O ANJO CAMPONÊS E A COLHEITA DE UVAS

Luiz Antonio Cavalheiro
O Anjo Camponês e a colheita de uvas. Mistério desvendado.
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Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ
21/9/2007 · 299 · 37
 

1952. Imensos andaimes por toda a Igreja do Santíssimo Sacramento em Cantagalo, interior centro-norte fluminense. O pintor italiano Nardi começava a esboçar o seu próximo painel: uma figura angelical numa colheita de uvas. Estava perturbado com a discussão que havia acontecido com o Padre Crescêncio sobre o Cristo do altar. Um coroinha curioso levantou os panos que cobriam a pintura e entreolhou um Cristo crucificado que usava calção! Os dois, padre e pintor, tiveram uma acalorada conversa tipicamente italiana em que o final foi o acerto de que o calção seria substituído pelas vestes tradicionais. Tudo por conta do coroinha, haveria o pintor de comentar com os seus pincéis ao saborear uma taça de vinho tinto. Mais tarde, enquanto esboçava o anjo colhedor de uvas, as famílias chegavam para a próxima missa rezada ali mesmo debaixo daquele monte de madeiras e estruturas. Devia fazer calor. Penso que fazia. Há tempos, Nardi já havia percebido um rosto expressivo e delicado de uma das moças da região. Era o rosto de Ana. Ela sempre se sentava no mesmo banco e agora próxima do artista italiano e a tela da colheita das uvas. Nardi , por tanto olhá-la e gostar dos traços de seu rosto juvenil, o transpôs para o painel.

Assim deve ter sido... Minha cabeça de escritor criou essa ficção.

Agosto de 2007. Um encontro casual com o restaurador e professor de artes Gilson Andrade, no Colégio Estadual Maria Zulmira Torres, enquanto eu esperava pelo funcionário que abriria a Casa de Cultura Euclides da Cunha, foi o início da busca pela “moça” das uvas. Aproveitei o tempo para entrevistar o responsável pelo segundo restauro dos painéis de Nardi e, com a minha intuição me cutucando, liguei o meu pequeno gravador e registrei a conversa. Sempre há algo interessante oculto nas camadas de tinta de pinturas antigas e foi a isso que me apeguei. E estava certo quando dentre uma coisa e outra o restaurador falou sobre uma moça que havia servido de modelo ao pintor e que ainda morava em Cantagalo. Ele só não sabia o nome...

Com essa história tão boa, acionei mais uma vez o Professor João Bosco Bon, um historiador e “detetive” de mão cheia que já teve participação crucial num outro artigo escrito para o Overmundo. Outro grande historiador cantagalense – o Professor Gilberto Cunha – também participou ativamente da descoberta desse novo mistério. Sim, passou a ser um mistério cheio de controvérsias. De um lado, Dona Dirce Machado – guardiã das memórias de Cantagalo – e Sr. Jorge Ferreirinha – coroinha que , em 1952, descobriu o Cristo de calção – afirmam que as semelhanças do anjo do painel com alguém conhecido são muitas. Dona Ana? Ambos desconversam, sorriem e admitem a possibilidade... Por outro lado o Professor Gilberto Cunha defende que não há elementos suficientes que abalizem a história. Eis a síntese de seu raciocínio:

1 – Ana, na ocasião, morava na Fazenda de Santana, distante da sede e a freqüentava apenas para assistir às missas, estudar e a passeio com os pais. Era impossível que tivesse servido de modelo para Nardi, já que a demanda de tempo seria demasiada para o feito;

2- Naquela época, os padrões mais rígidos de educação familiar não admitiriam que uma moça ficasse à disposição de um pintor para servi-lhe de modelo;

3- Em todos os painéis, inclusive nos principais, “ O Milagre de Santa Clara” e “ O Milagre de Santo Antonio”, as faces humanas, angélicas e divinas são idênticas, mudando apenas a posição, cor de cabelo e outros pequenos detalhes. Um esboço único para todas as faces descarta a participação de uma moça local;

4- Por fim, pessoas da convivência de Dona Ana nunca relataram nada que indicasse o acontecimento.

As conclusões do Professor Gilberto Cunha, notável pela grande sabedoria e vasto conhecimento sobre a história de Cantagalo, deixou-me totalmente desiludido e sem a boa história pra contar. A não ser aquela do início desse artigo que a minha cabeça em devaneios criou.

Toda história em que muito se mexe...

