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Mundão Véio sem Porteira

Divulgação / Todos os direitos reservados
Capa do disco com a trilha sonora de `Salutos`, filme de Walt Disney.
1
Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ
15/2/2007 · 87 · 40
 

MUNDÃO VÉIO SEM PORTEIRA
Xenofobia e sexo dos anjos

“...obviamente o Overmundo não advoga um nacionalismo retrógrado e isolacionista, nem é contra - por exemplo - debates mais estritamente políticos ou sobre a produção cultural internacional”

Hermano Vianna- Observatório do Overmundo - 4/2/2007 18:49


Começou assim, com esta defesa algo enfática no Overmundo diante de alguma inusitada acusação de xenofobia. A conversa no Observatório do site, ainda restrita a alguns poucos adeptos da discussão, escorregou naturalmente para temas afins entre os quais, a esta altura de uma conversa que promete ser longa, dois se destacam: A já mui citada Xenofobia e o que poderíamos chamar de Xenomania, palavra improvisada para um tema que não ousa dizer seu nome, evitado como uma espécie de tabu e que aparece ainda cifrado na maioria das conversas sobre cultura brasileira: A aculturação.

A conversa no fórum anda bem, mas há sempre o risco de se mergulhar naquela velha discussão de 1922: Tupi or not Tupi? Seria o velho maniqueísmo simplista de sempre, querendo dar as caras? Estaríamos mesmo divididos entre os que são, de um lado, supostamente ingênuos defensores da pureza imaculada do folklore nacional e, de outro, aqueles moderninhos que consideram tudo na cultura brasileira lixo subdesenvolvido, que o Brasil precisa mesmo é de um up grade, um bom banho de civilização primeiro mundista? Menos! Menos! É preciso urgentemente relativizar, rapaziada!

É para ajudar a desarmar esta triste arapuca que mando este meu franco e emocionado post.

Posso começar dizendo que aquele papo antigo de 'união entre três raças tristes', sugerido num dos comentários do fórum, precisa ser definitivamente superado. O que ocorreu aqui, no Brasil, não foi exatamente um congraçamento harmônico e feliz entre índios, africanos, europeus, árabes e outras galeras. Temos agora mesmo no Rio de Janeiro, comunidades inteiras sendo enclausuradas em guetos urbanos, dominados por 'milícias'. Houve na nossa história a submissão pela força bruta e o seqüestro de populações inteiras, massacres bárbaros; houve o exílio de muitos dos que vieram para cá em fuga de conflitos externos, do mesmo modo bárbaros (vieram também uns em maior número do que outros, o que é um fator crucial para se configurar a Cultura de um lugar).

De esquisito mesmo só o fato deste caldeirão fervente, esta quizumba sem tamanho, ter dado num país tão culturalmente integrado quanto é o Brasil. Seriam os bons frutos da diversidade?

..."É um país onde as crianças gostam de anime e jogam Playstation, ouvem samba e música eletrônica, comem mandioca e sushi no mesmo dia, e assistem programas estadunidenses na TV a cabo"

Polemizando com o mesmo comentário do observatório (citado acima), enfatizo que, infelizmente, esta é a realidade de uma ínfima minoria de nossas crianças (aliás, o comentário toca num ponto crucial à nossa discussão quando define o perfil do que seria a criança padrão do Brasil: aquelas que comem sushi e tem TV à cabo). Mesmo que não tenha sido exatamente isto o que se tenha querido dizer, acho que faria muito bem ao Overmundo manter este aspecto do papo na roda, sem omiti-lo (como seria de melhor tom à proverbial cordialidade aparente de nossas relações sociais). Por que não?

Se bem lembrarmos, plena de hipocrisia, a prática da Xenofobia sempre serviu mesmo foi como pretexto para justificar insidiosas manobras anti-democráticas. Remember a função espúria desta prática no contexto do Nacional Socialismo alemão da década de 40, do Estado Novo Getulista, da Revolução Cultural de Mao Tse Tung e por aí vai.

