Paris, 1950. Nasce Jean Eugène Mouchère. Ainda garoto, vivia apanhando dos colegas da escola só por ter sangue de negro correndo nas veias. Foi diversas vezes expulso das aulas de canto porque a sua voz agredia os ouvidos da professora. Ficou detido durante 11 meses num reformatório por um crime que jura não ter cometido. Viveu nas ruas. Saltou muros de mansões para comer os restos deixados pelos cães. Caminhou durante noites inteiras para não morrer congelado.
Salvador, 1999. Uma menina de 13 anos morre afogada na BaÃa de Todos os Santos ao tentar chegar a um barco, junto com outras duas garotas de programa, para atender um grupo de clientes que aguardava seus serviços. Fiquei sabendo do episódio ao chegar ao Correio da Bahia, jornal em que trabalhava na época, e dar uma olhada nas manchetes do dia. Fiz o que tinha que fazer até a noite chegar, mas a história, o que a menina provavelmente sentiu quando a canoa alugada começou a afundar, seus possÃveis sonhos e mágoas, sua vida vivida e não vivida, não saÃam da minha cabeça. Como era uma sexta-feira, resolvi sair pra esquecer.
O destino foi um bar chamado Friday, no Pelourinho, no qual meu então namorado, Fernando Ferraz, me garantiu que estaria rolando um blues fora do comum. Depois de um tempinho de espera, aparece um cara cinquentão, com a maior cara de acabado, balbuciando umas coisas num português quase incompreensÃvel e com uma voz sufocada que mal dava pra ouvir. Foi aà que a mágica aconteceu. Aquele que ninguém acreditava ser o vocalista da banda se transformou num autêntico bluesman, cantando com as vÃsceras “I'm goin' to kansas City / Kansas City here I comeâ€, delirando no palco improvisado e arrancando aplausos fervorosos do público que ocupava a meia dúzia de mesas do local.
Paris, 1970. Num batismo de fogo ao som de Eddie Cochran, Jean Eugène torna-se Jean Mitchel. Montou várias bandas de blues, fez turnês na Espanha e Itália, teve acesso a discos brasileiros e, pouco tempo depois, decidiu partir rumo ao “paÃs tropical e bonito por natureza†incentivado pela célebre canção de Jorge Ben. Já no Rio de Janeiro, passou uma das fases mais difÃceis de sua vida, retratada de forma romanceada no livro “Anjos Negros†que ele escreveu dentro de um presÃdio e o governo da Bahia, através do Programa Faz Cultura, lançou em 2001.
Salvador, 1990. Ao passar numa noite em frente à Cantina da Lua, no Pelourinho, Jean Mitchel ouve uma mistura de jazz e rock'n'roll que lhe chama a atenção e o faz duvidar de que está mesmo na terra do dendê. Foi ver do que se tratava e, mesmo preocupado com o fato de não cantar há quase duas décadas, juntou-se aos músicos responsáveis pelo som - o guitarrista italiano Gini Zambelli e o baixista venezuelano Keko Vilarroel - e pôs-se a evocar James Brown, Robert Johnson, Little Richard, Chuck Berry, Steve Wonder, Otis Reding, Jerry Lee Lewis, George Gershwing e Wilson Picket. Nascia ali a Jean Mitchel Blues Band, aplaudida de pé, inclusive, no Bourbon Street Music Club (São Paulo), por onde já passaram nomes como Buddy Guy, Ray Charles e B.B. King.
Salvador, 1999. Terminado o show, não resisto ao impulso de parabenizar o bluesman que tanto me impressionou. E foi aà que aconteceu uma daquelas coisas que fazem a gente se sentir dentro de um filme de Almodóvar. Ele sussurrou, com uma expressão abatida, acinzentada, tÃpica de uma fogueira quando se apaga: "Muito obrigado, mas hoje não foi dos meus melhores dias. Estou com o coração partido, destroçado mesmo. Perdi minha filha de 13 anos ontem. Está na capa de todos os jornais". E seguiu em direção ao balcão do bar, resignado, em busca de alguém que lhe pagasse uma cerveja ou lhe cedesse um cigarro.
