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MANOEL MONTEIRO E O NOVO CORDEL - (Entrevista)

arquivo próprio/Rubenio Marcelo
MANOEL MONTEIRO - O Maior Expoente do Novo Cordel
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Rubenio Marcelo · Campo Grande, MS
31/8/2008 · 393 · 51
 

Em ensaio que – há quatro dias – publiquei aqui (intitulado "O Reino Fecundo da Poesia Popular de Manoel Monteiro"), explanei detalhes do encontro que tivemos - eu e o poeta sonetista Fernando Cunha Lima - com o mais evidenciado bardo popular da atualidade e o maior representante do chamado Novo Cordel do nosso país: o poeta cordelista Manoel Monteiro, que – nascido, em 1937, na pacata cidade de Bezerros (PE) – está radicado, há décadas, em Campina Grande (PB), onde nos recebeu (em sua casa) na data de 26 de julho do corrente ano.

Na ocasião, finalizamos o nosso inesquecível encontro fraterno-cultural, documentando uma descontraída entrevista com o carismático e prolífero vate, que é autor de mais de uma centena de títulos de cordéis e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri Paraibano e da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC).

Por falar em Manoel Monteiro na ABLC – e para que saibamos, através de seu próprio estro, um pouco mais da saga do Velho Mestre do Novo Cordel (como o cognomino) – consignarei, a seguir, versos [trechos do seu Discurso] que proferiu na solenidade de Posse para a titularidade da Cadeira nº 38 deste alto Sodalício, em outubro de 2003:
“(...) Nunca imaginei a hora / E muito menos o dia / De que os versos singelos / Que meu estro humilde cria / Faltos de seiva e luzir / Pudessem me conduzir / Ao seio da Academia.
Desde os tenros anos, lia / Folhetos e assistia / Embolada e cantoria / Ao som da viola, então, / Pressenti a vocação / Dentro do peito mexendo, / Flagrei-me cedo escrevendo / “Romances” por profissão.
Aos 12 anos, e vão / Daqui pra lá uns sessenta, / Que este poeta inventa / História em versos que são / Feitos com tanta paixão, / Tanto ardor, mas pouco brilho, / E tanto me maravilho/ Desvirginando o papel / Que cada novo cordel / É como parir um filho.
(...) A Bezerros cada ida / De meu pai era freqüente / Na volta trazer-me um “livro” / E o livro comumente / Tinha como autor da rima / João Ferreira de Lima / Ou um Milanez fluente.
Eu bebia na vertente / De um Leandro envolvente / Um Zé Duda comovente, / Zé Camelo e seu Pavão, / De Silvino e lampião / Conhecia suas sagas / Lendo os folhetos de Chagas / Um mestre nesta questão.
(...) Mas isso só não continha / Minha ânsia de voar, / Quis contar história minha / Então comecei criar. (...) Cada história que criava / Escrevia e divulgava / Em cópias que duplicava / Passando de mão em mão, / fazendo nova versão / De “folha solta ou volante”, / Qual num passado distante / Fez o trovador de então.
Fui do Recife ao sertão / E no Pajeú de Flores / Fiz amigos cantadores / E quis ser da profissão, / Mas sem voz, sem vocação, / Sem convite, sem parceiro, / Sem faturar um cruzeiro / Pra não parar o engenho / Mergulhei com todo empenho / Na vida de folheteiro.
(...) Com vento enfunando o pano / Dessa vida peregrina / De feira em feira e de praça / Grande, média e pequenina / Vendendo verso a cantar / Terminamos por chegar / À cidade de Campina. (...)”.


Assim, à guisa de preâmbulo para a entrevista seguinte, ficam acima transcritas estas nove estrofes de uma maravilhosa peça literária (também publicada em folheto) que se intitula “Uma Longa Viagem - De Campina a Santa Teresa” - Discurso de Posse de Manoel Monteiro – quando o poeta relata, em dezenas de estâncias rimadas e metrificadas (e deveras emocionantes), a sua história de vida e a sua trajetória pelas sendas da cultura popular, desde a mística Serra Negra (de Bezerros) até o sobranceiro compartimento oriental da Borborema (em Campina), e depois rumo ao imortal assento da Academia (este augusto cenáculo guardião dos tesouros do universo opalescente do Cordel).
Eis a entrevista com o poeta Manoel Monteiro:

