Metade Cara, Metade Máscara

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Daniel Munduruku · Lorena, SP
4/12/2008 · 285 · 48
 

Por Daniel Munduruku

Tenho lido com acurada atenção os dolorosos, sofridos e belos poemas de Eliane Potiguara. Parece que mesmo que beleza rima com sofrimento! E não é apenas o sofrimento próprio, pessoal que ela revela, mas a dor que traz dentro de sua memória ancestral: é a dor do mundo indígena em sua heróica tentativa de manter-se vivo num mundo que é pura negação.
Eliane tem sido uma voz um tanto solitária dentro da literatura indígena desde a década de 1980 quando passou a publicar seus poemas para confessar a saga de sua família nordestina migrada e violentada em sua identidade e direitos. Foi a fórmula encontrada para dizer ao Brasil que sua gente é, sim, digna de respeito e consideração, mas que também é preciso indagar ao país os motivos que o levaram a abandonar seus primeiros povos.
Ela pergunta num trecho do poema “Brasil”:
“O que eu faço com minha cara de índia?
E meus cabelos
E minhas rugas
E minha história
E meus segredos?”
É uma pergunta seca, sem rodeios e reveladora de uma dor profunda gerada pela ingratidão sentida pelo país formado pelo “ventre que gerou o povo brasileiro”, mas que o abandonou a um destino cruel.
Embora haja muito de pessoal no seu dizer, Potiguara não fala de si, não reflete sobre sua própria história. Ela vai além para recordar que esta saga não está restrita ao seu povo e à sua família, mas se estende muito além de suas fronteiras e encontra entre as mulheres Yanomami, Tikuna, Makuxi, Cariri..., a mesma dor, o mesmo sofrimento, o mesmo ventre que pariu o Brasil e que hoje vive “órfãs de pais, órfãs de país”.
Um outro tema bastante recorrente nas obras de Potiguara é o da diáspora . O termo já foi bastante usado por intelectuais do porte de Hannah Arendt ou Walter Benjamin ao falarem do holocausto do povo judeu e sua conseqüente dispersão pelo mundo fugindo dos horrores da guerra pessoal de Hitler.
Posteriormente o termo encontrou outros contornos e passou a designar processos históricos ocorridos em diversos lugares do globo especialmente na África e América Latina sendo já utilizado em trabalhos antropológicos, historiográficos e sociológicos. O fato é que em Potiguara o termo aparece como tema a ser pensado num contexto iminentemente indígena nos oferecendo um olhar de dentro para fora. Eliane Potiguara foi vitimada por sua condição de mulher, indígena e filha de nordestinos e deixa transparecer seu grito e sua dor nos poemas que criou para dar vazão à sua diasporicidade, ao seu não-ser ou ao seu ser-negado. E em seus versos abre-se para solidarizar com todas as mulheres e homens indígenas que tombaram porque ousaram SER.
Tudo isso pode ser encontrado no lindo e melancólico livro que Potiguara escreveu e que tem o enigmático título “Metade cara, Metade máscara” publicado pela Global Editora (www.globaleditora.com.br). O livro se insere numa série denominada Visões Indígenas cujo objetivo é apresentar à sociedade brasileira o pensar dos povos indígenas. É um texto que merece ser lido, destrinchado, devorado. É uma autêntica voz que se levanta no deserto e faz uma revelação (literalmente, tirar o véu) que pode nos fazer entender os duros caminhos trilhados pela população indígena brasileira no afã de manter “o céu suspenso” para si e para seus filhos.
E apesar dos versos carregados de dor, ouso dizer que Potiguara é uma pessoa muito otimista. Ela olha para o futuro sabendo que ele se constrói na constante fricção atemporal da memória: só existe um futuro porque há um presente que o projeta tendo como ponto de partida o passado, a memória. Eliane Potiguara já traz consigo o passado e domina o presente como uma guerreira que é. Isso a torna otimista e são os otimistas que provocam o futuro em construção.
Para encerrar esta provocação, descrevo o poema “Migração Indígena”:
No teu universo de gestos
Teus olhos são mensagens sem palavras
Tua boca ainda incandescente
Me queima o rosto na partida
E tuas mãos...
Ah!...Não sei mais continuar esses cânticos
Porque a mim tudo foi roubado.
Se ainda consigo escrever alguns deles
Só é fruto mesmo da mágoa que me toma a alma
Da saudade que me mata
Da tristeza que invade todo o meu universo interno
Apesar do sorriso na face.


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Escritora Eliane Potiguara
 

olá Daniel, adorei o texto , vc escreve fantasticamente. Parabéns e é uma honra ser citada por você. Eliane Potiguara

Escritora Eliane Potiguara · Rio de Janeiro, RJ 2/12/2008 15:27
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Ivan Cezar
 

A diáspora neo-feudal não escolhe etnias
Nosso feudalismo contemporâneo exclui e divide impiedosamente
Claro que em alguns nichos de injustiçados históricos se faz mais notável.

