O HOMEM DAS FLORESTAS *

www.augustoruschi.com.br
Augusto Ruschi
1
FILIPE MAMEDE · Natal, RN
14/9/2007 · 205 · 19
 

“Cortam as matas ignorando tudo o que está dentro. Ninguém quer saber que lá têm milhares de animais, centenas de milhares de espécies de insetos, de plantas, que fazem o seu equilíbrio. E o equilíbrio natural é complexo, onde às vezes a ausência de um elemento pode causar uma falha muito grande. O homem é que perturba e desequilibra”. Frases como esta, eram comuns no repertório de Augusto Ruschi, Patrono da Ecologia Brasileira e pioneiro no estudo do beija-flor.

Nascido em Santa Teresa - Espírito Santo, no dia 12 de dezembro de 1915, Augusto Ruschi foi cientista, agrônomo, ecologista, naturalista e, até mesmo, advogado. Reconhecido por seus estudos sobre os beija-flores e também sobre as orquídeas, Augusto Ruschi foi, sobretudo, um árduo defensor da fauna e flora brasileiras, lutando e trabalhando incansavelmente como muito poucos na história da humanidade.

Dedicado às descobertas, Augusto Ruschi catalogou 80% das espécies conhecidas de beija-flores, descobriu duas novas, e elaborou a descrição de cinco, além de onze subespécies. Preservacionista, ainda na primeira metade do século XX, Augusto Ruschi realizava excursões pelo Brasil e polemizava com personalidades acadêmicas, políticas e empresariais muitas questões relevantes sobre a importância de se pensar o homem e a natureza numa relação respeitosa e sustentável.

SENSIBILIDADE HEREDITÁRIA

Seguindo a tradição de quase dois mil anos no trabalho com ciência e plantas da família, Augusto Ruschi, ainda menino, apresentava uma curiosidade inata pelas flores que seu pai cultivava como hobby na “Chácara Anita”. Começou seus estudos em Santa Teresa, no colégio Ítalo Brasileiro, onde diversas vezes era chamado a atenção nas aulas, pois detinha-se em brincadeiras com insetos que levava em vidrinhos e caixas de fósforos.

Com dez anos passou a residir na cidade de Vitória, para estudar no colégio estadual. Sua professora de Ciências e História Natural foi a pesquisadora e historiadora capixaba Maria Estela de Novaes, que, percebendo sua paixão pela vida dos insetos, bichos e plantas, foi a grande incentivadora do jovem Ruschi em sua iniciação ao mundo das ciências. A sensibilidade da Maria Estela, aliada à sua lucidez e firme temperamento, foram os ingredientes básicos deste processo de iniciação científica que auxiliaram o jovem Ruschi, ele, que vivia pelas matas observando, desenhando e colecionando plantas, flores e animais, passando por até diversos dias sem retornar.

Os livros aos quais Ruschi tinha acesso na época iam se tornando insuficientes e alguns, até mesmo, incorretos perante seus questionamentos e observações de campo. Em conseqüência, iniciou um intercâmbio com pesquisadores do Museu Nacional e do Jardim Botânico, enviando materiais coletados aos pesquisadores, em troca de bibliografias especializadas. Certa vez, o jovem Ruschi enviou suas observações sobre uma praga dos laranjais que assolava a lavoura, descrevendo o ciclo de vida do bicho e solicitando maiores informações a respeito do assunto ao Museu Nacional.

O responsável por esta área no Museu Nacional era o Professor Mello Leitão, que passou as informações de Ruschi para o Professor Felippo Silvestre, cientista italiano e especialista, que estudava formas de combater a praga que dizimava os laranjais de todo o mundo. As informações de Ruschi foram fundamentais para a solução dos problemas, pois entravam justamente na complementação de uma pesquisa mundial que se desenvolvia sobre o assunto, onde milhões de dólares foram investidos. Ruschi havia tido tempo suficiente para montar e observar mais de 500 caixas de lagartas, coisa que os laboratórios não haviam feito. Desta forma, ainda jovem, aos 12 anos, começou a se tornar conhecido e admirado por alguns cientistas do país.

