NA EUROPA, OS LOBOS GOVERNAM E NO BRASIL, OS CARCARÁS DEVORAM A NAÇÃO
“No Velho Mundo, a chamada crise das sub-primes, ou como dizem os espanhóis, “a fraude com nome de crise”, retoma o conceito do Sul da Europa como semi-periferia”. Há algo em comum entre Espanha, Portugal e Grécia. Estes três Estados perderam quase toda capacidade de decisão soberana, condicionando a democracia a um jogo de faz de conta. A partir dos convênios e pacotes firmados junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), sob recomendação do Banco Central Europeu (BCE), restará entre pouca e nenhuma margem de manobra para cada Poder Executivo e blocos parlamentares de sustentação.
Surpreende também a desinformação. Porque, como diz John Kenneth Galbraith, “em economia à maioria sempre se equivoca”. Lá foi pior. O que houve não foi o excesso de gasto público como garantia de um patamar mínimo do Estado de Bem-Estar Social. Na Europa o sistema financeiro formal entrou na jogatina dos ativos podres da bolha imobiliária dos EUA. A contaminação de bancos de correntistas levou aos líderes europeus a convocar uma política de salvação, retirando reservas dos tesouros nacionais e aumentando o endividamento público para os maiores bancos não quebrarem. O sistema financeiro de moeda única é subordinado ao BCE, e este impõe “políticas de austeridade” como garantia de pagamento das dívidas dos Estados, mantendo assim o fluxo de dinheiro público para as empresas bancárias.
Como nos explica o economista Vincença Navarro (vnavarro.org), o alvo são os caixas estatais e sua capacidade de endividamento. Os maiores bancos da Europa causaram a “crise”, ganharam com a fraude e são os grandes interessados na imposição dos “pacotes de auxílio”. A Grécia, hoje falida e beirando uma rebelião popular, foi assessorada por um lobo a tomar conta do galinheiro. Durante o governo do partido ND, conservador, a Goldman Sachs prestou uma assessoria em operações de câmbio reverso e outros produtos heterodoxos. O desastre era inevitável e a fatura vinda do BCE e FMI foi assinada pelo PASOK, atual governo de centro-esquerda.
A desfaçatez não para aí. O próximo presidente do BCE, a tomar posse em 1o de novembro, é Mario Draghi. O ex-presidente do Banco Central da Itália também foi vice-presidente da Goldman Sachs Europa, suspeito de ser um dos responsáveis pelas operações fraudulentas de swap e maquiagem dos balanços fiscais do Estado grego, de janeiro de 2002 a janeiro de 2006. “Ou seja, como afirma a Rede ATTAC (attac.org), dessa vez os LOBOS querem o galinheiro todo.” (Bruno Lima).
No Brasil, não sabemos se vivemos ou tentamos sobreviver, neste país de corrupção.
Viver é enfrentar as múltiplas diversidades da vida; viver é ser livre mesmo quando todo mundo quer cuidar de nós.
Sou brasileiro chamado Dhiogo, de cor negra, a cor que “predomina neste país”. Tenho orgulho de ser negro.
Nasci com um propósito de vencer com fé, paz e muito amor no coração.
Não vou dividir vida com a morte.
Neste mundo de desigualdade vou lutar para conquistar o que o meu por direito.
O que há? Eu sou assim, não vou mudar!
Pois sou realista e vivo no modelo de vida antiga, pois a antiguidade faz parte do futuro e do presente.
Não importa sou brasileiro sem direitos, mas com cor negra, de pés rachados, de dentes furados, feio, mas com a vida digna. (Sou Brasileiro Dhiogo Caetano)
Na obra “Preto no Branco” podemos notar um trabalho voltado para as relações raciais no Brasil, abstraindo a influência indígena e centrando-se na euro-africana.
