Mestre Raimundo, Irmão Aniceto.

não sei... Se for sua, dê o toque.
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Pedro Rocha · Fortaleza, CE
6/7/2006 · 78 · 4
 

Feito xilogravura colorida em movimento, os Irmãos Aniceto pinotam no rumo de uma cultura de andar compassado no grave da zabumba cavada no tronco da timbaúba; cultura de olhar inquieto como menino novo mirando aquele Véi Anicete, filho de pai e mãe índia, de nome José Lourenço da Silva, fundador da banda, que na sua pessoa materializa o passado de séculos, com a notícia mais antiga datada da tradição dos índios Cariri, que teimavam em ficar por ali, no pé da Chapada do Araripe, antes da colonização, no sul do que viriam a dar o nome de Ceará, e mais detalhadamente, Crato.

Viriam a dar o nome de José Anicete ao Lourenço da Silva, e este, o de Francisco, Luiz, João, Antônio e Raimundo a seus filhos. O tempo tratou de colocar o plural, trocar um "e" por um "o", e por fazer, primeiro o Crato, depois o resto das terras até a praia da índia Iracema e além mar, conhecer a banda cabaçal de dois pifes, uma zabumba e um tarol - e mais na frente um casal de pratos - pelo nome de Irmãos Aniceto.

Sem a mania de querer legitimar nossas coisa pelo reconhecimento estrangeiro, mas por se tratar de uma experiência muito importante para os próprios irmãos, aviso aqui que entre outras viagens, a banda já se apresentou na França, como parte do ano do Brasil em 2005 e em Portugal como parte das comemorações do aniversário do município português Crato. Também participaram de uma temporada no Sesc Pompéia, um dos principais palcos de São Paulo.

Irmãos de sangue de veia poética, que contam seis filhos homens, do Francisco, o mais velho, até Raimundo, intitulado Mestre da Cultura pela Secretaria de Cultura do Estado em 2004, com 72 anos inteirados neste ano e uma fala humilde e risada frouxa. Tocador e dançarino da bandinha da família desde o começo dos anos 60, quando da viagem da banda, ainda com seu fundador Anicete - na época já com um século de vida -, para Porto Alegre, em comemoração ao aniversário da TV Guaíba. Bandinha-espetáculo-performática, de facínio que se resume ao velhor: “só vai vendo”.

A banda, que tem no tempo uma vereda de espinho e esperança, vai perdendo seus integrantes, mas abrindo o caminho dos novos, já na terceira geração, com os filhos de Adriano, Cícero e Jeová, filhos de Antônio e João, netos de José Anicete. Rumando para a quarta com a bandinha infantil criada há pouco tempo, que vai tanger o trabalho dos Aniceto, dos Cariris e sabe lá de quem antes deles.

Por telefone, cinco dias depois da festa em sua casa da Renovação do Coração de Jesus, chegando da roça, da cultura de batata doce e do arroz já na colheita, Mestre Raimundo (tocando pife na foto) contou, antes do almoço, as histórias dessa maravilha da cultura, que dizem popular, mas pode bem ser cultura que se faz do lembrar e do viver ao mesmo tempo.

Na conversa, de uma hora e dez minutos, fala da vida e da cultura como uma gororoba em que você não sabe onde começa uma e termina a outra. A entrevista foi publicada inicialmente no jornal cearense O Povo, onde estagio, mas disponibilizo nesse espaço de público totalmente diversificado por sua importância.

O apego ao riso solto e a simplicidade de Mestre Raimundo faz desta conversa impossível de ser editada pelo perguntador... Eis a conversa na íntegra abaixo:

Mestre Raimundo, vocês estão com uma bandinha nova é?

Tem uma novinha, tamo criando uma bandinha nova. Tudo da família, filho de Adriano, de Antônio, tudo é gente da gente mesmo, vi?. É bandinha infantil, começou agora esse ano. Ela já tá se saindo, já fez show...

Qual a idéia principal de formar essa bandinha?

Porque essa bandinha infantil futuramente é quem vai tomar de conta da banda velha né, que meu pai criou. Vai passando de um pro outro. Já vai pra uma quarta geração.