O Professor Bosco, por causa do tempo seco, sem chuvas e a baixíssima umidade do ar em nossa região nessa época do ano, ficou adoentado por conta de uma rinite alérgica. Tentei incomodá-lo o quanto menos. Mas há nele um vírus potentíssimo: o vírus do “fuça-fuça”. Bosco não se agüenta quando cai no colo dele uma história como essa. Foi através de uma boa conversa com a sua mãe, Dona Eva Maria de Paula Bon, que o sol voltou a brilhar nos vinhedos do painel da Igreja. Dona Eva confirmou a teoria de Dona Dirce e Sr. Jorge e entre um telefonema e outro, a mãe de nosso “detetive” partiu em busca da verdade. Primeiro tentou encontrar Dona Ana na missa. Em vão. Depois ligou para ela ( Bosco tem a quem puxar certamente!) e a história, em nome da preservação da memória cantagalense, depois de anos sem ser contada veio à tona.

Santa Clara clareou...

15 de setembro de 2007. Ao telefone, as duas senhoras conversavam. Talvez o diálogo tenha sido esse:

(...)
EVA - Ana, um rapaz tá querendo saber sobre as pinturas da Igreja...
ANA - (silêncio)
EVA - Muitas pessoas já disseram pra ele que aquela mocinha colhedora de uvas se parece com você...
ANA - (mais silêncio)
EVA - Ana... Você serviu de modelo para o pintor italiano naquela época?
ANA - Pra que ele quer saber sobre isso, Eva?
EVA - É uma reportagem. Ele está querendo ajudar a preservar a nossa história. Só falta você confirmar e...
ANA - Está bem. Mas não servi de modelo para o Nardi.
Do outro lado da linha, Dona Eva frustrada.
ANA - Na verdade, como eu sempre me sentava próxima ao painel da colheita de uvas para assistir às missas, ele acabou transferindo traços do meu rosto para o anjo. Mas ele mesmo nunca me disse isso. E por não ter essa confirmação, não gosto de sair por aí propalando essa história. Mais tarde, o próprio Nardi comentou com um advogado amigo de minha família que havia pintado o painel inspirado nos traços do meu rosto. Não há como confirmar isso agora, pois o advogado morreu há algum tempo.
(...)

A conversa terminou com Dona Ana Maria Luterback do Amaral permitindo que a história fosse aqui contada. Memória resgatada. Mais uma página escrita e final feliz para todos nós que compartilhamos tudo isso.


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baduh
 

Eita, Cavalheiro, que trabalho primoroso, rapaz!

Coisa de historiador/escritor, dos bons! Impecável, irretocável!

Os meus mais efusivos parabéns! Toca escrever mais e mais!

Abração,

Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 18/9/2007 21:57
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Poxa, Baduh! Valeu mesmo por esse comentário! Fiquei na dúvida se tinha dado o tom certo ao artigo, mas agora estou mais tranqüilo.
Obrigado pelo incentivo. Sempre.
Abraços

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 18/9/2007 22:02
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FILIPE MAMEDE
 

Gostei de tudo. Matéria completíssima. Multiplicidades de fontes, fotografias, audio... bem escrita, trabalho primoroso... história das melhores.
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 19/9/2007 08:17
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Valeu, Filipe!
Muito obrigado por esse comentário. Na verdade, a história das pinturas no interior da Igreja do Santíssimo Sacramento em Cantagalo é riquíssima. Quando, porém, me deparei com a história da "moça" das uvas fiquei empolgado em levá-la até o fim e trazer o nome do rosto inspirador ao conhecimento de todos.
Confesso que quase não consigo. Mas aí está o fruto de um trabalho que realmente deu "trabalho" e só os bastidores de tudo daria um outro artigo tão importante quanto.

Muito obrigado e abraços.

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 19/9/2007 10:36
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FILIPE MAMEDE
 

Pois não se faça de rogado e traga para nós mais estas impressões; o making off da históra será mais que bem-vindo. Estamos esperando...

Abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 19/9/2007 10:48
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Adilson Sarti
 

Parabéns cavalheiro!!!
Afinal de contas, o que é que vc não faz?
Rapaz, a cada dia me surpreendo com uma nova faceta sua!!!
Agora, um excelente historiador!!!
Ainda bem que podemos desfrutar de todo esse talento!
Abração

Adilson Sarti · Duque de Caxias, RJ 20/9/2007 10:22
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baduh
 

Voltado! Neologismo de voltar para votar... kkkkkkk
Parabéns, de novo, mano! Excelente trabalho!
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 20/9/2007 15:42
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Andre Pessego
 

Adorei, até mesmo por me situar entre analfabeto e desligado
desse outro lado, me fou um aulão e tanto, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 20/9/2007 20:58
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Nydia Bonetti
 

Maravilhoso trabalho. Sabe que descobri que gosto ainda mais do overbloc do que do meu cantinho do banco de cultura, que também amo tanto!!! Me deu vontade de mudar para cá! Mudar o foco... rsss. Parabéns! Vtdo!

