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O Grande Herói de Oeiras (1)

capa do jornal
1
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI
19/6/2007 · 318 · 50
 

Como muita gente já sabe, embora até alguns piauienses ignorem, Oeiras foi, durante 93 anos (1759/1852), a primeira capital do Piauí. Pela seriedade, pompa e circunstância com que comemora o seu calendário religioso, atualmente ostenta, com méritos, o título de “Capital da Fé”. Mas o maior herói de Oeiras, apesar de incensado e, mesmo, adorado por alguns oeirenses, e, ainda que católico praticante, não era nenhum líder messiânico.

Penso muito em como deve ter sido a sua juventude, que não há vivente que dê conta dela, mas Possidônio Queiroz (1904/1996) tornou-se, nos últimos 50 anos de sua vida e até hoje, um exemplo e uma referência para todas as pessoas que com ele conviveram e, mesmo, as que, como eu, não desfrutaram deste prazer.

Negro, intelectual autodidata, Possidônio, numa visão apressada (e certamente preconceituosa) poderia parecer a quem não o conheceu, uma espécie de “Pai Tomás”, um “preto de alma branca” que abandonou as referências étnicas para assumir a ideologia dos senhores de escravos.

Cidadão exemplar, respeitador das leis e das autoridades, apaixonado por Oeiras, membro do Rotary Clube da Cidade, flautista de grande talento, compositor de lindas valsas, discursador incansável, professor emérito, rábula (advogado não diplomado), sócio fundador do Instituto Histórico de Oeiras –IHO, Possidônio, que chegou a ter uma livraria em pleno Mercado Municipal de Oeiras, atendia a todos que o procuravam com a mesma atenção e respeito, fosse um matuto que lhe pedia para escrever uma carta, fosse um político que encomendava um discurso. Dava especial atenção às crianças, a ponto de largar tudo o que estava fazendo só para atendê-las, o que, muitas vezes, exasperava os adultos que disputavam sua atenção.

Em 1987, Oeiras recebeu as visitas de Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, e de sua filha (com Olga Benário), Anita Leocádia. Em 1926 a Coluna Prestes havia passado por Oeiras e o jovem Possidônio Queiroz confraternizara com os revoltosos. Coube a ele, como era de se esperar, o discurso de boas vindas aos ilustres visitantes. Em seu agradecimento Prestes disse que não estava acostumado a ser tão bem recebido como o foi em Oeiras. Anos depois, Anita Leocádia escreveu uma carta rememorando o episódio e falando da profunda emoção que se apossou de ambos, pai e filha, diante do discurso de Possi, como muitos o chamam, até hoje, carinhosamente.

Uma das coisas de que posso me orgulhar, com toda a certeza, é de ter tido a sensibilidade de editar um número do tablóide “O Estado do Piauí, o mais charmoso do Brasil” inteiramente dedicado a Possidônio Queiroz em 2004, ano em que se comemorou o centenário do seu nascimento.

Quando, ainda hoje pela manhã, me dispus a escrever sobre ele, um ícone oeirense de primeira grandeza, não imaginava o quanto é complicada a tarefa que me impus, pois, quanto mais escrevo, mais sinto necessidade de contar histórias que demonstrem outras das múltiplas facetas de sua personalidade . A ponto de eu estar convencido de que não obterei mais que uma pálida descrição de pessoa tão radicalmente incomum e do papel que ele representa no imaginário coletivo dos oeirenses, ainda que gaste milhares de palavras.

Mesmo esta pálida imagem, no entanto, considero reveladora de um grande vulto da nossa história, não sómente de Oeiras, mas do Piauí e do Brasil. Mais do que isso, a existência de Possidônio Queiroz, sem sombra de dúvidas, valorizou sobremaneira a tão (e por tantos) enxovalhada HUMANIDADE.

Possidônio Músico

"Eu o defino como um músico de extremo talento, um talento extraordinário, uma inventiva fora de série.Porque você vê uma pessoa que viveu a vida toda aqui em Oeiras, longe dos meios de comunicação, sobretudo naquela época, há 40/50 anos ele conseguiu fazer uma obra duradoura. Possidônio não teve estudo, foi autodidata com a música, então posso dizer que a obra dele é de um grande aspecto intuitivo. Ele produziu uma obra pequena, o que a gente conseguiu recolher foi pouco, mas como ele mesmo nos disse, os cupins comeram muitas coisas. O que a gente conseguiu resgatar é de extremo valor. E tenho certeza que é uma obra que merece ser conhecida até no exterior e, chegando lá. vão dar o devido valor." Maestro Emmanuel Coelho Maciel

O herói de Oeiras foi um eximio flautista e, no final da vida, teve reconhecida sua obra musical enfeixada no CD "Valsas Piauienses", mas eu sempre reluto em ressaltar seus dotes musicais por receio de empanar, aos olhos dos leitores, os demais aspectos de sua personalidade fascinante. Afinal, grandes músicos há inúmeros, muitos, inclusive, até com maior talento do que o dele, musicalmente falando. Possidônio, no entanto, é exemplar único em termos de caráter e formação, também autodidática, humanista.

