Monsueto mora na filosofia

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Zona sul vista do alto do Joá - 1950
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Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ
19/6/2007 · 221 · 54
 

Rio Zona Sul
Leblon, Copacabana e Samba


O final da minha infância foi marcado pelas músicas dele. Deve ter sido o primeiro prazer musical assim, brasileiro mesmo, que eu curti na vida. Uma música inteiramente diferente dos boleros e guarânias que rolavam no suburbano hit parade do rádio da minha mãe.

Agora mesmo, relembrando, me dou conta, surpreso, de que sei cantar até hoje, quase todas as músicas que ele fez. Elas ficaram gravadas na minha memória como fogo brando. Um 'long playing' de lembranças de um rito de passagem. Fiquei homem ouvindo as músicas desta figura tão fabulosa quanto desconhecida da garotada de hoje, em seus ritos de passagem tão hedonistas quanto estrangeiros.

Se for mesmo aprofundar, considerando-se a agudeza do discurso social de suas letras, talvez ele tenha sido - muito mais do que qualquer Marx ou Engels da vida - a principal referência cultural na minha tomada de consciência, do que significava ser brasileiro, naqueles tempos confusos, onde se curtia uma necessidade imperativa de saborear a vida, correndo atrás da felicidade sim, porém sem nunca deixar de pensar na vida do próximo. Duros, tesos, pero sin perder la ternura jamás (grande mérito moral e emocional da minha geração).

O nome dele era Monsueto e foi o meu guru sambista, nesta época turbulenta que foi o início dos anos 60. Sorridente xamã bon vivant, do meu rito de passagem para o mundo 'adulto'. Tempo das ilusões - e das revoluções - perdidas.

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O Cara

Monsueto Campos Menezes foi, essencialmente, um músico. Baterista de boate, atuou em diversos conjuntos na década de 1940, entre as quais a Orquestra de Copinha, no Copacabana Palace Hotel. Percussionista, cantor, ator comediante, foi também um excelente pintor naïf no fim de sua curta vida (Pablo Neruda, certa vez, adquiriu um quadro dele). Foi, sobretudo, um compositor popular da pesada, dos melhores que o Brasil já teve.

O auge da popularidade de Monsueto, como compositor, se deu por volta do fatídico ano de 1964, quando Helena de Lima, experimentadíssima cantora de boate, gravou (ao vivo) o vinil 'Uma Noite no Cangaceiro' (boate da moda na época) incluindo num eletrizante 'pout-pourri' de Sambas, duas músicas dele: 'Mora na filosofia' (também gravada por Caetano Veloso no disco 'Transa' de 1972) e 'A Fonte secou'.

Nascido no Rio de Janeiro em 4/11/1924, criado na Favela do Pinto, Monsueto perdeu os pais muito cedo, tendo sido criado por uma avó.

Quem é que se lembra da Favela do Pinto? Lugar muito especial nesta época, também chamada de Morro do Pinto, a favela onde Monsueto foi criado, era um gueto negro encravado na parte mais nobre da Zona Sul do Rio. Para os elegantes da área, um câncer a ser extirpado.

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O Morro do Pinto

“De todas as favelas extintas nos anos 60, o caso mais polêmico foi a da Praia do Pinto, no Leblon. Os moradores souberam dos planos da Prefeitura de acabar com a comunidade ainda na década de 50, mas houve forte resistência. Segundo dados do Censo de Favelas de 1949, pelo menos 20 mil pessoas moravam no local. A remoção só foi concluída após um incêndio, em 1969, durante o mandato do governador Negrão de Lima. “Muitas pessoas não queriam sair. Apesar dos problemas, preferiam continuar morando na Zona Sul. O incêndio obrigou todo mundo a ir embora”, afirma Maria Rosa de Souza Noronha, de 62 anos, ex-moradora da Praia do Pinto, depois removida para o Complexo da Maré.

Praticamente todos os barracos da Praia do Pinto foram destruídos pelo fogo. No dia seguinte, policiais colocaram abaixo as poucas casas que sobraram de pé. Até hoje ninguém confirma se foi acidente ou uma última tentativa do Governo de expulsar os moradores. Mas todos os indícios apontam para um remoção forçada “.


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A Chapa quente e a Guerra Fria.

Mesmo deixando de lado a crônica crua da destruição da Favela do Pinto, o contexto da época de Monsueto é, historicamente, muito rico. Na política, a chapa esquentava, devagarinho, numa, crise na conjuntura econômica (e ideológica) mundial, chamada, com certa ironia, de 'Guerra Fria' (a Guerra Quente há muito terminara na Europa).

