Publicado no www.buszine.blogspot.com
Para muitos, igualmente a Globo, a Veja é sinônimo de jornalismo “comprado”, que vincula matérias de interesses próprios, ou com outros fins que vão de dinheiro a jogadas políticas, não digo se é verdade ou mentira, ou se é certo ou errado, não tenho moral para analisar tal conjectura, não quero levá-los a esse assunto, o que mais me impressiona é que há uns três dias, um amigo me liga e diz para abrir a última edição da revista, eufórico vejo que fala da expansão da música independente no Brasil, além de um box com o resumo de cada cena, inclusive a de Mato Grosso, trazendo como grandes bandas o Vanguart e o Macaco Bong e ainda o Festival Calango. Sergio Martins, o jornalista, conseguiu ser fiel e idôneo a todas as bandas, e ao comprometimento das pessoas chaves da cena. No entanto, o que quero ressaltar é a percepção da revista em voltar seus olhos para um tipo de música que não têm recursos financeiros, digo, nenhuma banda das que apareceram tiveram que pagar, ou trocar algum favor (assim como acontece nas resenhas de filmes da mesma revista), mas aparecem lá, porque viram neles uma pauta interessante e viável, dedicando 3 páginas da seção sobre música. Isso nos mostra o quanto o “alternativo” tem se mostrado com mais profissionalismo e de boa qualidade. A essa altura, todos os outros veículos se projetam, e empurram os olhos para a música independente brasileira, bem no momento em que acontece um dos eventos mais importantes e mais corajosos que se tem noticia no País, que é a realização simultânea do Grito Rock em 20 cidades espalhadas em 15 Estados, que movimentará todo o cenário nacional, de bandas a produtores, de bando de amigos aos pipoqueiros, que não saberão onde ir, se nas micaretas, se nos rock’n’roll. O ano passado foi o do Independente, então, entrego 2007 para a consolidação dele.
Dewis, a movimentação do independente tem se fortalecido de tal modo que ficaria até feio para a Veja passar batido. O Sérgio Martins esteve no Goiânia Noise, inclusive. É sempre bom esse espaço. Já que, infelizmente, as coisas têm de passar por um veículo de envergadura comercial para a maior parte das pessoas reconhecer. Tomara que venham mais por aí. Lembrando que, historicamente, muita gente tirou dinheiro do próprio bolso e investiu naquilo que acredita para que isso venha acontecendo honestamente, como você destacou. Sem um espaço comprado na mídia. Cabe a nós espalhar mais ainda!
Felipe Gurgel · Fortaleza, CE 10/1/2007 22:46A Veja não faz mais do que sua obrigação. Se ela se diz "jornalistica"....
Marcelo Candido Madeira · Rio de Janeiro, RJ 11/1/2007 09:00
Concordo contigo, Marcelo!
Carlos ETC · Salvador, BA 12/1/2007 14:02
Opa, é válido também olhar por esse lado!!
Obrigado
O papel da Revista Veja é informar. Dewis esperamos que em 2007 a Revista Veja tenha descoberto que este é o seu papel -jornalístico.
asinha · Salvador, BA 14/1/2007 01:57bem falando de macaco bong entendo .... instrumental de qualidade ... e os meios de comunicação ... acharam marketing ... na melodia e movimento da cultura cuiabana ....
Livia Vianna · Cuiabá, MT 16/3/2007 01:30Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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