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Mato Grosso do Sul ! O FIC 2008 e a TV Educativa..

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Até quando ???
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acgt · Campo Grande, MS
3/2/2008 · 134 · 2
 

O FIC 2008 e a TV Educativa

ANGELOR ARRUDA

Quando em 1984, o Governo do Estado criou uma Comissão Especial para a Implantação da Rádio e TV Educativa em Mato Grosso do Sul, naquela ocasião eu era Diretor Geral da SEPLAN-MS e fiz parte dessa Comissão, juntamente com mais 4 pessoas do então governo de Wilson Martins. Fomos ao Rio de Janeiro, projetos foram elaborados e a Funteve do MEC autorizou o Estado instalar a TV Educativa como unidade repetidora de programas educativos e culturais e assim, apesar de estarmos na periferia do Brasil, passamos a fazer parte do seleto grupo de estados que tinham, em sua estrutura, uma TV e autorização para funcionar uma rádio. Sem equipamentos mas com muita garra, a TV foi instalada na Rua Estrela do Sul, no bairro Vilas Boas, numa casa alugada. Antena de TV repetidora e poucos equipamentos foram adquiridos mas apesar de tudo a TV entrava no ar. Essa é minha maior ligação com a rádio e a TV. Naquela ocasião, a sua inauguração era um enorme fato novo para nossa cidade que, em 1985, não tinha Shopping Center nem TV à Cabo. Dois ou três canais de televisão faziam a nossa alegria.

Anos depois entrou em funcionamento a Rádio Educativa, com uma programação excelente. Nos acostumamos com a rádio, com programação de qualidade, apesar do entra e sai de diretor ao longo dos anos. Mas hoje, janeiro de 2008, completam mais de um ano que a TVE Regional saiu do ar. Da rádio Educativa FM 104, que cativa-nos há anos, sinto falta dê sua programação musical variada, que atendia a todos os gostos musicais: MPB, Rock, Blues, música regional, japonesa, etc, mas principalmente dos programas Na Cadeira do DJ de Lisoel Costa, o programa do Ciro de Oliveira aos domingos e o programa Nhegatu de Margarida Romã, e os mesmos aparecem como os preferidos de muitos dos meus amigos. Das duas juntas, coisas públicas que deveriam atender a propostas não comerciais, deve ficar sempre a dúvida do governante: coloco a TVE no ar ou aplico os recursos em obras? Faço investimentos em novos equipamentos para essas duas necessidades culturais do Estado ou gasto os recursos em novos projetos? Afinal, todo governo que entra sempre faz as escolhas: foi assim com todos – Zeca, Pedrossian, Wilson Martins, Marcelo, todos fizeram escolhas. Noticias veiculadas ano passado davam conta de que teria havido enormes desmandos pelas bandas da TVE e da Rádio. Mas como nada mais nos foi informado, venho aqui perguntar: porque a TVE ainda está fora do ar e somos obrigados a ver uma sombra de imagens da TVE Rio?

Faço aqui um apelo ao governador André Puccinelli, ao Secretário Osmar Gerônimo, a quem essas duas estão subordinadas (aliás eu não entendi como isso foi acontecer, subordinar veículos culturais à área política do governo) que resolvam colocar no ar a TVE e mais que Lisoel, Ciro e Margarida, voltem a iluminar nosso Mato Grosso do Sul, com seus trabalhos exemplares. Rogo também aos meus colegas da cultura, em especial ao Presidente da Fundação de Cultura, Américo Calheiros, à professora Maria da Gloria Sá Rosa, à Idara Duncan, Humberto Espíndola, que representam um enorme mundo cultural de extrema importância nesse Estado e que sem o veiculo da televisão pública, ficamos acéfalos. Vamos pressionar com propostas de abertura da TVE e de retomada da velha FM 104, como nos velhos tempos. O que se passa na rádio educativa e na TVE, a sociedade deve conhecer. É papel do Estado dialogar com a sociedade civil, encontrar com ela saídas para os seus problemas.

Assim deve ser feito e creio que o Fórum de Cultura é ainda o espaço político mais adequado para tal discussão. Que tal os representantes da cultura estadual convidarem os integrantes do Fórum e abrir um debate acerca do que anda acontecendo na TV e até em outras áreas, se for necessário? Acredito nesse caminho, do diálogo, do debate democrático, onde todos possam se manifestar, como fizemos no Seminário de Cultura de 2004. Se assim acontecer, saídas poderão ser encontradas e a maioria poderá sair contente, ainda que as decisões possam não agradar a todos. Mas, para que haja uma boa rádio educativa e uma TVE no ar, será preciso a participação de todos. E o Estado deve cumprir seu papel e sua responsabilidade constitucional através da rádio e da tv: informar, educar e educar, com muita cultura, principalmente local e regional.

Outro assunto que merece ser debatido é o anúncio de dos recursos do FIC 2008: míseros 1 milhão de reais para todo o Mato Grosso do Sul, ao longo do ano. O Estado fez um reducionismo financeiro enorme quando aprovou na Assembléia o valor de R$ 17.845.500,00 – esse é valor aprovado pela Assembléia Legislativa para o ano de 2008, através da Lei estadual 3.485 de 21 de dezembro de 2007 – e apenas 5,6% do valor, será executado. E o pior: ninguém reclamou, nenhum artigo, nenhuma matéria. Ao contrário: até que enfim recursos do FIC que não aplica nada há dois anos e meio. A história do FIC não é das melhores a ser contada. Mas inúmeros projetos culturais foram e estão sendo prejudicados pela falta de recursos legais e constitucionais. Em 2006 eu fui a uma reunião do então candidato André Puccinelli com o segmento cultural e ouvimos ele dizer, que o FIC não iria acabar e iria trabalhar para ele ser de 1% do orçamento. Falta muito para que isso aconteça. A cultura de Mato Grosso do Sul não merece ser tratada assim. Já acabou com a Secretaria de Cultura e puxou a Fundação, juntamente com a Rádio e a TVE para a Casa Civil. O que falta mais fazer? Por isso alguém me perguntou essa semana que nunca mais tinha tido conhecimento de shows de Marcelo Loureiro e outros e ai eu lembrei: estamos sem recursos para a sociedade cultural há 34 meses. Quer mais?

ANGELOR ARRUDA:
Arquiteto e Urbanista, professor da UFMS e Presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas – FNA.

Fonte: http://www.midiamax.com/colunistas/?coluna=3

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acgt
 

Olá gente!

Quando reproduzimos uma matéria seja ela qual for, é pq nós confiamos em quem escreveu... Temos o maior respeito pelo Ângelo Arruda. Já militamos juntos na Cultura MS e conhecemos as suas convicções.
Não estamos aqui brincando num espaço sério com é o “Overmundo” de postar matérias de mentirinha.
O nosso objetivo não é denegrir a imagem de quem quer que seja, e sim, buscar apoio e resgatar conquista que tivemos no passado. A matéria trata-se de partes de conquistas que já tivemos, e estamos perdendo. O “Governador” precisa saber disso.


Abraços

acgt · Campo Grande, MS 2/2/2008 09:21
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
azuirfilho
 

acgt · Campo Grande (MS) ·
TV Educativa é pra gente Apoiar e Divulgar.
Toda Cidade de 50 mil haabitantes tem de ter uma.
Vai ser decisivana Educacáo da Juventude.
Investimento até considerado simples.
É partedsa Saude, da Seguranca, da Cidadania eda Própria qualidadede Vida.
TV Rducativa é vital é Formacáo de Humanidade.
Parabéns e Abraco Fraterno.

azuirfilho · Campinas, SP 15/2/2008 10:33
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