Nélson Gonçalves: ‘Quem cantava na Bossa Nova?'

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Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS
6/11/2008 · 229 · 19
 

Mais um post (nº 2) tirado da série ‘DO FUNDO DO BAÚ’. Desta vez com o figuraça Nélson Gonçalves.

O ÚLTIMO DOS MOICANOS

Nélson Gonçalves bem que poderia ter nascido no Velho Oeste. Ele fazia o estilo ‘durão’. Leve no duplo sentido mesmo! Baixo-cantante, como gostava de ressaltar, não é que o gaúcho criado em São Paulo fez por merecer o apelido de Metralha. De gaguo ele não tinha nada. Na verdade, Nélson era taquilálico. Falava rápido demais. Legítima metralhadora-giratória...

Já havia escutado de coleguinhas que o cantor de A Volta do Boêmio tinha o hábito de se vangloriar do tamanho de sua ‘pistola’ e, não raro, mostrava a… prótese peniana (ele se divertia ao abraçar os amigos...) Embecado, de terno azul-marinho e cabelo gomalinado, Nélson não só fez a lenda se tornar realidade como deu a medida exata do que ele definiu como 'Cartucheira 45'.

Era setembro de 1997. Nélson concedia - em um bar chique de São Conrado, no Rio - o que seria a sua última coletiva. Ele faleceu meses depois, em abril de 1998. Os jornalistas entravam de dois em dois para conversar com Nélson. Eu fiz a entrevista com o xará Rodrigo Faour (que depois lançou a biografia de Cauby Peixoto...).

Magro e com a voz enfraquecida devido a uma isquemia no miocárdio, o cantor lançava o derradeiro 'Nélson Gonçalves - Ainda é Cedo'. O CD é composto por músicas de roqueiros da década de 80. Cazuza, Renato Russo, Herbert Vianna, Lulu Santos…

A entrevista foi divertida. Durou 30 minutos e foi regada a água e café. O neto de Nélson permaneceu ao seu lado durante quase todo o tempo. O final do bate-papo foi surpreendente, com ele declamando duas poesias que tenho até hoje no acervo de fitas cassetes com dezenas de entrevistas gravadas e que serão transcritas nesta série No Fundo do Baú. Foi engraçado quando Nélson ouviu o nome de João Gilberto. Ficou agitado, parecia realmente nervoso e chamou o ídolo do Caetano de “Diminuto” e “Fim de Noite”.

Inesquecível!

Rodrigo Teixeira - Qual foi o critério de seleção das músicas do CD?
Nélson Gonçalves - Já conhecia as músicas. E achei bom gravar estas músicas com a minha divisão musical. Valorizo muito as tônicas. Não dou as notas dissonantes. Vou pelo lado natural. Achei que podia fazer bonito com estas canções. Porque muitas músicas que eles fazem, estes rocks e tal, a gente não entende a letra. As palavras escapam. Você não entende. Então quis fazer uma alteração leviana, minha, com os instrumentos em segundo plano e o coro só pontuando as notas. Gravei só com um terço da minha voz. Tudo bem, ficou suave. Lindo de morrer.

Você grava de prima?
Gravei todas as músicas de prima. Não dá para repetir não. Ouviu uma, grava na outra.

Durante as décadas de 70 e 80 você regravou muitos sucessos seus. Por que só agora resolveu fazer um disco totalmente diferente do que tinha feito?
Porque tem o seguinte. Havia grandes cantores no Brasil. Chico Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Vicente Celestino, Silvio Caldas... Mas eles morreram. E parece que só restou eu. Aquela época de ouro dos cantores. Então, com esta invasão, vamos dizer assim, no bom sentido, do rock, do pop, desta coisa toda, do reggae, que todo mundo canta, as moças cantam, eu, pra não ficar fora desta coisa, embora o Brasil hoje não seja um país só de jovem, tá quase dividida a população, achei bom misturar isto daí e juntar as duas gerações, terceira idade e jovem. Então escolhi as músicas com o Robertinho do Recife. As tônicas estão todas certinhas. Não diz saudadi, diz saudade. Não diz rosá, diz rosa. Não diz casá, diz casa. Foi a primeira vez que trabalhei com ele. É um bom produtor. Novo. Ele me ouviu muito. Nos reunimos antes. Disse para ele que queria um som como se fosse dentro de uma igreja vazia. Fica um som no ar. Não é um som sentado.