Mas não se esqueçam porém de buscar a mesma hipocrisia – mais contida e melhor camuflada mas, também ali, presente - por exemplo, na intensa campanha feita pelo congresso norte americano nesta mesma década de 40 (pré segunda guerra mundial) quando, apavorados com a suposta influência das idéias alemãs sobre o governo Getúlio Vargas, os congressistas 'yanques' instituíram a chamada 'Política de boa vizinhança', caracterizada, no campo da cultura, pelo envio de missões culturais ao Brasil e pela arregimentação de intelectuais brasileiros como adeptos, eventualmente interessados em difundir os ideais do 'American Way of live' por estas bandas. Mui amigos.

Não seriam Ary Barroso, Carmem Miranda (disseram na época que ela voltou americanizada), Zé Carioca, e outros bambas, de algum modo, signos desta suposta Xenomania insuflada por interesses geopolíticos na alma de tantos artistas destes nossos Estados Unidos do Brasil?

Mas precisamos sempre relativizar porque foram muitas as vantagens que obtivemos desta troca de interesses. Sem muito esforço poderíamos citar por exemplo, as jóias da pesquisa etnomusicológica que nos legaram esta 'política da boa vizinhança'. Já se falou aqui neste Overmundo: Luiz Heitor Correa de Azevedo, nosso grande etnólogo realizou com apoio norte-americano um inestimável registro da música do Brasil mais profundo. No mesmo âmbito diplomático a época é também da viagem do maestro Leopold Stokowski (autor das trilhas sonoras para Walt Disney, pai do Zé Carioca) que, auxiliado por Villa Lobos e Ernesto dos Santos, o nosso Donga, fez exatamente em 1940, um antológico registro da obra de Pixinguinha, do mesmo Donga, de Cartola e outros, no navio-estúdio U.S. Uruguay, ancorado no porto do Rio (o disco é o 'Native Dance' da Colúmbia records e a história pode ser lida por inteiro em http://daniv.blogspot.com).E o que dizer da suposta e propalada adesão do mesmo Heitor Villa Lobos aos ideais pró nazistas do Estado Novo? Xenomaníaco entreguista? Xenófobo nacionalista? Ah... qual o quê.

Por tudo isto, acho que definir a cultura característica de um país não é uma tarefa tão difícil assim, mesmo com a velocidade absurda das mídias de hoje (um pretexto tipicamente 'xenomaníaco'). Os processos são, limitadamente, humanos e logo, muito recorrentes. O Espaço, o âmbito das trocas culturais é sempre este nosso velho e alquebrado mundo. O que muda é o Tempo. Agora é a internet, os quase instantâneos downloads de arquivos MP3, antes eram os livros e as partituras chegadas, meses e meses depois de enviadas, num navio.

O fato é que, de um modo ou de outro, inevitavelmente, a 'Polska' e o 'Shotisches' (como o Funk, como Drum'n bass e sabe-se lá o que mais) chegariam ao Brasil. De um modo ou de outro, a classe musical local predominante (naquela época músicos negros, com fortes 'vícios' e maneirismos étnicos fruto de sua origem africana) chamariam a coisa de 'Polka' e a tocariam um pouco diferente do que as partituras indicavam, acabando por criar (meio 'sem querer querendo') esta coisa tão brasileira que a gente chama hoje de Chorinho. O 'Mundão véio sem porteira' era e talvez seja – queira Deus - sempre assim.

Agora, de uma coisa acho que não é bom a gente fugir: estes processos culturais são muito interativos. Não são espontâneos, automáticos, harmônicos. Fazer cultura estrangeira no Brasil é uma coisa. Fazer cultura brasileira a partir das influências externas que nos cheguem, seja lá de onde for, é outra coisa bem diferente (esta foi meio Mariodeandradiana, sacaram?).