É nesta época que, no bojo do intenso rebuliço que preparou o campo para uma nova ordem econômica mundial, nos anos 70, que as sangrentas ditaduras militares latino americanas chocaram seus ovos. CIA versus KGB, Comunismo versus Capitalismo, uma época de ismos diversos em conflito.

Cínico, irônico, Monsueto, por exemplo, devia ser adepto do Sambismo, nome possível para uma doutrina onde, evidentemente, só pontificavam os sambistas.

No aspecto cultural, a época no Brasil (e na área por onde Monsueto transitava, a elegante noite boêmia de Copacabana) também não era de brincadeira não. Sonâmbulos, sonhávamos ainda. Sem nos tocar que a Revolução Cubana significaria algum tipo de ruptura, de perigo para a estabilidade latino americana, vivíamos, tolamente, os últimos capítulos dos 'anos dourados', para entrar nos 'Anos de Chumbo'.

Um dos principais pólos desta efervescente letargia era Copacabana. Ali se fermentava, se destilava e, principalmente se bebia, uma música popular muito original e híbrida, em vários sentidos.

Nas boates de Copacabana se poderia ouvir tanto um Samba na praia de um Cyro Monteiro(figura rara em boates), swuingado, puxado à la Geraldo Pereira, como uma mescla do Samba canção, meloso, com aquele chiquê trágico das canções de Edit Piaf, marca aparente das composições de Dolores Duran e Antônio Maria. Os dois aliás, estiveram de algum modo presentes, na veia seminal de outro tipo de Samba, mais voltado para a inconseqüência burguesa da Côte D'Azur francesa: A Bossa Nova primordial de Jobim e sua turma que, logo em seguida, elegante que era, achou por bem embarcar na tal - e não menos burguesa - 'Influência do Jazz'.

O que não se fala muito, nesta crônica da música da Zona Sul do Rio de Janeiro, é que haviam outras tendências, tão ou mais, interessantes, como é o caso da corrente da qual, de certo modo, fazia parte Monsueto.

Esta corrente, muito rica, integrada por artistas negros oriundos, em sua grande maioria, do âmbito do Morro do Pinto, a partir das mesmas influências, digamos assim, 'pequeno-burguesas', que geraram mais tarde a Bossa Nova, desenvolvia um estilo mais calcado numa mistura entre o Samba 'de morro', como já se dizia na época, com lado mais 'africano' da música de jazz que nos chegava, mais diversificada, com os bons ventos do Desenvolvimentismo, avançando rumo ao que, mais tarde, se cristalizou no estilo sacudido da música de Jorge Bem (o Benjor de hoje) ou mesmo de Baden Powel e seus Afro Sambas.

Este estilo, ainda pouco estudado no Brasil, gerou nos anos subseqüentes muitas figuras emblemáticas de nossa música instrumental (muito populares em sua época, ali pelos idos dos anos 60) como, por exemplo, Erlon Chaves, um maestro muito popular na TV da época, o fabuloso Dom Salvador (e seu Grupo Abolição), Moacir Santos ('Ouro Negro') e tantos outros.

Monsueto Campos Menezes, cria desta fabulosa geração de artistas, atuou também como ator cômico no cinema (onde trabalhou em, pelo menos, 14 filmes, inclusive europeus) e na televisão. Excursionou para a Europa, a África e a América, falecendo em 17/2/1973.

Bem, vocês podem até dizer que eu 'viajei', que Monsueto não passava mesmo era de mais um bom sambista, mas, primeiro precisamos combinar uma coisa (como diria Paulinho da Viola) :

O Samba, 'não é só isto que se vê. É um pouco mais'.


Spírito Santo
Junho 2007
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As músicas de Monsueto

A primeira composição de Monsueto, gravada em 1951, foi o samba "Me deixe em paz", parceria com Aírton Amorim (gravada por Linda Batista) porém muito mais lembrada na antológica versão de Milton Nascimento no disco 'Clube da Esquina'.

Conheça melhor (e aprenda a cantar) a obra do homem:

Me deixe em paz

'Se você não me queria
não devia me procurar
não devia me iludir
nem deixar eu me apaixonar

Evitar a dor
é impossível
evitar este amor
é muito mais
você arruinou a minha vida
me deixa em paz'


O Couro do Falecido

Um minuto de silêncio
Para o cabrito que morreu
Se hoje a gente samba
É que o couro ele nos deu
Castigue o couro do falecido
Bate o bumbo com vontade
Que a moçada quer sambar
Castigue o couro do falecido
Morre um para bem de outros
A verdade é essa, não se pode negar...
(Tá bom? Tá...)


(Em 1954, a cantora Marlene estava preparada para gravar a deliciosa - e quase non sense- 'O Couro do falecido' mas teve que desistir na última hora por que Getúlio Vargas acabara de se suicidar e a letra do Samba poderia ser mal interpretada).


