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Marketing Poético

Fabiano Gummo
A vó do cu é a maionese.
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Fabio Godoh · Porto Alegre, RS
20/3/2007 · 81 · 3
 

Depois que lancei a âncora do Marketing Poético nesta província gordurosa e lobotomizada, muitos equívocos foram engendrados em nome de Chimia Geral. Dessa forma, cabe aqui alguns esclarecimentos.

Em primeiro lugar, observe a seguinte vaginação longitudinal: "A moda, assim como a arte de ultravanguarda, é a alegria da ilusão do câmbio". Portanto, creio que ao poeta não resta outra alternativa, em ambas as atividades, senão articular as suas simbologias exaustas a partir do o conceito de "publicidada".

(Eu encontrei o conceito de "publicidada" pela primeira vez em Gildo de Freitas, e também no livro "Introdução ao Entorpecimento Intersubjetivo", de Pedro Mandagará. Nesse tempo, já havia me dado conta de que procurar o conceito de "publicidada" era a minha sina, emblema de todos aqueles que saem à noite sem qualquer finalidade exata, razão de todos os destruidores de livros. No entanto, o que me exasperava ao encontrar o conceito de "publicidada" era saber que nunca mais voltaria a estar tão perto da minha liberdade quanto estive naquele tempo em que me sentia encurralado pela Literatura, e que a ansiedade que tinha de libertar-me era meramente uma confissão de derrota.)

Em segundo lugar, sobre a Literatura propriamente dita, devo dizer que o Marketing Poético antecipa três tendências fundamentais da pós-contemporaneidade: a poesia inexistente (também chamada de Totalitária), o consumo do vazio (a tarefa mais difícil que nos foi imposta, a maior e última prova, a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação) e o amor das criaturas humanas (sexo bom é sexo pago).

Com efeito, o que chamo de Marketing Poético, em última análise, é o que o estilista Joõo Mognon definiu como a "lógica da pornografia sacionada", e não somente, como alguns argumentaram, a necessidade de sobrevivência no mercado, mas "o ciclo do próprio desejo, o processo interminável por meio do qual o corpo é decodificado e recodificado para definir e habitar os mais novos espaços territorializados da expansão da alma do capital".

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Julz Reb
 

Que surpresa! Vejam até por onde tem andado a velha e guarantida química geral... é mesmo pau pra toda obra! :-)

Julz Reb · Canadá , WW 18/3/2007 02:13
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Fabio Godoh
 

não consigo deixar de pensar
naquele lance do darwinismo literário...

redundâncias e inutilidades...
o significado dos termos estrangeiros!
(quando se usar expressão ou termo estrangeiro,
deve-se dominar seu sentido
e ficar atento a ele.

só assim serão evitadas redundâncias como:
"slam poetry" - privilégio;
"work in progress"- vitrine;
"dada is not" - altruísmo.)

enfim, é o preço que pagam
os que gostam de misturar idiomas...

acabam muitas vezes
rebolando num sonho de creme.

Fabio Godoh · Porto Alegre, RS 19/3/2007 09:21
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Ilhandarilha
 

Heim??? Ah, bem!

Ilhandarilha · Vitória, ES 31/5/2007 10:27
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