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Morangos Nervosos:fragmentos de Caio F. no sec.XXI

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Alexandre S. · Fortaleza, CE
29/7/2007 · 294 · 17
 

Meu primeiro contato com Caio foi há exatos 10 anos. Em 1997, Eu tinha 14 anos, fins de Século XX. Naquela época antipatizava Clarice Lispector quem é essa mulher de olhar enignático na contracapa dos livros que não param de sair da Biblioteca? e devorava Paulo Coelho (velhas estratégias falidas de conquista). Talvez eu mentisse dizendo que foi uma Paixão arrebatadora o que senti pelo escritor gaúcho. No melhor estilo de Caio: ao ler a primeira frase da primeira página. Toda aquela linguagem urgente, transbordante, transcendente. Mas não foi assim. Na verdade aos treze ou quatorze anos experiências do tamanho destes adjetivos geralmente são no máximo intuições protofórmicas, embrionárias.

Caio chegou no primeiro outono da minha vida. Naquela época em que todo adolescente passou, passa ou passará: a primeira-grande-desilusão-afetiva. Sentimentos, digamos, estreantes, mas talvez ainda de certa forma presentes, latentes. Mas Caio não veio junto com os morangos. Por quê? Não sei. Quem não o apresentou? Também não. Só há a vaga lembrança daquele livro na prateleira de novas aquisições: Morangos Mofados. Morangos sem dono. Morangos sem caio. Relançado pela Companhia das letras, é o máximo que consigo resgatar. Poderia devaneiar, falando que passei diversas vezes por ele, relutando, pressentindo. Aquela capa formada pela selva de concreto que era - e é - a cinzenta São Paulo, e sobre ela distribuídas aquelas toscas figuras de morangos não-mofados vermelhos. Mas também não foi assim, pelo menos não totalmente.

MorangosMofadosMorangosMofadosMorangosMofados. O nome serpenteava meu cotidiano. Até por que havia acabado de ver a Cuca na MTV (papa dos teenagers naquela época e talvez ainda hoje) que uma banda de sucesso geralmente tem seu nome formado por um substantivo seguido de um adjetivo pungente (seria esse pressuposto válido também para livros?). Lembro, que as pilhas eram novíssimas e a capacidade de armazenamento deste tipo de cultura-inútil-mas-verídica era inesgotável. Não que hoje não seja mais assim. Na verdade a sensação vivida em relação aos “Morangos Mofados” é a mesma que sinto hoje em relação a um outro livro que tenho visto nas mesmas velhas e famigeradas prateleiras de novas aquisições: Novelas Nervosas. Sustantivo + Adjetivo pungente = Sucesso? Não sei... mas a fórmula parece funcionar. Assim como naqueles dias de 1997 (hoje parecendo tão distante, ai que saudade dos meus... menos... afinal estou apenas nos vinte e quatro), não conhecia nem memorizara o extenso nome comum de Caio Fernando Abreu (Sim, eu não sabia nem quem era. Só decorara MorangosMofadosMorang...) também não guardei o nome do autor de novelas nervosas. Me lembro apenas de um nome cheio de kas, ou talvez nem tão cheio assim. Mas sei que essas nervosas novelas estão no meu caminho. Há se estão. Havia novelas no meio do caminho.
Mas não traiamos o relato infanto-juvenil. Voltemos aos morangos. Contudo, outra indagação chega: seria traição mesmo? Seria viável um relato daquele momento sem a utilização do filtro da percepção contemporânea? A resposta do Cineasta italiano Bertolucci para esta lendária indagação é um NÃO, “caio efemente” falando, assim mesmo, maiúsculo e negrito. Bertolucci foi tão longe nesta sua posição em relação ao tema que no seu filme “Os Sonhadores” (sobre as manifestações juvenis ocorridas na França de 1968) a cena do manifesto na Cinemateca Francesa foi rodada com o mesmo ator-militante que lera o panfleto escrito por Godard 40 anos atrás. Jean-Paul, agora um senhor de meia idade, se viu novamente diante de uma multidão - agora de atores e figurantes - com o ofício de reinventando aquele maio em Paris. Na finalização do filme Bertolucci decidira por intercalar as imagens verdadeiras (em preto e branco) com as da representação no set de filmagem. Falta de verossimilhança perceber a intercalação entre o passado real e a tentativa de reconstrução fictícia? Destoante ver o peso dos anos no rosto ator-manifestante? O cineasta italiano que sim, propositalmente sim e argumenta que toda reconstrução cinematográfica fala muito mais do hoje que da situação em questão. Parece que isso acontece não só no cinema, mas em toda forma de inter-ação com o passado. Gosto de pensar este tipo de situação como semelhante ao mecanismo de defesa do ego chamado –não por acaso e cinematograficamente -de projeção, (eita psicanálise de botequim) onde a acusação do acusador fala mais dele que do próprio acusado.