RUBENIO MARCELO — Manoel, Inicialmente, eu gostaria de saber de você qual a importância do Novo Cordel na atualidade.
MANOEL MONTEIRO — Rubenio, o Novo Cordel de que eu falo é o cordel atual, o cordel do século XXI, este que está sendo utilizado, com eficiência, pelos professores nas salas de aula. O cordel, no momento, está em uma evidência muito maior do que nos seus ditos tempos áureos e pioneiros. Isto é verdade. Pode escrever. Eu conheço a história do cordel desde muito tempo, e convivendo com ele, nas feiras do Nordeste, desde 1951. Meu primeiro cordel foi publicado aqui em Campina Grande em 1953. Eu já vinha, há uns dois ou três anos, trabalhando com folhetos de feira em feira. Foi assim que eu saí de casa. As minhas asas para levantar vôo do ninho paterno foram os folhetos de cordel. E tão bem coladas foram estas asas, que ainda hoje eu continuo voando... Estas minhas asas foram e são, assim, muito mais firmes do que as (de penas) que puseram em Ícaro, pois quando este se aproximou do Sol, as suas asas caíram. Pois bem! Como afirmei, o cordel, hoje, está em evidência. Se o cordel de ontem era consumido (era absorvido) basicamente por gente simples e de pouca cultura, um público da periferia, das fazendas, das cidades pequenas do interior, dos mercados, das feiras livres (porque aonde ia o sertanejo, ia a sua mala repleta de saudades e de folhetos), hoje o cordel é consumido também nas escolas brasileiras; é valorizado nas instituições escolares de todos os graus, inclusive sendo enfocado por mestres e doutores nas suas teses acadêmicas. Então, o cordel hoje está em alta evidência e eu sei por que ele está com este prestígio...

RUBENIO MARCELO — Por que, então, Manoel, que o cordel está com este prestígio que você acaba de nos reportar?
MANOEL MONTEIRO — ... Porque os autores de hoje estão fazendo um trabalho diferenciado. Hoje, há cordelistas que possuem cursos superiores e especializações. Cordelistas que conhecem todo o Brasil e até países do exterior. Então, a vivência destes homens (que trazem na bagagem, antes da formação superior, uma cultura de massa, uma natural convivência com o povo), capacita-os a participar – por exemplo – de conferências, cursos e palestras para universitários em qualquer faculdade ou universidade brasileira. O que não acontecia ontem. Se o Novo Cordel está com toda esta evidência, é porque hoje os seus autores estão inserindo esta literatura nas escolas, nas salas de aula, e ministrando também interessantes palestras e conferências acerca do assunto... Atualmente, o campo, o auditório, o público do cordelista é diferente. E o cordelista também é diferente. Então, esta qualidade do novo cordelista faz o Novo Cordel; faz com que o texto do cordel seja estudado e utilizado, inclusive no aprendizado da nossa Língua Portuguesa. Neste sentido, nós temos trabalhos de alta classe, como – por exemplo – o de Moreira de Acopiara (em São Paulo), Klévisson Viana (no Ceará), Geraldo Amâncio (grande repentista cearense), Janduí Dantas (com a sua Gramática em Cordel, que é admirável), o José Maria de Fortaleza (que também trabalha muito bem com a literatura de cordel nas escolas), apenas pra citar alguns (claro que temos outros nomes). Todos são trabalhos simples, humildes na aparência, mas grandiosos na penetração, na originalidade, no convencimento, na maneira de transformar o difícil em fácil, porque a vantagem da informação feita através do cordel é que ela é compreensível, em virtude de esta poesia ser fecunda e sonora. E esta particularidade do texto poético faz com que qualquer informação, veiculada através dela, seja de fácil apreensão e de agradável consumo.