Em 1973, aos 69 anos, já deixara de tocar sua flauta há mais de dez anos, mas ainda conservava o instrumento consigo. Um de seus filhos, Francisco Queiroz, também músico, residente no Rio de Janeiro, pediu-lhe a flauta. A carta, abaixo transcrita, de autoria do, como ele se auto-intitulou, "Pai Amigo", transmite bem a sua emoção ao desfazer-se do instrumento:

"Oeiras, 11 de fevereiro de 1973
Querido filho, Francisco Queiroz
Abraços

Recebi seu telegrama há dias. Ciente. Estou remetendo a flauta pelo nosso bom amigo Ferrer. Vai aos cuidados do Queiroz Neto porque não tenho o seu endereço novo (mande-o) e porque ao Raimundo é mais fácil do Ferrer encontrar.

Há muito tempo não via a nossa flauta. Parece que ainda está boa. Creio mesmo que as sapatilhas não precisam ser mudadas por já! Não sei. Aí você verificará. Antes de embalá-la, os meninos todos fizeram uma festa de despedida. Cada qual queria dar uma sopradinha. O Carlinho foi o mais interessado. Depois de dar um banho de álcool nas duas cabeças entreguei a eles. Carlos queria tocar sem nunca haver estudado antes. E quando pus o instrumento na caixa e fechei, ele tratou de fazer uma flautazinha com um pedaço de cano que encontrou.

Gostaria que Carlos estudasse flauta, ou outro instrumento e até fizemos um “Contrato” hoje de ele estudar um pouco de música pra depois a gente ver o que se pode fazer. O estudo da música tem caído aqui. Peço-lhe, quando tiver tempo, indague o preço de um bandolim nas casa do ramo. Já falei com Ceiça e Vanda para que elas também estudem um pouco de música.

No momento da despedida, tentei arrancar algumas notas mas, a contragosto, verifiquei que a flauta já não me conhecia, ela que outrora foi uma amiga inseparável. Que sons bonitos, maviosos ela me fornecia!... Ficava, muitas vezes, noite velha a dentro a manejá-la encantado com o que ela me dizia. Doce ao extremo, requeria um sopro suave, fraco, porque do contrário ela gritava magoada.
Nos graves uma beleza encantadora. Notas cheias redondas, magníficas. Nos médios uma riqueza de doçura que se assemelhava ao violino. Nos agudos afinadíssima e agradável sobremaneira ao ouvido.

Hoje me não quis satisfazer. Também, há mais de doze (12) anos não tocava. Assim mesmo pude arrancar-lhe quase a contragosto dela, umas cromáticas e uns trenos saudosos que constituíam os meus estudos dos tempos de mocidade.

Estude e quando vier por aqui, traga-a, ou então alguma gravação de trechos tocados nela. Quero ouvi-la, como outrora.
Não mando um método porque não encontrei. Não sei se ainda possuo algum. Isso é fácil encontrar por aí. Tome um curso de flauta. Pode muito bem adquirir neste instrumento que Márcia criou, a virtuosidade que possui na clarineta. Escreva.

Nada de novo por aqui, só a posse do Dr Pedro Freitas no cargo de Prefeito Municipal, como sucessor do Dr. Juarez Tapety."


Agora um forte abraço. Os meninos todos mandam muitas lembrança. Mãe Chiquinha vai bem, todos vivendo.
do Pai Amigo
Possidônio Queiroz

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Tetê Oliveira
 

Oi, Joca, muito interessante a história do Possidônio. Obrigada por compartilhá-la com a gente, mesmo que através de uma "pálida imagem". Pra mim, já foi uma grande revelação, pois desconhecia completamente esse capítulo do Brasil.
Bom, na edição, pequenas sugestões: que tal incluir espaços entre os parágrafos e dar uma relida pra checar as vírgulas? Senti falta de algumas, como em "foi, durante 93 anos (1759/1852), a primeira" e "Em 1988 (?), Oeiras recebeu as visitas de Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, e sua filha". Também acho que falta a preposição em "mais sinto necessidade de contar histórias" e fiquei em dúvida em relação ao verbo an frase "fosse um matuto que lhe pedia (pedisse?) para escrever uma carta, fosse um político que lhe encomendasse".
Pitacos à parte, bela história. Parabéns pelo texto.
Abraço.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 16/6/2007 22:13
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Andre Pessego
 

-Joca, já disse aqui no overmundo que o Piauí se faz de "Homens, mulheres e anjos". É verdade, enquano leio o que desvenda e escreve, escrafuncho as lembranças, talvez venha contar algo de Gilbués. um abraço, andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 17/6/2007 11:30
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Roberta Tum
 

Joca, você tinha razão.
Sua história de Possidônio me acertou em cheio o coração.
Sensibiliza pela grandeza do homem, que se fez grande, além da cor, músico, além das lições não recebidas, e pelo visto fez história para além dos recantos que o viram nascer.
Mais um brasileiro que o Brasil deveria conhecer, e se orgulhar.
Abraço! Volto para votar.