Nydia Bonetti · Piracaia, SP 20/9/2007 23:16
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Oi, Baduh!

Obrigado por ter "voltado"!
Abraço, amigo!

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 21/9/2007 12:15
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Oi Nydia!
Também gosto do banco de cultura, tenho algumas coisas por lá!
Mas gosto mesmo daqui. Vem pra cá também!

Beijos e obrigado

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 21/9/2007 12:17
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Oi André!

Valeu mesmo por ter gostado.

Obrigado

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 21/9/2007 12:17
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W@nder
 

Cara, que reportagem hein... Mais um excelente trabalho! A preservação da arte e da memória cultural te reverenciam (e a todos que contribuiram).
Abração.

W@nder · Rio de Janeiro, RJ 21/9/2007 12:46
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Cintia Thome
 

Muito bom texto, informativo. Você foi fundo, pesquisa, um verdadeiro jornalista atrás da verdade. E assim também nos enriquecemos sabendo mais sobre o pintor Nardi. Garimpou mesmo!

Cintia Thome · São Paulo, SP 21/9/2007 13:08
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Senhorita Miller
 

va se foder!
você sabe fazer tudo?
primoroso trabalho de pesquisa e ainda coloca o texto de uma forma clara, objetiva, e incrivelmente bem escrita.
as fotos, ta tudo lindo.
surpreendente, a materia e seu trabalho, não sei o que elogiar mais

vou contar pra todo mundo que você é meu amigo.
hehehe
beijos, e parabéns mesmo

Senhorita Miller · São Paulo, SP 21/9/2007 13:59
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Rita Costa
 

Entrei há poucos dias, e o que tenho observado lendo muito por ai...
e confirmo aqui ao terminar de ler seu texto é que a cada convite que recebo para conhecer mais um trabalho, não se abre a minha frente só um leque de informações culturais.
Melhor que isso,... de excelente qualidade.
Luiz,... parabéns por esse belíssimo texto, que tenho certeza, tendo em vista todo ele se tratar de uma leitura enriquecedora e instigante, ter sido para você altamente prazeroso ter feito.
Grata pela lembrança e partilha amigo.
Votadíssimo ! Um abraço.

Rita Costa · Rio de Janeiro, RJ 21/9/2007 14:05
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Fala Wander!
O mais bonito de tudo isso é que desde de criança vou a essa Igreja e um dos painéis que sempre me chamou a atenção foi o do anjo colhedor de uvas. Ele fica num canto, não é o mais bonito e nem é o mais valorizado pelas pessoas. Eu namorava esse painel há muito tempo... ( ou será que ele é que me namorava?). Daí quando, numa conversa com o restaurador Gilson, percebi que tinha história e das boas sobre o painel, fiquei tão envolvido que acabei mudando até o rumo inicial que esse artigo teria... Pelo que vejo, valeu a pena!

Obrigado sempre!

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 21/9/2007 15:02
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Oi, Cintia!
Muitas pessoas da própria cidade não conhecem o trabalho do pintor Nardi. Tenho medo de que, poderes dados a pessoas erradas, possam "pintar de cinza" toda a obra dele. Deus e os cantagalenses queiram que não! Seria um crime. Apesar das restaurações recentes e muito bem feitas, a Igreja parece precisar de obras estruturais mais sérias para que as pinturas não sejam danificadas por vazamentos, por exemplo.

Grande abraço e obrigado.

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 21/9/2007 15:08
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Ei senhorita!!!! Tô precisando mesmo....kkkkkkkkkkkkkkk
Minha senhorita querida, não sei cantar e danço mal (risos)

Muito obrigado por me prestigiar com seu comentário. Sou seu fã desde do meu engatinhar aqui no Overmundo!

Beijocas

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 21/9/2007 15:15
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Olá Rita!
Então seja muito bem-vinda!
Realmente foi um dos artigos mais prazerosos que já fiz para o Overmundo. Gosto dessa linha investigativa e como eu já disse anteriormente, as investigações quase não deram em nada. Tive sorte de ter em minha companhia pessoas como o João Bosco e Dona Eva, Dona Dirce, Sr. Jorge, Gilson Andrade ( que me aguçou os sentidos pra tudo isso) e Gilberto Cunha. Pessoas que realmente se preocupam em preservar a memória da cidade onde vivem.

Ah... e também não posso deixar de agradecer a Dona Ana, pessoa que nem tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas que por amor à sua cidade permitiu que o nome dela fosse revelado.

Legal né!?

Abraços carinhosos

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 21/9/2007 15:21
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Rynaldo Papoy
 

Interessante.

