O Brasil não lê "brasileiro"

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José Paulo Borges · Petrolina, PE
20/3/2008 · 158 · 18
 

Levantamento feito pelo jornal carioca O Globo junto às principais editoras do País revelou que apenas um livro de autor brasileiro figurou entre as dez obras de ficção adulta mais vendidas no Brasil em 2007: "Elite da tropa" (Editora Objetiva), obra cujas vendas foram alavancadas pelo filme-sensação "Tropa de elite". O livro ficou em oitavo lugar, atrás de obras de autores do Afeganistão, Austrália, Índia, Estados Unidos e Espanha.

Na verdade, a pesquisa apenas confirma uma enquete, realizada via internet, do Instituto Cultural Aletria, de Belo Horizonte que constatou: o brasileiro lê pouco romance brasileiro. Pouco mais da metade dos internautas que participaram da pesquisa (58%) disseram ter lido de um a cinco livros de autores brasileiros em todo o ano de 2007. Apenas 13% leram mais de 20 livros no ano. A metade, no entanto, declarou que sequer leu uma obra de autor brasileiro.

O pesquisador do Instituto Cultural Aletria, Marcelo Almeida, explica que o objetivo da pesquisa foi avaliar o interesse do público que freqüenta o site por literatura, especificamente a leitura de escritores nacionais. “A matéria do jornal O Globo causou impacto, e até certo desconforto. Por isso o Instituto quis saber o quanto a pesquisa estava correta”, conta Marcelo.

"Foi interessante notar que o público do Instituto Cultural Aletria, composto em sua maioria por adultos (professores, formadores de opinião e artistas) demonstre tão pouca leitura de autores nacionais, assim como constatou o jornal pesquisando o público brasileiro em geral”, prossegue.

“O engraçado é que, na escola, somos educados, do ponto de vista da leitura, por meio de livros de autores nacionais: Machado de Assis, José de Alencar, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Drummond, só para citar alguns exemplos. Ainda assim, não nos tornamos fiéis a esses autores quando abandonamos a escola, ou seja, na fase adulta”, acrescenta o pesquisador.

“Duvido muito que a obra dos autores brasileiros não tenha qualidade. Então, ficam as dúvidas: será que somos vítimas do mercado estrangeiro de best-sellers? E, ainda, qual será a falha no ensino da literatura nas escolas que nos deixa vulnerável a essa indústria? Onde está o vácuo entre os renomados e até os novos escritores brasileiros que não suportam mais a concorrência estrangeira? São questões que precisamos debater, e muito", conclama Marcelo.

O pesquisador conta que essas questões preocupam os responsáveis pelo Instituto Cultural Aletria. Por isso, o site tem promovido pesquisas sobre a tradição oral e sobre literatura no Brasil. “Descobrimos, por exemplo, que uma das falhas do educador é não saber ouvir os alunos”, conta Marcelo, acrescentando que outras falhas detectadas foram autoritarismo e a facilidade de o professor em desistir de um aluno hostil à leitura. São pesquisas, segundo Marcelo, altamente relevantes para o público brasileiro e que podem contribuir para que o leitor brasileiro ‘faça as pazes’ com o autor brasileiro.

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Andre Pessego
 

´Ze Paulo,
Isto é antigo. Não é só leitura. Filme: raramente se encontra alguém que diz - "adoro filmes brasileiros"
Em sp, com a lavagem celebral do centenario da imigração japonesa - "todo mundo", faz o maio barulho por copo descartável e como comida japonesa em carrinhos nas esquinas das ruas da Av. Paulista.
O Brasil, precisa contar com o brasileiro. e assim po r diante.
um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 20/3/2008 19:37
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Anilson
 

Creio que a imposição de livros, como é feito nas escolas, leva o futuro leitor ter esta rejeição aos autores Brasileiros. Acredito que a escola deveria incentivar e não impor. Que me perdoe; como fazer gostar de autor Brasileiro, se aos 15 anos já lhe "tascam" um Machado de Assis. São autores para serem descobertos e não impostos. Falei bobagem?