Mas voltemos aos anos 90. Ou à minha auto-ficção dos anos 90. Como já disse não lembro quando exatamente naquele 1997 levei os morangos para ler em casa. Vasculho minha agenda do citado ano a procura de indícios. Inútil. Apenas um vestígio já encontrado anteriormente: na lista pessoal de auto-sugestão de livros, entre “Razão e Sentimento” de Jane Austin e “Setembro”: Morangos Mofados. Seco assim: sem referências a autor, nem editora. Nada. Sem Caio: Sem a Clarice Lispector que ouviu muito Rock e tomou algumas drogas. Sem as trips, sem as cartas, sem dragões, sem a prisão por roubar na Inglaterra os dois volumes da biografia de Virginia Woolf (aliás também, ainda não havia para mim Virginia Woolf) escrita por Quentin Bell. Nada. Seco e simples: morangos mofados. Escrito de caneta azul no dia seis de janeiro de 1997 – uma segunda feira- época em que o Brasil disputava a sede das olimpíadas de 2004. O rio de janeiro continua lindo. Arrepio na espinha. Caio já estava morto e nem existira para mim. Eu só descobriria isso nove anos depois. Na verdade se eu quiser endoidar e fazer a abordagem pseudo-fenomenológico-existencialista Caio não estava morto, por que ele nem existia. E se quiser ratificar meu argumento com Tolstói (na Morte de Ivan Ilitch, livro que Caio achava dos mais angustiantes – vide a crônica sobre Frida Khalo em Pequenas epifanias) rememoro a frase final da Obra quando Ivan estava morrendo: “acabou-se a morte – disse de si para si – Ela não existe mais”. Sim, a morte só existe para quem ficou sentindo a ausência, para o morto só restou o Nada, a ausência de tudo inclusive da morte. E para quem não tomou conhecimento do morto, nem da sua ausência, ele (o morto) nunca existiu. Não, não posso dizer que Caio estava morto naquele momento porque não existia Caio. Naquele momento só havia a intuição guiada por um espectro rasante, rascante: Morangos Mofados. “a vida é uma ponte entre dois nadas e tenho pressa” – disse Caio pela boca de Pérsio em “Pela noite”. Caio estava para além da minha pontezinha de menos de uma década e meia.

Voltemos a 1997: Levei morangos para casa. Lembro que á época pensava que o livro tinha acabado de ser escrito (quando na verdade a primeira publicação acontecera em 1982 – um ano antes do meu nascimento). O caso é que não sabia muito a diferença entre lançamento e Reedição. Ora, não esperem muito de um recém-adolescente dos anos 90. O livro tinha sido relançado pela ocasião da morte de Caio – mas como já disse, e correndo o risco de ser chato, todos, menos eu, sabiam daquela morte “desanunciada”. O fato é que não avancei muito sobre os morangos. Na verdade nem cheguei neles. Parei no Mofo. Mais precisamente não fui além do primeiro conto: Diálogo. A:Você é meu companheiro. B:Hein? . Achei um saco. Outro arrepio na espinha. Parei exatamente uma página antes do que considero hoje o mais histórico (com agá mesmo) dos textos de Caio: “Os sobreviventes”. Arrependimento? Não. Na verdade ainda não havia bagagem o suficiente para entendê-lo ou qualquer outro relato daqueles anos 1960/70(e haveria hoje?). Meu contato mais próximo com aquela juventude tinha sido, até então, através das lentes da Globo na minissérie Anos Rebeldes, a qual não acompanhei por ser exibida num horário muito tarde e também por ser “complicada”. Contudo as cores psicodélicas da abertura embaladas pelo som de Caetano caminhado contra o vento exerciam um premonitório fascínio. Enquanto que a morte de da personagem de Cláudia Abreu (mesmo nome e sobrenome da irmã de Caio) no último capítulo não fazia o menor sentido para mim. Metralhada porque tirou a identidade de dentro da bolsa? Como assim? Não. Não havia as bases mínimas na minha ponte para a compreensão. Ou se quisesse uma pequena verborragia pretenso-marxista diria assim: não havia o desenvolvimento suficiente das minhas condições objetivas e sócio-históricas para uma compreensão mais totalizante do processo de resistência juvenil diante da autocracia burguesa na disputa pela hegemonia político-cultural. Um desconto deve ser dado, Anos Rebeldes datam do início dos anos 90. Eu deveria ter uns 9 anos.