A fonte secou (1953, com Raul Moreno e Marcleo)

Eu não sou água pra me tratares assim
Só na hora da sede é que procuras por mim
A fonte secou
Quero dizer que entre nós tudo acabou

Seu egoísmo me libertou
Não deves mais me procurar
A fonte do nosso amor secou
mas os seus olhos nunca mais hão de secar.


Mora na filosofia
(1955, com Arnaldo Passos)

Eu... vou lhe dar a decisão
botei na balança... e você não pesou
botei na peneira... e você não passou.
Mora, na filosofia... prá quê rimar
amor e dor?

Se seu corpo ficasse marcado
por lábios ou mãos carinhosas
eu saberia (ora vá mulher)...
a quantos você pertencia.
Não vou me preocupar em ver
seu caso não é de ver prá crer: tá na cara...


O lamento da lavadeira
(Nilo Chagas, Monsueto Menezes e João Vieira Filho)

Ô, dona Maria!
Olha a roupa, dona Maria
Ai, meu deus!
Tomara que não me farte água!

Sabão, um pedacinho assim
A água, um pinguinho assim
O tanque, um tanquinho assim
A roupa, um montão assim
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá

Quintal, um quintalzinho assim
A corda, uma cordinha assim
O sol, um solzinho assim
A roupa, um montão assim
Para secar a roupa da minha sinhá
Para secar a roupa da minha sinhá

A sala, uma salinha assim
A mesa, uma mesinha assim
O ferro, um ferrinho assim
A roupa, um montão assim
Para passar a roupa da minha sinhá
Para passar a roupa da minha sinhá

Trabalho, um tantão assim
Cansaço, é bastante sim
A roupa, um montão assim
Dinheiro, um tiquinho assim
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá


Larga Meu Pé


Nega larga o meu pé
Vá quando quiser
Pra você não falta homem
Pra mim não falta mulher


Eu quero essa mulher assim mesmo

Eu quero essa mulher assim mesmo
Eu quero essa mulher assim mesmo
Eu quero essa mulher assim mesmo
Eu quero
Quero essa mulher assim mesmo

Baratinada
Eu quero essa mulher assim mesmo
Alucinada
Eu quero essa mulher assim mesmo
Despenteada
Eu quero essa mulher assim mesmo
Descabelada
Eu quero essa mulher assim mesmo
Embriagada
Eu quero essa mulher assim mesmo
Intoxicada
Eu quero essa mulher assim mesmo
Desafinada
Eu quero essa mulher assim mesmo
Desentoada
Eu quero essa mulher assim mesmo

[etc., a critério da inventividade do intérprete.]

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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Spirito Santo:
Muito, mas muito legal mesmo. Um trabalho de fôlego. No início do texto você repete a expressão "músicas dele" coisa bem facinha de consertar. No mais, adorei! Parabéns!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 16/6/2007 18:32
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Spírito Santo
 

Bom reparo, Joca. Eu queria , na verdade, enfatizar o Todas. Enfatizei de outro modo então.

Obrigado.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 16/6/2007 18:53
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Spírito Santo
 

Este post é 'mandado' para o meu amigo virtual Mestre Leiteiro, que me emocionou com a sua insistente tarefa de reverenciar seu saudoso amigo Bebeto Monsueto, desgarrado filho do nosso Monsueto Menezes (que mestre Leiteiro - como, tenho certeza, muita gente boa por aqui - não conhecia muito bem)

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 16/6/2007 22:13
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Spirito Santo:
Notei um du a mais no sacududido estilo do Benjor
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 16/6/2007 22:40
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Spírito Santo
 

Grande Joca!
Já corri lá.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 16/6/2007 22:57
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dudavalle
 

SENSACIONAL !!!!!!!
Aih Spirito se puder ouça a regravação de Mora na Filosofia feita pela KatiaB

http://katiab.uol.com.br/discografia_dvd_sodeixo.php

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 17/6/2007 00:43
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Ilhandarilha
 

Spírito, não sei se o esquecimento foi involuntário, mas vc não menciona as interpretações do Caetano. Foi, afinal, com Caetano que um monte de gente da minha geração tomou conhecimento das composições de Monsueto, principalmente no disco Transa.
Adorei ver aqui a letra de Lamento da Lavadeira, que adoro (esses diminutivos todos são um achado!). Muito bom vc nos relembrar Monsueto. Como tanta gente boa que sumiu, engolida pela industria cultural, ele merece uma regravação, biografia, etc. Parabéns!

