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Observatório
Revelando o concurso Somos fãs do Projeto Revelando os Brasis. De cara achamos que era um projeto que tinha tudo a ver com a vocação colaborativa do Overmundo, ao permitir que pessoas de cidades com menos de 20 mil habitantes tivessem todo o apoio para fazer curta-metragens. Ano passado, vários textos foram feitos por aqui graças a uma parceria bem legal com o projeto. Este ano, seguimos em contato... > leia
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No Cinelândia: café, porrinha e senado.
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Seu Genésio servindo o famoso cafezinho.
Imagens
Tem de tudo no balcão do Cinelândia
Mais de cem mil cafezinhos em 33 anos.
Nem bem o sol esquenta o sertão do Ceará e seu Genésio Rodrigues, vestido em sua bata branca e óculos de aro dourado, abre as portas do Bar e Lanchonete Cinelândia. Há 33 anos tem sido assim, de seis da manhã à meia-noite o Cinelândia domina o centro comercial da cidade do Crato e, não há um, entre os mais de 100 mil habitantes, que não saiba apontar a direção do Bar.
O prédio em estilo Art Nouveau, erguido pelos idos de 1945, possui três andares. Naquela época ainda era o Grande Hotel, paragem obrigatória de viajantes dos estados vizinhos que iam até o Crato para comprar e vender mercadorias. Com o declínio do comércio local, o térreo foi cedido ao Bar Glória. Conta seu Jesus Rodrigues da Silva, de 88 anos, que ali era local de políticos, intelectuais e boêmios. “Já naquela época, os homens vinham até aqui para discutir política e conversar sobre qualquer coisa”. E as mulheres?, pergunto. “Não, mulher não entrava, ficavam passeando do lado de fora”.
Foi-se o Bar Glória veio a Barbearia Siebra, onde até o Rei do Baião Luiz Gonzaga fez barba, cabelo e bigode. Até que, em 1974, seu Genésio, vindo do Rio de Janeiro, deu a vez ao Cinelândia. “No Rio, eu trabalhava em um bar na Cinelândia, não sabia que nome dar ao negócio, tive a idéia de botar esse e todo mundo gostou”.
O Cinelândia ainda guarda o charme dos bares de antigamente, seu balcão de um azul desbotado pelo tempo e pela flanelinha de seu Genésio estende-se de ponta a ponta. Os bancos brancos não deixam dúvida que já sustentaram muita gente e as mesas e cadeiras de madeira, quadradas e compactas, são quase surreais em sua leveza e conforto.
O cafezinho feito em uma cafeteira de 1982 é o produto mais vendido - em média trezentos por dia - e segundo os freqüentadores, por apenas 0,50 centavos, você pode tomar o café mais gostoso da região. Além do cafezinho, lá também se vende coxinha de galinha, pastel, sanduíche misto, caldo de carne, e as vitaminas de abacate e mamão fazem parte do cardápio que há anos permanece o mesmo. São as ditas rotinas das cidades de interior.
A freguesia
Quem passa pelo Cinelândia não vai se fartar apenas de suas delícias: o Bar está estrategicamente fincado entre a Praça Siqueira Campos e o “Calçadão” - uma rua apenas para pedestres composta por lojas comerciais, pavimentada por pedras, repetindo desenhos assim como os de sua xará famosa. A região é ponto de encontro na cidade, mas o que mais se vê por ali são homens aposentados, transitando entre a praça e o bar à procura de uma boa conversa pra passar o tempo e, ao mesmo tempo, fazê-lo durar um pouquinho mais.
Esse cenário faz parte de uma cultura que permanece em algumas cidades do interior: a resistência dos espaços masculinos na cidade. Em grupos, ou pares - raro ver algum homem solitário - eles se esparramam pelos bancos da Praça e do Cinelândia e se deixam ficar pela manhã batendo papo. Algumas mulheres aparecem, mas não ficam por muito tempo. Elas estão ali de passagem ou à espera de alguém; tomam um café ou água: pedem, consomem, pagam e vão embora.