O fato é que Caio ficou latente, esperando ser descoberto durante anos após sua partida. Veio a ovelha Dolly, Morreu Renato Russo, Clinton disse que sexo oral não é sexo, Titanic se igualou a Ben Hur em número de Oscars, caíram as torres gêmeas, Madonna deixou (?) de ser puta, Lula (o sindicalista do ABC) foi eleito presidente da república, Regina Duarte foi surrada no meio da rua por dizer na TV que Lula mudou, antes de todo mundo admitir que ele mudara mesmo. E nada de Caio. Os morangos mofados e sem donos estavam sepultados na janela dos esquecimento. Enquanto isso eu na escola, depois no grupo de jovens, depois universidade, movimento estudantil, Afinal o que foi que aconteceu nesse tal Maio de 68?, primeiros baseados, depois a Ioga, eleições no Diretório central dos estudantes, por uma universidade pública, gratuita e de qualidade, militância virtual: O orkut é pós-moderno?, mapa astral pela internet, disputa do centro acadêmico: por um projeto democrático e popular, blind meetings via MSN, ousar dizer o nome: uma antropologia da noite urbana. all we need is love! E numa canção do último cd em vida de Renato Russo uma constatação velada: “na saída da aula foi estranho e bonito todo mundo cantando baixinho, strawberry fields forever”. Campos de morangos para sempre. Eles (os morangos vermelhos e sumarentos) nasciaM expontaneamente, sem caios nem contos.

Mas o (re)encontro inevitável com o escritor gaúcho finalmente aconteceria numa animada noite em junho de 2006. Um amigo do outro lado da linha, do rio e da formação acadêmica convida: “Tem uma peça em cartaz no Sesc. É de um escritor brasileiro que eu gosto muito”. Não me empolguei muito. No auge de minha contradição ambulante: adolescência lendo literatura norte-americana e no início da juventude me dedicando a Marx e companhia, não havia muitos lugares para literatura brasileira contemporânea. O último livro desta estirpe que eu havia lido tinha sido “o matador” de Patrícia Mello. Chatinho - foi minha avaliação entediada. “O nome dele é Caio Fernando Abreu, vamo, tu vai adorar”. Não fazia idéia de quem vinha a ser aquele ilustre espectro desconhecido-conhecido.

Em cartaz: Uma flor de Dama. 10, 11, 17, 18, 24 e 25/06, 20hs – Adaptação livre do conto Dama da Noite do Livro “os dragões não conhecem o paraíso” feita pelo diretor e ator Silvério Pereira (esse garoto tem futuro).
Na platéia: Eu de jeans, preto e cabelo arrepiadinho. Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite. No espetáculo: eu estarrecido e chocado e dentro de minha camisinha Mr. Wonderful fui encolhendo diante de tanta “compreensão sagrada de tudo”. E fascinado e insultado fui me expandindo nas urgências dos becos e texturas. Dissimulações e simulacros. “Pós-tudo, puro simulacro”. Não, eu não estava de jeans, preto e Camisinha Mr. Wonderful. Eu estava nu. Desnudado pela voragem vertiginosa de Caio Fernando Abreu.

Após o espetáculo, na calçada do teatro, semi-pronto para adentrar carro e a noite: “E aí gostou do espetáculo?”. Eu ainda em processo de recomposição. Tonto no sentido de nauseado, mas também de abestalhado: “Adorei” - disse eu sem conseguir dizer. “Pois eu vou te emprestar um livro dele que tu vai adorar mais ainda: Morangos Mofados”.
Strawberry fields forever.
Caio nascia.

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Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A
 

De Paulo Coelho a Caio F., um percurso curioso.

Mais curioso ainda: eu também o percorri.

Texto bacana, Alexandre.

Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A · Fortaleza, CE 26/7/2007 09:20
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Bia Marques
 

Alexandre, sou doida no trexto de Caio Fernando Abreu desde muito tempo. Adorei teu relato e informações. Em final dos anos 80 ou início dos 90 (a memória...) Zeduardo me mostrou um texto dele que acabou ganhando toques meus e de mais um amigo, Minotauros começa falando da convivência de Caio com os dragões pra abrir uma história doida. Abraço

Bia Marques · Campo Grande, MS 29/7/2007 10:33
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Higor Assis
 

Muito bom!

