Nas garras do povo

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Ricardo Sabóia · Fortaleza, CE
28/5/2006 · 161 · 13
 

Programa de humor investe na sátira e no teatro de bonecos e vira fenômeno cultural no Ceará

Aaaaaalô Caucaia, aaaaaaalô Brasiil, fala Chico Pezão, craaaaaaque do Mulambo Futebol Clube, direto do vestiário do estádio Francisco José Cunha, o famoso Cunhão, e o Nas Garras da Patrulha, Caucaaaia? Éééééé, com c-e-e-e-r-teza, a equipe tá de paaaraabéns, o grupo tá unido, a gente seguiu a orientação do professor, grazadeus. E o programa é sucesso, Chico Pezão? Ééééééé, com c-e-e-e-r-teza, tua observaaação tá de paaaraaabéns iiiiiiiii a gente ta aqui pra atender essa torci-i-i-da maravilhosa que sempre comparece em massa, grazadeus.

Chico Pezão é craque do Mulambo Futebol Clube, mas conseguiu a proeza de ser ídolo de todas as torcidas cearenses. É um dos astros que, juntamente com o "amigo tesoura" Coxinha, a "biba" Danduska, o apresentador de TV Seu Silva, a fofoqueira comentarista dos problemas nacionais Frouxilda Fofoléti e o professor Décio Rola, entre outros personagens, integram o humorístico Nas garras da patrulha, programa exibido na emissora local TV Diário há cinco anos.

Veiculado de segunda a sábado em dois horários e investindo em esquetes humorísticas encenadas por bonecos, o Nas garras ultrapassou os limites da telinha e tornou-se um fenômeno cultural para os cearenses. O sucesso do programa atualmente pode ser atestado nas ruas: os personagens tornaram-se tipos populares e os bordões infiltraram-se nos diálogos cotidianos. Expressões como "Você é uma autarquia" ou "Vai-te embora, carniça", proferidas pelo boneco Coxinha, estão na boca do povo. Ele, aliás, virou expressão popular para reprovar quem é apanhado falando mal de amigos (como em: "Rapaz, deixe de ser Coxinha!") e ganhou as páginas de folhetos de cordel. É possível ainda avistar na cidade carros com adesivos reproduzindo as frases ditas no ar.

Michael Michel, contabilista, é um dos muitos fãs que acompanham o programa. "Lá em casa, todo mundo assiste, meus pais, meus sobrinhos, meu filho. Todo mundo acaba imitando algum personagem, de brincadeira."

O diretor do programa, Ponhonhon, 68 anos, figura tarimbada na história da televisão cearense, desconversa sobre possíveis números da audiência ("não tenho", diz), mas confirma que o Nas garras é um dos programas mais populares da emissora: "Pelo número de e-mails que recebemos, é [o mais popular], sempre foi o programa que mais recebe e-mails aqui. No primeiro ano, recebemos 40 mil mensagens. Hoje a gente recebe uma média de 1.500 por mês. Claro que e-mail não é Ibope, porque e-mail é de quem está em uma posição que não é povão, mas quando chega lá é porque o povão já tomou de conta."

A fala simples de Ponhonhon é reveladora. Se o êxito de um programa como o Nas garras da patrulha transcende explicações totalizantes, é possível identificar algumas pistas para entender a empatia do público local com a atração.

A primeira delas é a estrutura assumidamente simples do programa. Cada personagem de sucesso aparece em esquetes irreverentes. O cenário, por sua vez, é extremamente econômico. A parede azul do estúdio não é preenchida pelo chroma-key, mas por pinturas feitas à mão, pregadas com fitas adesivas. As estratégias mais utilizadas vão da paródia (e da autoparódia) às piadas de duplo sentido e à crítica dos costumes e hábitos dos cearenses. Tudo isso sem a menor vergonha de se assumir como popular.

