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O Hip-Hop no ABC

Cedido pela Casa do Hip Hop de Diadema
O Hip Hop ultrapassa a barreira dos preconceitos
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CULTURA DESINDUSTRIAL · Santo André, SP
11/1/2007 · 102 · 9
 

No final da década de 80, jovens da periferias da região do Grande ABC, São Paulo, começaram a aderir à cultura hip-hop, inspirados no subúrbio de Nova York. Estes guetos enfrentavam todos os tipos de problema: pobreza, violência, racismo, tráfico de drogas e carências de infra-estrutura, educação etc.

Isso não é diferente nos subúrbio da região. Jovens sem educação, emprego e perspectiva de vida, fizeram que o Grande ABC fosse um dos lugares mais violentos do Estado de São Paulo.

A cultura hip-hop veio ter seu “boom” nas cidades do ABC no início da década de 90, com o primeiro movimento musical de Diadema. Junto com o hip-hop, cresceu o movimento de grafitti, danças de rua e o rap.

Maria Laudia de Oliveira, 46, Coordenadora do Centro Cultural Canhema, em Diadema, acredita que trabalhar a motivação dos jovens é a melhor forma de tirá-los da criminalidade. “Eles já nascem com todo tipo de problema, não tem acesso à comida e nem a saúde, eles vão crescendo em torno de toda a miséria e chega um momento que não teremos mais controle”, diz.

A pintura, o grafitti vem crescendo na preferência dos jovens, fazer desenhos retratando o dia-a-dia é uma das propostas do grafitti. O grafiteiro Fabrício Zoneda, 25, de Santo André, trabalha com desenho de rua desde os 12 anos. “O graffiti foi que deu rumo na minha vida, comecei colocar na pintura tudo o que vivi, nas alegrias e tristezas e hoje sustento meus filhos com os meus desenhos”, diz. Para estudiosos, o hip-hop é a “mãe” de todas as outras culturas de “gueto”.

Na região existe dois centros culturais voltados para o gênero musical, o Centro Cultural Canhema, que existe há sete anos na cidade de Diadema. Aulas de break, dança de rua, artes plásticas e composição e rima (rap), são umas das atividades do Centro. Segundo Maria Laudia, a proposta do Canhema (conhecido como a Casa do Hip-Hop) é trabalhar a cultura de um modo geral com os jovens. “Quando foi criado o Canhema, o nosso maior objetivo era diminuir a criminalidade que era muito grande entre os jovens de Diadema, não é o ideal ainda, mas melhorou bastante do que era antes”, conclui.

Com 25 cursos na sua grade, o Centro Cultural tem por volta de 160 alunos. As inscrições para participar da ONG acontecem semestralmente.

Outro Centro cultural é o Posse Hausa, de São Bernardo do Campo, entidade com 13 anos de existência. Coordenado por Honerê Al-amin Oadq, 29 anos, o objetivo do centro é levar a cultura do hip-hop e Afrodescendentes às periferias da cidade. Para Honerê, a cultura do hip-hop já teve mais força na região. “Houve uma perda de conscientização dos órgãos públicos em ajudar a cultura do rap, a música afasta os adolescentes do crime e das drogas”, diz.

Fazem parte da Posse Hausa 30 pessoas, que ajudam na divulgação e na realização de atividades da cultura de rua.

O MC João Paulo Saturnino Ribeiro, 20 anos, vê o futuro do hip-hop no Grande ABC como um “pilar” de sustentação para os jovens. “O rap, o hip-hop, o graffiti, o break, tudo é a produção da periferia, é contar o que se passa por lá e sem dúvida isso vai chegar nos grandes centros das cidades”, diz.


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Sergio Rosa
 

Para facilitar a leitura, seria legar dar um espaço entre cada parágrafo.

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 8/1/2007 10:58
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CULTURA DESINDUSTRIAL
 

Valeu pela sugestão, vou ver se arrumo isso.

CULTURA DESINDUSTRIAL · Santo André, SP 8/1/2007 11:16
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Clara Bóia
 

Texto bastante interessante!
Só dou a dica de corrigir duas pequenas coisas: no segundo parágrafo, subúrbio no singular; no sexto parágrafo, a palavra sete está com S máiúsculo. (perdoe a incoveniência).

Clara Bóia · Blumenau, SC 9/1/2007 11:42
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CULTURA DESINDUSTRIAL
 

Muito obrigada pelo elogio e dica Clara. Muita paz aí em Santa Catarina

CULTURA DESINDUSTRIAL · Santo André, SP 9/1/2007 13:56
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Roberto Maxwell
 

Interessante a materia. Faltou as producoes dos artistas e grafiteiros locais. Alias, que tal essa sugestao para a proxima materia? E, ainda, que tal convida-los para entrar no Overmundo e colocar seus trabalhos aqui?

Roberto Maxwell · Japão , WW 12/1/2007 09:09
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CULTURA DESINDUSTRIAL
 

Com certeza Roberto, vou ver se dou continuidade a isto. Obrigada

CULTURA DESINDUSTRIAL · Santo André, SP 13/1/2007 16:21
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Mario C.
 

Me pergunto se é por essa espécie de "tradição hip-hop" do ABC que é realizado em Santo André aquele festival (que eu não sei o nome) que trouxe em 2006 o DeLa Soul e já teve Jurassic 5 e outros grupos de peso nos outros anos.

Mario C. · Belo Horizonte, MG 15/1/2007 00:30
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FAROFLAKE
 

Por favor, eu gostaria de saber se tem algum professor de
dança "hip-hop" em Santo André que possa dar aulas particulares,
responda no meu e-mail fellipe1510@hotmail.com
Obrigado

FAROFLAKE · Santo André, SP 11/9/2007 22:47
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DERCILIO SANTOS
 

OLÁ, SOU ESTUDANTE DA METODISTA RADIO E TV E ESTOU FAZENDO UM DOCUMENTARIO SOBRE O HIP HOP E GOSTARIA DE ENTRAR EM CONTATO COM OS RESPONSÁVEIS DOS CENTROS CULTURAIS CANHEMA SRA. MARIA LAUDIA DE OLIVEIRA E COM O SR. HONERÊ AL-AMIN OADQ, ABRINDO ESPAÇO PARA DIVULGAR INFORMAÇÕES SOBRE OS SEUS TRABALHOS ESPECIFICOS NA REGIÃO, POR FAVOR ME ENVIE TELEFONE, EMAIL OU ENDEREÇO.

DERCILIO SANTOS · São Paulo, SP 3/4/2008 15:47
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