Os freqüentadores dali têm em sua maioria mais de 50 anos, são de classes sociais variadas, orgulham-se de suas cabeças brancas e não perdoam ninguém. “Aqui a gente sabe das notícias antes de elas irem para a internet”, me diz Manoel Soares Martins, um juiz aposentado. “Aqui eu me sinto muito bem, conheço todo mundo, conversamos sobre política, resolvemos os problemas da cidade, do Brasil e do mundo; nem a vida alheia escapa” fala sorrindo.
Deputados e Senadores.
No Bar e Lanchonete Cinelândia todos se conhecem por nome e sobrenome. A primeira pergunta que me fazem é se sou daqui e filha de quem. Depois da resposta positiva e de dar o nome de meu pai, eles abrem um sorriso, certificando-me de que acabo de ser admitida.
Na mesa, além de mim e de Allan, o fotógrafo, estão quatro senhores. Eles são alguns dos integrantes do conhecido “Senadinho”. “A gente ficou conhecido como senadinho por estar todo dia aqui reunido discutindo política, o nome pegou, tivemos a idéia da placa para oficializar” conta seu Manoel Martins, fundador do grupo que já dura nove anos.
Segundo o “Senadinho”, o Cinelândia é o ibope da cidade, uma espécie de termômetro na época de eleição e parece que todos ali concordam com essa afirmação. Até mesmo para a escolha do Judas na Semana Santa, é posta uma urna ali. Contrariando as opiniões que brasileiro não gosta de política, não ouvimos outra coisa e se no Cinelândia há um “Senadinho” a Praça logo adiante é a “Câmara”, lugar dos ditos “deputados”. “Mas que fique bem claro - me diz seu Manoel - aqui não existe nenhum Renan”.
Além dos deputados e senadores, várias personalidades passam e passaram no Cinelândia. Zé Bedeu, que de tão famoso na cidade possui até comunidade no Orkut, figura entre as estrelas, mas não faltam nomes nacionalmente famosos nessa constelação. Cantores têm aos montes: Luiz Gonzaga, que fez show na sacada do segundo andar, Altemar Dutra, Cauby Peixoto, Orlando Silva e Nelson Gonçalves que tocou violão e ainda bebeu uma cachacinha.
Castelo Branco deu uma passadinha ainda presidente, Tasso Jereissati, Cristóvam Buarque e Ciro Gomes. Sobre ele, seu Genésio conta uma história que se tornou famosa no Bar: “Era umas cinco da tarde e Ciro vindo de uma passeata, parou aqui pra cumprimentar o pessoal. Meu irmão e mais três fregueses estavam no meio de um campeonato de porrinha; ele entrou e ninguém deu bola, concentrados no jogo. Aí ele disse: 'que inveja tenho de vocês, não posso mais fazer isso' e meu irmão ainda levantou os olhos disse: 'pois é', e continuou jogando: 'um, dois, três...' Ciro saiu todo desconfiado.”
O tempo passa, o tempo voa.
Mudar de mãos parece ser o destino do Cinelândia. Seu Genésio que comprou apenas o direito de comercializar no edifício, ou como diz o pessoal por aqui, a “chave”, viu seu negócio ameaçado. Meses atrás o prédio foi novamente vendido, acompanhado de uma notícia bombástica que afirmava que o Cinelândia iria ter um fim, deixando a todos aflitos.
A preocupação dos freqüentadores é compreensível, já que vários edifícios históricos foram postos abaixo ao longo dos anos, tanto por seus proprietários, como através da administração pública. Assim nos conta Ulisses Germano, professor de artes, que uma rua inteira, composta por belíssimos casarões do séc. XIX adornados por azulejos portugueses, foi destruída pra dar vez à uma avenida. “E tudo isso por quê? Para abrir uma rua”, indigna-se o professor. “O desrespeito pela memória da cidade e dos cidadãos não é exclusivo do Crato, em todo o Brasil e no mundo vemos isso acontecer”, esclarece Renato Dantas, colaborador do IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - “Isso se deve às pessoas acharem que o antigo é ultrapassado, é velharia; não percebem que lugares como esse preservam a identidade local, reúnem os cidadãos, formam hábitos sociais, em uma sociedade onde a regra é a perda de valores; em lugares como esse a tradição é permanentemente renovada”.
