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Manoel Dourado: palavra de missionário

divulgação: O Quadro
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eduardo ferreira · Cuiabá, MT
27/7/2007 · 131 · 3
 

Manoel Dourado Marques. Cidadão do mundo. Cidade onde mora: Itiquira, interior do estado de Mato Grosso, divisa com Mato Grosso do Sul, 380 km da capital MT Cuiabá de todos os santos, São Benedito, ave! Magia dos portos que nos fazem partir, ou voltar, chegar em algum lugar. As histórias da vida são tão ricas em diversidade. Tantos fatos motivando alterações de rota, ou mesmo, correções de rota. Sabe-se lá o que nos reserva o destino. Sabe-se lá, alto lá! Diz o guardião de mundos secretos. Aquilo que virá.

Manoel, hoje com 52 anos, foi de São Paulo para Itiquira em 1978. Casou e mudou. Ele e Maria Clara, ela, portuguesa com certeza, morava em Nova Iorque. Estão em Itiquira até hoje.

Ele foi um dos contemplados com o edital do projeto Revelando os Brasis, que abriu concorrência para realizadores de audiovisual em municípios com até 20 mil habitantes.


Você nasceu onde?

São Paulo capital.

Quando veio para Itiquira?

Há vinte e nove anos. Na época eu fazia direito em São Paulo e trabalhava na rádio Tupi, como contato publicitário representando o Rio de Janeiro. Naquela época eu já lidava com cinema. Namorava uma sobrinha do Cassiano Gabus Mendes, e foi ele quem me deu todas as dicas de roteiro. Lembro que ía na ECA, Escola de Comunicações e Artes da USP, e pegava os roteiros para estudar. Quando me deparei com o roteiro de Vidas Secas, do Nelson Pereira dos Santos, vi lá: PM (plano médio), PG (plano geral) e falei: "Mas, o que é isso?" (risos). Então foi o Cassiano que me deu toda a orientação, me mostrou como era a estrutura do roteiro. Na época, eu estava querendo gravar "O homem nu", do Fernando Sabino, e o Cassiano tinha feito isso pra Tupi, então, eu acho que ele se apaixonou pela idéia de ver aquilo remontado e começou a dar muitas dicas, foi muito interessante.

E também no cursinho, eu fazia o cursinho pré-vestibular, o meu professor de física era o Francisco Ramalho Jr. Aí deu casamento perfeito, porque eu não aprendia física, não tinha nada a ver com engenharia e ele também só dava aula de ótica porque dominava lentes. O Ramalho estava montando o filme "À flor da pele" e me levou na rua do Triunfo, me mostrou como montava. Ele também me ajudou bastante.

Mas eu fiquei com saco cheio de São Paulo e falei: "Quer saber, eu vou para Mato Grosso!". Meu avô tinha umas terras aqui na região e estava tudo abandonado, vim mais por aventura.

E como é que foi o choque cultural proporcionado por essa mudança?

Ah, foi muito grande, porque você imagina: sair de uma cidade como São Paulo, e cair numa currutela que não tinha energia elétrica, não tinha televisão, não tinha absolutamente nada! Eu me senti caindo no túnel do tempo, há cinqüenta anos atrás, voltando..E, tive uma grande satisfação de ver o que é, a chegada da televisão numa cidade pequena. Foi uma coisa absurda, um impacto, como ela vem e devasta, é um trator de esteira devastando a cultura local.

Altera o comportamento da comunidade?

Totalmente, totalmente. Eu conheci pessoas aqui que descaracterizavam a cultura local. Não sou contra a televisão, mas é que ela causa um impacto muito grande. Naquela época não tinha essas redes que tem hoje. Tinha só uma informação, do eixo Rio - São Paulo, ou do litoral do país. Por exemplo: ao começar a assistir à televisão, viam todo aquele apelo publicitário e não tinham dinheiro para comprar as coisas, teve gente aqui que quase se matou, tomou umas cachaças e se jogou no rio, porque ficou frustrado: "Eu não consigo isso".

Tomou contato com a realidade exterior, aquele apelo da propaganda?

Foi violento. Eu me lembro que na época daquela novela, “Pai herói”, foi quando a televisão chegou aqui, com Tony Ramos, aquela coisa toda, não tinha muro para segurar o colégio, porque eles queriam assistir à novela, queriam ver aquilo, foi muito interessante. Depois veio aquela novela, “Roque Santeiro”, nessa novela eu percebi que tinha uma linguagem, tinha um personagem que fazia um diretor de cinema e ele falava coisas ligadas à cinema, eu pergunto: por que aquilo ficava na cabeça do telespectador local? Quando cheguei aqui não se via uma camiseta com escritos em inglês. Depois, com a televisão, camisetas com “Madonna” e não sei mais o quê. De gozação, eu chegava e falava: “Você sabe o que está escrito aí?”. Falavam: “Não”. Eu dizia: “Eu sou veado” (risos).