O seu pai era índio? Você pode falar um pouco do seu pai?

Meu pai foi o fundador da banda. Meu pai criou seis filhos homi, todos tocador, mas deixa que já faleceu quase todos. Só tem eu e o Antônio, o mais velho, que tá tangendo o nosso trabalho. Aí a banda tá completa com sobrinhos, já filho dos meninos que morreram. A banda, menino, tá uma maravilha, já foi boa e hoje já tá é melhor, viu? A banda tá fazendo sucesso dentro do nosso Brasil, tá uma coisa mais linda que a gente nem pensou que era desse jeito. Meu pai foi uma alegria do mundo, foi uma alegria do Crato, todo mundo gostava do meu pai e ainda hoje gosta. Devido ao nome do pai, hoje nós cria essa banda. Ele tinha o apelido de José Anicete, mas o nome de pai era José Lourenço da Silva. Aí ficou a família toda por Anicete, mas só apelido.

Quais foram os ensinamentos do seu pai?

Meu pai era dos índios Cariri, do Crato, aí desde antigamente tinha os componente dele que contava mais ele. A gente ainda conheceu, finado Danilo, finado Zé Paulo, tudo já faleceu. Aí a gente foi se criando, foi se entendendo, o pai ensinou tudo à gente do que ele já sabia e vinha fazendo, ensinou tudo, né. Aí a gente tangeu a banda pra frente. Meu pai faleceu com 104 anos de idade, deixou essa banda, essa maravilha pra gente brincar. Aí pediu, antes de morrer, pra que a gente não acabasse a banda, segurasse, que a família era grande, que ele ia morrer mas deixava essa coisa pra gente divertir. Aí nós estamos hoje continuando a nossa bandinha, tá uma maravilha, boa demais!

Como é que foi que ele passou o saber?

Eu comecei a tocar com 6, 7 anos de idade, novinho, aquilo era um sucesso quando a gente tava numa renovação tocando, a meninada e meu pai ensinando direitinho. Era uma coisa linda, eu ainda me lembro de quando era garoto. As festas, as renovação do nosso pé de serra, porque toda vida teve as renovação né, aí meu pai ia tocar nas renovação e nós ia com ele, aí ele foi ensinando a gente como era que tocava, como era que provava a mesa do Coração de Jesus, e a gente aprendendo. Ainda hoje a gente faz os trabalho que ele deixou. Até os 100 anos o pai tocou. Com 10 anos nós fomos pro Rio Grande Sul na primeira viagem com meu pai, aí nós comecemo a viajar. Aí com quatro ano meu pai foi se doendo, já véi, se adoecendo depois de 100 anos. Doença da velhiça mesmo, né. Era um véi sadio.


Como é que foi esse processo de substituição dos componentes da banda, mestre?


Meu irmão mais velho, o Francisco, ficou no lugar de meu pai, aí depois de Francisco ficou o João. Foi a alegria do Brasil né, o finado João foi uma alegria grande da nossa bandinha do Brasil. Aí hoje apareceu Luiz tombém. Ele tava foragido, ele tava morando no Rio de Janeiro. Aí quando João morreu aqui, ele morreu lá tombém. João levou uma queda aqui e tacou a coxa no tronco. Aí morreu. Aí Luiz levou uma queda lá e lascou a cabeça. Morreu também. (Risos).

O senhor não tem medo da morte?

Cuma?

O senhor não tem medo da morte?

Não, tem não, que é uma coisa natural né, que a gente vem vivo, mas (risos) não deve ter medo não.

O senhor acha que vai encontrar seu pai?

Rapaz, é capaz. A gente lá em cima não sabe de nada, mas o povo diz que tem um local bom pra gente, vamo vê como é que é, né. Se tiver um local bom, eles vão tá lá esperando a gente.

Nesse tempo do seu pai não tinha os pratos na banda ainda.

Não, os prato é o seguinte. O prato é mineral, a gente não usava antigamente não, era quatro componente a banda, mas hoje toda banda tem um casalzinho de prato. É bom o chiado, o ritmo, é uma maravilha.