O texto do Nas garras, escrito pelo redator Cícero Paulo, revela uma nítida influência da linguagem radiofônica. Algo explicável: o programa exibido na TV originou-se da versão do programa no rádio, veiculado há mais de 20 anos como uma satírica crônica policial da cidade na Rádio Verdes Mares AM. É gravado nos estúdios da Rádio pela manhã, sob a supervisão e edição de Cícero. Uma equipe de dois humoristas, Kléber Fernandes e Hiran Delmar, e o rádio-ator Djacir Oliveira, este com uma longa história na radiodramaturgia, emprestam as vozes aos bonecos.

O humorista Kléber Fernandes, que faz a voz de mais de 30 personagens, entre principais (como Zé do Toin, Wilson da Gata – sátira do repórter policial Wilson Fragata, da mesma emissora, Danduska e Chico Pezão) e figurantes, sintetiza as principais características do texto: "A inspiração vem de pessoas que existem ou já existiram, na maioria. O Elenilson Jr, por exemplo, é uma mistura dos radialistas Paulo Oliveira, Carlos Augusto, João Inácio Jr, com o jeito exagerado de falar de outros radialistas do interior, 'Olha a hoooooo-ra-ra-ra-ra-ra, quatr-r-r-r-r-r-r-r-r-o e quinze em For-r-r-r-r-r-r-taleza'. O Chico Pezão faz uma sátira com os jogadores de futebol, que falam todo do mesmo jeito, parece até coisa ensaiada. O Maravilhaxxx é baseado em um amigo carioca que foi para outra emissora de rádio", diz.

Kléber ressalta que enxerga o tom satírico como uma "homenagem": "A maioria das vezes as pessoas homenageadas gostam. No início surgiram algumas resistências, o pessoal falava: 'Rapaz, não faça isso comigo, não'. Começavam até a se achar os próprios bonecos. E isso é uma sátira, por mais satírico que seja, é uma homenagem. Depois perceberam que isso era mídia para eles e hoje até ajudam dando dicas para os personagens inspiradas nelas."

"Cearensidade"

Outro trunfo é a ênfase na oralidade cearense, mesclando expressões antigas e atuais com um sotaque assumidamente local. "Nós temos a filosofia de reeditar termos que as pessoas nem usam mais, como 'fi duma égua', 'tainha', 'rái te lascar', que muita gente tem saudade. Usar uma linguagem muito nossa, do cearense, bem popular. Coisas que a gente usava em nossa infância. E coisa atual também, [com voz de "malandro", em tom grave] 'Aí mermão, é massa, ó doido, a polícia vem e prende o nêgo sem ter nadizaver, mó vacilada, ó'" diz o humorista.

Aposta-se também em improvisos e na observação de fatos do cotidiano: "O Cícero escreve as coisas e muda muita coisa na hora. E tem dado certo. A gente escuta uma coisa na rua, anota logo e traz pra cá. E a gente faz oficina, muito trabalho de observação, procura ver os delegados falando, os políticos falando, procuramos imitar pessoas que estão na mídia ou que não estão mas são vizinhos nossos, por aí. A Danduska, por exemplo, vejo amigos gays falando (mudando a voz) 'Eu tô pas-sa-da, diaguileife, vou tom-bar você'. E assim ela virou uma espécie de rainha dos gays, do mesmo modo que tenho amigos de futebol que adoram o Chico Pezão, evangélicos que adoram o personagem do Pastor. Todos os personagens são pessoas que a gente vê no dia-a-dia", afirma Cléber. O humorista diz ainda perceber o retorno constante das ruas: "Quando pego um ônibus por aí, para ir pro Centro ou pra casa de um amigo meu, vejo muitas pessoas falando 'maravilhaxxx', 'vai-te embora, carniça', essas coisas que estão no Nas garras e que acabou virando domínio público."

