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O “Melhor” de Simoninha - Ouça música inédita

S de Samba
Divulgação
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Jlima · São Paulo, SP
10/5/2008 · 136 · 1
 

Music News - 5/5/2008 - Por James Lima

Wilson Simoninha lança nesta semana pelo selo S de Samba o CD “Melhor” com produção de Max de Castro. São quase seis anos sem lançar material inédito desde o CD Sambaland Club lançado em 2002. Como negociador do disco na Distribuidora Brasilmúsica! tive o privilégio de escutar o CD inteiro em meados de outubro de 2007.

O disco é uma viagem muito gostosa de ritmos com um repertório muito bem escolhido e executado, e de cara a faixa “Melhor”, que hoje está com outro nome no disco “É Bom Andar a Pé” (Gabriel Moura/Pedro Moura) me emocionou, e pelo jeito acabou emocionando a todos os outros ouvintes da faixa, se transformando no título do novo CD. Fora a linda homenagem que o artista faz na faixa de sua autoria “26 Dezembro” para seus filhos, é de arrepiar! E muito mais. O disco conta com a participação de músicos, compositores e cantores como: Seu Jorge, Jorge Ben Jor, Luiz Vagner, Proveta, Willian Magalhães, Cláudio Zoli e o próprio produtor e irmão Max de Castro.

Mas para respeitar a divulgação e os meus colegas dos outros veículos que só receberam o CD nestes últimos dias, não vou fazer uma matéria sobre o disco, e sim sobre o artista e suas influências. Mostrando ainda sua opinião sobre várias outras questões.

Clique aqui e escute com exclusividade
(faixa para divulgação e promoção): “É Bom Andar a Pé” (Gabriel Moura/Pedro Moura) (Streaming legal - autorizado pela Gravadora S de Samba)


Entrevista com Wilson Simoninha - 02/05/2008
Por: James Lima



1- MN - Como você se definiria. Quem é Wilson Simoninha artista, e quem é o Simon (apelido que os amigos o chamam)?
Simoninha – Vamos começar com a "missa de corpo presente" rsrsrsrs.
Um lutador, pois tudo o que consegui, na vida e na música, sempre foi com muito esforço. Sou também muito caseiro, adoro futebol, o Palmeiras, meus amigos, viajar e cada vez mais não me levar tão a sério, sei lá coisas normais.
Ansioso e muito crítico comigo mesmo. Sempre acho que posso fazer mais em todas as áreas da minha vida. De certo isso constrói, mas também pode destruir. Como artista (meu alterego declarado) um músico cantor que até compõe e produz. E o Simon é tudo que sou quando não estou artista.

2- MN - Quais foram as bandas e os artistas que te influenciaram e influenciam em sua carreira?
Simoninha – A lista é grande. No meu primeiro CD o Vol.2 na contracapa cito alguns. É difícil falar de poucos, escuto música desde muito cedo.

3- MN - O que você escuta com freqüência, e quais seus CDs de cabeceira? Você tem algumas dicas de novos trabalhos e talentos para o leitor escutar?
Simoninha – Escuto as novidades, novos trabalhos de gente nova ou não. Hoje Deixo o Ipod em shuffle e vou descobrindo e relembrando músicas e sensações. Os CDs de cabeceira dependem do meu estado de espírito.
Às vezes é para a música me levar, uma coisa mais no emocional. Outras vezes é para estudar, mais cerebral. E pode ser o mesmo CD como, por exemplo, o Whats going on do Marvin Gaye, depende mesmo do que eu estou procurando e sentindo no dia.
Meu gosto é bem eclético, no Myspace descubro trabalhos maravilhosos. Têm cantores, músicos, bandas e compositores é fantástico. Me lembro de uma banda chamada Letieres leite & ORKESTRA RUMPILEZZ. Tem o China (de recife para mundo) com seus mil projetos.
A Verônica Ferriani que esse ano deve lançar um disco produzido pelo Bid.
Para o bem da música tem muita gente fazendo coisas legais.