De quem foi a idéia de botar os pratos?

Foi mermo das outras bandas né, que a gente vendo as banda de metal, tudo com um casal de prato chiando. Aí: "vamos botar na banda?". Aí botemo. Foi bom o resultado, uma maravilha.

E as danças do espetáculo?

Uma parte já vem de pai meu, ele já foi quem me ensinou como os índios dança. Meu pai ensinou o Corta Tesoura, o Pula Cobra, o Trancelim. Tudo foi meu pai que ensinou. Nós tem uma dança que é Amassa Barro, que é quando a gente faz uma casa de taipa, aí se ajunta muitos companheiros. A gente faz uma panela, compra uma cachaça, uma coisa pros cabas engolir, aí de noite tem o Amassa Barro. É a gente dançando pra amassar aquele barro.

E essas histórias de imitar animal?

Surgiu já com Antônio né, que Antônio é muito inteligente, ele imita vinte e cinco bicho, é jumento, cavalo, burro, peru, pinto... Ele imita tudo. Aprendeu com ele mesmo, na roça, vendo o canto dos passarinho. Ele remeda tudo. Nós fumo a São Paulo pra fazer um festa do canto dos passarinhos, aí Antônio tirou o primeiro lugar. Tá com três anos.

Na roça mesmo você tem algumas idéias pra música?

Isso é uma coisa que a gente tem, faz como poeta sabe, a gente tem um pouquinho da veia, a gente faz na hora. Nós vê o grito de um pato, o relincho de um animal, aí a gente pensa e faz na hora.

E fica na cabeça?

Fica. A nossa banda não tem letra não, é de ouvido, viu?, isso é a coisa mais linda que a gente tem, porque tudo nosso é de ouvido, nós faz na hora. É uma coisa, uma tradição legal da gente mesmo, uma coisa que Deus deixou, porque tudo é inteligente, tudo sabe ajeitar.

E a brincadeira de Jogo de Facão?

Bem, essa brincadeira de jogo de facão é mais nova, já foi a gente que inventou. Nós chegamos no Rio Grande do Sul, aí assistimos uma brincadeira de quatro componentes jogando facão. Quando nós cheguemo aqui, fizemo de dois, eu e o mestre João. Diz o público que ainda foi melhor do que os quatro de lá, nós fizemos mais bom, nós fizemos e botemos na banda o Jogo de Facão.

O senhor gosta da roça, não é?

Eu comecei a trabalhar na roça com a idade de 10 anos, e já estou com a idade de 72 e sou o caçula de 10 irmão que pai criou. A roça é a maior força da gente, porque muita gente já pensa que a gente é rico, como a gente escuta: "Ah, os irmãos Aniceto tão rico". Não, meu filho, tá não. Ele vem aqui em casa: "Mai rapaz, eu pensei outra coisa". Não, tudo é agricultor, tudo trabalha na roça, tudo é trabalhador de roça, trabalha na cultura. A nossa bandinha provém da cultura, da roça, aí da roça nós conhece de tudo, tem uma cobra, um sapo, a gente faz aqueles número tudo bem parecido né, faz bem feito.

Mas a roça é na terra dos outros?

É na terra dos outros. Nós não tem terra não. Nós pega um pedacinho de terra e planta na terra dos outros. Eu tô acabando de tirar 30 sacos de arroz. Mas trabalhar na terra dos outros é fraco, viu, porque a gente não tem condições de comprar um pedacinho de terra pra trabalhar, aí é o jeito trabalhar na terra dos outros, mas tudo é amigo, tudo é jóia, não existe também muita coisa não.

Voltando a seu pai, o senhor pode descrever ele?

A orelha de pai era grande, era meio palmo de urêa. A voz era assim meia grossa. "Hoje vocês tudo é pra ir pra roça tombém" (imitando a voz do pai). Ele era meio calado, gostava muito de achar graça, mas era um homem calado. Nunca açoitou a gente não. Ele criava a gente só no rabo do oi. Quando ele tava conversando com um conhecido, a gente ficava por ali, bastava ele passar aquele olhão dele, a gente já baixava o sentido.