Rynaldo Papoy · Guarulhos, SP 21/9/2007 16:08
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Matheus Muzy
 

Com tanta reviravolta parece até novela mexicana...rsrsrsrsrsrs!!!
Belíssima matéria!
Parabéns Luiz!!!

Matheus Muzy · Cordeiro, RJ 21/9/2007 16:23
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Mansur
 

Que bacana! Interessantíssimo!
Parabéns
Grande abraço

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 21/9/2007 16:30
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Oi Matheus... tá sumido hein rapaz!
Obrigado por ler, votar e comentar!

valeu!

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 21/9/2007 17:26
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Oi Mansur!

Obrigado por ter lido, votado e comentado!
Valeu mesmo!

Grande abraço!

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 21/9/2007 17:29
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carlos magno
 

Adorei esssa sua persistência em desvendar o importante acontecimento e o resultado dessa pesquisa foi o sucesso que você tanto esperava, amigo Cavalheiro. Meus sinceros aplausos e abraços.
carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 21/9/2007 17:44
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carlos magno
 

Voltei para votar.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 21/9/2007 17:45
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Marcos André Carvalho Lins
 

muito bom, Luiz.
texto de primeira, prendeu minha atenção até o final!!!
parabéns!!!
abraços,

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 21/9/2007 17:49
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Patricia Moreira
 

Muito bem escrito, muito criativa essa junção ficção e história. Esse resgate histórico romanesco! Adorei o texto! Uma pérola no OVERMUNDO se tivesse os mil votos os mil daria! Perfeito. ficarei mais de olho em suas colaborações daqui para frente. Parabéns!

Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 21/9/2007 19:36
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crispinga
 

Cada vez melhor seu lado repórter,investigador, contador de casos...
Parabéns

crispinga · Nova Friburgo, RJ 21/9/2007 19:48
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Patricia Moreira
 

Poxa deveria ter colocado as imagens em algum programa de edição e clareado um pouco. Mas idependente disso, são excelentes! Um abraço!

Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 21/9/2007 21:30
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Ériton Berçaco
 

Adorei o texto.
Tem ficção verdadeira. A verdade é ou não uma ficção?
E a história? O que seria dela sem a literatura e um bom fuça-fuça?
rs...
Abraço!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 21/9/2007 22:20
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Lígia Saavedra
 

Luis, olá
Nossa, que maravilha de texto e olhe esse italiano Nardi esteve aqui pelo Pará e deixou algumas obras espalhadas pelas igrejas daqui. Vc sabia?
Votadíssimo.
Bjs

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 22/9/2007 18:58
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Adroaldo Bauer
 

Dona Ana pode não ser quem deu feição ao anjo, mas é santa pessoa, não é fato,Cavalheiro?.
Bonita história. Viva tu.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 22/9/2007 19:18
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Benny Franklin
 

Primoroso detahamento da história religiosa mineira.
Texto irretocável. Mandou bem, Cava!
Abçs. Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 22/9/2007 20:03
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Spírito Santo
 

Essência pura.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/9/2007 19:39
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Nivaldo Lemos
 

Meu querido Cavalheiro,
minha falta de tempo me faz cada vez mais estúpido. Como pude demorar tanto para vir ler seu texto? Um texto bem escrito, uma história maravilhosa e um título genial compõem, melhor dizendo recompõem a verdade dos fatos que Cronos muitas vezes nos surrupia, mas que sempre fica na memória de alguém como a Dona Ana que você descobriu. Parabéns pelo belíssimo trabalho e pela deliciosa descrição do fato - sim, porque agora, graças a você, o que antes era pura especulação tornou-se fato, história, acontecimento na memória de todos. Cá pra nós, essa histórias daria um belo roteiro pra cinema...

Um forte abraço e, novamente, me desculpe pela demora.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2007 11:42
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Assinatura de Antonio Maria Nardi em um dos vitrais da Igreja. zoom
Assinatura de Antonio Maria Nardi em um dos vitrais da Igreja.
Ano da pintura do Anjo e as uvas: 1952 zoom
Ano da pintura do Anjo e as uvas: 1952
Igreja antes das pinturas de Nardi. zoom
Igreja antes das pinturas de Nardi.
Professor Gilberto Cunha. Um dos guardiãos da memória cantagalense. zoom
Professor Gilberto Cunha. Um dos guardiãos da memória cantagalense.
Ao fundo, o Cristo. No meio, o Anjo,  e à direita, O Milagre de S. Antonio. zoom
Ao fundo, o Cristo. No meio, o Anjo, e à direita, O Milagre de S. Antonio.

áudio

Trechos de entrevista com o restaurador Gilson Andrade

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Trecho de entrevista com Professor Gilberto Cunha e a sua tese sobre o painel.

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