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Motomix 2008 – Uma evolução
Fernando Mafra · São Paulo (SP) · 3/7/2008 14:01 · 134 votos · 4 comentários ·  
 
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overponto
Fernando Mafra

Imagens
A simpatia e presença de Stop Play Moon
Stop Play Moon Conquistando corações
O desânimo de Nancy
Jogando dominó com Fujiya & Miyagi
Pura energia com The Go! Team
Estilo e perfeição de Metric
Não há como não comparar as mudanças no festival musical da Motorola com relação à última edição. São brutais. Para começar, enquanto que ano passado ele era espalhado por vários dias e lugares de São Paulo, sendo que apenas um deles era gratuito e no Parque do Ibirapuera; este ano a empresa resolveu apostar todas as suas fichas em um único evento.

Além disso, a cobertura da imprensa foi bem mais presente, com diversos veículos disputando espaço na sala de imprensa e no fosso. Aliás, a evolução da própria sala de imprensa reflete isso, agora devidamente equipada com computadores, conexão, comes e bebes e alguns telefones MotoROKR para a imprensa avaliar.

Infelizmente não cheguei a tempo da primeira banda. Assim será impossível avaliar a qualidade da apresentação do Venus Volts. Já Stop Play Moon brindou o público, ainda relativamente pequeno e espalhado, com simpatia e competência. O histórico ligado ao mundo da moda pode passar a falsa impressão de esnobismo e excesso de pose, mas não é isso que vemos no palco. O setlist foi excelente e Geanine Marques sabe se conectar com o público melhor do que muitas atrações internacionais. Até os mendigos tiveram sua vez (lembranças do show de Miele na Virada Cultural). Entre as atrações, o espaço era preenchido pela excelente discotecagem de Killer on the Dance Floor.

A terceira banda, definida como um “Ludov do cerrado” por um espectador não-identificado, Nancy é o oposto de SPM. Conseguiu colocar para baixo até Edgar, o mestre de cerimônias, que ao final da apresentação resumiu: “Legal, né?” Não é uma questão da música ou da banda serem ruins, o EP que avaliei é bom, Keep Cooler é excelente. Mas no palco a banda trava, não há conexão com o público, Camila Zamith pode ser a vocalista, mas não é líder de nada. Não há sequer aquela simpatia desengonçada de bandas cheias de vergonha. Nem a própria banda compreendeu o comentário de Camila sobre o Sol. A única energia da banda vinha de Praxis, que precisa fechar a boca, e Dreaduardo, que fica preso atrás da bateria. A impressão que ficou é de que tocam pois é o que sabem, não o que amam.

Simpatia desengonçada é justamente o que trouxe a primeira atração internacional, Fujiya & Miyagi. Com cara de suecos, a banda inglesa segurou o público que se multiplicava ao entardecer até a chegada da banda mais empolgante do planeta, The Go! Team. Mesmo há 48 horas sem dormir, a banda não parou quieta um minuto no palco. Apesar de ingleses, uma mistura praticamente brasileira de pessoas e duas baterias, cheia de energia e simpatia. Fechando o dia, que já virara noite há muito tempo, Metric começou acanhado com uma dança robótica sensacional de Emily Haines, mas logo o gelo cool se partiu e ao final foi a única banda que rendeu biz.

Extremamente pontual e organizado, o festival foi um sucesso. O line-up poderia ter sido organizado melhor, já que por exemplo Metric e SPMoon pareciam mãe e filha. Considerando que o público aumentou vertiginosamente quando começaram as atrações internacionais, seria interessante alternar e realmente projetar os artistas novos. Além disso, Go! Team é um dilema, por um lado seriam ótimos para fechar, por outro, seria bom vê-los em um show menos lotado durante a tarde, com o público pulando e brincando, tal qual a banda.

A concentração de tudo em um único evento é uma faca de dois gumes, pois tirou o aspecto único do Motomix, e o show no parque perdeu aquele clima descontraído presente na edição do ano passado, mas também criou um dia memorável. E as supostas interações com Bluetooth (estampadas em adesivos) não aconteceram comigo. Além das músicas também havia o visual com projeções dos trabalhos enviados ao festival e a presença das caçambas com intervenções. Resumindo, Motomix 2008 foi um festival de primeira linha a ser usado como referência. Além da qualidade, era de graça, vai ser difícil ganhar disso.

tags: São Paulo SP musica motomix motomix-2007 festival ibirapuera parque-do-ibirapuera motorola show internacional rock dj discotecagem eletronica musica-eletronica


 
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Muito legal, Mafra, sua volta ao evento. Este tipo de cobertura em retrospectiva sempre rende bastante...
Uma dúvida só: que história é essa de os mendigos participarem? Tanto no Motomix quanto no show do Miele, não entendi direito a referência... Abração!
Thiago Camelo · Rio de Janeiro (RJ) · 30/6/2008 12:54 
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Thiago, essa história do mendigo ficou no vácuo pois não falei nada da virada, que vergonha.
Mas durante o show do Miele lá, um mendigo ficou conversando com ele até o Miele cansar e mandar os seguranças arrastarem o cara. No Motomix um mendigo se apaixonou pela vocalista do SPMoon e ela correspondeu com beijos e gestos. Uma atração à parte.
Fernando Mafra · São Paulo (SP) · 1/7/2008 00:11 
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Tomara que se use mesmo como referência!
Mi [de Camila] Cortielha · Belo Horizonte (MG) · 2/7/2008 10:40 
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Publicado

clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 3/7/2008 14:01 
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