Inclusive o seu roteiro capta esse momento de passagem, a partir do momento em que a televisão entra na vida da comunidade...

Sim, a ação acontece no momento em que o sinal da TV chega até aqui. As pessoas se deslocavam até vinte e cinco quilômetros para assistir à televisão.

Mas, vinte e cinco quilômetros, por quê?

Porque a antena era lá! A antena era via terrestre não tinha satélite ainda. A repetidora da TV Centro América (Globo de Cuiabá) ficava a vinte e cinco quilômetros daqui. O sinal lá chegava melhor, então eles iam até lá.

Você chegou a ir lá também?

Não, nunca fui. Porque era muito distante, era difícil a estrada, muita poeira, não sou chegado a comer poeira. E eu já conhecia televisão.

Era muito interessante o fato de que, antes da chegada da televisão, porque já tinham prometido a chegada da televisão mas não instalaram, então você entrava na casa das pessoas e encontrava os aparelhos com ornamentos em cima, porque aquilo se tornou um mero móvel..
E o Revelando os Brasis, como aconteceu?

O Revelando foi o seguinte, um dia eu fui levar uma carta ao correio e vi o cartaz do projeto, pensei: “Vou participar desse edital”. O que eu não esperava foi o alcance que isso teve, porque eu fiz mais como um escritor, um roteirista, colocar um pouco isso pra fora, e foi bom porque divulgou muito o município. Esse lado do Revelando, que eu comparo com o que aconteceu na Índia nos anos 70, onde as produções do sul passavam pro norte e do norte pro sul, que integrava o país culturalmente de enorme diversidade cultural. Acho que o Brasil é um grande continente em que as diferenças culturais são absurdas. Não precisa ir muito longe, nós aqui em Itiquira temos um tipo de procedimento cultural que difere do Pantanal, que fica a 70 quilômetros daqui, tipo de música, tipo de comida, os utensílios, a forma que você se integra com a natureza, é muito diferente. Agora, imagina um país com oito milhões de quilômetros quadrados!

As pessoas com quem convivi, os diretores, autores desse país, de todos os cantos do país, houve uma soma muito grande. Vi coisas que eu não conhecia, tiinha um total desconhecimento de alguns fatos. Não sabia, por exemplo, que chouriço se comia com doce, que é do nordeste, a gente conhece o chouriço salgado, são detalhes que nos enriquece muito. Então essa parte do Revelando foi bom.

Para Itiquira, o mais interessante foi ter despertado em algumas pessoas a vontade de atuar, escrever, fazer um roteiro, esse lado foi muito bom.

E a produção do filme, atores locais, quer dizer, é um princípio do projeto também?


Não, não necessariamente, o projeto quer que você conte uma história local, que tem a ver com a sua realidade. Agora, eu percebi no Revelando, que o projeto deu mais atenção aos documentários. Optei pela ficção, uma ficção surrealista, que foge totalmente ao conceito. Optei por trabalhar com atores locais, pessoas que têm uma certa ligação com a arte, como a Ivete, a idéia dela era ser atriz, o Magno que trabalha como protagonista também já é artista-plástico, demos uma modelada e fomos embora.

A parte de produção do equipamento foi locado em Rondonópolis, nós não temos aqui na cidade, ainda mais aquele equipamento digital. Aquilo foi uma maravilha, fiquei maravilhado com isso, porque eu só conhecia película, apesar de trabalhar direto com edição de foto, eu nunca tinha trabalhado com edição de vídeo, então deu pra perceber que o que se faz com foto se faz com vídeo, eu tiro, ponho, altero.

Eu procurei usar esses atores locais, pessoal local, e nós fizemos uma grande descoberta com uma garota que foi nossa continuísta, a Marli, ela sem ter o roteiro na cabeça, ela apontava erros, a visão que ela tinha de cinema sem saber.. Tanto que o pessoal da produtora falou que, o dia que eles forem fazer alguma coisa de ficção, vão chamar essa menina, porque o olho dela é impressionante: “aquele fio está aparecendo” , como é que ela sabe que o fio está aparecendo, se ela não tem nem o monitor na frente dela?

São coisas assim que marcam. Depois do filme pronto, editado, eu chamei o pessoal aqui pra mostrar, a Marli chegou e disse: “Manoel”, eu pensei: “Lá vem cacetada”. Ela continuou: “olha, o artista do filme estava sem camisa, ele aparece com camisa e volta sem camisa”. Aí já manda de novo o filme para reeditar. Ela foi um achado. O Revelando teve isso, ele revela outras coisas pra gente, acho que o nome foi muito feliz. São realmente vários brasis dentro de um grande Brasil. Nesse aspecto eu achei sensacional. É lógico que, como é um projeto novo, pioneiro, existem falhas que eu acredito que, com o tempo, eles consertem, façam alguns ajustes, algumas adequações.