Ilhandarilha · Vitória, ES 17/6/2007 10:04
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Andre Pessego
 

Spirito, espirito dessa parte da Historia Cultual do Brasil, estamos felizes estes dois tabloides vivos - Leiteiro e voce, um abraço. Já copiei. Andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 17/6/2007 11:36
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Spírito Santo
 

Ilha,
Maravilha da natureza são os mistérios da memória. A sua lembrança me aguçou outra, que seria imperdoável omitir: O disco da Helena de Lima (você chegou a conhecer?).
Valeu, parceira!

Grande abraço

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 17/6/2007 11:51
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Spírito Santo
 

A registrar:

Este post teve um 'bate-bola' bem bacana e entre eu, Ilhandarilha, Joca Oeiras e Duda Valle. Como se vê, a união faz memso a força.

Abraços 'geral' !

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 17/6/2007 13:46
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AZnº 666
 

Spirito, estou frito, pra qualquer palavra que se diga eu tenho história: Voçe falou Favela do Pinto! Situação Periclitante, eu morador de morro fui empurrado a trabalhar numa favela. Não tem coisa pior, pois o sonho de cada favelado é arrumar um emprego num Shoping, Magazine C&A ou equivalente, afinal sair de manhã de um chão batido e um zinco furado para trabalhar de faxina é um OH! Fui trabalhar numa Birosca vagabunda e nas primeiras noites o dono deixava eu "dormir" de luz acesa, até porque ele sabia, era deitar e começava o desfile de sua criação de Ratazanas Americanas- só podia ser americanas- mais de um palmo de muita tranquilidade em subir na minha cama. Dias depois ele apagou a luz, ai começou o inferno. Dormia só com um travesseiro de livros e tome cultura em cima das bichanas, pegava só tipo Odisséia- o muquirana não tinha dicionário nem enciclopédia-mas não matei nenhuma, ruim de pontaria, mais pelo medo, alejei um bocado de vagabundas! Aguentei um mês ou 2, antes de o Capeta abrir a fornalha um mês depois de eu ter saido de lá!

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2007 11:23
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AZnº 666
 

Voçe acedita em coincidência? Passei 6 duzia de carnavais na Cinelãndia, e num deles eu e Bebeto estava-mos ilhados ao lado do bar Amarelinho, no beco que fica ao lado da Assembléia, por causa da multidão que desfila por ali, quando começou um arrastão estilo trenzinho, cujo guardador dos roubos ficava atrás da gente, dentro do bar. Eu com uma rolha no rabo pra não me borrar, quando um senhor parecido contigo puxa conversa sobre musica. Se disse arranjador, e estava fazendo um arranjo estilo Funk-Soul para alguem. Isto aconteceu entre 78 e 83 e o Sr (se é que era) não esse rosto de quem fez estagio numa fazenda de algodão, numa dieta de milho cozido, lhe deixou um pouco amarelo!

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2007 11:44
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CStur
 

Spirito Santo,
Tu poderias discriminar os locais expostos na foto, como por exemplo qual é nome daquele morro lá no final da praia, ou seja, qual é o nome daquela montanha de pedra lá no fundo da paisagem. E também qual é esta estrada debruçada sobre o mar e outros detalhes sobre o Rio de Janeiro, para que todos saibam e possam ter idéia do fizeram com o povo que foi expulso do morro do Pinto para favela da maré e o que fizeram com o Rio.

CStur · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2007 19:14
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Spírito Santo
 

AZno666,

Faz um post com este papo, Leiteiro! Nunca fiz arranjos funk-soul e não gosto de milho cozido. Amarelo é chinês. Bota o teu retrato no avatar que eu estou doido pra arranjar um bom mote pra te zoar (na boa):)))).

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2007 19:54
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Spírito Santo
 

CStur,
O que você propõe é bom, mas, é outro ponto de vista. A montanha de pedra, o Duda Valle e eu achamos que o morro dos 'Dois Irmãos'. A estrada, como já digo na foto, nos pareceu ser a Estrada do Joá.

Só não entendi no que o nome da 'montanha lá no fundo' e a 'estrada debruçada sobre o mar' podem ajudar no papo. Faltou alguma coisa para explicar sobre o Morro do Pinto?
Se faltou, diz aí, Cstur.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2007 21:56
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Andre Pessego
 

Voltei pra lhe dizer - alem dos teus textos, temas, muito bem escrafunchados. Tenho prazer enorme em ler as duas intervenções - atua e a do Leiteiro. Cada comentário parece um outro artigo...
Mas se tiveres tempo olhe o trabalho da Andreia, de Salvador,
...Destino.. tá logo abaixo do texto do Joca. abraço, andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 18/6/2007 22:29
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Higor Assis
 

Mais um que mando para o meu bom e velho Tio. Já está sendo conhecido na familia viu Spirito.

