Em Fortaleza, a estimativa de trabalhadores com emprego fixo é de 382.578. A informalidade cresce para 460.104, o que dá uma diferença de 77.526 pessoas a mais no setor informal. Nesses dados, está fora o segundo semestre, já que, no período de julho a dezembro, a quantidade de trabalhadores temporários aumenta proveniente das festas de final de ano. Os dados são do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT) e atestam que o mercado de trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) caiu nos últimos três anos. Resultado do desemprego e da exigência na qualificação profissional.
A facilidade de ser o próprio chefe também traz a satisfação de entrar nesse mercado. Segundo o vendedor e aposentado, Antônio Pereira, 68 anos, "foi a melhor coisa que fiz. Hoje sou meu próprio patrão", afirma. Todos os dias, no Bairro de Fátima, o vendedor de picolé sai pelas ruas oferecendo sua mercadoria. Com o grito certo "olha o picolé", chama a atenção das pessoas, que sempre compram. No verão, as vendas são maiores. Pereira optou pelo mercado informal para aumentar a renda familiar. "O lucro é pouco, mas dá para sustentar a mulher e os netos, e comprar os remédios", diz o aposentado que ganha em média trezentos reais por mês.
A vendedora autônoma Inês Sousa, 54 anos, todos os dias, junto com o marido, vende espetinho na praça localizada na Rua Coronel Solón. Inês optou pelo mercado informal quando o marido, Marcio de Sousa, ficou desempregado. Ela é funcionária pública aposentada. "Depois que me aposentei surgiu a vontade de trabalhar com autonomia e claro, de ajudar meu marido. Juntei a fome com a vontade de comer", afirma. A renda mensal do casal é de aproximadamente dois mil reais, líquido.
Para poder vender comidas ou bebidas em praças públicas é necessário tirar a carteira de permissionário. O interessado deve comparecer na prefeitura com uma foto 3x4, identidade (Registro Geral), Cadastro de Pessoa Física (CPF), endereço da localização e pagar uma taxa no valor de R$ 43,50.
O diretor de promoção do trabalho do IDT, Wanderley Reis, diz que o mercado informal só está crescendo porque as empresas estão preferindo contratar profissionais temporários. Apenas 10% são contratados dentro da formalidade (carteira assinada). "O profissional quer estabilidade, até porque tem uma família para sustentar. Emprego temporário não dá garantia a ninguém", conclui.
SERVIÇOS
O Instituto do Desenvolvimento do Trabalho (IDT) funciona das segundas às sextas-feiras, de 8 às 12 e das 14 às 17 horas, na Avenida da Universidade. Telefone: (85) 3101-5500.
Site: http://www.idt.org.br
prestigiando o querido Bairro de Fátima! muito bom o texto.
Alessandra Marques · Fortaleza, CE 15/4/2008 19:39
Gostei do texto.
E agora que percebi que tava nas sugestões...
Olá,
Bom saber um pouco mais sobre fortaleza!
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