Mudar qualquer coisa não costuma ser fácil. Comportamentos e hábitos repetidos anos a fio, mais ainda.
Mas a mudança de comportamento citada é o que o Movimento Música Curitibana está tentando provocar nas pessoas e na cena musical local.
Provocante e envolvente são duas boas palavras para designar o Movimento. Provocar o pensamento, fazer refletir, e a partir dessa reflexão provocar a ação, a mudança, o movimento, a quebra do padrão.
E envolver com a sinceridade e a verdade que o trabalho dos participantes tem conseguido passar.
Parece que os próprios músicos muitas vezes não sabem como trabalhar suas carreiras, administrá-las, plantar e colher. Muitos deles não sabem se organizar, ou acham que não precisam se preocupar com isso, e acabam ficando naquele amadorismo que os impede de crescer na profissão e mantém na cabeça das pessoas aquela idéia de que trabalhar com arte não é trabalho, é hobby. A idéia de que “tocar não é emprego”.
Alvaro Jr., principal responsável pelo Movimento, tem procurado mostrar que as coisas podem e precisam ser diferentes, para que o trabalho de tantas bandas seja reconhecido como arte, como o que realmente é. Um fruto de criatividade, sensibilidade, empenho, horas de dedicação.
Ele acredita que a busca pelo reconhecimento deve ser integrada, que essas pessoas precisam estar unidas trabalhando e representando sua vontade de crescer com música, e quebrando o tal amadorismo da cena local. Mostrando aos músicos que não se pode levar as coisas no jogo de cintura, e mostrando às pessoas o comprometimento e a paixão com que eles trabalham na sua arte. Como quem esculpe uma peça, buscando o melhor.
O Movimento Música Curitibana quer atingir por todos os lados. “Trata-se de uma união que ataca através da imagem, conceitos, símbolos, ícones e sinais que farão nossas vozes serem ouvidas, vistas e lembradas. Queremos mostrar que Curitiba possui nichos musicais evoluídos e que podem receber investimentos para que gerem frutos não só financeiros mas também sociais, já que a capital desenvolve música cultural e com conteúdo, fugindo assim de padrões baixos, composições dirigidas. E fazer com que seja criado um mercado mais forte, secundário, mas não de menor qualidade. Um mercado paralelo que pode ser representado por nós, músicos, estando entre a lacuna da independência total e do estrelato que produz ao invés de arte, artesanato. Esta combinação é fatal e certeira. As produções e os músicos dessa década andam robotizados, coisa que inibe a verdadeira expressão. Músico/banda virou algo inventado por empresários e patrocinadores. Estes pouco opinam sobre resultados. Essa cultura 'chula' promove estrofes e refrões fáceis. Vamos procurar interferir na sociedade de forma inteligente como uma nova ‘Geração Coca-Cola’, como uma nova safra, uma nova garrafa”, diz Alvaro.
A organização, o empenho, o trabalho árduo no projeto e a paixão dos participantes já têm trazido bons frutos.
A mudança de comportamento começou.
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Saiba mais: http://www.movimentomusicacuritibana.com.br
Pessoal, aguardo os comentários de vocês.
Daniela Araújo · Santana de Parnaíba, SP 18/4/2006 22:02
Oi.
Eu gostei muito.
A musica curitibana é muito boa mesmo e mereçe ser divulgada.
=)
Beijos.
oi Daniela: estou realmente impressionado com a capacidade de organização dos músicos curitibanos e da quantidade de música boa daí de Curitiba disponibilizada aqui no Overmundo. Parabéns para vocês todos!
Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 19/4/2006 03:38
It´s my little hunny!!
Tá ótimo o texto Dany! Que orgulho de você!!
Que bom seria se todas as cidades se organizassem pra divulgar e fortalecer suas produções, como o pessoal de Curitiba tá fazendo, né?
Naty, minha flor, que bom que vc gostou... eu é que sou toda orgulhosa de vc.
Hermano, a organização e a paixão do pessoal também me impressionou.
Ci, tomara que a música curitibana seja mesmo bastante espalhada por aí, né?
daniela, o que vc acha do pessoal do bonde do rolê aí de curitiba, que mistura rock com funk carioca?
toru · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2006 00:45
Toru, acho que eles tiram uma onda e o pessoal compra a idéia.
Muito legal saber dessas coisas! A matéria ficaria ainda mais completa se citasse os grupos, bandas e artistas envolvidos e alguns acontecimentos, eventos e ações efetivas que caracterizassem ainda mais o assunto como um movimento de fato. No mais está ótimo!
Alessandro Martins · Curitiba, PR 20/4/2006 13:15
Excelente texto!
Curitiba possue grandes bandas, que também merece espaço na mídia.
Adorei esse texo e a iniciativa de ajudar as pessoas.
O texto esta duper bem escrito. PARABÉNS!!!
" SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ, QUE MARAVILHA VIVER!!! "
Dany, acho o máximo a sua empolgação em tentar ajudar as pessoas. Você começa e vai até o fim, isso é ótimoooo!!!
Isso aí pessoal! Música curitibana em primeiro lugar! A Reles é apenas a abertura da porta que vai colocar várias bandas no cenário nacional!