Roberta Tum · Palmas, TO 18/6/2007 08:24
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Egeu Laus
 

Joca, vale colocar uma tag "flautista" para recuperarmos todos os músicos que são e serão citados no Overmundo.
Abraço!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2007 08:37
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Agenor
 

Joca, que personagem interessante! Digno de um estudo aprofundado e a sua divulgação para que todos os brasileiros conheçam esta figura tão marcante. Adorei a sua história e a form como vc a contou.
Parabéns,
Agenor

Agenor · Aquidauana, MS 18/6/2007 08:41
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Higor Assis
 

Joca.

Maravilhoso o relato que nos conta, parabéns pela matéria. A carta é muito linda e demonstra o grande amor do personagem pela simplicidade.

Higor Assis · São Paulo, SP 18/6/2007 11:43
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CCorrales
 

Querido Joca, atendendo ao seu pedido (pois eu nem pretendia corrigí-lo, além de elogiá-lo), sobre a edição, eu mudaria:

- "fosse um matuto que lhe pedia" para "fosse um matuto que lhe pedisse", para concordar com o "encomendasse" na mesma frase.

- "necessidade de contar histórias" (faltou a preposição)

- depois de "facetas de sua personalidade" está sobrando um espaço.

- "sómente de Oeiras" não tem acento.

- "exímio flautista" (faltou o acento).

- "também autodidática, humanista" mudaria para "também autodidática e humanista".

- "dez anos mas ainda conservava oinstrumento consigo." mudaria para "dez anos mas, ainda conservava o instrumento consigo."

- sobre as vírgulas, de fato, é correto colocar a vírgula após data e local em início de frase, mas não obrigatório. Dizem que: "os adjuntos de tempo e lugar, quando iniciam a frase, podem ou não vir separados por uma vírgula – depende do redator e das circunstâncias (tipo de frase, estilo, gosto, extensão do adjunto)."

Assim, terminando de "editar" o grande editor que és, concluo finalmente elogiando sua dedicação em nos apresentar os personagens memoráveis que se dedicaram à cultura no Piauí.

Grande abraço

CCorrales · São Paulo, SP 18/6/2007 13:32
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jjLeandro
 

Bom trabalho, Joca. Precisamos apresentar a BR os fatos que copõem a nossa história. Esse seu grande zelo por sua terra é muito importante e digno.
Parabéns

jjLeandro · Araguaína, TO 18/6/2007 16:38
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Andre Pessego
 

Joca, ando sem tempo para comentar. Se o tivesse - Ainda diria
- O bom - não é somente o samba e a capoeira que está escrevendo esta outra banda da História, que é a melhor, a mais verdadeira - Esta banda de 3/4 feita pelo negro, e seus "derivados" - sem meios, de toda ordem. Pediria ao pessoal do Teatro, notdamente de Mato Grosso, que procurasse informações sobre Vitoriano. Meu amigo Agenor, etc. etc. Claro que vinha votar
o teu esforço é o mínimo que merece, votar.

Andre Pessego · São Paulo, SP 18/6/2007 21:49
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Agenor
 

Olá Joca!
Voltei pra votar com todo prazer do mundo
Abraços
Agenor

Agenor · Aquidauana, MS 18/6/2007 21:53
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Juliaura
 

Devotei-me a ti.
Votei.
Lê-lo-ei adelante, que la noche cambia mis ojos em rojo.

Té, guri do Piauí.

Juliaura · Porto Alegre, RS 18/6/2007 22:24
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Rynaldo Papoy
 

Gostei muito, meu amigo. Se puder, dá uma ouvida na música que coloquei no meu perfil. Está na fila de edição. Abraço!

Rynaldo Papoy · Guarulhos, SP 18/6/2007 22:40
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Spírito Santo
 

Querido Joca,
(Cheguei tarde, mas, ainda em tempo de completar a votação.)

A história do Possidônio me emocionou de amis. Vo cê tinha razão. Não sabia que mais esta pessoa maravilhosa tinha existido por aí.
Depois de ler, me lembrei de uma reportagem que vi sobre o Piauí há mais de 30 anos atrás cujo título me impressiona até hoje. Foi na fantástica revista 'Realidade' (lembra?). A matéria falava do quase absoluto desconhecimento que o Brasil tinha sobre o Piauí e o título era o seguinte: 'O Piauí existe?'
Veja como são as coisas: Ainda hoje a carência de memórias do Piauí existem. Por aqui, já que o Adroaldo virou mesmo gaúcho e só fala em 'barbaridades', a salvação és tu, homem de Deus. Fala mais daí!