Valeu Alexandre.

Higor Assis · São Paulo, SP 30/7/2007 13:35
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Alexandre S.
 

Henrique, bom demais saber que não foi só eu que passei pelo processo coelho-------caio.
rsrsrs
Na verdade estava com receio defazer essa revelação "sórdida".

Bia: Muito massa texto do minotauro. Adorei o contraponto com os dragões que não conhecem o paraíso.

Higor: obg :)

ps1: obrigado pelas vizitas. Comentem!
ps2: ainda tou meio sem saco parar e ver os recursos do overmundo mais detalhadamente. Neste sentido minhas intervenções por hora (e incremento de perfil...) serão bem limitadas

Abraços a todos
Alexandre

Alexandre S. · Fortaleza, CE 30/7/2007 19:24
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Mi [de Camila] Cortielha
 

Oi, Alexandre, muito legal o seu relato"

Eu ainda estou aprendendo Caio Fernando Abreu, mas tenho me dedicado a ele com empenho.

Comprei meu primeiro há três anos, por ver o nome tão citado por um conhecido em uma prateleira de livros de bolsos; como o livrinho custava só 6r$, foi para casa comigo. Era o "Ovelhas Negras", uma coletânea de histórias e contos não-publicados. Apaixonei-me pela escrita, pelas histórias e pelas introduções que o Caio F. dá para cada uma delas.

Tentei comprar os Morangos logo depois, mas não tinha em lugar nenhum e acabei comprando "Triângulo das Águas", que fica "esotérico" demais para meu ceticismo, e abandonei ele na prateleira.

Aí eu acompanhei todo um alvoroço do lançamento da edição nova dos Morangos Mofados. Comprei, mas não consigo acabar a leitura dele. Toda vez que leio um conto novo, acabo voltando nos que já li para adorá-los novamente.

Faço poucos progressos, o que me é muito estranho pois sou leitora compulsiva. Caio Fernando Abreu me fisgou e parece que vai me alimentar um grão de cada vez. Mas não tem problema, um dia eu encho o bico, assim como você.

Abraços,

Mi [de Camila] Cortielha · Belo Horizonte, MG 30/7/2007 20:01
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Eduardo Júlio
 

Que bom recordar Caio Fernando Abreu. Em outubro de 1991, quase por milagre, ele esteve em São Luís, ministrando um curso de contos para um seleto grupo de escritores locais, a maioria jovens. Eu fui um dos participantes. Na época, tinha 20 anos e só tinha lido "Morangos Mofados" e "Onde Andará Dulce Veiga", livros que estão devidamente autografados. Durante o curso, descobri "Os Dragões Não Conhecem o Paraíso", depois de ler o conto "Sem Ana, Blues" tornando-me um ávido leitor dele. Caio foi um grande mestre. talvez o melhor contista brasileiro entre os anos 80 e começo dos 90. Restou a saudade da atmosfera introspectiva, terna e ao mesmo tempo, ácida e urbana.
Valeu Alexandre.

Eduardo Júlio · São Luís, MA 31/7/2007 09:52
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Marília Chinchilla
 

Década de 80. Morangos mofados. Caio Fernando Abreu. Os sobreviventes. Sri Lanka, quem sabe? Pesadelos diários. Paixão à primeira vista. Depois teve a peça homônima, ainda na década de 80, e na de 90, crônicas no Caderno 2 do Estadão. A fase AIDS.

São duas fases bem distintas, mas eu sempre o amei. Como quando li Os Sobreviventes. Só alguém tão íntimo de mim poderia ter descrito aquela angústia. E Beatles, Fernando Pessoa e Angela Ro Ro... Caio Fenando Abreu e Fernando Pessoa, principalmente o Álvaro de Campos do "Poema em linha reta", nunca conheci quem tivesse levado porrada ai eu também não, Pessoa...
Fernando, o Caio, falava com conhecimento de causa. Seu texto apaixonava e encantava a todos. Muita conversa em mesa de bar e Fernando o Pessoa, citado; e Fernando, o Caio, lembrado.
Ai, que bom ter lembrado disso tudo. Gostei demais do seu texto. E que legal saber que ele ainda encanta porque seu texto é forte, sobreviveu ao tempo e ainda inquieta, angustia, cutuca as feridas... e apaixona.
Beijos pra você.

Marília Chinchilla · Campo Grande, MS 31/7/2007 15:24
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Candice Gonçalves
 

Parabéns pelo belíssimo texto! também sou uma amante da leitura de Caio. Me arrebatou pela primeira vez "O ovo apunhalado". Substantivo = adjetivo pungente, não é mesmo? Acho que porque ele sempre foi aficcionado por títulos de livros, assim como Bukowski, ele queria o título perfeito, impactante.

um grande abraço.