Qual a sua preferida do CD?
Não posso falar, senão vou machucar os outros (hehe).

Ano passado fizeram uma peça em sua homenagem. O que achou daquilo?
Achei boa. Faltam alguns detalhes importantes, mas…

Por exemplo?
Não vou dizer para não machucar o rapaz (hehehehehehe).

Tem alguma cena que você viu, que te tocou?
Não, sabe por que? Na peça que ele passa para mim, solo e tal, e eu sou um pouco irreverente. Não mal criado, irreverente. Digo não, sim. Deram uma lapidada na pedra bruta. Mas ficou bom.

Em 60 anos de carreira, quais os momentos que mais te marcaram?
Comecei a cantar em 1937. Minha emoção maior foi o meu primeiro disco. Quando ouvi meu primeiro disco. Fiquei pensando: “Eu canto bem”. Havia aquelas vitrolas que você colocava as moedas para tocar as músicas, voltava para casa sem um níquel porque colocava na vitrola para tocar. Quando acabei de ouvir o disco, foi uma emoção. Muito bonito. Foi aí que lancei um ritmo novo: o samba sincopado (demonstra tocando). Nasceu comigo. A divisão é difícil de fazer. E depois foi em 73 e 74, quando recebi o prêmio Nipper (aquele do cachorrinho beagle do gramofone), da RCA, que só tem dois no mundo. Um o Elvis Presley e o outro eu. Veio ao Rio o presidente da RCA americana, especialmente para entregar o prêmio. Pelo tanto de anos e de vendagem de disco.

Qual a sua marca?
Já vendi 78 milhões de discos. Gravei 127 LPs, 26 CDs, com este 27, 200 compactos duplos, 200 compactos simples, 200 fitas cassete, e 103 discos 78 rotações, como era antigamente.

Depois de tudo isso tem algum projeto que você ainda queira fazer?
Vou gravar um CD com rock, pop, reggae, samba. O próximo. Vamos misturar a música tradicional minha com a dos jovens novamente.

Gravar atualmente é mole perto do início de sua carreira…
Antes a gente gravava com dois canais e o veículo era o rádio. Em algumas rádios tinha um cara que via o meu disco e riscava. Boicote. Um compositor chamado Nilton de Oliveira.

Como você analisa estes compositores atuais? Não existe mais da estirpe de um Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues... Atualmente faltam compositores nesta linha do bolero…
Hoje ficou muito mais fácil. Antigamente você queria pegar uma mulher para transar você tinha que namorar, levar para dançar. Hoje em dia não. Você pode ficar com três, quatro na mesma noite. Então está fácil demais. E é por isso que está assim. Qualquer um compõe.

Você não gosta da música atual?
Ta aí a dança do tchan. A dança da bundinha. Daqui a pouco vão fazer a dança da bucetinha, vocês vão ver…

De todos os compositores, qual caia como uma luva para a sua voz?
Lupicínio Rodrigues.

Você apontaria um herdeiro musical desta sua escola, que realmente cante de verdade?
Sou o último dos Moicanos. Gostaria que tivesse, mas é muito difícil, porque sou baixo-cantante, pego três oitavas. É muito raro…

Você chegou a estudar música. Você lê partitura?
Sim, leio. Estudei voz com o Zebolati e música com Moacir Santos.

Você gravou com muita gente que seriam seus filhos musicais neste CD. Você se surpreendeu com eles quando foi gravar?
Tive surpresas sim, mas não foram agradáveis. Eles pensavam uma coisa: vamos cantar com o velho, chegaram lá e a coisa foi diferente. Teve um cantor que disse assim: 'Vê o tom do velho aí que eu canto'. Eu falei pro maestro vê o tom dele que canto igual. Começamos a cantar e ele não conseguiu acabar a música… Parece que estava com diarréia. Um famoso cantor de boné… O meu horário de trabalho é nove horas da manhã. Acordo gravo e, no outro dia, está pronto o LP. Tem gente que grava uma música por um dia, repetindo, repetindo… Gravei este disco doente, de cama. Tive uma isquemia no miocárdio. Mas foi fácil gravar.

