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Nos tempos da Tec Toy

imagem do jogo Alex Kidd retirada da página http://forum.valinor.com.br
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Gustavo Bruno · Divinópolis, MG
13/6/2008 · 110 · 7
 

Quando pequeno - mais do que já sou - lembro-me muito bem de quando meu pai trouxe para casa o nosso primeiro videogame, o Master System 3. Durante um bom tempo, o esperto jogou muito mais que eu e meu irmão, já que éramos mui ruins! No entanto, após um certo tempo, começamos a dominá-lo! O videogame, não meu pai :-D! Jogos como Batman Returns, Masters of Kombat e o clássico Alex Kidd são alguns dos quais joguei bastante nessa época.

Após a queda de popularidade do Atari, o Master System tornou-se um dos consoles mais vendidos no país. Deve-se um pouco disso a parceria firmada entre a japonesa Sega e a brasileira e recém fundada Tectoy ao final da década de 80. O objetivo dela era desenvolver e produzir brinquedos de alta tecnologia, como o famoso Pense Bem, o qual também fez parte da infância de vários pirralhos dessa época. Eu demorei a ser um deles, mas, ao menos, minha versão foi mais moderna e bonitona!

Com o aumento de vendas do Master System no mundo todo, a Tectoy tornou-se representante da Sega no Brasil e passou a frabricar os consoles da empresa japonesa. Mergulhando ainda mais nestes tempos, como não entendia nada de conglomerados corporativos e a palavra globalização estava bem distante do meu entender, não sabia se era a Tectoy ou a Sega que criou o Master Sytem. Era tudo a mesma coisa! O importante era duelar jokenpo com os chefões sinistros de Alex Kidd e, caso perdesse, ficar puto e buscar o colo da mamãe.

Aqueles provavelmente foram os tempos áureos da empresa brasileira. Todavia, com a queda da popularidade do Master System e do Mega Drive, e a concorrente Nintendo dominando o mercado, os consoles da Sega foram parar no empoeirado fundão de vários armários brasileiros. E antes que o barco afundasse de vez, a Tectoy parou de fabricar apenas videogames e "ampliou" seu campo de atuação.

Atualmente, a empresa produz karaokês, dvd´s e mp3 players e variantes dos Master System 3 e Mega Drive 3, com centenas de jogos incluídos na memória. Há também um Mega Drive portátil que deve ser legal, e um bizarro cooltoy, como a empresa mesmo nomeou, o qual lê e-mails e "mais um infinidade de coisas" pra você! O nome da criatura é Nabaztag(?!?!) e até mesmo há como trocar suas orelhas(!?!?)!

A Tectoy, apesar de não ser tão conhecida como antes, a atual geração provavelmente nunca ouviu falar nela, foi, e talvez ainda seja, um importante exemplo empresarial no Brasil. Em que, consumidores e empresários preferem e investem mais no estrangeiro, resultando na minúscula porcentagem de produtos alto tecnológicos de origem brasileira. Tornando-se um verdadeiro refém em tecnologia de países norte americanos e europeus e fragilizado diante de crises de commodities.

Retornando o pensamento à minha infância, e a de vários outros, a verdade é que, às vezes, sinto vontade de esquecer todos esses complicados termos e assuntos corporativos, commoditais, tecnológicos e mercadológicos que tentamos entender, sentar-se novamente à frente da televisão e do Master System, assoprar e encaixar o cartucho do Masters of Kombat e tentar, novamente, detonar aquele chefão alienígena fodão!

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Thiago Camelo
 

Opa Gustavo! Hoje, com 25, ainda lembro da época em que, quando todo mundo tinha Atari, ganhei - na maior sorte de todas - um Nintendo. Tinha acabo de ser lançado nos EUA. Era uma coisa de outro mundo. Imagine. Vc, feliz por ter um Atari e impressionado com a tecnologia de então, é apresentado a um Zelda, a um Punch-Out. Chego a ficar emocionado quando vejo a abertura do Punch-Out, sério mesmo...
Enfim, nunca tive Master, e sei que o seu texto, de certa forma, defende os consoles nacionais... Mas minha memória é mesmo com o Nintendo :) Abração!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 10/6/2008 11:31
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Gustavo Bruno
 

Pois é Thiago, após um bom tempo eu tive um Nintendo! É claro que também gostava dele, de certa forma o joguei até mais...mas como o MasterSystem foi o meu primeiro, tenho um carinho maior por ele hehe!

Gustavo Bruno · Divinópolis, MG 10/6/2008 12:08
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Thiago Camelo
 

Ah! Esqueci de comentar do Mario Bros! E do fato de o meu pai também monopolizar o Dunk Hunt, o jogo de tiro que vinha com o Mario.

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 10/6/2008 12:08
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Saulo Frauches
 

Bacana o texto, Gustavo. Escrevi ano passado sobre algumas excentricidades que já foram feitas/adaptadas pela indústria nacional de jogos e talvez tenha alguma coisa lá que possa te interessar - e até exemplos de coisas da Tec Toy que iria falar achei melhor não me repetir, está naquele texto. De qualquer forma, rende uma discussão: as empresas que pegam uma moda vinda de fora e adaptam à nossa realidade (como jogos do Didi e da Mônica) fazem realmente algo com um 'jeitinho brasileiro'?

Saulo Frauches · Rio de Janeiro, RJ 10/6/2008 19:31
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Gustavo Bruno
 

Bom Saulo, li seu texto e gostei muito, lembro-me da época que incidente em varginha foi feito! A PC Gamer brasileira fez uma reportagem sobre o jogo e a empresa que o criou.

Se entendi a pergunta, eu acho válido quando empresas brasileiras criam jogos usando engine lá de fora mas reformulando todo o jogo. Afinal, o software já está feito e basta aprendermos com eles. Mas nos casos como o da Mônica e do Didi, apesar de serem engraçados os exemplos, afinal deve ser hilário ver a Mônica matando dragões, mostram pouca criatividade dos nosso produtores brasileiros!

É mais ou menos como quadrinhos, no Brasil há dezenas de fanzines de super-hérois brasileiros, apesar de algumas terem qualidades, elas não mostram que podemos criar sim algo mais original e brasileiros mesmo! Vai ver é por isso que artistas como o Angeli e o Larte são mais conhecidos, quando outros que seguem apenas imitar o que vem de lá fora não conseguem ser reconhecidos!

Gustavo Bruno · Divinópolis, MG 10/6/2008 20:03
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Gustavo Bruno
 

E pra quem interessar, vejam essa notícia na UOL sobre uma patente registrada pela Tectoy, sobre um novo produto que a empresa está participando no desenvolvimento. http://jogos.uol.com.br/ultnot/multi/2008/06/09/ult530u6121.jhtm

E não coube no texto, mas como você citou no seu texto Saulo, sobre empresas brasileiras que estão desenvolvendo jogos para celular, a Tectoy também tem criado alguns nesse sentido.

Gustavo Bruno · Divinópolis, MG 10/6/2008 20:05
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Alem Brei
 

Eu gostaria de um jogo do Brasil de carros em real 3d... (da filmagem da locação às telas), ex: curvas de santos, idem; marginal tietê idem...

Alem Brei · Brasília, DF 13/6/2008 18:27
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