Nossa mãe e o muro que nos unia - Reminiscências

Rogéria Leão
Eu e minha irmã, Ellen, antes da construção do muro, em frente à casa-escola
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Ériton Berçaco · Muqui, ES
29/11/2007 · 150 · 33
 

Sempre estudei em escola pública. Dois dos quatro primeiros anos da minha vida estudantil, eu e meus quatro irmãos estudamos com minha mãe, a respeitada dona Mercês. E ela sempre dizia na sala de aula, em repetidas e sonoras palavras: "Trato todos vocês aqui como meus filhos e os meus filhos como meus alunos". Era sua maneira de dizer que seria amável com todos eles e que não privilegiaria a nenhum de seus filhos por estudarem com ela.

Morávamos na roça, a uns 10 km de estrada de chão, em Muqui. Nossa casa era uma mistura de casa e escola, e isso não é uma metáfora. Morávamos no mesmo prédio da escola. Dois terços dele eram divididos em salas de aula da "Escola Pluridocente Aliança”, e o restante dava lugar a 6 cômodos que compunham a casa da professora, a nossa casa. Pelo que sei, houve um tempo em que muitas "casas-escolas" foram construídas em zonas rurais, para que a professora - que morava na cidade - pudesse passar a semana.

Bom, o que sei de fato é que nunca morei numa casa de verdade, e nunca precisei sair de casa para estudar. E foram quase 20 anos morando na mesma casa. Em dias de chuva, eu não me molhava como os outros; e também jamais subiria em uma árvore, tomaria banho de rio ou pegaria frutas em algum quintal ao voltar da escola, porque não havia um caminho entre minha casa e a escola: eu morava em uma.

Todos os meus amigos da Aliança (sugestivo nome da roça onde eu morava) viviam em casas com quintais cheios de mangueiras, bananeiras, goiabeiras, que se ligavam aos pastos, onde bois, riachos, pássaros e flores se misturavam. E essa não é nenhuma imagem árcade ou romântica pensada de um poema de Gonzaga, Casimiro de Abreu ou de uma música da Elis Regina, são imagens da minha infância.

Eu e meus quatro irmãos - os filhos da dona Mercês, a professora - morávamos numa casa-escola, com um estreito quintal, ladeado por muros construídos pelo estado e mantidos pela prefeitura. Mas, mesmo no pequeno espaço, plantamos um pé de "esponjinha", onde meu irmão construiu uma casa de árvore. Também tínhamos uma amendoeira, que chamávamos de "castanheira", bem no canto do muro. A árvore cresceu, suas raízes surgiram por sobre a terra e racharam o muro, os galhos e folhas racharam o céu, fizeram sombra pra gente brincar. Mas, a ousadia da árvore foi mal vista. Depois que minha mãe se aposentou, mudamos de lá e fiquei sabendo que a castanheira foi cortada... Ela não sabia que não podia ir além daquele muro cinza, que nos cercava.

Mas, por outro lado, aquele muro cinza foi palco de dias felizes: quando meus pais saíam de casa - no jeep, ano 66, azul -, nós brincávamos de andar no muro. E o muro era daqueles estreitos, feitos com placas de cimento sobrepostas. Um dia minha irmã caiu, machucou a perna. Noutra vez, eu caí e quebrei o braço. No muro escrevíamos com carvão, subíamos para alcançar a casa de joão de barro, ou para tirar fotos de nós mesmos. Quanta alegria! Rimos muito de tudo depois. E foi dali, por perto do muro, que eu e minha irmã - de tanto ouvir minha mãe dar aulas - apredemos a ler; antes mesmo de entrar na, ou para a, escola (se é que vocês me entendem).

E por sermos alunos, e não filhos, de nossa mãe - quer dizer, da professora -, jamais tivemos acesso às provas que ela iria aplicar para nós, seus alunos. E se colássemos, seríamos castigados. Mas, para a alegria de nossa mãe - e de nossa professora - tirávamos notas boas e éramos obrigados a ouvir que só nos dávamos bem na escola porque éramos filhos da professora...

No recreio, na sala, ou em qualquer outro lugar, tínhamos que nos comportar como filhos da dona Mercês. Se falássemos um palavrão, ou contássemos alguma vantagem, logo éramos repreendidos pelos colegas: "Vocês são filhos da dona Mercês, não podem falar palavrão!". Tudo bem, a gente não falava. Mas, se quiséssemos sair mais cedo, ou ir ao banheiro em casa, a gente não podia, afinal éramos alunos como todos os outros, nada de regalias...