Apadrinhado desde então, Augusto Ruschi contribuiu para o aperfeiçoamento científico e para o desenvolvimento de várias pesquisas. E aos 17 anos, começou a trabalhar para o Museu Nacional e Jardim Botânico como coletor de materiais botânicos e zoológicos. Suas pesquisas foram fundamentais para o conhecimento da fauna e da flora da Mata Atlântica, passando, pouco tempo depois, a residir na cidade do Rio de Janeiro. Mas com sua sede de conhecimento, sua estadia pela “cidade maravilhosa” foi breve. Augusto sentiu que o trabalho de campo que realizava antes, nas matas virgens do Espírito Santo, era muito mais relevante para a ciência do que o trabalho nos laboratórios.
Iniciativas como essa, fizeram de Augusto Ruschi a principal autoridade mundial sobre ecologia da floresta Atlântica, sendo o único cientista no mundo a viver 50 anos no interior da floresta e estudá-la por todo este período.

RESERVAS AMBIENTAIS

Mas antes disso, nos anos 40, Augusto Ruschi assessorou a Secretaria de Agricultura do Espírito Santo, desenvolvendo uma política de preservação do meio ambiente. Como resultado deste trabalho, implantou diversas unidades de conservação. Em 26 de junho de 1949, na mesma data em que 74 anos antes, italianos haviam colonizado o solo teresense, Ruschi fundou de Museu de Biologia Professor Mello Leitão, uma instituição que servia de suporte para a política estadual de meio ambiente e para suas pesquisas. Para dar início às atividades científicas do Museu, Ruschi juntou todos os levantamentos que havia realizado até então e iniciou a publicação de seus trabalhos.

Foram editados cerca de 400 números do Boletim do MBML. Lançou duas teses principais, uma sobre as Reservas Ecológicas, assunto pouco comum na época, e outra sobre o Desenvolvimento Agrícola Auto-sustentável em Florestas Tropicais. Na sua tese sobre as Reservas, Augusto Ruschi as defendia como espaços de preservação que o mundo não poderia prescindir, por se constituírem em reservas genéticas de espécimes da natureza ameaçadas de extinção.

Lançada num dos primeiros congressos florestais de âmbito internacional, em Roma no ano de 1951, a tese foi muito bem recebida nos meios científicos internacionais, que passaram a difundi-la por toda a Europa. Assim, no início dessa década começaram a surgir Reservas Florestais por todo o mundo, como uma das mais importantes políticas de preservação do meio ambiente.

Incansável, Ruschi deu início a discussão sobre a poluição causada pelo uso de agrotóxicos sobre os ecossistemas. Depois da Segunda Guerra Mundial, veio a necessidade de aumentar a produção de alimentos, utilizando adubos químicos e um controle sobre as pragas. Ruschi passou a observar a morte dos pássaros e insetos após a pulverização com agrotóxicos e outros efeitos provenientes do envenenamento da natureza. Publicou vários trabalhos sobre o assunto, sendo um dos primeiros a denunciar para a sociedade os perigos do DDT.

AUGUSTO, O BRAVO

Fino observador da natureza, Ruschi publicou mais de 450 trabalhos científicos e obras de grande importância, como Aves do Brasil e Beija-Flores do Espírito Santo, livros sobre orquídeas, beija-flores, morcegos, macacos, aves e trabalhos com propostas de solução para problemas ambientais de diversas regiões do país. Seu amor e respeito pela natureza o transformaram num verdadeiro mito nacional, quando ele enfrentou, corajosamente, em 1977, o Governador do Estado do Espírito Santo, que havia baixado um decreto determinando que na Reserva de Santa Lúcia fosse implantada uma fábrica de palmitos enlatados, que seriam extraídos da própria reserva.

Na Reserva de Santa Lúcia, havia a Estação Biológica do Museu Nacional, local onde por mais de 40 anos, Ruschi trabalhou catalogando mais de 20 mil árvores, enumerando-as com plaquetas de identificação, sem permitir que se cortasse um galho de árvore ou fosse retirada uma planta. Ruschi recebeu os fiscais do governo com uma espingarda na mão e disse: “Aqui não. Se passar daí, ficam definitivamente no chão. Em defesa da natureza eu sou capaz de matar ou morrer”. Ruschi ainda mandou um recado para o governador. “Podem voltar diretamente para o Palácio e avisem ao governador que ou ele muda de idéia, ou amanhã cedo eu vou lá matar ele pessoalmente, no Palácio”.

Ruschi ainda foi uma das poucas vozes que se ergueram no período do Governo Militar para denunciar a derrubada de áreas na Amazônia região. Conseguiu, por várias vezes, evitar que grandes áreas florestais fossem devastadas, e dizia que no tempo que lhe restasse de vida continuaria o mesmo, defendendo a floresta brasileira e brigando por ela, porque sabia que assim também estava defendendo a humanidade. E assim o fez. Dois anos antes de morrer, moveu uma nova campanha contra o desmatamento de uma região do norte do Espírito Santo, último refúgio de três espécies de colibris sob ameaça de extinção.