EpÃlogo
Nessa época, Jean Michel morava no porão do Friday, “gentilmente cedido†pela dona do bar, alternava duas únicas mudas de roupa e sobrevivia com os trocados que recebia de cachê. Contava os dias pra chegar sexta-feira, pois era o único em que ele podia cantar e garantir o rango do resto da semana. Pra controlar a ansiedade e fazer o tempo passar mais rápido, pintava quadros abstratos com material doado por alguns artistas plásticos do Pelourinho, praticava meditação e fazia anotações para o seu próximo livro, “Luz nas Trevasâ€, ainda não publicado.
Com o Friday cada vez mais à s moscas (a vida cultural do Centro Histórico já dava seus primeiros sinais de decadência) a dona decidiu fechar o estabelecimento, não restando outra opção a Jean além de voltar a morar na rua. Pra piorar a situação, ele engravidou uma mulher viciada em crack, que sumia durante dias e deixava o bebê aos seus cuidados. Foi nesse contexto que Jean acabou preso, desta vez, por furto. Assim que deixou a penintenciária, tentou retomar o trabalho com a banda, mas as portas dos espaços alternativos de Salvador estavam ainda mais inacessÃveis. Chegou, no entanto, a fazer uma curta temporada no bar Alphorria (Santo Antonio além do Carmo) no verão de 2006 e a participar de um festival de rock em Conceição do Almeida (cidadezinha com pouco mais de 20 mil habitantes, próxima a Santo Antonio de Jesus) realizado no ano passado.
Hoje, segundo informações do guitarrista Gini Zambelli, Jean continua sem-teto e internado no hospital das Obras Sociais Irmã Dulce por causa de problemas respiratórios . Enquanto seus companheiros de banda aguardam sua recuperação, prosseguem firmes na batalha por novos lugares pra tocar, sendo que a perspectiva mais concreta é um restaurante a quilo no Comércio. Julgamentos morais (que nada têm a ver com o bom e velho blues) à parte, o que o pessoal do Café Portela, Balcão Botequim e Boomerangue está esperando? O maior e mais sensacional cantor de blues que já passou por estas bandas está aqui, doente por não poder viver da sua arte, enquanto os amantes do gênero (que não são poucos na Bahia) sobrevivem à mÃngua.
Contato: Gini Zambelli (71-8133-2689 ou ginizambelli@terra.com.br)
Silvana,
Não se dizer se a vida do negro, ou a saga do negro,
é assim em todos os lugares. Imagino que na europa seja pior, muito pior que nas Américas, valeu
um abraço. andre.
Não, vou ver. O que fazer.
Só poderei tentar ouvir as músicas no domingo à noite, espero. Confio em teu relato, entanto.
E que repertório dos deuses, Silvana!
A tua crônica dá estrema dignidade ao sofrimento do homem, dá entusiamo de querer aplaudir o artista, antes ainda dele subir ao palco.
Tens um texto sincero que emociona.
Porque, seguro, te emocionas pelo que contas e viste.
E sofres como quem viu e sentiu a dor, sem desalinhar milÃmetro da regra melhor que é deixe que a história se conte. Uma história densa, pintada em todas as cores belas e graves.
Quero ser mais especÃfico ainda, Silvana: o texto é daqueles primorosos em que as palavras desaparecem para as imagens e sentimentos que permitem ao leitor conhecer.
Então, na simplicidade do que entende e diz o povo, é um bom juiz de futebol daqueles que o jogo termina e sequer sabemos o nome dele, de tão correto e justo que foi e tão grande o espetáculo que permitiou deixar perceber.
Achei a palavra:
De dor, de drama, de tragédia, mas um espetáculo!
Parabéns! Agradecido pelo excelente convite.
Nossa, Adroaldo. Estou sem palavras, sem ar, sem piscar. Acho que você é a pessoa mais sensÃvel que eu já conheci. Que sorte a minha...
Silvana Malta · Salvador, BA 29/3/2008 01:11Espero, um dia, fazer jus à s suas belas palavras.