Mas, pensando bem, talvez a grande regalia fosse poder ir à escola sempre que eu quisesse. Havia um armário de madeira, antigo, onde eram guardados livros e revistas - a maioria doados. Ele ficava em uma das salas. Eu ia pra lá, abria aquele armário e começava a folhear revistas e livros. Lembro-me que em 1994 eu lia atento os detalhes da Guerra do Golfo, que tinha terminado no fim da década de 80. É claro que eu sabia da guerra, mas só pude ler detalhes, ver fotos, muito tempo depois, pois a revista havia sido doada, após passar por várias mãos. Que privilégio há nisso? A leitura. Mesmo que tardia. Talvez seja por isso que, até hoje, me pego lendo jornais e revistas velhos e revendo a maneira como os fatos foram narrados à época. E juro, há coisas que me surpreendem, outras já não fazem sentido.

Entre os muitos alunos, pode não parecer, mas tínhamos bons amigos. Alguns até porque éramos justamente filhos da professora. Outros, verdadeiros mesmo. Éramos pobres como todo mundo, mas se eles podiam mais que nós, só porque eram "filhos" de nossa mãe, nós tínhamos quadro, giz, e revistas velhas bem perto. Ah, e, claro, tínhamos um muro em volta de nossa casa. Coisa que ninguém tinha por ali. Um muro! Há coisa mais urbana, mais evoluída, mais avançada que um muro de concreto? Não!

Eu me sentia em uma cidade em que, a qualquer momento, meu pai pudesse dizer: "Não passe do portão, tem carros na rua, tem isso, aquilo e aquilo outro". Só não dava pra ter essas viagens à noite, quando a escuridão nos unia aos pastos e gados e flores e pássaros, pois já não se via o muro da minha casa, e os grilos jamais nos deixariam ouvir o sussurro dos carros ou as guerras de minha metrópole imaginária.

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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Eriton:
Muito legal a tua colaboração. Vai valorizar bastante o nosso valoroso livro. Claro que estão faltando as fotos, mas duvido que as fotos possam ser algum problema para quem morou, durante 20 anos, na mesma casa-escola.Falta também a tag comum reminiscencias-de-escola. Mas sobra poesia, tando do lado de cá como do lado de lá do muro que teve o privilégio de ter você como "brincante"
Vou te enviar um convite para o grupo virtual composto pelos colaboradores do livro. Por favor, procure se inteirar do que já rolou até agora e participar ativamente do grupo. Por favor, não se esqueça da tag comum.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 27/11/2007 00:44
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Letícia L. Möller
 

Caro Ériton,

parabéns pelo teu texto! Muito bem escrito, a leitura é agradável e flui que é uma beleza.
Fiquei aqui imaginando a tua casa-escola, a mãe-professora, os irmãos-alunos, a amendoeira-castanheira... Reminiscências de escola peculiares, diferentes dos outros textos do projeto, e por isso o enriquece ainda mais - pois a diversidade é a marca de nossas lembranças escolares.
Eu apenas havia estranhado quando citas a Guerra do Golfo como ocorrida na década de 80, pois a Guerra do Golfo em que os EUA (e aliados) combatem o Iraque contra a invasão do Kuwait ocorreu entre agosto/1990 e fevereiro/1991. Mas depois percebi que houve a guerra do Iraque contra o Irã, que foi de 1980 a 1988, e que alguns consideram como a 1ª Guerra do Golfo... De modo que penso que não há nenhum problema com a referência que tu fazes. E desculpe pela intromissão...

Um abraço,
Letícia.

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 27/11/2007 05:57
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Frazao my brother
 

Muito bom. Texto que nos leva a viajar por verdades e sonhos, "rachando o céu" de todos nós.

Frazao my brother · Anastácio, MS 27/11/2007 08:58
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Saramar
 

Ériton, maravilhoso o seu texto.
Como você escreve bem! Eu me senti no seu lugar. Foi interessante porque já fui professora, não dos meus filhos, mas de primos e irmão. E falava exatamente como sua mãe. E eles também sofriam por serem "parentes da professora".

Sua casa e o seu muro, sua escola e os sonhos noturnos com os pássatos são imagens lindas que permancem na cabeça da gente, encantando.
Parabéns!

beijos

Saramar · Goiânia, GO 27/11/2007 09:01
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Ilhandarilha
 

Ériton, texto que vai na veia. Escola e vida juntinhos, sem figuras de linguagem. abraços!

Ilhandarilha · Vitória, ES 27/11/2007 11:02
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Nivaldo Lemos
 

Ériton,
seu texto está primoroso, bem escrito, com poesia, bom humor e, inclusive, com fina ironia, como na pergunta que eu adorei: "Há coisa mais urbana, mais evoluída, mais avançada que um muro de concreto?" Realmente, não há. Endosso o Joca no pedido das fotos que, acredito, valorizarão ainda mais suas reminiscências. Seja bem-vindo ao grupo e parabéns de novo pelo belíssimo texto.

