Às vezes paro pra pensar e me pergunto o que faz uma pessoa em sã consciência – ou que pelo menos aparenta ter – vestir uma camisa com os dizeres I Hate You ou fazendo referência ao número da besta, o folclórico 666. Será que é uma moda? É querer ser diferente dos demais? A intenção é chocar? Necessidade de se auto-afirmar através da intimidação? Ou é um comportamento típico dos imbecis e retardados?
Considero esse tipo de rebeldia muito questionável e preocupante, já que os indivíduos que trajavam o tal indumento provocador eram jovens – pude captar numa das minhas andanças em pontos diferentes da cidade sorriso. Eu acredito na juventude como semente de transformação da sociedade para algo melhor se o pensamento for voltado ao cultivo de valores nobres – embora haja tanta incredulidade no mundo atual, o que impede a humanidade de alcançar a paz.
A intolerância e a descrença – a exemplo da prática do nazismo, do satanismo e outras mazelas – podem direcionar o homem a cada dia que sucede o outro à deterioração da própria existência se não percebermos que isso é uma tendência mundial, um mal que surge dentro de milhares de lares e ganha as ruas diariamente. Vejo no rosto desses pobres moços, gente com tão tenra idade, uma expressão de profunda solidão – não da falta de companhia e sim de vazio espiritual, tristeza e desilusão – que os faz se cercar de drogas e amigos inúteis.
Essas angústias, em muitos casos, geram complexo de rejeição levando a pessoa a ter desvios de conduta gravíssimos que resultam em chacinas seguidas de suicídio – como aquelas ocorridas em universidades americanas. O documentário Tiros Em Columbine – dirigido por Michael Moore – retrata bem o problema – que foge do nosso controle por ser iminente, mas que poderia ser minimizado se os pais fossem mais atentos e mimassem menos os seus filhos.
Como explicar atrocidades cujos autores são rapazes e moças bem nascidos, com ótima instrução acadêmica e acima de qualquer suspeita? Observando sinais e analisando com atenção detalhes que à primeira vista parecem mera bobagem. É aí que mora o perigo. Foi assim que aconteceu quando Suzane Richtofen, o namorado e o cunhado acabaram com a vida dos progenitores dela; quando um estudante indígena, admirador de Adolf Hitler, assassinou covardemente diversas pessoas numa escola técnica dos Estados Unidos.; quando um estudante coreano matou vários colegas de campus também nos E.U.A.; quando um estudante paulista entrou num cinema e disparou contra dezenas de pessoas em São Paulo ; quando um grupo de adolescentes de classe média ateou fogo num índio que dormia num banco de praça do Distrito Federal; quando outro grupo de adolescentes de classe média espancou uma empregada doméstica, pensando que ela fosse prostituta, na Barra da Tijuca (R.J.) – e mesmo que fosse não justificaria. Tudo isso muito me estarrece.
Concordo com vc. Talvez nesse mundo em que todos querem ser irmãos (do BBB), esses jovens queiram aparecer ou alguns, o que é pior, não têm nem noção da asneira.
Por isso, acredito na arte para humanizar e socializar, sem discurso correto, pois, como poeta, trabalho minhas imperfeições ao limite, acredito que um pouco de vivência com algum conhecimento teórico e estímulo ao sonho, que a arte proprociona, possamos salvar essas almas demoníacas (rs!) Abraços do Marco. Voltarei!
ótimo texto, gostei muito dfo que li.
depois eu volto.
S.U.P.R.A. Vida Secular! · Niterói (RJ
O Ódio Como Hábito
Somos muito influenciados pela Mídia e, com esta formacáo de cativo qualquer um queima o filme só para aparecer mesmo como sendo o contra do contra.
Mediocridade e besteirol.
Por isso que Jesus pediu ao Pai para nos perdoar porque náo sabemos o que fazemos.
Nossos irmáos, nossa gente, a genet e o melhor que fazemos é compreender e ver o despreparo, e caprichar para melhorar alguma coisa.
Parabéns pelo Trabalho e pelo tema incrível.
Abracáo Amigo.
Tema triste, real e preocupante mesmo!
È a famosa geração do "Tudo de bandeja"! Tiveram tudo sem esforço e agora nada tem sentido... E o maior perigo, é que
a sociedade como um todo, faz vista grossa! Como o crime organizado, que veio aos poucos, passo a passo, e agora sem
solução? "Atentai bem!!!".
Abraços.
Li, reli...compactuo dos mesmos sentimentos...tristes...
gostei...e voltarei...
