Introdução:
A primeira vez que ouvi o Carlos Rubem (Bill) falar na Lagoa do Fidalgo foi quando entregamos ao Governador Wellington Dias, uma carta aberta, em nome da Fundação Nogueira Tapety – FNT e outras instituições locais, pedindo a abertura de um centro cultural do BNB no Sobrado Major Selemérico que, restaurado há mais de um ano, ainda se encontra, lamentavelmente, fechado. Na conversa, Bill referiu-se de passagem à Lagoa – situada no hoje município de São Miguel do Fidalgo, terra onde viveu o governador e onde ainda reside grande parte de sua família, mãe inclusive – porque havia se entusiasmado com uma correspondência enviada pelo então prefeito de Oeiras, Coronel Orlando de Carvalho que, já em 1943, indicava, ao governo do Estado Novo, aquela Lagoa como uma promissora atração turística. Conforme Bill me relatou, posteriormente (eu não estava presente na hora), Wellington se mostrou bastante interessado no assunto tendo, inclusive, dito a ele que encomendara, tempos atrás, a um profissional da área de Turismo, um projeto para a edificação de um balneário naquela localidade.
O Projeto Banco de Areia
Tendo entrado em contato, por e-mail, com Enéas Barros, o Consultor de Turismo e Coordenador do Curso de Turismo da “Associação de Ensino Superior do Piauí – AESPI, entre outras atividades profissionais, obtivemos dele uma cópia do Projeto intitulado “Banco de Areia, uma intervenção do governo do Piauí em São Miguel do Fidalgo” (Para quem não sabe, a localidade que deu origem a São Miguel do Fidalgo era conhecida como “Banco de Areia”). Este trabalho tornou-se minha companhia obrigatória às vésperas da viagem que empreendemos à região. Ele me ajudou muito a enxergar, por outros diversos ângulos, a complexa questão da criação de um pólo turístico (Balneário) na Lagoa do Fidalgo, Voltarei a falar no assunto.
A Viagem
Durante o 5º Festival de Inverno de Pedro II (maio/2008), Bill voltou a falar no assunto, desta vez com o Secretário de Turismo do Piauí, Sílvio Leite. Chegamos, até, a marcar uma data, o dia 20 de junho, para – juntamente com o Secretário – fazermos uma visita à região. Alegando compromissos de última hora, o Sílvio não pôde vir no dia 20 e nós acabamos decidindo ir, apenas Bill e eu, (muito bem) acompanhados pela esfuziante fotógrafa Lúcia Vanda, na última quinta-feira, dia 26 de junho de 2008.
Por volta das 15h30min partimos na direção de Colônia do Piauí, na PI 143, estrada que liga Oeiras a Simplício Mendes a qual percorremos até o km 40, quando entramos em uma estrada de piçarra que nos levaria a São Miguel do Fidalgo, 46 km depois.
A estrada estadual, ao menos nesse trecho, já viveu dias melhores e não faz muito tempo. Já tem gente chamando-a de “paisagem lunar” tantas e tão grandes são as crateras que ostenta. A piçarra, recém colocada, estava bem menos ruim e pudemos chegar ao nosso destino, sãos e salvos, por volta das 18h.
Apesar de termos sido convidados para nos hospedarmos em casa da prefeita Sianena (Maria Salomé da Silva Cronemberger) nossa intenção inicial era ficar no “Hotel Barroso”, eufemismo utilizado para qualificar uma pequena casa de cômodos que – pasmem! – encontrava-se com sua lotação esgotada (pelo que entendi, de três quartos, dois são ocupados por pensionistas fixos e o terceiro a dona não tinha certeza, até aquela hora, se seria desocupado ou não nesse dia. A solução, aliás extremamente agradável, foi aceitarmos a hospitalidade da Sianena. E que hospitalidade! Mesmo com sua convenção eleitoral marcada para dali a dois dias, tanto a Sianena, as moças que trabalham com ela como seu filho Paulo, pai “fresco” de um lindo bebê de dois meses não mediram esforços para que nos sentíssemos em casa.
A nota dissonante – entoada em altíssimos decibéis – veio de uma pequena casa pela qual passamos e Bill entendeu de informar-se com os moradores a respeito de onde seria dançada uma quadrilha da terceira idade. De dentro da casa surgiu uma mulher, que, a plenos pulmões, gritou, com um vozeirão apavorante: – O QUE É QUE VOCÊS QUEREM? Fosse homem e eu temeria por nossa integridade física, mas, sendo uma mulher, que depois nos contou, era setuagenária, a gente conseguiu acalmá-la e eu até a convidei para dançar quadrilha comigo. Não aceitou!