Grande abraço.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 19/6/2007 06:49
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Spirito Santo:

Devo discordar de você:
A bancada do Piauí está muito bem representada no Overmundo, a começar por duas estrelas de primeira grandeza do jornalismo piauiense, a querida Natacha Maranhão e o premiadíssimo André Gonçalvez. Tem também a menina de Alegrete, a bela Isabela, que estreou no overmundo colhendo mais de trezentos votos. Isto apenas para falar dos mais salientes.
Quanto a mim, que não sei se sabe, sou paulistano de nascimento, e até 5 anos atrás conhecia tanto o Piauí quanto a maioria dos brasileiros, assumi como missão o resgate da injustiça que é praticada contra o Estado mais charmoso do Brasil.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 19/6/2007 06:59
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Errata: André Gonçalves (desculpe André)

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 19/6/2007 07:01
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Spírito Santo
 

Vixe! Mas não é que o Piauí existe mesmo? Se o o Adroaldo assume as origens, então, aí é que nós, os cariocas, paulistas, mineiros e outros maioristas 'tamos fritos mesmo! É karma pra dar e vender.
Meus respeitos.
Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 19/6/2007 07:47
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos Amigos:

O oeirense Rogério Newton é um dos cronistas mais lidos e admirados do Piauí. O texto abaixo foi originalmente publicado na revista Pulsar, número 1, editada em Teresina em 1998.

"Índios em Oeiras
Rogério Newton*

Dia de Feira. Três índios chegam a Oeiras.Vendo a multidão que os seguia, como se fossem extra-terrestres, Possidônio Queiroz vai imediatamente se entender com os índios que, finalmente, encontram quem lhes dê a atenção merecida. Possidônio leva-os para sua casa, tira da estante da sala uma garrafa de vinho (de caju?) sacode a poeira e festeja com os visitantes aquele encontro. Conhecedor da história do Piauí, Possidônio sabia que os índios piauienses eram um povo dizimado. E enquanto a cidade inteira via naqueles índios apenas o exótico, Possidônio via-os como visitantes especiais. Possidônio certamente identificou a origem daqueles índios, pois conversou longamente com eles antes de irem embora, naquele mesmo dia. Esse fato, que se passou na década de 60, serve para mostrar quem era Possidônio Queiroz".
* Veja algumas das belas crônicas do Rogério Newton em www.fnt.org.br
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 19/6/2007 08:24
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FILIPE MAMEDE
 

Excelente matéria. Parabéns pelo resgate de uma personagem tão rico. O sr. Possidônio era, sem dúvida, uma fonte de muita coisa boa não é mesmo?
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 19/6/2007 08:41
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FILIPE MAMEDE
 

Ah, esqueci de falar das fotografias. Casamento perfeito entre texto e imagem. Parabéns pela pesquisa. Até...

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 19/6/2007 08:43
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos amigos:

Este homem nutria uma paixão recôndita aos 76 anos de idade

S E G R E D O S
por Possidônio Queiroz


FÉLIX ALEXIS ANVERS, advogado, poeta, escritor francês teve o seu grande segredo traduzido num soneto que ficou célebre...

Todo mundo tem um segredo na vida, segredo que traz, bem guardado, no gazofilácio do coração.
Os animais irracionais não tem segredos, porque entre eles não há mexericos, não há futriquinhas, nem escândalos, como entre as criaturas. Por isso, porque não tem segredos, porque não há mexericos entre eles, por esta razão, nalguns pontos são mais felizes do que as criaturas racionais.
O grande poeta português Guerra Junqueiro disse que entre os animais não há certos ritos, que se observam entre os homens. Assim, disse ele, os animais se casam à lei da natureza, à luz do sol, ou da Lua, a qualquer momento. Casam-se sem precisar de ministro, sem tirar licença, sem precisar de proclamas, ou de correr banhos, etc.
A notável poetiza brasileira Gilca Machado, numa de suas belas poesias disse que os animais, que as aves, eram muito mais felizes que ela, pois se amavam por toda a parte, sempre que desejavam, comovendo os que presenciavam as suas cenas de amor, plenas de encanto e de beleza. Os animais não tem segredos, por isso não precisam se amar às escondidas.


Todo mundo tem um segredo na vida, segredo que é preciso trazer bem guardado; que precisa se subtrair ao conhecimento dos bisbilhoteiros, à perversidade chocarreira dos maus.
Quantos religiosos não trazem, dentro do coração, uma imagem de mulher, solteira ou casada, por quem nutriu uma paixão impossível, um desejo irrealizável? E, no entanto, precisam esconder o seu sentimento, avaramente, dos farejadores de escândalos...