4- MN - O fato de você ser filho de um grande artista te ajuda, ou a pressão é maior na sua carreira?
Simoninha – Olha o fato de ser filho do Simonal e com toda história que ele viveu deveria me afastar da música se de fato não fosse tão importante para mim. Mas é difícil avaliar pois tive e tenho muitas dificuldades mas também sempre recebi muito amor das pessoas. O que sempre procurei fazer é acreditar no que sinto e no que tenho a dizer. Fazer música no Brasil é um exercício de persistência. Quanto a pressão, bem canalizada, faz até bem, da mais força, é um desafio. Nunca serei o Simonal. Sou o Simoninha sei que carrego um pedaço do meu pai comigo e tenho um tremendo orgulho disso.


5- MN - Hoje você é pai, você estava preparado para esta mudança radical? O que isto mudou na sua vida?
Simoninha – As mudanças são fundamentais. Eu queria muito viver isso e estou aprendendo. Com certeza mudei e minha vida mudou. O tempo começa a passar e deixamos coisas incríveis para trás mas ganhamos outras também incríveis. Estou adorando viver esse momento.

6- MN – Você como pai apóia a volta da “matéria música” nos currículos escolares? Você acha que isto pode ajudar de certa forma antecipar a criança ou jovem a desenvolver o talento ou até o gosto pela boa música?
Simoninha - A música faz parte da vida, aprender a se expressar(desde de cedo) através dela, não faz de você um musico, mas te torna mais sensível e isso é mais importante. Acredito que as artes são fundamentais na formação de uma criança. Boa música é algo muito subjetivo, o mais legal é melhorarmos a formação das nossas crianças para serem advogados, médicos, engenheiros, músicos, atores enfim qualquer profissão. E com isso buscar uma sociedade mais desenvolvida e justa.

7- MN - Você não acha que falta uma política cultural mais focada no artista ao invés da indústria do disco? E o que você acha que poderia ser feito nesta questão?
Simoninha - Sem dúvida. Em 2000 eu falava que estávamos no começo de uma revolução. E ela continua, veja quanta coisa já mudou.
O artista e uma nova indústria independente hoje são uma realidade. Acredito que muito ainda vai mudar. A sociedade está mudando e a música
faz parte dela. Estamos presos a certas coisas do passado, mas agora enquanto escrevo isso algum garoto inventa algo que pode deve ser parte do nosso futuro. As discussões sobre novas mídias, novas formas de remuneração, internet e etc... , são fundamentais.


8- MN - O CD físico, você ainda acredita neste formato? Porque?
Simoninha - Acredito que não. Ele ainda é um dos padrões, se reinventa (Blue-ray) em capacidade e forma, mas a própria indústria de tecnologia e seus novos e velhos usuários vêm experimentando outras formas com bons resultados. Convergência de mídias será o futuro? Se nem o MIT sabe ao certo, não serei eu que saberei. Quem viver verá.


9- MN - Você utiliza ferramentas virtuais para divulgar seus trabalhos? Quais? E quanto tempo você se dedica nesses espaços por dia?
Simoninha - Sim. MySpace, You Tube e pelo mundo digital afora. Bastante. Mas sempre tento tirar algum dia longe do computador.


10- MN - Hoje existe uma PEC no Congresso Nacional para tentar a extinção parcial ou total dos impostos na cadeia produtiva de um CD ou DVD musical. Como existe no mercado livreiro. Como isto ajudaria o artista, o mercado e o consumidor ao seu modo de ver?
Simoninha - Vou me repetir, bastante. O problema não é o imposto é a bi e as vezes até a tri tributação.
É claro que a relação com o preço final melhoraria. Se hoje vende menos, se investe menos, se produz menos.
Uma política mais sensata pra o setor, acompanhada de uma discussão sobre o que se pode mudar para o futuro que já bate a porta, e que de certo deveria incluir até novas leis e regras, seria muito bom. Sonho meu... . Música traz divisas é uma das melhores propagandas para o Brasil, gera empregos. O grande domínio cultural americano, a partir da metade do século passado no mundo, só foi possível pela grande divulgação de sua música, cinema e etc... O nosso governo tem um papel fundamental nisso, para essas mudanças. E não é só subsidiar precisamos nos reinventar.