Qual a que você mais gostou?
Para mim todas foram boas. Os cantores que foram ouvir lá choraram. Tá passando mal? Não, Nélson, é emoção. É a música que eu fiz, que coisa. Lágrimas. Que é isso? (kkkkk)

Logo que surgiu a bossa nova você fez aquele disco 'Nós e a Seresta'. Tinha uma música chamada 'Seresta Moderna' que você brincava com o pessoal da bossa nova. Dez anos depois, você gravou Tom Jobim. Com o tempo o senhor deu mais valor ao pessoal da bossa nova?
Daquela época, me aponta um que ficou…

João Gilberto.
(agitado) Ele canta alguma coisa? Não canta nada. Tom Jobim foi um compositor excelente. Vinícius de Moraes excelente. Mas cantando, tchuntchuntchun…

Na bossa nova inaugurou-se um novo jeito de cantar, baixinho...
Sabe como era o apelido do João Gilberto? Fim de Noite. Era ele com o violão!

Depois da bossa nova qualquer um começou a cantar?
O culpado disso é o João Gilberto. O Diminuto. Cantar sem voz. (Imita João Gilberto… kkkkk) 'Saudade que vc não tem… Passa comigo que vc vai ver… hum, hum, hum'… Amplia, bota som… Puta que pariu! Imagina ele na cama com uma mulher? (Imita de novooo!!!) ‘Meu amor, ai que gostoso’… Ah, vai para o raio que te parta! Eu não sou assim não. Eu sou agressivo, sem bater. Amorosamente. Vem cá, me dá aqui!!!?

Quais os lugares que você frequentava no Rio de Janeiro nos anos 50?
Os piores. A Zona, na Sapucaí, na Lapa… Não se via assalto. O submundo era bem menos barra pesada.

Você saiu do Sul com quanto tempo?
Com dois anos. Fui para São Paulo, onde morei no Brás. Mas o Adoniran começou comigo a vender anúncio para a Rádio Record. Eu ralei um bocado.

Qual o conselho que você daria para um jovem que está começando uma carreira?
Tem que receber o não como sim. E vá em frente. Tive no Rio e fiz teste, sendo cantor profissional em São Paulo. Cantei na Marink Veiga, na Rádio Nacional, no Celso Guimarães, Ipanema… Só ouvi ‘não gostei’. O Ary Barroso me mandou jogar boxe que ‘eu não cantava nada’. Se for um qualquer, desiste. Mas fui à luta! E depois que fiz sucesso, ele veio falar que ‘estava brincando’. Aqui para você!!!

As letras de sambas-canções tinham muito aquela coisa de você mudou de dono... Como avalia as letras hoje?
Eles falam da mulher indiretamente. Dizia ainda é cedo. Uma menina me falou. Não falam o nome da mulher, mas falam da mulher. Indiretamente e branda. A minha maneira é mais: ‘Vamos lá’… Eles falam, ‘você é linda’ e eu, ‘você é gostosa!’ Acho que as coisas mudaram para melhor, embora haja um avanço meio inoportuno para a atual infância. A criança está ficando adulta muito cedo. Dança da bundinha para lá e para cá… Cresce como? P-U-T-A. Isso que é o mau. Mas vai ter uma virada. Uma suavizada.

Você ainda compõe?
Sim. Tem até um verso, que chamo de “Esquerdo do Amor”. Tem o lado direito do amor, que é o cara casado, direito, correto, trabalha, chega em casa tem a mulher, não tem amante na rua… E tem o lado esquerdo, que é aquele cara que prevarica na rua, dorme na rua… É o Esquerdo do Amor: “MENTI, E COMO CONSEQUÊNCIA PERDI, TEU AMOR E TUA INOCÊNCIA. SOU AGORA UMA SAUDADE ESQUECIDA, UMA LEMBRANÇA PERDIDA, EU SOU O VAZIO QUE FICA DEPOIS DO AMOR, EU SOU O TÉDIO, O ÓDIO E O DESPEITO, SOU TUDO O QUE NÁO É DIREITO, EU SOU O ESQUERDO DO AMOR”.

Alguma vez você foi o Esquerdo do Amor?
Fui. Olha esta aqui. “SERÁ QUE VOCÊ MENTIA, NO TEMPO QUE ME DIZIA, EU NÃO VIVO SEM VOCÊ, OU É AGORA QUE MENTE, QUANDO PASSA INDIFERENTE, FINGINDO QUE NÃO ME VÊ”. Olha, eu tenho segundo grau!