Candice Gonçalves · Crato, CE 13/9/2007 08:35
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Cintia Thome
 

Alexandre
Interessante trajetória em todos os aspectos ...anos 60/70 e 80/90.
Vou imprimir, pois achei primorosa a colaboração sobre Caio Fernando Abreu, icone ímpar da literatura brasileira dos anos 80/90 Perda irreparável.

Parabéns.

Cintia Thome · São Paulo, SP 17/9/2007 17:44
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ana_isabelle
 

Gostei muito de todo o texto.
E muito interessante como foi fisgado de forma tão espontânea por uma literatura tão profunda, CaioFernandoAbreu.
Além do que a comparação já ouvida entre Caio e Clarice (a qual sou fã incondicional), sendo ele a Clarice que ouviu rock e usou drogas.
Muito bom!

ana_isabelle · Fortaleza, CE 17/10/2007 01:18
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Alexandre S.
 

Sim, Sim Sim
Na verdade o texto é cheio de referências. muitas propositalmente (como na parte que eu falo o que aconteceu comigo enquanto não (re)conhecia o caio - Inspirado no conto "os sobreviventes" e a parte final do teatro inspirado na própria peça e no conto "dama da noite" mas também tem muuuuuuuuuuuuuuuuitas referências inconscientes. Que eu só percebi depois e ainda continuo percebendo cada vez que leio. Por exemplo na crônica que o protagonosta de de dulce veiga fala sobre a primeira vez que viu a cantora... e muitas outras.
abraço e obrigado pelos elogios.
Alexandre s.

Alexandre S. · Fortaleza, CE 17/10/2007 13:26
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Alan Santiago
 

Alexandre,

muito legal o seu texto! De certa maneira eu também me identifico com ele: passei de um tipo de leitura a outro completamente diferente - este último que muito mais me engrandece o espírito e muito mais me perturba.

Caio F. Abreu faz parte desses que revolvem a terra parada e desestabilizam quem está lendo. É a incrível e incessante poesia da boa literatura: aquela em que não há como passar incólume a ela!

P.S: continue indo ao PML, te esperamos por lá no próximo encontro.

Alan Santiago · Fortaleza, CE 27/1/2008 12:06
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Raiblue
 

Olá,Alexandre!!
Excelente texto!!Eu sou apaixonada pelo Caio também!!!
A minha primeira publicação aqui é um poema inspirdao em 'morangos mofados',está na minha página.
Grande beijo azul!
Rai

Raiblue · Salvador, BA 29/2/2008 22:01
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Nivaldo Lemos
 

Alexandre,
foi a melhor descrição de um parto, melhor dizendo, do nascimento de um autor que eu já vi. Seu relato fascinante, delirante, extasiante e extremamente saboroso de como você (re) descobriu o genial Caio Fernando de Abreu me eletrizou. Não consegui largar o texto até a consumação: Caio nasceu; de (em?) Alexandre. Cinematograficamente. Literariamente. Um texto para se ler e guardar, repleto de referências juvenis que deram um nostálgico sabor de dè jàvu aos meus 57 anos bem vividos. Obrigado. E - mesmo com atraso de quase um ano - meus parabéns pelo belo texto. Abraços mofados.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 5/5/2008 19:04
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Rodrigo Rudi
 

o relato é bacana, mas confesso que parece uma ressureição. ainda bem que saiu de uma leitura "xula" de p.c. porque por paulo ao lado de caio é uma ofensa !

Rodrigo Rudi · Volta Redonda, RJ 1/7/2008 22:45
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Alexandre S.
 

Na verdade, com eu disse, desde os 14 anos não abro um livro do Paulo Coelho. Mas cuidado deve ser tomado. Caio dá a entender - nas cartas - que era amigo de P.C. e até comenta a leitura de Brida em uma delas. Não lembro se elogiando ou não.

Sobre a "ressurreição" na verdade ele não re-viveu. Ele passou a existir PARA mim. "Só" isso.

:)

Alexandre S. · Fortaleza, CE 2/7/2008 13:47
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Rodrigo Rudi
 

Upa,

A ressureição que falo é a passagem da vida velha em leitura "xula" do p.c para a vida nova em coisa que vale à pena como Caio F.

Abraços.

Rodrigo Rudi · Volta Redonda, RJ 4/7/2008 18:36
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