Fátima Bernardes, só que mais simpática.
Entretanto, a nova proprietária, Idalina Muniz, garante que isso é apenas boato: “Nós temos a intenção de conservar a fachada e fazer algumas mudanças para dar uma cara anos cinqüenta ao bar e permitir um espaço para a livraria que queremos colocar”.
Em toda a cidade vemos em construções de diversas épocas e estilos isolados, uma pequena amostra das belezas arquitetônicas perdidas. “A insensibilidade atrelada à ignorância gera feitos dessa natureza”, define o prof. Ulisses. Ele e seus alunos da nona série do ensino médio vêm catalogando os edifícios históricos do município, através de fotos e entrevistas, “dessa forma, espero que eles compreendam a importância da preservação de construções antigas para a história deles e da cidade”, reitera o professor.
A mensagem foi captada, pelo menos pela estudante Danniely Brito, que com um sorriso no rosto nos conta como foi reunir as informações pedidas pelo professor: “no começo, quando eu cheguei, estava com um pouco de medo; no bar só tem homens aí pensei que eles podiam me destratar, mas a simpatia do pessoal me conquistou, me trataram muito bem e disseram que eu era uma Fátima Bernardes, só que mais simpática”, sorri orgulhosa.
Danniely segue falando da importância histórica do edifício e das várias perdas que a cidade já sofreu, “a sociedade de hoje está tão fútil que não sabe valorizar sua história, todo lugar tem uma história e se destruir a história, tudo não vai passar de lenda, algo abstrato, as novas gerações têm direito de saber de onde vieram”. A gente também pensa assim, garota!
E aí Seu Genésio, sai mais um café?
tags: Crato CE cultura-e-sociedade
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A prova de que estamos bem próximos é dada agora pelo fato d'eu ter sido o primeiro a degustar este teu maravilhoso texto, minha querida amiga Candice. Meus sinceros aplausos e beijosCarlos Magno.
carlos magno · Rio de Janeiro (RJ) · 10/10/2007 22:20
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Querida Candice:
O texto está muito bom, flui legal, faltando uma ou outra vírgula, coisa de somenos importância. Com esta importante e crucial ressalva, isto é, mesmo achando que o texto desse jeito tá muito legal, vou cometer o desatino de propor algumas mudanças.
Por que embora não chegue a ser um defeito, eu acredito que ele não tem um, mais vários fios condutores, ora falando da lanchonte e do seu dono, ora da história do prédio, da nova proprietária, denunciando o descaso pela preservação da memória do Crato, enfim, para cada um destes tópicos caberia uma matéria separada.
Há, ou melhor, pode haver, no entanto, um fio condutor único para toda esta história que é o fato de que corre um boato na cidade segundo o qual, com a venda do imóvel, o Cinelandia vai desaparecer.
Pode até dar um pouquinho mais de trabalho, mas se você construir esta matéria partindo desse boato e conservando-o como um fio condutor até o final do texto, poderá encaixar perfeitamente tudo o que disse sobre a tradicional lanchonete, seu dono, seus freqüentadores mais assiduos, o prédio, a falta de zelo para o patrimonio histórico, o professor e seus alunos preservacionistas enfim tudo e terminar a matéria comemorando não apenas o desmentido da nova proprietária como também fato de que ela pretende montar uma livraria no local (melhor destinação cultural impossível, né?)
É, no entanto, como eu falei, embora eu ache que este rearranjo vá, inclusive, prender mais a atenção dos leitores ( o suspense: será que o Cinelândia vai mesmo acabar? funcionando assim como "Quem matou a megera da novela?") volto a afirmar que o texto assim, tá bom. Curto, grosso e bem televisivo: você decide! Espero ter ajudado!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras (PI) · 10/10/2007 23:30
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Querida,
Não tenho habilidade para sugerir edição, não é bem minha área.