Alan Head · Curitiba, PR 23/4/2006 14:07
O Movimento é um primeiro passo na solidificação de um identidade cultural daqual nós paranaenses possamos ( tal e aul gaúchos e baianos ) nos orgulhar, " exportando cultura para o mundo. Envolve muito trabalho e ua postura artística séria e comprometida com a qualidade e acima de tudo com a sinceridade. Valu Álvaro, valeu Dany, valeu Black Maria, Sexofone, Terminal Guadalupe, Mariatchis, Anacrônica, Dr. Smith, Trivolve, Extromodos, Syd Vinicius, Relespublica, e tantas outras bandas que integram o movimento.
Abraço e força sempre dos Rockbrothers !!!
Tenho dois comentários...
Primeiro o texto, foi perfeito... expressa bem tudo que se pretende com o movimento.
Segundo o proprio movimento. Quer coisa mais gostosa que boa musica e cultura?
Parabens a todos vocês e sucesso!
Ótimo texto!
Incrível como Curitiba está se organizando, merece ser exemplo pro país todo!
Puxa...com a colaboração de vcs estamos conseguindo começar a disputar espaço cultural na cabeça das pessoas.
Aqui em Curitiba muita gente está contra, infelizmente.
Algumas coisas não entendo.
Dany - Obrigado.
Alvaro, ninguém precisa se importar com esses "do contra" que não tem conteúdo.
Você sabe por que eles estão falando mal?
Pois é, nem eles sabem.
Se pedirmos motivos concretos, eles não têm, e você sabe disso. É gente recalcada, que gosta de falar mal do que não conhece pra atrair atenção sobre si.
Comentários infantis, sem base. Claro que incomoda, ficar trabalhando tanto numa coisa bacana e uns cinco idiotas aparecerem atacando pedras.
Mas eles não vão acrescentar nada, nem ao movimento nem a eles mesmos.
Ignoremos. :)
Estamos na beirada de um precipício, em que a queda leva ao paraíso. Para conseguir a proeza, temos uma idéia (que já estamos levando adiante): todos os músicos de Curitiba, pelo menos os verdadeiros undergrounds, farão uma única banda. 30 guitarras, 15 baterias e assim por diante. A liberação da arte como arte, sem medo, sem estrelismo. uma diversão a céu aberto. Uma união humana, não somente musical. Um dia...um dia...grandes jams, grandes jams...o circuito está fechado, basta darmos um curto circuito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
índios eletrônicos · Curitiba, PR 24/4/2006 22:47Tb penso como vcs...Gostaria muito de ser reconhecido...e ñ + um q sabe cantar direitinho...afinado e tira entre 8 e 10 no videokê...me considero músico...e digo a mt q quero seguir no ramo, apesar de estar cursando Informática - técnica na Fundação Bradesco - RJ...pertenço ao coral da escola...mas almejo + do q isso...penso GRANDE!!! Como mts tb deveriam pensar...bom...pelo menos pra mim...música é VIDA e aminha pertence a ela...vcs um dia ouviram falar sim no meu nome Gustavo Gomes da Silva. Vlw...galera...e parábens pela iniciativa do grupo de estar divulgando seu trebalho e proposta...boa sorte...Fui.
Gus · Rio de Janeiro, RJ 25/4/2006 22:25
Dani, primeiramente quero parabenizá-la pelo texto, muito bom. Em segundo lugar quero dizer q estou bem feliz pelo reconhecimento seu e de algumas pessoas com relação à música curitibana. Porém, ainda precisamos comunicar à maioria da população da nossa cidade que existe música boa por aqui. O povo não sabe, e por isso valoriza o que vem de fora. Mas como é uma mudança de comportamento, as coisas não acontecem do dia pra noite. É uma questão de tempo, trabalho e conscientização, até mesmo dos músicos, que precisam se unir mais.
A sementinha foi lançada. Agora é trabalhar a idéia. Valeu Álvaro
Mônica Bezerra - Trivolve
Daniela, muito legal teu texto, tomara Deus que os músicos de todos os estados brasileiros pensassem assim... Eu gostaria de fazer um comentário especialmente sobre uma frase do texto que diz "(...) As produções e os músicos dessa década andam robotizados, coisa que inibe a verdadeira expressão. Músico/banda virou algo inventado por empresários e patrocinadores."
Na verdade eu penso que os tempos em que vivemos são um tanto quanto distintos dos que temos como referência. Hoje em dia as pessoas que não sabem exatamente o que querem da vida (e são muitas) estão optando por carreiras de enfermagem, medicina, engenharia, advocacia... e música! Nós, artistas das diversas artes, deixamos de ser uma espécie encastelada e passamos a nos misturar com a turba, e isso tem trazido resultados danosos, pois não sabemos ainda como lidar com isso.
Tenho certeza de que o Movimento Música Curitibana é um grande passo neste sentido, trazendo conscientização, consciência de classe e auto-respeito a esta galera boa de Curitiba. Parabéns a todos vocês que fazem parte do movimento, espero um dia poder imitá-los.
Um abraço,
que delicia saber dessas coisas na minha cidade.
Luke, essa foto é no corssroads, não é não? hehe
Abraços
daniela, sobre a cow parade confira aqui os recusados: http://www.sintomnizado.com.br/cowtadinhos
tita blister · Curitiba, PR 17/12/2006 23:28Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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