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O DESTINO DE ALMIR CHEDIAK

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gurubumba · Rio de Janeiro, RJ
9/3/2009 · 176 · 7
 

No outono do ano dois mil e três, o destino do Almir Chediak estava para ser selado de forma trágica por uma maldade que estará para sempre medida de forma jurídica, ou estatística. E poderá ser medida de forma emocional, ou cultural, por você ou a quem se interessar, por esta pequena exposição da vida de um músico que queria ser um concertista de música clássica e tinha como ídolo o violonista brasileiro Turíbio Santos. Depois de se formar na escola de Música do Rio de Janeiro, Almir sobrevivia através da música, dando aulas particulares de violão para principiantes. Durante a segunda metade dos anos oitenta, no início de sua curta trajetória bem sucedida materialmente, iniciou a editar o segundo e o terceiro livro com letras e harmonias de músicas e dava aula de harmonia para pessoas como Turíbio Santos, Gal Costa, Nara Leão e muitos outros. No final da década de oitenta, encerou a atividade como professor de violão, para se dedicar exclusivamente a edição e a comercialização de livros e discos; com músicas compostas e já gravadas em disco, por muitos nomes do cenário musical brasileiro. Editou livros e produziu discos com músicas do Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Noel Rosa, Baden Powell, Ary Barroso, Toquinho, Caetano Veloso, Carlos Lira, Chico Buarque, Djavan, Edu Lobo, João Bosco, Rita Lee, etc... Os livros com harmonias o consagram como editor de músicas e lhe proporcionaram comprar, alguns bens materiais, inclusive a casa situada na cidade Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, da qual o Almir Chediak e a sua namorada foram seqüestrados. E o desfecho desta violência pode ser resumido contando que para o Almir foi dada a sentença de morte e posteriormente a namorada dele foi abandonada, deixada viva, pelos seqüestradores, na parte final da serra das araras em direção ao Rio de Janeiro. No dia 25 de abril, domingo do outono do ano dois mil três, o destino do Almir Chediak havia sido sacramentado. Com certeza, os assassinos de Almir Chediak, foram condenados a doze ou vinte anos de prisão, por terem seqüestrado e matado. A lei permite que os criminosos cumpram apenas um terço da pena, como pagamento, por um crime de primeiro grau. E como se tivesse sido ocorrido um fato banal, assunto corriqueiro, este crime ficará como mais um dos mais de trinta assassinatos que ocorrem diariamente, no Rio de Janeiro. Afinal acontecem todos dias a muito tempo e bem antes da época do dia deste crime; até o dia de hoje acontece, acontecerá amanhã, no verão, no outono do ano que vem e muitos outros dias de crimes virão. E a curiosidade reportando o assassinato ocorrido, em um tempo que ainda não prescreveu juridicamente o crime, atiça pra dizer que ainda ficarão algumas questões a respeito deste trágico destino do músico Almir Chediak, para serem respondidas. E servirão também como interrogação, para os outros milhares de assassinatos ocorridos todos os anos, dos quais se conhece os autores e os nomes das vítimas. Primeira questão: O assassinato foi cometido por sociopatas, ou por psicopatas que estarão soltos em breve, pra cometerem outros crimes? Para os criminosos primários, a lei permite que após cumpram apenas um terço do aprimoramento, na universidade pública do crime (UPC), na cadeia do Rio de Janeiro, seja suficiente para um assassino, um psicopata, estar solto nas ruas! Como o poder judiciário não tem capacidade para investigar nem dez por cento dos assassinatos que ocorrem! Pode ser levantada uma segunda questão: A motivação do criminoso foi realmente seqüestrar, para extorquir dinheiro, ou existiram outras motivações?
O Almir fez, deixou amigos como testemunhas da sua curta história de sucesso como editor de livros e produtor discos. Foi através dos livros e discos de músicas brasileiras, que o Almir construiu a Lumiar Editora, se expôs na mídia, conheceu e teve relacionamentos diretos, com muitos músicos e outras tantas pessoas, envolvidas nos processos de edição, produção e comercialização dos livros e discos.

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graça grauna
 

Uma bela história de amor a arte. Parabens pela divulgação.

graça grauna · Recife, PE 6/3/2009 23:52
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graça grauna
 

Bjos e votos

graça grauna · Recife, PE 9/3/2009 10:08
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Daniel Sinis
 

ainda não aprendi nem metade do conteúdo de seus livros ..
e a falta q este homem faz pra educação musical no Brasil não há como ser medida ..
bom texto/homenagem ..
. . .

Daniel Sinis · Angra dos Reis, RJ 9/3/2009 17:06
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Spírito Santo
 

gurubumba,

Almir Chediak é um capítulo dos mais formidáveis da música popular brasileira, em todos os tempos. A 'invenção' dos songbooks, revivendo e dando novo sentido ao velho conceito do 'álbum de partituras', mídia essencial, uma espécie de CD do século 19, garante um lugar de relevo a Almir entre todos que fizeram a nossa MPB ter esta projeção internacional que tem.

Saudemoa aa memória deste músico empreendedor inesquecível.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 9/3/2009 19:46
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Robson Coelho
 

Uma grande homenagem a um músico que tornou os arranjos musicais originais usados pelos artistas da mpb algo acessível ao público interessado em conhecer e aprender música através da nossa própria cultura!! Muito bom votado

Robson Coelho · Trindade, PE 9/3/2009 20:56
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touché
 

uma grande homenagem !! E uma triste lembrança, mas necessária. O Brasil é um país sem memória..Votadissimo

touché · Guarulhos, SP 10/3/2009 22:08
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gurubumba
 

Na verdade o Almir Chediak foi sequestrado e assassinado no dia 25 de abril e no próximo abril terão passados seis anos do acontecido. Este é a correrção a ser efetuada.

gurubumba · Rio de Janeiro, RJ 19/3/2009 12:02
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