E a senhora sua mãe?

Mãe? Mãe era mais perigosa. Mãe de vez em quando tacava um cocorote na cabeça da gente (risos). Mas a gente agüentava. Ela era agricultora tombém, trabalhava na roça e ajeitava a comida direitinho, varria a casa, era uma maravilha, batia a roupa da gente, engomava na hora que a gente pedia, era jóia a minha mãe. Ela ajeitava as roupas da banda, ajeitava tudo. Só não fazia fazer, porque é mais complicado né, a gente mandava fazer em um modista, aí ele é que faz.

O que ela cozinhava pra vocês?

Falar em de comer, eu passei uma crise viu, que foi uma crise braba, eu comia até massa de mucunã, miolo de macaubeira, tudo nós comemo. Quando era garoto, até inchando, eu tava inchando de comer comida braba. Eu alcancei uma crise ruim, crise de fome, viu? Era todo mundo no mato caçando mucunã pra comer, aí pisava no pilão, lavava em nove água pra comer com meio pão. Hoje, quem é que quer comer isso, hein? (Risos).

Quem morreu primeiro, seu pai ou sua mãe?

Meu pai morreu primeiro do que minha mãe. Com dez anos que pai morreu, mãe morreu. Ainda durou muito ainda. Morreu de velha, morreu com 102 anos.

Nesse rumo, você tem um bocado de anos pela frente...

Ave Maria, rapaz... Ainda hoje eu tenho o sentimento de que meu pai morreu, minha mãe, era um braço forte pra gente, viu? Aí a gente toca porque tem, mas quando se lembra fica meio triste.

Mas a bandinha ajuda quando tá triste...


A bandinha ajuda, é uma maravilha. Ainda esta noite, nós tivemos num show lá no Sesc daqui do Crato. Nós toquemos um choro esta noite, mas muita gente chorou de emoção, que a banda contém uma emoção né, a gente se lembra da tristeza, das coisas, e o pife dá uma lembrança, aí muita gente chora. Chora porque se lembra do passado, do tempo que aquele povo mais velho era vivo, que gostava muito da banda, aí o povo mais novo se lembra e chora mesmo.

Vocês tocam aonde, seu Raimundo?

A gente toca pra tudo, a gente toca pra igreja, a gente toca em procissão, nós temos nove noites de novena, em capela a gente toca, em renovação, toca em casamento, pra batizado, aniversário... Nós toca pra tudo, até pra quem morreu.

Pra quem morreu?

É. Acompanhar o enterro tocando hino, tocando um bendito. Acompanhemo o enterro do pai e de mãe tombém, do finado Zé, tudo a gente acompanha, tudo é de um jeito, a gente entende aquele bendito, aquele hino, os santos, a gente acompanha os enterro. Aí muita gente não agüenta não, que é penoso. A gente dá um nó na goela, mas vai (risos).

É difícil tocar o pife desse jeito, né?

A gente vai devagarzinho, mas acompanha sempre.

O senhor é muito religioso?

É sim. Eu gosto dos santos, sabe? Sou devoto de São José, Coração de Jesus. Todos os santos pra mim é bom. São José, viiiiiixe beleza, nós toca o mês todim pra São José. Toca nas igreja. Nós toca também em Juazeiro, em Barbalha...

É muito convite?

Tem, agora por adiante, num sendo um caso que a gente vá pra um show em Fortaleza, é capaz da gente tocar toda semana. Tem Renovação do Coração de Jesus, agora de junho em diante começa. Agora no dia 15 que foi passado, foi aqui em casa a renovação. Foi uma maravilha, veio até gente aí de Fortaleza, aqui enche e é gente muita.

Como é a festa?

A festa a gente dá a salva de cinco hora, dá a de mei-dia, e dá a de seis horas da tarde com os instrumentos, com a banda, né. Aí de noite tem as novenas, tem uma mulher pra rezar, um padre vem rezar a renovação. Quando é mais tarde que termina a renovação, tem o bolo, tem café, a gente compra um aimoço bom pros tocador comer, tem quissuque, dá o aluá, é uma maravilha.