Passado o susto, e conformados com o fato de que a quadrilha já tinha sido realizada, dirigimo-nos a um simpático bar onde nos encontramos com uma figuraça chamada Galego de Zeca do Jeep. O pai do Galego, em sua época, possuía o único jeep da cidade, daí o apelido. Foi neste bar que fizemos as tratativas para a visita à Lagoa que seria efetivada, por nós, nas primeiras horas da manhã do dia seguinte.
O Passeio na Lagoa
Como não havia nenhum barco a motor disponível, tivemos de nos conformar com uma canoa a remo. Quando chegamos no local combinado, por volta de seis e meia, o canoeiro contratado já nos esperava, segundo disse, há um bom tempo. Ele nos explicou que, a partir das 7h30min da manhã, o vento começa a soprar, formando o que eles chamam de Maretas, com o encarpelamento das águas e conseqüente dificuldade de remar contra a maré, isto é, que teríamos pouco mais de uma hora para um passeio seguro. Apesar do meu medo, e dos meus 120 kg, resolvi encarar a viagem. Não me arrependi.
A Lagoa, um verdadeiro mar de água, é de uma beleza difícil de descrever e pudemos flagrar inúmeros e belíssimos pássaros, principalmente garças e mergulhões, mas também marrecos e outros menores. A vegetação no entorno também confere a ela uma beleza sertânica que nos arrebata e faz a festa da fotógrafa .Flores multicoloridas, carnaúbas, paus retorcidos; cada menor detalhe não escapa das lentes da exigente coletora de imagens. De repente, a revoada de um bando de marrecos. Esse “Mar” em pleno Sertão possibilita a prática de inúmeros esportes aquáticos como o windsurf, esqui aquático, caiaque, canoagem e muitos outros que a ignorância não me permite declinar. No caminho encontramos dois barcos de pescadores cuja pesca não fôra muito proveitosa: piranhas em quantidade e um filhote de surubim que a nossa amiga cearense (que tem nos peixes a sua refeição preferida) fez questão de fotografar em close. Nessa hora e meia navegando, percorremos cerca de dez km entre a ida e a volta e nem chegamos perto do local onde ela ostenta o maior diâmetro, que fica defronte ao “Bar do Luís”.
O “Balneário” ou “Bar do Luís”
Depois da aventura, bem sucedida, na Lagoa do Fidalgo, resolvemos ir, de carro, conhecer o “Bar do Luís”. Segundo informações, também era um restaurante que servia os mais variados tipos de comidas, especialmente peixes.
Como nos perdemos, acabamos chegando a um povoado denominado “Fonte de Fátima” e, lá,“contratamos” duas jovens para nos indicarem o caminho. As nossas “guias”, no entanto, por simpáticas e solidárias que fossem (e eram), demonstraram-se totalmente incompetentes na tarefa de nos fazerem chegar no local. Voltas e mais voltas foram dadas até que, finalmente, com a ajuda de um motoqueiro, conseguimos chegar. Este “passeio”, dado à nossa revelia, possibilitou-nos avaliar que inúmeros esportes radicais com a moutain bike e diversos rallys podem ser, perfeitamente, praticados na região. Propiciou-nos, também, a captação de belas imagens de um vaqueiro vestido a caráter, de criações diversas, de paredões de pedra, em tudo semelhantes aos da região de São Raimundo Nonato e da uma rica vegetação típica dos Sertões de Dentro do Piauí.
Ao chegarmos, no entanto, ao mesmo tempo em que nos extasiávamos com a paisagem paradisíaca, encontramos – suprema decepção – o local fechado e trancado com cadeados desde o portão externo. Foi aí que o Promotor de Justiça, Carlos Rubem (Bill) cometeu o primeiro ato delituoso em toda a sua Santa Vida. Quem conhece o Bill sabe que ele não é homem para se conformar, sem luta, a condições adversas. Alguns minutos depois, incentivado por mim e pela Lúcia Vanda lá estava ele estourando, com uma chave de rodas, o cadeado do portão: não perderíamos a viagem, estávamos, por assim dizer, no quintal da propriedade. Ainda não se tratava da conquista definitiva, mas já nos encontrávamos no perímetro do local que almejávamos ocupar. Se, de direito, o promotor cometia, nesse momento, um ato delituoso, de fato nada havia de criminoso sendo praticado ali! Faltava, é claro, de nossa parte, qualquer intenção de roubar ou prejudicar a livre fruição da propriedade de outrem, como bem nos explicou o Bill.