11- MN - Hoje você é sócio de uma gravadora, como está sendo esta experiência?
Simoninha - Prazer e dor. É difícil, mas vale a pena. Eu e meus três sócios da SdeSamba, o Dimi, João e Jair mais nossa pequena e talentosa equipe
nos sentimos fazendo parte dessas mudanças aprendendo e errando mais indo em frente.

12- MN - Em sua opinião, qual o maior problema que os selos têm para lançar e divulgar seus novos produtos?
Simoninha - São muitos. Todos esses sempre falados. Mas como não podemos parar, temos que correr para que as novas soluções apareçam. Existem boas iniciativas por todos os lados. Precisamos juntar todas essas e de fato começar algo novo. Por exemplo, a internet é uma realidade, mas em termos de recursos gerados (pelo menos por aqui) é pouco. Como divulgação funciona em determinados nichos em outros não. É preciso amadurecer as relações entre artistas e empresas. O subsidio é importante, mas as parcerias podem ir além. São muitas necessidades e existe a música de consumo rápido, existe quem busca uma carreira a um público que quer consumir música de graça, e outro que a valoriza. Se cada um continuar a querer simplesmente "defender o seu" a curto prazo pode até funcionar, mas enxergo um futuro sombrio.


13- MN - Desde 2002 quando lançou Sambaland Club você não lança um trabalho de inéditas, porque ficou este tempo todo sem lançar um CD?
Simoninha - Em 2002 após o lançamento fiz minha primeira grande turnê internacional, na volta surgiu a idéia de fazer um CD e DVD ao mercado europeu. Foi o que produzi em 2003 e acabou tendo seu lançamento aqui em 2004. No começo de 2005 estava começando a produzir um CD de inéditas e surgiu o convite da MTV/Trama para fazer o DVD com as músicas do Ben Jor. No final de 2006 já fora da Trama, tive que esperar e trabalhar o lançamento do nosso primeiro projeto 100% S de Samba o CD Simples do Jair Oliveira (por sinal excelente). Em 2007 lançamos o Nega da Luciana Mello e o DVD Simples.
Além disso, refizemos nosso escritório de shows, me aperfeiçoei na direção de vários shows, fiz diversas participações em CDs e DVDs, tive dois filhos, não parei.

14- MN - Este trabalho do CD “Melhor” é diferente dos trabalhos anteriores? Quais foram estas mudanças?
Simoninha - Sinceramente não sei se é diferente. Ele é fruto dessa evolução desses oito anos que separam do Vol 2.
Acho que o maior mérito é não ter que me preocupar em provar nada para mim e para o público. Sei que é um bom trabalho e claro que torço para que as pessoas gostem. Eu não mudei só me sinto mais maduro.


15- MN - Neste CD você reúne várias parcerias e participações especiais, fale um pouco dessas pessoas e como isto de certa forma influenciou o trabalho do CD?
Simoninha – É natural sempre trabalhei bem em parcerias. E nesse CD deixo claro isso, essa influência é positiva e o Max com certeza me ajudou a trazer isso dessa forma natural.

16- MN - Para terminar, quais são os próximos passos na sua carreira?
Simoninha – Focar o lançamento e levar o show para o maior numero possível de pessoas. O CD digital e físico já está saindo no Japão. Também vamos trabalhar para lançá-lo na Europa. É importante lembrar que é um trabalho independente com todas as dificuldades que isso representa, mas o prazer de realizar e de nossas pequenas vitórias fazem tudo valer a pena.

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IZA COSTA
 

Simoninha,
parabéns pela luta! Também sou compositora, e sei que não é fácil... mas você tem garra; sucesso, viu! Muito samba no pé!
p.s. tb faço samba... não gravei porque meu estilo para cantar acho que é outro... mas faço samba, sou do Estado do RJ.
Abraços fraternos,



se puder, faça uma visita!

IZA COSTA · Guaratinguetá, SP 10/5/2008 21:18
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