Depois que lancei a âncora do Marketing Poético nesta província gordurosa e lobotomizada, muitos equívocos foram engendrados em nome de Chimia Geral. Dessa forma, cabe aqui alguns esclarecimentos.
Em primeiro lugar, observe a seguinte vaginação longitudinal: "A moda, assim como a arte de ultravanguarda, é a alegria da ilusão do câmbio". Portanto, creio que ao poeta não resta outra alternativa, em ambas as atividades, senão articular as suas simbologias exaustas a partir do o conceito de "publicidada".
(Eu encontrei o conceito de "publicidada" pela primeira vez em Gildo de Freitas, e também no livro "Introdução ao Entorpecimento Intersubjetivo", de Pedro Mandagará. Nesse tempo, já havia me dado conta de que procurar o conceito de "publicidada" era a minha sina, emblema de todos aqueles que saem à noite sem qualquer finalidade exata, razão de todos os destruidores de livros. No entanto, o que me exasperava ao encontrar o conceito de "publicidada" era saber que nunca mais voltaria a estar tão perto da minha liberdade quanto estive naquele tempo em que me sentia encurralado pela Literatura, e que a ansiedade que tinha de libertar-me era meramente uma confissão de derrota.)
Em segundo lugar, sobre a Literatura propriamente dita, devo dizer que o Marketing Poético antecipa três tendências fundamentais da pós-contemporaneidade: a poesia inexistente (também chamada de Totalitária), o consumo do vazio (a tarefa mais difícil que nos foi imposta, a maior e última prova, a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação) e o amor das criaturas humanas (sexo bom é sexo pago).
Com efeito, o que chamo de Marketing Poético, em última análise, é o que o estilista Joõo Mognon definiu como a "lógica da pornografia sacionada", e não somente, como alguns argumentaram, a necessidade de sobrevivência no mercado, mas "o ciclo do próprio desejo, o processo interminável por meio do qual o corpo é decodificado e recodificado para definir e habitar os mais novos espaços territorializados da expansão da alma do capital".
Que surpresa! Vejam até por onde tem andado a velha e guarantida química geral... é mesmo pau pra toda obra! :-)
Julz Reb · Canadá , WW 18/3/2007 02:13
não consigo deixar de pensar
naquele lance do darwinismo literário...
redundâncias e inutilidades...
o significado dos termos estrangeiros!
(quando se usar expressão ou termo estrangeiro,
deve-se dominar seu sentido
e ficar atento a ele.
só assim serão evitadas redundâncias como:
"slam poetry" - privilégio;
"work in progress"- vitrine;
"dada is not" - altruísmo.)
enfim, é o preço que pagam
os que gostam de misturar idiomas...
acabam muitas vezes
rebolando num sonho de creme.
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