É por essas e outras, que a história de Augusto Ruschi, suas trajetória e polêmicas, devem ser lembradas. Seu amor e trabalho pela conservação da natureza são exemplos para a humanidade. Um verdadeiro homem da floresta, Augusto Ruschi morreu convencido de que a única esperança de sobrevivência para a humanidade era o homem mudar radicalmente a sua relação com o meio ambiente. Augusto Ruschi morreu em 1986 de cirrose hepática e foi enterrado, coincidentemente, no dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

* Esta redação está concorrendo ao 13º Prêmio Nacional Assis Chateaubriand de Redação.

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Higor Assis
 

Muito bom Filipe! Gostei muito deste relato.

Cabe até um documentário sobre a luta Augusto Ruschi, uma pessoa que eu não conhecia e me encantei através do seu texto.

Obs: Cabe umas tag's ai hein, principalmente com o nome do augusto. Um abraço.

Higor Assis · São Paulo, SP 11/9/2007 16:38
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Cicero de Bethân
 

Salve!
Cara, fiquei confuso por você não apresentar na matéria especificamente o estado onde o Ruschi nasceu e postar a foto de uma cidade de Santa Teresa em SC. Santa Teresa sim, no Espírito Santo, onde temos inclusive a Reserva Biológica Augusto Ruschi. Por favor, me esclareça? Agradeço a atenção dispensada.
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 12/9/2007 09:36
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FILIPE MAMEDE
 

Bem observado Cícero. Bem-dita sejam as "filas de edição", assim como observadores como você. A foto é de Santa Teresa aí do seu estado mesmo. Errei a sigla sabe-se Deus lá porquê. Mas já foi corrigido. Obrigado pela leitura. Espero ter esclarecido suas dúvidas. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 12/9/2007 09:51
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Cicero de Bethân
 

Não vamos pirar a cabeça dessa galera! :)
Valeu, grande!
Abraço!
ps: torço para que ganhe!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 13/9/2007 09:22
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FILIPE MAMEDE
 

Cícero meu velho, nem me fale. Com a grana do prêmio eu garantiria vários cursos que eu penso em fazer e, até mesmo, parte de uma especialização... mas vamos com calma... de todo modo, valu pela força! Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 13/9/2007 18:42
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Cintia Thome
 

Nem me avisou, mas vim e votei...
Um bj

Cintia Thome · São Paulo, SP 13/9/2007 18:49
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Andre Pessego
 

Filepe,
Voce está se tornando, também, um descobridor de fundos para boas reportagens. E melhor, ou paralelamente, um bom redator, pesquisador. Mesmo para a brevidade da internet....
Conhecia o Prof. Ruchi, de dois outres programas da TV cultura, e de uma palestra na USP, além das reportagens. Me lembro até mesmo de quando ele foi para a Amazonia se tratar
com os índios.... das defumações..... do assombro do Mundo quando ele se recuperou e ainda viveu por mais meia dúzia de anos, como dizia "doente mas não acamado, trabalhando..."
um abraço, prabens., andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 14/9/2007 06:23
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FILIPE MAMEDE
 

Pois é André, a importância de Augusto Ruschi na questão da preservação da natureza não tem tamanho. Sobre o tratamento que ele fez com os índios, o ritual se chamava Pajelança, e consistia era à base de ervas. Os índios ficavam fumando uma determinada erva e baforavam o vapor sobre Ruschi...

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 14/9/2007 07:42
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Noelio Mello
 

Filipe.
Já não encontro adjetivos para elogiar o teu fantástico trabalho jornalistico. Sem falar no perfeito trabalho de pesquisas que fazes de maneira incansável. Contashistórias que serviriam para ser temas de estudos de muitos escolas, do ensino deste país.
A vida de Augusto Ruschi vira , no teu belíssimo texto, paginas vivas de uma história que eu, confesso, desconhecia.
Um apaixonado pela vida, pela natureza, um poeta das matas. Só o seu trabalho em pesquisar beija-flores já uma bela forma de fazer poesia.
Grande trabalho, mestre Filipe, enquanto nossa Amazônia arde em chamas pelas mãos gananciosas daqueles que vivem em função do dinheiro fácil.
Acredito, parceiro, que será premiado com esse belo texto. A menos que os julgadores não tenham no coração a poesia que carregamos nos olhos.
Parabéns, parceiro.
Belíssimo e fantástico trabalho. Com a tua marca.
Abraçosd
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 14/9/2007 07:50
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Higor Assis
 

Votado.

