O balanço da Jornada

João Vicente Kurtz
Na décima segunda edição da Jornada, 110 escritores participaram dos debates
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Guilherme Mergen · Passo Fundo, RS
6/9/2007 · 151 · 3
 

Se fosse iniciar esse relato sobre o término da Jornada Nacional de Literatura como a maioria dos jornais, diria que o circo da cultura esvaziou, a enorme lona colorida foi desarmada e a 12ª edição da festa das letras encerrou – como o fim de uma feira de livros, em que as estantes são desmontadas e as obras recolhidas. Mas, de fato, as jornadas de Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, não se restringem a apenas um evento de comercialização de livros, com a presença de seus autores. Críticas à parte – eu mesmo as farei mais adiante -, a programação de cinco dias de atividades é apenas a concretização de uma movimentação cultural interminável.

A lona realmente foi desarmada, mas os assuntos ali abordados seguem outro rumo. Agora, essas discussões têm a missão de incentivar a formação de novos leitores, o principal objetivo da Jornada. Os professores, maioria a ocupar o circo, difundem as idéias dentro da sala de aula, a fim de provocar o aluno à leitura. Frente a frente com o autor, o participante da Jornadinha – crianças e a adolescentes – foi desafiado a folhear as demais obras dos escritores presentes, além daquelas lidas durante o período de preparação para o encontro, chamado de pré-jornada. Para simplificar a idéia – sempre defendida a unhas e dentes pela idealizadora e coordenadora da manifestação cultural, Tânia Rösing –, o encontro, considerado o ápice da movimentação e realizado a cada dois anos, é o momento de contato direto dos leitores com os autores dos livros lidos. Nesta 12ª edição, a Jornada recebeu mais de 100 escritores, oriundos de nove países, e mais de 200 artistas.

Após cinco dias de correria e a duas horas do encerramento oficial da festa, minha última missão – praticamente impossível - era uma conversa com a professora Tânia. Quase desistia de tentar uma palavrinha antes do início da solenidade quando a enxerguei de longe, vestida com o moletom azul usado por toda comissão organizadora. Acelero o passo e chego até a coordenadora da Jornada.

- Professora Tânia, já podemos fazer uma espécie de balanço final?, pergunto.
- Claro, vamos até a sala de vocês (imprensa), responde.

Calma e aparentemente feliz, Tânia Rösing sentou-se no local ocupado pelos escritores durante as entrevistas coletivas. Antes de qualquer pergunta, ela dispara: “quero dizer que tudo valeu a pena! Nós levamos muito tempo preparando essa jornada, até porque continuamos com as atividades realizadas em escolas enquanto organizávamos o evento em si”. Se a Jornada como evento se encerrava em menos de duas horas daquela conversa, a professora já guardava no bolso uma lista com nomes de autores que manifestaram interesse em retornar para a 13ª edição.

Sinceramente, entrevistei Tânia umas seis vezes em dois anos. Nessas conversas, ela nunca deixou – e nem cansou - de comparar a Jornada com outros eventos de literatura realizados no país. “As pessoas precisam entender por que somos diferentes de uma bienal do livro, de um salão do livro. Essas feiras recebem milhares de crianças, mas elas entram em uma ponta e saem na outra, sem saber a que vieram e sem conhecer um autor. Aqui há uma preparação dos leitores”, orgulha-se. Entre um gole de água e outro, aquela descrita como fenômeno da natureza cinco dias antes respondia pergunta a pergunta, sempre com argumentos fortes. Para tentar desviar a conversa de assuntos facilmente respondidos, questiono se a Jornada atingiu seu limite ou ainda pode expandir. Ainda mantendo a calma, Tânia pára e pensa. Após uma pausa de 10 segundos, ela me olha e comenta: “a jornada pode crescer sim, eu não digo em número de pessoas, mas em atividades paralelas”. Sempre esperta ao conversar com jornalistas, ela garante que a maior preocupação da comissão organizadora é manter a qualidade.

LIC x Jornada
Criticada pela maioria dos escritores, a decisão do Conselho Estadual de Cultura de vetar a liberação de cerca R$ 1,1 milhão à Jornada, através da Lei de Incentivo à Cultura, parece não ter prejudicado o andamento da programação. Sinceramente, acreditava que o parecer comprometeria o evento. Com exceção dos atrasos nos aeroportos ou problemas de saúde de autores, nenhuma atividade foi cancelada. Na minha última pergunta à professora Tânia, questiono a posição contrária do Conselho pela primeira vez em 26 anos de Jornada. “A partir de agora, essa reprovação é uma questão jurídica. Nossa assessoria trabalhará para ver como resolverá isso. Eu não tenho mais nada a falar sobre esse assunto”, responde bem menos calma.