Anilson · São Luís, MA 20/3/2008 19:48
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Juliaura
 

Repique de mais do mesmo!Duas coisas eu não entendo aqui nesse postado.
Uma matéria do Globo sendo notícia no Overmundo (sempre devia ser o contrário, no meu entender da lógica desse sítio, mas já vou adiantando que entendo muito pouco disso aqui e, com certeza eu tô errada, no que concordaria comigo o Luís Mott).
Midia grande com espaço em midia pequena é dose pra Mãe e Pai de mamute.
Outra, é que chega na capa do sítio e ninguém debate o tema.
Tá certo, é véspera de feriadão, mas tem pelo menos dois dias na edição e um tempinho na votação, às vezes muito veloz.
---
Quanto a quem lê o que e porque, fico me perguntando como é que tanto escritor nosso vende direto a obra que produz?
Isso não vai sair em pesquisa, sequer tá em editora!.
Ou será que as pessoas compram só pra botar em prateleira e não lêem?
Tem mais furo aí.
Que editoras são pesquisadas?
Eu tô falando assim porque passei 21 dias inteiros, mais de 12 horas por dia, na última feira do livro em porto Alegre e vende muito livro de autor brasileiro, procurados em novos e sebos com volúpia até.
Nunca tinha visto buscarem tanto Machado de Assis e Lima Barreto.
E trabalho na feira há seis anos já.
Tem erro nessas pesquisas.
Quem são os sempre desconhecidos e indefectíveis tais de formadores de opinião? Formador de opinião é O globo, a Globo.
Por que não vão numa feira de livro grande saber dos leitores o que estão lendo?
Mercado sempre vai dizer que vende o que quer vender.
Até fajutam movimento de caixa pra isso que também é artimanha de venda.
Eu não gostei da abordagem ligeira da tua nota, José.
Tem muito furo nela.

Juliaura · Porto Alegre, RS 20/3/2008 19:50
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Juliaura
 

Enquanto eu escrevia, sobre o tema já na capa, dois comentários se apresentaram. Mas quando comecei a escrever, comentário algum havia.

Juliaura · Porto Alegre, RS 20/3/2008 19:51
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Walesson Gomes
 

Olá, José Paulo. Eu gosto muito de ler. Porém, leio livros científicos e espiritas... teria eu lugar na pesquisa?! rs,rs,rs...
Gostei muito do texto.
Abraços,

Walesson Gomes · Belo Horizonte, MG 20/3/2008 20:04
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Rafael Costa
 

brasileiro nao le nada

Rafael Costa · Belo Horizonte, MG 20/3/2008 20:09
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Adroaldo Bauer
 

Sou brasileiro, apenas mais um só.
Leio brasileiros vários, recomendo que leiam na coluna que escrevo no jornal Fala Brasil, converso semanalmente com outros brasileiros que lêem brasileiros, alguns lêem muitos brasileiros.
Eu memso vendi 700 exemplares de minha primeira novela para brasileiros. Distribui em bibliotecas e imprensa 250 exemplares outros. Desde maio de 2007, acompanho algumas fichas de leitura de algumas bibiloteca destas, e elas demonstram que algumas pessoas, muitas brasileiras, têm lido meu livro.
Publiquei como edição de autor.
Não fui pesquisado.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 20/3/2008 20:27
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Andreia Costa
 

Eu leio e prefiro não ser rotulada pela nacionalidade do autor. Prefiro Mia Couto a Paulo Coelho, mas também prefiro Ariano Suassuna a maioria dos best-sellers estrangeiros, afinal gosto é gosto.
Agora só lendo Adroaldo Bauer para saber se gosto de mais um escritor brasileiro.
Boa leitura a todos.