Ivan Cezar · São Sepé, RS 2/12/2008 17:24
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Juscelino Mendes
 

Esse livro é excelente e vale a pena ser lido e degustado. Boa a sua lembrança e chamada. Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 2/12/2008 17:29
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Andre Pessego
 

Ai Eliane, quase não iniciei a ler - olhando para voce, para o seu sorriso e os cabelos contrastando com o meu um tanto pichaim, marca das minha origens. Assim vivi e vivi, no Brasil, no único lugar do Brasil, de cabeceiras de Rios (Rio Parnaiba, no exemplo) com matas frondosas e onde chega já no século XVIII, sem cacique, sem pajés. Sabe por que?

- Todos mortos pelas bandeiras, os últimos por Domingos Jorge Velho rumando para Palmares, para matar negros depois de ter passado pelo Rio Grande do Norte e ter dizimado "aqueles malditos índios JADAINS", no louvor de um bisto da época, constata o Prof. Decio Freitas.

Depois venho lhe ver mais
abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 2/12/2008 17:35
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Andre Pessego
 

Desculpa Daniel, migrante é assim, quando encontra com suas ramas. Depois falo do teu texto, mas valeu a apresentação
abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 2/12/2008 17:36
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Doroni Hilgenberg
 

Oi Daniel

Que grande e belo texto sobre a literatura da Escritora Eliane Potiguara a qual tive o prazer de conhecer e ouvir por ocasoão de sua Palestra em Manaus, no I Encontro de Escritores Indigenas, promovido pelo Flifloresta.
De fato Eliana é uma mulher de fibra, escreve como poucas e luta pelos seus direitos e por enaltecer o " pensar indigena"
Numa época em que o indigena esta perdendo a sua identidade, é de grande valia que venham mais e mais livros sobre a literatura indigena, para que não se perca uma cultura rica e original.
Seu livro é excelente e merece ser lido por todos
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 2/12/2008 17:49
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Ademario Ribeiro
 

Ê Daniel, que alento nos traz mais uma vez a tua escrita-voz! Os Yanomami entre tantos outros Povos - profetizaram a umas três dezenas de milanos que se os pajés morrerem o apocalipse virá numa dessarumação de sóis, estrelas, céus e terras! Pois é, quanto vemos neste mundo hodierno e nefasto - pessoas que fazem das suas vidas o anúncio da palavra, da reverência, da celebração da tradição, dos valores dos ancestrais, confirmamos o valor de uma Eliane Potiguara e de uma Graça Graúna!!!

Tuas palavras - são istória a ser tocada sempre por aí afora! Aonde eu puder levá-la - lá ela estará como palavra sagrada - embora sendo de um homem, mas, encantada, e, por isso ,- a ser celebrada, de pé!!!

Abraço!

Ademario Ribeiro · Simões Filho, BA 2/12/2008 18:01
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ayruman
 

Sim. Bem vinda amiga irmã Potiguara. Com certeza temos muito a aprender com sua experiência e visão de Mundo. Sou Grato!. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 2/12/2008 18:15
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Claudia Almeida
 

Eliane e Daniel,

Metade Cara, Metade Máscara

Da tristeza que invade todo o meu universo interno
Apesar do sorriso na face.


Explanar sobre o próprio dano e o da história dos povos indígenas é muito sofrido, mas é na interiorização e na informação que resgatamos nossos valores humanos e propiciamos aos que não tem como lutar aesperança no presente e futuras gerações que terão ao seu alcance um
livro na biblioteca e conhecer e construir-se individualmente a história dentro de si e Educar...
Parabéns pelo livro e texto
beijos
Claudia

Claudia Almeida · Niterói, RJ 2/12/2008 19:32
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graça grauna
 

Parabens, Daniel pela divulgação do livro "Metade cara, metade máscara", da nossa Eliane Potiguara. Assim, a literatura indígena vai ganhando espaço e fazendo história. Existe uma diáspora indígena e Eliane mostra isso, claramente, dolorosamente em sua poesia. Paz em Nhande Rú, Graça Graúna

graça grauna · Recife, PE 2/12/2008 20:15
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José Silveira
 

confesso que não conheço ainda a obra da poetisa, mas, o texto, os depoimentos ora postados até aqui e que li-os todos, me dão a segurança de afirmar que; é mas do que merecedora a divulgação da obra e a homenagem a quem divulga a saga da população indígena.
Parabéns Daniel Munduruku... Parabéns Eliane Potiguara... e atodos que abraçam as causas indígenas.