No final do ano me lembre de lhe mandar o samba enredo. Abraços!!!

Higor Assis · São Paulo, SP 19/6/2007 10:41
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FILIPE MAMEDE
 

Mais uma aula de samba, sem se esquecer do texto; saboroso...muito bem escrito.
Abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 19/6/2007 10:49
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Spírito Santo
 

Filipe, André e Higor,
Grandes 'presenças'!

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 19/6/2007 11:09
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Marcelo V.
 

"Eu quero essa mulher assim mesmo" teve regravações antológicas de Caetano Veloso (com Lanny Gordin na guitarra) e da extinta banda mineira Virna Lisi. Grande Monsueto!

Marcelo V. · São Paulo, SP 19/6/2007 13:32
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Ize
 

Passei ontem aqui de madrugada só pra votar e hj estou voltando pra dizer que seu texto é maravilhoso e me tocou fundo. Monsueto e a Favela do Pinto (cujo desmonte afetou terrivelmente pessoas queridas que fizeram parte da minha infância) me mostraram que "Recordar é viver". Como diz W. Benjamin "o cronista que narra os acontecimentos, sem distiguir entre os grandes e os pequenos, leva em conta a verdade de que nada do que um dia aconteceu pode ser considerado perdido para a história". Muito obrigada por ser esse cronista, me garantindo a esperança de que nossas ilusões não estão perdidas, mas podem ser restituídas por outras possíveis revoluções.
Um grande abraço

Ize · Rio de Janeiro, RJ 19/6/2007 13:46
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Mansur
 

Seu texto realmente é bom de ler, melhor ainda são os motivos e as observações, dotadas de irônica mordacidade e crítica pertinente, referentes a questões conflituosas permanentes entre zona sul/ zona norte, preconceito racial e social etc.
Monsueto gravou discos de próprio punho?
Parabéns
Aguardo o próximo artigo
Gd abraço

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 19/6/2007 13:57
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Egeu Laus
 

Meus dois dedinhos nessa prosa:

A favela do Pinto ou Praia do Pinto era onde é hoje a "Selva de Pedra" no Leblon, quase na beira da Lagoa. Dizem (ninguém comprova) que foi a favela que inspirou Vinicius a escrever "Orfeu da Conceição".

A foto principal (em sépia) mostra ao fundo o Morro Dois Irmãos do Leblon (para diferenciar do Dois Irmãos de Jacarepaguá) que separa o Leblon de São Conrado (aos pés da Rocinha).

A estrada, por suas curvas me parece ser a estrada do Joá que liga São Conrado a Barra.

Mas voltando ao principal: belo texto, Spirito!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 19/6/2007 16:49
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Higor Assis
 

O comentário da IZE foi punk, nossa. Até copiei rs..

Higor Assis · São Paulo, SP 19/6/2007 17:04
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linney
 

Belo texto e belas imagens.

linney · Canoas, RS 19/6/2007 20:13
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Spírito Santo
 

Queridos convidas,
ObrigadÔÕ!!
Ize (especialmente): Fostes na veia.
Egeu,
Eu havia moscado na referência da foto principal. O Duda Valle foi que me deu as mesmas dicas que você: Fechou.
Depois, quem quiser, visite os links. Achei a maior viagem curtí-los.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 19/6/2007 20:52
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CStur
 

Spirito Santo
O Monsueto nasceu no Rio? As suas músicas têm concepção melódica e rítmica diferentes das músicas dos sambistas populares dos morros do Rio, como por exemplo, Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros. Portanto podem ser tocadas dentro de uma harmonia bem diferente de outros sambistas! A foto da sua publicação, mostra a praia de São Conrado e a estrada do joá ao longo da encosta, do Rio de 1950. Porem embaixo da foto estava escrito Copacabana! E caso volte hoje, ao mesmo local em que foi tirado a foto, para fotografar a mesma paisagem o que aconteceria? Eu sei! Chamei atenção para a área ao fundo e ao lado esquerdo do morro dois irmãos, porque lá esta a área que hoje é a favela da Rocinha. E citei a favela do Pinto, porque de acordo com as sua publicação foi o local em que morava o Monsueto e muitos outros brasileiros abandonados pelo poder público. E assim como os moradores desta localidade, foram expulso pelo poder público, para uma área bem afastada da zona sul, como a favela da maré. Aconteceu o mesmo com muitos outros brasileiros e moradores de outras tantas localidades da cidade, como por exemplo, a expulsão dos que viviam no parque da catacumba, para a cidade de Deus.