Cultura nacional sem xenofobia pode ter a ver com Personalidade, Orgulho, Identidade, sem ignorância. Além disso, Cultura é um produto de muito valor financeiro no mercado mundial. Significando (como disse aqui outro dia a nossa Ilhandarilha) divisas, grana, distribuição de renda, emprego, além da felicidade geral da nação. Definitivamente, não seria inteligente portanto entregar o ouro assim, de mão beijada, para o 'bandido'. Controlemos, batalhemos por regras e leis, coloquemos rédeas nesta coisa.

No entanto, se recomenda cuidado. O melhor de nossa cultura pode acabar mesmo é sendo escrito por linhas tortas.

Para finalizar, e enfatizando a proposta de Diversidade no Overmundo, considero que estas questões estão ligadas sim, diretamente, à liberdade de expressão, ao acesso à informação, ao direito de difundi-la, transformá-la, ao fim de certo tempo, numa coisa de algum modo parecida com a matriz que nos chegou um dia no interior de um navio ou de uma navegada na internet, mas como coisa nossa – do maior número de pessoas possível - na mais completa acepção da palavra.

Quanto mais amplamente forem garantidos estes direitos, mais bacana, original e brasileiro - e universal - será este nosso Overmundo, não acham?

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Spírito Santo
 

Gostei.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 11/2/2007 22:07
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Spírito Santo
 

Não consigo editar (ou completar) a legenda da foto com o seguinte texto: 'Capa do disco com a trilha sonora de 'Salutos', filme de Walt Disney'. Já tentei várias evzes e a página não é salva. Alguma alma boa corrija isto aí pra mim, por favor.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 11/2/2007 22:14
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Spírito Santo
 

Consegui editar! E o nome do filme é 'Saludos', é claro.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 12/2/2007 09:06
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Egeu Laus
 

Uma pergunta Spirito Santo: o disco e' "10 polegadas"?

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 12/2/2007 09:32
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Spírito Santo
 

Não sei Egeu. Imagina! Se você não sabe que dirá eu.
Pode ser. O certo é que, logo depois da vinda do Stokowski, a relação dos gringos conosco esquentou, o Ary foi trabalhar com o Disney, Carmem Miranda já na fita, etc. (o Zé Carioca foi baseado inclusive num dos músicos da Carmem).
Se o formato dessa mídia, no início da década de 40 tiver sido este...

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 12/2/2007 09:52
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Spírito Santo
 

Egeu,
(em tempo)
No blog da Daniella Thompson que eu linkei tem uma citação a você. Já viu?

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 12/2/2007 11:12
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Egeu Laus
 

Sim, sim. Conheci-a há alguns anos atrás numa roda de choro em Acari!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 12/2/2007 12:35
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Ilhandarilha
 

Gostaria de colocar aqui o link de uma conversa sobre mais ou menos isso : http://www.overmundo.com.br/forum/cultura-como-lei. Pode ser?

Ilhandarilha · Vitória, ES 12/2/2007 12:50
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Ilhandarilha
 

Em tempo: legal vc colocar essa capa Disney. Semana passada coloquei no meu orkut a abertura do filme, ao som de Aquarela do Brasil, que acho genial. Fiquei pensando porque coloquei aquele vídeo e acho que conclui que ele é bem representativo da nossa antropofagia nacional. Quem é que pode dizer ai que o Pato Donald cantando com Carmem Miranda não faz parte do imaginário nacional?

Ilhandarilha · Vitória, ES 12/2/2007 12:55
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Spírito Santo
 

Mesmo sem a Carmem, Ilha. Mesmo sem ela o Donald é uma das lembranças mais caras da minha infância. lembrança de gibi, bem entendido porque, quando ouvi a horrível voz que deram pra ele na TV, quase chorei de raiva. Sim,sim. Pato Donald também é cultura nacional, Cuac!!!

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 12/2/2007 21:29
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Egeu Laus
 

Ilhandarilha,O link cultura como lei ta' quebrado. Tens outra forma de chegar ao texto? Abraço!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 12/2/2007 23:24
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Ilhandarilha
 

Não é um texto, Egeu. É uma conversa sobre cultura e legislação. Ou como garantir a veiculação da produção local. Está em conversas sobre cultura, post Cultura como Lei. Não sei o que houve com o link.