Quando é que você começou a sossegar este lado esquerdo do amor?
Sossegar? Fui casado quatro vezes. Tenho 78 anos de idade, mas eu tenho... Eu tenho 22cm de pau… Tenho um tesão filha da puta. Canto com um tesão do caralho. (Olhando para baixo, em direção da prótese) Não posso ir a piscina. Por causa do volume. Parece uma cartucheira 45.

* Nélson se chamava Antônio Gonçalves. Ele nasceu no dia 01 de junho de 1919 em Santana do Livramento (RS)

Últimas faixas de Nélson

1 - Como Uma Onda (Nelson Motta/Lulu Santos)
2 - Faz Parte do Meu Show (Renato Ladeira/Cazuza)
3 - De Mais Ninguém (Marisa Monte/Arnaldo Antunes)
4 - Meu Erro (Herbert Vianna)
5 - Ainda é Cedo (Ouro Preto/Renato Russo/Dado Villa-Lobos/Marcelo Bonfá)
6 - Você é Linda (Caetano Veloso)
7 - Bem Que Se Quis (Pino Danielle/versão Nelson Motta)
8 - Caso Sério (Rita Lee/Roberto Carvalho)
9 - Nada por Mim (Herbert Vianna/Paula Toller)
10 - Simples Carinho (João Donato/Abel Silva)
11 - Estácio, Holly Estácio (Luis Melodia)
12 - Me Chama (Lobão)

· Entrevista concedida ao extinto caderno cultural Cult Press, da agência carioca Carta Z Notícias.

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José Cycero
 

legal. gostei volta para votar.

José Cycero · Aurora, CE 3/11/2008 00:39
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Rodrigo Teixeira
 

Brigadão José. Fico te esperando...

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 3/11/2008 02:12
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Ilhandarilha
 

Esse seu baú é precioso! Sinto uma dó de nossas rádios serem tão comerciais e não abrirem espaço para cantores que marcaram uma época, como o Nelson! Muito boa a entrevista: mostra bem a figura que ele era: desbocado e polêmico. Engraçado ele falar que o compositor que caía como luva para a voz dele era o Lupicínio, pois as letras do Lupi são de uma delicadeza enorme, bem diferente do tipo de homem que o Nelson gostava de ser (ou mostrar que era).
abraços

Ilhandarilha · Vitória, ES 3/11/2008 12:31
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Compulsão Diária
 

Uau!! Adorei tudo. Gravava de prima, irreverente e educado. Aconselha aos jovens algo magnífico e polêmico: escutar um não como se fosse um sim. Sua matéria é um primor de abordagem do NG. E divide o amor em esquerdo e direito. Rua e casa. Curioso, coisa de imaginação de boêmio mesmo. Lado esquerdo do amor!! E ele fala tudo mesmo. desbocado, como disse a Ilha , mas acho elegante. Nem sei porque. Centenário já? Ei? Não rsrs ainda faltam dez anos rsrs..masok. Tá bonito, viu?
Delícia de músicas e de postado.

Compulsão Diária · São Paulo, SP 3/11/2008 15:57
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Rodrigo Teixeira
 

Olá Ilha, valeu. Pois é, boa observação sobre a questão do Lupicínio. Talvez o Nelson gostasse deste contraste mesmo. O Raul que dizia que o cantor é na verdade o melhor ator de todos. Mas no caso do Nelson ele não precisava enganar nada, pois a sua voz era realmente poderosa. Acho que o discurso de 'fossa' do Lupa o atraia e possibilitava ele interpretar. E como... abração!

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 4/11/2008 01:39
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Rodrigo Teixeira
 

Brigadão Compulsão Diária! Este lance do lado esquerdo do amor nasceu junto com Adão e Eva né? hehehe Engraçado como isso de perpetua eternamente. Ele realmente era elegante e neste dia especialmente, pois estava de terno e gravata. E bem, vc viu que matemática não é meu forte. Mas já acertei na matéria (obrigado)... serão 90 anos! abração

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 4/11/2008 02:21
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Bethânia Zanatta
 

Eu já gostava de cantar com Nelson, adorei agora rir com ele.
Obrigada por disponibilizar a entrevista.

Bethânia Zanatta · Santa Maria, RS 5/11/2008 12:15
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Rose Canazzaro
 

Votado! Sucesso!!!