Tânia evitava se pronunciar sobre o assunto, mas os autores faziam questão de alfinetar o Conselho. O parecer contrário ao patrocínio foi criticado incessantemente durante os cinco dias – só eu ouvi mais de 20 manifestações contrárias. Apesar de não exercer influência sobre os membros responsáveis pela decisão, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, cancelou sua passagem pela Jornada. Nos corredores da movimentação cultural, informações garantiam que um dos motivos da ausência da governadora era a insatisfação com a decisão do Conselho de Cultura. Na minha opinião, esse não foi o único fator. Como a educação pública do Estado enfrenta uma de suas maiores crises e Yeda protagonizou ações que descontentaram alunos e professores, ela possivelmente se livrou da vaia mais constrangedora desde a sua posse.

Na cerimônia de encerramento da Jornada, quando a organização tentava evitar qualquer ressurreição da polêmica da Lei de Incentivo à Cultura, os escritores Ignácio de Loyola Brandão, Júlio Diniz e Alcione Araújo tornaram público um documento elaborado em conjunto com os imortais da Academia Brasileira de Letras em prol da movimentação cultural. Com mais de cinco mil assinaturas, a manifestação deve ser encaminhada aos membros do Conselho Estadual de Cultura – pelo menos essa foi a promessa dos “três tenores” da Jornada. “Através desse documento, queremos mostrar a essas pessoas o quanto estão erradas e precisam abrir mais os olhos”, comenta Júlio Diniz.
(Só para lembrar: na justificativa do parecer contrário à liberação dos recursos para a Jornada, o relator do processo, conselheiro Luiz Paulo Faccioli, apontou diversos questionamentos sobre o evento. Entre eles, o fato de que as inscrições são cobradas. Como parte do dinheiro que custeia a realização da Jornada vem dos cofres públicos, Faccioli entende que deveriam ser gratuitas. O relator chegou a ser afastado do cargo a pedido da governadora, mas garantiu o retorno com um mandado de segurança na Justiça. Por e-mail, tentei entar em contato com Faccioli para detalhar os argumentos que levaram o Conselho a vetar o fincanciamento da Jornada e também ouvi-lo sobre os manifestos contrários liderados pelos escritores presentes na manifestação cultural. Através de mensagem eletrônica, fui informado de que ele está em viagem no exterior e que só responderá minha mensagem após o retorno. Em meio a toda polêmica, Faccioli evitou se manifestar sobre o assunto).

Com o término da Jornada e sem a aprovação da LIC, uma pergunta permanece sem resposta: quem quitará essa dívida superior a R$ 1 milhão? O valor corresponde a um terço do orçamento total do evento. A dúvida, não respondida pela professora Tânia durante nossa entrevista final, ganhava versões nos bastidores do circo da cultura no último dia. Atento, ouvia as conversas – oriundas de pessoas sem ligação com a organização. Na especulação mais provável, espécies de testemunhas dão conta de um acordo firmado boca a boca entre a coordenadora da manifestação cultural e a prefeitura. Metade da terra para tapar o buraco viria do poder municipal e o restante da Universidade de Passo Fundo, promotora do evento. Até agora, nada confirmado. O Boeing, como a Jornada foi descrita por Ignácio de Loyola Brandão, ainda balança. E a turbulência insiste em continuar, agora no setor financeiro da Jornada.

Da polêmica polonesa ao historiador italiano
Se fosse dividir a visita dos mais de 100 escritores à Jornada Nacional de Literatura, pelo menos três episódios seriam obrigatórios: a presença do premiado Mia Couto, a polêmica provocada pelo polonês Miroslaw e a passagem do italiano Ginzburg. Com o romance “O outro pé da sereia”, o moçambicano Couto venceu o prêmio Zaffari Bourbon e retornou ao seu país com R$ 100 mil na bagagem. De poucas palavras e tom de voz baixo, ele ainda ficou sabendo na Jornada que é um dos finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Boa Sorte!

Enquanto Couto recebe prêmios, o desconhecido autor polonês Miroslaw Bujko protagoniza polêmicas – a maior da Jornada desse ano é dele. O escritor participava de um painel de discussão quando recebeu um bilhete da platéia. A nota, encaminhada justamente por um grupo de cinco estudantes polonesas, pedia para que ele se calasse e parasse de envergonhar o seu país.