Silvana Malta · Salvador, BA 29/3/2008 01:13
Querida Silvana:
Li hoje, pela primeira vez, um texto seu e confesso que gostei muito de tudo o que li, a ponto de ter ido atrás dos demais e quero te dizer, parafraseando-a, que considero muito mais que uma soma a sua adesão ao overmundo. Seja benvinda!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Obrigada, Joca! pelos elogios e hospitalidade! Você e Adroaldo são por demais generosos!
Silvana Malta · Salvador, BA 29/3/2008 10:42
Silvana,
Fantástica história, maravilhosa matéria. É incrÃvel, mas, histórias como as do Jean, são muito recorrentes no Brasil. Outro dia, num jornal aqui do Rio, tinha a história de uma negona de New Orleans, também cantora blues, da pesada que caiu nesta bad trip de vir para o Brasil e passou o mesmo pão que o diabo amassou que está passando este grande músico que é o Jean.
O curioso é que aqui, muitas vezes, se enche a bola de falsos cantores de música gringa (muitas vezes covers da pior espécie) e se deixa à mÃngua - literalmente- gente autêntica como esta que, no barato, poderia dar um pouco de autenticidade para esta nossa cena musical tão comercialóide.
Existe uma ironia impressionante na semelhança entre estas histórias: Elas tem tudo a ver com a história dos grandes mestres do Blues.
Abs
Silvana,
Fui lá (o 'streaming' não abriu - ? - fui de download). O cara é fera. Fiquei também querendo saber da banda, que é muito boa. Valia uma ficha técnica dos caras, não valia não? Quem toca a gaita? É o próprio Jean?
Abs
Pois é, SpÃrito. Esse parece ser o destino dos malditos no mundo de hoje. Quanto à (ausência da ) ficha técnica, peço desculpas. Valeu pelo toque. Um abração!
P.S. Não lembro o nome do gaitista. A banda mesmo (Jean Mitchel Blues Band) é formada por Jean (voz), Keko (baixo)e Gini (guitarra). A gaita e a bateria sempre variam. Vou tentar descobrir quem participou especificamente desta gravação.
Quanto ao destino dos malditos, mais um motivo para que existam, mais e mais, pessoas como você para bendizer os ditos.
O amaldiçoamento de seus melhores exemplos de virtude e o endeusamento dos 'mais sabidos' (coisa que acontece muito no Brasil de hoje em dia) é uma péssima referência para um sociedade, não é não? Um dia, sempre, a casa cai.
Abs
Silvana,ler seu relato me fez entristecer.Talentos são perdidos por falta de uma oportunidade real.E olha que o mundo musical anda tão carnte de talentos.Não tenho o que comentar,isso vc ja o fez com extrema dignidade e respeito.Um grande abraço.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 29/3/2008 21:46
Silvana que história comovente e bem contada, parabens
votado com muito prazer.
sinvaline
Muito boa a matéria!
Comoção está no tempo certo; daqueles com domÃnio em textos atraentes, mas sem precisar ser piegas.
Parabéns!
Tem que lutar pra vencer sempre!
http://www.plasticidadeurbana.multiply.com
Adoro blues. Adoro um bom texto. Sua publicação me foi perfeita.
Organiza uma arrecadação para ajudar o artista. Eu participo.
Parabéns!
Silvana Malta · Salvador (BA) ·
Uma Biografia de muito sofrimento.
Vive um verdadeirio Calvário.
Um Artista de muito talento.
Um refugiado da sorte.
Peregrino e penitente.
Desafio a nossa humanidade.
Um Irmáo sofridÃssimo.
Ele próprio uma canção a nos emocionar.
Quando vermos as notÃcias da frança, daqueles jovens \Franceses que náo sáo franceses, temos de ponderar,
embora a gente nunca vá apoiar os bombardeios do Irak.
Isso é uma crucificaçáo.
Náo é um passeio no Bosque.
Um duro retrato da realidade.
Que Valeu lhe revelar.
É para todo mundo saber.
E construir amor no coraçáo.
Um Abraço Fraterno.
Nossa! Que voz maravilhosa! Que história comovente e de causar indignação. O que podemos fazer para ajudar?!