Ponhonhon confirma a preocupação em manter um "padrão local": "A gente prima pela linguagem cearense, dificilmente passa uma fala ou uma frase do sul, tipo ok, ô meu, essas fulerages que o Sul maravilha fala e nós não falamos, não. Uma vez por ano passa uma, porque não dá pra controlar tudo, mas dificilmente passa". No dia em que acompanhei as gravações do programa, o diretor questionava a presença de uma "intrusa" viola mineira em uma cena com personagens do sertão cearense. "Não dá pra botar uma viola mineira, aí não". A situação, porém, não deve sugerir perfeccionismo, algo que seria incompatível com as características do Nas garras. "Hoje é fácil gravar o programa", diz, para logo em seguida interromper: "Fecha um pouco a câmera, fecha um pouco, mais teto! Mais teto!" No fim, a viola mineira foi ao ar junto com uma viola cearense.

Gilmar de Carvalho, professor e pesquisador do curso de comunicação social da Universidade Federal do Ceará (UFC), doutor em semiótica pela PUC-SP, enxerga o apelo à "cearensidade" como algo essencialmente estratégico: "Vejo esse uso mais como uma questão mercadológica do que uma defesa de uma 'cearensidade', mas é curioso o fato da mesma mídia eletrônica que padronizou o jeito de falar dos locutores da Globo ver como estratégico esse uso para sua afirmação. É mercadológico, mas nem por isso menos interessante. Não é à toa que a TV Diário quer se situar como a TV do Nordeste, então o mínimo que tem que fazer, embora em alguns momentos se resvale para o estereótipo, é falar como falam as pessoas da região, ou pelo menos como eles pensam que falam."

Gilmar cita como exemplo o personagem do boneco Coxinha: "Ele é um personagem que poderia estar em qualquer lugar do Brasil, mas se torna o Coxinha do Ceará porque ele tem alguns gestos, diz alguns bordões que são muito ligados aos nossos pregões de camelô, as falas de pessoas que andam de ônibus, de trem, nas ruas, distante do cotidiano dos jornalistas, dos publicitários e de pessoas que trabalham na televisão, distantes da realidade em seus carros com ar-condicionado. E o programa consegue, tem alguma coisa que vaza, essa 'mundiçagem', essa 'carniçagem' é tão forte que contamina, no bom sentido, e chega até lá."

Teatro de bonecos

O texto do Nas garras gravado na emissora de rádio pela manhã é recebido pelo diretor Ponhohon no início da tarde. Ele comanda, então, a segunda etapa, que consiste na encenação pelos bonecos do áudio gravado previamente pelos humoristas no estúdio radiofônico. Entra em cena, então, o Circo Tupiniquim, grupo que atua há mais de 20 anos na área teatral e confeccionou os bonecos. Mais precisamente, o diretor de teatro Omar Rocha e os atores-animadores de boneco Carlos César e Francisco Duarte, que manipulam entre dez e quinze bonecos em cada gravação.

O animador Carlos César explica que são utilizados bonecos-marote. Os movimentos da boca e das mãos são obtidos pelas mãos do manipulador, que se esconde atrás do "corpo" (uma peça de roupa sustentada por uma vara de madeira). Ele entende que o trabalho desenvolvido no Nas garras tem permitido atualizar a tradição do teatro de bonecos: "Além da história do humor, com os piadistas, o Nas garras traz de volta os atores-bonecos fazendo papel de ator. A gente troca uma roupa, põe um bigode e aí muda completamente a personalidade dele. O boneco hoje está na mídia, no comercial de televisão, no programa da fulana."

César identifica também a contribuição para a construção de novos olhares sobre a arte dos bonecos, menos estigmatizados: "A TV Cultura mostrou outras formas de criação, diversificou esse universo. No caso do Nas garras, contribuiu para sedimentar a parceria do teatro do boneco e do ator com a televisão, aumentar um público para ele. A gente ocupa um espaço e mais pessoas passam a reconhecer o trabalho do Circo Tupiniquim", afirma. Recentemente, o grupo assumiu um programa infantil na mesma TV Diário.

Gilmar de Carvalho considera a presença do teatro de bonecos uma das características essenciais de seu sucesso do programa: "O programa joga com essa idéia dos bonecos, incorpora esse universo do teatro de marionetes. O boneco, de alguma forma, legitima coisas que talvez não pudessem ser ditas no horário. O texto ganha vida com a performance deles. Eles dançam, interagem, gesticulam, debocham, são irônicos e, assim, passaram a fazer parte do cotidiano da cidade."