Andreia Costa · Belo Horizonte, MG 20/3/2008 21:53
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Adroaldo Bauer
 

Mia Couto, O outro Pé da Sereia, venceu a 12ª Jornada nacional de Literatura de Passo Fundo, aqui no Rio Grande do Sul, em 2007.
Foram mais de 200 inscritos. Eu não classifiquei sequer entre os dez que concorreram à segunda e decisiva etapa. José Saramago esteve entre esta dezena. Em 2009 tem mais.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 20/3/2008 22:13
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Antonio Rezende
 

Arre égua!

Antes de mais nada preciso dizer que em literatura o que interessa é se a obra presta ou não presta, já que a literatura é universal. Nada contra autor estrangeiro. Leio o que quero e me prende, desde os primeiros parágrafos. O que não bate com o meu gosto largo na hora. Ora bolas!

Mas aí tem. Num país em que a Veja diz empurrar 8 milhões (lorota de propagandistas?) de exemplares semanalmente fazendo cabeças de otários e onde a GOLOBO anestesia ainda mais milhões com anestésicos intermináveis e tal, há que se entender e até aceitar como verdade as tais pesquisas a que o texto do José Paulo se refere.

Claro que me junto aos que buscam e traçam livros nacionais, a maioria deles fora das listas imbecis de mais vendidos pela indicação do mercado e da mídia que o desalmado financia. Ô desgraça! Ô raça!

Ah. O Anilson não falou bobagem. Impor nas escolas a leitura de certas obras e ainda por cima cobrar análises de quem nem quase fraldas largou de usar ainda é o fim da picada. Não arrocha, espana de vez! Nesse sentido, até dispenso falar da linguagem nada compreensível a leitores em formação. O mercado editorial também empurra uns mesmos, sempre, no mar de escolas brasileiras. Ah, se empurra!

Aqui em casa, minha filha de 16 anos, só agora é que está descobrindo e lendo com gosto algumas obras, por conta de muita prosa trocada ao longo do tempo, do contato com meio literário e da oportunidade de acesso a outras leituras, geralmente coisa alternativa. Ela sentiu o que o Anilson denuncia, como eu também senti no tempo de escola e, acho, muitos outros sentiram.

De resto lembro que o "resto", a grande massa, não tem acesso a jornal, revista ou internet. A gaita quase não sobra nem mesmo para a dignidade do pão diário. Se o que recebe de instrução é o que lhe empurram pela grande imprensa, pelos vários veículos, segundo a conveniência de seus donos e patrocinadores, o povo brasileiro vai ler o quê?

Pois é. Leitores brasileiros?!

Ah. Já ia esquecendo...

COMPREM O ACERTO DE CONTAS!
COMPREM O ACERTO DE CONTAS!
COMPREM O ACERTO DE CONTAS!

Até!

Antonio Rezende · Palmas, TO 21/3/2008 06:21
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Eittanoise
 

parabéns, gostei muito do texto.
Overmano, também sou de Petrolina.
Ah, mais um texto meu para voto:
http://www.overmundo.com.br/banco/contos-absorventes-1

Eittanoise · Brasília, DF 21/3/2008 13:03
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Living Brasil
 

Excelente texto! E necessário...

Living Brasil · São Paulo, SP 21/3/2008 15:04
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clara arruda
 

Rafael Costa seu comentário, brasileiro não lê nada,achei que há um engano.A maioria do brasiliros sequer tem acesso a um bom livro.Acho que falta um maior empenho dos meios culturais para a divulgação de autores brasileiros.Um mundo ainda desconhecido da maioria.E quando falo em minoria falo de amantes de um bom livro,que por razões diverssas não podem ler.
Bem eu voto para o blog,muito oportuna a matéria.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 21/3/2008 16:39
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Spírito Santo
 