Sem dúvida nenhuma, a maior estrela da Jornada foi o historiador italiano Carlo Ginzburg – a opinião não é apenas minha, e sim da imprensa em geral. Animado, ele topou conversar comigo – ou pelo menos tentar. Durante 15 minutos, tentamos nos entender em idiomas distintos, até eu descobrir que ele fala inglês. Um pouco tarde demais, restavam mais 10 minutos de entrevista. No curto tempo, o italiano e eu dissertamos sobre o conflito entre história x ficção. Aliás, a dualidade é o tempero favorito nas obras do escritor, como no caso de “Queijos e vermes”. O próprio italiano se caracteriza como um autor que escreve em tópicos literários. “Eu escrevo histórias com uma consciência literária. Isso tem um pouco de influência da minha família. Minha mãe era novelista”. Pergunto ao europeu a partir de quando a ficção passa a ser prejudicial à história. Visivelmente acostumado a responder esse questionamento, o italiano revela que a ficção pode ser prejudicial ou útil à história. “Para ser crível, a ficção precisa fazer referência a um evento histórico. Mesmo no romance, onde muito é ficção, há algo que aponta para um contexto histórico. Portanto, pode ser usado por historiadores como fonte histórica”, explica e confunde ao mesmo tempo.
- Como assim? Então você fala em usar a literatura como resgate histórico?, pergunto.
- Exato, como uma fonte histórica. Mas claro que o contexto precisa ser muito bem analisado e aquele não pode ser o único instrumento a ser analisado para esse resgate, rebate.
- Isso é um assunto que poderia render horas e mais horas!, completa.

Manifesto solitário
Praticamente escondido na enorme dimensão da manifestação cultural, o escritor e funcionário público Júlio Pérez ensaiava um protesto silencioso na penúltima noite da Jornada. Apontado como corajoso por alguns participantes, bateu de frente com a comissão organizadora. O motivo: a ausência de autores locais. O valente escritor montou uma mesa justamente na entrada do portal das linguagens, onde estão gravuras de escritores presentes em outras edições da Jornada. Sobre a mesa, colocou cerca de 10 exemplares de sua obra, intitulada “Expresso instante”, e arriscou uma última ousadia antes de sentar: fixou sobre a estrutura das gravuras um cartaz com as seguintes palavras: autor local. Não precisava de mais nada. A presença de Pérez já incomodava a organização.

Enquanto entrava no pavilhão onde estava montada a sala de imprensa, percebo o protesto solitário do passo-fundense e me aproximo. Quando me apresento ao senhor como repórter, ele abre um sorriso e inicia uma seqüência interminável – eu sequer consegui ficar até o final de seu discurso – de críticas à Jornada. Durante a conversa, Pérez foi convidado a se retirar mais de uma vez daquele local pela organização, mas permaneceu fiel ao seu manifesto. “Há uma falta de consideração com os autores locais e regionais. Batalhamos pela literatura, porém, em um evento dessa grandeza, não somos chamados e nem é reservado um espaço para o autor local”, comenta. Apesar das críticas, o poeta, que finalizou recentemente um romance, reconhece o mérito do evento em formar leitores. “A Jornada pode ter formado leitores, mas nunca gerou um escritor. Isso porque jamais incentiva o autor local”.

O passo-fundense insatisfeito vai além dos comentários sobre a ausência de escritores regionais. Durante nossa conversa – nesse momento, vários outros jornalistas também pararam para ouvir a manifestação -, Pérez reforçou uma antiga crítica à manifestação cultural. Para ele, a Jornada transformou-se em um evento de professores e alunos. “Está ficando um negócio masturbatório, sabe. Vamos trazer outras pessoas, além daquele grupo fechado”. Nessas alturas da entrevista, mais de 10 pessoas rodeavam aquela pequena mesa, montada em local estratégico. E o poeta continuava firme em sua cadeira discursando: “E esse prêmio de literatura? Na última edição, deram R$ 100 mil ao Chico Buarque. O que ele tem a ver com Passo Fundo? O cara pega o prêmio, vai embora, não deixa nada pra cidade, enquanto aqui tem muitos que estão batalhando pela cultura local”. Se o objetivo de Júlio Pérez era chamar a atenção, conseguiu. Mas, com exceção do Overmundo e de um blog local, mantido por um jornalista, nenhum outro veículo de comunicação levou a sério os argumentos do autor. “Se colocarmos isso, vamos nos incomodar. É melhor deixar em branco”, me disse um repórter de um jornal. Em contato com a organização, fui informado de que a Jornada reserva espaços tanto para sessões de autógrafos como para lançamentos de obras de autores locais. Segundo a coordenação da Jornada, inúmeros escritores regionais participavam das atividades da programação.