Todos temos um segredo. Na França, no século passado – diz-nos a história, houve um caso de segredo comovente, que ainda hoje abala a alma romântica da pátria de Moliére. Os que lêem esse caso, sentem um frêmito de comoção, um sentimento de piedade a dominar-lhes as almas.
O advogado, escritor e poeta Alexis Felix Arvers ( ou simplesmente Arvers, nome literário), foi tomado por uma paixão impossível.
Freqüentava ele a casa de um homem notável, já bem entrado em anos, cuja esposa, jovem e formosa, era o encanto da casa e da roda ilustre que freqüentava o lar da dita senhora. O velho marido era também escritor. A jovem mulher também um espírito culto.
Vivia-se o tempo da “belle époque”. Tempo em que os salões parisienses se enchiam todas as noites do que havia de mais elevado na sociedade, no campo da música, da inteligência e da cultura. E havia danças e tertúlias literárias e entretenimentos musicais.
A casa de Maria Nodier, encantadora senhora, espírito fino, culto, era um desses recantos privilegiados onde se reuniam homens de letras, escritores, jornalistas, compositores, a fim de ouvirem e fazerem arte.
Atraiam, naquela encantadora mansão, não só o espírito do dono, apreciado escritor, como, e sobretudo, a beleza física e espiritual da sua mulher – Maria Nodier – cuja graça feminina a todos prendia..
Arvers, jovem e ardente advogado e poeta, apaixonou-se, perdidamente, pela jovem dona da casa. Apaixonou-se e sofria extraordinariamente por isso. Como sabia que se tratava de um sentimento dolorosamente impossível, quis fugir, deixar de freqüentar as reuniões. Mas a sua presença era reclamada. O dono da casa não queria que o poeta perdesse as reuniões, porque com sua palavra fluente, vívida e culta, era Anvers um dos centros de atração das animadas tertúlias.
O poeta definhava. A bela Maria Nodier, dotada de espírito fino, notou que estava sendo desejada pelo jovem e inspirado poeta. Aliás, toda mulher descobre, sente quando está sendo desejada por um homem, por mais que ele esconda seu sentimento.
Maria Nodier alimentou honestamente a paixão do jovem. O velho marido descobriu, também, o infeliz sentimento do moço. E, compreensivo, vendo que sua esposa também sofria, fez algo para que eles se amassem. Maria Nodier, porém, embora sofrendo muito, em demasia, embora desejando também, muito, não se entregou a Anvers. Foi um triste e funéreo amor platônico, o mais infeliz dos amores. Amor que não merece nem o nome de amor, como afirmou uma educadora americana.. Maria nodier, num momento de desespero ou de extraordinário deslumbramento amoroso, chegu a dizer “– Eu me conservei casta por volúpia.”
Arvers é, na França, um dos símbolos do amor sofrimento, do amor apenas desejo. Tornou-se célebre. Mais célebre ainda por causa do belo e inspirado soneto em que descrevea história de seu segredo, do seu infeliz sentimento amoroso. Segredo que não podia confessar a ninguém. E que no entanto foi surpreendido pela mulher adorada e pelo seu arguto marido.
(continua)

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 19/6/2007 09:10
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

(Continuação)
O soneto de Arvers foi traduzido para várias línguas. É considerado por muitos como o rei dos sonetos. Nogueira Tapety – o emotivo estranho, o festejado poeta oeirense, em cuja alma viviam clarões de arrebois e também dilúculos agônicos—Nogueira Tapety, que também sofreu muito por uma bela conterrânea, fez do célebre soneto do angustiado poeta francês uma linda tradução.


Também tenho um segredo na vida. E, por isso, me inquieto e sofro. Sofro porque desejo o impossível.
Se houver alguém que possa afirmar que não tem um segredo na vida, esse alguém é um insensível, um embotado para o mundo do belo, um espírito primitivo, um coração onde não entra o encanto das manhãs primaveris, nem a magia das noites de plenilúnio; um coração que não tem olhos para ver a beleza encantadora das crianças, um homem de pedra, um homem só matéria.
Oeiras, 6 de maio de 1980

Veja, abaixo, o Soneto de Arvers

Le sonet D’Arvers

Mon âme a son secret, ma vie a son mystère ;
Un amour éternel en un moment conçu,
Le mal est sans espoir ; aussi j’ai dû le taire,
Et celle qui l’a fait n’en a jamais rien su.

Hélas ? j’aurai passé près d’elle inaperçu,
Toujours à ses côtés et pourtant solitaire ;
Et j’aurai jusqu’au bout fait mon temps sur la terre,
N’osant rien demander et n’ayant rien reçu.

Pour elle, quoique Dieu l’ai faite douce et tendre
Elle ira son chemin, distraite et sans entendre
Ce murmure d’amour élevé sur ses pas,

A l’austère devoir pieusement fidèle,
Elle dire, lisant ces vers tout remplis d’elle,
« Quelle est donc cette femme ? » et ne comprendra pas.

E a tradução do Guilherme de Almeida:

SONETO DE ARVERS

Tenho na alma um segredo e um mistério na vida:
Um amor que nasceu, eterno, num momento.
É sem remédio a dor; trago-a, pois, escondida,
E aquela que a causou nem sabe o meu tormento.

Por ela hei de passar, sombra inapercebida,
Sempre a seu lado mas num triste isolamento,
E chegarei ao fim da existência esquecida
Sem nada ousar pedir e sem um só lamento

E ela, que entanto Deus fez terna e complacente,
Há de, por seu caminho, ir surda e indiferente
Ao murmúrio de amor que sempre a seguirá.

A um austero dever piedosamente presa,
Ela dirá lendo estes versos, com certeza:
"Que mulher será esta?" - e não compreenderá.

Tradução de Guilherme de Almeida




Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 19/6/2007 09:22
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Priscila Silva
 

Parabéns! belo texto. Li, gostei e votei.

Um beijo.