Houve também um lado muito interessante, dos grandes profissionais de cinema conhecidos ficarem revoltados com o fato do Ministério da Cultura investir um milhão de reais em amadores, como também ficaram revoltados com outros projetos, como o DOC TV, entende? Putos da vida, porque se acham: “Eu sou o diretor!”

Descentralizando, abrindo para outros olhares...

E eles ficam indignados... Então, você sente também uma pressão vinda dos setores já conhecidos da área de cinema, uma certa indignação, isso deu pra perceber.

Existe política pública para a cultura em Itiquira?


O Mato Grosso está passando por uma grande transformação na questão do agronegócio. Isso agora começa a render dinheiro, quer dizer, já rende, não é? Mas onde que vai investir isso? Vamos colocar isso em cultura, isso é um filão que pode se abrir, que está se abrindo, e, naturalmente, vai se abrir.

A política de cultura de Itiquira acompanha isso, que também vemos hoje, você não tem uma política cultural no estado, não existe um direcionamento pra você expandir isso.

Infelizmente, a política de cultura local ainda engatinha. Agora, acredito que a própria secretária de cultura encontre dificuldades de entender o que está acontecendo no município, porque ela não é daqui, ela não nasceu aqui, mas isso não quer dizer nada, ela poderia buscar os canais daqui. Sinto que falta, por exemplo, uma lei para eles aplicarem melhor, fazer uma política de incentivo fiscal local para atender isso.

A população também não tem que depender só dos órgãos públicos, que, acredito, têm de fazer o papel só de gestor, de incentivador. A cultura tem que vir do povo, se a pessoa não se entusiasma por aquilo que está fazendo, se ela não vai atrás, não é o prefeito, o governador ou o presidente que vão fazer. Falta um pouco disso aqui, mas o povo também vive, geralmente, acomodado.

Sinto isso com relação a mim porque tenho alguns roteiros e falta aqui uma produtora. Conversamos com o prefeito, por causa da exibição do Revelando os Brasis, e ele se entusiasmou. Nós estamos vendo agora algum mecanismo pra tornar o cinema, o vídeo, um pouco mais viável no município, foi legal nesse aspecto.

A quantidade de pessoas ali foi surpreendente, achei muito bacana.

Inclusive, na exibição dos filmes deu para perceber mais uma vez que “a vida imita a arte”. As pessoas reunidas na praça assistindo a um filme que tratava justamente de uma pessoa que, numa certa época assistia a filmes pela televisão de forma coletiva, a vinte quilômetros da cidade. Agora, o filme veio até eles, mas se reuniram, sentaram e assistiram. Muitos nunca viram uma tela daquele tamanho, não é só questão do tamanho da tela, mas nunca viram uma exibição em tela, e foi muito legal.

São novas tecnologias que as pessoas conhecem através da arte, então isso é muito legal. De alguma forma são sementes que vão caindo, porque você pega uma árvore e vê, quantas centenas, milhares de sementes que tem e só uma ou duas frutificam. Isso também é cultura, é um reflexo do macro dentro do micro.

Valeu a pena ter vindo pra Itiquira?

É uma pergunta complexa de responder. Se eu tivesse ficado em São Paulo com certeza eu estaria ligado à área de comunicação. Eu acredito que seja uma missão, não acredito que a coisa aconteça por acontecer, tinha que, talvez, resgatar uma história dos meu avós que começaram uma história aqui. Acho que é uma missão realmente ter vindo para cá, dar movimento à cidade. Não sei se faria tudo de novo, mas não posso analisar assim, não é por aí. Eu acho que tinha que estar aqui, aprendi demais estando aqui.

Gostaria talvez de ter direcionado a minha vida mais pro lado da arte, fiquei muito tempo afastado dela, mesmo escrevendo os roteiros. Com certeza, se eu estivesse em São Paulo já teria morrido, porque eu gosto da vida boêmia, mesmo não bebendo hoje, não fumando, eu sou muito chegado à vida noturna, gosto do underground, porque acho que no submundo você é muito mais autêntico do que no mundo padronizado, então, com certeza, eu já estaria morto (risos).

Sinto-me como quem tem que resgatar uma história ainda, que tenho de trazer o cinema pra cá. Sinto-me, às vezes, um pequeno arauto da cultura local, não querendo ser arauto, mas uma voz que busca: “Vou dar um toque, existe isso pra fazer, vamos fazer um livro agora, ou um filme, etc”. Teve gente que não gostou, mas foi assistir ao filme. São coisas que a gente vai trazendo pra cidade que, com certeza, necessita disso. Não sei o que faria numa cidade grande, acho que o meu papel é por aqui ainda.

