pensar, na fala do Renato, o que ainda vale hj, o que já foi contrariado e o que ainda não ficou muito claro. Um abraço!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 22/11/2006 18:23
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AD Luna
 

Pois é, Thiago. Eu como músico e jornalista fico impressionado com certas coisas que estão na cara, mas que muita gente não percebe ou finge não ver. O que ele fala sobre o som do mundo livre, por exemplo. Eles e o Nação Zumbi são, digamos, os cabeças do NÃO-movimento, mas, ao contrário desse, o mundo livre não tem nada de música regional pernambucana em seu som! Não é possível que ninguém tenha se tocado disso!

AD Luna · São Paulo, SP 22/11/2006 18:28
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Roberto Maxwell
 

Pois eh, AD, eu achei o texto fundamental. E me sinto orgulhoso por sempre ter visto o mangue como algo com muitas cabecas, tentaculos e sem hierarquia. Fico feliz de ver um texto com essa qualidade de testemunho no Overmundo. Faz falta.

Roberto Maxwell · Japão , WW 24/11/2006 06:41
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Jr. Black
 

Boa AD! O negócio é esse mesmo: carência de informação de certos agentes comunicadores(!). É até surreal, mas voga. Num dos nossos shows aqui no nordeste, ainda essse ano, um jornalista também chegou com essa de que tudo de Pernambuco era mangue, pontuado por tambores e lanças e talz...
A entrevista com Renato, a despeito dos nomes e locais citados (que saudade), parece que foi feita semana passada.
Abraços, axé, positividade e força.

Jr. Black · Garanhuns, PE 24/11/2006 15:47
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dMart
 

excelente texto, Adelson!

bom, queirando ou não, chamando ou não de movimento, o mangue bit/beat foi um choque cultural necessário para o Brasil. mostrou que um rapaziada articulada poderia fazer diferença. mesmo que outros fatores tenham sido importantes para isso como, por exemplo, uma certa carência de novidade na música brasileira da época. se era ou não um movimento intencional, a história foi escrita.

em meados de 90, para um jovem jornalistas e músico aqui do Sul toda aquela musicalidade com temperos regionais, música eletrônica, rock'n'roll era um tapa na cara de todos que achavam que isso tipo de miscigenação cultural não era possível.

como falei em outras discussões aqui no Overmundo, aqui no Rio Grande do Sul os roqueiros e os nativistas (raramente) dialogam e quem trabalha como este tipo de proposta vive em uma espécie de limbo espaço-tempo. cito aí Arthur de Faria e Seu Conjunto, o violonista Angelo Primon, a minha banda, Doidivanas, Bataclã FC, Serrote Preto, entre outros.

em 1997, também publiquei uma monografia sobre o Mangue (que pretendo republicar em breve) chamada "O Movimento Mangue Beat, Uma Alternativa da Cultura Regional no Processo de Globalização" que, posteriormente, me levou a profundos insights sobre as relações entre os diferentes atores culturais --- artistas, intermediários, mídia, apoio político e econômico e público --- e o que pode ou não fazer diferença na articulação de uma cena. em breve, também irei publicar algumas destas idéias que, embora um puoco ingênuas, podem servir para debater estas possíveis rearticulações e a criação de, enfim, movimentos ou não movimentos Brasil afora.

baita abraço a todos!

dMart

dMart · Porto Alegre, RS 24/11/2006 19:14
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AD Luna
 

Opa, beleza, rapaziada! Falando em desinformação, lembro de um caso engraçado no qual eu participei, aqui em Sampa. Uma vez um técnico de som de um grupo de forró pop (ave!!) veio me perguntar - falando sério mesmo - como é que as bandas de Recife conseguiam ensaiar, fazer shows e tal, com "toda aquela seca e falta de estrutura"... hahaha... Pensei comigo mesmo: "Perco o contato, mas não a piada". E respondi ao nobre rapaz:
"Olha, é difícil mesmo, viu... Para você ter uma idéia da dificuldade de se ensaiar por lá, é preciso juntar todos os instrumentos, carregar tudo num jegue e enfrentar aquele sol brabo, que racha nossas cabeças!!" hohohoho
Com cara de pena e espanto o cara comentou: "Puxa, como é dura a vida de vocês no "NORTE"!"
hahahaha
Abraços

AD Luna · São Paulo, SP 27/11/2006 17:37
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Andre  Intruso
 

E qual a importancia de Vinicius Enter??? Ele diz ter criado a dancinha do caranguejo, e a musica caranguejos com cerebro é dele???
???????????

Andre Intruso · Jaboatão dos Guararapes, PE 2/12/2006 16:44
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Andre  Intruso
 

ahh, .RAdio de Outno....mto ruim...

Andre Intruso · Jaboatão dos Guararapes, PE 2/12/2006 16:45
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Bernardo Mortimer - www.sobremusica.com.br
 

AD Luna, maneiríssima a entrevista. Também fiquei com vontade de uma re-entrevista com o Renato L. Mesmas perguntas, quase dez anos depois. Acho que algumas respostas podiam ser bem interessantes.
Só queria fazer aqui um pouco de papel do chato, e defender o indefensável. Nessa história de chamar o release de manifesto, a imprensa errou sim, mas a culpa tem que ser dividida com o Chico que botou o texto no encarte do 'da lama ao caos' como carta de apresentação. E com o Fred, que deu tons políticos ao que era para ser só "diversão levada a sério". No discurso, além de Ben, Kubrick e Public Enemy, tem Revolução Francesa, Marx, e até alguma coisa das vanguardas européias do século passado.

De qualquer forma, essa diferença de opiniões entre os vários atores do primeiro momento do mangue é o argumento mais forte para derrubar a tese de movimento e se pensar mais em algo do tipo "cena" ou "movimentação".

Um abraço,

Bernardo Mortimer - www.sobremusica.com.br · Rio de Janeiro, RJ 4/12/2006 12:53
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Pedro Rocha
 

Pode crê. Faço até uma mea culpa aqui quando coloquei num abre da entrevista com o Fred 04 que mangue mistura maracatu e rock, até na hora pensei que isso era mais coisa do nação zumbi (e ainda simplificado), mas entrou, coisas que não se explicam só pela pressa, mas também.

O certo é que o mangue é algo realmente muito complexo e a diversidade é rumo para alguma compreensão da história.

Pedro Rocha · Fortaleza, CE 8/12/2006 12:28
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Roberto Maxwell
 

Sei la, Bernardo, acho que o texto, mesmo sendo uma brincadeira, era um manifesto. Mesmo q eles nao queiram reconhecer como tal. O nome manifesto mitifica as coisas. Mas, quem disse q a arte nao eh uma forma de mitificar um tempo?

Roberto Maxwell · Japão , WW 8/12/2006 12:32
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AD Luna
 

pois é, pedro. o negócio é bem complexo, mas acho que hoje o termo "mangue" está tão desgastado que talvez seja melhor ir em frente e ficarmos atentos para não cometer erros de interpretação semelhantes. abração!

AD Luna · São Paulo, SP 8/12/2006 12:56
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