Qual o significado da festa?

A festa é a renovação, né. A gente compra um quadro do Coração de Jesus e manda benzer e traz pra casa, aí tem de fazer a renovação. Depois que fizer a renovação aí fica naquela data, todo ano tem que fazer naquela data. Quando é cinco hora da manhã, a gente bota o bumbo pra riba, aí começa a chegar gente, aqui-acolá nós bota um choro bom daqueles nossos.

O senhor tem uma banca na feira do Crato.

Rapaz, eu tenho um comerciozinho, é fraquinho, é só comércio de farinha e goma, aí eu boto um saco de farinha e um saco de goma. Tá fraco, não tem mais comércio não, tá fraquinho. Cinco horas da manhã eu tô armando a barraquinha na feira, fico até cinco horas da tarde, é o dia todim. Aqui, aculá, chega um, "bota um litrim de farinha", "bota um litrim de goma". A farinha tá de um real, a goma é dois real. Já teve mais caro um pouquinho, mas baixou, graças a Deus baixou. De vez em quando eu levo uns pife pra vender tombém. O pife tá de 10 reais.

O senhor já pensou em viver só da música?

Não, não sustenta não. A gente ama a música que a gente aprendeu, mas pra viver não dá não. A maior força da gente é a roça, a cultura. Os cachê é pouquinho, não dá pra sobreviver não. Um cachê da banda vai todim. Se a gente fosse tomar um copo no setor mesmo, lá mesmo ficava. Aí é onde eu digo que muita gente pensa errado, porque pensa que a gente tá enricando, mas não tem riqueza pra nós não, ainda não. Tudo é pobrezinho, tudo é fraco. A gente ainda daqui a aculá ganha um biscate, compra uma roupa, um par de alpercata, uma coisa, mas não dá pra nós sobreviver da banda não. Hoje melhorou porque a gente tem uma ajuda do nosso governo né, a gente tem parceria da prefeitura, aí nos deu uma ajuda, pra bandinha dos Aniceto. Hoje eu sou o mestre da banda né, eu ganho um salário do governo, aqui no Cariri tem 24 mestre que o governo facilitou um salário. É uma maravilha, ô governo bom, meu Deus.

O senhor acha que seu pai tá gostando do que a banda tá fazendo?

Acredito que sim viu, já que ele deixou, ele deve tá gostando também, achando bom.

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Ana Murta
 

Pedro, que foto maneira, que texto lindo e que cabra maravilhoso esse Mestre Raimundo. Muito prazer em conhecer!

Ana Murta · Vitória, ES 4/7/2006 23:37
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
daniel valentim
 

Parabéns, pedro. na minha opinião este é um dos melhores textos que já li aqui no overmundo. Além da bela história do Mestre, também chama bastante atenção o caráter peculiar de frases como "tudo é inteligente, tudo sabe ajeitar", "gostava muito de achar graça, mas era um homem calado", "ele imita tudo. aprendeu com ele mesmo", "bastava ele passar aquele olhão dele, a gente já baixava o sentido".

daniel valentim · Juiz de Fora, MG 6/7/2006 11:58
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Caçapa
 

Parabéns pela entrevista, Pedro.
É muito importante uma iniciativa como a sua, registrando e dando voz a um artista tão forte como o Seu Raimundo. E fica muito claro na fala dele que o dito "folclore" não é imutável, conservador: basta ler o trecho em que ele cita a incorporação dos pratos de metal e do jogo de facão ao "show" da bandinha. Valeu!

Caçapa · Recife, PE 23/11/2006 22:27
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Clara Bóia
 

Adorei e me deu ainda mais vontade de conhecer esse Brasil enorme. Que bom que as novas gerações estão dando continuidade ao trabalho. Como disse o Caçapa, o "folclore" não é imutável e, com o sangue novo, certamente algumas coisas vão mudar, mas o mais importante é que esta arte não se perca.

Clara Bóia · Blumenau, SC 5/1/2007 10:36
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