RUBENIO MARCELO — Quais as dificuldades e obstáculos que esta arte maravilhosa – o Cordel – está enfrentando nos nossos dias? E o que deve balizar a criação do Novo Cordel?
MANOEL MONTEIRO — Eu diria que os obstáculos são aqueles naturais a toda qualidade de impresso. Especialmente os livros. Ora, eu me lembro, e aproveito a ocasião para repetir, o que disse, certa vez na Feira de Remígio, o escritor Cristino Pimentel: — “Vender livros no Brasil é carregar a cruz de Cristo, vinte e quatro horas, durante toda a vida”. Isto sintetiza a dificuldade das pessoas que vivem das suas obras literárias. Aqui mesmo, nesta sala, onde estamos agora, um pessoal da imprensa me perguntou o seguinte: “... Se nós estávamos tendo ajuda governamental... Se nós tínhamos facilidade de publicar os nossos trabalhos... E como que o governo olha os nossos artistas...”. E eu respondi (e esta é a minha posição): — O artista precisa, mas não deve se submeter ao beneplácito dos governantes, ficar esperando por isto, porque isto pode implicar numa certa subserviência, mesmo que instintiva. A independência para o artista é fundamental. Eu dizia e digo que: – Se uma pessoa, um artista, fizer um bom trabalho, ele há de ser reconhecido. O que interessa é que este artista prime pela sua obra. Procure fazer um trabalho de classe. Para isto, ele às vezes necessita de proceder a uma busca, realizar uma pesquisa, para ilustrar o seu conhecimento. Quem está escrevendo, quem vive de escrever, como é o nosso caso, é preciso cuidar, analisar o que publica e buscar aprimorar sempre a sua criação. E eu sou partidário da condição de que o poeta tenha um pouco de trabalho (em prol do aperfeiçoamento) para compor a sua obra, visto que este material ficará registrado para sempre, passando – às vezes – por várias mãos (leitores diversificados). Digo isto porque fizeram comigo, um dia desses, uma dessas surpresas maravilhosas: eu estava aqui e chegou o professor Daniel Duarte (homem que gosta de publicações e livros raros), que é do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri Paraibano, e me mostrou um monte de folhetos antigos que ele adquirira numa dessas feiras do interior. Então, eu passando alguns (uns eu conhecia e outros não...), e o que é que eu encontro... Eu encontrei um folheto que eu havia publicado aqui em Campina Grande em 1957. E deste folheto eu só me lembrava do título: “O Crime da Sombra Misteriosa”, e nem me lembrava mais de como eu tinha criado, inventado e conduzido a história, como havia desenvolvido o enredo. Mas onde eu iria encontrar aquilo? Então me chega aqui o Daniel com um exemplar deste folheto, que fora manuseado por mãos diversas, por mais de cinqüenta anos, passado certamente de pai para filho. Então eu pude perceber, mais uma vez, que quem escreve tem que pensar bem no que vai registrar, tem que analisar com cautela a formação do seu pensamento e da sua obra, para não documentar besteiras, que assim ficarão por muito tempo. Portanto, temos que pensar sempre em legar ao futuro alguma coisa consistente e efetivamente útil. Poesia são fragmentos de luz... São relances... São fagulhas de beleza e de graça... E o poeta tem a obrigação de procurar isto. Uns têm mais facilidade... São mais queridos pela musa. Outros possuem certas dificuldades... Eu, por mim, digo: a cada dia que passa, mais dificuldades eu encontro para escrever os meus textos, porque eu não quero me repetir; eu não quero dizer aquilo que eu já disse... E é muito difícil um homem de mais de setenta anos, como é o meu caso, ficar dizendo coisas novas... (risos)... Quase tudo que eu vou dizer alguém já disse, ou eu mesmo já expressei anteriormente. Mas esta busca é uma necessidade. Nós temos que buscar novas flores e fragrâncias. Num jardim por onde você anda todo dia, onde você já beijou todas as rosas, você tem que buscar uma de nuança diferente. Que tenha alguma graça diferenciada daquela que você contemplou no dia anterior. Esta é a dificuldade e o desafio do poeta.

RUBENIO MARCELO — Manoel, você – que é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel – poderia nos dizer se esta Entidade (a ABLC) tem realizado atividades voltadas para a valorização e para a divulgação da arte do cordel?
MANOEL MONTEIRO — Sim. Digo, com sinceridade, que a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, que tem a sua sede localizada no Rio de Janeiro (no bairro de Santa Teresa), é uma das chaves que têm aberto as portas de muitas instituições e entidades importantes no Brasil (e no mundo) para o cordel brasileiro, para este tipo de literatura impressa e expressa em versos. O cearense Gonçalo Ferreira da Silva – o presidente atual da ABLC – é um homem de cultura, possui curso superior, mas é, sobretudo, um poeta nato. Possui dom natural e sensibilidade. A Academia é muito importante. E muita gente tem me abordado sobre ela. Algumas pessoas até me questionam por que esta Academia não é estabelecida no Nordeste, uma vez que – segundo pensam – poesia popular é coisa de nordestino. E eu respondo: Poesia popular não é arte somente de nordestino. Poesia popular é arte do mundo e para o mundo. Os versos populares da literatura de cordel vêm – eu diria – das cavernas. Sim... Eu penso que a primeira poesia popular nasceu, lá numa primitiva caverna, com um troglodita, que – querendo conquistar uma formosa companheira – deixou de emitir aquele ruído agressivo e fez um ruído sonoro, flertou a trogloditazinha de uma maneira poética, agradável, musical, e aí nasceu a primeira poesia, o primeiro texto poético. A poesia é um sentimento especial; é a expressão de um assunto qualquer com a graça e a beleza e a ternura de um texto em versos. Então... Quando a poesia popular (na forma como estamos nos referindo: o cordel) vivia apenas de feira em feira, ela realmente tinha uma limitação de público, é verdade. Mas quando São Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, começaram a absorver mão-de-obra dos outros estados, e também do Norte e do Nordeste, aí a poesia popular disseminou-se; o cordel ganhou as sendas do Brasil. O Ciclo da Borracha e a construção de Brasília também são eventos que colaboraram para esta universalização da poesia popular, que era, no princípio, um pouco restrita, realmente, ao Nordeste brasileiro. Cordel, literatura popular, hoje, é coisa do mundo. Poesia Popular é nada mais, nada menos, do que uma poesia bem escrita e que atinge a maioria das pessoas, porque ela é compreensível, ela é envolvente e boa de ser assimilada. Poesia popular é – por exemplo – o que encontramos nos versos de Leandro Gomes de Barros, versos escritos há cerca de cem anos e que compõem agora, por três anos seguidos, o programa do vestibular da Universidade Estadual da Paraíba. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel tem estabelecido importantes contatos com entidades culturais e instituições do mundo, e esta abertura para os novos meios – mostrando a importância, o real valor da poesia popular – faz com que a literatura de cordel ganhe evidência e amplo destaque nos nossos dias.