Rose Canazzaro · Andradina, SP 5/11/2008 18:50
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Rodrigo Teixeira
 

Bethânia já morei em Santa Maria, minha 'mana' nasceu aí... Santa Maria da Boca do Monte não é isso? obrigada!

Rose seu voto é bem-vindo! abs

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 6/11/2008 02:03
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Ivette G.M.
 

Rodrigo, acabei de votar. Sabe por que? Minha nossa, como sou fã do Nelson. Que voz! Obrigada pelo texto.
Ivette G M

Ivette G.M. · Cotia, SP 6/11/2008 08:28
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Luciano Carôso
 

Caro Rodrigo: muita boa e oportuna a entrevista. Importante iniciativa essa sua. Desde a época da gravação que este disco de Nelson me impressionou pela capacidade que ele demonstrou para interpretar, personificadamente, músicas que eram completamente fora do contexto musical em que havia construído a sua história. E isto numa época da vida onde já havia chegado ao topo e numa idade onde não se costuma mais aceitar desafios desse porte. E ele o fêz e muito bem. Na época até compus uma música que fazia referência a essa minha impressão: "o Gonçalves soube gravar Vianna", pois, particularmente, impressionou-se a sua interpretação de "Nada por Mim". Chama-se Equilíbrio e está postada aqui no Overmundo.
Parabéns pelo excelente trabalho.

Luciano Carôso · Salvador, BA 6/11/2008 10:58
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Saramar
 

Ah! Nelson!
Eu o adoro. Cresci ouvindo Nelson nos discos LP da minha mãe (fã apaixonada).
Considero muito importante você relembrá-lo aqui porque muitos jovens sequer conhecem um grande cantor, senão as mediocridades atuais.
Obrigada.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 6/11/2008 12:34
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Orisvaldo Tanniy
 

Nelson foi um grande canto, elogiado por Frank Sinatra. Beleza de texto.Votado.

Orisvaldo Tanniy · Teresina, PI 6/11/2008 13:37
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Zezito de Oliveira
 

Rodrigo,
Muito interessante!! Inclusive, quando este CD foi lançado, eu fiquei muito feliz com a iniciativa e com o resultado do trabalho.
Abrs,

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 6/11/2008 17:00
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Eloy Santos
 

Justa homenagem a uma das vozes mais marcantes da música brasileira.
Ele foi um dos grandes cantores da minha geração.
Nelson Gonçalves cantou um tango, com letra de David Násser, "Carlos Gardel", que, por vários motivos, ainda me traz belas recordações.

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 6/11/2008 23:05
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victorvapf
 

Bela homenagem a um dos maiores cantores, que passou aqui nesta terra. Tinha voz e sabia quem nao tinha e nao tem. Cantava sem precisar pedir silencio na plateia, seu vozeirao calava os indiscretos. Inspirador das grandes serenatas, que ja nao existem mais...,\

victorvapf · Belo Horizonte, MG 7/11/2008 08:29
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Edson Wander
 

Rodrigão,
De novo, do caralho a conversa. Acho que cê deveria pensar em transformar essas tuas relíquias num livro, cara. Com tanto livro zé-mané sobre música saindo por aí, esse seria mais interessante. Nessa época dos 50 anos carnavalizante da bossa, dá para entender a revolta do velho Nelson com o gênero, porque a rapaziada bossa chegou descendo o cacete nos dó-de-peito. E o pior é que muitos críticos da época cairam na esparrela de enxovalhar a turma do rádio.
Votado e abraço,
EW

Edson Wander · Goiânia, GO 7/11/2008 12:25
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Cintia Thome
 

Bela matéria/entrevista. Perfeito exemplo de determinação Nelson Gonçalves, lutava e sabia com certeza o que era e fazia.
Interessante ese prêmio dado a ele pela RCA, eu desconhecia .Uma das vozes mais bonitas na minha infância e vê-lo cantar nos últimos anos, não era chateação, continuava a ser muito , muito agradável.

abs.

Cintia Thome · São Paulo, SP 7/11/2008 15:48
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Rodrigo Teixeira
 

Valeu pessoal estou retornando agora.

Ivette (sou fã de Nelson...)

Luciano (já estou indo lá conferir sua música... e com certeza Nelson surpreendeu realmente por ter se prestado a encarar música novas...)

abs

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 7/11/2008 23:36
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