Mas posso dizer que tua colaboração tem grande importância como arquivo histórico. Tem peso e medida para isso e vem num momento onde se fala muito em identidade cultural. Tem muita gente sacando isso agora.
Parabéns e me convide sempre.
Marcos Paulo Carlito · Coxim (MS) · 10/10/2007 23:49
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Carlos: muito obrigada pela primeira visita. Adoro receber os seus estímulos.
Meu caro Joca: eu ainda insisto que não sei virgular. Adorei as sugestões e acho que o problema é que quando se pare um texto, dá uma certa sensação de cegueira e não se consegue consertar mais nada, por isso a importância das sugestões de vocês. Vou tentar amarrar mais a história. Mas ao mesmo tempo, acredito na contação de estórias sem esse tal formalismo bobo, até mesmo pro texto não soar tão pesado ou cansativo. Vou ver o que faço por aqui. Valeu demais a contribuição. Ajuda bastante, sempre.
Marcos Paulo: gosto demais das estórias/histórias que refletem a necessidade que o povo tem de resgatar o passado, as lembranças, o patrimônio imaterial. Sem isso, estaríamos perdidos. Um grande abraço!!!!
e a todos: voltem pra reler e votar.
beijos, abraços e bola pra frente!
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 11/10/2007 00:42
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Candice, sobre a questão das vírgulas, dizia o meu professor de Estilos Jornalísticos: "Na dúvida, pelo amor de Deus, ponto". A narrativa está muito bacana, é o tipo de história que eu gosto de contar. Não acho que o mote do texto precise de mudanças. Se a história é rice em nuances, é comum, de repente, perder um foco, ou mesmo, estabeler um foco.
Enfim, o texto está muito bom.
Um abraço.
FILIPE MAMEDE · Natal (RN) · 11/10/2007 10:23
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Candice, adorei a matéria todinha ela. Como o Marcos, não tenho cacife pra sugerir melhoras na edição, embora ache que a matéria consegue exprimir muito bem aquilo que tem como principal objetivo.
Acho fantástica a sua preocupação com aquilo que faz parte da cultura popular. Um dia desses mesmo, ouvia a boníssima música
do grupo Aracê, trago a nós por você.
Obrigado pelo doce convite.
abço.
Sérgio Franck · Belo Horizonte (MG) · 11/10/2007 10:37
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Muito bom mesmo. O que importa é passar a idéia. Porque não escrever mais sobre os lugares, o povo e a vasta vivencia cultural do Crato? Daria até um livro. Abraços Candice.
TaYgUa's · Fortaleza (CE) · 11/10/2007 17:51
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Oi, Candice. Não vou sugerir edição não, tá? A idéia é falar sobre os pontos 'influentes' da cidade do Crato,né? Vc fez isso com muita propriedade e eu - acredito que os colegas também - visualizei o que se passa 'ali' na região central da tua cidade. Chego ao Cinelândia sem problemas.
Parabéns por mais essa produção.
Abraço
Marcela Ximenes · Porto Velho (RO) · 12/10/2007 13:16
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Candice, seu texto é muito rico de informações e levanta várias questões sobre o patrimônio histórico, principalmente sua preservação. Acho que o pessoal de Crato deve lutar para não mudar a principal característica do lugar que é, ao meu ver, é o ponto de encontro do pessoal. Na minha cidade, Alvinópolis, interior de Minas Gerais, ainda existe esse tipo de comércio, o "Ninho da Águia" e virou ponto turístico. Volto para votar. Um abração mineiro.
anamineira · Alvinópolis (MG) · 12/10/2007 14:28
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Já votei e votei. Abraços.
anamineira · Alvinópolis (MG) · 12/10/2007 14:28
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Tá aí meu anjo,
Votado com merecimento!