Amigo, eu não me preocupo com camisetas e seus escritos bombásticos.
Já fui jovem e tudo que pudesse fazer para chamar a atenção para quem sou, o que sou e o que devo fazer, eu faria e fiz muitas vezes.
Me preocupa mais o que voce disse adiante :
Vejo no rosto desses pobres moços, gente com tão tenra idade, uma expressão de profunda solidão...
Isto sim é preocupante e é a causa das mortes violentas, da revolta incontida no peito.
Se aos 50 e tantos eu tenho crises existenciais sobre as coisas e pessoas que me cercam e custo a digeri-las e assimila-las o que dizer de um jovem vivendo situações parecidas ou piores?
Como lidar com elas sem ninguém para aconselhá-los?
O que falta? A culpa é deles? Devemos temê-los ou tentar conseguir para eles um conselheiro para tentar lhes explicar a vida?
Vou te contar uma história.
Perto da minha casa há uma escola pública. Há alguns anos fiquei sabendo que precisavam de pessoas para dar aulas para o curso da noite, frequentado por empregadas domésticas, operários, pessoas mais humildes que buscavam algo mais em suas vidas.
Me candidatei a uma vaga. Como tenho formação de engenharia logo me deram a incumbência de dar matemática.
Recusei.
Matemática qualquer professor mais novo pode ensinar e é sempre a mesma materia, entra ano sai ano.
Me perguntaram: que disciplina gostaria de dar?
Disse a eles : Cidadania.
Mas não existe uma disciplina destas no curriculo, retrucou a responsável.
Não tem problema. Eu entro converso com a turma. Quem quiser ir embora, pode ir. Não tem nota, nem avaliação. Se em duas aulas não estiver pelo menos 50% da turma, eu tento uma disciplina comum. Concordaram.
Dei a minha primeira aula sem preparar nada, sem levar nada. Só conversei com eles. Pedi que se apresentassem e cada um dissesse de sua vida e seus problemas.
Os problemas de todos eram poucos e coincidentes. Escolhemos um problema e passamos a falar sobre ele.
Querem saber qual o problema escolhido? SOLIDÂO.
Na segunda aula, não tinha espaço para tanta gente que foi. Continuamos falando sobre solidão. E na terceira, etc...
Comecei a receber telefonemas em minha casa, visitas de pessoas com problemas os mais variados. No primeiro momento tentei ajudar mas depois ficou insuportável e me envolvi muito. Minha esposa pediu que eu parasse com aquilo pois até minha saúde estava ficando abalada. E não deu outra : Enfartei 6 meses depois.
Fim da história.
Complicado...
Quem está errado senhor S.U.P.R.A ? os jovens que não pediram para estar aqui ou aqueles que os puseram aqui e os abandonaram? ou ainda aqueles que deveriam cuidar para que os pais deles tivessem educação suficiente para pensar antes de colocá-los no mundo, isto é governo e governantes?
Este assunto é muito cruel pra mim e lembrar dele me traz recordações dificeis.
Espero ter de alguma forma ajudado.
Um abraço.
Nunca estivemos tão sozinhos antes ... tão individualistas. O tema da permissividade é necessário. Há um certo incômodo em abordá-lo, um certo incômodo introjetado na cultura, especialmente a cultura de massa. Onde tudo costuma ser sorrisos. Uma reflexão tempestiva e pertinente.
Abs.
S.U.P.R.A!
Considerei muito interessante e atual o tema exposto!
Depois de todas as consideraçõe postadas, registro o meu ponto de vista que é muito simples:
- Acredito que todos estes problemas comportamentais que têm trazido tanda dor, sofrimento e preocupação, são orginados na ausencia de Deus na vida destas pessoas; os pais se preocupam em suprir todas as necessidades materiais dos filhos, e se esquecem que somos MATERIA E ESPIRITO!
O material jamais vai preencher o vazio do coração do homen; só Deus, mas Ele não pode fazer nada, pq "nunca" é
convidado a participar!
Deus é "educado"; Ele não invade a nossa privacidade; mas tem prazer em ajudar, qdo é solicitado!
Falo por experiencia própria!
Deixo meu abraço, e parabenizo a vc pelo texto tão oportuno!
Voltarei! bjos...
adorei! muito bem escrito, parabens... volteo sempre. beijos
lady sophie · Porto Alegre, RS 19/1/2009 07:41
Por isso é que os investimentos em cultura são tão necessários. Por esse caminho, um povo encontra a sua identidade.