Priscila Silva · Vila Velha, ES 19/6/2007 09:52
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CCorrales
 

Joca querido,
Vi que não deste bola para minhas sugestões de correções. Eu só fui tão detalhista porque você tinha pedido que eu desse uma pensada nas correções sugeridas por outros amigos do Overmundo.
E também achei que você merecia o esforço, já que se dá a esse trabalho de corrigir textos de outros amigos de cá.
De qualquer forma, parabéns pela repercussão e destaque na primeira página do Overmundo (nesse momento).
Beijos

CCorrales · São Paulo, SP 19/6/2007 10:07
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Higor Assis
 

Voltei para votar.

Merecido.

Higor Assis · São Paulo, SP 19/6/2007 10:23
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Adroaldo Bauer
 

Piauí, Piauí,
terra de moça bonita
E de cabra bom no fuzi,
Mas distante daqui dez léguas,
Tem cada fi di uma égua,
que nega até um piqui


Papai (maranhense de Pedreiras) casou com mamãe (maranhense de Magalhães de Almeida) justo na Parnaíba, Piauí, onde nasci e nunca neguei, e o meu considerado overmaigo Spirito o sabe.
Sou piauiense, tchê.
Apenas que fui trazido para o Rio Grande.
Seu Milton Bogéa Corrêa e dona Maria de Lourdes Spíndola Corrêa nunca me informaram para que lado o cabra valente que cantava aquele verso ali em cima apontava quando falava dos fi di uma égua.
Como eram maranhenses, restava pra minha imaginação de guri que só podiam se referir a piratas a desembarcar no escaso litoral da Foz do Parnaíba.
Suposições, meras suposições.
Fato é que sou da bancada planetária, pelos quadros do Rio Grande e do Piauí e quero ver cassarem o meu mandato.
Faço uma revolução em contra.
Agora mais sério, como diz a Juliaura:
Joca, o Posidônio ter aquela tertúlia com os três índios chegados à cidade é o exemplo de conduta do que se deva fazer a qualquer tempo desde 1.500.
Receber com candura, ternura e honestidade de princípios um outro ser humano. Figuraça, ele. Digna de pessoa do bem.

Aos originários daqui tudo o que se faça em favor será pouco sempre, tais as atrocidades e crimes lesa humanidade cometidos.

E o amor em segredo.
Ele digno.
Ela em volúpia.
Loucas pessoas.
O vinho devia ser muito bom para tanta prosa e verso.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 19/6/2007 10:28
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stefano ferreira
 

Joca, que emoção abrir o overmundo e encontrar o magistral história de Possi estampada para o Brasil.
Parabéns pelo texto delicioso!

stefano ferreira · Oeiras, PI 19/6/2007 10:39
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Leca Perrechil
 

Belo texto. Às vezes também acho que minhas palavras não serão suficientes para expressar tudo o que tem pra ser dito. Bjos.

Leca Perrechil · São Paulo, SP 19/6/2007 11:09
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Thiago Paulino
 

Rapaz.. grande figura esse Possidônio, muito obrigado Joca pela oportunidade de conhecer tal personagem de grande humanidade. Gostei nuito do texto.. o que me faz pensar que este cara daria uma ótima biografia (já existe alguma? pq vc não se aventura?)

Adorei também a parte da carta sobre a despedida da flauta: "Ficava, muitas vezes, noite velha a dentro a manejá-la encantado com o que ela me dizia. Doce ao extremo, requeria um sopro suave, fraco, porque do contrário ela gritava magoada." Poesia pura!

Seria interessante você colocar uns MP3s dele aqui (regravaram algum material dele?)

Abraço forte!

Thiago Paulino · Aracaju, SE 19/6/2007 11:13
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cesar caranguejo
 

Ei Joca! que massa encontrar você no overmundo.
Ainda mais com esse texto maravilhoso sobre o Possidônio.
Parabéns meu velho!
Abraços!

cesar caranguejo · Aracaju, SE 19/6/2007 13:14
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crispinga
 

Meu querido Joca
Que história magnífica. Já está arquivada como uma das minhas favoritas. E para que eu possa lê-la com bastante calma depois!
Isso dá um belo roteiro de filme!
BJOCA!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 19/6/2007 13:57
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Tânia Brito
 

Joca, parabéns pelo texto e pela iniciativa em revelar-nos mais uma figura tão interessante aqui no Overmundo. Este é o Piauí! Este é o Brasil... Gostei mto da carta que escreveu ao filho ao enviar-lhe a flauta..."Nos graves uma beleza encantadora. Notas cheias redondas, magníficas. Nos médios uma riqueza de doçura que se assemelhava ao violino. Nos agudos afinadíssima e agradável sobremaneira ao ouvido." Poeticamente descreveu os sons daquela de quem há anos não tirava uma nota...
Joca, como vi que o texto é apenas o início do que ainda virá sobre o Possidônio, gostaria que abordasse mais algo a respeito e sob o ponto de vista deste trecho do seu texto: "...um “preto de alma branca” que abandonou as referências étnicas para assumir a ideologia dos senhores de escravos."
Parabéns mais uma vez! Aguardamos a parte 2.

Tânia Brito · Campo Grande, MS 19/6/2007 14:12
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Fê Pavanello
 

Joca,
tens razão! Surpreendeu-me!
Bela história!!!
Que figura mais interessante esse Possidônio!!
Gostei muito!!