Despedida
Entre críticas, protestos contra o Conselho Estadual de Cultura e a certeza de que a cada edição a Jornada expande-se e cumpre seu papel de incentivar na formação de novos leitores, a guerreira e polêmica Tânia Rösing despediu-se dos escritores e participantes. Com a voz embaraçada e quase chorando, deu o seu tradicional adeus: “Até 2009! Mas não esqueçam que jornada não acaba. Em seguida, começaremos a preparação para a próxima, e as atividades de leitura continuam”.
Junto no palco com Tânia, a escritora, poeta e atriz Elisa Lucinda apresentou um texto seu elaborado em Passo Fundo, em homenagem à Jornada Nacional de Literatura. O material – ainda à mão quando Lucinda leu ao público – foi escrito no hotel onde a atriz estava hospedada. Aliás, Elisa Lucinda ganhou o carisma dos passo-fundense e, no encerramento, beijou o palco onde se centralizam os debates, sob a lona de circo. Abaixo, o texto da escritora.


Revolução a passos fundos

Acabo de chegar duma lona de circo, cinco mil pessoas ouvindo a palavra, gritos, torpor. Estamos no Rio Grande do Sul e o frio aqui é papo de gente grande, no entanto uma magia poderosa e revolucionária aquece e enriquece o interior desse Estado de modo a dar inveja a muitas grandes capitais por aí. É a festa da literatura, aqui. A palavra não fica presa às estantes eternamente ou enredada em ambientes pretensiosos e excludentes. Não. A arte mágica de criar realidades, a poderosa força da escrita de várias culturas nacionais e internacionais fica sendo moradora de Passo Fundo. A escrita do mundo habita os bares, os comércios, você vai numa farmácia e lê um verso de Marina Colasanti, um trecho do Mia Couto, uma beleza de Antônio Skármeta. Há poesia dentro dos coletivos, nas paredes das paradas, um ônibus-biblioteca especial chamado Fabuloso, que vai a todos os lugarejos desembarcando em praças com uma vida nova dentro de milhões de páginas. Sem contar que seis meses antes da grande festa, toda a população daqui, de entorno, lê as obras dos visitantes-escritores que vão chegar. Ônibus vêm das cidades vizinhas onde muitas vezes não há cinema, nem teatro, entupidos de crianças cada uma de uma escola como times, professores do ensino fundamental e universitários, estudantes de letras, tudo pulsa em torno da palavra, tá tudo dominado! De modo a não ser segredo pra ninguém que a revolução que aguarda o Brasil é educacional. Aquele espetáculo, fervente das cinco mil pessoas aplaudindo o pensamento de todos nós da mesa, dando gritinhos e assobios de contentamento aos pés da poesia, me remeteu à jornada íntima de minha vida que me fez e me faz voar até aqui nas asas da poesia.
Lembro de eu gostar de palavra. Desde pequena era como um brinquedo pra mim. A partir daí uma seta cruza o tempo e o motor é dela, e o avião é ela, e a vela é ela, o barco, o trem. Vinte e um anos de Rio de Janeiro e no desenho vejo seu amadrinhamento de mim, o modo requintado e muito simples com que pousou como um pássaro na janela do meu olhar e me expôs às mais duras provas sob a sua guarda. Salas de aula, bares, teatros, recitais, livros feitos em casa e, à mão, primeiro em pequena escala, mas sempre dela é que veio meu pão. A poesia é um ato de compaixão, uma declaração de amor de um homem pra outro. A humanidade respira no verso do outro, no verso do irmão. Tiro por mim: como divindades feitas de puro verbo, quantos Quintanas já salvaram meu peito? Quantas vezes já rezei Adélia, Bandeira, Drummond? Quantas vezes não morri porque agarrei na mão de Manoel de Barros? Dormi no colo de Cecília, não me perdi por pertencer ao rebanho de Caeiro e aprendi com a angústia como uma Clarisse. É bom ter poema pra cada ocasião, é mágico como um oráculo, a mesma poesia num outro dia ganha outro sentido, por isso nunca se acaba de ler um livro de poema, é leitura infinita.
São milhões de identidades e emoções cujos personagens somos nós autores -poetas e toda a humanidade que representamos e a qual damos voz. Quando dei por mim, de tanto escolher a poesia, percebi que ela tinha me escolhido também; é professora de minha atriz, responsável por mim nas telenovelas, cinema, teatro, empresas, escolas, palestras e festas. É meu pistolão, faz lobby pra mim e eu sou empresária dela. A Escola Lucinda de Poesia Viva já está no Espírito Santo a ensinar aos professores a fazer da poesia aula, show.
Uma menina me pergunta, naquele circo vivo de arte, se eu vou me inspirar e registrar de algum modo a Jornada. Me vejo nela.
Vou, eu disse, sem saber que aquela Jornada revolucionária é o motivo da minha revolução.