Ilhandarilha · Vitória, ES 13/2/2007 09:36
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Egeu Laus
 

Ja' entendi o problema do link Ilha. Voce linkou no endereco o PONTO FINAL
Pelo jeito na internet "pingo e' mais do que letra..."

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 13/2/2007 13:41
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Ilhandarilha
 

Hehehe! Vou tentar novamente aqui.

Ilhandarilha · Vitória, ES 13/2/2007 13:44
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Hermano Vianna
 

o problema do link: o ponto final foi para dentro do endereço e as máquinas se confundem com isso - elas não têm o jogo de cintura dos seres humanos (que "interpretam" leis de acordo com contextos...)- para o bem e para o mal - rsrsrsrsrsrs

o link sem o ponto:

http://www.overmundo.com.br/forum/cultura-como-lei

Spirito Santo: o texto está muito bem no Overblog - não tem problema ele continuar aqui não, é claro - mas acho que devemos tomar cuidado para concentrar as conversas sobre o Overmundo no Observatório - olha aqui um outro texto bem bacana sobre o Overmundo no Overblog - está virando tendência...

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 13/2/2007 13:52
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Spírito Santo
 

41 votos. Esta foi por pouco!

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 15/2/2007 21:08
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Kuja
 

Válida a reflexão. Cultura é, de acordo com o antropólogo Sahlins, um dos conceitos mais difíceis de definir. Também fiz uma recente reflexão, que está na fila de edição por enquanto. Chama-se "Cultura Supranacional". Eu proponho algo mais radical: encarar a cultura como um repositório de sabedoria universal alocado numa instância mítica, longe dos incertos humores nacionalistas. É meio doidivanas, mas é essa a minha proposta. Espero receber críticas da ala mais politizada.

Kuja · São Paulo, SP 16/2/2007 17:12
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Kuja
 

Hermano: não consigo acessar esse link: http://www.overmundo.com.br/overblog/ja-somos-bilhoes

Kuja · São Paulo, SP 16/2/2007 17:14
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Hermano Vianna
 

desculpa: aqui vai o link certo:

http://www.overmundo.com.br/overblog/ja-somos-overbilhoes

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 16/2/2007 17:59
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Kuja
 

Obrigado, Hermano!
Sobre essa discussão sobre visibilidade no Overmundo, lembro do jornalista esportivo José Trajano, que tem um programa na ESPN que vai ao ar toda terça-feira, às 10:00 da manhã; ele brinca que o instituo que aufere a audiência detectou que o programa dele tem 0 (zero!) de audiência. Ele chama seus espectadores de "fantasmas"... Que lindo alguém não dar bola para vitrines e ainda ter senso de auto-ironia, não?

Kuja · São Paulo, SP 16/2/2007 18:14
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Spírito Santo
 

Atenção galera! Falha nossa: O disco da Colúmbia records que registrou o encontro de artistas mobilizados por Donga e Villa Lobos chama-se, obviamente, 'Native Brazilian Music' e não 'Native Dance' como deixei escrito.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 18/2/2007 07:50
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Egeu Laus
 

Spirito,
Lembrando que os discos foram enfeixados num LP relançado pelo Museu Villa-Lobos aqui do Rio (fui no lançamento) e depois em CD.
Abraço!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 18/2/2007 10:36
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Spírito Santo
 

Que beleza! esta foi a melhor notícia. Vou dar uma busca. Você sabe onde encontro o CD (se não encontrar no Museu é claro)? É de quando o CD? A Daniella Thompson no seu blog dá uma gozada na gente, brasileiros por termos, até aquele momento, comido mosca com as matrizes gringas.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 18/2/2007 14:08
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Egeu Laus
 

O Lp se não estou enganado foi final da década de 80, vou procurar aqui em casa. O CD vou pesquisar.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 18/2/2007 15:32
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Spírito Santo
 