RUBENIO MARCELO — E os meios de comunicação de massa, por exemplo, a TV, o rádio, o jornal e, principalmente, a Internet, têm contribuído de forma efetiva para o prestígio e esta evidência do cordel (que você se refere)?
MANOEL MONTEIRO — Estes meios de comunicação têm contribuído, e muito. O cordel, hoje, fala a linguagem do Século XXI. E a mídia, toda a imprensa que precisa de notícia, está vendo aí a importância e a influência do cordel, este expoente de arte que está sendo inclusive (como já afirmei) estudado e enfocado – com destaque – em teses e monografias de mestrado e doutorado. Então, quando as universidades estão interessadas em algo, a imprensa – que é inteligente – também está. E isto tem favorecido deveras a valorização merecida da nossa literatura de cordel. A poesia em geral, hoje, é para ser veiculada também pela Internet e por todos os meios mais modernos de comunicação.

RUBENIO MARCELO — Manoel Monteiro, o que é ser cordelista?
MANOEL MONTEIRO — Ser cordelista é sonhar... E sonhar vinte e quatro horas por dia, porque a poesia popular é um exercício mental maravilhoso e muito gratificante. O poeta olha o vôo de um pássaro, analisa seus movimentos, diferentemente de um físico, por exemplo. Ser poeta cordelista é brincar com o lúdico, é querer copiar estrelas (e isto é possível?)... Então, repito, ser poeta [para mim] é viver sonhando, e é muito bom viver assim, porque a realidade do cotidiano é muito ríspida, é muito vazia. A poesia, às vezes, faz chorar, mas choramos de uma maneira diferente, porque choramos com a fecundação da alma...

RUBENIO MARCELO — Eu gostaria que você nos explicasse como é que nasce a sua inspiração para escrever os seus trabalhos de cordel.
MANOEL MONTEIRO — Primeiro, vem da minha vivência. O meu grande livro é a vida. Os meus cordéis são compostos, principalmente, embasados nas minhas experiências de vida, mas também - quando necessito - realizo um pouco de pesquisa. Quando eu vou escrever sobre um determinado assunto, às vezes temas requisitados, eu procuro me inteirar o máximo possível sobre aquela matéria. Contudo, a criação, no meu ponto-de-vista, deve ser a mais solitária possível. Na gestação do texto, o poeta deve-se voltar para o interior, para o seu interior, para os seus sentimentos, suas lembranças mais recônditas. É preciso mergulhar no desconhecido em busca do belo. Isto parece tão subjetivo, este meu raciocínio, mas é assim que estou conseguindo dizer como é o meu processo de criação. Eu não tenho um folheto pronto. Eu não sei nem como ele terá fim. E eu não sei nem se ele vai terminar. Às vezes eu busco uma palavra, eu quero uma palavra de determinado tamanho, eu necessito de uma palavra de determinada cor ou aspecto e ela não me aparece. Não adianta fazer por fazer... Só rimar é fácil (quando o som não arranha o ouvido, temos a rima). Metrificar, outrossim, não é difícil: a métrica pode ser aperfeiçoada pelo costume e a prática. Mas isto é muito pouco para a elaboração um bom poema. Faltam os desígnios da oração, que é o sentido, e principalmente a essência, que é a beleza. Então, o meu processo de criação é uma busca (e é dolorida)... Por isso quando eu trabalho algum folheto de encomenda (e eu faço, principalmente se o assunto for um desafio), eu preciso me inteirar, conhecer, falar com especialistas daquele assunto... Mas eu digo para as pessoas que encomendam: – Em não garanto nada. Não garanto que vai prestar... O futuro é que vai dizer... Eu vou tentar fazer, mas se eu não conseguir, paciência... O que é certo é que, somente pelo fato de eu conhecer os aspectos da rima e da métrica, não terei jamais a garantia da criação de uma bom texto poético. Preciso de algo mais, preciso daquilo que transcende...