O pesquisador compara ainda o programa ao contexto mais amplo do humor local: "Não acho que seja o melhor exemplo de humor cearense, como outros programas como a Vila do riso ou shows de humor nas pizzarias, mas mantém um certo encantamento pelo fato dos bonecos estarem em cena. Eles quebram um pouco a falta de sutileza do humor daqui e levam um pouco para o encantatório", afirma.

Público infantil

A atuação dos bonecos levou à audiência do programa um público não-previsto pela emissora para o Nas garras da patrulha, o infantil. Elton Muniz, 13 anos, afirma ser um telespectador assíduo: "É um dos programas que mais gosto na TV. É muito curioso o jeito dos bonecos falarem. Gosto do Bebel, do Seu Silva, do Chico Pezão, da maioria dos personagens. Gosto do Bebel porque ele é inocente, não acredita que a mulher trai ele. E do Chico Pezão por causa da burrice dele", diz. O irmão, Francisco Muniz, 9 anos, também costuma assistir ao Nas garras: "Gosto do Coxinha, mas ele é muito falso!"

O pai de Elton e Francisco, o representante comercial Marcos Muniz, procura acompanhar o programa: "Sempre que posso, também assisto. Algumas piadas acho meio pesadas, mas eles não entendem bem. Acho bem bolado, pela simplicidade. É muito básico e ao mesmo tempo transmite tantas coisas". E arrisca: "Acho que os meninos gostam por conta dos bonecos."

Ponhonhon revela que o sucesso com o público infantil surpreendeu a equipe do programa: "Não esperava, o programa começou como policial e aí foi mudando de linha. Mas, desde a estréia, não teve muitas mudanças, não. Alguns ajustes, personagens que saem, outros que entram... Ele pegou forma própria depois."

Um dos indicativos do sucesso comercial do Nas garras é a crescente inserção de merchandisings nas cenas. É verdade que o número excessivo, cada vez mais freqüente, pode irritar parte dos telespectadores. Mas é possível dizer que o programa tem conseguido inserí-los nas cenas sem descaracterizar completamente sua verve satírica. Essa é, pelo menos, a opinião de Giovani Tomasini, gaúcho, residente em Juína, Mato Grosso, há oito anos: "Eu gosto muito da maneira inteligente que eles encontraram de fazer mershandising durante o programa, é explicíto, porém, não é cansativo. As piadas são inteligentes, sem serem apelativas, e a interação dos manipuladores dos bonecos é incrível". Em uma das edições, por exemplo, o personagem-locutor de rádio Elenílson Jr. anunciava uma das bandas de forró que patrocinam o humorístico: "O jabá da hora vem com o Forró Balancear. Sapeca aí nos peitos dos ouvintes!"

Tomasini é um dos vários telespectadores de outros estados que costumam acompanhar o Nas garras através de antena parabólica: "Assisti pela primeira vez por acaso, enquanto mudava de canais, há um ano, um ano e meio". Ele não considera as expressões cearenses uma limitação para telespectadores de outras regiões: "Não tenho dificuldades de entender as piadas. As expressões são muito regionais, mas no contexto que são inseridas, fica tranqüilo de entender. E é justamente o jeito deles falarem que está a graça do programa". Ponhonhon confirma: "Boa parte dos e-mails que recebemos vêm de outros estados, de Roraima, da Bahia, de São Paulo", diz. Ciente dessa repercussão, o programa lança mão de uma estratégia que permite aproximá-lo ainda mais do público: cita no ar constantemente o nome de espectadores que escrevem à emissora e suas localidades de origem, seja um bairro de Fortaleza ou cidade de outros estados, além de acolher piadas que são encenadas no quadro A piada do dia.