CStur · Rio de Janeiro, RJ 20/6/2007 10:58
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Spírito Santo
 

CStur,
É isto mesmo. Boas suas colocações e vamos por partes:
1- Quando você falou da foto eu já havia 'corrigido' a legenda. Eu sabia que era a estrada do Joá desde o início. Moro em jacarépaguá e passo por lá muitas vezes por mês, mas obedeci, a princípio uma regra básica do crédito au autor: coloquei a legenda original da foto, a legenda posta pelo autor que acho que era suíço e grafou 'Copacabana' (a foto é de um postal trazido da suíça pelo pai do cara que fez o upload). Com o avanço dos comentários, decidi colocar a legenda real logo. É isto.
2- Quanto ao estilo do Monsueto, várias hipóteses podem ser aventadas, todas serão improváveis, especulativas. Nesta área, é muito difícial afirmar. Tem duas pistas aí. Se Monsueto nasceu e viveu nauqla área, a música dele é fruto disto mais a sua formação de músico de boate, com informações muito amplas sobre música popular, inclusive norte americana, óbvio. É esta hipótese que o meu post assume. O estilo de um compositor não se avalia com parâmetors tão elementares. Deve ser mais complexo do que DNA.

3- Você podia fazer um post sobre expulsões de comunidades no Rio. Dava um post grandão.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 20/6/2007 20:08
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CStur
 

Spirito Santo,
Qual é o motivo do privifégio para ter instrumentos para alterar as informaçoes da foto depois da publicação do texto?

CStur · Rio de Janeiro, RJ 21/6/2007 00:22
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Spírito Santo
 

CStur, CStur...
Como eu editaria a foto depois da publicação? Editei antes, é claro. Foi o que eu disse. Não tenho super poderes. De onde você tirou esta história? Baseado em quê?
Qual é o seu problema, heim, cara?

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 21/6/2007 06:18
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CStur
 

Spirito Santo,
O teu problema é a cronologia! O primeiro comentário sobre a publicação foi feito no dia 16/06/07, a primeira vez que alguém salientou, chamou a atenção sobre o erro de publicação cometido pela denominação do nome do local da foto como Copacabana, foi no dia 18/06/07, a data atual da sua publicação é dia 19/06/07 e é a mesma data que foi corrigido o erro. É preciso autonomia para todos e muita camomila para o espírito e pro santo, use e abuse!

CStur · Rio de Janeiro, RJ 21/6/2007 22:25
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Spírito Santo
 

CStur,
O comentário que me animou a corrigir a legenda (isto já foi dito aí em cima) é do Duda Valle, do dia 17, bem antes da publicação. O comentário em si não aparece aqui por que foi dado lá nos recados do meu perfil.
Qual é CStur? Está me estranhando, é? Vê se te avexa, cara!
(Pô, gente, desisto com o este Stur...)

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 22/6/2007 07:17
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dudavalle
 

Na boa se alterou depois , qual eh o problema ?

Como bem disse o Sérgio Rosa mais colaboração e menos reclamação ou pelo menos os dois, soh reclamação eh meio patético.

Acho pouco provavel que tenha ocorrido mas se ocorreu qual eh o problema ? que bom pelo menos temos a certeza que o Conselho em alguns casos faz parte da comunidade e atende pedidos dela não se fechando emails "privados".

O Sérgio Rosa fala da Folha de São Paulo, a Folha tem ombudsman, um dos poucos casos nesse Brasil e nessa Mírdia tão "democrática" e imparcial :-)))

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 22/6/2007 14:49
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos:
Será que vale a pena tanto stress por tão pouco? Mora na filosofia, como diz o patrono inspirador desta colaboração
beijos e abraços
do joca OPeiras,o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 22/6/2007 14:57
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Spírito Santo
 

Duda e Joca,

Bacana os comentários mas definitivamente não ocorreu nada disso aí. A 'pilha' que o CStur quer 'botar' está totalmente descarregada. Duda Valle comentou no dia 17 ou 18 (eu apago os recados que recebo), decidi alterar a legenda, é óbvio, ainda na fila de edição e a matéria foi publicada no dia 19. Egeu (que chegou com a matéria já publicada) reforçou a questão da toponímia e ponto final. A única coisa chata é que o CStur lançou no dia 20, um comentário ao qual eu respondi com a maior boa vontade sem sacar que era mal intencionado, uma arapuca, por assim dizer, para gerar uma polêmica infantil, uma futrica (no meu entender). Não fiz pedido nenhum, á conselho algum, relacionado a alterar legenda. Ao contrário, recebi uma advertência por inserir algumas fotos (as pequenas) cujos direitos poderiam ser questionados as quais só não não suprimi, porque o recado me chegou depois da publicação.
Então é isto. Parei.
Fui tomar um chopp.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 07:11
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos amigos:
Vejo os ânimos se acirrando com muita facilidade aqui no overmundo. Não sei a que creditar isto (acho que porque, por menos que queiramos, continuamos vivenciando a 'barra" do mundo real). O que me, digamos, desgosta nestes entreveros é ver uma enorme quantidade de energia desperdiçada com tão pouca coisa, energia que poderia ser, mas não é, utilizada para promover e agregar. Parece que o ser humano, por sua condição de não mais precisar enfrentar cotidianamente perigos reais nem por isto perdeu seu instinto de defesa, utilizando-o contra inimigos no mínimo supervalorizados. Uma pena. Bom, eu que não tomo Chopps, até porque não existe Chopperia em Oeiras, vou tomar um mangueirinha gelada e lembrar do mestre Possidônio Queiroz, que, segundo ele mesmo, da mesma forma que um camelo armazena água e alimentos, munia-se de uma grande "provisão de paciência" o que explica, pelo menos em parte, o seu jeito manso.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 23/6/2007 10:24
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Spírito Santo
 