RUBENIO MARCELO — Para encerrarmos, eu gostaria que você expressasse algumas palavras dirigidas àquelas pessoas que estão se iniciando na arte do cordel, ou que estão se interessando, de alguma forma, pela poesia popular.
MANOEL MONTEIRO – Parabenizo os que estão iniciando. É preciso que as pessoas expressem o que sentem. E, para isto, o melhor canal, o veículo mais democrático é a poesia. É preciso escrever e divulgar o trabalho. Mas é preciso procurar escrever com responsabilidade e desvelo (e também com racional autocrítica). No momento, a poesia está ganhando muitos adeptos em todo o mundo. Mas escrever poesia não é para todo mundo: só faz poesia quem é poeta; e só concebe a boa poesia quem é bom poeta. A real inspiração é uma coisa deveras etérea; muito sublime; não fácil de ser alcançada. A busca eterna pelo belo é uma das missões do poeta, e eu felicito os que estão começando a escrever, e volto a repetir: - Escrevam tudo que lhe vier ao coração, passem para o papel e divulguem, porque é desse meio, é dessa produção que sairão as grandes obras. Contudo, quero repetir mais uma vez: é preciso ter cuidado ao escrever. O que for escrito agora, assume uma responsabilidade com os leitores do futuro.

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comentários feed

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Ilia Noronha
 

Caraca!!!!
Amei!!
Beijãooooooooooo

Ilia Noronha · Manaus, AM 29/8/2008 14:53
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Doroni Hilgenberg
 

Oi Rubenio,
Que bala entevista,
e que grande aula sobre o cordel.
É preciso divulgar a poesia popular
Admiro muito, mas ainda não tive tempo
de por em pratica um poema feito cordel,
porque ele exige uma técnica perfeita
tal qual o soneto ou a trova.
Parabéns a você e a Manuel Monteiro
por tão gratificante texto.
bjsssss

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 30/8/2008 12:04
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clara arruda
 

Já tive o prazer de ler algo no blog e votado.
Uma ela entrevista.
Parabéns aos dois,um abraço carinhoso dessa amiga.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2008 03:00
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Sigrid Spolzino
 

Tive oportunidade, certa vez, em Recife, no Mercado São José... de passar horas lendo cordel... que leitura danada de gostosa, não? Deixo um abraço fraterno no entrevistador e entrevistado... além, de achar a iniciativa em nos proporcionar esta rica leitura... não há outra saída, pela publicação e ponto final!
Baci

Sigrid Spolzino · Brasília, DF 31/8/2008 03:15
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Sigrid Spolzino
 

na empolgação faltou até palavras aí em cima...rsrsrs
...proporcionar esta rica leitura, grande vontade de conversar com Manoel Monteiro, ao vivo e a cores...

Sigrid Spolzino · Brasília, DF 31/8/2008 03:18
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Fatima Paraguassu/Santa Cruz de Goiás
 

Rubenio, seria o maior prazer de minha vida sentar ao lado deste mestre e ouvi-lo. Ainda hei de ser cordelista...

Fatima Paraguassu/Santa Cruz de Goiás · Santa Cruz de Goiás, GO 31/8/2008 03:59
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gleidston cesar
 

Rubenio, meus parabéns, continue nos brindando com coisas maravilhosas assim, abraço poeta!!!

gleidston cesar · Goiatuba, GO 31/8/2008 07:16
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Compulsão Diária
 

Rubênio,
gostei mais ainda.
A entrevista deu espaço maior ao cordelista!
Salve!
abço
CD

Compulsão Diária · São Paulo, SP 31/8/2008 07:30
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

ficou muito bom, parabéns.votado.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 31/8/2008 07:53
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Doroni Hilgenberg
 

Voltando
bjssss

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 31/8/2008 08:19
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azuirfilho
 

Rubenio Marcelo · Campo Grande (MS)
MANOEL MONTEIRO E O NOVO CORDEL - (Entrevista)

Entrevista Ontológica.
"O Reino Fecundo da Poesia Popular de Manoel Monteiro"),
Muito lindo temos desse Mestre reverenciar e agradecer a sua Contribuição a Cultura Brasileira.
Parabéns pela táo Marcante Entrevista.
Verdadeira Aula de História .
Abração Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 31/8/2008 09:07
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zilka jacques
 

Muito boa entrevista , caro amigo. Realmente quem vive da escrita tem que estar sempre aprimorando sua criação e tentar abrir fronteiras sem esperar que orgãos governamentais se interessem em divulgar os expoentes de nossa cultura, tal Mamoel Monteiro.
Beijos

zilka jacques · Porto Alegre, RS 31/8/2008 09:52
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marilia carboni
 

Excelente !! Votado!! Mil beijos !!!!

marilia carboni · Londrina, PR 31/8/2008 10:04
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LAILTON ARAÚJO
 


AMIGO RUBENIO...