Fê Pavanello · Brasília, DF 19/6/2007 15:25
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos amigos:
Como não é possível a leitura do Poema que abre esta colaboração, transcrevo-o aqui

Sábio e Santo
Luiz Lopes Sobrinho
Ao professor Possidonio Queiroz cuja excessiva modéstia esconde, na cidade de Oeiras, uma inteligência de Sábio e uma alma humílima de Santo.


Num quarto do mercado, em mísera quitanda,
Entre sacos de sal e caixas de sabão
Escopnde-se a figura augusta e veneranda
De um êmulo de Rui, de igual celebração

Ele, talvez, se ligue aos filhos de Luanda,
Das plagas de Uadai, de Darfur, no Sudão
E conserve no sangue os mistérios de umbanda
E as luzes de Iemanjá, no grande coração!

Que importa o mundo, o povo, o clã de onde proveio
Se o seu saber reluz, de Oeiras, no alto meio
E umapalavra má nunca manchou seus lábios?!

Na Música é professor! Conhece a geografia;
Sabe História e Direito, e, até, Astronomia!
Na Língua é visto, enfim, dando lições aos sábios!
Oeiras,1958

o poeta Luiz Lopes Sobrinho (Oeiras 1905 – teresina 1984) foi Juiz de Direito

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 19/6/2007 16:04
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André Gonçalves
 

Bom ver a estória de Possidônio, mesmo que resumida resumidíssima. Deverias escrever uma biografia do nosso cidadão de Oeiras e, aí sim, o Brasil poderia conhecer quem e o que foi esse piauiense.
Como você, não sou do Piauí. Olha que maluquice: nasci em Niterói, sou criado em Minas e me descobri piauiense em 1989. Uma das grandes alegrias que teria na vida seria, um dia, receber um título de cidadão piauense. Não pela vaidade tola, mas por querer ser piauiense, a ponto de em tudo meu, assim como você fez em seu nome com Oeiras, ter Piauí. Meu email, por exemplo, é andrepiaui, e por aí vai.
Enfim, obrigado pela citação e pelo elogio. Coisa perigosa, essa, de receber elogios. Por isso, acho que vou usar sapatos dois numeros menores, hoje, para poder sentir melhor os pés e percebê-los bem rentes ao chão.
E, detalhe, em respeito aos brilhantes jornalistas piauienses, em especial a excelente e gent boníssima Natacha Maranhão: não sou jornalista e, sim, redator de publicidade. Me atrevi a ter colunas em jornais, e aqui e ali finjo que escrevo algo de relevante em verso e prosa. Nada mais. Um mero ajuntador de letras.
Um abraço, e precisamos nos ver fora do Overmundo.
(quanto ao Goncalvez, achei divertido... rs rs rs)

André Gonçalves · Teresina, PI 19/6/2007 16:56
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Isabela ramos
 

Joca, parabéns pelo artigo!! muito bom! abração!

Isabela ramos · Teresina, PI 19/6/2007 18:21
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Marluce Freire Nascasbez
 

Joca,

Belíssima mátéria!

Amo música e músicos, meus filhos todos são músicos: sax/ trompete/ tronpete e violão. Moro na terra dos músicos. Quase toda família aqui tem um músico. Minha cidade é Carnaíba-PE, terra do compositor Zé Dantas que Luiz Gonzaga entoava suas canções: Sábia, Riacho do navio, Noites Brasileira, Volta da asa branca e outras. Fiquei verdadeiramente encantada com o músico Possidônio / Vale apena eternizá-lo no seu trabalho. Acredito que de outras forams ele jamais morrerá, músico não morre, músico fica encantado.

Muito bom teu trabalho!

. Vou nos teus passos nesse exemplo e qualquer dia eu faço uma máteria sobre a música que esteve em cinzas em minha cidade, durante anos ela foi silenciada pelos poderes políticos, mas agora ela renasceu das cinzas como fênix com um novo poder público!

Amei teu trabalho!


Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 19/6/2007 18:27
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brigitte
 

Que história linda! Nosso Brasil esconde riquezas infindas no sertão nordestino. Quanto mais conheço histórias assim, mais me orgulho desse país. Parabéns Joca, adorei conhecer um pouco mais sobre Oeiras.

brigitte · Goiânia, GO 19/6/2007 22:08
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Marcela Fells
 

O sertão me dá até calafrios, anima nima

Marcela Fells · Belo Horizonte, MG 19/6/2007 22:50
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Mi [de Camila] Cortielha
 

Joca, além de um exemplo, parecia muito simpático Possidônio. Contribuição valiosíssima, orbigada por me chamar a atenção sobre ela! :D

Mi [de Camila] Cortielha · Belo Horizonte, MG 19/6/2007 23:40
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Saramar
 

Oi Joca, desculpe o atraso.
Fui lendo, aos poucos porque o tempo (ou a falta dele) não está me permitindo nada (que coisa!).
É uma história maravilhosa que parece novela.
E eu que nem sabia deste detalhe da primeira capital ou da capital da fé. Você é realmente um anjo-professor.
Dessas almas encantadas, de artista e mestre, se faz a história mais bonita de um lugar dentro deste surpreendente país.
Adorei.
Obrigada.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 20/6/2007 08:13
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Nivaldo Lemos
 

