Nos trópicos da prostituição carioca

Site oficial da novela Paraíso tropical
Bebel e Olavo: a prostituição será amenizada em Paraíso tropical.
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Vinícius Faustini · Rio de Janeiro, RJ
9/6/2007 · 122 · 5
 

Ao decidir ambientar sua novela para o horário das 21h em Copacabana, a dupla Gilberto Braga e Ricardo Linhares optou por abordar um tema que acontece nas ruas do bairro carioca. Numa das muitas tentativas da TV Globo de fazer "a arte imitar a vida", Paraíso tropical colocou como um de seus focos a prática da prostituição.

Após os primeiros capítulos (ambientados na Bahia) exibirem algumas cenas em um bordel, as prostitutas apareceram em dois prismas quando a trama se tornou carioca. De um lado, a personagem Bebel. A atriz Camila Pitanga vive uma baiana que vai para o Rio de Janeiro atrás da promessa de ganhar muito dinheiro, mas, ao chegar à cidade, ela se vê obrigada a se submeter aos interesses do cafetão Jader, feito por Chico Diaz. Do outro, os empresários Antenor e Olavo, vividos por Tony Ramos e Wagner Moura, respectivamente, homens "insaciáveis" que, além de relacionamentos amorosos, precisam sair com algumas garotas de programa para satisfazer seus desejos.

No entanto, mais uma vez um tema extremamente polêmico - e que gerou polêmica antes mesmo da novela ir ao ar, e fez com que o título pensado pelos autores (Copacabana) fosse deixado de lado por medo da cúpula global de denegrir a imagem da "Princesinha do Mar" - promete ser abrandado em função do interesse dos espectadores. De acordo com o "grupo de discussão", as cenas de prostituição de Paraíso tropical são mal vistas pelo público.

No momento em que uma obra da teledramaturgia relata uma situação comum nas ruas de Copacabana (em especial na orla do bairro), novamente os espectadores da "vida real" reclamam de uma tentativa dos dramaturgos em tornarem a novela mais próxima do cotidiano brasileiro. E o que torna a situação mais curiosa é que a prostituta "fixa" de Paraíso tropical (a Bebel de Camila Pitanga) foge do estereótipo da prostituição brasileira por andar nas ruas de Copacabana com jóias e roupas de alta qualidade, e, principalmente, por beijar seus clientes na boca (convenciona-se dizer que prostituta "topa tudo, menos beijo na boca").

Com receio de a novela sair do paraíso dos bons índices de audiência, os autores retiraram as cenas de prostituição envolvendo o personagem Antenor Cavalcanti (ele agora se envolverá com Lúcia, a mulher batalhadora vivida por Glória Pires) e deram uma nova "função" à Bebel. Em vez de precisar ir às ruas em busca de cliente, ela se tornará uma garota de programa exclusiva do vilão Olavo.

Ao que parece, a Copacabana que o público quer é um paraíso até no difícil ramo da prostituição. Coisas que só o público tropical decide colocar no ar da programação das novelas brasileiras.

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Andre Pessego
 

Vinicius, a minha opinião sobe prostitutas, aqui so vai interessar a mim. Mas vivemos historicamente, neste e noutros casos, a velha tática de quebrar o termómetro para acabar a febre. E vou votar sim senhor, com muito prazer por ter enfocado, embora como ja disse de outro angulo...

Andre Pessego · São Paulo, SP 7/6/2007 21:16
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Iva Kareninna
 

Eis aqui um pouco das histórias que nãi viram cena de novela:
http://www.overmundo.com.br/overblog/marinalva-vida-e-obra

Iva Kareninna · Natal, RN 8/6/2007 08:29
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Ferreira Neto
 

Ainda assim,esse tema não é posto as claras para uma maior discussao.Ainda que se tenha prostitutas nesse mundo tenho certeza que é um problema de toda sociedade debater.Seje em Copacabana,Vinda do Nordeste ou não como foi muito bem colocado aqui té prece que copacabana nõ ten prostituicao e cafetões sustentados por uma classe que era para ter desprezo aquelas pessoas.

Ferreira Neto · Tanquinho, BA 9/6/2007 13:43
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Maringá
 

Eu tenho muitas críticas a fazer a respeito dessa novela, ou de todas as novelas hambientadas no Rio. Para começar eu acho que o título Paraíso não é tão real quanto se quer fazer crer. Outro aspecto é que, pelo amor de Deus, existe vida além da zona sul!

Maringá · Rio de Janeiro, RJ 9/6/2007 14:04
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acreucho
 

Olha, a teledramaturgia nacional costuma seguir as tendências da audiência para mudar o rumo das novelas, o autor, coitado, não faz mais uma história, ele segue as opiniões do que é pesquisado diáriamente. Dá pra notar isso, porque muitas vezes, as novelas dão guinadas sem nenhum sentido, para um observador mais detalhista.
O tema prostituição, tratado como está sendo na novela, está deixando muito a desejar e muito fora da realidade. Cafetões costumam maltratar suas "pupilas", não são bonzinhos como o Jader.
Certamente, alguém muito grande, deve ter reclamado com a cúpula da Globo, por ter colocado um homem como Antenor, como um devasso, dado a programas com garotas, por isso a história mudou de rumo.
Mas a Globo está mantendo seu padrão. Todas as novelas tem aquele tom apelativo sobre "sexo", sem sexo não tem novela na Globo ou em nenhuma outra emissora. Banalizaram o sexo.
Sexo em televisão tornou-se algo banal, permitido a crianças, adolescentes, jovens e velhos. Acho isso um atentado à moral, mas a minha opinião tem muito pouco peso, ou nenhum.
Acho porém, que dar o sinônimo de prostituição a nossa bela Rio de Janeiro, principalmente a mais famosa área da cidade, me desculpem é algo de muito mau gosto. Embora o fato seja real.

acreucho · Rio Branco, AC 9/6/2007 23:09
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