Daniella comeu mosca então.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 18/2/2007 15:42
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Egeu Laus
 

O Lp foi lançado em 1987 num projeto do Suetônio Valença e coordenação do Marcelo Rodolfo (não sei se ele ainda continua no Museu Villa-Lobos). Acho que você só conseguirá esse disco lá mesmo.
Abraço!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 18/2/2007 15:43
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Hermano Vianna
 

eu tenho o disco também - mas em vinil - ainda não vi o CD - abraços carnavalescos!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 18/2/2007 17:55
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Spírito Santo
 

Vou garimpar então. batalhar pelo CD, pelo vinil pelo que for. O registro é tão importante quanto todos os outros que citamos por aqui. Imagina! Cartola com um coro da Mangueira! Pixinguinha e conjunto de choro! As 'macumbas' do Zé Espinguela que talvez ninguém tenha ouvido.
'Ratos' dos sebos do mundo, uní-vos!

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 18/2/2007 18:40
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Egeu Laus
 

Lembrando que reza a lenda que foram gravadas 40 músicas e apenas 16 lançadas até hoje. Daniella Thompson pesquisou com a família de Stokowski e na Columbia Records mas não encontrou mais nada.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 18/2/2007 21:50
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Spírito Santo
 

Talvez hajam controvérsias. Entendi que ela havia localizado todas as matrizes (publicou no blog a lista de todas, as do vinil e as excedentes). A lavra está portanto aberta e vamos ao garimpo.
Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 19/2/2007 09:17
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Egeu Laus
 

Que eu saiba a lista existe, o que não existem são os outros fonogramas... (mas estou falando "de memória", posso estar enganado). Manda o link da Daniella, por favor, Spirito.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 19/2/2007 09:54
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Spírito Santo
 

O link tá no artigo postado.
Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 19/2/2007 17:56
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Spírito Santo
 

O link para ir direto ao assunto é este:
http://daniellathompson.com/Texts/Stokowski/Tesouros.htm

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 19/2/2007 18:03
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Egeu Laus
 

Spiito Santo e Hermano. veja este post pinçado de "O Malho" por sua vz pinçado do Orkut pelo Alan Romero:
"Olá amigos
Vejam um desenho de Walt Disney em homenagem ao nosso Nazareth no You Tube http://youtube.com/watch?v=aOhOLLrLEt8
Ao visitarem o Brasil, Disney e sua equipe ficaram realmente impressionados com o contagiante ritmo do samba. O supervisor de produção Norm Ferguson sugeriu que um desenho tendo o país como tema poderia fazer proveito do samba e das peças musicais brasileiras na trilha sonora. Um dos primeiros rascunhos desse desenho foi baseado na composição de Ernesto Nazareth, "Blame it on the Samba" (Apanhei-te Cavaquinho), em que Zé Carioca e Pato Donald contracenam com artistas de carne-e-osso como Carmen Miranda e Ethel Smith. Na história, ambientada no Rio de Janeiro, os dois amigos são espectadores de uma apresentação das moças. Nos bastidores, Donald fica encantado com Ethel Smith, especialmente depois de ser beijado por ela. Enquanto Zé Carioca relata ao pato sobre seu encontro numa noite romântica
com Carmen Miranda, Donald tem um sonho surrealista em que uma garota (animada) o ensina a sambar e era perseguido por uma caixa de fósforos gigante do jogo de Caxangá. O desenho acabou sendo cortado de ALÔ AMIGOS antes de entrar em produção, mas foi retomado em 1947. Ainda contando com a
participação de Ethel Smith (Carmen Miranda não estava disponível na época), o desenho ganhou nova roupagem e foi incorporado ao longa-metragem TEMPO DE MELODIA (1948)."

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2007 11:25
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Spírito Santo
 

Não recebi o link do post mas vou achar. Rapaz! Tem é coisa nesta história. vamos fuçando, vamos fuçando!