Aglacy · Aracaju, SE 19/1/2009 14:09
Solidão é fera
vida veraz virá
se se juntam olhos de ver
se o fugaz bem passado presente,
vai além do que presentes.
Amigo seu trexto é uma fisgada na ferida mesmo. Interessante e aborda uma coisa sempre presente no nosso cotidiano juvenil. Valeu pela abordagem do assunto muito pertinente. Valeu e voto.
José Cycero · Aurora, CE 19/1/2009 20:48Amigo seu texto é uma fisgada na ferida mesmo. Interessante e aborda uma coisa sempre presente no nosso cotidiano juvenil. Valeu pela abordagem do assunto muito pertinente. Valeu e voto.
José Cycero · Aurora, CE 19/1/2009 20:48
Cara... sou carioca. Mas, estou há 35 anos em Niterói e me considero meio niteroiense. seu texto é uma espanada de pó que trouxe aos nosso olhos e pensar um dos grande problemas da sociedade, e olha que não atinge somente os jovens não. Abordastes um tema atualíssimo e de excelente qualidade e complexidade de discussão. Um trabalho que dignifica a literatura, assim como acontecido todos os seguimento da arte na "nossa" cidade; cantores, poetas, compositores, atores, etc... Se mais jovem eu fosse, silkaria na minha camiseta. "Tô com o SUPRA , e não abro!"
P.S. Peço licença para usar sua janela, e, parabezinar o excelente comentário do mineiro peninha, que subscrevo. E aqui ele ganhou o meu apreço:
"Me perguntaram: que disciplina gostaria de dar?
Disse a eles : Cidadania."
- É o que mais falta neste país, lamentavelmente.
meu abraço fraterno aos dois.
Silveira
S.U.P.R.A. Vida Secular! · Niterói (RJ)
O Ódio Como Hábito
Ciom carinho e orgulho voltando para elogiar o seu trabalho e a sua personalidade Humana.
Em meio as lutas da sociedade se enfrentam projetos de vida e de morte que sáo fáceis de identificar. Estes, até náo sáo os grandes problemas e talves escondam projetos intermediários que estáo no poder e impeder que a sociedade viva sem a fome e a miséria que tanto vemos por todos os lugares do mundo com guerras de paises e de grupos dominadores e tantas desumanidades tudo para manterem para poucos a maioris dos recursos que é produzido por muitos.
Parabéns pelo seu notável trabalho.
Abracáo Amigo e a minha admiracáo e alegria pela sua Amizade táo valorosa.Náo és só uma pessoa cheia de talento, é uma pessoa cheia de boa vontade e amor ao Próximo.
S.U>P>R>A> Vida Secular - Niterói - RJ
Meu estimado colega. Só quem sabe o que é isso é quem já vivencuiou de perto situações em que a droga paraliza o ser pensante e o transforma num robot. É dificílino o socorro deste ser humano. Eles não querem socorro. Robot não pede socorro. Só há uma saída: Família disponivel para estar ao lado 24 horas. e uma religião para suporte. Se a mãe, principalmente, segurar, largar tudo para ajudá-lo, provavelmente ele tenha chances de superar. Caso contrário... não tem governante que salve! Só a mãe e família e Deus.
Parabéns pelo texto.
Muito bom.
Abraços. Mirtes Carvalho
Estou com o Peninha.
Lecionei "Noções de Direito Público e Privado" por mais de dez anos. O que muitos alunos não percebiam é que eu falava mais da Ética (Moral) do que do Direito. Vezes sem conta um aluno ou uma aluna me chamavam de lado para pedir conselho em face de algum problema familiar ou profissional. Geralmente eram casos que necessitavam mais de psicólogo do que de advogado. Infelizmente, poucos professores se dão conta de que seu papel é mais do que meramente "dar aula".
Muito bom seu texto, concordo com tudo!!
Fernando Oliveira · Rio de Janeiro, RJ 21/1/2009 00:11
É a desesperança, falta comprometimento maior, falta sacerdócio na educação e nas políticas públicas. O jovem tem visto um planeta superlotado, os recursos se esgotando, aquecimento, resfriamento, falta de espaço para morar, plantar, ocorre a extinção da fauna e da flora, o alimento que irá faltar. O futuro está comprometido com o deslanchamento, a mensagem esta no ar. A percepção humana não se ajustou nem se ajustará ao crescimento demográfico. A mensagem frenética volita no ar, sem capacidadede se fazer interpretar.
é coisa do capeta mesmo...eu não tenho duvida disso...vc tem ?
666 na cabeça...e salve-se quem conseguir..
muito bom mesmo seu tema...
abraço, votado...
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