Nova entrevista com o poeta piauiense Elias Paz e

Créditos desconhecidos
Poeta piauiense Elias Paz e Silva
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Cláudio Carvalho Fernandes · Teresina, PI
24/7/2011 · 3 · 0
 

Nova entrevista com o poeta piauiense Elias Paz e Silva




ENTREVISTA com o poeta piauiense Elias Paz e Silva – PARTE 3

1. Como você se insere no atual panorama da literatura brasileira de expressão piauiense? Vê-se filiado a alguma geração ou movimento literário específico ?

R – Meu primeiro livro, apesar de ser na década de oitenta – o Poemário I – foi impresso em mimeógrafo. Daí, “alguém” já me filiasse a essa geração.


2. Onde a confluência da ética e da estética em sua produção/vida literária?

R- Escrevo o que sinto, vejo, imagino. E isso é coerente com o padrão que me escolheu.


3. Como se dá o seu processo criativo?

R- Às vezes em “glossolalia”. Todavia, sempre em avalache como um rio. Passo muito tempo sem produzir nada, porém quando dou à luz sempre é uma “enxurrada” de filhos.


4. Como você situa a sua produção literária numa auto-análise crítica?

R- Sou um poeta contemporâneo, moderno, livre de armadilhas e escolas literárias.


5. Cite 10 autores indispensáveis em todos os tempos e épocas para a compreensão, percepção e degustação do fenômeno literário no Piauí, no Brasil e no mundo.

R- O Eterno, com seu “Tanach” e “Habrit Hadashar”. Entre os de língua portuguesa, que foi o que mais li, no meu processo de formação literária, vejo Camões – o lírico e não o épico -, Bandeira, Oswald de Andrade, Mário Faustino, H. Dobal, entre outros.


6. Precisa dizer algo de dentro de si ainda não dito?

R – A arte, de um modo geral, e a literatura, em particular, são produções do Espírito de D’us em conjunto com o espírito do ser humano. Portanto, criação, conselho, consolo...


7. Como você define o homem-poeta em seu tempo/espaço de vida?

R- Deve ser engajado na “Tikun Olam” – retificação do mundo – seja com sua arte, seja fazendo “Tadakah” ou “Maasse, Tovin” (boas obras).


8. Quais são as suas influências/confluências estético-literárias?

R – Oswald de Andrade, Mário Faustino, Manoel Bandeira, Paulo Machado e Cineas Santos.


9. Parece que as pessoas, comumente, não vêem da melhor forma possível o “novo” nas artes em geral. Por que isso acontece? Qual a sua opinião sobre a inovação na poesia e nas artes? Há perigos na busca constante por inovação? Você acha que esta tendência se acentuou nos últimos anos? Você considera inovadora a sua poesia?

R – A novidade tem sabor de eternidade. Cada uma das gerações tem seu elemento novo e criativo. O renovar-se constantemente é necessário à vida, por conseguinte às artes.


10. A poesia é útil? Para que serve a literatura num país como o Brasil, hoje, ou no mundo atual?

R- Serve para consolar o espírito do homem, para perenizar nele a imagem e semelhança do Criador.


11. Você considera que a poesia está em crise?. Como você vê a poesia hoje?

R- A poesia nunca está em crise, como criação. Ela é eterna como Eterno é seu Criador, a vida, e o homem...


12. Há algum poema que te marcou ao longo da vida?

R- Vários, muitos. Não me ocorre nenhum no momento em que respondo essa entrevista.

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