Relutamos, no entanto, em dar um segundo passo natural, que seria estourar o cadeado que abriria as portas do Bar propriamente dito, inclusive porque, para chegar ao seu interior, bastava uma pessoa pular um muro não muito alto (o bar se abre para um pátio interno). Instamos uma das nossas “guias”, a Francinete, a pular a cerca e nos provisionar de cervejas e de uma garrafa inteira de Campari, visto que ela não encontrou nem um celular de Mangueira, minha bebida preferida, dentro do bar. A moça nos informou, também, da existência de uma certa quantidade de peixes congelados, e nós decidimos que faríamos uma refeição ali mesmo. Foi aí que aconteceu de tomarmos um susto: quando ligou o fogão, este começou, literalmente, a pegar fogo e a Francinete correu, toda espavorida, para nos avisar. Foi aí que, já sem cometer nenhum vestígio de delito, por ser evidente o motivo de “força maior” ou perigo iminente, o nosso promotor-herói (Búfalo) Bill arrebentou, em uma fração de segundos, o outro cadeado. O fogo se demonstrou inócuo (tanto que nem fez fumaça) e nós conquistamos mais este território. Agora o regabofe podia ser completo: fritar o peixe, jogar sinuca e comer e beber sentados à mesa.
Foi quando chegou o Neto, pessoa que, pelo menos até aquele dia, estava encarregada de tomar conta do “balneário” nas ausências do proprietário, o Luís.
E sem ser, em nenhum momento, indelicado, principalmente quando entendeu que não haveria possibilidade de tomar prejuízo, o homem começou a destilar um mau humor aparentemente atávico, deixando claro, no entanto, que não era conosco, ou por nossa causa, mas que estava, há muito tempo, com o saco cheio.
–Vou-me embora amanhã!, repetiu, várias vezes. Aí ele ainda tentou nos dissuadir de fritar o peixe, alegando, primeiro, que ele estava estragado e depois, dizendo que o “piau” tinha mais espinhas do que carne. Separamos cerca de oito peixes, evisceramos, lavamos, e eu temperei com sal grosso e uma providencial pasta de alho (aliás, trata-se de um restaurante equipado). Depois peguei um pacote de farinha de mandioca grossa, passei na peneira e coloquei sobre os peixes, a esta altura, já descongelados, encapando-os. Fritei os bichos numa frigideira bem aquecida onde misturei óleo e manteiga de garrafa.
Os peixes se demonstraram deliciosos e só quem mastigou espinhas foram os gatinhos. Nos fartamos, como diria uma amiga lá da Parnaíba, depois de traçar dez cordas de caranguejo regadas com muita cerveja.
O retorno
Houve um consenso entre nós: a volta revelou-se muito mais rápida do que a ida, o que bem demonstra o quanto nos perdemos no caminho. Antes do final do dia, já estávamos nos arredores da casa da Sianena e aproveitamos para banhar num dos poços jorrantes de águas quentes (cerca de 32°) e sulfurosas. Mais que um banho, uma bela farra, muito embora eu esteja convencido de que as palmas das minhas mãos ficaram ressecadas devido ao contato delas com aquela água com enxofre.
Queridos Amigos:
Esqueci-me de indicar, mas vai agora, o álbum que contém as demais fotos do passeio.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Rapaz, que fantástico! Imprimi o texto pra ler depois com calma, mas só com as fotos, já percebe-se o encanto do lugar e o carisma das pessoas. Abraços.
JACK CORREIA · Crato, CE 7/7/2008 16:52O milagre dos peixes;) compartilhar. lindas imagens. beleza de viagem
Compulsão Diária · São Paulo, SP 8/7/2008 00:36
Oi anjo andarilho,vc anda muito mas nunca andou no meus textos
Um beijo e meus votos,muito bom seu texto,diria EXCELENTE!!!!
Publiquei a obra meu caro Piauiense! Rodei 14 anos por esses rincões e conheço as belezas do Piauí. Nota 10 o seu texto caro overmano!
raphaelreys · Montes Claros, MG 8/7/2008 06:51
Cronica com gosto de aventura.
Muito bom
Um abraço
Belo texto, belas imagens, belas fotos
Cê falou de São Raimundo, meu pai e
meus irmãos são de lá. Visitei São Raimundo
em 76 e tenho aínda boas lembranças, pretendo
voltar e de quebra dar uma chegada no bar
do Luis pra tomar uma gelada!
volto pra comentar. li e votei, apenas.
bjim di carinho.
votando meu caro...
com muito carinho pelas histórias do piauí...
onde morei por um ano...
um abraço.
samuel
ei Joca, a Vandex já tinha me falado sobre a viagem, sobre seu texto e as fotos dela.
Muito legal!
beijos
Joca, que aventura!
Houve um pouco de tudo nesta viagem. Assim que é bom, conhecer sem se estressar com as dificuldades no caminho, vale a pena. E as fotos hem? Dava para se ver que o peixe estava delicioso. Gostei também!
bjsssss
Joca que belo! Ainda vou ai, ocê vai vê!
beijos
sinva
Meu Caro Joca,
e assim, piauiense de nascença e nascimento, fico conhecendo mais um pouco da minha terra.
abração,
andre.