Estou com o mestre Joca Oeiras, grande conselheiro.
(O chopp tava bom mas só tomei um).

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 10:40
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Ize
 

Oi Spirito, impressionante como seu artigo tá rendendo...
Abraço grande pra vc e pro Joca.

Ize · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 17:21
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Ize
 

E já que está rendendo, imagine que achei na internet uma foto de 1936 dessa construção na Estrada do Joá. Não posso postá-la pq salvei-a nos Meus Documentos sem os créditos e não estou mais conseguindo achar de onde a tirei. Impressionante, né? A legenda da foto dizia Retiro do Joá - 1936. Fiquei curiosíssima. Queria saber mais dessa construção que existe até hoje sem muitas modificações. Enfim, nas minhas andanças virtuais pela Estrada do Joá (por causa do seu artigo) acabei encontrando coisas interessantes ...Como a história da Luz del Fuego, cujas serpentes assombravam meus sonhos de criança.
Abraço

Ize · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 17:33
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Spírito Santo
 

Ize,
bacana você e seu bom astral terem voltado. Porque você não faz um artigo ou uma crônica sobre o Joá? Eu mesmo já fiquei curioso com os dados que voc~e já pegou. Que retiro seria este? A luz del Fuego também. Eu me lembro de muitas fotos dela nos jornais populares, sempre com aquela jibóia imensa enrolada.
Quanto as fotos, dá trabalho mas, se você achou na Internet ela ainda deve estar lá. Vai afinando a busca que você acha. Se não tiver muito tempo ela pode estar ainda no seu histórico de consultas, quem sabe?

Abraço grande pra você.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 17:45
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Ise:
Obrigado! E sinta-se reciprocamente (e calorosamente) abraçada e carinhosamente beijada
pelo Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 23/6/2007 17:51
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Quanto a esta história de créditos, não sei se vc sabe, mas o dominio público ocorre após 70 anos e já estamos em 2007. Então, é como diz a Marta Suplicy, relaxa e pode postar esta foto, tranqüilamente!
mais tão carinhosos quanto calorosos os outros abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 23/6/2007 17:57
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Ize
 

Sei não Joca...Esse negócio de imagem hj é mto complicado. Mesmo sem a gente querer, sem mais nem menos a gente pode ir parar num youtube da vida, como se não tivéssemos mais controle sobre a nossa própria imagem. É bem verdade que a tal foto não compromete ninguém, mas pode aparecer alguém se intitulando "dono" do acervo de onde a tirei. Vou fazer o que o Spirito sugeriu e, se achar a foto, mando pra vcs (só que não por aqui pq não dá. Vou ter que publicar uma colaboração, mesmo estando meio sem inspiração).
Abrçs calorosos pra vc dois

Ize · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 19:03
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Ize
 

Achei a foto!!! Está num site de venda de cartões postais antigos e vcs podem abrí-la no endereço www.rss.colecionismo.nom.br/vso_fotos/05-18-01-26.jpg
O endereço do site de vendas é www.rss.colecionismo.nom.br/vendas/postais.htm
e o número da foto em questão é 21256
Há outras da Avenida Niemeyer, é só procurar pelo título.
Divirtam-se!!!

Ize · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 19:45
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Spírito Santo
 

Ize,

Que fantástico! O tal Retiro do Joá, pelo que pude ver, assim, numa primeira olhada, é exatamente a mesma casa que aparece na foto que publiquei (de 1950). O ângulo é um pouco fechado para dentro da montanha e o morro dos Dois irmãos não aparece mas é.
Ou seja: A casa estava lá, em 1950, preservada do mesmo modo que em 1936. Tive a impressão de que a estrada só ia até este ponto, onde está a casa do retiro, o que faria sentido, certo? em se tratando de um retiro. Está aí, mais um ponto a ser pesquisado.
Bela pesquisa Ize!

