Museu da República: restauração das esculturas

Yuri Maia
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Projeto Paralelo · Rio de Janeiro, RJ
29/8/2014 · 0 · 0
 

Já estão na etapa final as obras de restauração das esculturas e rocailles que adornam os 250 metros de extensão do jardim do Museu da República, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Os trabalhos tiveram início em julho e a previsão de conclusão é novembro.

As alegorias representativas dos cinco continentes, construídas no Sec. XIX em ferro fundido pelo artista francês Mathurian Moreau, além de uma imagem em terracota de mais de dois metros de altura, foram as primeiras a ficar prontas. A equipe trabalha agora no chafariz Nascimento de Vênus, nos rocailles, e no guarda-corpo de três pontes rústicas. A restauração da gruta construída em argamassa será a última etapa.

“A restauração deste jardim significa resgatar e preservar a memória de todo um período histórico e cultural pelo qual passou, desde o sec. XIX quando foi construído, até os dias de hoje”, afirma a diretora do Museu, Magaly Cabral. Repleta de expressões culturais e influências dos períodos históricos em que atravessou, esta bela composição estava com o seu estado de preservação dramaticamente comprometido, com oxidações, perdas volumétricas nas pedras, manchas, pichações, perda de peças e desplacamento de reboco.

Com vistas à preservação do patrimônio cultural ali presente, este trabalho de restauração dos elementos escultóricos e rocailles do jardim é uma iniciativa do Museu da República em parceria com o Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV) e patrocínio da Petrobras.

Histórico: 1897. Prudente de Morais, presidente do Brasil eleito através da primeira eleição direta ao posto no país, deixa o governo por motivos de saúde. O então vice-presidente, Manuel Vitorino, assume o cargo e o governo federal adquire um belíssimo Palácio, na região do Catete, utilizando-o como a nova sede do poder executivo brasileiro. No entorno da edificação, construída em meados do sec. XIX, foi projetado um jardim com 250 metros de extensão.

Desde sua aquisição até 1960, quando foi transformado no Museu da Republica, muitos acontecimentos importantes para a história do Brasil por lá passaram. Entre eles, a declaração de guerra à Alemanha, em 1917 e ao Eixo, em 1942 ; a implantação do Cruzeiro como novo sistema
monetário nacional; a hospedagem do Cardeal Pacelli, em 1934, futuro Papa Pio XII; a morte do presidente Afonso Pena, em 1909; e o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954.

Tal importância sempre o aproximou de muitas pessoas interessadas na história do Brasil e em passear pelos jardins que o envolvem. Desde sua abertura à visitação publica, o jardim é considerado local de lazer para a população residente no entorno do palácio assim como um ponto de passagem de milhares de pessoas por dia, ligando a rua do catete à praia do Flamengo e vice-versa.

“A cidade do Rio de Janeiro vive uma atual década de ouro. Foi elevada à condição de Patrimônio da Humanidade pela Unesco vai abrigar megaeventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Com isso, este projeto torna-se uma atração cultural complementar aos visitantes, inclusive estrangeiros, completa Fernando Portella, presidente do ICCV.


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