Partindo deste pressuposto que a ideologia racial brasileira foi elaborada por uma intelectualidade elitizada, Skidmore busca fazer uma investigação mais profunda do período que compreende entre os anos de 1870 a 1930, buscando respostas para os problemas a respeito da teoria racial como um fenômeno social que influenciou e influenciará o futuro da nação brasileira.
Assim podemos perceber que foram realizadas diversas análises a respeito de tal tema buscando justificar a teoria racial do Brasil. Vale lembrar que Thomas Skidmore trabalha as três principais escolas teóricas do pensamento racista; destacando como primeira à escola etnológico-biológica que sistematizou sua formação filosófica, a segunda foi à escola histórica que representou as mais diversas diferenças entre as raças, colocando a branca como a superior e a terceira escola se pautava no darwinismo social que defendia um processo evolutivo que definia o começo com uma única espécie.
Diversos foram os trabalhos que buscou explicar a teoria racial e as transformações dentro da sociedade brasileira a partir da mestiçagem e das relações entre brancos e negros, uma produção acadêmica que se destaca com Nelson Verneck Sodré e Dante Moreira Leite, mas Skidmore faz um trabalho intenso buscando deixar claro sua posição crítica, levando um espírito de argumentação e buscando uma definição mais “autêntica” da nacionalidade brasileira.
Neste processo de análise do Brasil não pode esquecer da hibridação muito bem trabalhado por Nestor Garcia, que nos traz proposta de repensarmos a nossa identidade a partir da hibridação. No entanto a multiplicação espetacular do conceito durante o século XX não facilita precisamente o entendimento do que realmente se trata a hibridação; porque ao longo do tempo foram criados vários significados.
Em meio aos estudos heterogêneos do termo, não podemos classificar tal, como uma dinâmica biológica, pois o sentido do conceito de hibridação nos leva a outros fatores como social, econômico e cultural um debate levantado por Marx, que se estabelece até os dias de hoje.
Mas para compreender o termo devemos notar as séries de operações, de seleções, de elementos, de diferentes épocas que são articulados pelos grupos hegemônicos, em um relato que lhe dá coerência, dramaticidade e eloqüência.
O autor nos deixa claro que a hibridação é uma fusão interamericana um processo de norte-americanização dos países latino-americanos, porém não devemos esquecer das resistências e os movimentos de rejeições existentes.
Nestor retoma a reflexão sobre a modernidade e o pós-modernismo nos países metropolitanos com fins de examinar as contradições, entre as utopias de criação autônoma da cultura e da industrialização dos mercados simbólicos, um processo de investigação histórica e sociológica referentes às culturas latino-americanas, utilizando agentes modernos para estudar as estratégias e diversos símbolos que leva a compreensão da modernidade em várias disciplinas.
O estudo das culturas heterogêneas e híbridas nos leva ao estudo de diversos sentidos da modernidade, não de simples contradições, mas de manifestações e conflitos não resolvidos.
No concernir da sociedade brasileira, viver é o ato de construir relações entre indivíduos distintos, um processo de lenta compreensão e de longa duração. É ficar quieto e permanecer calado perante a sociedade que construí normas e padrões de vida..
Construir é identificar as diferenças em meio aos processos de formações sociais que parte do progresso e do desenvolvimento de uma sociedade mais consciente e analítica.
Compreensão é a capacidade de entender as múltiplas diferenças dos grupos sociais. Os processos devem ser compreendidos como fatores de desenvolvimento da mentalidade mundial que se interligam através de uma aliança que se funde em meio a um sistema globalizar e totalizante.
Indivíduos aqueles que fazem parte de grupos que busca desenvolver ou romper com o sistema social. Sociedade é aquela que diz ser formada por sistemas que promove a organização política, social e economia.
Quem é você? Você é um personagem que faz parte do sistema globalizador, um indivíduo distinto e ao mesmo tempo igual com relação ao processo de formação social que cujo poder é eliminar aqueles que se diz contra o sistema.