Abraço

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 27/11/2007 11:13
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crispinga
 

Bem-vindo, filho da Dona Mercês!
Beijos
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 27/11/2007 12:48
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Oi Joca, já pus a tag comum.
Mande-me o convite do grupo, vou participar.
Gde abraço!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 27/11/2007 13:53
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Ériton Berçaco
 

Oi Letícia,
obrigado! Qdo me referi à guerra do golfo, falo da que ocorreu entre Irã e Iraque na década de 80, q, se não me engano, foi até 1989. E adorei a "intromissão", rs...

Ériton Berçaco · Muqui, ES 27/11/2007 13:58
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Letícia L. Möller
 

Que bom, Eriton, pois depois que "me intrometi" fiquei me sentindo uma mala... Chato dar pitaco de edição no texto dos outros!
Bem-vindo ao grupo do Reminiscências de Escola.
Um abraço,

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 27/11/2007 14:04
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Ériton Berçaco
 

Frazão, Saramar, Ilha, Nivaldo e Crispinga. Obrigado pelos comentários.
As fotos entrarão em breve, estou escolhendo e dando um jeito de escaneá-las.
Cispinga, vc falou ingualzinho aos meninos da escola, rs...
Nivaldo, o muro era pra mim um privilégio... engraçado, não?
Abraço em todos!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 27/11/2007 14:04
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Ériton Berçaco
 

Nada, Letícia, as intromissões são excelentes qdo o texto está em edição, assim a gente melhora o que não está legal! Bjão!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 27/11/2007 14:08
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Joana Eleutério
 

Ériton, que gostoso a sua prosa tão bucólica, com cheirinho de minha meninisse. Eu também já morei numa casa-escola, mas nesta época, eu não estudava mais na roça. tinha sido reprovada no exame de admissão ao ginásio e fiquei ajudando a cuidar dos irmãozinhos menores durante um ano. Minha mãe era a professora.

Obs: Estou com um texto em edição também. Confira e comente.

Grande abraço.

Joana Eleutério · Brasília, DF 27/11/2007 17:11
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anamineira
 

Ôi Ériton,
Muito lindo seu texto.
Gostei muito de saber das suas travessuras e de seus irmãos. Interessante a professora morar com a família numa escola.
Um abraço mineiro.

anamineira · Alvinópolis, MG 27/11/2007 17:54
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Cintia Thome
 

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!(
Casimiro de Abreu)

Èriton, teu relato, reminisciências é de pegar com as mãos e sorver todas as mangas e laranjas do quintal de sua casa...Tua estória vai engrandecer muito este livro. Texto rico das !diabrura" de criança, de imagens que só quem conhece pode avaliar o tanto que foi e era bom essa convivência do mundo educacional e rural...Esperemos as fotos.
Esta é e foi uma infâcia querida.Parabéns.
.

Cintia Thome · São Paulo, SP 28/11/2007 08:59
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Ériton Berçaco
 

Joana, que bom saber q vc também morou numa casa-escola e teve uma mãe-professora. Eu me sentia tão diferente por isso. Só depois entendi q a diferença é o que nos iguala a todos, pois nos identificamos em nossas alteridades.

Ana Mineira,É algo interessante mesmo morar numa escola. Eu e Joana sabemos bem disso, rs.

Cintia,
valeu pelo poema, o mesmo está no link do Casimiro de Abreu, no texto, mas muita gente não entra pra conferir, né? Tem tudo a ver com minha infância e com a infância de muitos de nós, brasileiros, vindos das roças desse país. E viva a roça! rs...

Bjos

Ériton Berçaco · Muqui, ES 28/11/2007 21:52
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Ériton Berçaco
 

A FOTO Q ILUSTRA A MATÉRIA é de 1981, qdo eu tinha 1 ano. Eu e minha irmã brincávamos no pequeno quintal ao redor da escola, ainda sem o muro.

Ériton Berçaco · Muqui, ES 29/11/2007 00:10
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Legal Eriton:
Mas você não vai querer dizer que não tem trocentas outras fotos da Dona Mercês, suas, dos manos, da escola-casa e da casa-escola, do jeep azul enfim de tudo o que os cercou durante aquele tempo, ou vai?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 29/11/2007 00:25
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Ériton Berçaco
 

Tenho sim Joca, mas estou com problemas para postar. Problemas no meu PC. Espero q eu consiga...