Grande abraço.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 20:46
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Ize
 

Pois é Spirito, mas o mais fantástico é que a casa continua lá no mesmo lugar. Sei pq essa construção me fascina há muito tempo. Meus pais, que se casaram em 1947, iam lá namorar. Então, sempre que passo por lá presto atenção. Atualmente, ela está fechada, mas há pouco tempo funcionava lá um rodízio de comida japonesa. Sobre a sua foto, tenho dúvidas se aquele morro lá atrás é o Dois Irmãos ou a Rocinha. Acho que é a Rocinha.
Abraço

Ize · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 22:52
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dudavalle
 

Depende Ize,
Teríamos que ver em relação as datas 1000, 1500, 1600 etc e etc.
Numa descrição mais precisa com relação a foto poderíamos afirmar o seguinte : temos a Praia de São Conrado, temos a montanha chamada de Dois Irmãos, temos duas areas verdes em torno das montanhas em uma delas temos atualmente a Rocinha e na outra o Vidigal. Fica a dúvida com relação a data se naquela época já existia a Avenida Niemeyer (antiga estrada da gruta da imprensa) e a Estrada da Gávea.Tinha por lah o Circuito da Gavea de "formula um" as baratinhas, ateh a "nossa" Monaco perdemos :-)))
Se fossemos entrar em termos comparativos com os dias de hoje... me faz lembrar aqueles postais do Camões (eh esse o nome?) mostrando como era Ipanema e outros lugares do Rio .

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 23:53
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dudavalle
 

O Hotel Nacional que jah abrigou as primeiras edições do Free Jazz, hoje lah paradão, não vejo nenhuma asa delta na foto :-)) Que dirá parapente !!

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2007 23:55
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Spírito Santo
 

Ize,

O papo agora está 'style'. O Duda, que foi quem me deu, primeiro, a dica da legenda, pode estar correto mas, haverão controvérsias. Daqui a pouco alguém vai esclarecer isto aí. Fiquei mesmo curioso foi com a casa. O que será que funciona lá agora, heim, Ize? E a estrada? Acaba por ali mesmo ou já seguia para a Joatinga?

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 24/6/2007 12:04
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Ize
 

É Spirito, a coisa está indo muito mais longe do que vc poderia supor qdo usou a foto pra divulgar Monsueto e sua sábia concepção de filosofia. Prova de que "pensamento parece uma coisa a toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar".
Boa tarde de domingo pro Duda e pra vc (o que estamos fazendo na internet com esse dia lindo??)
O Fluminense acabou de fazer um gol. OBA!!!

Ize · Rio de Janeiro, RJ 24/6/2007 15:48
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Spírito Santo
 

Como sou flamenguista...

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 24/6/2007 19:30
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Cicero de Bethân
 

Santo espírito,
gostei muito do seu texto, já acrescentei nos meus favoritos!
E as fotos, polêmicas à parte, primorozas para ilustrar tão belo texto!
Abraços

Cicero de Bethân · Vitória, ES 13/7/2007 10:31
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Satu
 

Spírito, seu texto harmoniza densidade e sensibilidade, já não bastasse a relevância do tema. Gostaria que me tirasse uma dúvida: sou um apaixonado por toponímia; por acaso existe alguma relação entre o nome da favela da praia do Pinto e o morro do Pinto, que dá as costas para a rodoviária Novo Rio (e que abriga a simpática escola de samba Vizinha Faladeira)? abraços.

Satu · Marília, SP 11/10/2007 00:35
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Spírito Santo
 

Satu,

Rapaz! Sabe que nunca havia me dado conta desta coisa dos nomes. Gravei um vídeo clip lá no Morro do Pinto ( o que fica próximo ao cais), ali pelos anos 80. O curioso é que o Morro do Pinto da zona sul se chamava de verdade ‘Favela do Pinto’ porque era não era, exatamente, uma elevação. Isto (de haver alguma relação entre os nomes) não é impossível não. Aliás, o tema da toponímia das favelas do Rio é um tema pra lá de interessante. Por exemplo: Boa parte dos antigos habitantes do Morro da Mangueira foi para lá num doloroso exílio provocado pelo desmonte do Morro de Santo Antônio no centro da cidade, ali pelos anos 50. Pois bem, um dos principais 'bairros' da mangueira chama-se Santo Antônio, até hoje. Com o Morro do Pinto pode ter acontecido isto também.
Bem que a gente podia escrever sobre este tema um dia. Topas? Enquanto isto, dê uma olhada neste link aqui.
Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 11/10/2007 06:19
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