A entrevista dada por “Manoel Monteiro” é indispensável para quem é aprendiz de escritor... Eu sou um desses aprendizes!

Li e selecionei algumas pérolas...


“quem escreve tem que pensar bem no que vai registrar, tem que analisar com cautela a formação do seu pensamento e da sua obra, para não documentar besteiras”

“Poesia popular não é arte somente de nordestino. Poesia popular é arte do mundo e para o mundo”

“Eu penso que a primeira poesia popular nasceu, lá numa primitiva caverna, com um troglodita, que – querendo conquistar uma formosa companheira – deixou de emitir aquele ruído agressivo e fez um ruído sonoro, flertou a trogloditazinha de uma maneira poética, agradável, musical, e aí nasceu a primeira poesia, o primeiro texto poético”

“Então, repito, ser poeta [para mim] é viver sonhando, e é muito bom viver assim, porque a realidade do cotidiano é muito ríspida, é muito vazia. A poesia, às vezes, faz chorar, mas choramos de uma maneira diferente, porque choramos com a fecundação da alma...”

“Só rimar é fácil (quando o som não arranha o ouvido, temos a rima).”

“Parabenizo os que estão iniciando. É preciso que as pessoas expressem o que sentem. E, para isto, o melhor canal, o veículo mais democrático é a poesia. É preciso escrever e divulgar o trabalho. Mas é preciso procurar escrever com responsabilidade e desvelo (e também com racional autocrítica).”

“Contudo, quero repetir mais uma vez: é preciso ter cuidado ao escrever. O que for escrito agora, assume uma responsabilidade com os leitores do futuro.


Muitos e muitos anos de genialidade para este grande poeta!

Parabéns Rubenio! O registro histórico é o que fica!

Abraços.

Lailton Araújo


LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 31/8/2008 10:57
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graça grauna
 

Rubenio, parabens pela entrevista. Aqui, expresso minha eterna admiração a esrte grande poeta nordestino de Bezerros-PE. E viva o cordel e a nossa raíz cultural. Sempre, Graça Graúna

graça grauna · Recife, PE 31/8/2008 11:15
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Cintia Thome
 

Rubênio, uma colaboração excelente para todos nós.
ab

Cintia Thome · São Paulo, SP 31/8/2008 11:32
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victorvapf
 

Rubenio, um grande escritor entrevistando outro, beleza de trabalho. Parabens,

abracos

victorvapf · Belo Horizonte, MG 31/8/2008 11:51
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Sandrah Sagrado
 

Bela entrevista!!! Dá para trabalhar literatura com alunos do Ensino Médio com ela, posso repassar? beijão

Sandrah Sagrado · São Paulo, SP 31/8/2008 12:53
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Juscelino Mendes
 

Excelente. Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 31/8/2008 14:19
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Lili_Beth*
 

Querido Rubenio:

Ficou maravilhosa a entrevista. Eu já tinha gostado da outra ...
Parabéns ao cordelista desse meu Brasil_Brasileiro.
Beijos_Meus*
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2008 14:43
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Poeta Jorge Henrique
 

Rubenio, que contribuição magnífica! Um registro histórico de valor inestimável! Um presentaço para todos os overmanos e overminas!
Bravo! Bravo!

Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 31/8/2008 15:12
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clara longhi
 

Boa a sugestão da Sandrah, de utilizar este maravilhoso material na sala de aula. Afinal estamos aí com dois ícones, que sabem o que dizem e o que fazem (Manoel Monteiro e Rubenio Marcelo). Tanto o ensaio anterior como esta Entrevista são tesouros da Cultura nacional que devem ser guardados no cofre sublime do conhecimento de todos nós. Eu também estarei utilizando este material nas minhas turmas aqui na EE Riachuelo. Esta Entrevista é sobretudo uma excelente material didático, tantos as perguntas como as respostas foram estruturadas com maestria. Manoel Monteiro, sempre com firmeza e sabedoria, dilineia magistrais pensamentos e ensinamentos. São matérias assim que merecem todo o destaque e aplauso geral. Parabéns!
Beijo

clara longhi · Campo Grande, MS 31/8/2008 15:50
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ana wagner
 

Maravilha! Votado.
Beijo Rubenio.

ana wagner · Porto Alegre, RS 31/8/2008 17:46
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Raiblue
 

Oie Rub!