Marcos Paulo Carlito · Coxim (MS) · 12/10/2007 17:08
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Candice,
Bela reportagem daquelas historicamente memorável, digamos digna de um globo reporter. Não sabia que o crato já passa dos 100 mil habitantes. E, lá indo, dá um nosso abraço
a seu genésio e ao crato, andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 13/10/2007 06:26
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Felipe: adorei a dica em relação ao "ponto". da próxima vez, na dúvida, vai ele mesmo!!!! risos. que ótimo que gostou do texto. obrigada pela força e pelos comentários.
Sérgio: muito obrigada pelas visitas e pela força! até a próxima, meu caro! beijos.
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 13/10/2007 12:32
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TaYgUa's: o Crato agora está na minha mira! lembranças da infância, mudanças do povo, costumes, cultura, aspirações... meu desejo é levar o Cariri para o resto do Brasil!!! espero suas colaborações. beijos, querido.
Marcela: se vieres, será minha convidada especial para o cafezínho do seu Genésio. beijos, linda.
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 13/10/2007 12:34
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Candice, me vi tomando um café no Cinelãndia. Quando for a Crato será o primeiro lugar qeu vou parar. Muito valiosa sua narrativa. Parabéns.
Sinvaline
Sinvaline · Uruaçu (GO) · 13/10/2007 13:01
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Parabéns, Candice, pela "Cinelagem", rs...
Eu adoro bares como estes, com cara e sabor de décadas anteriores.
Adoro!
Na minha cidade, em Muqui, muitos casarões do século XIX foram destruídos também, mas para nossa sorte, mais de 200 deles foram tombados pelo Patrimônio Histórico Estadual, e há mais outros 300 em vias de tombamento.
Bjo grande!
Ériton Berçaco · Muqui (ES) · 13/10/2007 14:07
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Olhaí, a velha Cinelândia!
Já é "patrimônio cultural" do Crato, não é, não?
Parabéns, Candice!
Adorei o texto! E acho que muuuita gente tb, né? Olha o tanto de overpontos! Parabéns!
Beijos!
Ana Júlia Cysne · Fortaleza (CE) · 13/10/2007 14:48
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Olhaí, a velha Cinelândia!
Já é "patrimônio cultural" do Crato, não é, não? Rsrs
Parabéns, Candice!
Adorei o texto! E acho que muuuita gente tb, né? Olha o tanto de overpontos! Parabéns!
Beijos!
Ana Júlia Cysne · Fortaleza (CE) · 13/10/2007 14:49
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Muito bom! Votado.
Benny.
Benny Franklin · Belém (PA) · 13/10/2007 20:59
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Bom fôlego, Candice. Belas e notas.
Não cheguei a tempo da edição, fico com os comentários de tantos que te aplaudiram.
Em frente, sempre!
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 14/10/2007 22:52
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Benny: um grande abraço! e até a próxima.
Adroaldo: sua colaboração na edição será sempre muito bem vinda. avente e com coragem! abraços, querido!
Ana Júlia: mais uma cratense no pedaço, para conferir um cafezinho comigo num dia de sol mais brando, não é mesmo. o Crato anda muito quente, quem sabe um picolé na praça, não é mesmo? beijos, querida.
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 14/10/2007 23:18
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Ériton, meu caro: você e sua genesora contribuição. seja sempre nosso parceiro de overmundo. adoro os teus textos. são todos brilhantes e ricos em informações. abraços e até a próxima!
Sinvaline: quando resolver aparecer, terei o maior prazer em te levar aos cantinhos mágicos do meu Crato amado. obrigada pela visita. beijos.
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 14/10/2007 23:21
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Anamineira: você já escreveu sobre "Ninho da Águia"? acho muito bacana a luta pela preservação do patrimônio histórico de nossas cidades. Minas é riquíssimo nisso, pelo menos é o que se ouve falar. Gostaria que os cearenses tivessem mais zelo pelos seus bens mais preciosos. Beijos e obrigada pela força.