Tânia Brito · Campo Grande, MS 30/3/2008 15:18Gente, quero agradecer por tantas demonstrações de apoio à Jean. Que bom saber que há tanta gente boa e sensÃvel participando desta comunidade. Muuuuito obrigada por terem dedicado o tempo e a atenção de vocês a esta história. Podem ter certeza de que já ajudaram bastante. Fui visitar Jean (ontem) no hospital. Contei pra ele sobre tudo que foi dito aqui por vocês. Ele ficou muito feliz, surpreso e motivado a se recuperar logo e voltar a cantar. Até conseguiu se erguer e sentar na cama (pela primeira vez desde que foi achado pelo SAMU desacordado sob uma chuva intensa numa viela de madrugada). Conversei com a médica responsável. Felizmente, o que ele tem não é grave (hepatite alcóolica e desidratação) e seu estado melhora a cada dia. Falei pra Jean da perspectiva de ele se apresentar num bar muito bacana aqui de Salvador (Balcão Botequim), cujo sócio é amigo do meu namorado. Enfim, estou sentindo que ele vai sair dessa. Vamos torcer. Valeu!!!
Silvana Malta · Salvador, BA 31/3/2008 14:48
Ja tive o prazer de acompanhar dois shows de Jean Mitchel e realmente oque esse senhor faz no palco nao tem palavras para explicar.
Infelizmente é esse o valor que uma pessoa desse nÃvel recebe na nossa sociedade hoje em dia!
Ótima Matéria, Parabens!
Legal, Evandro. Se você viu o cara no palco, então você sabe bem do que eu estou falando. Queria avisar a todos que o jornal A Tarde (maior em circulação no Norte/Nordeste) publicou ontem (11/04) e hoje matérias sobre a história, o talento e a situação de penúria em que se encontra Jean Mitchel. Os links estão abaixo:
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=865465
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=865840
Meu querido amigo e bluesman favorito, Jean Mitchell , se foi. A esta altura, desejo que esteja cantando “I feel good†ao lado de James Brown - já que penou durante mais de um mês no hospital das Obras Sociais Irmã Dulce, desde que foi encontrado por uma ambulância do SAMU, desacordado sob um temporal nas ruas do Centro Histórico, onde estava vivendo há meses em situação de indigência.
As lamentações, apesar de inúteis, eu sei, são inevitáveis. Não tinha notÃcias de Jean há uns dois anos. Penso que, se eu tivesse procurado saber de sua situação atual antes, talvez pudesse ter ajudado a encontrar um lugar para ele ficar, pra ele cantar, sei lá. Mas quando tive a iniciativa de perguntar aos caras da Jean Mitchell Blues Band sobre o seu paradeiro, infelizmente, ele já estava internado.
Ainda tive tempo de visitá-lo três vezes. Nas duas primeiras, ele parecia estar melhorando, chegou a sentar na cama e até cantar comigo algumas músicas do seu antigo repertório. Já no último encontro, percebi que algo estava diferente. Ele parecia distante, desinteressado. Levei uma matéria bacana que o jornal A Tarde havia publicado neste dia sobre ele, mas nem isso o fez retornar.
Poucas horas mais tarde, fui informada pelo Serviço Social da Osid que Jean havia piorado, estando agora em coma induzido e respirando através de aparelhos. A partir daÃ, passei a me preparar para o pior. E foi o que aconteceu. Ele veio a falecer ontem à noite, à s 23h30, vÃtima de infecção generalizada decorrente de um quadro de hepatite alcoólica e desidratação.
A voz de Jean era algo fenomenal. Vinha das entranhas. Como bem definiu Zezão Castro na matéria de A Tarde, “esbanjava uma vocalize que lembrava Rod Stewart no timbre e Ray Charles no poderioâ€. Quem o viu no palco, sabe do que eu estou falando. Quem não viu, pode ter certeza que deixou de viver uma das experiências mais sensacionais de sua vida.