Ériton Berçaco · Muqui, ES 29/11/2007 00:37
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Ériton Berçaco
 

GENTE, QUE GAFE: eu não tenho 4 irmãos, tenho 3. É que somos em 4, daí, a confusão na hora de escrever... Minha mãe, eterna professora, já me corrigiu. Ela tem 4 filhos e eu 3 irmãos, rs...

Ériton Berçaco · Muqui, ES 29/11/2007 09:44
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Ériton:
Já que estamos falando em correções "Somos 4" e não "Somos em 4"
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 29/11/2007 10:14
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Ériton Berçaco
 

Valeu Joca, valeu mesmo. Se vir mais alguma agramaticalidade, diga-me por favor.
Abraços

Ériton Berçaco · Muqui, ES 29/11/2007 22:19
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Ériton:
As coisas andam "devagar" por aqui. Sugiro que escreva, como fez a Joana, para o nosso grupo virtual avisando que o seu postado já está em votação.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 29/11/2007 23:39
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Cintia Thome
 

Ériton

Volto aqui com prazer e a ilustração é linda a quem quer ser feliz sempre a recordar velhos tempos...Voto com gosto.

Cintia Thome · São Paulo, SP 30/11/2007 11:06
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Nivaldo Lemos
 

Ériton,
vo(l)tei com prazer. E parabéns pela foto, ficou ótimo.
Abraços
Nivaldo

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 30/11/2007 11:13
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Ériton Berçaco
 

Amigos, obrigado!
Eu tive problemas técnicos na hora de postar outras fotos, que enriqueceriam o texto. Mas, como não pude fazê-lo em tempo, vou tentar remediar postando as fotos no grupo de discussão, ou aqui mesmo no Banco de Cutura e colocar um link para que todos possam vê-las.
Abraços culturais!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 30/11/2007 12:16
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apple
 

Oi, Ériton!

Costumo lembrar de você devido ao seu texto sobre palavrão. (Reformatar práticas tão arraigadas e ligadas ‘a moral complica porque a gente sofre cobranças, né? De qualquer forma, creio que você tinha razão quanto a tudo o quê disse, sabe?)

Apreciei revê-lo -com toda a sua categoria- e ler mais um de seus agradáveis escritos.

Considero que seu relato é interessante tanto pela forma da escrita quanto por contemplar a um só tempo: sua vida escolar e sua vida no sentido amplo do termo.

Abraço,

Cris-Apple

apple · Juiz de Fora, MG 30/11/2007 20:15
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Ériton Berçaco
 

Oi Apple! Maçã do amor! rs...
É verdade, a gente bateu um papo legal naquele texto sobre o palavrão, foi interessante!
Acho q ainda fiquei devendo alguns argumentos sobre o q falava... mas, nada q não possamos retomar.

Obrigado pela visita a este texto, que tanto me faz lembrar dos tempos de menino, na roça q eu adorava.
Bjos

Ériton Berçaco · Muqui, ES 1/12/2007 15:15
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Candice Gonçalves
 

Adorei a história. Minha mãe era coordenadora e professora da escola onde eu estudei a vida inteira, e também escutei muito dos coleguinhas menos estudiosos que eu só tirava nota dez porque a minha mãe era a coordenadora. risos. parabéns pelo relato, pela linguagem lúdica e suave por todos os bons e bem-vividos anos em Aliança. Beijos, meu amigo.

Candice Gonçalves · Crato, CE 1/12/2007 15:46
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Ériton Berçaco
 

Querida Candice,
é bom saber q há outros "filhos de professora" lendo este texto. Aliás, todos somos filhos de professoras. Ser mãe é ensinar e aprender, assim como ser professor.
Bjo no coração de sua mãe e outro grande pra vc!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 1/12/2007 15:54
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apple
 

Ériton,

Iniciei um texto para o Projeto Reminiscências em que falava sobre a minha mãe. Cheguei a postar, mas retirei da edição. Acho que você não chegou a ver.

Minha mãe é educadora também. Só que ela não é profissional de sala de aula. Ela é pedagoga e trabalhava com supervisão/direção.

Por 2 anos, estudei em escola que ela dirigia, sabe? Só que eu nem via a cara dela. A gente não se encontrava. Só que muitos alunos sabiam e comentavam. (Até hoje ainda encontro com aluno na rua que me reconhece e lembra da minha mãe.)

Bjs

apple · Juiz de Fora, MG 2/12/2007 11:27
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Ériton Berçaco
 

É mesmo difícil de "fugir" dessa marca de filho de professora, mas é uma marca boa, porque remete a muitos conhecimentos e a momentos de descobertas bem pertinho daquela que nos ama tanto.
Bjos pra sua mãe!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 2/12/2007 17:15
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Ana Murta
 

lindo texto! Traz saudade.

Ana Murta · Vitória, ES 9/1/2009 11:16
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