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O balzaquiano movimento abedista

PH Macedo
João Batista de Andrade, Beto Leão e Silvio Da-Rin
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Beto Leão · Aparecida de Goiânia, GO
29/6/2007 · 85 · 0
 

Foi bastante concorrido o lançamento do livro "ABD 30 Anos - Mais que uma Entidade, um Estado de Espírito", ocorrido no dia 14 de junho no estande da ABD Goiás no Empório Sebrae-Fica de Cinema e Vídeo, durante o 9º Fica. Estiverem presentes ao lançamento abedistas históricos como João Batista de Andrade, Silvio Da-Rin e Joel Pizzini. O editor da Revista de Cinema, Hermes Leal, presidente do Instituto Cinema em Transe, responsável pela edição do livro organizado por Maria do Rosário Caetano, e o documentarista Beto Leão, presidente da ABD-GO e diretor de Comunicação do CNC, comandaram a noite de autógrafos.

Há 34 anos, no emblemático dia 11 de setembro de 1973, nascia na Jornada Nordestina de Curta-Metragem, a Associação Brasileira de Documentaristas. Enquanto no Chile o então presidente Salvador Allende era deposto pelos militares, uma parte significativa de intelectuais e artistas brasileiros realizava em Salvador, Bahia, a reunião de fundação da primeira entidade associativa de representatividade nacional do cinema brasileiro. A ABD passou pela ditadura militar brasileira, pela quase extinção no início dos anos 1990, e hoje se tornou uma marca onde estão cineastas da mais nova geração do cinema brasileiro, os que fazem os primeiros curtas e longas-metragens e depois viram grandes diretores, dando início a uma nova geração que começa a surgir.

No regime militar, quando foi fundada, a entidade fez-se trincheira dos que defendiam a democratização do país e queriam documentar aspectos da realidade política e social brasileira. A maior conquista desta geração foi a Lei do Curta (exibição de um curta brasileiro antes de cada longa estrangeiro), aprovada em 1979. Nesse período de quase duas décadas e meia, a entidade formulou diversas políticas que se tornaram vitais para o exercício da atividade cinematográfica e audiovisual no país.

Em 2003, a entidade comemorou trinta anos de uma longa história ligada ao cinema brasileiro, de forma madura e formosa como uma balzaquiana, mexendo com a memória e com o desejo de todos, nas palavras de seu então presidente nacional, Leopoldo Nunes. Para comemorar a importante data, os abedistas reunidos na 30ª Jornada de Cinema da Bahia decidiram criar o livro "ABD 30 Anos - Mais que uma Entidade, um Estado de Espírito".

A mineira Maria do Rosário Caetano é uma pesquisadora importante a serviço do cinema latino-americano e, dentre eles, claro, o cinema brasileiro. É autora de trabalhos notáveis como Cinema Latino-Americano – Entrevistas e Filmes e Alguma Solidão e Muitas Histórias: A Trajetória de um Cineasta Brasileiro, sobre João Batista de Andrade, coordenador do FICA.

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