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2007 12:46
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Spírito Santo
 

Já entendi. O post é este que já está aqui acima. Vou assistir ao filme agora. Este é imperdível.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2007 12:59
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Spírito Santo
 

Assisti o vídeo, Egeu. Foi emocionante. 1947 foi ano em que eu nasci. Imagina! Tomara que todo o Overmundo assista também. É o outro lado do Brasil profundo. O lado A.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2007 13:09
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Spírito Santo
 

Assisti o vídeo, Egeu! Foi emocionante. 1947 é o ano em que nasci. Imagina!
Espero que todo o Overmundo vá assistir. É o outro lado do Brasil profundo. O lado A.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2007 13:35
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Spírito Santo
 

Tudo tem seu tempo:

Daniella Thompson, importante pesquisadora de MPB, agora mesmo, durante um debate que tivemos, acerca de um mal entendido sobre o crédito da imagem que ilustra esta matéria (ela me 'cobrava' o crédito para o seu blog, julgando que eu - que extraí a imagem do Google- tivesse extraído de seu blog, nos informa o seguinte:

..."Claro que não sou a autora da capa da partitura!
:-) Mas acontece que Ricardo Paoletti, meu
parceiro no site Ary Barroso -- Giant of
Brazilian Song, scaneou esta capa em 1997, e
nosso site foi o primeiro na Internet a publicar
a imagem.


Então aí está o crédito para o Ricardo Paoletti (e o blog da Daniella, já citado em algum lugar aí em cima.

Estou caçando agora o nome do desenhista desta capa, um ícone das relações culturais Brasil-Estados Unidos no tempo ainda da chamada 'política de boa vizinhança'.

A Danilella ( que é norte americana) agradeço aqui, como já fiz no seu e.mail.

E vamos em frente.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 13/1/2008 20:22
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Spírito Santo
 

(Daniella ainda na linha)

..."Esta imagem (que você pegou no meu site sobre Ary
Barroso, mais uma vez sem crédito) não é uma capa
de disco.


(Bem, o crédito está logo acima e o que eu afirmo ser um mal entendido - que ela não assume-, não havia como ter ocorrido de outra forma, enfim...segue Daniella, agora na íntegra:)
..."Como indiquei na página dedicada a "Aquarela do
Brasil" (http://daniellathompson.com/ary/aquarela.html),
trata-se da capa da partitura de "Brazil" editada
por Disney. O nome do filme é 'Saludos Amigos'.
Para responder à pergunta do Egeu a propósito de "Brazil":
>Uma pergunta Spirito Santo: o disco e' "10 polegadas"?
Em 1944, a Decca lançou um álbum de três discos
de 10" em 78 rpm com músicas do filme 'Saludos
Amigos'.
O álbum e sua capa estão disponíveis pra ouvir e/ou baixar aqui:
http://www.kiddierecords.com/archive/week_18.htm
'The Three Caballeros' está aqui também:
http://www.kiddierecords.com/archive/week_34.htm
Quanto a 'Native Brazilian Music', o Museu
Villa-Lobos só produziu um LP -- nunca um CD.
Para o Natal de 2000, alguns fãs americanos de
Stokowski digitaram a música e produziram 50
exemplares de um CD caseiro. Alguns anos atrás,
fiz mp3s deste CD e compartilhei com amigos no
Orkut. Daí, percorreram o mundo. Podem ser
baixados aqui:
http://sombarato.blogspot.com/2007/08/native-brazilian-music-leopold.html
A respeito das matrizes dos 17 fonogramas
lançados em 1942 e as demais oito fonogramas que
a Columbia retém mas nunca lançou, várias
tentativas -- do Brasil e da Europa -- foram
feitas nos 3-4 anos passados para negociar com a
Columbia, mas todas foram frustradas.
--
Daniella
_______
Daniella Thompson on Brazil:
The Magazine of
Brazilian Music & Culture
" target="_blank">http://daniv.blogspot.com"

Musica Brasiliensis
http://daniellathompson.com

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 15/1/2008 02:33
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