Acabei de ler toda a entrevista!
Um tesouro!!!
Uma contribuição maravilhosa para nossa literatura!
Posso até levar p sala de aula... os alunos vão adorar!
Obrigada por este momento divino!!

Parabéns,meu lindo!

um beijinho azulzenmístico...
Blue

Raiblue · Salvador, BA 31/8/2008 18:10
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Andre Pessego
 

Rubênio,
tinha deixado um comentário, que julgo interessante, e agora não aparece, acho que deixei no local onde não é para aparecer. Mas vamos lá - de publíco - Tenho encontrado no largo de S.Be nto e na Praça da Sé., em SP. alguns dos títulos de romances de cordel de Monteiro. Estes dias leivei alguns na rede positvo de ensino ;;;;;;;;
abraç
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 31/8/2008 18:12
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Andre Pessego
 

Retificando, meu comentário foi na primeira materia.
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 31/8/2008 18:14
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Nydia Bonetti
 

Muito bom, Rubenio! bela matéria.
abraços

Nydia Bonetti · Campinas, SP 31/8/2008 18:35
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Alice Poltronieri
 

Oi Rubenio.
Essa entrevista, com certeza comporá o cenário histórico cultural do Brasil, como cntribuição valiosa para a memória da nossa arte.
Parabéns, pelo talento e pela bela oportunidade que nos deste de conhecer um trabalho tão ímpar e valiosos.
bjssss...
voto

Alice Poltronieri · Porto Velho, RO 31/8/2008 19:22
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ayruman
 

Um povo que não preza a suas raízes culturais simplesmente não existe...
Aplaudido de pé novamente,meu amigo.
Saúde e Paz.jbconrado

ayruman · Cuiabá, MT 31/8/2008 21:24
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MaluFreitas
 

Voltei e como já tinha comentado, votei com toda a minha admiração ao seu trabalho ...Sem delongas: Adorei!

MaluFreitas · Salvador, BA 31/8/2008 21:36
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Sônia Brandão
 

Rubenio, que beleza de entrevista.
Você e Manoel trazendo uma importante contribuição para a universalização da rica poesia popular.
bjs

Sônia Brandão · Bauru, SP 31/8/2008 22:26
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Carlos Mota
 

Rubênio,
gratificante ler a matéria
em sua totalidade
abraço,

Carlos Mota · Goiânia, GO 31/8/2008 23:20
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delen
 

Fiz uma excelente leitura , deixo aqui meu carinho e admiração. Votado. Abraço...

delen · Cotia, SP 1/9/2008 00:34
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Falcão S.R
 

Rubenio,

É por demais emociante todo esse lindo relato.

Abraços

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 1/9/2008 00:41
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Reginaldo Negrão
 

Rubênio Marcelo, você, grande poeta e escritor, faz aqui uma merecida homenagem a outro grande nome da nossa poesia nacional. Manoel Monteiro realmente é este expoente da cultura popular, conheço alguns de seus cordéis, trabalhos maravilhoso e educativos. O Overmundo tem que se orgulhar de ter aqui matérias assim.

Reginaldo Negrão · Cuiabá, MT 1/9/2008 08:20
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Paulo Esdras
 

Ótima entrevista com este ícone da poesia popular! Parabéns!

Paulo Esdras · Brumado, BA 1/9/2008 08:48
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Vinícius Motta
 

Grande entrevista. Um continuidade e tanto do texto que você nos apresentou na semana passada. E uma grande oportunidade para quem não conhecia (como eu, confesso) o pensamento de Manoel Monteiro.
Parabéns.

Vinícius Motta · Rio de Janeiro, RJ 1/9/2008 09:29
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Sander Machado
 

Olá Rubenio,
muito bacana mesmo. Inclusive esse outro formato, tipo entrevista, que podemos conhecer um poeta, na escrita de outro poeta. Estão de parabéns.
Com Carinho,

Sander Machado · Porto Alegre, RS 1/9/2008 10:36
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Gisele Colombo
 

Rubenio, maravilhosa sua entrevista! Sem dúvida alguma o Manoel Monteiro é um homem de muita sabedoria no qual devemos nos inspirar. E concordo com ele: escrever é muita responsabilidade! Abcs Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 1/9/2008 12:27
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su angelote
 

Belíssima entrevista. Votado querido.

su angelote · Jaboatão dos Guararapes, PE 1/9/2008 13:18
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Regina Lyra
 

Rub querido PoetAmigo,
Entrevista que tornou-se uma verdadeira aula com as respostas do Mestre Manoel Monteiro.
Realmente existe grandes pérolas nas respostas às suas perguntas muito pertinentes ao ato da criação.
Grande beijo e parabens pelo trabalho.
Votadíssima.