Joca,
Um sarro, um barato a História, sem deixar de apresentar o conteúdo reflexivo de sempre. Sua aventura deu uma ponta de inveja... Através dela senti saudades de minhas incursões pelo pantanal sempre tão desconhecido e inusitado para mim...
Grande abraço Guaicuru!!!
Nossa, incrivel teu trabalho, parabens, e as fotos, incrivel mesmo, Abraços e sucesso
Espartano · Ilópolis, RS 8/7/2008 19:37
Lindo lugar para ser registrado.Parabéns.
Abs.
Querido Joca , lindas fotos, adoro seus artigos sobre as belezas do Piauí. Beijinhossssssssssss
carol de trancinhas · Brasília, DF 9/7/2008 01:09
Li rápido, to indo dormir e entrei aqui, tava lendo mas gst de ler com calma eu volto pra ler.
Thiers · Rio de Janeiro, RJ 9/7/2008 01:41
Conheço algumas belezas naturais do Piauí, mas a lagoa nunca tinha ouvido falar, Joca.
Parabéns pelo relato.
Ah, vc pelo jeito gosta de uma pescaria! Eu prefiro comer os peixes...
Fred Teixeira · Extrema, MG 9/7/2008 07:32Joca Oeiras: prazer em conhecê-lo. Aos poucos a gente vai conhecendo os bons irmãos deste Overmundo. Belíssima a sua aventura. Continue assim, com esse espírito andarilho pra nos familiarizarmos com as paisagens do Brasil. Bjos
graça grauna · Recife, PE 9/7/2008 09:35Joca, desvendando cenários paradisíacos.
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 9/7/2008 10:16
FANTASTICO TEU TRABALHO!!!!
AS FOTOS MAGNIFICAS!!! PARABÉNS!!!!
REALMENTE UM LUGAR PARADISÍACO!!!!
beijos com carinho e admiração
Obrigado por ter me proporcionado tanto praer visual. Votado.
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 9/7/2008 11:08Obrigado por ter me proporcionado tanto prazer visual. Votado.
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 9/7/2008 11:09
Caro Joca. Fui-o e gostei-o. Inda vou até aí.
Circus do Suannes · São Paulo, SP 9/7/2008 12:27gostei da ambientação...show de bola daria um belo livro...
Sr.Monteiro · Teresina, PI 9/7/2008 13:27
Adorei as fotos, belíssimas!!!! Mt bom o texto, deu vontade de conhecer....
Mts bjs,
Meu caro, li o texto, mas não me detive em observações. Gostei da narrativa e certamente, você mesmo, se fizer releitura, encontrará uma ou outra palavra que poderia ser substituída, para melhorar o estilo. As fotos reforçam sua estória. Parabéns!
Ari Donato · Salvador, BA 9/7/2008 23:26
Querido amigo,
estava viajando e cheguei agora. Linda aventura e belas as fotos. Parabéns!
Nossa. Viajei..... parado! Seria um privilégio para mim sua consideração sobre o meu conto http://www.overmundo.com.br/banco/o-desabrochar-1
Wellington Coelho · Belo Horizonte, MG 10/7/2008 22:20
Vi você conversando com o Ándre Pêssego e gostei do teu jeito questionador, então resolvi conhecer algo do que você faz aqui no Overmundo. Gostei e viajei na aventura. Votando e fica aqui um forte abraço.
Ecila Yleus · Recife, PE 1/8/2008 12:42
Um excelente livro daria esse passeio. Jun tando com outros pelo Brasil e colendo material bom sobre as maravilhas da região .Iria ser algo estarrecedor, pronto para poetar.Que maravilha .Tive vontade de está lá.
Ecila Yleus · Recife, PE 1/8/2008 13:21
Um excelente livro daria esse passeio. Juntando com outros pelo Brasil e colendo material bom sobre as maravilhas da região .Iria ser algo estarrecedor, pronto para poetar.Que maravilha .Tive vontade de está lá.
Ecila Yleus · Recife, PE 1/8/2008 13:22
Um excelente livro daria esse passeio. Juntando com outros pelo Brasil e colhendo material bom sobre as maravilhas da região .Iria ser algo estarrecedor, pronto para poetar.Que maravilha .Tive vontade de está lá.
Ecila Yleus · Recife, PE 1/8/2008 13:22Atualmente moro Picos, mas sou nascido e criado em São Miguel do Fidalgo, assim como fala a belissima matéria "na lagoa do fidalgo o sertão vira mar". São miguel do Fidalgo antigo banco de areia é mesmo um paraiso perdido no meio do sertão piauiense, o que falta mesmo é apenas incetivo para a exploração do turismo. Quem não conhece a lagoa do fidalgo vale a pena conhecer essa maravilha!!!
josselmo batista · Picos, PI 3/11/2009 10:28Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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