Zé Paulo e todos,

É mesmo dramática - e antiga- esta questão, ainda mais quando a expandimos para o livro brasileiro em geral . Todos nós estamos carecas de saber que o problema existe, desde antes de D.João Fujão chegou por aqui. É uma coisa mais ou menos óbvia desde então: Se a população não tem acesso à educação, como poderíamos ter leitores? Já é um milagre termos escritores, tantos e com tanta qualidade como os temos. Eu, um modesto escritor brasileiro ainda inédito aos 60 anos, sei bem do que falo estando já há quase três anos tentando editar um livro (ainda não tive peito para encarar uma 'edição do autor', como o meu amigo Adroaldo). Estou há um ano articulando com ajuda de gente do ramo, uma edição pela lei Rouanet. Quando vejo no orçamento que, para publicar pouco mais de 3000 exemplares (dos quais 1500 serão doados) terei que cavar, arrancar de alguns mecenas o preço de um apartamento, me pergunto: Conseguirei? E se conseguir...para quê? Para ser comprado - quiçá lido - por algumas centenas de pessoas, os minguados leitores de sempre (quase uma casta) que lêem todos os livros do Brasil? Quase desisto.
E tem também a velocidade vertiginosa da internet demolindo todos os paradigmas relacionados a suportes de mídia. O vídeo K7 morreu. O CD (e o DVD) está morrendo. O filme película ídem. O livro impresso (vocês viram aquele filme Fahrenheit 451?), ao que tudo indica, vai se tornando uma coisa assim meio cult (e em sendo 'cult', ficará mais caro ainda), que deverá ser usada apenas por uma elite de abnegados homens-livro (ou mulheres-livro) (virtuais, é claro, donos de poderosos drivers e HDs) depositários das memórias literárias de toda a humanidade.
Sem querer apavorar os convivas, existe uma ameaça mais trágica ainda: Estamos passando por um agressivo processo de degeneração de nossa própria língua (num processo de aculturação geral). O nosso português velho de guerra (mais do que outras línguas que conhecemos) caminha, a passos largos para ser uma espécie de idioma 'crioulo' do inglês. E aí? Sem Educação, sem leitores e, para acabar de indireitar, sem uma língua reconhecível, própria de nossa identidade de sociedade característica, o que esperar de nossa frágil literatura no futuro?
Sorry, but, the book is on the table.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 22/3/2008 19:56
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Spírito Santo
 

...Antes que alguém me julgue um desanimado e saudosita apóstolo do passado, esclareço. Acho que, no caso da internet e da revolução dos suportes de ,mídia, estamos diante de mudanças formidáveis que, com toda certeza, democratizarão o acesso à informação (em todas as linguagens) para milhões e milhões de pessoas. Só não estou otimista é com esta vocação brasileria para a aculturação, a subestimação, este espírito de cachorro vira latas do qual falava o nelson Rodreigues.
No futuro, mais do que hoje, informação será poder. Cultura, orgulho nacional - sem xenofobia- personalidade, originalidade lingüística (com toda a amplitude que o conceito tem, musical, literária, idiomática, etc), serão os elementos deste poder.
O suporte de midia, graças a Deus, ao que tudo indica, acabará sendo o mais original: O cérebro do homem.
Ou não?
Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 22/3/2008 20:10
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Adroaldo Bauer
 

Meu estranhamento com esse postado é que, além de repercutir O Globo aqui, trata o assunto como novidade absoluta, discrimina literatura e oprime o leitor e o escritor em nosso país, dá espaço a uma vertente que pretende achincalhar o gosto do brasileiro pela leitura e seu potencial de comprar e ler brasileiros que é uma propaganda inversa do que pretende, supostamente amparar o autor brasileiro.

Não digo que isso pode ter sido pensado pelo autor do postado, por certo, mas o que está escrito assim aparece pelo menos para mim, que ainda tenho alguma memória para fatos recentes.

Que eu saiba, O Globo pensa muito o que faz.

E quem publica pesquisas sabe muito bem que vai formar opinião com elas.