Fale um pouco de tecnologia. Por exemplo, em Itiquira, você está aqui hoje plugado nesse meio digital, a internet. Mesmo estando aqui, distante dos centros urbanos, sente-se mais integrado ao mundo?

Sim, com certeza. Posso dizer, sem dúvida alguma, que eu trouxe muita inovação tecnológica para cá. O primeiro vídeo-cassete foi meu, que foi um barato, quando eu liguei a primeira vez, chamei uma pessoa e falei: “Está vendo o Jornal Nacional?”. Aí gravei o Jornal Nacional e disse: “Agora você vai ver ele de novo”. Foi um choque. Algumas pessoas não tinham a menor noção do que era aquilo.

A primeira máquina de gravar vídeo, VHS, fui eu que trouxe pra cá. Sempre fui muito ligado em tecnologia. Quando a internet já existia no Brasil, aqui não tinha nem telefone. Em novembro de 98 eu consegui a primeira conexão, via discada por Cuiabá, era um sistema jurássico, lento, mas foi a primeira conexão.

Então, quando chega agora a internet banda larga, que o sinal é 99% sem problema, eu estou no mundo, eu me correspondo com várias pessoas ligadas à arte. Uma professora do Rio Grande do Sul que é escritora e vai lançar um livro de contos, Maria Luisa, a gente troca muita figurinha. Hoje você tem acesso ao Youtube e você está dentro de casa com o mundo lá dentro. A internet quando você quer usar bem, você consegue. Através do Orkut consegui contactar pessoas ligadas ao Coronel Fawcet, objeto de uma pesquisa minha, que eram pessoas que iam do Rio Grande do Sul para Mato Grosso que me deram informações, através das quais consegui contato com o Cacique dos Xavantes que me passou muitas informações. Nesse aspecto a internet elimina as distâncias. Hoje em termos de tecnologia não estamos atrás de ninguém. Agora tem o site Overmundo, vamos começar a trabalhar em cima disso.

Novos caminhos. Novas possibilidades....

O padrão não quer dizer nada. Inclusive, eu achei muito interessante um fato que aconteceu com a apresentação do Revelando os Brasis, numa cidade do interior de São Paulo, em que o nosso filme, “O quadro”, foi rejeitado violentamente por causa da nudez. Aconteceu uma procissão antes da apresentação e logo em seguida o filme com mulher pelada. Disseram que o padre ficou indignado, que queria entrar na cabine de projeção, quebrar os equipamentos, que foi uma coisa horrível.

Fico aqui pensando: que interessante que é a hipocrisia social, enquanto os padres ficam comendo criancinhas e ninguém fala nada, ou a igreja procura encobrir, vem esse que se sentiu agredido, porque eu acho que a má intenção estava dentro dele, aí aflorou, vem e faz todo esse movimento pró-moralismo, um falso moralismo. Por isso que o underground é mais interessante e por outro lado, eu acho que a arte tem que chocar mesmo, porque no momento que choca, desperta alguma coisa em você. A arte não pode ser uma coisa fixa, parada, estática, passiva, ela tem que realmente movimentar, agredir no sentido da movimentação, da pessoa se tocar.

Acho que caberia até tentar entrar em contato com esse padre pra gente discutir algumas coisas, porque eu acho um absurdo a Igreja Católica, ou o poder religioso, querer decidir o que o povo deve ou não deve ver, quando eles se esquecem que eles queimaram pessoas durante 300 anos na fogueira e vem hoje dar uma de bonzinho. Então, eu acho legal esse fato de o filme chocar.

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Andre Pessego

Olha foi muito bom tomar conhecimento da parte humana, da parte pessoa de "Revelando os Brasis". Tinha a impresão de se tratar destes milionarios e por cima apadrinhados de tanta coisa, e feliz em saber do encontro como se deu, encontro do autor com o Brasil, abraço andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 27/7/2007 06:48
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Helena Aragão

Edu, já tinha lido, mas não comentado. Bem interessante a entrevista, o Manoel pelo visto é uma figura ímpar. Bem legal a generosidade dele ao ver como pode ser útil à cidade. Que legal ele dar a entender que vai colaborar com o Overmundo. Vai ser ótimo ter notícias fresquinhas sobre a cultura de Itiquira. Valeu por nos apresentar o cara!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 27/7/2007 17:03
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Helena Aragão

Não sei se é o ângulo ou viagem da minha cabeça, mas achei o Manoel parecido com o Fred Zero Quatro. :)

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 27/7/2007 17:11
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