Com esse texto da Elisa Lucinda, mesclando a magia da Jornada com a poesia, finalizo esse terceiro e último relato sobre a 12ª Jornada Nacional de Literatura. Espero que tenham apreciado um pouco do “lado B” dessa movimentação cultural. Eu continuo como colaborador do portal, publicando detalhes da Capital Nacional da Literatura. A próxima história é sobre um ilustre desconhecido passo-fundense: Tarso de Castro, o fundador de O Pasquim.
Até mais


Livros mais vendidos na Jornada

Nesta edição, só a livraria da Universidade de Passo Fundo comercializou mais de 12 mil exemplares de livros – número 20% superior ao registrado em 2005. Autor de “Menino maluquinho”, Ziraldo liderou as vendas, com a obra “Menina das estrelas”, que vinha acompanhada com um kit. Abaixo, as publicações mais vendidas.

1º lugar – “Menina das estrelas”, de Ziraldo (360 exemplares);
2º lugar – “O outro pé da sereia”, de Bia Couto - obra vencedora do Prêmio Zaffari e Bourbon de Literatura – (178 exemplares);
3º lugar – “Aventuras e desventuras do gato Gali-leu”, de Paulo Becker – obra do gato personagem da Jornadinha – (133 exemplares);
4º lugar – “A fúria da beleza”, de Elisa Lucinda (120 exemplares);

(Fonte: Livraria da Universidade de Passo Fundo)

Outras matérias sobre a Jornada Nacional de Literatura
- Primeiras impressões
- Jornada de críticas, histórias e, ufa, literatura

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Bruna Célia
 

adorei essa reportagem. Tem um quê de literatura.. tem um quê que despertou minha atenção. Amei!
Concordo que alguns ajustes seriam benvindos a fim de facilitar a leitura na Internet, mas tá tudo ótimo. Parabéns.

Bruna Célia · Goiânia, GO 3/9/2007 16:29
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JulioCPerez
 

Oh, Guilherme! Aqui quem fala é o Autor Local! Esse cognome já se tornou uma marca.
Obrigado pela menção ao fato da minha manifestação durante a Jornada. FATO volto a frisar porque jornalista que se preze noticia o fato, não toma posição.
Parabéns!
E com relação a alegação dos organizadores da Jornada, se eles querem rebater o meu protesto, que tragam autores locais e regionais que se sintam incluídos pela Jornada. Autores representativos do nosso meio. Sim, porque não se conhece um lugar senão pelo que ele produz e o que Passo Fundo produz literariamente?
Meu protesto é por todos os autores locais que minguam por falta de divulgação e é sabido: um autor é um artista. Vive do retorno do seu público. Queres matar um autor? Condena-o ao silêncio e à indiferença. Onde o estímulo para produzir literatura quando um evento da grandeza da Jornada lhe dá as costas?
Se nós autores de Passo Fundo e da região soubemos que a cada dois anos teríamos um espaço na Jornada para mostrarmos o nosso trabalho para o mundo, trocarmos experiências com autores de renome nacional e internacional, quanto mais não nos sentiríamos estimulados a produzir?
São perguntas sem respostas e que há anos eu venho me fazendo e que me levaram a este grito de desespero de um autor por atenção.

JulioCPerez · Passo Fundo, RS 5/9/2007 13:16
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Fabio Rockenbach
 

Perfeito. Conheço as matérias do Guilherme dos jornais aqui da PF. Resumiu e criticou de forma completa o evento inteiro - a Tânia diria que não é um evento, porque não é eventual, mas, seja lá... -
O único aparte que eu faria é em relação às polonesas. Fiz a matéria com elas e elas enviaram três bilhetes ao tradutor. Segundo elas, ele estava indo além da tradução e fazendo comentários por conta própria. Elas pediram que ele apenas traduzisse o Miroslaw. Quase choraram quando o cara traduziu o bilhete delas daquele jeito. E pelo que eu soube conversando com o pessoal - melhor não citar nomes - teve gente que ficou furiosa com isso.
Belo texto.

Fabio Rockenbach · Passo Fundo, RS 12/9/2007 13:48
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Escritora infantil Marina Colasanti, no encerramento da Jornadinha zoom
Escritora infantil Marina Colasanti, no encerramento da Jornadinha
Escritor Júlio Pérez não hesitou em bater de frente contra a Jornada zoom
Escritor Júlio Pérez não hesitou em bater de frente contra a Jornada
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Professora Tânia Rosing, coordenadora das jornadas

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