Tipo: não faça isso que ninguém faz.
E aí surge uma fórmula mágica do mês à venda nas melhores casas do ramo.

Aqui mesmo em Overmundo já comentamos e disponibilizamos estudo alentado do BNDES que nega essa generalidade com bastante densidade.

É o que também pensava o Egeu conforme dissera em um comentário a JJLeandro, citado por mim no postado em que disponibilizei o linque do estudo do BNDES:

"Sobre o quadro editorial brasileiro tenho dúvidas sobre todo e qualquer dado que circule. Ouvi numa palestra de uma especialista francesa que o volume de títulos no Brasil é maior do que na França.
Outra surpresa: O preço médio do livro em dólar é semelhante ao da China e da Rússia (US$1 a US$3). Na França é 6 a 8 dólares e nos EUA de 14 a 17.
A capacidade de compra de livros no Brasil é a mesma da Inglaterra, Alemanha e Itália.

No entanto, com nosso poder aquisitivo somente com uma redução de pelo menos 1/3 no preço poderemos aumentar nossos leitores ou então teremos que ter Bibliotecas ou receber Doações.

O que está havendo, e é gravíssimo, é uma queda em 8 anos de 51% na produção de livros, e uma desnacionalização brutal do setor.

Recomendo a leitura do trabalho sobre o mercado editorial, encomendado pelo BNDES, escrito por Fábio de Sá Earp e George Kornis. Foi de onde tirei essas informações (com exceção da francesa).

Por outro lado, a oferta de mais títulos (e portanto autores) poderá se beneficiar da Internet (veja a teoria da Cauda Longa).
Egeu Laus · Rio de Janeiro (RJ) · 4/4/2007 23:19

É o que penso, por enquanto.
Aproveitando o ensejo, uma redentora páscoa a todas as pessoas que aqui estiverem, sem sangue, sem espinhos, sem dor, sem cruz, braços abertos para o belo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 22/3/2008 20:23
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José Carlos Brandão
 

O exótico vende - o Afeganistão, Austrália, Índia. E Estados Unidos e Espanha? Aí já é o colonizador se impondo. Aliás, também impõem o exótico - são deles o Afeganistão e o raio que o parta.

E o livro na escola? Eu aprendi a ler com Machado, Padre Vieira, Padre Bernardes, Euclides da Cunha, Afonso Arinos, Coelho Neto, Camões, Cruz e Sousa, Bilac, Alphonsus de Guimarães... Não é o fato de ler autores difíceis que afasta o leitor. Pelo contrário, o instigam, admiram, maravilham - as possibilidades da nossa língua! - e, porque assim aprenderam a ler, e, assim, provocados, querem mais. Não quero ler linguagem pobre, capenga, simplificada a ponto de não ter mais novidade nenhuma a oferecer. Certo que não se deve cobrar dos alunos, mas incentivá-los. São muito mais inteligentes do que podemos imaginar, mas lhes oferecemos cultura mastigada e, no fim, a novidade está lá fora.

Vamos devorar o bispo Sardinha e outros bispos que vêm das estranjas, emissários de Bush e seus asseclas. Devoremos inclusive Shakespeare, Dostoievski, Tolstoi, Kafka, Proust e outros de boa cepa. É preciso preparar a terra para as nossas plantas e bichos. Quem planta a boa semente...

Devoremos depois as plantas e bichos tupiniquins. Não choremos a vaca fria, não chutemos cachorro morto.

Por falar em cachorro: Chega de complexo de vira lata! Temos o melhor. Boa safra!

Abraços.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 19/4/2008 18:56
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Mão Branca
 

o mundo é muito grande. o brasil publica poucos brasileiros. a probabilidade diz que é mais fácil achar um estrangeiro que admiremos.
só isso.
é uma questão de postura.

Mão Branca · Brasília, DF 31/3/2009 18:14
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