Joca, meu amigo,
tenho tido pouco tempo para navegar no Overmundo, mas sempre que posso visito seus textos. Ontem mesmo, li A Fábrica de Sonhos, que, como este, é perfeito. Seus textos têm perfeito equilíbrio entre sensibilidade literária e objetividade jornalística necessária. Este sobre o Possidônio é um exemplo. Gostei muito. Espero tempo para também colaborar com histórias do Piauí, muitas das quais familiares, de Floriano, onde nasci. Quando lograr fazê-lo, espero conseguir, ao menos em parte, a competência e a beleza de sua narrativa. Afora isso, seu texto me inspirou a fazer uma sugestão ao Overmundo. Ei-la: não seria interessante criar um link somente para histórias do gênero memórias das cidades (algo como Cidades e Gentes ou Memória das Cidades ou título semelhante)? Creio que preencheria uma lacuna da historiografia oficial e agradaria sobremaneira aos leitores, pelo que tenho visto. O que acha? Parabéns pelo texto. Um forte abraço deste piauiense no Rio.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 20/6/2007 10:52
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Rosa Magalhães
 

Estou encantada com mais um delicioso texto seu, meu amigo Joca, sempre enaltecendo o Piauí com suas belas palavras. Pra mim, a matéria não carece de correção. Carece de olhos que se voltem pra cá e vejam a rica cultura que há nesse "pedacim" de nordeste. Beijos e abraços (plagiando você, viu?) de Oda Mae, amiga orgulhosa do Anjo Andarilho!

Rosa Magalhães · Teresina, PI 20/6/2007 11:05
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Lízia Sena
 

Parabéns Joca!
Uma história maravilhosa. Foi ótimo conhecer sobre Oeiras e seu grande herói.

Lízia Sena · Salvador, BA 20/6/2007 16:16
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Natacha Maranhão
 

ê Joca, que coisa linda você trouxe pra cá! Que bom que tem você aí em Oeiras pra trazer tanta coisa boa. Parabéns!!
E sobre a overcomunidade piauiense, rsrsrsrs, preciso confessar que também não sou nascida aqui...O Maranhão não é só sobrenome, nasci em Caxias, aqui pertinho.
Mas como o André, me sinto tão piauiense (piauizeira, como costumo dizer) que às vezes preciso me corrigir quando me perguntam "de onde eu sou"; muitas vezes o Piauí sai primeiro.
É minha terra querida, do coração mesmo!
E já que tocamos no assunto e somos três overmanos do Piauí "forasteiros", olha que cousa!!
beijo grande!
pra você também, André.

Natacha Maranhão · Teresina, PI 20/6/2007 23:43
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Natacha Maranhão
 

Será que a Vanda Queiroz, neta do Possidônio, já passou por aqui?
Linda cantora ela...linda linda...

Natacha Maranhão · Teresina, PI 20/6/2007 23:46
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Labes, Marcelo
 

Joca, meu caro, li o texto mas ainda não tive tempo de ler os comentários. Sei que, em se tratando de um texto teu, é mais do que necessário lê-los para ter, por assim dizer, visões mais amplas do que o dito no texto principal. Novamente - porque foi assim da última vez - é necessário que eu te agradeça por trazer o Piauí, ou melhor, por trazer o Brasil a quem brasileiro é mas que do Brasil pouco sabe. Eu e muitos outros overmanos, certamente. Grande texto! Grande abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 21/6/2007 02:57
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Tânia Brito
 

Joca! Vi que tem muitas colaborações aqui pelo Overmundo e que sempre ajuda na edição dos textos. Estou com um texto no banco de cultura http://www.overmundo.com.br/banco/sala_edicao.php?em_edicao=8448 e gostaria que, se possível, desse uma olhada e ajudasse a aditá-lo. Não é nenhuma Brastemp, mas é um primeiro passo...Não sei se chego lá, mas até Tanquinho quem sabe cosiga chegar... Quer dizer, me esforçarei pra isso...(rs) Nem sempre somos bons naquilo que gostaríamos de ser...Mas escrever se aprende escrevendo e lendo muito né?! Vou seguindo assim, neste exercício. É no mínimo uma terapia...como foi, por exemplo, ter lido este texto seu...
Obrigada e abs

Tânia Brito · Campo Grande, MS 22/6/2007 03:20
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linney
 

Bela reportegem.Para quem é do Sul é importante saber sobre a
história de brasileiros como Possidônio Queiroz.

linney · Canoas, RS 22/6/2007 14:20
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Está imperdível a entrevista com o maestro que descobriu a importância trancendente da obra musical de Possidônio Queiroz..

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 16/3/2009 18:50
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido overmano(a)
Estamos em Campanha para dar a este homem, in memorian, evidentemente, o a Medalha da Ordem do Mérito Cultural. Veja o Blog da Campanha.
Caso assim deseje você também pode soidarizar-se a ela.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 15/5/2009 07:38
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