Abraço fraterno.
Silveira

José Silveira · Niterói, RJ 2/12/2008 21:04
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azuirfilho
 

Daniel Munduruku · Lorena (SP)
Metade Cara, Metade Máscara

Um Texto admirável, verdadeira aula de Antropologia e Sociologia.
Encanta porque náo se apresenta como superior e sim como que lutadores pelo direito da Igualdade.
Cada um de nos miscigenados ou mestiços nois achamos também com as caracteriosticas dos Indíos na gente.
Os dominadores Colonizadores matavam muitos índios e as indias ficavam tendo filhos miscigenados e nós estamos nestas linhagens com amor pelos nossos ancestrais.
Seja Bem vindo, Vamos ter maior amor e carinho no trocar experiéncias e sonhos de igualdade e Liberdade.
Parabéns pelo Trabalho táo Amigo.
Abracáo Fraterno.

azuirfilho · Campinas, SP 2/12/2008 23:32
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JACINTA MORAIS
 

ELIANE e DANIEL,
Emoção em dose dupla!
Flutuam em nós,ondas poderosas...
Energia de um povo,
Guerreiro e sábio!
PARABÉNS,
Todas as vibrações,
Positivas...
abraços,
Boa sorte!

JACINTA MORAIS · Cascavel, PR 3/12/2008 01:59
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Saavedra Valentim
 

Muito bom o seu trabalho. Eu não conhecia o trabalho de Eliane Potiguara. É interessante essas divulgações, pois, assim, passamos a tomar conhecimento de temas tão importantes da literatura brasileira. Principalmente da literatura indígena, que não é muito ou quase nada divulgado neste país.
Parabéns!! Um belo texto.

Saavedra Valentim · Vitória, ES 3/12/2008 02:17
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Sinvaline
 

Daniel bela apresentação do livro da Eliane, quero ler com carinho mais essa obra dela.
Parabens a Eliane e a vc
bjs
sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 3/12/2008 08:13
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Carlos Mota
 

sinto-me lisonjeado pelo convite de Eliane Potiguara pra leitura do texto de Daniel Munduruku, sobre seu (dela) Metade Cara, Metade Máscara, pois apesar de não conhecer a obra de
Eliane me deparei com um texto rico de detalhes e muito bem conduzido em seus princípios
muito bom muito bom!

Carlos Mota · Goiânia, GO 3/12/2008 09:50
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Regina Lyra
 

Daniel,
Escrever sobre Eliana Potiguara
é uma responsabilidade que você
soube bem o fazer.
Beijos e parabens pelo texto.
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 3/12/2008 11:18
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Moína
 

Muito bonito o texto. Parabéns!
Moína Lima

Moína · Rio de Janeiro, RJ 3/12/2008 15:58
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Marcello Pereira Borghí
 

Parabéns pelo lindo texto!
Eliane Potiguara é uma grande guerreira e merece a homenagem!

Marcello Pereira Borghí

Marcello Pereira Borghí · Rio de Janeiro, RJ 3/12/2008 16:03
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romulo andrade
 

Beleza Eliane. Quero conhecer seus poemas.
Através da arte e da poesia resistimos e lutamos
por um mundo mais humano e solidário. Abraço.

romulo andrade · Brasília, DF 3/12/2008 16:04
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samora potiguara
 

parabéns daniel, pelo belo texto, vc escreve muito bem

samora potiguara · Rio de Janeiro, RJ 4/12/2008 01:03
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graça grauna
 

Abrindo a votação. Grande abraço.

graça grauna · Recife, PE 4/12/2008 11:53
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samora potiguara
 

Paerabéns Daniel, o contexto é bem real!!!!

samora potiguara · Rio de Janeiro, RJ 4/12/2008 16:10
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Ademario Ribeiro
 

Assim, passando este pa`ssando este Brasil a limpo, como não voltar e votar?

Parabéns a Musa Eliane Potiguara e ao Guardião Daniel!!!

Ademario Ribeiro · Simões Filho, BA 4/12/2008 16:53
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José Silveira
 

O meu voto.
Abraços
Silveira

José Silveira · Niterói, RJ 4/12/2008 18:05
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Juscelino Mendes
 

Revisitando com um abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 4/12/2008 18:05
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Regina Lyra
 

Relendo e deixando votos e beijos.
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 4/12/2008 18:09
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Escritora Eliane Potiguara
 

voto no texto do Daniel munduruku, pq ele é um grande escritor.

Escritora Eliane Potiguara · Rio de Janeiro, RJ 4/12/2008 18:11
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ayruman
 

Sim. Bem vinda amiga irmã Potiguara. Com certeza temos muito a aprender com sua experiência e visão de Mundo. Sou Grato!. jbconrado.
>>> Confirmando Voto.

ayruman · Cuiabá, MT 4/12/2008 18:13
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Marcello Pereira Borghí
 

Confirmo meu voto ao texto em homenagem a Eliane Potiguara.