Na sociedade atual não podemos querer ser, devemos praticar o dever de ser personagem em uma sociedade que se diz democrática, mas pratica o voto obrigatório.
Um país que na constituição afirma direito igual para todos os cidadãos, mas vamos analisar a realidade de cada individuo, partindo da sua própria realidade.
Na aurora da construção social devemos romper com as normas e finalmente tornamos personagens que não mais serão vistos como figurantes, mas como protagonistas que buscaram tornar a sociedade mais igualitária.
Portanto busco a voz de todos os revolucionários para gritarmos não contra a imposição social, vamos romper com o sistema que nos sufoca e cria falsas realidades; vamos cantar como os galos em um só coral pela manhã e morrer em meio á guerra, mas, no entanto provar que somos pessoas e não peças do sistema.
Muitos têm interesse em saber da nossa história. Dizem que estamos desligados e que mesmo assim eles sempre iram nós socorrer e até pedem para que tenhamos muito cuidado, pois viver neste mundo é muito perigoso e não devemos sair de casa.
Mas nós não devemos temer as construções sociais e as falsas realidades construídas pelas as grandes instituições de nosso planeta. Onde está o povo deste país?
Viver é um hábito de cada um, não importa se eles querem que sejamos de uma forma, pois nós queremos é sair deste mundo de corrupção e de desigualdade entre os homens que na constituição tem direitos iguais.
Meu Deus cadê a nação? Que país é este?
Onde esta aquele povo que luta a mais de 500 anos, pelo seu espaço, pela sua vida como individuo dentro do processo social. Onde estão eles? Eles são considerados cidadãos?
Quando analisamos o processo histórico notamos que o Índio é esquecido; permanecendo nas bases subterrâneas do mundo contemporâneo, uma concepção trabalhada por José Murilo de Carvalho em sua obra “Os Bestializados”. Ao falar de Índio nós estamos falando de seres humanos, não de animais irracionais. Eles pensam, buscam, falam e tem uma história para contar.
Devemos ver com outros olhos aqueles que contribuíram com disse Gilberto Freire para a formação e estruturação do Brasil de hoje.
Na aurora desta longa história de processos contínuos torna-se visível as características socioculturais dos diferentes povos formados dentro da sociedade brasileira sob a ótica do relativismo, valorizando a questão da mestiçagem, que antes era depreciada e que em muitos momentos negou a contribuição do Índio nas relações sociais de ontem e de hoje.
Os Índios além de povos das florestas, são seres humanos que tem por direito a cidadania.
Mas onde estão eles?
Vamos colocar um basta nas mazelas preconceituosas que aqui sobre este solo se fecundaram.
O negro ou branco, homossexual ou heterossexual, pobre ou rico, político ou não, nordestino ou carioca, todos nosso somos CIDADÃOS brasileiros.
Que país é este?
Aqui não têm responsáveis, não tem igualdade, não tem um verdadeiro representante do povo. Mas em contra ponto temos pessoas responsáveis pela corrupção, pelo abuso de poder e pelo autoritarismo que tornou algo natural na sociedade atual.
Somos quem podemos ser? Pra ser sincero é visível que não somos seres humanos; hoje nós somos números, cartões, dinheiro e rótulos.
Todos querem cuidar de nós, mais nós queremos caí e assim poder ver com clareza a verdade disfarçada em meio à ideias pragmáticas que foram construídas ao longo dos séculos e da história da humanidade.
Muitos vão dizer que estamos errados e que viver é muito perigo, eles vão perguntar se levamos muitas pancadas e sempre terá um no poder que construirá um teatro para ouvir nossos problemas e assim promovendo uma falsa ajuda.
Porém, tais poderosos devem ficar ciente que nós não estamos tristes e sim revoltados com a mídia, com os governantes e queremos deixar claro que temos a nossa própria vontade, pois vivemos em um país que se diz democrata; mas que é dominado por “CARCARÁS, um bicho malvado que pega, mata e come”.
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