Algumas delas pinçadas pelo overmano Laílton Araújo.

Regina Lyra · João Pessoa, PB 1/9/2008 19:14
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anamineira
 

Passando por aqui, lendo sua entrevista e votando pela brilhante iniciativa. Acorda Brasil!!! Precisamos valorizar mais a cultura.
Um abração,

anamineira · Alvinópolis, MG 2/9/2008 15:37
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Zingara RJ
 

oi Rubenio, maravilha de entrevista, adorei!

beijos no coração...

Zingara RJ · Rio de Janeiro, RJ 2/9/2008 23:44
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Coluna do Domingos
 

Aprovado. Votado

Coluna do Domingos · Aurora, CE 3/9/2008 13:30
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Ize
 

Rubenio, com muito atraso venho aqui externar meu "maravilhamento" por essa matéria. Que beleza o fragmento do discurso de manole Monteiro e que fantástica a entrevista. Como esse tema me interessa demais, copiei o texto, inclusive para compartilhá-lo com meus alunos.
Meu interesse pelo cordelista foi tanto que fui à internet pra saber mais sobre ele e acabei descobrindo este vídeo que divulga o documentário de 52' "Manoel Monteiro em vídeo, verso e prosa" exibido na TV Cultura da Paraíba em 22 de julho de 2007.
Estava aqui pensando que o nome dele tinha que ser Manoel. Agora tenho um trio de manoeis a encantar minha vida. Manoel Monteiro, Manoel Bandeira, Manoel de Barros.
Parabéns querido Rubenio e muito obrigada por me apresentar esse homem divino.
Grande abraço
da Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 5/9/2008 00:25
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Dorita
 

Mais uma vez obrigada por me colocar frente ao seu trabalho poeta.
Muito bom conhecer pessoas como você.
Votando

Dorita · São Paulo, SP 6/9/2008 03:22
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Saavedra Valentim
 

Meu amigo Rubênio
Maravilhosa trova a de Manoel Monteiro! Genial. Adoro esse tipo de expressão poética. Adoro uma embolada, um desafio, enfim qualquer forma de manifestação vinda do povão. De gente que, mesmo sem cultura, é capaz de se comunicar de forma tão expresssiva.
Não pe o caso do Manoel, que, além de ocupar uma cadeira na ABLC, deu uma entrevista maravilhosa. Dissecou o o que é o cordeu.
Conrtinue esse trabalho gratificante de divulgar essas manifestações da sua região.
Parabéns!

Saavedra Valentim · Vitória, ES 12/9/2008 20:24
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Marluce Freire Nascasbez
 

Rubenio,

Talentosíssimo o Manoel Monteiro, e o seu trabalho um show! "Em mãos" como a sua, a cultura do cordel aparentemente esquecida, renasce, ganha referência no over”mundo”.

Parabéns pelo trabalho!

Um aBRAÇO do Nordeste, sertão!

Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 15/9/2008 17:49
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Pedro Monteiro
 

Rubenio.
Riqueza de sabedoria e cultura< é isso ai, amigo.
Abraços

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 7/2/2009 23:46
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Carlos Mota
 

Carlos Mota · Goiânia, GO 8/2/2009 08:29
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Pedro Monteiro
 

Amigo Rubênio Marcelo.
Manoel Monteiro não é um poço! É uma fonte (nascente criadora):

É o poeta Rubênio
Indo à fonte buscar
Balaios cheios de versos
Pra gente saborear,
Escarafunchando história
Nos guardados da memória,
Para nos presentear.

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 29/9/2009 17:08
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Manoel Monteiro e Rubenio Marcelo - Em Campina Grande (PB) zoom
Manoel Monteiro e Rubenio Marcelo - Em Campina Grande (PB)
Poetas Fernando Cunha Lima e Manoel Monteiro zoom
Poetas Fernando Cunha Lima e Manoel Monteiro
Manoel Monteiro em sua Cordelaria (Campina Grande) zoom
Manoel Monteiro em sua Cordelaria (Campina Grande)
Zé Maria de Fortaleza, Rubenio Marcelo e Geraldo Amâncio zoom
Zé Maria de Fortaleza, Rubenio Marcelo e Geraldo Amâncio
C/nomes da Cult Pop./ Cordel: Regina, Jorge, Daudeth, Medeiros, Socorro e Dantas zoom
C/nomes da Cult Pop./ Cordel: Regina, Jorge, Daudeth, Medeiros, Socorro e Dantas

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