Higor Assis · São Paulo, SP 14/9/2007 10:30
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Ilhandarilha
 

Filipe, belo trabalho de pesquisa sobre o Ruschi. Me emocionei muito em ver ele aqui, escrito por um garoto de Natal. Conheci Ruschi pessoalmente na adolescência, em Santa Teresa e, posteriormente, numa viagem ao Caparaó, para onde ele ia fazer pesquisas. A luta dele pela preservação da natureza também se estendia às pessoas: na sua campanha pela erradicação do uso de agrotóxico na cafeicultura ele pensava principalmente nos agricultores, que morriam pelo uso indiscriminado do DDT nas plantações.
Seu corpo está enterrado na Reserva de Santa Lúcia, entre as orquídeas e beija-flores que ele mostrou para o mundo todo. Não poderia estar em outro lugar.
Parabéns pelo texto e pela lembrança.

Ilhandarilha · Vitória, ES 14/9/2007 11:36
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Marcos André Carvalho Lins
 

Parabéns, filipe (cheguei meio atrasado )
muito bom o texto!!!
abraços,

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 14/9/2007 14:50
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FILIPE MAMEDE
 

Bacana Ilha. Eu era pequeno, mas da nota de 500 cruzeiros homenageando o Augusto Ruschi eu sempre lembrei. Sua história de vida, devo confessar, não conhecia. Para os capixadas, sua figura deve ser bastante importante. Pesquisando sua vida, tive vontade de conhecer as reservas que ele tanto protegeu.
Nesse mesmo filão, estou pesquisando sobre uma reserva daqui de Natal. Já visitei o local e tirei umas fotos. Falta agora me debruçar sobre o texto. Um abraço Ilha.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 14/9/2007 16:09
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Filipe Mamede,
Você colocou que estaredação está concorrendo a um prêmio. Pois bem, espero que ela não esteja completa aqui, pois pode prejudicar na hora de avaliação. A banca examinadora pode desclassificar seu trabalho por isto. Só estou avisando, pois já aconteceu comigo. Nehum estudo concorrendo a um prêmio pode ser publicada antes. No demais seu trabalho é sempre bom. Só senti falta das fontes de pesquisa que inspirou este trabalho ( livros, revistas, jornais, teses e dissertações).Fiz o inverso, votei primeiro e agora voltei para comentar, pois ficou na minha cabecinha martelando estas indagações.
Um grande abraço,
Elizete Arantes

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 14/9/2007 16:44
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FILIPE MAMEDE
 

Tudo tranquilo Elizete. Na verdade a redação tem outro título e não está dividida em intertítulos, e algumas coisas a mais, o que fica descaracterizado como sendo a mesma coisa. Posso te passar depois algumas fontes se você quiser.
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 14/9/2007 16:52
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crispinga
 

Bela matéria, Felipe! Parabéns!
CRIS

crispinga · Nova Friburgo, RJ 14/9/2007 22:34
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Antônio Gonzaga Tomáz
 

Parabéns, Felipe!

Antônio Gonzaga Tomáz · Natal, RN 15/9/2007 21:44
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baduh
 

Meu amigo do peito, Filipe (o primeiro a abrir a primeira porta do Over para mim, com um comentário de estímulo!)

É difícil a gente encontrar um homem tão jovem como é você, com as mãos já cheias de História e de Jornalismo, com J maiúsculo mesmo. Eufemismo para Historiador e Jornalista de mão-cheia? Com certeza!

E o restante "virá por acréscimo"... Não um acréscimo gratuito, dado pelo tempo, de mão-beijada...

Diante do que entrevejo, fico a imaginar-te aos trinta e cinco, quarenta anos de idade (quando, acrescido ao talento inato, à precocidade do teu talento, haverá também a rodagem pelas estradas, a bagagem que te enriquecerá ainda mais e mais!)

Desculpe-me a demora em responder-te. Estive envolvido com trabalhos bravos, sem tempo suficiente sequer para dormir as horas que gostaria...

Recebe, então, o abraço fraterno, cheio de admiração do,

Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 19/9/2007 18:59
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crispinga
 

Felipe,
Beleza de matéria, que legado deixou esse ambientalista! Espero que tenha influenciado muitas gerações na luta incansável para salvar o Planeta Terra.
Parabéns e torço para que sua redação tenha sido premiada!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 20/2/2008 09:58
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