O que realmente faz do programa um sucesso para um público tão heterogêneo, que extrapola fronteiras de classe, de idade e de barreiras regionais é, além da atualização na TV de formas de humor já consagradas, a opção clara pela sátira e pela ironia (muitas vezes voltadas para a própria equipe que faz o programa), calcadas no cotidiano e na molecagem local, sem uma preocupação consciente de parecer essencialmente crítico ou engajado, mas atento aos assuntos do dia-a-dia.

O diretor justifica a escolha pelo humor satírico: "Optamos pela sátira para não sermos só factuais. É uma maneira de reclamar das coisas sem ofensas, uma maneira de reagir contra as fuleragens que acontecem aí, criticar pelo humor. Aí é que está a beleza do programa... E a dificuldade também, porque é mais difícil fazer humor do que pegar um jornal e ler no ar", afirma Ponhonhon.

Talvez o que melhor sintetize o humor do Nas garras é a relação de Ponhonhon com o programa, desde sua estréia: "Quando eu recebi a sinopse, eu nunca nem tinha ouvido o programa do rádio. Nas garras da patrulha, que diabo é isso? Mas eu tava precisando trabalhar, aí eu peguei e disse: vou fazer o melhor programa da TV brasileira. E fiz". Você acha mesmo o melhor programa exibido na TV brasileira, Ponhonhon? "Eu acho, depois dele só o Chaves. O resto não merece o menor...". E dispara o riso.


Coxinha em cordel

“Bem, meus amigos leitores
Prestem muita atenção
Vou falar dum personagem
Falso por convicção
Que anda fazendo sucesso
Nas telinhas do povão.

É o boneco COXINHA
Vindo da televisão
Lá nas garras da patrulha
Houve a sua criação
Agora é uma lenda viva
No seio da multidão.

Seu perfil de diplomata
Alegre bem cavalheiro
A todos elogiando
Na presença é lisonjeiro
Mas quando se vira as costas
Aparece o verdadeiro.

O povo já descobriu
Com uma certa ironia
Que esse tipo vulgar
Falso e “chei”de covardia
É fácil de encontrar
Na luta do dia-a-dia.”


(Trecho extraído do cordel Coxinha, a autarquia da falsidade, de Anchieta Dantas)

Serviço:
TV Diário. No Ceará, canal 22. No Brasil, via parabólica, na freqüência 1080 mhz.
Segunda a sexta-feira, 14h15 e 17h40; sábados, 13h40 e 17h50.

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Vânia Medeiros
 

Caraaaamba. Achei isso o máximo! um programa apresentado por bonecos dando a maior audiência...
me deu muita vontade de assistir, mesmo!

texto muito bacana!

Vânia Medeiros · Salvador, BA 24/5/2006 20:42
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Delfin
 

Sinceridade, queria MUITO que existisse um canal de TV a cabo que simplesmente EXIBISSE esse conteúdo regional gerado em cada ponto do país. Sem conexão com emissoras e retransmissoras, ou seja, um programa de uma afiliada Globo no NE poder passer na mesma grade que um de uma afiliada SBT de, sei lá, Corumbá, e por aí vai.
Aí sim teríamos uma verdadeira TV nacional regional. E seria lindo!

Delfin · São Paulo, SP 28/5/2006 08:37
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Sergio Rosa
 

Tem aquele telejornal apresentado por bonecos, 31 minutos, que passa no Nickelodeon. É chileno e também tem esse foco local.

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 28/5/2006 18:52
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Hermano Vianna
 

Vi o Nas Garras da Patrulha em uma passagem por Fortaleza. É realmente muito interessante e muito bem produzido (o trabalho com bonecos tem alta qualidade). O programa também explora a interação entre os bonecos e a realidade de maneira criativa. Não há nada parecido na TV brasileira, e é bom que seja bem popular.

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 28/5/2006 22:06
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Hermano Vianna
 

Seria muito bom ter muito mais textos sobre televisão, e sobretudo TV regional, aqui no Overmundo.

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 28/5/2006 22:08
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Natacha Maranhão
 

Fiquei super curiosa pra assistir, deve ser o máximo!