Meu caro André: sua visita é sempre uma grande honra. obrigada pelas palavras sinceras e bonitas. abraços, querido. vou dar o recado ao seu Genésio. pode deixar.
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 14/10/2007 23:25
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Comentários? amei!!!
Paris · Crato (CE) · 15/10/2007 10:49
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Muito bacana, dá vontade de conhecer o Crato.. vou guardar na memoria o lugar que vou tomar u m cafezinho quando visitar o ceará... abs
Cecilia de Paiva · Campo Grande (MS) · 15/10/2007 11:30
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Volto pra dizer que a fotografia principal, essa do Seu Genésio servindo cafézinho, além de emblemática e de representar a essência do texto, está, "fotograficamente", muito bem composto. Gostei demais.
Um abraço.
FILIPE MAMEDE · Natal (RN) · 15/10/2007 11:41
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Paris: bom mesmo é tomar um café lá contigo e saber que em qualquer canto que eu vá, você é sempre uma maravilhosa companhia, em todas sa empreitadas da vida.
Cecília: o Ceará vai sempre te receber de portas escancaradas, querida! obrigada por passar por aqui.
Felipe: seu Genésio é exatamente isso que se vê na fotografia! impressionante mesmo. só falta ela falar e contar os causos do Cinelândia. abraços, querido.
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 15/10/2007 12:37
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Em tempo: se possível Candice, me visite aqui em FOTOGRAFIAS. E não é só você que me chama de Felipe, muita gente por aqui faz o mesmo. Mas é F I L I P E com I (risos). Um abraço.
FILIPE MAMEDE · Natal (RN) · 15/10/2007 12:51
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Candy escreve com muita propriedade. Desenvoltura de escritora e doçura de cratense. Parabéns parceira
Herminia Rachel Saraiva · Crato (CE) · 15/10/2007 17:22
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oi, Candice.
uma vez vi seu blog e gostei muito.
e agora descobrindo o overmundo é uma das primeiras contribuições que encontro por aqui.
belo e bom texto, você tem mesmo talento, garota!
bjos!!
ana_isabelle · Fortaleza (CE) · 15/10/2007 19:38
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Hermê: que coisa linda a sua participação por aqui. Espero passe a escrever muito. É uma delícia falar de sua cidade, de seu povo. Beijos, meu bem.
Ana Isabelle: que bom a sua visita! já tinha lido o meu blog? que beleza? que tal escrever algo por aqui pra eu te visitar? beijos, querida. esteja sempre à vontade.
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 16/10/2007 01:50
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oi Clarice,
Consegui chegar no teu texto agora mas, votei. Não se preocupe com vírgulas... o importante é que sua reportagem está fantástica e dá pra entender muito bem. Como é uma reportagem grande demorei pra ler (estava sem tempo) mas, não desisti de conhecer um pouco da cidade do Crato. Cultura... cultura é muito bom!!!! Sabemos que nosso português é muito difícil de escrever e, mesmo os "PROFESSORES" esquecem de pontuar direito.
Parabéns pela sua reportagem!!!
Um beijo
ILZE SOARES · Salvador (BA) · 16/10/2007 10:19
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Oi Ilze, muito obrigada pela força. Com ou sem vírgulas e pontos, o texto é genuíno, mostra exatamente o que acontece todos os dias aqui em Crato, no Cinelândia, e acredito eu, que na maioria das cidades do Brasil. Todo mundo tem o que contar: cada barzinho, cada escola, cada restaurante, pastelaria, etc. E espero ter feito isso pra vocês. Falar do meu Ceará é sempre um prazer. Beijos e obrigada.
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 16/10/2007 13:41
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Candice, gosto demais do Nordeste e não conhecia Crato, não conhecia. Obrigada por nos mostrar a lanchonete Cinelândia, a Praça, o canto do Senadinho. Adorei.
Bjs e votos.
Lígia Saavedra · Ananindeua (PA) · 16/10/2007 20:35
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Querida Lígia, quando vieres, serás minha convidada de honra para café e conversa boa. Obrigada.
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 17/10/2007 22:10
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