Marcello Pereira Borghí · Rio de Janeiro, RJ 4/12/2008 18:19
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Almirante Águia
 

Parabéns.

Almirante Águia · Itaberaba, BA 4/12/2008 18:41
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Claudia Almeida
 

Parabéns Eliana Potiguara sucesso e muita luz.Belo texto Daniel
muita insparação pra ti.Beijos
Claudia

A Banda larga está caindo...

Claudia Almeida · Niterói, RJ 4/12/2008 19:00
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romulo andrade
 

Votado, com muito gosto.
Vida longa para a poesia e a arte que expressa nossa alma mestiça e linda, de tanta ancestralidade.
"... já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro."
Oswald de Andrade

romulo andrade · Brasília, DF 4/12/2008 21:07
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Andre Pessego
 

Daniel, primeiro foram os nordestinos a serem vistos lá antes entremeando o teatro de costumes, a tornar seus valores, suas resistências, suas desventuras, e suas resignações e eles mesmos entrando a contar, a escrever as suas sagas mais também o âmbito dos seus valores culturais;
no entremeio vieram os negros, e começa lá antes, muito antes, com Vitoriano (negro sem sobrenome) encantando o Mundo, (inicio do séc. XVIII) dando forma, vida, dança, movimento, cor, brilho a Tamarleão da Pércia, no nascente Garimpo de Mato Grosso. Em seguida entrando, mantendo, ressuscitando suas artes, suas crenças que nunca morreram.......;
agora o indígena quase ressucitado, "invadindo" searas tantas,
isto, o teu escrito, o livro da Eliana, está até está me animando
a postar aqui, velhas investidas, sobejo de pesquisa extamente sobre o índio, sobre a ESCRAVIDÃO INDÍGENA, fato ainda mantido em SEGREDO DE ESTADO, pelo estado brasileiro. Ontem proibido, hoje assunto asfixiado pelas chaves do cofre,
tudo isto para quebrar o lacre do secreto.
Mas vale, sim
abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 4/12/2008 22:05
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Doroni Hilgenberg
 

vo(l)tando
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 4/12/2008 23:06
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Saavedra Valentim
 

Votando
Beijos

Saavedra Valentim · Vitória, ES 5/12/2008 01:50
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JACINTA MORAIS
 

VOLTANDO,
E VOTANDO!
Sucesso...
Abraços todos.

JACINTA MORAIS · Cascavel, PR 5/12/2008 05:20
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nina araújo
 

Votadíssimo!

nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 5/12/2008 06:18
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Carlos Mota
 

Carlos Mota · Goiânia, GO 5/12/2008 07:14
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Higor Assis
 

O texto não é provocação ele é constatação, pois trata da verdade nua e crua, que aos sentidos/olhos e versos de Eliane Potiaguara são transcritos trazendo a ternura aqui declamada por você.

Obrigado pela dica vou tratar de ler rapidamente.

Higor Assis · São Paulo, SP 5/12/2008 08:35
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Sandrah Sagrado
 

Realidade em forma de texto!!!

Sandrah Sagrado · São Paulo, SP 5/12/2008 12:06
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

texto intocável, belíssimo, parabéns.
votando atrasado, abraçossssss

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 6/12/2008 11:19
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Dutra
 

Não li o livro, pois na minha cidade não tem onde comprar, mas lendo o artigo fiquei com "água na boca". Espero ter oportunidade de degustar a poesia de Eliane Potiguara em Metade Cara, Metade Máscara.

Dutra · Granja, CE 6/12/2008 16:36
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José Carlos Brandão
 

Tenho a honra de votar.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 6/12/2008 17:23
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Sônia Brandão
 

Daniel, muito bom o seu texto para nos apresentar o livro da Eliane. Parabéns a você e a ela.
abs

Sônia Brandão · Bauru, SP 6/12/2008 20:35
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raphaelreys
 

Meu voto e meu abraço!

raphaelreys · Montes Claros, MG 7/12/2008 04:48
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Escritora Eliane Potiguara
 

coloquei esse link no meu perfil do overmundo, beijiiinn

Escritora Eliane Potiguara · Rio de Janeiro, RJ 16/12/2008 08:29
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azuirfilho
 

Daniel Munduruku · Lorena (SP)
Metade Cara, Metade Máscara

Com todo carinho somando a nossa admiracáo, respeito e amor por este nossa gente táo querida e Heróica Potiguara.
Parabéns pelo Trabalho.
Abração Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 31/12/2008 09:03
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