Natacha Maranhão · Teresina, PI 29/5/2006 14:22
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wado
 

Fora a retransmissão via parabólica será que nunca tentaram um alcance maior nacionalmente?

wado · Maceió, AL 29/5/2006 15:38
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Ricardo Sabóia
 

Wado, a TV Diário é um canal baseado aqui em Fortaleza, com uma proposta que eles apresentam (ou tentam apresentar) como regional. É aberto aqui no Ceará, mas no resto do País pega apenas via parabólica mesmo (até onde eu saiba e é assim que eles destacam na programação). Alguns programas ressaltam frqüentemente a participação, via e-mail ou cartas, de telespectadores de outros estados, como mencionei no texto.
Natacha, o programa é realmente muito engraçado. Nunca conseguiu ver aí na vizinhança (Piauí)?
Hermano, realmente o programa faz um trabalho muito bem feito com os bonecos. Mérito dos atores que fazem a manipulação. Nas gravações percebi um respeito muito grande do pessoal do Circo Tupiniquim por essa "arte", de encarar os bonecos como atores, personagens vivas. O resultado no vídeo é ótimo, se considerarmos que a estrutura é muito simples. E essa simplicidade acaba sendo mesmo um diferencial, dentro da proposta de fazer um programa popular.

Ricardo Sabóia · Fortaleza, CE 29/5/2006 16:43
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Gilvan Costa
 

Ae, Ricardo, mandou bem. Já tive oportunidade de assistir o programa e, realmente, é de tirar o chapéu o trabalho do pessoal do Garras. Sempre que posso, vejo o programa pela parabólica.

Gilvan Costa · Boa Vista, RR 29/5/2006 16:49
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Bruno Maia (sobremusica.com.br)
 

Muito bom o texto, muito bom saber que isso existe! Arrebenta! Outro programa bacana no NE é o guerreiríssimo "Sopa Diário", de Pernambuco, do guerrilheiro Roger de Renor...

Faz um bem danado à cena local e seu formato já influenciou programas em outros lugares do Brasil, inclusive no próprio RJ...

Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro, RJ 29/5/2006 17:08
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Felipe Gurgel
 

Ricardo, parabéns pela matéria, achei fantástica! A visão da academia, pela fala do Gilmar, a resposta da audiência, inclusive das crianças. Bem completa e dosada em cima das opiniões populares e de um viés mais analítico, teórico.

Já tive oportunidade de assistir as gravações do programa por conta de uma entrevista que fiz com o Omar Rocha. Como já disseram aqui, é bem interessante o quanto o programa consegue prender atenção e dinamizar o roteiro através da manipulação de bonecos. Eu que, particularmente, acho enfadonho teatro de bonecos, me impressionei com isso.

O tom das piadas acho equilibrado também, apesar da falta de sutileza que o Gilmar bem citou e que eu nem sei até que ponto é válida. Resvala em questões morais mais complexas. Mas enfim, há de se reconhecer que as expressões "matam a pau" e a forma como os personagens as colocam soam muito engraçadas.

Ricardo, belíssimo trabalho. Há tempos não lia uma reportagem tão boa. Tirei o chapéu.

Um abraço!

Felipe Gurgel · Fortaleza, CE 29/5/2006 20:59
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Rodrigo Teixeira
 

Parabéns Ricardo! Excelente matéria... o Brasil precisa entender as diferenças e assumir os sotaques dos quatro cantos do país. Neste sentido a Globo faz um deserviço o padronizando seus repórteres, apresentadores e atores numa fala a la paulistana ou carioquissima. Salve a diferença brasileira! abs

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 31/5/2006 11:47
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Daianne Fernandes
 

A Tv diário pega em algumas cidades aqui do Tocantins e, esse programa de boneco caiu nas graças do povo por aqui também. A criatividade e o humor típico dos cearenese...
Gostei do teu texto também. Muito legal!!!

Daianne Fernandes · Palmas, TO 6/7/2006 11:40
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