Dói saber que nunca mais vou poder vê-lo cantar e que ele morreu por falta de oportunidades. Jean era o melhor e essa Bahia de merda não soube reconhecer seu talento. Dói ter lhe negado os dois cigarros que me pediu, quando perguntei o que ele gostaria que eu trouxesse na próxima visita. Dói ter que parar de escrever para ir ao seu enterro.
Silvana,
Muito comovente o seu relato e admirável demais o seu empenho e dedicação a esta figura tão incrÃvel que foi o jean Mitchell. Me de lembro de ter escrito lá em cima que o destino dele se parecia muito com o destino dos mestres do blues em geral, uma espécie de maldição (ou bemdição, sei lá) que parece marcada a ferro na garganta destas pessoas que vieram ao mundo para nos encantar com a sua arte.
Eu, de minha parte, já estava esperando a notÃcia que você, tão sofridamente, nos repassa agora. Era uma morte mais ou menos anunciada, um destino recorrente para pessoas com a história pesada que ele viveu.
Acho que o que importa agora, é repassar o legado que ele deixou gravado para o maior número possÃvel de pessoas, para que a eternidade de sua voz fantástica se perpetue mesmo, como merece ser o destino de um bluesman da melhor estirpe que é o ele foi (é).
Sinto muito mesmo e tenha de cá o meu abraço forte de solidariedade e carinho para com a sua tão sincera dor.
Abs
Querido Spirito:
Faço minhas as tuas lúcidas e belas, embora tristes, palavras.
Querida Silvana:
Consternação é a palavra que melhor traduz o meu estado de espÃrito.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Amigos do overmundo, é maravilhoso poder contar com o apoio e a atenção de vocês nesse momento. Ainda mais porque tem gente entrando no meu blog (http://silvanamalta.blogspot.com) pra fazer com que eu me sinta culpada pela morte de Jean. É incrÃvel como algumas pessoas conseguem ser tão cruéis ao ponto de enfiar uma faca num lugar que já está tão ferido.
O enterro foi uma das experiências mais deprimentes da minha vida. Só três pessoas compareceram: Gini Zambelli (guitarrista da banda de jean), Emmanuel Melo (produtor cultural responsável pelo último show de Jean, realizado na cidade de Conceição do Almeida-BA) e eu. Ninguém mais. Gini se encarregou das despesas funerárias. O cemitério escolhido foi o "Quinta dos Lázaros", onde são enterrados os mais miseráveis de Salvador. Sua cova, um pequeno buraco na quadra São Paulo, coberto de terra e identificada apenas com o número 362 escrito numa cruz branca.
Descanse em paz, Jean Mitchell, e muito obrigada por me proporcionar tantos momentos felizes com o que você fazia de melhor. Igual a você não há. Fiquei viúva do seu blues.
Querida Silvana:
A cena que você descreveu no cemitério parece um final de filme sobre a vida de um daqueles mestres do blues em quem o Spirito se inspirou nos seus comentários. Só faltou o clima chuvoso e a música de fundo. Resquiat in Pace, Jean Mitchell!
Tão triste Silvana... E tal como ele, quantos talentos não morrem à mingua por falta de oportunidades. Que mundo cão!!! Bjsssss
quando puder de uma olhada em meus poemas
http://overmundo.com.br/banco/meu-amor-soneto-1
http://overmundo.com.br/banco/indo-vindo
Olá queridos, há cinco anos não nos falamos. Espero que estejam todos bem. Gostaria de convidá-los a conhecer a página sobre Jean Mitchell no facebook, criada por um amigo de Jean, o escritor Gustavo Arruda. Estou dando uma força na manutenção e divulgação. Se puderem e quiserem, apareçam, curtam e ajudem a divulgar! Grata mais uma vez! Segue o link: https://www.facebook.com/JeanEugeneMouchere
Silvana Malta · Salvador, BA 12/7/2013 22:04
Como já te falei inbox, pode contar comigo, querida Silvana
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 13/7/2013 04:29Oi Silvana, vou compartilhar e ajudar a divulgar! Abs
Tânia Brito · Campo Grande, MS 15/7/2013 21:35
Eu já vi e já compartilhei e repassei. Fiquei contente, feliz pela erguida que ele conseguiu e ........
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